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Segunda-feira, Julho 27, 2026
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Bombas de combustível e lojas vandalizadas na Praça dos Combatentes

Na sequência da divulgação dos resultados eleitorais, a Praça dos Combatentes, na cidade de Maputo, foi palco de actos de vandalismo que resultaram em prejuízos de difícil contabilização.

As duas bombas de combustível existentes naquela zona foram parcialmente destruídas, enquanto as lojas de conveniência ali localizadas foram saqueadas, com todo o seu conteúdo retirado em pouco tempo. Uma caixa multibanco também foi alvo de ataques.

Nas imediações, populares fecharam a via na ponte ferroviária com pedras e pneus em chamas. A escuridão causada pelo fumo das queimadas favoreceu saques em estabelecimentos comerciais, deixando diversos espaços completamente vandalizados. Num dos locais, nada restou no interior, a não ser lixo espalhado pelo chão.

As autoridades ainda não emitiram informações detalhadas sobre a extensão dos danos ou o número de envolvidos, mas apelam à calma e à colaboração dos cidadãos na denúncia de quaisquer actos que ponham em causa a segurança e a ordem pública.

Populares incendeiam edifícios municipais e soltam reclusos na Vila da Manhiça

Populares incendiaram ontem (25), o edifício do município da Vila da Manhiça, provocando um cenário de destruição generalizada. Vários carros foram queimados e diversas infra-estruturas públicas ficaram danificadas, numa imagem que, segundo testemunhas, lembra um ambiente de guerra.

Registos de câmaras amadoras mostram o interior do edifício municipal completamente vandalizado, com gabinetes sem mobiliário ou equipamento. O tribunal distrital, a casa protocolar do presidente do município e da administradora do distrito, o Serviço Distrital de Planeamento e Infraestruturas, a Direcção Fiscal da Manhiça e outras instituições públicas também foram alvo de actos de vandalismo.

Há ainda indicação de uma evasão na penitenciária distrital da Manhiça, de onde fugiram cerca de 90 reclusos após a intervenção de populares. Em paralelo, lojas de bens alimentares e outros estabelecimentos comerciais foram invadidos, tendo ocorrido saques de produtos variados.

Relatos no local referem que o posto administrativo, a residência do chefe do posto e outras estruturas governamentais foram incendiadas.

Fuga em cadeia de máxima segurança agrava instabilidade em Maputo

Um número não especificado de reclusos fugiu, esta quinta-feira (25), da cadeia de máxima segurança situada na província de Maputo, em meio a tumultos e manifestações desencadeadas pela proclamação dos resultados das eleições gerais.

A informação foi inicialmente confirmada pelo secretário permanente do Ministério da Justiça, Justino Tonela, que referiu a necessidade de “averiguar com exatidão o número específico e outros detalhes” sobre a evasão. Mais tarde, a ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida, também reconheceu o incidente, sem avançar o total de reclusos em fuga ou as circunstâncias precisas da rebelião.

De acordo com dados divulgados na sequência dos confrontos, a revolta na prisão resultou na morte de 33 reclusos e deixou outros 14 feridos. Cerca de 1.500 detidos aproveitaram a confusão para escapar, tendo as autoridades recapturado 150 até ao momento. O comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael, alertou que, entre os foragidos, figuram indivíduos considerados “terroristas altamente perigosos”. Acrescentou que 29 condenados por terrorismo estavam detidos neste estabelecimento, tendo sido libertos durante os motins.

O Estabelecimento Penitenciário de Máxima Segurança de Maputo, localizado a pouco mais de 14 quilómetros do centro da capital, aloja mais de três mil reclusos, incluindo suspeitos e condenados por crimes graves, sobretudo homicídios. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram confrontos entre presos e seguranças, com disparos feitos para tentar conter a rebelião, bem como grupos de reclusos a evadirem-se pelos bairros circundantes.

As autoridades reportam igualmente outras 236 “ocorrências de violência grave” nas últimas 24 horas, associadas à contestação dos resultados eleitorais, incluindo ataques a esquadras, cadeias e sedes do partido no poder, além de veículos e infra-estruturas incendiados. O ministro do Interior, Pascoal Ronda, anunciou que estes episódios causaram 21 mortos e diversos feridos. Por seu lado, a Plataforma Eleitoral Decide, que monitora o processo eleitoral, aponta para pelo menos 56 vítimas mortais em dois dias de protestos e 152 pessoas baleadas.

O caos ocorre após o Conselho Constitucional ter proclamado, na segunda-feira, Daniel Chapo, apoiado pela Frelimo, como novo Presidente da República, com 65,17% dos votos, sucedendo a Filipe Nyusi. O anúncio desencadeou protestos por parte de apoiantes de Venâncio Mondlane, que obteve 24% dos votos, levando a confrontos com a polícia, pilhagens e bloqueio de estradas.

O dia 25 de Dezembro, feriado da família em Moçambique, ficou marcado por manifestações e violência. As autoridades intensificaram operações para localizar os reclusos em fuga e repor a ordem nos bairros afectados pelos tumultos.

Putin ameaça com mais destruição na Ucrânia após ataque com drones

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, emitiu um aviso contundente este domingo, prometendo uma escalada de destruição na Ucrânia após um ataque com drones, que Moscovo atribui a Kiev. 

Durante uma conferência de imprensa, Putin afirmou: “Aqueles que tentarem destruir alguma coisa no nosso país, seja qual for a amplitude, irão enfrentar destruições ainda mais significativas no seu próprio país e vão lamentar o que tentaram fazer ao nosso país.”

Este anúncio surge na sequência de um ataque ocorrido no sábado, que atingiu a cidade de Kazan, situada a cerca de mil quilómetros da fronteira com a Ucrânia. O ataque visou edifícios residenciais, mas, segundo as autoridades locais, não resultou em vítimas.

Na sua conferência de imprensa anual, Putin destacou que as tropas russas estão a recuperar diariamente território na Ucrânia, afirmando que “em breve não haverá ninguém que queira lutar” contra a Rússia. Contudo, o líder russo admitiu a sua incapacidade de prever o término da campanha militar, bem como a expulsão das tropas ucranianas da região fronteiriça de Kursk.

Além disso, Putin expressou o desejo de se reunir com o futuro Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas condicionou um encontro com o líder ucraniano, Volodymir Zelensky, à convocação e vitória em eleições, considerando-o um “presidente ilegítimo”.

Recentemente, o Ministério da Defesa russo anunciou que o exército continua a avançar nas regiões sul e central de Donetsk, alegando ter tomado dez povoações ucranianas na última semana.

Segundo o Estado-Maior russo, a Rússia já conquistou mais de 4.000 quilómetros quadrados na região de Donetsk este ano. No entanto, o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) refuta esta estimativa, alegando que a Rússia ainda precisa conquistar cerca de 8.000 quilómetros quadrados para estabelecer total controlo sobre a região.

Aumento do preço do cimento complica construção civil em Sofala

O preço do cimento tem registado um aumento significativo, passando de 450 para 600 meticais por saco de 50 quilos, o que está a dificultar a construção de imóveis na região. 

Este agravamento dos preços tem gerado descontentamento não apenas entre os consumidores, mas também entre os fabricantes e vendedores de blocos de construção, que têm enfrentado prejuízos crescentes.

De acordo com António Alexandre, director provincial da Indústria e Comércio em Sofala, a escalada nos preços do cimento resulta da interrupção das actividades de uma das fábricas locais, o que gerou uma escassez do produto no mercado e, consequentemente, uma especulação nos preços. “Estamos cientes deste problema. O que aconteceu é que das três fábricas que temos na Beira e Dondo, que fornecem o produto ao mercado local, uma delas está com problemas administrativos. No entanto, temos informações de que a situação será resolvida em breve”, afirmou António Alexandre.

Embora duas das três fábricas continuem a operar e a fornecer cimento, a escassez do produto tem levado a alguns vendedores a adoptarem práticas de oportunismo, aumentando os preços de venda. Este panorama preocupa tanto os consumidores, que veem os custos da construção a disparar, como os pequenos empreiteiros, que já lutam contra margens de lucro reduzidas.

Brasil: Avião de pequeno porte cai e explode em área residencial de Gramado

Na manhã de domingo, um avião de porte caiu sobre uma área residencial no centro de Gramado, uma cidade turística no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, após colidir com um prédio.

O acidente resultou na explosão da aeronave e não deixou sobreviventes entre as pelo menos 10 pessoas a bordo, conforme informado pela Protecção Civil do estado.

O avião partiu de Canela, uma cidade turística próxima, e colidiu inicialmente com a chaminé um edifício na Avenida das Hortêns. Desgovernado atingiu o segundo andar de uma residência e uma loja de móveis, espalhando destroços pela rua e danificando outros imóveis, incluindo uma pousada.

No momento do acidente, a cidade estava coberta por um nevoeiro denso, mas ainda não está claro se a baixa visibilidade contribuiu para a queda. Equipes de bombeiros trabalharam para extinguir as chamas, enquanto a polícia isolava a área para investigar a causa da tragédia e confirmar o número exacto de ocupantes da aeronave.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, confirmou a ausência de sobreviventes e as autoridades continuam a apurar as circunstâncias do acidente.

Atentados no Mali resultam em pelo menos 20 mortes atribuídas a jihadistas

Pelo menos 20 pessoas morreram em uma série de ataques perpetrados na sexta-feira, contra várias aldeias no centro do Mali, uma região que tem sido alvo frequente de grupos jihadistas. 

O lamento e a inquietação tomaram conta das comunidades locais após os trágicos acontecimentos, confirmados por autoridades e fontes locais neste sábado.

De acordo com um representante local que solicitou anonimato, seis aldeias na região de Bandiagara foram atacadas por jihadistas. “Os silos de cereais foram queimados, e as populações locais fugiram. Houve também cerca de 20 mortos”, revelou à agência de notícias AFP.

Um funcionário da segurança do Mali acrescentou que, após a contagem, foram registados 21 mortos e muitos feridos em cinco das aldeias atacadas. Bocary Guindo, representante de uma associação de jovens da região, informou que o número de vítimas pode ser ainda mais elevado, estimando pelo menos 22 mortos em quatro aldeias, além da destruição de duas outras comunidades.

Desde 2012, o Mali tem sido palco de constantes ataques a grupos ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, além de movimentos separatistas e grupos criminosos. O ambiente de segurança deteriorou-se ainda mais, com relatos de sete mortes em ataques similares no centro do país no passado fim-de-semana.

Os recentes ataques ocorrem em um contexto de instabilidade, marcado pela incapacidade das forças de segurança locais em garantir a protecção da população. Em Setembro, o país já havia enfrentado ataques audaciosos, incluindo um contra uma academia de polícia e a invasão do aeroporto militar de Bamako, o que representou o primeiro ataque à capital desde 2016.

Portugal avalia limitar acesso de imigrantes à saúde pública

O Parlamento português aprovou um projecto de lei que visa restringir o acesso ao Sistema Nacional de Saúde (SNS) para estrangeiros em situação irregular no país. 

A medida, defendida pelo partido Chega e pela Aliança Democrática, recebeu apoio do Partido Social Democrata e do CDS-PP, mas enfrentou oposição da esquerda e do partido Iniciativa Liberal.

O projecto propõe que imigrantes sem situação legalizada possam acessar o SNS apenas em casos de emergência ou mediante pagamento antecipado. Brasileiros, a maior comunidade estrangeira em Portugal, estão entre os grupos que podem ser afectados.

Com a nova legislação, estrangeiros irregulares perderão o direito ao acesso gratuito ao sistema de saúde pública. A proposta sugere que esses indivíduos paguem taxas moderadoras ou o custo total dos serviços médicos. Além disso, estrangeiros irregulares precisarão apresentar comprovante de cobertura de saúde e fornecer informações de contacto ao Estado para acessar serviços não emergenciais.

Ainda não há data definida para a implementação das novas regras, que têm gerado debate sobre o impacto nos direitos dos imigrantes em Portugal.

Desabamento de ponte no Brasil resulta em duas mortes e seis desaparecidos

Uma tragédia abalou a ligação entre os estados do Maranhão e Tocantins, no Brasil, quando a ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, com mais de 500 metros de extensão, desabou no passado domingo. 

O colapso da estrutura resultou na morte de duas pessoas e deixou ainda seis indivíduos desaparecidos.

Segundo informações do portal G1, o acidente ocorreu quando três camiões caíram juntamente com a ponte, que se localiza entre as cidades de Estreito, no Maranhão, e Aguiarnópolis, no Tocantins. Entre os veículos afectados estavam também duas motas e um carro, onde seguiam um casal e uma criança. O homem que estava no veículo foi socorrido e encontra-se fora de perigo, enquanto a mulher e a criança permanecem entre os desaparecidos.

O Departamento Nacional de Infraestruturas dos Transportes esclareceu que o desabamento foi provocado pela cedência do vão central da ponte, que possui mais de 530 metros de extensão.

O vereador de Aguiarnópolis, Elias Junior, estava no local para denunciar a falta de condições da estrutura quando testemunhou o momento em que a ponte começou a ceder. Um vídeo do incidente foi posteriormente divulgado nas redes sociais, chocando a opinião pública.

Em resposta à tragédia, o governo estadual activou várias equipas de socorro para realizar as operações de resgate na área afectada. As autoridades continuam a trabalhar diligentemente para localizar os desaparecidos e prestar assistência às famílias afectadas por este trágico evento.

Ataque aéreo de Israel na Faixa de Gaza deixa 28 mortos e atinge hospital

Um ataque aéreo realizado por Israel na Faixa de Gaza resultou na morte de pelo menos 28 pessoas. Entre os alvos atingidos estão um hospital e uma escola que funcionava como abrigo para famílias deslocadas devido ao conflito.

Antes do ataque, o exército israelense havia instruído a evacuação do hospital. No entanto, a remoção de pacientes em estado grave não foi possível, dada a precariedade das condições de transporte na região, que enfrenta uma guerra prolongada há mais de um ano.

Segundo o jornal Al Jazeera, um outro centro médico nas proximidades também foi alvo de ataques israelenses. No abrigo escolar, pelo menos oito pessoas morreram, enquanto outras 13 foram mortas em uma casa atingida durante a militar. O incidente agrava ainda mais a humanitária na região, já crítica devido ao conflito contínuo.

Professores anunciam boicote à correcção de exames durante férias

A Associação Nacional dos Professores (ANAPRO) anunciou que os docentes só irão proceder à correcção dos exames dos alunos durante as férias, um ato que poderá ter repercussões significativas na programação do próximo ano lectivo. 

A associação desmentiu, assim, as declarações do Governo, que atribuíram a falta de pagamento das horas extras à não realização da prova de vida.

Após a recente comunicação do porta-voz do Governo, que revelou que está a ser implementado o pagamento das horas extras aos professores, a ANAPRO manifestou, este sábado, a sua perplexidade quanto à forma como estes pagamentos estão a ser efectuados.

A associação enfatizou que a situação actual é insustentável e que mais de 100 escolas em todo o país decidiram boicotar a realização dos exames, o que compromete seriamente os programas académicos para o próximo ano lectivo.

Caso a situação não seja resolvida, os professores ameaçam não apenas manter a sua decisão de não corrigir os exames, mas também não dar aulas durante o ano lectivo de 2025. Esta posição reflete um descontentamento crescente entre os profissionais da educação, que exigem uma solução justa e adequada para as suas reivindicações.

Nampula: Ciclone Chido devasta cerca de 200 hectares de culturas em Eráti

O ciclone Chido causou destruição significativa no distrito de Eráti, em Nampula, onde perto de 200 hectares de culturas diversas foram devastados.

O administrador distrital, Manuel Manussa, informou que esforços estão em andamento para mobilizar recursos e apoiar as famílias afectadas.

O governo local, em colaboração com parceiros, está a focar-se na distribuição de sementes para ajudar na recuperação agrícola. Há uma necessidade urgente de 165.237 quilogramas de sementes de milho e 84.114 quilogramas de feijão para iniciar a primeira fase de replantio.

Manussa destacou que estas sementes são essenciais para garantir a continuidade das actividades agrícolas, uma vez que o período agrícola já começou e as comunidades estão empenhadas em retomar o cultivo nas suas machambas.

México anuncia construção de 25 campos de acolhimento para imigrantes deportados dos EUA

O governo mexicano tomou a decisão de construir 25 campos de acolhimento na região fronteiriça com os Estados Unidos, com o intuito de abrigar um possível aumento no número de imigrantes mexicanos deportados.

A informação foi divulgada pela secretária do Interior do México, Rosa Icela Rodríguez.

Segundo a responsável, cada uma das novas instalações terá a capacidade para acolher até 2.500 pessoas, num esforço que integra a iniciativa da Presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, em proteger os emigrantes e garantir um tratamento digno a todos aqueles que transitam pelo território mexicano. Durante uma reunião com os governadores dos estados do norte do México, Rodríguez reafirmou que “a prioridade é o tratamento humano e o bem-estar dos migrantes”.

A decisão surge num contexto em que a questão da imigração se tornou um tema central na política dos Estados Unidos, especialmente com a presidência de Donald Trump, que fez das deportações em larga escala uma das bandeiras da sua campanha. Com a sua posse marcada para 20 de Janeiro, Trump prometeu uma abordagem rigorosa em relação à imigração ilegal, o que poderá resultar numa massiva deportação de cidadãos sem documentação.

Estima-se que entre 11 e 15 milhões de imigrantes estejam actualmente a viver nos EUA sem a devida documentação. Muitos destes indivíduos desempenham papéis cruciais em sectores fundamentais da economia norte-americana, como a agricultura, a construção civil, a restauração e a hotelaria, onde constituem uma parte significativa da força de trabalho.

Conflito interno na Renamo deixa oito feridos em Manica

Na manhã de sábado, um confronto entre duas facções da Renamo, principal partido de oposição em Moçambique, resultou em oito pessoas feridas, duas delas em estado grave, na cidade de Chimoio, província de Manica.

O conflito surgiu entre uma ala que exige a saída imediata de Ossufo Momade da liderança do partido e a realização de um congresso extraordinário, e outra que apoia a permanência do general na direcção da Renamo.

A ala contestatária invadiu a sede provincial da Renamo armada com paus, tentando expulsar a delegação local, que consideram ter sido imposta por Momade. A resistência das duas partes levou ao confronto físico.

Os confrontos, que começaram dentro da sede, rapidamente se espalharam para a rua em frente ao edifício. A polícia foi chamada para intervir e resgatar dois reféns mantidos pela ala contestatária, que havia tomado o controle da sede.

Até o momento, a direcção da Renamo não se pronunciou oficialmente sobre o incidente. As tensões internas refletem as divisões dentro do partido quanto à liderança de Ossufo Momade.

INAE reforça fiscalização em Nampula para combater venda de objectos pirotécnicos

A Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) em Nampula intensificou a fiscalização nos estabelecimentos comerciais e mercados informais para impedir a comercialização de objectos pirotécnicos durante a quadra festiva.

Esta acção decorre após a interdição anunciada pela Autoridade Tributária de Moçambique, que proíbe a importação, comercialização e manuseamento de pirotecnia e fogo-de-artifício no período festivo de 2024/2025.

Silvano Alexandre, delegado do INAE, informou que a fiscalização está a ser realizada em coordenação com a Polícia da República de Moçambique e as autoridades municipais. O objectivo é garantir que a proibição seja respeitada, com uma política de tolerância zero para a exposição e venda desses itens.

A medida visa proteger a saúde pública, devido aos riscos associados ao uso de produtos pirotécnicos. O INAE alertou que medidas serão tomadas contra os infractores que desrespeitarem a proibição, reforçando o compromisso com a segurança da população durante as festividades.

“Turbo V8”: Manifestantes incendeiam esquadra das Mahotas

Protestos eclodiram na cidade de Maputo após a divulgação dos resultados eleitorais que declararam Daniel Chapo como presidente eleito de Moçambique.

Em meio à agitação, a esquadra policial do bairro das Mahotas foi incendiada por manifestantes insatisfeitos, causando danos materiais significativos e levantando preocupações sobre a segurança pública.

O descontentamento popular surgiu após o Conselho Constitucional anunciar a vitória de Daniel Chapo. Muitos eleitores esperavam que Venâncio Mondlane fosse declarado vencedor, levando a protestos marcados por atos de vandalismo e confrontos com as forças de segurança.

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A esquadra das Mahotas foi invadida por manifestantes durante as manifestações. Relatos indicam que documentos e equipamentos policiais foram destruídos antes de os invasores atearem fogo às instalações. Viaturas estacionadas no local também foram danificadas. O incêndio foi contido após várias horas, mas a estrutura sofreu perdas irreparáveis.

Colégio Dream incendiado e saqueado em Habel Jafar

O Colégio Dream em Abel Jafar, foi incendiado hoje durante as manifestações em protesto ao anúncio da vitória de Daniel Chapo como presidente de Moçambique pelo Conselho Constitucional.

A população, que esperava que Venâncio Mondlane fosse o vencedor, reagiu com indignação, resultando em saques e tumultos na região. Se precisar de mais informações ou detalhes, estou à disposição.

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Dando início àquilo que o candidato presidencial Venâncio Mondlane chamou de “fase turbo V8”. Notícia em actualização.

Chapo proclamado novo presidente de Moçambique

Após 73 dias das eleições realizadas no dia 9 de Outubro, o Conselho Constitucional (CC) de Moçambique proclamou finalmente os resultados, confirmando Daniel Chapo como o vencedor da corrida presidencial.

Este anúncio encerra um período de incerteza e intensa expectativa sobre os resultados das sétimas eleições presidenciais e legislativas e das quartas das assembleias provinciais e de governadores de província.

Daniel Chapo, candidato pelo partido Frelimo, obteve uma vitória decisiva com 65,17% dos votos, superando significativamente os outros candidatos. Venâncio Mondlane, apoiado pelo partido extraparlamentar PODEMOS, arrecadou 24,19% dos votos. Ossufo Momade, do partido Renamo, obteve 6,62% e Lutero Simango, do MDM, conseguiu 4,02%.

No âmbito das eleições legislativas, o partido Frelimo consolidou a sua posição dominante ao conquistar 171 assentos parlamentares. Por sua vez, o PODEMOS conseguiu eleger 43 deputados, enquanto a RENAMO assegurou 28 lugares e o MDM obteve oito assentos.

Nas assembleias provinciais, a Frelimo também demonstrou uma forte liderança ao obter a maioria dos assentos em todas as províncias, totalizando 624 membros. O PODEMOS, a RENAMO e o MDM conseguiram, respectivamente, 67, 97 e 58 assentos. Outros cinco partidos extraparlamentares também conseguiram eleger membros para as assembleias provinciais.

Na eleição dos governadores provinciais, apenas candidatos da Frelimo foram eleitos, destacando-se figuras como Elina Massengele em Niassa, Valige Tauabo em Cabo Delgado, e Tule em Maputo-província, entre outros.

A proclamação destes resultados foi realizada apesar da interposição de recursos por alguns partidos e candidatos, que apontaram irregularidades no processo eleitoral. No entanto, o CC avaliou que estas anormalidades não influenciaram de forma substancial os resultados finais.

Daniel Chapo, agora eleito Presidente da República, prometeu em sua primeira reação promover reformas profundas na legislação eleitoral de Moçambique, visando um processo mais transparente e inclusivo. Ele enfatizou a importância do diálogo e da colaboração entre todas as forças da sociedade como alicerce fundamental da democracia.

Instituições bancárias encerram portas face a receios de vandalismo

Face à escalada de tensões e à ameaça de novos protestos liderados por Venâncio Mondlane, candidato do Podemos às eleições presidenciais, várias instituições bancárias decidiram encerrar temporariamente as suas portas em diversas regiões do país.

A medida surge na sequência de incidentes de vandalismo registados nos últimos dias, em particular nas principais cidades do país, onde manifestações populares têm sido marcadas por confrontos e destruição de bens públicos e privados.

O receio de danos materiais e a preocupação com a segurança dos trabalhadores e clientes são apontados como as principais razões para a suspensão temporária das operações presenciais. Entre os bancos afectados, encontram-se tanto instituições nacionais como internacionais, algumas das quais já começaram a redireccionar os serviços para plataformas digitais, de modo a minimizar os impactos para os clientes.

“Proteger Colaboradores e Clientes”

Um comunicado conjunto de várias instituições bancárias, divulgado na noite de ontem, destaca que “a prioridade neste momento é garantir a segurança de colaboradores, clientes e património, enquanto as autoridades trabalham para conter a situação”. Algumas das agências bancárias foram já alvo de tentativas de invasão e saque durante os protestos da última semana, com danos significativos reportados em Maputo e Beira.

De acordo com fontes do sector financeiro, o encerramento será mantido enquanto persistir o risco de vandalismo. Serviços como levantamentos, depósitos e transferências poderão ser limitados, apelando-se aos clientes que privilegiem canais digitais, como aplicações móveis e internet banking.

O anúncio de Venâncio Mondlane, que prometeu avançar com uma nova fase de manifestações sob o nome de “Turbo V8”, intensificou os receios de instabilidade. Nos protestos realizados até agora, estima-se que mais de 130 pessoas tenham perdido a vida em confrontos com as forças de segurança, um número que pode aumentar caso os apelos às manifestações sejam concretizados.

Mondlane, que rejeitou oficialmente os resultados proclamados pelo Conselho Constitucional — que declararam o candidato da Frelimo vencedor das eleições presidenciais com 65,17% dos votos —, reforçou a sua posição em declarações recentes. “Não podemos trair o povo. Continuaremos a agir de acordo com aquilo que o povo nos pede para fazer”, afirmou o candidato do Podemos, reiterando o apelo à mobilização popular.

A situação tem gerado um clima de medo e incerteza entre os cidadãos, particularmente nas zonas urbanas. Para além das instituições bancárias, outros sectores económicos também reportaram medidas de contingência, incluindo o encerramento antecipado de lojas, mercados e centros comerciais.

As autoridades reforçam a presença policial em pontos estratégicos, numa tentativa de conter potenciais focos de vandalismo e garantir a ordem pública. No entanto, muitos comerciantes e empresários têm optado por encerrar as suas actividades, temendo o impacto dos protestos na integridade dos seus negócios.

Conselho Constitucional de Moçambique anuncia resultados finais das eleições gerais

O Conselho Constitucional (CC) de Moçambique está preparado para anunciar, na tarde de segunda-feira, os resultados finais das eleições gerais realizadas em 9 de Outubro.

Este anúncio ocorre após um período de mais de dois meses de contestação, que resultou em confrontos violentos e a morte de pelo menos 130 pessoas.

A presidente do CC, Lúcia Ribeiro, fará a proclamação dos resultados das eleições presidenciais, legislativas e provinciais no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) havia declarado anteriormente a vitória da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), com o candidato presidencial Daniel Chapo obtendo 70,67% dos votos.

O candidato presidencial Venâncio Mondlane, que não reconhece os resultados, liderou manifestações em todo o país, exigindo a “posição da verdade eleitoral” através de um recurso posto junto ao CC.

Mondlane advertiu que a proclamação dos resultados pode determinar o futuro do país, pedindo que toda a actividade em Moçambique cesse no dia do anúncio para que a população possa ouvir o acórdão do CC.

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