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Sábado, Julho 25, 2026
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Inundações no nordeste da Austrália deixam um morto

O primeiro-ministro do estado de Queensland, David Crisafulli, expressou a sua profunda consternação durante uma conferência de imprensa ao anunciar as “terríveis notícias” da perda de uma vida resultante das severas inundações que afectam a região.

Embora não tenha revelado detalhes adicionais sobre o incidente, a gravidade da situação é inegável.

O Governo australiano, em colaboração com as autoridades de Queensland, activou a assistência em caso de catástrofe para as áreas de Burdekin, Cairns, Palm Island e Townsville. Num comunicado conjunto, as autoridades alertaram que as chuvas torrenciais devem persistir no norte de Queensland nos próximos dias, o que poderá resultar em novas inundações.

“O nosso empenho na protecção das comunidades é inabalável. Várias missões de resgate foram realizadas e centros de evacuação foram estabelecidos para ajudar aqueles que se encontram em risco”, afirma o comunicado. Além disso, o Governo assegurou a disponibilização de fundos oficiais para cobrir as necessidades de emergência e os custos de reparação de propriedades e infraestruturas danificadas.

A ministra para os Incêndios e Resposta a Desastres de Queensland, Ann Leahy, sublinhou que a tempestade ainda está “longe de terminar”. O departamento meteorológico do estado emitiu alertas sobre o risco de transbordamento de vários rios, aumentando as preocupações na população.

A televisão local 10NewsFirst reportou que quase 200 mil habitantes dos subúrbios de Townsville estão em estado de alerta, prontos para abandonar as suas casas se a situação se agravar. A tempestade, provocada pela coincidência de duas depressões tropicais na região, não deverá evoluir para um ciclone, mas está a causar chuvas intensas e contínuas.

A Austrália, considerada um dos países mais poluentes do mundo na exportação de combustíveis fósseis, tem sido severamente afectada por fenómenos climáticos, incluindo secas extremas, inundações e incêndios florestais, muitos dos quais são atribuídos ao aquecimento global e ao aumento das emissões de gases com efeito de estufa.

Em Dezembro de 2023, a comunidade aborígene de Wujal Wujal foi severamente afectada por cheias, isolando centenas de residentes durante dias devido ao ciclone Jasper. Apenas alguns meses antes, em Março, o estado de Queensland já tinha enfrentado inundações recorde em consequência de chuvas torrenciais.

Esquiador resgatado após ser engolido por avalanche em Mont Blanc

Um esquiador alemão, de 50 anos, foi resgatado após ter sido surpreendido por uma avalanche enquanto descia a encosta do Mont Blanc. O incidente, que ocorreu na popular estação de esqui, foi capturado em vídeo por outro praticante de esqui que se encontrava na área.

No registo audiovisual, é visível o esquiador a descer tranquilamente na neve, quando, de repente, uma avalanche se precipita, levando-o consigo e cobrindo-o completamente. O vídeo foi partilhado pelo utilizador de Instagram @leoloux_, que, embora reconheça não ser um especialista, enfatizou a necessidade de cautela e a consciência dos riscos inerentes à prática do esqui em terrenos propensos a avalanches. “Mesmo numa encosta esquiada poucos segundos antes por três pessoas, o risco de avalanche não é reduzido”, alertou.

Felizmente, o esquiador acidentado beneficiou de um equipamento de segurança crucial: um airbag, uma mochila específica desenhada para aumentar as probabilidades de sobrevivência num cenário de avalanche. Segundo relatos, a vítima foi localizada fora da neve e estava consciente no momento do resgate.

Uma ambulância aérea foi accionada para prestar assistência médica, transportando o esquiador para um hospital da região.

Segundo as informações divulgadas, não foram registados ferimentos graves, o que é motivo de alívio para a família e amigos do acidentado.

Rebeldes no Congo declaram cessar-fogo por razões humanitárias

A Aliança do Rio Congo (AFC), uma coalizão de grupos rebeldes que inclui o movimento M23, anunciou um cessar-fogo por razões humanitárias, numa altura em que a região leste da República Democrática do Congo enfrenta uma grave escalada de violência.

Desde o dia 26 de Janeiro, o Congo tem sido palco de confrontos entre grupos rebeldes e o governo, com o M23 a liderar a mais recente ofensiva. Os rebeldes já conseguiram tomar o controle de uma grande parte da cidade de Goma, um dos principais centros urbanos da região.

A ofensiva do M23, segundo afirmam os próprios rebeldes, tem como objectivo proteger os interesses da minoria étnica tutsi, que sofreu um genocídio devastador em Ruanda na década de 1990, país vizinho ao Congo.

Em comunicado oficial, a AFC/M23 anunciou que o cessar-fogo entrará em vigor na terça-feira, dia 4 de Fevereiro, em resposta à crise humanitária crescente no país, resultante da intensificação dos combates. Os rebeldes acusam as Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC) de atacarem civis de forma deliberada, exacerbando a situação.

Adicionalmente, os rebeldes garantiram que não têm a intenção de avançar sobre a cidade de Bukavu após terem conquistado Goma, e solicitaram a retirada das tropas da Missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral na República Democrática do Congo (SAMIDRC).

Até ao momento, o governo congolês não se pronunciou oficialmente sobre a declaração de cessar-fogo. Contudo, informações do Ministério da Saúde do país apontam que mais de 700 pessoas já perderam a vida em Goma devido ao avanço da AFC/M23.

Governo da RDCongo reporta 773 mortos em combates no leste do país

A situação de instabilidade na República Democrática do Congo (RDC) continua a deteriorar-se, com o recente confronto em Goma a resultar em 773 mortos e 2.880 feridos desde o início dos combates, no passado dia 26 de Janeiro. 

As informações foram divulgadas pelo porta-voz do Governo e ministro da Comunicação, Patrick Muyaya, durante um comunicado emitido na noite de sábado.

O ministro descreveu as operações do exército ruandês na cidade de Goma como uma verdadeira “carnificina”. A cidade, que serve como capital da província de Kivu Norte, foi ocupada pelos rebeldes do Movimento 23 de Março (M23) e pelas tropas ruandesas, que, nas últimas semanas, avançaram para a vizinha província de Kivu Sul, aumentando a preocupação sobre a segurança da capital regional, Bukavu.

Patrick Muyaya garantiu que “nenhum destes crimes ficará impune”, prometendo medidas para responsabilizar os responsáveis pela violência.

Os combates em Goma, que ocorreram entre domingo e quinta-feira, resultaram em um número alarmante de fatalidades. Uma declaração da ONU, divulgada na sexta-feira, corroborou que pelo menos 700 pessoas perderam a vida e 2.800 foram feridas durante este período de intensos combates pelo controle da cidade.

A situação alarmante não passou despercebida aos líderes regionais. O Presidente do Burundi, Evariste Ndayishimiye, alertou que o conflito na RDC pode evoluir para uma guerra regional, destacando que “se o leste da RDC não tiver paz, a região não terá paz”. O presidente enfatizou que não apenas o Burundi, mas também países vizinhos como Tanzânia, Uganda e Quénia estão sob ameaça.

Em resposta à crise, o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, manifestou o apoio do seu país aos esforços da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para a restauração da paz na RDC. Chapo, após uma cimeira extraordinária da SADC em Harare, Zimbábue, afirmou que Moçambique continuará a apoiar as iniciativas mediadas por Angola, entretanto, não se comprometeu a enviar tropas para a missão da SADC na RDC, que contará apenas com forças da África do Sul, Tanzânia e Malaui.

A RDC alega que o Ruanda está a tentar pilhar os recursos naturais da região, enquanto o governo ruandês desmente essa acusação, assegurando que as suas operações visam erradicar grupos armados formados por ex-líderes hutus, que estiveram envolvidos no genocídio dos tutsis em 1994.

Além da violência, a epidemia também se torna uma preocupação crescente, com Jean Kaseya, director do Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças de África, a alertar para o risco de surtos. A nova variante do vírus Mpox, que se disseminou rapidamente por várias nações em 2024, foi recentemente detectada pela primeira vez em Kivu Sul.

Jovens angolanos recorrem à venda de sangue para garantir sustento

Na região do Cuando e Cubango, situada no sudeste de Angola, cidadãos têm denunciado uma preocupante tendência de doação de sangue em troca de compensações financeiras. 

Este fenómeno, que surge como consequência da crise económica que assola o país, tem levado muitos jovens a recorrer a esta prática em busca de meios para garantir a sua sobrevivência.

Com a escassez de doadores voluntários, um sistema informal tem-se instalado, onde a troca de sangue por dinheiro ou bens essenciais se tornou uma realidade. As autoridades locais e a sociedade civil expressam a sua preocupação em relação a esta situação, apelando ao Governo angolano para tomar medidas urgentes e eficazes que inibam esta prática.

Embora a doação de sangue possa ser vista como um gesto de necessidade e solidariedade, os especialistas alertam para o risco de violação da legislação angolana, que proíbe a comercialização de sangue e de outros componentes biológicos do corpo humano. A falta de fiscalização e o ambiente de precariedade económica contribuem para que esta situação se mantenha.

Adão Maick, um jovem de 34 anos que trabalha numa unidade sanitária, é um dos muitos que se viram obrigados a aderir à prática da “venda de sangue”. Envolvido no dia-a-dia da unidade, Adão testemunha a crescente falta de disponibilidade de sangue para os pacientes, o que o levou a considerar a doação em troca de compensações.

PRM empenhada no resgate de empresário sequestrado no sábado

A Polícia da República de Moçambique (PRM) encontra-se mobilizada na busca e resgate de um empresário raptado no passado sábado, na movimentada avenida Karl Marx, localizada no coração da capital moçambicana. 

O incidente ocorreu por volta das 15 horas, levantando preocupações sobre a segurança na região.

Em declarações à comunicação social, a porta-voz da PRM, Marta Pereira, fez um apelo à população: “A Polícia da República de Moçambique está a trabalhar arduamente para a localização e resgate da vítima. Pedimos a qualquer cidadão que tenha informações que possam ajudar na resolução deste caso que entre em contacto connosco.”

Inicialmente, houve confusão sobre a identidade da vítima, com várias fontes a afirmarem que se tratava do proprietário do Bazar Central. Contudo, a polícia esclareceu que o raptado é, na verdade, um familiar do empresário de origem asiática, o que levanta questões sobre os motivos e as circunstâncias por detrás do crime.

Surto de sarampo em Moçambique causa 31 mortes e regista 1.191 casos positivos

O surto de sarampo que afecta várias províncias de Moçambique continua a preocupar as autoridades de saúde.

Segundo a directora nacional adjunta de Saúde Pública do Ministério da Saúde (MISAU), Aleny Couto, foram registados pelo menos 31 óbitos relacionados com a doença, num total de 1.191 casos diagnosticados positivos entre 9 de Julho de 2022 e 28 de Janeiro de 2023.

A província de Nampula destaca-se como a única ainda a enfrentar um surto activo, embora as últimas 24 horas tenham sido marcadas pela ausência de novos casos. Couto revelou que Nampula já não regista mortes relacionadas com o sarampo há 14 dias, o que levanta esperanças na contenção da propagação da doença.

Os casos de sarampo foram reportados em várias províncias, incluindo Cabo Delgado, Niassa e Nampula no Norte, e Zambézia e Sofala no Centro do país. Dos 31 óbitos registados, 27 ocorreram na comunidade, sendo que Cabo Delgado contabilizou 17 mortes, Nampula 11 e Niassa três.

As autoridades de saúde estão a intensificar os esforços de sensibilização e vacinação para controlar a disseminação da doença, que tem implicações sérias para a saúde pública.

A situação continua a ser monitorizada de perto, enquanto são realizados apelos à população para que se mantenham atentos a sintomas e procurem assistência médica imediatamente.

Tempestade tropical FAIDA prevista para entrar no Canal de Moçambique esta quarta-feira

Uma depressão tropical que se formou a leste de Madagáscar evoluiu nas últimas horas para uma tempestade tropical moderada, agora denominada FAIDA. 

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) emitiu um alerta, informando que o sistema meteorológico deverá atravessar Madagáscar a partir desta segunda-feira até às primeiras horas de quarta-feira.

Segundo as projecções meteorológicas, FAIDA promete causar impactos significativos na região, com possibilidades de chuvas intensas e ventos fortes. As autoridades locais estão em alerta para a eventualidade de inundações e deslizamentos de terra, especialmente nas áreas mais vulneráveis.

O relatório do INAM também aponta que, na tarde de quarta-feira, a tempestade deverá entrar no Canal de Moçambique, o que poderá agravar as condições meteorológicas nas regiões costeiras circunvizinhas.

Vandalização e pilhagem deixam mais de 3 mil trabalhadores no desemprego em Maputo

A província de Maputo enfrenta uma grave crise económica, resultante da onda de vandalização e pilhagem que afectou diversas unidades de produção durante os protestos pós-eleitorais. 

Mais de três mil trabalhadores perderam os seus empregos, uma situação alarmante que se verifica em mil cento e vinte e sete unidades industriais e comerciais que foram alvo de actos de violência.

Em declarações à imprensa, o director provincial da Indústria e Comércio, Joel Nhassengo, indicou que neste momento está a ser realizado um levantamento minucioso dos danos causados, com o objectivo de definir estratégias de apoio aos afectados. “Estamos a consolidar o levantamento para termos uma compreensão clara sobre as dimensões dos prejuízos, quem são os actores que sofreram e que tipo de apoios vão necessitar”, afirmou Nhassengo.

O responsável acrescentou que o segundo passo deste processo será organizar um encontro com os empresários prejudicados, de forma a discutir e quantificar o impacto das perdas. Após esta reunião, será apresentada uma proposta ao Governador da província, que também está a trabalhar para encontrar soluções e acções a serem empreendidas.

Naparama executam militar por decapitação em Morrumbala

A tranquilidade da vila sede distrital de Morrumbala foi abruptamente interrompida por um acto de violência extrema que resultou na morte de um militar na reserva.

Segundo informações veiculadas pelo jornal “O País”, indivíduos alegadamente associados a uma facção conhecida como Naparamas perpetraram o crime de forma brutal, decapitando a vítima e abandonando a cabeça junto a um poste de energia nas proximidades de um banco comercial local.

A situação agravou-se com uma troca de tiros entre as forças policiais e os homens armados, que puseram em risco a segurança da comunidade. Este episódio insere-se num contexto mais amplo de crescente violência na região, que tem registado várias incursões violentas que resultaram na deslocação de mais de sete mil pessoas para o Malawi, em busca de segurança.

As autoridades locais e a população estão em estado de alerta, temendo novas investidas por parte da facção. A situação em Morrumbala, marcada pela instabilidade e pelo clima de medo, exige medidas urgentes para garantir a protecção dos cidadãos e restaurar a ordem pública.

Vagas de emprego do dia 04 de Fevereiro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 04 de Fevereiro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Gestor de Relações Públicas

A Pathway Consulting está a recrutar um/a (1) Gestor(a) de Relações Públicas. Saiba mais.

2. Vagas para Assistentes de Desenvolvimento de Negócio e Inclusão Financeira

A Fundação SEPPA pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Assistentes de Desenvolvimento de Negócio e Inclusão Financeira. Saiba mais.

3. Vagas para Assistentes de Programas e Monitoria e Avaliação

A AMODEFA – Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família, está a recrutar Assistentes de Programas e Monitoria e Avaliação. Saiba mais.

4. Vagas para Motoristas

A AMODEFA – Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família, está a recrutar Motoristas. Saiba mais.

5. Vagas para Enfermeiras de SMI

A AMODEFA – Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família, está a recrutar Enfermeiras de SMI. Saiba mais.

6. Vagas para Assistentes de Administração e Finanças

A AMODEFA – Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família, está a recrutar Assistentes de Administração e Finanças. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vagas para Faxineiras

Uma empresa anónima situada em Maputo, está a recrutar duas (2) Faxineiras. Saiba mais.

2. Vaga para Serralheiro Mecânico

Uma empresa anónima situada em Maputo, está a recrutar um (1) Serralheiro Mecânico. Saiba mais.

3. Vaga para General Service Manager

A Saipem pretende recrutar um (1) General Service Manager. Saiba mais.

4. Vagas para Técnicos de Pesquisa II

O Centro Internacional da Batata (CIP) pretende recrutar quatro (4) Técnicos de Pesquisa II. Saiba mais.

5. Vaga para Senior – SaT Corporate Finance

A EY pretende recrutar um (1) Senior – SaT Corporate Finance. Saiba mais.

6. Vaga para Mathematics and Physics Teacher

Aga Khan Academy Maputo is hiring a Mathematics and Physics Teacher. Saiba mais.

7. Vaga para Senior Process Engineer

A ENI pretende recrutar um (1) Senior Process Engineer. Saiba mais.

8. Vaga para Secretária

Uma empresa anónima pretende recrutar uma (1) Secretária. Saiba mais.

9. Vaga para Oficial de Segurança Alimentar e Meios de Subsistências/FSL Officer

A Action Contre La Faim pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Segurança Alimentar e Meios de Subsistências/FSL Officer. Saiba mais.

10. Vaga para Oficial de Educação em Emergências (EiE) e Proteção à Criança em Emergências

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Educação em Emergências (EiE) e Proteção à Criança em Emergências. Saiba mais.

11. Vaga para HR & Admin Specialist

A Counterpart International pretende recrutar um (1) HR & Admin Specialist. Saiba mais.

12. Vaga para Accountant

A Prime360 pretende recrutar um (1) Accountant. Saiba mais.

13. Vaga para Oficial de MEAL

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de MEAL. Saiba mais.

14. Vaga para Gestor de Clientes – Corporate

A First Capital Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Gestor de Clientes – Corporate. Saiba mais.

15. Vaga para Medidor Orçamentista

A ProConstrói pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Medidor Orçamentista. Saiba mais.

16. Vaga para Logístico

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Logístico. Saiba mais.

17. Vaga para Assistente de Distribuição

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Assistente de Distribuição. Saiba mais.

Ex-funcionário da Sonangol condenado a prisão na Suíça

O antigo presidente da Sonangol Distribuidora, Paulo Gouveia Júnior, foi condenado a uma pena de 36 meses de prisão por corrupção, num tribunal suíço.

Este veredicto também incidiu sobre a companhia suíça Trafigura e um dos seus diretores, que foram penalizados por envolvimento em práticas corruptas em Angola.

O tribunal decidiu que a Trafigura deverá pagar uma multa de 3,3 milhões de dólares, além de uma indemnização de 145,6 milhões de dólares. Mike Wainwright, ex-diretor de operações da Trafigura, foi sentenciado a 32 meses de prisão, dos quais 12 meses deverão ser cumpridos efetivamente.

É curioso notar que tanto Wainwright como Gouveia Júnior possuem um passado desportivo notável, com Wainwright a ter sido piloto de automóveis de competição e Gouveia Júnior um antigo jogador de futebol do Petro de Luanda.

Durante o processo, os procuradores suíços acusaram Gouveia Júnior de ter recebido cerca de cinco milhões de dólares em subornos, em troca da aprovação de oito contratos de fretamento de navios e um contrato de abastecimento à Trafigura. Tais acordos terão rendido à empresa suíça um lucro aproximado de 145 milhões de dólares. A pena de Gouveia Júnior foi parcialmente suspensa, obrigando-o a cumprir 14 meses de prisão efetiva, enquanto os restantes 22 meses ficam suspensos por um período de dois anos.

Até ao momento, a localização de Paulo Gouveia Júnior é desconhecida, uma vez que não se apresentou para a leitura da sentença e havia anteriormente declarado a sua inocência em relação às acusações.

O juiz Stephan Zenger, ao explicar o veredicto, sublinhou as “falhas organizacionais” da Trafigura, afirmando que seria expectável que uma empresa da sua magnitude tivesse um controle mais rigoroso sobre os pagamentos feitos a intermediários. “As deficiências observadas não são negligenciáveis”, destacou o juiz durante a audiência.

O advogado de Wainwright anunciou a intenção de recorrer do veredicto, o que suspende a pena de prisão enquanto se aguarda a decisão sobre o apelo.

Ruanda envia novo contingente para apoio em Cabo Delgado

As Forças de Segurança do Ruanda anunciaram o envio de um novo contingente para reforçar a luta contra os grupos terroristas na província de Cabo Delgado, em Moçambique. 

A informação foi divulgada pelo Ministério da Defesa do Ruanda, que destacou a importância desta missão no âmbito da cooperação bilateral entre os dois países.

O major-general Wilson Gumisiriza, comandante da Divisão de Infantaria Mecanizada das Forças de Defesa do Ruanda (RDF), despediu-se do contingente das Forças de Segurança Ruandesas (RSF) durante uma cerimónia realizada no Quartel Militar de Kami, em Kigali. O evento contou com a presença de diversos membros da RDF e da Polícia Nacional do Ruanda (RNP), que se preparam para a sua missão em Cabo Delgado.

Durante a despedida, o major-general Gumisiriza apelou aos soldados para defenderem os valores da RDF, destacando a importância da disciplina e do trabalho em equipa para representarem eficazmente o Ruanda. “A missão que se avizinha é um reflexo da parceria contínua entre o Ruanda e Moçambique, e é fundamental para o fortalecimento dos acordos de cooperação entre as duas nações”, acrescentou o comandante.

Embora o comunicado não tenha especificado o número exacto de tropas mobilizadas, a iniciativa é vista como um passo significativo na luta contra a insurgência que tem assolado Cabo Delgado nos últimos anos, resultando em uma crise humanitária na região.

Gaza: População de Nhapfumwini paralisa obras da mineradora Di-Sheng

A comunidade de Nhapfumwini, no distrito de Chongoene, manifestou-se contra a mineradora Di-Sheng, responsável pela exploração das areias pesadas de Chibuto.

A insatisfação popular resultou na paragem das obras de construção da Doca, um empreendimento crucial para a exportação do minério que se destina a vários países a partir das águas marítimas da região.

As obras, que se encontravam na fase final de execução, estão inactivas há duas semanas. O descontentamento da população advém da falta de compromisso da empresa em relação à construção de infraestruturas sociais, previamente acordadas. Os moradores exigem a implementação de uma unidade sanitária, vias de acesso, fornecimento de energia eléctrica, água potável e oportunidades de emprego para os jovens locais. Até à data, apenas a construção de uma estrada de acesso à praia de Chongoene foi realizada.

Artur Macamo, Administrador do Distrito de Chongoene, reconheceu a legitimidade das preocupações da população, que condiciona a retoma das obras ao cumprimento de 50% dos compromissos assumidos pela Di-Sheng. Macamo assegurou que o governo está a interceder no diálogo entre a comunidade e a mineradora, tendo já sido alcançado um novo entendimento que visa a rápida retoma dos trabalhos.

O administrador apelou à paciência dos habitantes, enfatizando a importância da Doca para o desenvolvimento não apenas da região, mas também da província e do país todo. Esta é a segunda interrupção das obras de construção da Doca, que, segundo os novos prazos, deveriam iniciar a exportação das areias pesadas a partir do próximo mês de Fevereiro.

Moçambique prepara-se para enfrentar potenciais surtos de doenças hemorrágicas

O Ministério da Saúde (MISAU) de Moçambique assegurou que o país está devidamente preparado para enfrentar e controlar eventuais surtos de doenças hemorrágicas, nomeadamente o vírus de Marburg e o Ébola. 

A declaração foi feita durante uma actualização sobre a actual situação epidemiológica, onde foram destacados os riscos associados e as medidas de vigilância implementadas.

Eduardo Samo Gudo, director-geral do Instituto Nacional de Saúde (INS), enfatizou que “os riscos de Marburg e de Ébola permanecem baixos para o nosso país. Todavia, estamos em alerta e em prontidão máxima para identificar, conter e responder a qualquer febre hemorrágica, dispondo de capacidade laboratorial para tal.”

O aumento da vigilância sanitária em Moçambique surge em resposta ao recente registo de casos associados ao vírus de Marburg na Tanzânia, que faz fronteira com as províncias de Niassa e Cabo Delgado. As autoridades tanzanianas notificaram a Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a ocorrência de nove casos suspeitos de febre hemorrágica, dos quais oito resultaram em óbitos, apresentando uma letalidade alarmante de 90%. Uma das amostras colhidas na Tanzânia foi positiva para o vírus de Marburg, levando o MISAU a declarar um surto a 20 de Janeiro corrente.

Além do foco nas doenças hemorrágicas, o governo moçambicano também mantém a atenção voltada para outras enfermidades, como o sarampo e a cólera. Em relação ao sarampo, Aleny Couto, directora nacional adjunta da Saúde Pública, revelou que, em Janeiro de 2025, foram registados 1.191 casos, com maior incidência nas províncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula, no norte do país.

Quanto à cólera, após o surgimento inicial de casos no distrito de Nametil, em Nampula, não foram reportados novos casos há 45 dias, e as autoridades agora concentram esforços na divulgação de medidas preventivas.

Trump e Musk desmantelam USAID: África pode enfrentar crise humanitária

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o bilionário Elon Musk avançaram com o desmantelamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), provocando uma onda de demissões, cortes de financiamento e incerteza global sobre o futuro da assistência humanitária. A decisão poderá ter consequências graves para Moçambique e o continente africano, onde a USAID financia projectos de saúde, educação, segurança alimentar e resposta a desastres.

Marco Rubio assume interinamente e impõe mudanças drásticas.

O secretário de Estado, Marco Rubio, foi nomeado administrador interino da USAID, horas após Musk anunciar que Trump “concordou” em desmantelar a agência. Rubio já delegou as operações diárias para Pete Marocco, ex-diretor de assistência externa da USAID, uma decisão que gera preocupações devido ao histórico controverso do novo responsável.

Segundo fontes da Casa Branca, a USAID será fundida com o Departamento de Estado e sofrerá cortes severos no quadro de funcionários, mas continuará, de forma limitada, a actuar em projectos alinhados à política externa dos EUA.

Cortes ameaçam milhões de pessoas em África

A decisão de Trump e Musk gerou alarme em organizações humanitárias e governos africanos. A USAID desempenha um papel crucial em 130 países, com um orçamento anual superior a 40 bilhões de dólares. Em Moçambique, a agência financia projectos essenciais que agora correm o risco de serem interrompidos:

  • Combate ao HIV e à malária: Milhares de pacientes poderão ficar sem acesso a medicamentos e testes, aumentando as taxas de mortalidade;
  • Apoio à segurança alimentar: Milhões de moçambicanos dependem de programas da USAID para enfrentar a fome e a desnutrição;
  • Recuperação pós-ciclones: A reconstrução de infra-estruturas afectadas por desastres naturais, como os ciclones Idai e Freddy, pode ser interrompida;
  • Educação e desenvolvimento comunitário: Programas de alfabetização e treinamento profissional podem perder financiamento.

A interrupção desses projectos pode agravar a pobreza extrema, a instabilidade social e a dependência de Moçambique em relação a outras potências, como China e Rússia.

Críticas e resistência no Congresso dos EUA

A medida encontrou resistência dentro dos Estados Unidos. O senador democrata Brian Schatz afirmou que bloqueará todas as nomeações do Departamento de Estado até que Trump e Musk recuem na decisão. Enquanto isso, funcionários da USAID foram orientados a trabalhar remotamente, e centenas perderam acesso aos sistemas da agência, indicando uma dissolução iminente.

Organizações internacionais alertam que a eliminação da USAID poderá criar um vácuo na ajuda humanitária, aumentando crises de fome, conflitos e deslocamento forçado de populações vulneráveis.

Musk e o Departamento de Governo Eficiência (DOGE)

Elon Musk, que lidera o recém-criado Departamento de Governo Eficiência (DOGE), alegou que a USAID é “radicalmente politizada” e deveria ser “eliminada”. Fontes indicam que operativos de DOGE tentaram acessar documentos classificados da USAID sem a devida autorização, gerando suspeitas sobre as reais intenções da reestruturação.

Musk também mencionou que a agência é um “bowl de vermes”, insinuando que a corrupção justificaria seu encerramento. No entanto, não apresentou evidências concretas para apoiar suas alegações.

Moçambique e África podem perder um dos seus principais parceiros humanitários

Se os cortes forem mantidos, Moçambique e outros países africanos precisarão buscar novas parcerias para substituir os bilhões de dólares perdidos. Alternativas incluem:

  1. Apoio da União Europeia e do Reino Unido, embora os recursos sejam limitados;
  2. Investimentos chineses e russos, mas que frequentemente vêm atrelados a interesses políticos e económicos;
  3. Ampliação da cooperação com organizações internacionais, como a ONU e o Banco Mundial.

O futuro da assistência humanitária está em risco

O governo moçambicano ainda não se pronunciou oficialmente sobre o impacto da decisão dos EUA. No entanto, especialistas alertam que a perda do financiamento da USAID pode intensificar crises já existentes e comprometer anos de progresso em sectores vitais.

Caso a fusão com o Departamento de Estado se concretize e os cortes se mantenham, a influência dos EUA na região pode diminuir, abrindo espaço para novas potências redefinirem a geopolítica da ajuda internacional em África.

EUA demitem funcionários por recusarem partilhar dados confidenciais com departamento de Elon Musk

O Governo dos Estados Unidos afastou recentemente dois altos responsáveis de segurança da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), após estes se recusarem a entregar material confidencial ao Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), liderado pelo bilionário Elon Musk. 

A informação foi avançada no domingo pela agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP), que citou fontes anónimas, nomeadamente um atual e um ex-funcionário do Governo.

Segundo a AP, os membros do DOGE obtiveram finalmente acesso a informações confidenciais da USAID, que incluem relatórios de serviços secretos, após uma solicitação que lhes tinha anteriormente sido negada. O acesso foi concedido no sábado, mas a equipa de inspecção do DOGE, que não possuía uma autorização de segurança adequada, estava legalmente impedida de receber aquela informação.

Os responsáveis da segurança da USAID, John Vorhees, o director, e Brian McGill, o seu adjunto, foram forçados a negar o acesso ao DOGE, tendo ambos sido colocados de licença conforme revelado pelas fontes da AP.

É importante frisar que o DOGE, apesar de não fazer parte da estrutura governamental tradicional, foi estabelecido pelo actual Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com a missão de identificar formas de reduzir custos na administração pública.

Este incidente ocorre num contexto mais amplo de investigações e operações do DOGE, que no dia anterior já tinha realizado uma ação semelhante no Departamento do Tesouro.

Nesta operação, o DOGE conseguiu acesso a dados sensíveis relacionados com sistemas de atribuição de fundos e pagamentos, abrangendo clientes da Segurança Social e do Medicare, o sistema de seguros de saúde destinado a cidadãos com mais de 65 anos.

Além disso, o jornal Washington Post noticiou que o vice-secretário interino do Tesouro, David Lebryk, se demitiu após mais de 30 anos de serviço, numa reacção ao pedido do DOGE por acesso a informações confidenciais do departamento.

Ministério da Saúde potencia hospitais provinciais com médicos especialistas

O Ministério da Saúde de Moçambique anunciou a implementação de um programa para reforçar a presença de médicos especialistas em hospitais provinciais em todo o país, com o intuito de minimizar as transferências de doentes para outros centros de tratamento. 

A declaração foi feita pelo ministro da Saúde, Ussene Isse, durante a sua visita ao Hospital Provincial de Lichinga, localizado na província do Niassa.

O ministro destacou que esta iniciativa visa garantir que os doentes possam receber cuidados médicos na sua região de origem, permitindo-lhes estar próximos do seu círculo familiar durante o tratamento. “Este doente, em princípio, poderia ser transferido para Nampula ou para Maputo, mas nós queremos garantir que estamos a colocar especialistas em todos os hospitais que podem resolver os problemas localmente”, afirmou Isse.

Ussene Isse aproveitou a ocasião para prometer que regressará ao Hospital Provincial de Lichinga em breve, com o propósito de participar e liderar a equipa de médicos cirurgiões que irá operar um paciente diagnosticado com um tumor. Esta acção não só reforça o compromisso do governo com a saúde pública, mas também visa melhorar a eficiência dos serviços de saúde nas províncias.

LAM lança concurso para fornecimento de aeronaves embraer e boeing

A transportadora estatal Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) anunciou hoje a abertura de um procedimento para a contratação de aeronaves dos modelos Embraer ERJ190 e Boeing 737-700. 

O concurso, que visa a submissão de manifestações de interesse por parte de empresas ou consórcios, tanto nacionais como estrangeiros, estará em vigor até ao próximo dia 7 de Fevereiro.

Segundo o edital divulgado, a LAM não especificou, nesta fase, a quantidade de aeronaves a contratar. A decisão final sobre o número e tipo de aeronaves a adquirir dependerá das propostas que forem apresentadas durante o processo de concurso.

Uma fonte da companhia aérea, citada pela agência Lusa, sublinhou que esta iniciativa é parte de uma estratégia mais ampla, uma vez que a LAM tem enfrentado diversos desafios operacionais nos últimos anos.

Actualmente, a transportadora opera em 12 destinos no mercado doméstico e, a nível regional, mantém voos regulares para cidades como Joanesburgo, Dar-Es-Salaam, Harare, Lusaka e Cidade do Cabo. Lisboa destaca-se como o único destino intercontinental da companhia.

Jovem detido em Tete após assassinar a esposa por ciúmes

Um homem de 25 anos encontra-se detido sob a suspeita de ter assassinado a sua esposa, de apenas 18 anos, em um crime que teria sido motivado por ciúmes. 

O trágico incidente ocorreu na residência do casal, após uma discussão acesa, supostamente provocada pelo consumo de bebidas alcoólicas da vítima numa barraca, acompanhada por um alegado amante.

Segundo informações recolhidas junto das autoridades, após o ato, o suspeito manteve o corpo da esposa em sua casa durante dois dias. Durante este período, não deu sinais de que o crime tivesse ocorrido, o que gerou estranheza entre amigos e familiares.

Em declarações prestadas à polícia, o indiciado confessou a autoria do crime, expressando arrependimento pelo ato violento. “Um amigo saudou-me e perguntou-me se sabia o paradeiro da minha esposa. Eu disse que não sabia. No entanto, ele informou-me que a viu com um homem numa barraca a consumir bebidas alcoólicas e levou-me até ao local. Quando cheguei, o homem com quem ela estava fugiu. Arrastei-a até a nossa casa e comecei a bater”, relatou o suspeito.

Celina Roque, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), confirmou que o casal tinha um historial de conflitos frequentes. No dia do crime, o homem utilizou um cinto para asfixiar a esposa até à morte, um crime que chocou a comunidade local.

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