A trégua de 60 dias entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, mediada pelos Estados Unidos e pela França, entrou em vigor na passada quarta-feira.
A coordenação entre a resistência e o exército libanês será de elevado nível, conforme assegurou Naim Qassem, líder do Hezbollah, durante um discurso pré-gravado, conforme reportado pela AFP.
Este acordo prevê que os militantes do Hezbollah se retirem para o norte do rio Litani, enquanto as forças israelitas deverão regressar ao seu lado da fronteira. Naim Qassem, que sucedeu recentemente a Hassan Nasrallah, falecido num ataque israelita no final de Setembro, pediu que “ninguém aposte em problemas ou conflitos” com o exército libanês, sublinhando a necessidade de união e estabilidade.
Além disso, Qassem comprometeu-se a reforçar as capacidades defensivas do Líbano e declarou uma “grande vitória” sobre Israel, afirmando que este não conseguiu destruir o Hezbollah nem aniquilar a resistência. “O nosso apoio à Palestina não irá parar e continuará através de diferentes meios”, garantiu o líder do Hezbollah, reafirmando o compromisso do grupo com a causa palestiniana.
Apesar de ter sido significativamente enfraquecido pela ofensiva israelita, que resultou na morte de vários líderes do movimento, o Hezbollah mantém-se como um actor fundamental na política libanesa. Desde o início da guerra na Faixa de Gaza, desencadeada a 7 de Outubro de 2023, pelo ataque sem precedentes do Hamas, o grupo libanês abriu uma frente de “apoio” ao movimento islamista palestiniano.
As autoridades libanesas reportam que, desde Outubro, pelo menos 3.961 pessoas foram mortas, a maioria desde o final de Setembro, enquanto do lado israelita, 82 soldados e 47 civis morreram durante os últimos 13 meses, segundo a informação oficial.

















