A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a neutralização de uma suposta quadrilha criminosa na cidade de Chimoio, na província de Manica.
O grupo, composto por quatro indivíduos – sendo dois moçambicanos e dois malawianos – é suspeito de estar envolvido em assaltos à mão armada, incluindo um recente ataque a um banco no distrito de Macanga, na província de Tete.
A operação policial resultou na apreensão de uma arma de fogo e na detenção dos suspeitos, que, segundo as autoridades, estavam prestes a concretizar um novo assalto a um banco na cidade de Chimoio. A PRM revelou que o grupo utilizava instrumentos contundentes para efectuar os seus crimes, intensificando a preocupação com a segurança pública na região.
Os detidos, actualmente nas celas da segunda esquadra policial em Chimoio, alegam a sua inocência, afirmando que apenas teriam apanhado uma boleia de um veículo proveniente da cidade da Beira até Chimoio, sem qualquer conhecimento das intenções criminosas do grupo.
O recém-empossado Comandante-Geral da Polícia da República de Moçambique, Joaquim Adriano Sive, reconheceu, na sua primeira intervenção após a tomada de posse, que a actuação da polícia em algumas situações durante os recentes protestos pós-eleitorais não esteve à altura das expectativas.
“Se houve questões quanto a isso, parece-me que em alguns casos não estivemos muito bem. O nosso trabalho, a partir de agora, será melhorar a nossa actuação e ter uma abordagem de qualidade em relação à nossa população”, afirmou Sive, sublinhando a importância de uma relação de confiança entre a corporação e os cidadãos.
O novo comandante destacou ainda que a recuperação da confiança da população é essencial, uma vez que esta foi significativamente afectada durante as manifestações. “Se não tivermos o conforto, o apoio e o suporte da população, pouco ou nada conseguiremos fazer”, reconheceu, alertando para a necessidade de um diálogo aberto e construtivo com a sociedade.
No que diz respeito ao combate à criminalidade, Joaquim Sive enfatizou a urgência em eliminar casos de rapto, um dos crimes que mais preocupam os cidadãos. Para isso, defendeu uma maior capacidade das instituições em lidar com a criminalidade, assegurando que o seu mandato será pautado por esforços contínuos para garantir a segurança e o bem-estar da população moçambicana.
Centenas de palestinianos iniciaram a sua deslocação para o norte da Faixa de Gaza, em resposta ao anúncio das Forças de Defesa de Israel (IDF) que permitiu o regresso a partir das 07:00 (hora de Lisboa).
Este movimento ocorre num contexto de tensões prolongadas e de recente esperança com a mediação do Qatar.
Imagens partilhadas pela agência de notícias palestiniana Wafa revelam longas filas de pessoas a caminhar pela estrada Rashid, que serpenteia ao longo da costa do enclave, transportando os seus poucos pertences. A movimentação iniciou precisamente à hora estipulada pelas autoridades israelitas, evidenciando a urgência e necessidade de muitos em deixar áreas de conflito.
O porta-voz das IDF, Avichay Adraee, comunicou, através da rede social X, várias directrizes relevantes para esta operação. Entre as instruções destacadas, está a proibição expressa de que os palestinianos se dirijam ao território israelita, assim como a restrição ao transporte de militantes ou armamento. Adraee também anunciou que a estrada Salah al Din, que corre paralela à Rashid e está situada a leste, junto à fronteira com Israel, será aberta ao tráfego de veículos a partir das 09:00 (hora de Lisboa).
A decisão de permitir este movimento de regresso acontece na sequência de um acordo mediado pelo Qatar, que foi anunciado no domingo e que resultou na libertação de um refém civil israelita.
Esta situação marca um alívio significativo na recente escalada de hostilidades e na primeira grande crise do cessar-fogo entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas.
Um ataque devastador a um hospital saudita na cidade de El Fasher resultou em 70 mortes e 19 feridos, incluindo pacientes e acompanhantes.
O incidente ocorreu enquanto a unidade de saúde estava repleta de doentes, conforme relatado pelo Director da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma publicação na rede social X, citada pelo Notícias ao Minuto.
Além do ataque ao hospital, outra unidade de saúde em Al Malha também foi alvo de agressões, aumentando a preocupação com a segurança dos serviços de saúde na região. O governador de Darfur, Minni Arko Minawi, atribuiu o ataque ao grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF), que tem exercido um controle significativo sobre a vasta região ocidental de Darfur.
Minawi sublinhou que o hospital atacado era o único ainda a fornecer serviços médicos na área, após a destruição de outras instalações de saúde devido ao conflito em curso, que começou em meados de Abril de 2023. “Continuamos a apelar à cessação de todos os ataques aos serviços de saúde no Sudão e a um acesso total para a rápida recuperação das instalações que foram danificadas. Acima de tudo, o povo do Sudão precisa de paz. O melhor medicamento é a paz”, afirmou Ghebreyesus.
Desde o início do conflito, que opõe as forças paramilitares lideradas pelo general Mohamed Hamdan Daglo e o exército sob o comando do general Abdel Fattah al-Burhan, o Sudão tem enfrentado uma grave crise humanitária. Estima-se que a guerra já tenha causado entre 20.000 e 150.000 mortes. A população de El Fasher, que conta com cerca de dois milhões de habitantes, tem sofrido, especialmente, com as RSF bloqueando a cidade desde Maio.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) de Moçambique anunciou, em comunicado enviado à Lusa, que estão a ser instaurados os processos legais necessários para a responsabilização do ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane.
O documento destaca que a recente publicação de um decreto por Mondlane é uma “flagrante violação” da Constituição da República, uma vez que tal ato é prerrogativa exclusiva dos órgãos competentes do Estado e deve ser publicado no Boletim da República.
A PGR também revelou ter conhecimento de uma das 30 medidas que Mondlane propôs, na qual se menciona a realização de uma suposta eleição e empossamento de secretários de bairro, chefes de localidades, postos administrativos e administradores distritais, acções estas que ocorrem fora das normas legalmente estabelecidas.
Segundo a PGR, o exercício das funções mencionadas é estritamente regulado por lei. Assim, qualquer ato que contrarie este regime é considerado ilegal, nulo e sem efeitos, além de subverter os princípios do Estado de Direito Democrático, configurando um ilícito criminal.
Mondlane, por sua vez, defende que o povo deve constituir-se como um “tribunal autónomo” e emitir “sentenças” contra as forças de polícia, alegando que estas estariam a efectuar uma “onda macabra” de “execuções sumárias” sem intervenção das autoridades competentes. Esta declaração foi feita num documento, divulgado na passada terça-feira, intitulado “decreto”, onde apresenta as 30 medidas para os próximos 100 dias.
O ex-candidato critica a inércia das autoridades da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), acusando-as de desrespeitar o direito das pessoas de escolherem quem os governa, ao alegadamente “roubarem votos”. “A que instituição se socorreria o povo senão a este mesmo povo na forma de autoproteção?”, questiona Mondlane no seu documento.
Além disso, em uma intervenção nas redes sociais, Mondlane fez referência à “Lei de Talião”, afirmando que para cada um dos cidadãos assassinados pelas forças da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), a justiça deveria ser feita em igual medida. “Chamem-me agitador, chamem-me o que quiserem, o povo está sendo morto, está sendo sequestrado, é assim que vai ser”, declarou.
O comandante-geral cessante da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael, expressou hoje o seu pesar ao deixar a corporação, marcada por um período de destruição e luto, resultante das manifestações ocorridas após as últimas eleições.
A declaração foi feita durante uma conferência de imprensa realizada imediatamente após a cerimónia de tomada de posse do novo comandante-geral, Joaquim Sive.
Bernardino Rafael não escondeu a sua tristeza ao abordar a situação da Polícia, que se encontra a lidar com um longo rasto de destruição de infraestruturas. “Eu deixo a Polícia com instalações destruídas por aquelas manifestações subversivas. Deixo a Polícia com 187 membros feridos pelos manifestantes. Deixo a Polícia com 17 famílias que perderam os seus entes queridos e, acima de tudo, 77 comandos distritais completamente destruídos”, afirmou Rafael.
Apesar do cenário desolador, o ainda comandante-geral manifestou a sua esperança de que a nova direcção da polícia consiga restaurar a ordem e recuperar o que foi perdido. “Mas tenho fé que os colegas farão de tudo para recuperar o que foi perdido”, concluiu, demonstrando assim um voto de confiança nos seus sucessores.
A diplomacia da República Democrática do Congo (RDCongo) lançou um apelo urgente ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, solicitando a imposição de sanções políticas e económicas contra o Ruanda.
O governo congolês acusa o país vizinho de apoiar as hostilidades em curso na região leste da RDCongo, um território marcado por conflitos armados e instabilidade.
A ministra dos Negócios Estrangeiros da RDCongo, Therese Kayikwamba Wagner, afirmou que “o Conselho de Segurança deve impor sanções específicas, incluindo o congelamento de bens e a proibição de viajar, não só contra membros identificados da cadeia de comando das Forças Armadas ruandesas, mas também contra os responsáveis políticos por esta agressão”. As declarações de Wagner refletem a crescente tensão entre os dois países e a urgência de medidas que visem conter a escalada do conflito.
Em resposta à gravidade da situação, uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, inicialmente marcada para na segunda-feira, foi antecipada para hoje. Esta reunião deverá discutir as alegações do governo congolês e avaliar possíveis respostas à crise que afecta a segurança e a estabilidade da RDCongo.
O apelo da RDCongo surge num contexto de crescente violência na região oriental do país, onde diversas milícias operam e onde a presença de forças estrangeiras, incluindo aquelas provenientes do Ruanda, tem sido amplamente debatida. A comunidade internacional observa com atenção a evolução deste conflito, que já resultou em milhares de deslocados e vítimas civis.
Um jovem estivador, aparentando ter cerca de 30 anos, sofreu ferimentos graves após ser atingido por um comboio de transporte de carvão mineral nas proximidades do mercado Waresta, na cidade de Nampula.
De acordo com testemunhas oculares, o incidente ocorreu após uma discussão entre a vítima e um amigo, também estivador, motivada pela disputa de uma quantidade de abacates descartados por vendedores do mercado, que se encontravam próximos à linha férrea. O desentendimento teve lugar num momento crítico, uma vez que o comboio aproximava-se em direcção ao Porto de Nacala.
O impacto do atropelamento foi descrito como extremamente violento, resultando em ferimentos significativos na cabeça e nas pernas do jovem. Infelizmente, a vítima permaneceu no local sem receber assistência durante pelo menos 30 minutos, o que levanta preocupações sobre a eficácia dos serviços de emergência na área.
As autoridades locais estão a investigar as circunstâncias que rodearam o incidente, enquanto a comunidade exprime a sua solidariedade à vítima e à sua família. O caso reforça a necessidade de maior atenção à segurança próximo de infraestruturas ferroviárias e de uma melhor sensibilização para os perigos que estas representam.
As tropas da Operação Hadin Kai, que actuam no nordeste da Nigéria, realizaram recentemente uma operação de limpeza no infame enclave terrorista conhecido como Triângulo de Timbuktu.
A informação foi divulgada pelo porta-voz do Exército nigeriano, tenente-general Edward Buba, em um comunicado emitido no domingo e reproduzido hoje pela agência de notícias France-Presse (AFP).
De acordo com Buba, a operação militar visa desmantelar a presença de grupos terroristas na região e iniciou a 16 de Janeiro. Desde então, as forças armadas nigerianas têm enfrentado diversos confrontos com extremistas. “Esta operação, que se desenrola em três vertentes, visa erradicar a actividade terrorista no Triângulo de Timbuktu. Durante a operação de limpeza, conseguimos neutralizar 70 combatentes terroristas, incluindo três altos comandantes”, afirmou o porta-voz.
No entanto, a operação também teve um custo significativo. O tenente-general Buba lamentou a morte de 22 militares e o registo de vários feridos, reflectindo a intensidade e a complexidade dos confrontos.
A região nordeste da Nigéria tem sido alvo de ataques do grupo extremista Boko Haram desde 2009, uma violência que se intensificou com o surgimento da dissidência conhecida como Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP) em 2016. Ambos os grupos terroristas têm como objectivo a imposição de um Estado islâmico em um país que apresenta uma maioria muçulmana no norte e uma predominância cristã no sul.
O governo da província de Sofala está a avaliar a possibilidade de proceder ao abate de animais bravios considerados problemáticos em diversos distritos, como uma medida para reduzir os conflitos entre o Homem e a fauna selvagem.
Esta decisão surge em resposta ao crescente impacto que estes animais têm tido nas culturas agrícolas, afectando gravemente a segurança alimentar de várias famílias.
Relatos indicam que hipopótamos, crocodilos e elefantes têm causado destruição de colheitas e, em casos extremos, ferindo cidadãos e danificado propriedades. Na localidade de Ampara, por exemplo, quatro habitações foram destruídas, levantando a preocupação da população local.
O administrador do distrito de Búzi, João Saize, em declarações à Rádio Moçambique, confirmou que o governo está a trabalhar em conjunto com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) para discutir a possibilidade de abater os animais que estão a causar problemas. “Nós temos várias medidas; uma delas é solicitar autorização à ANAC para abater os animais problemáticos. Por essa via, podemos abater um número considerável, um pouco acima de uma dezena de hipopótamos, com base nas denúncias das comunidades devido aos estragos”, afirmou Saize.
Além da proposta de abate, a administração local tem promovido sessões de sensibilização dirigidas às comunidades ribeirinhas, alertando sobre os perigos de entrar nas águas dos rios, especialmente devido à presença de crocodilos. O objectivo é proteger tanto as comunidades como os animais, buscando um equilíbrio que minimize os conflitos e promova a coexistência pacífica entre o Homem e a natureza.
Um grupo de manifestantes, composto maioritariamente por adolescentes, mulheres e alguns adultos, reuniu-se nas últimas horas em frente a várias lojas das empresas Águas da Região Sul e EDM.
O protesto, que atraiu a atenção de transeuntes e comerciantes, foi marcado por gritos de “baixa o preço”, evidenciando a insatisfação da população face aos aumentos recentes no custo dos serviços essenciais.
A manifestação, que gerou agitação e condicionou o funcionamento do comércio local, levou a uma interrupção temporária de algumas actividades nas imediações. O clima de tensão foi observado, mas a presença da Polícia da República de Moçambique (PRM) no local visou garantir a ordem e a segurança dos cidadãos. Os agentes monitorizaram a situação de perto, para prevenir qualquer desdobramento que pudesse comprometer a tranquilidade pública.
A crescente preocupação com os preços das tarifas de água e electricidade tem gerado descontentamento entre a população, que vê na subida dos preços um entrave ao seu bem-estar e à sua capacidade de subsistência.
As autoridades ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o ocorrido, mas a situação levanta questões sobre a necessidade de um diálogo necessário entre o governo e os cidadãos para abordar as suas preocupações.
Sete indivíduos foram detidos no passado fim-de-semana na cidade de Mocuba, na província da Zambézia, ao tentarem comercializar um pangolim, uma espécie protegida por lei.
A operação foi conduzida pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), que conseguiu interceptar os suspeitos antes que a transacção fosse concluída.
De acordo com Maximino Amílcar, chefe do Departamento de Relações Públicas, Comunicação e Imagem do SERNIC na Zambézia, três dos indiciados foram responsáveis pela captura do animal, enquanto os outros quatro se dedicavam a encontrar potenciais compradores. O preço estipulado para o pangolim era de duzentos mil meticais.
Este incidente marca o primeiro caso de tráfico de pangolim registado em 2023, um problema que continua a preocupar as autoridades locais. No ano anterior, foram documentados sete casos semelhantes em toda a província da Zambézia, evidenciando a necessidade de esforços contínuos na luta contra o tráfico de espécies ameaçadas.
Uma onda de descargas atmosféricas na província de Tete resultou na morte de dez pessoas e deixou outras treze feridas durante a presente época chuvosa.
A informação foi avançada pelo jornal “O País”, que destaca que os trágicos incidentes ocorreram nos distritos de Tsangano, Angónia e Cahora Bassa, onde, lamentavelmente, duas das vítimas pertenciam à mesma família.
A Delegada do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD) fez saber que, além das fatalidades, quatrocentas famílias dos distritos de Doa e Mutarara enfrentam dificuldades alimentares, uma vez que as suas machambas foram severamente afectadas pelo fenómeno climático conhecido como El Niño.
A situação agrava-se pela intransitabilidade das vias de acesso, que impossibilita a chegada de assistência alimentar a estas comunidades.
As autoridades locais apelam à população para tomar precauções durante este período de intempéries, reforçando que a segurança deve ser a prioridade diante dos perigos que as descargas atmosféricas podem representar.
A falta de assistência alimentar e as consequências das condições meteorológicas adversas revelam a vulnerabilidade de várias comunidades, exigindo uma resposta coordenada e eficaz por parte das instituições competentes.
O Presidente da Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko, foi reeleito no domingo para um sétimo mandato, obtendo 87,60% dos votos, segundo as primeiras sondagens oficiais à boca da urna.
Esta vitória consolidará a sua permanência no poder até 2030, reforçando a sua posição como um dos líderes mais duradouros da Europa.
As eleições, acompanhadas por um clima de tensão e críticas internacionais, viu o Voto Contra Todos destacar-se como a segunda opção mais popular entre os bielorrussos, arrecadando 5,1% dos votos, conforme indicado pelo Comité das Organizações Juvenis, que divulgou os resultados na televisão pública.
O terceiro lugar na corrida foi ocupado pelo candidato comunista Sergei Sirankov, que manifestou o seu apoio à reeleição de Lukashenko e recebeu 2,7% dos votos.
A reeleição de Lukashenko ocorre num contexto marcado por desafios económicos e sociais, bem como um crescente descontentamento popular. Contudo, as autoridades bielorrussas continuam a afirmar que o processo eleitoral decorreu de forma justa, apesar das alegações de fraude e repressão de opositores.
Os deputados do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), a quarta força parlamentar do país, irão tomar posse na Assembleia da República a partir de amanhã, conforme anunciado pelo presidente do partido, Lutero Simango, em conferência de imprensa realizada este domingo.
A decisão surge após um boicote à cerimónia oficial de tomada de posse, que ocorreu no dia 13 de Janeiro e à qual apenas assistiram os representantes da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e do Partido Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos).
Simango esclareceu que a tomada de posse do MDM já se encontra agendada, aguardando apenas a confirmação da autoridade parlamentar.
O MDM, juntamente com a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), optou por não participar na cerimónia oficial como forma de contestação aos resultados das eleições gerais, que tiveram lugar a 9 de Outubro e cuja legitimidade não é reconhecida por estas forças políticas.
O presidente do MDM expressou que a decisão de boicotar a cerimónia teve uma dupla intenção: manifestar a não aceitação dos resultados eleitorais e prestar solidariedade às vítimas de violência e detidos durante os protestos que se seguiram às eleições. “Queremos deixar claro que não reconhecemos os resultados das eleições e que o nosso boicote é uma mensagem ao Governo sobre a necessidade de um diálogo político nacional”, afirmou Simango.
O MDM, que conta com uma bancada de oito deputados, comprometeu-se a defender os interesses da população moçambicana na Assembleia da República. “A nossa missão política estratégica está cumprida e faremos o máximo para que os moçambicanos tenham uma verdadeira voz na defesa dos seus interesses”, assegurou o líder do partido.
Por sua vez, a Renamo, que possui 28 parlamentares, também anunciou que irá tomar posse dos seus deputados nos próximos dias, aguardando igualmente a comunicação oficial por parte dos serviços do parlamento.
Moçambique tem enfrentado um clima de agitação social desde 21 de Outubro, com protestos e manifestações convocados pelo ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane. Estes eventos têm estado marcados por confrontos violentos entre a polícia e os manifestantes, resultando em saques e destruição de bens públicos e privados.
Segundo a organização não-governamental Decide, que monitora os processos eleitorais, os protestos já causaram pelo menos 315 mortes, incluindo cerca de duas dezenas de menores, e aproximadamente 750 feridos a bala.
FILE- South Korea's impeached President Yoon Suk Yeol attends the fourth hearing of his impeachment trial over his short-lived imposition of martial law at the Constitutional Court in Seoul, South Korea, Thursday, Jan. 23, 2025. (Jeon Heon Kyun/Pool Photo via AP, File)
O presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, tornou-se o primeiro líder da história do país a ser formalmente indiciado enquanto ainda ocupa o cargo.
Yoon foi acusado de “liderar uma insurreição”, um desdobramento que acirra ainda mais a crise política na nação asiática.
Yoon Suk Yeol, que já se encontrava afastado da presidência desde a imposição controversa da lei marcial, foi detido no passado dia 15 de Janeiro. A sua prisão ocorreu após a aprovação de uma moção de impeachment pelo Congresso sul-coreano, que se reuniu em plenário no dia 14 de Dezembro, votando a favor do afastamento do presidente por actos considerados abusivos.
A decisão de Yoon de decretar a lei marcial a 3 de Dezembro de 2024 transformou a estrutura legal do país, substituindo a legislação civil por normas militares, aumentando consideravelmente os poderes do Executivo, encerrando o Parlamento e restringindo os direitos civis dos cidadãos. Este ato precipitou uma onda de protestos e uma forte oposição política.
Yoon passou por dois intensos interrogatórios antes da sua detenção, e deverá permanecer 48 horas em prisão preventiva enquanto as autoridades analisam as acusações que pesam contra ele.
O tribunal constitucional sul-coreano está actualmente a deliberar sobre a manutenção do processo de impeachment, um passo que poderá ter repercussões duradouras na estabilidade política da Coreia do Sul.
Uma força-tarefa destinada a deter imigrantes ilegais foi implementada na cidade de Chicago, como parte da política anti-imigração do novo governo de Donald Trump.
A operação, que iniciou no passado domingo, foi anunciada pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), que emitiu um comunicado destacando o reforço das acções para a aplicação da legislação de imigração dos Estados Unidos.
Na sua declaração, o ICE afirmou que a operação visa “manter criminosos estrangeiros potencialmente perigosos fora das nossas comunidades”, sublinhando uma abordagem firme e prioritária na implementação da lei.
A iniciativa conta com a colaboração de várias agências federais, incluindo o FBI, a ATF (Agência de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos), a DEA (Administração de Combate às Drogas) e o CBP (Serviço de Fronteiras e Protecção Aduaneira), além do Serviço de Delegados dos EUA.
A nova política de imigração já gerou controvérsias, especialmente após a recente deportação de cidadãos brasileiros. Na semana passada, relatos indicaram que imigrantes brasileiros foram algemados e acorrentados durante o processo de deportação. O governo brasileiro rapidamente interveio, resgatando os deportados e recebendo denúncias de alegações de agressões físicas por parte das autoridades americanas durante a detenção.
Um trágico incidente ocorreu no Parque Nacional Kruger, na África do Sul, resultando na morte de um turista após ser atacado e espezinhado por um elefante.
A informação foi divulgada pela agência sul-africana de parques nacionais, SAN Parks, em comunicado oficial na noite do mesmo dia.
De acordo com a SAN Parks, o ataque teve lugar nas proximidades do rio Crocodile, na entrada de Malelane. “Lamentavelmente, o acidente resultou na perda de uma vida”, afirmaram as autoridades, sublinhando a gravidade da situação.
A SAN Parks fez um apelo ao público, solicitando que não partilhassem imagens do incidente nas redes sociais, a fim de respeitar a memória da vítima e a natureza sensível do acontecimento.
O Parque Kruger, com uma extensão aproximada de 20.000 quilómetros quadrados de savana que se estende até ao vizinho Moçambique, é conhecido como o maior parque de caça da África do Sul. As regras de segurança são rigorosas: fora dos acampamentos vedados e de algumas áreas designadas para piqueniques, é estritamente proibido sair do veículo, uma medida que visa proteger tanto os visitantes como a vida selvagem.
A SAN Parks informou que mais detalhes sobre o incidente serão divulgados em momento oportuno, enquanto o parque continua a trabalhar para garantir a segurança de todos os seus visitantes.
O governo colombiano anunciou a decisão de enviar um avião presidencial para assegurar o “retorno digno” dos cidadãos colombianos que serão deportados dos Estados Unidos.
Esta acção foi comunicada pelo presidente Gustavo Petro, que também frisou a liderança do país nos debates sobre migração na próxima assembleia extraordinária da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), agendada para a próxima quinta-feira (30).
“O governo da Colômbia, sob a direcção do presidente Gustavo Petro, disponibilizou o avião presidencial para facilitar o retorno digno dos compatriotas que chegariam hoje ao país nas primeiras horas da manhã, provenientes de voos de deportação”, lê-se no comunicado oficial emitido pelo Palácio presidencial.
A postura da administração de Gustavo Petro surge em resposta às acções do novo presidente dos EUA, Donald Trump, que tem intensificado o combate à imigração ilegal e promovido a deportação de indivíduos que ingressaram no país de forma irregular.
Este endurecimento tem gerado tensões diplomáticas significativas, especialmente após o Brasil expressar a sua preocupação e exigir um tratamento humano para os seus cidadãos, muitos dos quais foram transportados de forma degradante.
Em reacção a estas reivindicações, países como o México e a Colômbia começaram a recusar o desembarque de deportados em aviões militares estadunidenses, insistindo que os seus cidadãos sejam repatriados em voos comerciais e sem algemas. A Colômbia, em particular, sublinhou a necessidade de estabelecer um “protocolo para o tratamento digno” dos migrantes antes de aceitar o seu retorno.
A recusa colombiana em receber dois aviões militares dos EUA levou Trump a responder com medidas severas, incluindo a imposição de tarifas de 25% sobre as importações provenientes da Colômbia, a suspensão da concessão de vistos e o cancelamento de vistos de autoridades do governo de Petro.
O Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres (INGD) anunciou a disponibilização de cinco embarcações destinadas a assegurar a travessia segura das comunidades nas diversas vias fluviais da província de Gaza.
Esta medida surge em resposta ao recente transbordo do rio Limpopo e seus afluentes, que têm dificultado a mobilidade entre os povoados dos distritos de Chibuto, Guijá, Mabalane, Mapai e Chicualacuala.
A informação foi revelada pelo porta-voz do INGD em Gaza, Bonifácio Cardoso, durante um balanço preliminar dos danos causados pelas chuvas intensas que têm afectado a região nos últimos dias. Cardoso destacou que, além das dificuldades de acesso, a precipitação excessiva resultou na inundação de cerca de sessenta mil hectares de terras cultivadas, comprometendo gravemente os esforços dos camponeses que optaram por cultivar em zonas baixas.
“Infelizmente, essas chuvas têm causado sérios prejuízos à produção agrícola, colocando em risco a segurança alimentar das comunidades afectadas”, afirmou Cardoso. O INGD continua a monitorizar a situação e a implementar medidas de resposta para mitigar os efeitos das inundações, garantindo a segurança e o bem-estar das populações vulneráveis da província.
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