O Governo anunciou que os professores e o pessoal do sector da saúde já começaram a receber a primeira tranche dos subsídios a que têm direito, resultantes de dívidas acumuladas nos últimos anos.
A confirmação foi feita pelo porta-voz do Executivo, Inocêncio Impissa, que destacou a importância deste pagamento para os profissionais.
Apesar do avanço, Impissa reconheceu a existência de constrangimentos, especialmente a nível local, onde alguns gestores não estão a agir conforme as expectativas do Governo. Esta situação requer uma clarificação de certos aspectos do processo para garantir a eficácia na distribuição dos subsídios.
A declaração do porta-voz surge num contexto de crescente tensão entre os profissionais da saúde, que ameaçaram entrar em greve no final deste mês, reivindicando, entre outras questões, o pagamento de horas extraordinárias. “O pagamento das horas extras já começou, mas o processo revela-se mais complexo do que o esperado, uma vez que, em algumas regiões, os gestores não têm cumprido as directrizes do Governo”, declarou Impissa após a VII Sessão do Conselho de Ministros.
O ministro da Administração Estatal e Função Pública sublinhou a necessidade de manter um diálogo contínuo com os gestores responsáveis pela distribuição dos pagamentos, garantindo que sejam feitas de forma proporcional ao que cada um tem direito. “Estamos a realizar os pagamentos em fases, e é essencial que todos percebam que as horas extraordinárias estão a ser compensadas”, enfatizou.
Além disso, Impissa abordou a dívida com os fornecedores do Estado, revelando que a liquidação das contas iniciou na semana passada, segundo o plano de regularização faseada previamente anunciado. “Os fornecedores já estão a ser pagos, e outros estão a ser contactados a partir das províncias para dar seguimento ao processo, visto que as contratações são feitas a nível local”, concluiu.
















