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Sábado, Julho 25, 2026
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Suécia: Tiroteio em escola para adultos faz dez mortos e múltiplos feridos

Um trágico ataque a tiros ocorrido numa escola para adultos em Örebro resultou na morte de dez pessoas, alarmando a comunidade local e o país. 

O incidente, que teve lugar de manhã numa instituição que abriga tanto colégios infantis como de adultos, gerou um forte desplante de violência sem precedentes na região.

O chefe de polícia do distrito de Örebro, Roberto Eid Forest, comunicou em conferência de imprensa que a situação continua em desenvolvimento e que a extensão do incidente é “muito grande”, impossibilitando uma confirmação precisa do número de vítimas. De acordo com Forest, o autor do ataque está entre os mortos e não possuía antecedentes conhecidos junto das autoridades.

Além das dez vítimas fatais, o ataque deixou várias pessoas feridas. Um porta-voz do hospital que recebeu os feridos confirmou que cinco pacientes foram internados, sendo um deles com ferimentos leves e os restantes necessitando de intervenção cirúrgica. Dois dos feridos já saíram da sala de operações e encontram-se em estado estável, enquanto um terceiro paciente apresenta ferimentos graves.

O chefe de polícia enfatizou que, até o momento, não existem ligações conhecidas entre o ataque e actividades terroristas, o que levanta questões sobre as motivações por detrás deste ato de violência incompreensível.

As autoridades locais e nacionais estão a investigar o incidente, e a comunidade está a lidar com o impacto devastador do ataque, que abalou a segurança e a tranquilidade de Örebro e de toda a Suécia. A polícia apela à população para manter a calma e a vigilância, enquanto as investigações prosseguem.

Três suspeitos detidos em Tete por tráfico de drogas

Em uma operação policial realizada no último sábado, três indivíduos, dois dos quais de nacionalidade nigeriana, foram detidos em Tete, suspeitos de integrarem uma rede de tráfico de drogas. 

A acção resultou na apreensão de 1,2 quilogramas de cannabis sativa e 830 gramas de heroína, vulgarmente conhecida na região como zombo.

A droga foi encontrada disfarçada em caixas de produtos alimentares e embalagens de fraldas para bebés, o que levanta preocupações sobre a crescente sofisticação das tácticas utilizadas por redes criminosas. A Polícia da República de Moçambique (PRM) revelou que os dois nigerianos tinham como função primordial receber a droga e estabelecer contacto com potenciais compradores.

Durante o interrogatório, os detidos alegaram desconhecer o conteúdo das caixas e embalagens apreendidas. Segundo informações colhidas, ambos são proprietários de estabelecimentos comerciais em Tete e a investigação da polícia não descarta a possibilidade de que estejam a utilizar os seus negócios como fachada para a distribuição de substâncias ilícitas.

É pertinente destacar que, apesar de não apresentarem antecedentes criminais, os cidadãos nigerianos residem ilegalmente em Moçambique há cerca de cinco anos. As autoridades estão a aprofundar as investigações para desvendar a extensão da rede de tráfico e identificar possíveis cúmplices.

Funcionários da USAID colocados em licença administrativa a partir de sexta-feira

A partir de sexta-feira, todos os funcionários da agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) serão colocados em licença administrativa em todo o mundo, conforme anunciado num comunicado oficial disponibilizado no portal da organização, que recentemente voltou a estar online após um período de inactividade.

Segundo a nota, “todo o pessoal contratado directamente pela USAID será colocado em licença administrativa, excepto aqueles designados para funções de missão crítica, liderança central e programas especialmente designados”. Esta decisão surge no contexto de uma reorganização interna da agência, que tem sido fortemente afectada pelas recentes políticas da administração Trump.

O comunicado revela ainda que a Agência está a preparar um plano para os funcionários destacados fora dos Estados Unidos, prevendo a organização e a cobertura das despesas de regresso ao país no prazo de 30 dias.

Além disso, os contractos que não forem considerados essenciais serão rescindidos. É importante salientar que os funcionários contratados directamente pelo Governo dos EUA diferem dos contratados, que representam uma parte significativa da força de trabalho da USAID. Muitos destes últimos já foram dispensados ou despedidos nas últimas semanas.

Segundo informações veiculadas pela CNN, a nota da USAID indica que os funcionários que se encontram no estrangeiro, com as suas famílias, têm um período de 30 dias para retornar aos Estados Unidos. A medida intensifica a sensação de incerteza que paira sobre a agência, especialmente após o anúncio do Secretário de Estado, Marco Rubio, que confirmara a sua nomeação como administrador interino da USAID, o que marca a crescente integração da agência humanitária sob a alçada do Departamento de Estado.

Actualmente, a USAID emprega cerca de 10 mil pessoas, das quais dois terços estão destacadas em missões internacionais, de acordo com dados do Serviço de Investigação do Congresso.

Nos últimos dias, a agência tem enfrentado um cenário de cortes significativos, com dezenas de altos funcionários já colocados em licença e milhares de contratados dispensados. Funcionários foram também instruídos a não comparecer na sede da agência em Washington.

Governo avalia impactos da falta de pagamento de portagens e vandalizações de infraestruturas

O porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, anunciou que estão a decorrer trabalhos intensos em colaboração com as empresas gestoras das portagens em todo o país.

O objectivo é avaliar os impactos resultantes da falta de pagamento das tarifas e das vandalizações das infraestruturas.

Durante a sua declaração, Impissa salientou que estas avaliações envolvem não apenas o sector financeiro, mas também as áreas de transportes e logística. “Estamos a realizar um trabalho muito intenso para compreender ou aprofundar as questões dos prejuízos da TRAC [Trans African Concessions] enquanto empresa, mas, acima de tudo, dos danos que o país está a acumular”, referiu o governante.

O exercício de avaliação está a ser igualmente implementado junto da Rede Viária de Moçambique (REVIMO), que detém a gestão do maior número de portagens no território nacional. Em Maputo, destacam-se as portagens da Bela Vista, em Matutuíne, Maputo-Katembe, Costa do Sol, Zintava, Matola Gare, Cumbeza e Macaneta.

Adicionalmente, diversas organizações não governamentais (ONGs) já levantaram questões acerca da legalidade das portagens geridas pela REVIMO, suscitando um debate sobre a legitimidade e a necessidade de tais tarifas no contexto actual.

Conselho da ONU convoca reunião de emergência para discutir crise na RDCongo

As autoridades da República Democrática do Congo (RDCongo) solicitaram uma reunião extraordinária das Nações Unidas, uma iniciativa que conta com o apoio de diversos países membros do Conselho de Segurança e observadores internacionais.

A informação foi confirmada pelo porta-voz Pascal Sim, durante uma conferência em Genebra.

A solicitação ocorre em um momento crítico para a RDCongo, onde a situação se agrava devido ao avanço do Movimento 23 de Março (M23) e das tropas ruandesas no leste do país. Hoje, cerca de 2.000 cidadãos congoleses manifestaram-se em frente à delegação da União Europeia (UE) em Pretória, na África do Sul, exigindo sanções europeias contra o Ruanda.

A manifestação foi convocada em resposta à recente tomada da cidade de Goma, um importante centro urbano da região, pelas forças do M23 e pelas tropas de Ruanda.

Elie Kalonji Ikasereka, um dos manifestantes e comerciante congolês radicado na África do Sul, comparou a situação da RDCongo à da Ucrânia, apelando à UE para que imponha medidas semelhantes às que aplicou à Rússia, dirigidas ao governo do presidente ruandês, Paul Kagame. “Não temos problemas com o povo ruandês, mas sim com o seu líder”, afirmou Ikasereka.

A insatisfação dos manifestantes também se dirigiu à UE, que foi acusada de conivência na exploração dos recursos minerais da RDCongo. Monique Mbiya Nkolombo, outra participante da manifestação, denunciou que “a UE está a apoiar o Ruanda para pilhar os nossos minerais” e exigiu uma abordagem mais transparente nas relações comerciais entre a Europa e a RDCongo.

A rede Europa-África Central (Eurac), composta por cerca de 30 Organizações Não-Governamentais europeias dedicadas à análise da região dos Grandes Lagos, também criticou a UE, afirmando que a sua política “alimentou a escalada das tensões regionais”.

Embora os combates em Goma tenham cessado, a região continua a ser palco de confrontos, particularmente na província vizinha de Kivu do Sul, o que levanta preocupações sobre a possível expansão do conflito para a capital provincial, Bukavu. Durante a manifestação, ativistas como Chriss Zas’s expressaram a sua frustração com a falta de ação da comunidade internacional em proteger os interesses e a segurança dos congoleses: “Não há vozes que ameacem Kagame de forma pragmática. Nós, os congoleses, estamos a sofrer”.

Série de terremotos leva à fuga em massa da ilha grega de Santorini

A ilha grega de Santorini vive momentos de grande tensão nas primeiras horas de terça-feira, com centenas de habitantes e turistas a afluírem em massa para o porto local, na esperança de embarcar em balsas rumo a locais seguros.

Esta corrida precipitada surge em meio a crescentes receios de que os recentes abalos sísmicos possam ser indícios de uma erupção vulcânica iminente ou de um terremoto significativo.

Desde a última sexta-feira (31), a região tem sido palco de uma intensa actividade sísmica, com mais de 550 tremores moderados — com magnitudes a variar entre 3 e 4,9 — registados entre as ilhas vulcânicas de Santorini e Amorgos, conforme informaram fontes do Instituto de Geodinâmica de Atenas. Este número não inclui os inúmeros abalos menores que também têm afectado a área.

A agitação continuou, com tremores a ocorrerem a intervalos de apenas alguns minutos. Segundo a agência de notícias dpa, cerca de um terço dos 16 mil residentes de Santorini já abandonaram a ilha temporariamente, levando a operadoras a disponibilizarem voos especiais e balsas suplementares para facilitar a evacuação.

Um testemunho dramático foi fornecido a partir de um homem que conseguiu deixar Santorini: “Não durmo há dias; crianças e mulheres estão a chorar; tudo treme a cada cinco minutos”, relatou à agência Reuters. Outro morador, Dori, de 18 anos, partilhou a gravidade da situação: “Tudo está fechado. Ninguém trabalha no momento. A ilha inteira está vazia”.

Comité médico revela novas provas que podem anular condenação de enfermeira no Reino Unido

Um comité de médicos neonatologistas revelou, na terça-feira, um relatório que pode ter implicações significativas no controverso caso da enfermeira Lucy Letby. 

A análise, que contesta as condenações de Letby, afirma que a profissional não é responsável pela morte de sete recém-nascidos e pela tentativa de homicídio de outros oito, ocorridos entre junho de 2015 e 2016.

Lucy Letby, condenada em Agosto de 2023 a 15 penas de prisão perpétua, ficou conhecida como uma possível “enfermeira serial killer”. No entanto, o novo relatório destaca “significativas novas evidências médicas” que sugerem que os falecimentos dos bebés podem ser atribuídos a “maus cuidados médicos” e não a acções intencionais da enfermeira.

O professor doutor Shoo Lee, responsável pela convocação do comité, salientou: “Não encontramos nenhum indício de assassinato. Em todos os casos analisados, as mortes ou os ferimentos foram considerados decorrentes de causas naturais, ou apenas de cuidados médicos inadequados.” O doutor Lee, que é canadense, criticou ainda a análise feita pela promotoria, que, segundo ele, se apoiou em uma interpretação errada de um estudo sobre embolias gasosas, utilizado como base para a condenação de Letby.

Com o surgimento dessas novas evidências, os advogados de Lucy Letby já manifestaram a intenção de solicitar que a Comissão de Revisão de Casos Criminais (CCRC) reavaliasse o caso, considerando-o um potencial erro do sistema judicial, após terem esgotado os recursos no Tribunal de Apelação.

Assessor de Venâncio Mondlane anuncia ruptura com o partido Podemos

O partido O Povo Otimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos) tem assistido a um crescimento significativo na sua popularidade, desde que anunciou, a 21 de Agosto de 2024, o apoio à candidatura presidencial de Venâncio Mondlane. 

Esta ascensão ocorre num contexto de turbulência política, onde a luta pela representatividade e a reivindicação de direitos por parte da população moçambicana se intensificam.

Um documento assinado por Dinis Tivane, assessor de Mondlane e do auto-intitulado “Gabinete do presidente Eleito pelo Povo”, expõe uma renúncia a direitos e prerrogativas em favor do partido Podemos, citando a dor de milhares de moçambicanos que sofreram consequências severas, como sequestros e execuções sumárias. “Como, para nós, nem tudo na vida é dinheiro e posições”, afirma o texto, reflectindo a indignação face à situação política e social do país.

O Podemos, partido registado em Maio de 2019, composto por dissidentes da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), viu a sua posição reforçada nas eleições de 09 de Outubro, onde conquistou 43 assentos no parlamento, superando a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) na representação da oposição. Este avanço representa uma mudança significativa no panorama político do país, que desde 1994 contava com a Renamo como a principal força de oposição.

Contudo, a ascensão do Podemos não ocorreu sem controvérsias. O partido foi acusado de “vender a luta do povo” devido à sua tomada de posse no parlamento de forma prematura, um processo boicotado por outros partidos da oposição, como a Renamo e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), que se opuseram aos resultados eleitorais. O documento emitido pelo assessor de Mondlane critica a postura do Podemos, afirmando que a luta política deve ser pela salvação de Moçambique e não pela busca de vantagens financeiras.

Além disso, o Podemos é alvo de críticas por ter supostamente adulterado o acordo político existente com Mondlane. A sua participação na mesa de diálogo promovida pelo presidente Daniel Chapo, sem apresentar uma agenda concreta, levanta questões sobre os verdadeiros beneficiários deste processo. “Está em marcha a velha táctica de acomodação sob a máscara de ‘inclusão'”, afirma o documento.

Em resposta, o porta-voz do Podemos, Duclésio Chico, desmentiu a validade do documento, enfatizando que o acordo foi assinado apenas com Venâncio Mondlane e não com Dinis Tivane. “O acordo não tem mais validade neste momento porque Venâncio Mondlane violou a cláusula da confidencialidade”, afirmou, demonstrando a complexidade das relações políticas em Moçambique.

Hamas afirma que não permitirá que Trump expulse de habitantes de Gaza

Na sequência de uma conferência de imprensa na Casa Branca, o ex-Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez propostas controversas relativamente à situação na Faixa de Gaza, sugerindo que os palestinianos deslocados deveriam ser reinstalados permanentemente em outros locais, enquanto os EUA assumiriam o controlo do território para a sua reconstrução.

Sami Abu Zuhri, um alto dirigente do Hamas, reagiu de forma veemente às declarações de Trump, considerando-as uma “receita para criar caos e tensão na região”. O político norte-americano defendeu a ideia de transformar Gaza na nova “Riviera do Médio Oriente”, afirmando que tal transformação poderia ser “magnífica”.

Durante a conferência, Trump não descartou a possibilidade de enviar tropas americanas para apoiar o processo de reconstrução em Gaza, reiterando que a participação dos EUA seria de “longo prazo”. O magnata republicano sublinhou que, na sua visão, “não se pode viver em Gaza neste momento”, sugerindo que a solução passaria pela realocação de cerca de 1,7 a 1,8 milhões de palestinianos.

Ao descrever a Faixa de Gaza como um “local de demolição” e um “inferno”, Trump afirmou ter chegado a esta conclusão após analisar fotografias que retractam a devastação provocada pelo recente conflito com Israel. O ex-Presidente manifestou a sua convicção de que é imperativo encontrar um novo local onde as pessoas possam “ter uma vida bonita”.

PGR anuncia abertura de 651 processos em resultados de manifestações violentas

O Procurador-Geral da República, Américo Letela, fez um anúncio significativo durante a cerimónia de abertura do Ano Judicial 2025, revelando a instauração de 651 processos, entre eles criminais e cíveis, resultantes das manifestações violentas que se seguiram às últimas eleições. 

Este dado sublinha a preocupação das autoridades em responsabilizar os indivíduos envolvidos em actos de criminalidade durante os protestos.

Na sua intervenção, Letela sublinhou a determinação da Procuradoria-Geral da República (PGR) em manter a vigilância sobre os responsáveis por actos ilícitos, reforçando a ideia de que a justiça deve ser célere e acessível. O Procurador-Geral destacou que a integridade dos membros do sector judicial é fundamental para a construção de um sistema de justiça em que os cidadãos possam confiar.

Além disso, foi reportado que a PGR já instaurou oito processos relacionados com a fuga e morte de reclusos nas cadeias, casos que actualmente se encontram em fase de investigação. O compromisso da PGR e do Ministério Público foi reafirmado, em particular diante do Chefe do Estado, Daniel Chapo, de continuar a garantir a legalidade e firmeza no exercício das suas competências, sempre com um enfoque na protecção dos direitos fundamentais dos cidadãos.

A cerimónia, que marca o início do Ano Judicial, contou com a presença de várias figuras de relevo, incluindo os presidentes do Tribunal Supremo, Adelino Muchanga; do Conselho Constitucional, Lúcia Ribeiro; do Tribunal Administrativo, Lúcia do Amaral; e do Bastonário da Ordem dos Advogados, Carlos Martins, entre outros convidados.

Trump considera deportação de criminosos americanos para cumprir pena no exterior

 A proposta do governo salvadorenho de acolher prisioneiros norte-americanos, incluindo migrantes que se encontram ilegalmente nos Estados Unidos, ganhou destaque na esfera política internacional e suscitou um aceso debate sobre as suas implicações legais. 

A oferta foi feita dias após o presidente Donald Trump manifestar interesse em considerar a proposta.

Durante uma conferência de imprensa na Sala Oval, Trump afirmou: “Estou apenas a dizer que se tivéssemos o direito legal de o fazer, fá-lo-ia num abrir e fechar de olhos”. O presidente norte-americano não esclareceu se existe uma base legal para tal medida, mas indicou que a administração está a analisar a questão.

O secretário de Estado, Marco Rubio, abordou a proposta durante uma declaração pública, descrevendo-a como “muito generosa”. Rubio sublinhou que a oferta de El Salvador levanta questões legais significativas, mas enfatizou que a administração de Trump deverá avaliar se é viável avançar com a iniciativa. O acordo foi estabelecido com o presidente salvadorenho, Nayib Bukele, que se comprometeu a aceitar deportados de qualquer nacionalidade, incluindo cidadãos americanos e residentes legais condenados por crimes violentos.

“Obviamente, há legalidades envolvidas. Temos uma Constituição”, afirmou Rubio, em San Jose, ao lado do presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves. O secretário de Estado destacou a singularidade da proposta, que permitiria a transferência de alguns dos criminosos mais perigosos dos EUA para El Salvador, a um custo significativamente inferior.

A proposta de Bukele, que visa lidar com a superlotação nas prisões norte-americanas e a crescente criminalidade, suscita preocupações sobre os direitos dos deportados e as condições das prisões em El Salvador. A decisão da administração Trump sobre esta oferta continua por vir, mas já gerou um debate intenso sobre a legalidade e a moralidade de terceirizar a custódia de prisioneiros.

EUA anunciam controle da Faixa de Gaza em encontro entre Trump e Netanyahu

Durante um encontro marcado por intensas negociações, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na terça-feira que o seu país irá assumir o controle da Faixa de Gaza, um enclave palestino devastado após anos de conflito entre Israel e Hamas. 

Esta declaração surge numa altura em que a região enfrenta um futuro incerto, mesmo com um recente acordo de cessar-fogo em vigor desde 19 de Janeiro.

Trump expressou a necessidade de uma “ocupação a longo prazo” para trazer estabilidade à Faixa de Gaza, onde a destruição e o caos têm sido recorrentes. “Os EUA vão assumir o controle da Faixa de Gaza e faremos um trabalho lá também. Seremos responsáveis por desmontar todas as bombas não detonadas e outras armas no local, nivelar a área, remover os edifícios destruídos e criar um desenvolvimento económico que fornecerá um número ilimitado de empregos e moradias para a população da região”, afirmou o líder norte-americano.

As declarações de Trump, que na semana passada já havia sugerido a expulsão dos palestinos da Faixa de Gaza para outros países da região, geraram uma onda de reacções. O Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, descreveu as ideias do presidente dos EUA como uma “ideia diferente” e sublinhou que “vale a pena” considerar os planos apresentados para Gaza.

Trump também revelou que alguns países mostraram interesse em acolher os palestinos que habitam a região, numa proposta que promete acentuar ainda mais a controvérsia em torno da situação geopolítica no Oriente Médio.

Governo aprova alienação de 91% das acções da LAM para aquisição de novas aeronaves

Na mais recente reunião do Conselho de Ministros, realizada durante a 3ª Sessão Ordinária, o Executivo moçambicano deu luz verde à alienação de 91 por cento das acções do Estado na companhia aérea Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), num valor estimado em 130 milhões de dólares americanos. 

A medida visa a aquisição de oito novas aeronaves, com o intuito de revitalizar a frota da companhia e melhorar a sua operação.

A transacção será realizada através de uma negociação particular com três entidades do sector empresarial do Estado: a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), os Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) e a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE). Estas empresas, que já desempenham um papel significativo na economia nacional, estarão envolvidas na gestão da LAM de forma indirecta, segundo informações divulgadas pelo porta-voz do Governo, Inocencio Impissa.

Durante a conferência de imprensa, Impissa destacou a importância de que as entidades envolvidas adoptem práticas de gestão de carácter internacional. “A expectativa que se tem é que elas utilizem regras de gestão das empresas de carácter internacional e, desta forma, julgamos que os próprios accionistas poderão não só ter o maior controlo sobre o dinheiro que vão gastar, mas também aplicar as regras de compliance, entre outras, para permitir acompanhar a vida normal da empresa”, afirmou o porta-voz.

Esta decisão do Governo surge num momento crucial para a LAM, que enfrenta desafios operacionais e financeiros. A aquisição das novas aeronaves é vista como uma oportunidade para melhorar a competitividade da companhia, numa altura em que o sector da aviação se encontra em plena recuperação após os impactos da pandemia.

Urgência de reformas na justiça em Moçambique defendida pelo bastonário da OAM

O bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM), Carlos Martins, fez  um apelo à implementação urgente de reformas profundas na administração da justiça do país. 

O seu discurso, proferido durante uma sessão pública, sublinhou a essencialidade de garantir a separação dos poderes Judicial, Executivo e Legislativo, através da revisão da Constituição.

Carlos Martins enfatizou que é imprescindível despartidarizar o Conselho Constitucional, propondo a sua transformação em Tribunal Constitucional. Segundo o bastonário, esta mudança é crucial para assegurar uma maior independência do sistema judicial, que, por sua vez, reforçará a confiança da população nas instituições de justiça.

Além disso, Martins destacou a necessidade de rever os modelos de indicação dos membros do Conselho Constitucional, sugerindo que esta responsabilidade devesse ser atribuída ao Conselho Superior de Magistratura Judicial. “A alteração deste processo não só contribuirá para a despartidarização do judiciário, mas também promoverá um afastamento da política nas decisões judiciais”, afirmou.

Por último, o bastonário apontou a necessidade de transformar o Tribunal Administrativo em Tribunal Superior Administrativo, numa medida que considera fundamental para a melhoria da eficácia e da credibilidade do sistema administrativo e da justiça em Moçambique.

Vagas de emprego do dia 05 de Fevereiro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 05 de Fevereiro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Director de Desenvolvimento de Programas e Qualidade

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director de Desenvolvimento de Programas e Qualidade. Saiba mais.

2. Vaga para Administrativo

Empresa jovem e dinâmica, com presença em vários países, pretende contratar um/a (1) Administrativo/a. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Gestor de Relações Públicas

A Pathway Consulting está a recrutar um/a (1) Gestor(a) de Relações Públicas. Saiba mais.

2. Vagas para Assistentes de Desenvolvimento de Negócio e Inclusão Financeira

A Fundação SEPPA pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Assistentes de Desenvolvimento de Negócio e Inclusão Financeira. Saiba mais.

3. Vagas para Assistentes de Programas e Monitoria e Avaliação

A AMODEFA – Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família, está a recrutar Assistentes de Programas e Monitoria e Avaliação. Saiba mais.

4. Vagas para Motoristas

A AMODEFA – Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família, está a recrutar Motoristas. Saiba mais.

5. Vagas para Enfermeiras de SMI

A AMODEFA – Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família, está a recrutar Enfermeiras de SMI. Saiba mais.

6. Vagas para Assistentes de Administração e Finanças

A AMODEFA – Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família, está a recrutar Assistentes de Administração e Finanças. Saiba mais.

7. Vagas para Faxineiras

Uma empresa anónima situada em Maputo, está a recrutar duas (2) Faxineiras. Saiba mais.

8. Vaga para Serralheiro Mecânico

Uma empresa anónima situada em Maputo, está a recrutar um (1) Serralheiro Mecânico. Saiba mais.

9. Vaga para General Service Manager

A Saipem pretende recrutar um (1) General Service Manager. Saiba mais.

10. Vagas para Técnicos de Pesquisa II

O Centro Internacional da Batata (CIP) pretende recrutar quatro (4) Técnicos de Pesquisa II. Saiba mais.

11. Vaga para Senior – SaT Corporate Finance

A EY pretende recrutar um (1) Senior – SaT Corporate Finance. Saiba mais.

12. Vaga para Mathematics and Physics Teacher

Aga Khan Academy Maputo is hiring a Mathematics and Physics Teacher. Saiba mais.

13. Vaga para Senior Process Engineer

A ENI pretende recrutar um (1) Senior Process Engineer. Saiba mais.

14. Vaga para Secretária

Uma empresa anónima pretende recrutar uma (1) Secretária. Saiba mais.

15. Vaga para Oficial de Segurança Alimentar e Meios de Subsistências/FSL Officer

A Action Contre La Faim pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Segurança Alimentar e Meios de Subsistências/FSL Officer. Saiba mais.

16. Vaga para Oficial de Educação em Emergências (EiE) e Proteção à Criança em Emergências

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Educação em Emergências (EiE) e Proteção à Criança em Emergências. Saiba mais.

17. Vaga para HR & Admin Specialist

A Counterpart International pretende recrutar um (1) HR & Admin Specialist. Saiba mais.

18. Vaga para Accountant

A Prime360 pretende recrutar um (1) Accountant. Saiba mais.

19. Vaga para Oficial de MEAL

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de MEAL. Saiba mais.

20. Vaga para Gestor de Clientes – Corporate

A First Capital Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Gestor de Clientes – Corporate. Saiba mais.

21. Vaga para Medidor Orçamentista

A ProConstrói pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Medidor Orçamentista. Saiba mais.

22. Vaga para Logístico

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Logístico. Saiba mais.

23. Vaga para Assistente de Distribuição

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Assistente de Distribuição. Saiba mais.

Ministra da Educação assegura distribuição gratuita de livros escolares até ao final do primeiro trimestre

A ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, anunciou que todas as crianças da primeira e segunda classes terão acesso a livros escolares de forma gratuita até ao final do primeiro trimestre deste ano lectivo. 

A declaração foi feita durante uma conferência de imprensa, onde a ministra destacou a importância da disponibilização dos materiais educativos para o processo de aprendizagem.

“Os livros estão a chegar. Estamos a distribuí-los. O que queremos garantir, efectivamente, nestes três meses é que os livros do primeiro ciclo cheguem aos alunos. É o livro-caderno da primeira e segunda classes. Portanto, um aluno não pode não ter livro-caderno, senão não aprende a ler. É lá onde temos as imagens”, afirmou Samaria Tovela, sublinhando o compromisso do governo em assegurar que todos os alunos tenham as ferramentas necessárias para o seu desenvolvimento académico.

Além da distribuição de livros, a ministra abordou a preocupação relativa aos alunos afectados pelo ciclone Chido, garantindo que o sector da Educação está a trabalhar para que estas crianças não percam o ano lectivo de 2025. “Precisamos de recursos para colocar tendas provisórias. Nós chamamos de espaços temporários, que é para os alunos poderem estudar. Infelizmente, quando iniciamos o ano lectivo, o desafio são as chuvas e, agora, estamos sistematicamente a ser afectados por ciclones. Mas o objectivo essencial é vermos a nível do currículo, planos de estudos e do programa sobre como é que nós podemos compensar isso para que as crianças entrem num período mais calmo”, enfatizou a ministra.

Para o corrente ano lectivo, o Sistema Nacional de Educação conta com cerca de 10 milhões de alunos, abrangendo desde a primeira até à décima segunda classe, demonstrando assim a dimensão do desafio que o Ministério enfrenta na promoção da educação no país.

Hospitais nos EUA suspendem tratamentos a jovens trans após ordem executiva de Donald Trump

Vários hospitais nos Estados Unidos anunciaram a suspensão dos tratamentos de afirmação de género para pacientes com menos de 19 anos, na sequência de uma ordem executiva assinada pelo ex-presidente Donald Trump. 

Esta medida ameaça condicionar o financiamento federal a instituições que continuem a oferecer tais tratamentos.

Em comunicado oficial, um dos hospitais envolvidos afirmou: “Nossas portas permanecem abertas a todos os pacientes e suas famílias para triagem, aconselhamento, assistência médica mental e todas as outras necessidades de assistência médica.” Contudo, a situação gerada pela nova directriz governamental tem despertado preocupações entre os defensores dos direitos dos jovens transgénero.

Logo após a emissão da ordem, o Hospital Nacional Infantil anunciou que suspendia “todos os bloqueadores da puberdade e prescrições de terapia hormonal para pacientes jovens transgéneros”, sublinhando que esta decisão estava em conformidade com as novas directrizes estabelecidas pela Casa Branca. A instituição também confirmou que “já não realiza cirurgias de afirmação de género em menores” e reconheceu “o impacto que essa mudança terá nas vidas dos jovens afectados”.

INGD oferece apoio a moçambicanos refugiados no Malawi

A presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, chegou na sexta-feira ao Malawi com o intuito de proporcionar apoio significativo aos moçambicanos que se encontram refugiados naquele país vizinho.

Durante a sua visita, Luísa Meque expressou gratidão pelo acolhimento prestado pelo governo malawiano aos cidadãos moçambicanos que fugiram de situações adversas em Moçambique. A sua presença no Malawi teve uma importância especial, permitindo que a comunidade moçambicana exilada partilhasse as suas principais preocupações e necessidades.

No encontro com os refugiados, foram identificadas as carências mais prementes, que incluem materiais de higienização para mulheres e famílias, alimentos, produtos de higiene, roupas e outros bens essenciais.

Luísa Meque abordou a questão da ajuda que trouxe consigo, destacando os esforços realizados para enviar apoio alimentar e não alimentar aos moçambicanos no Malawi. “A segurança no distrito de Morrumbala é uma realidade e, por isso, é crucial pensarem numa possível repatriação em breve,” afirmou a presidente do INGD.

Alexandre Manjate, alto comissário de Moçambique no Malawi, corroborou a mensagem de Luísa Meque, afirmando que a assistência enviada do país é extremamente bem-vinda e que a saúde dos refugiados moçambicanos se encontra estável.

Interrupção da circulação de comboios na linha de Ressano Garcia após descarrilamento

A circulação de comboios na linha de Ressano Garcia, situada na província de Maputo, encontra-se interrompida devido a um descarrilamento ocorrido no passado domingo à tarde, na área de Chinculo.

A informação foi confirmada pelo Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM), conforme reportado pelo jornal “Notícias”.

O acidente envolveu um comboio de mercadorias que seguia na direcção Ressano Garcia-Maputo, composto por 50 vagões de cromo. Dentre estes, seis vagões descarrilaram, sendo que dois tombaram completamente e quatro ficaram desorientados. Apesar da gravidade do incidente, não se registaram vítimas humanas.

As consequências do descarrilamento incluem a destruição de travessas de betão ao longo da linha, cuja extensão ainda está a ser avaliada, além do bloqueio da circulação ferroviária. Em resposta ao incidente, uma equipa da Polícia foi mobilizada para garantir a segurança da área, enquanto se aguarda a chegada de técnicos especializados para investigar as causas do acidente.

É importante sublinhar que a linha de Ressano Garcia desempenha um papel crucial no desenvolvimento económico de Moçambique e da África do Sul, servindo como uma importante artéria para o comércio externo do país. Esta linha ferroviária, com uma extensão total de 88 quilómetros, liga o Porto de Maputo a Ressano Garcia, e conta com 11 estações e dois apeadeiros, permitindo a circulação de até 12 comboios por dia em cada sentido.

Protestos em Gorongosa levam à libertação de mais de 200 reclusos

Um grupo de manifestantes, em resposta ao elevado custo de vida, invadiu uma cadeia distrital na segunda-feira, libertando mais de 200 reclusos no distrito de Gorongosa, na província de Sofala, centro de Moçambique.

Os protestos, que começaram de forma pacífica, rapidamente degeneraram em actos de vandalismo e tumulto, envolvendo mototaxistas e garimpeiros locais.

Segundo o administrador de Gorongosa, Pedro Mussengue, os manifestantes concentraram a sua fúria em estabelecimentos comerciais que vendem produtos de primeira necessidade, muitos dos quais pertencem a comerciantes de origem indiana e bengali. Durante os protestos, a Estrada Nacional número 1 (N1) foi temporariamente bloqueada, impedindo a circulação de pessoas e bens. Além da invasão da cadeia, os manifestantes vandalizaram a residência protocolar do presidente da vila autárquica e um armazém de cereais.

“Lamentavelmente, invadiram a cadeia e libertaram cerca de 200 reclusos, que cumpriam as suas penas. Esta situação poderá resultar em um aumento do índice de criminalidade no distrito”, afirmou Mussengue. A sua preocupação reflete o receio da comunidade em relação à segurança, especialmente à luz da memória recente de conflitos políticos e militares entre 2014 e 2019 entre o Governo e a Renamo.

Embora o administrador tenha admitido que os protestos tinham como alvo o pilhagem de bens, a intervenção das autoridades policiais conseguiu controlar a situação, evitando que a violência se alastrasse ainda mais.

O distrito de Gorongosa, conhecido como o celeiro da produção agrícola na província de Sofala, está actualmente a enfrentar sérios desafios de insegurança alimentar. Aproximadamente 67 mil agregados familiares estão a lutar contra a fome, uma situação agravada pela baixa produção na última campanha agrícola, resultante de uma combinação de factores climáticos adversos, invasões de campos e destruição de culturas por animais selvagens.

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