O Serviço Provincial de Identificação Civil de Inhambane encontra-se em alerta, uma vez que mais de nove mil e oitocentos Bilhetes de Identidade (BI) ainda não foram levantados pelos seus titulares.
Este montante de documentos resulta, na sua maioria, de campanhas de emissão realizadas ao longo do ano passado em toda a província.
Maria de Lurdes Langa, porta-voz do Serviço Provincial de Identificação Civil, referiu que muitos dos requerentes estão a enfrentar dificuldades na recuperação dos seus documentos. “Uns tratam o BI, porque são naturais de Inhambane, mas residem em Lichinga ou Maputo. Eles vêm a Inhambane e já receberam mensagens de alerta de que o seu BI está disponível para levantamento”, explicou Langa.
Face a esta situação, a responsável fez um apelo rigoroso a todos os cidadãos que solicitaram o Bilhete de Identidade para que se dirijam ao serviço e procedam ao levantamento dos seus documentos o quanto antes.
O Serviço Provincial de Identificação Civil espera que, com esta sensibilização, o número de documentos não reclamados diminua significativamente.
As agências do governo federal dos Estados Unidos estão a preparar-se para implementar um plano de demissões em massa, conforme ordem do presidente Donald Trump.
O decreto, assinado na terça-feira (11), designa o empresário Elon Musk como responsável pelo projecto, que está sob a alçada do recém-criado Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês).
Segundo o decreto, todos os órgãos federais deverão colaborar com Musk e sua equipa na avaliação da folha de pagamento, com o objectivo de identificar quais funcionários serão desligados. A medida tem como foco a reestruturação da burocracia federal, prometendo uma redução significativa de pessoal nas agências governamentais.
Além das demissões, o decreto prevê a contratação de novos colaboradores para cargos-chave. Esta iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla do presidente Trump, que já havia sido mencionada durante a sua campanha eleitoral, visando garantir que apenas indivíduos leais ao seu governo ocupem as posições mais influentes da administração pública.
O Governo moçambicano anunciou a realização de um leilão de 24 barcos de pesca da Empresa Moçambicana de Atum (Ematum), prevendo-se arrecadar 10,6 milhões de dólares com a venda das embarcações.
Este leilão surge no contexto do escândalo das dívidas ocultas, que envolveu a Ematum e outras entidades estatais.
Em nota oficial, o Governo esclareceu que a frota leiloada apresenta um histórico de pesca praticamente nulo, o que garante que os motores Caterpillar e os equipamentos de navegação e pesca estejam em excelente estado de conservação. As embarcações estão divididas entre “atuneiros” equipados para a pesca de atum congelado e outras preparadas para a captura de atum fresco.
Das 24 embarcações, 21 são “atuneiros” e três são arrastões, actualmente atracadas no Porto de Maputo. O prazo para a submissão de propostas para o leilão termina a 21 de Fevereiro de 2025, conforme indicado no documento citado pela agência Lusa.
Originalmente, os barcos estavam configurados para alojar até oito tripulantes, mas foram adaptados para suportar uma tripulação de até 14 pessoas, segundo a nota do Governo.
De acordo com informações do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE), o executivo moçambicano tinha como objectivo concluir a liquidação da Ematum no ano passado, como parte da Reforma do Sector Empresarial do Estado (SEE).
A Ematum, a principal empresa estatal de pesca em Moçambique, é uma das três entidades envolvidas no escândalo das dívidas ocultas, que começou em 2016 e que incluiu alegações de corrupção e suborno a funcionários públicos, incluindo o ex-ministro das Finanças, Manuel Chang.
O esquema envolveu a aprovação de contractos e o financiamento de empréstimos a várias empresas estatais, incluindo a Proindicus e a MAM, para a aquisição de barcos de pesca e equipamentos de segurança marítima à empresa Privinvest.
A província de Gaza enfrenta uma preocupante escassez de produtos básicos nos estabelecimentos comerciais, uma situação que se agrava desde as manifestações violentas associadas às eleições de Outubro do ano passado.
Os cidadãos da região sentem as consequências directas da crise, com o aumento significativo dos preços de bens essenciais, incluindo arroz, óleo de cozinha, açúcar, feijão, sal e sabão.
A Brigada Central da Frelimo, que recentemente concluiu uma visita à província, denunciou que o vandalismo e os tumultos resultantes das manifestações têm contribuído para a deterioração das condições de vida nas comunidades locais.
Os membros da brigada sublinharam a urgente necessidade de medidas que garantam a estabilidade e a segurança na região, de modo a reverter a escalada do custo de vida e restabelecer a normalidade no abastecimento de produtos.
Uma trágica colisão entre um comboio de alta velocidade e um camião resultou na morte de um passageiro e deixou 25 pessoas feridas na noite de terça-feira, nos arredores de Hamburgo.
O acidente ocorreu numa passagem de nível, onde o comboio abalroou o camião, que estava carregado de carris.
De acordo com informações da Sky News, a vítima mortal foi um homem de 55 anos, que faleceu no local do acidente. Entre os feridos, seis encontram-se em estado grave, segundo as autoridades locais. O impacto da colisão foi tão violento que as janelas da frente do comboio estilhaçaram-se, causando um cenário de caos na composição.
Os passageiros que não sofreram ferimentos foram evacuados e transportados de autocarro para uma estação próxima, conforme relatado pela polícia. O comboio Intercity Express (ICE) envolvido no incidente transportava 291 passageiros no momento da colisão e estava a caminho de Bremen, no noroeste da Alemanha.
O rei Abdullah II da Jordânia reafirmou a sua oposição ao plano de Donald Trump que visa a expulsão da população da Faixa de Gaza, durante uma reunião com o novo Presidente dos Estados Unidos.
O encontro decorreu na passada terça-feira e teve como pano de fundo as crescentes tensões na região.
Na sua declaração posterior ao encontro, publicada na rede social X, o monarca sublinhou que expressou a sua “firme oposição à deslocação de palestinianos em Gaza e na Cisjordânia ocupada”. Abdullah II destacou que esta posição é partilhada por toda a comunidade árabe, enfatizando a importância da solidariedade entre os países da região.
O rei da Jordânia também fez questão de afirmar que o seu principal compromisso é com a estabilidade da Jordânia e o bem-estar dos jordanos. “Insisti que o meu compromisso supremo era com a Jordânia, a sua estabilidade e o bem-estar dos jordanos”, disse o monarca, fazendo alusão aos anos de tensão e os confrontos armados que marcaram a história do reino, particularmente no contexto do conflito israelo-palestiniano.
As autoridades sul-africanas enfrentam uma situação crítica, com pelo menos dois mineiros ilegais ainda presos no interior de uma mina abandonada na localidade de Roodepoort, a oeste de Joanesburgo.
As operações de resgate, que visavam salvar os homens, foram suspensas indeterminadamente desde a última segunda-feira, levantando sérias preocupações sobre a sua sobrevivência.
Especialistas em segurança mineira alertam que os níveis de oxigénio na mina caíram para cerca de catorze por cento, o que coloca em risco não apenas a vida dos mineiros, mas também complica ainda mais as operações de resgate.
As equipas de socorro relataram dificuldades significativas para alcançar o fundo do poço, onde os homens estão supostamente retidos, devido à degradação das estruturas da mina, que se encontra fechada e desabitada.
As autoridades locais já emitiram avisos à população circundante para manterem distância da mina, devido aos perigos que a mesma representa. O Ministério sul-africano de Recursos Minerais e Petrolíferos anunciou que realizará uma inspecção na mina, com o objectivo de localizar os mineiros, independentemente de estarem vivos ou não.
Esta situação ocorre num contexto mais amplo de mineração ilegal na região, que tem atraído a atenção das autoridades. Em Janeiro passado, uma operação em uma mina de ouro em Stilfontein, na província de North West, resultou na recuperação de cerca de oitenta corpos sem vida e na detenção de mais de mil mineiros ilegais.
As autoridades de North West continuam a aguardar o reconhecimento dos corpos, que estão em estado avançado de decomposição, através de exames de ADN.
De acordo com informações obtidas, uma equipa do Consulado de Moçambique em Joanesburgo deslocar-se-á a Stilfontein na quinta-feira para acompanhar o processo de identificação das vítimas. Entre os deslocados, encontram-se familiares de dois cidadãos moçambicanos que perderam a vida na mina.
Embora não existam números oficiais, há indícios de que um número significativo de moçambicanos esteja envolvido tanto nas mortes quanto nas detenções relacionadas à mineração ilegal. Desde Agosto do ano passado, o Ministério sul-africano dos Assuntos Internos deportou oitenta cidadãos moçambicanos acusados de prática de mineração ilegal na província de North West, evidenciando a gravidade da situação legal e humanitária enfrentada por estes trabalhadores.
Cerca de mil e duzentos colaboradores do sector de saúde, pertencentes a diversas organizações não-governamentais norte-americanas, retornaram aos seus postos de trabalho em várias unidades sanitárias da província de Maputo.
Este regresso ocorreu após a revogação da ordem executiva norte-americana que suspendeu a assistência ao desenvolvimento estrangeiro por um período de noventa dias.
A informação foi divulgada pelo director Provincial da Saúde, Daniel Tchemane, durante a primeira sessão ordinária do Conselho Executivo provincial.
Tchemane destacou os desafios enfrentados nas últimas duas semanas devido à suspensão da assistência, que impactou significativamente a capacidade de recolha de dados e a execução de actividades essenciais. “Tínhamos grandes constrangimentos para fazer a recolha de dados na qualidade que nós precisamos para estes programas, visto que dependemos de uma série de digitadores de dados pagos por estas organizações. Foram duas semanas de muitos constrangimentos, durante as quais tivemos que interromper algumas actividades de supervisão”, explicou o director.
Na última quinta-feira, o governo norte-americano tomou a decisão de aprovar uma excepção humanitária de emergência, permitindo a retoma imediata dos serviços de tratamento e prevenção do HIV de mãe para filho.
Esta medida é vista como um passo crucial para garantir a continuidade dos cuidados de saúde a populações vulneráveis e reforçar a luta contra doenças como a tuberculose e o HIV na região.
No presente ano lectivo, cerca de cento e quarenta e nove mil alunos da província de Tete enfrentarão a dura realidade de estudar ao relento.
Este cenário angustiante resulta da destruição de duzentas e vinte e duas salas de aula, causadas por intempéries e manifestações pós-eleitorais.
Os alunos afectados pertencem ao ensino primário e estão distribuídos por diversos distritos, incluindo Zumbo, Marávia, Macanga, Angónia, Tsangano, Mutarara, Doa, Moatize, Chiúta, Chifunde, Cahora-Bassa e Mágoè. Esta situação crítica levanta preocupações sobre a continuidade do ensino e o bem-estar das crianças, que se vêem privadas de um ambiente escolar adequado.
Segundo os dados disponíveis, das duzentas e vinte e duas salas de aula destruídas, oitenta e seis eram convencionais, cento e três eram mistas e trinta e três estavam construídas com materiais precários. A perda significativa de infraestruturas escolares compromete seriamente o acesso à educação de qualidade nesta província.
Em resposta a este desafio, o governador da província de Tete declarou que, até ao momento, foram reabilitadas apenas vinte e nove salas de aula. A recuperação dessas infraestruturas visa minimizar o sofrimento dos alunos, especialmente das classes iniciais, que são as mais vulneráveis nesta situação.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou, na terça-feira, a neutralização de dois indivíduos identificados como alegados cabecilhas de um grupo que vandalizou a terceira e a quinta esquadra da polícia, situadas nos bairros de Namicopo e Namiepe, respectivamente.
Durante a operação, foram recuperadas seis armas de fogo do tipo AKM, que haviam sido subtraídas durante os incidentes.
De acordo com Dércio Samuel, chefe do Departamento de Relações Públicas da PRM, os indiciados confessaram que as armas eram utilizadas para a prática de diversos crimes, incluindo assaltos a comerciantes locais. “Esses indivíduos admitiram que outras armas, que também foram retiradas das nossas sub-unidades, se encontram na posse de um indivíduo conhecido por Muaculete. Eles revelaram que detinham cinco armas, que estavam guardadas na residência de um primo que reside no distrito de Muecate. Este primo era considerado o responsável pela guarda das armas roubadas”, afirmou Samuel.
Um dos detidos, que se apresentou como chefe-adjunto da segurança de um partido político local, confessou o seu envolvimento na vandalização e no roubo das armas. “Estava envolvido na organização da segurança durante a campanha e as marchas. No dia 23, não estive presente na marcha porque participava de um funeral em Namialo. No entanto, no dia 24, ao retornar, fui informado que já tinham conseguido algumas armas”, relatou o indiciado, que se encontra agora sob custódia das autoridades.
O MyBucks Mozambique, S.A, com visão de ser prestador de serviços financeiros de escolha para os Moçambicanos, pretende recrutar um (1) Auditor Interno. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director de Desenvolvimento de Programas e Qualidade. Saiba mais.
O Serviço de Investigação Criminal (SERNIC) emitiu um comunicado na segunda-feira, rejeitando as acusações que o ligam a uma série de mortes ocorridas em bairros de várias cidades, supostamente associadas a manifestações pós-eleitorais.
As alegações incluem raptos e assassinatos de jovens envolvidos nos protestos, levantando preocupações sobre a actuação das forças de segurança.
Boaventura Bila, porta-voz do SERNIC, esclareceu que a instituição leva a sério as denúncias e que investiga qualquer comportamento suspeito dos seus agentes. “Sempre que nos acontecem esses casos, vamos ao nosso sistema de controlo pessoal e investigamos quem é esse agente, para podermos tomar medidas. Mas em todos os sítios onde fazemos isso, não constatámos nenhum agente nosso”, garantiu Bila, sublinhando o compromisso do SERNIC em agir de forma transparente e responsável.
As manifestações, que irromperam em diversas cidades moçambicanas, foram motivadas por insatisfações relacionadas com o resultado das recentes eleições. A escalada da violência nos bairros, associada a estas agitações, tem gerado um clima de apreensão entre a população. As autoridades apelam à calma e à confiança nas instituições, enquanto continuam a monitorizar a situação.
Um ataque suicida devastador na província de Kunduz, situada no nordeste do Afeganistão, resultou na morte de pelo menos cinco pessoas na terça-feira.
De acordo com informações divulgadas pela polícia local e reportadas pela agência de notícias Reuters, entre as vítimas mortais encontram-se quatro membros do movimento Taliban e um guarda de segurança de um banco nas proximidades do local do ataque.
Além das fatalidades, o ataque também deixou sete pessoas feridas, conforme indicado pelas autoridades. As circunstâncias que rodeiam o incidente continuam a ser investigadas, mas a violência tem sido uma constante na região, com frequentes confrontos entre diferentes facções.
As autoridades afegãs têm enfrentado desafios significativos na manutenção da segurança desde a tomada de poder pelo Taliban em Agosto de 2021. Este ataque sublinha a fragilidade da situação no país, que continua a ser marcado por uma escalada de acções violentas.
A Empresa Moçambicana de Seguros (Emose), a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), todos sob participação estatal, irão avaliar em breve a proposta de aquisição de 91% das acções financeiras do Estado nas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).
A informação foi divulgada hoje pelo porta-voz do Governo e Ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, durante uma conferência de imprensa.
Na ocasião, Impissa revelou os últimos desenvolvimentos relacionados com a operação de venda das acções à LAM, destacando que as empresas mencionadas estão autorizadas a analisar as condições de aquisição, bem como a aprovar os modelos de financiamento necessários para concretizar este negócio. “As empresas têm a possibilidade de enviar os seus especialistas para analisar os vários cenários e o estudo realizado, de modo a decidirem sobre a viabilidade desta aquisição”, afirmou.
O porta-voz do Governo sublinhou que a decisão de venda surgiu após a conclusão de um estudo que avaliou os mecanismos para a revitalização da companhia aérea, tendo-se chegado à conclusão de que a venda das acções a empresas estatais seria a melhor solução para angariar fundos para a reestruturação da LAM e para a aquisição de oito novas aeronaves.
Impissa acrescentou que a avaliação de diferentes cenários, incluindo a privatização da LAM, foi tida em conta, juntamente com a realização de uma auditoria forense que ajudou a compreender a racionalidade da medida. “Todos os cidadãos terão a oportunidade de acompanhar o progresso deste processo, que deverá iniciar em breve”, enfatizou.
O Governo moçambicano garantiu que haverá a implementação de uma série de medidas destinadas à viabilização deste investimento, que tem suscitado debates na sociedade e entre analistas.
Nos últimos dez anos, a LAM tem enfrentado graves dificuldades financeiras, reduzindo a sua frota para apenas dois aviões devido a problemas de corrupção interna relacionados com a aquisição de serviços. A companhia acumula dívidas superiores a 230 milhões de dólares para com os seus fornecedores, reflectindo a crise que tem afectado a sua operação e sustentabilidade.
As comunidades do distrito de Massingir enfrentam uma crise humanitária exacerbada pela seca, associada ao fenómeno climático El Niño, e pela destruição de culturas agrícolas provocada por animais selvagens.
Esmeralda Mutemba, administradora do distrito, alertou para a gravidade da situação, que se agrava com a eclosão da febre aftosa nos rebanhos, conforme relatado pela comunicação social.
A falta de chuvas tem causado problemas severos na disponibilidade de pasto e no acesso à água, comprometedores para a sobrevivência do gado. “Durante 90 dias não tivemos a possibilidade de venda de gado”, lamentou Mutemba, sublinhando que, apesar das chuvas recentes, não há esperança de recuperação das culturas agrícolas para a campanha agrária de 2024-2025.
Além disso, a situação é alarmante em outras regiões do centro de Moçambique. Nobre dos Santos, administrador do distrito de Caia, na província de Sofala, revelou que cerca de 99.347 pessoas estão a viver em condições de insegurança alimentar, sendo as povoações de Chatala e Magagade as mais afectadas.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima que 4,8 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária no país, o que representa um aumento significativo face aos dados apresentados em Setembro pela Organização das Nações Unidas (ONU). Esta crise humanitária resulta de uma combinação de factores, incluindo conflitos, secas e emergências de saúde pública.
“A necessidade de assistência humanitária para as comunidades afectadas tem estado a aumentar, especialmente nas regiões centro e sul de Moçambique”, afirmou a ONU em comunicado. O valor estimado para atender a estas necessidades é de 64 milhões de dólares (aproximadamente 60,6 milhões de euros).
Moçambique, um dos países mais vulneráveis às alterações climáticas, tem sido fustigado por fenómenos climáticos extremos, como cheias e ciclones tropicais, durante a época chuvosa, que decorre entre Outubro e Abril. O El Niño, caracterizado por um aumento da temperatura oceânica, continua a trazer desafios adicionais, provocando chuvas torrenciais na África oriental e contribuindo para a elevada taxa de mortalidade em países vizinhos, como Quénia, Burundi, Tanzânia, Somália e Etiópia.
Um incêndio que deflagrou durante a madrugada de sábado num hostel situado em Euston, Londres, levou à evacuação e resgate de pelo menos 20 pessoas, entre turistas e residentes.
A ocorrência mobilizou agentes da Polícia Metropolitana, que actuaram rapidamente para garantir a segurança dos indivíduos retidos no edifício de cinco andares.
De acordo com um comunicado das autoridades, o fogo começou na cave do hostel, onde se formou um denso fumo que rapidamente se espalhou para os andares superiores, dificultando a visibilidade e o movimento. Ao chegarem ao local, os agentes de polícia depararam-se com uma situação alarmante, encontrando várias pessoas desorientadas e presas nos quartos inundados por fumo.
O sargento Pete Day e o agente Luke Uzzell foram rapidamente destacados para a linha da frente. Enquanto Day utilizava extintores para combater as chamas, Uzzell forçou a entrada em todos os compartimentos da cave, assegurando-se de que ninguém ficasse para trás. “Os outros agentes vasculharam os restantes pisos do hostel, fornecendo orientações claras e garantindo que os feridos recebessem os cuidados médicos necessários”, referiu o comunicado.
Embora três pessoas e nove agentes da polícia tenham necessitado de assistência hospitalar devido a ferimentos ligeiros, resultantes da inalação de fumo, todos já receberam alta e encontram-se fora de perigo.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) efectuou a detenção de três indivíduos, todos de nacionalidade moçambicana, na cidade de Chimoio, na província de Manica, sob a suspeita de porte ilegal de armas de fogo. Durante a operação, a polícia confiscou também 33 munições.
A detenção ocorreu após a PRM receber informações sobre a presença de indivíduos armados na cidade. Os suspeitos estavam prestes a realizar a venda das armas a um cidadão local. Em resposta a essa denúncia, a polícia implementou uma ação de patrulha que culminou na intercepção dos detidos, que se deslocavam para encontrar um suposto cliente.
Em conferência de imprensa, o Chefe do Departamento de Relações Públicas do Comando Provincial da PRM em Manica, Mouzinho Manasse, confirmou que as investigações estão em curso para determinar o preço de venda das armas e localizar um quarto membro do grupo que permanece em fuga. “É uma actividade normal e de rotina onde os membros da corporação têm feito trabalho para a manutenção da ordem e segurança públicas. Já há pistas para a sua localização”, afirmou Manasse.
Um dos detidos, Diogo Afonso, de 35 anos, residente no bairro Nhamatsane, negou qualquer envolvimento no crime, alegando que um amigo, identificado como Colaço, lhe teria convidado para a venda das armas, sem informar sobre a sua origem. “Ele é um indivíduo que faz negócios estranhos como a venda de droga. Convidou-me e na inocência fui com ele. Depois fomos encontrados pela polícia”, declarou Afonso.
Outro integrante do grupo, Tomás Félix, também residente em Nhamatsane, relatou que o encontro com Colaço se deu num contexto de tentativa de roubo, durante o qual encontraram as armas escondidas debaixo de um colchão. “Eu apenas estava a guardá-las. Nunca usei as armas para outros fins”, afirmou Félix.
O Hamas anunciou através de um comunicado no Telegram que a libertação de reféns israelenses, que estava agendada para este sábado (15), foi adiada até novo aviso.
Este adiamento surge no contexto da primeira fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que inclui a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos.
Segundo os termos iniciais do acordo, 33 reféns mantidos em Gaza pelo Hamas deveriam ser libertados, em troca de aproximadamente mil prisioneiros palestinos detidos por Israel. O Hamas já havia anunciado que 183 palestinos seriam soltos pela administração israelita em decorrência deste entendimento.
Abu Ubaida, porta-voz do Hamas, declarou que, nas últimas três semanas, foram monitoradas as supostas ” violações do inimigo” e o não cumprimento dos termos do acordo por parte de Israel. O porta-voz enfatizou que a entrega dos reféns israelenses, prevista para este sábado, será postergada até que Israel cumpra os seus compromissos e compense os direitos que não foram respeitados nas semanas anteriores.
O Hamas reiterou o seu compromisso em respeitar os termos do acordo, desde que a parte israelita também o faça. Após o anúncio do Hamas, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, manifestou a sua preocupação, classificando a decisão do grupo como uma “violações completa” do cessar-fogo e do pacto de libertação dos reféns. Katz ordenou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) se preparassem para qualquer eventualidade em Gaza, reforçando a prontidão para a defesa das comunidades israelenses.
A última libertação de reféns realizada pelo Hamas ocorreu no sábado (08), e incluiu os seguintes nomes: Eliyahu Datsun, Yosef Sharabi, Or Auraham, Lisha Levi e Ohad Ben Ami. O Hamas também anunciou que 183 palestinos detidos por Israel seriam libertados, numa ação que visa aliviar as tensões entre as duas partes.
Há quase um mês, Israel e Hamas chegaram a um acordo de cessar-fogo que permitiu o retorno dos palestinos às suas casas em Gaza, a partir de 19 de Janeiro.
Desde então, as redes sociais tornaram-se uma plataforma para partilhar vídeos e imagens que ilustram a luta das famílias para limpar os escombros deixados pelo conflito.
Os vídeos divulgados nas redes sociais evidenciam a resiliência das comunidades, com famílias a reunir-se para remover destroços e restos de construção das suas habitações. Em uma das gravações, um bebé brinca no chão de um espaço já limpo, enquanto através da janela se podem ver vestígios da destruição que ainda marcam a paisagem urbana.
Além dos esforços de limpeza, uma nova tendência emergiu nas redes sociais: palestinos partilham, ao som da canção “DtMF (Eu deveria ter tirado mais fotos)” do artista latino Bad Bunny, cenas nostálgicas de Gaza antes do início do conflito. As imagens mostram praias, restaurantes e ruas vibrantes, reminiscências de uma vida quotidiana que muitos desejam recuperar.
Esse regresso à normalidade, embora repleto de desafios, simboliza a esperança de um recomeço para os habitantes de Gaza, que tentam reerguer suas vidas após semanas de intensa violência. A partilha dessas experiências nas redes sociais não só documenta a realidade de reconstrução, mas também expressa a saudade e a nostalgia por tempos de paz.
João Machatine tomou posse recentemente como coordenador executivo do Gabinete de Coordenação de Reformas e Projectos Estratégicos, onde prometeu introduzir reformas significativas para responder às necessidades sociais da população moçambicana.
Em declarações à comunicação social, Machatine sublinhou a importância de alinhar as políticas do governo com as realidades actuais do país, enfatizando que “temos que introduzir reformas no sentido de ajustarmo-nos a estas realidades, a estas pressões sociais, para que as pessoas, de facto, vivam de uma forma digna”.
O novo responsável destacou que o seu gabinete desempenhará um papel crucial na assessoria ao Presidente da República, Daniel Chapo, visando uma possível renegociação de contractos relacionados com megaprojectos.
O objectivo, segundo Machatine, é unir os recursos naturais do país com a força de trabalho local, de forma a promover um desenvolvimento sustentável e inclusivo.
“Estas reformas terão como corolário a atracção de investimentos. Nós queremos fazer de Moçambique um espaço aprazível para se investir, para que, com base nesses investimentos, possamos catapultar a almejada independência económica”, afirmou Machatine, referindo-se às novas dinâmicas sociais que exigem mudanças profundas.
Machatine comprometeu-se a aconselhar o Presidente sobre a implementação de reformas abrangentes que visem melhorar as condições de vida dos jovens, especialmente nas zonas rurais. “Desde a reforma mais ínfima que tem a ver com como o pacato cidadão deve pagar a sua factura de água até à renegociação de contractos, passando pela questão dos Bilhetes de Identidade”, afirmou, ressaltando que a atenção não deve recair apenas sobre os megaprojectos, mas também sobre as questões que impactam o quotidiano dos cidadãos.
Antes de assumir este cargo, Machatine ocupou a pasta das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos entre 2018 e 2022, durante a presidência de Filipe Nyusi. No acto de posse, o Presidente Chapo reforçou a necessidade de transformar o gabinete em um “catalisador de mudanças profundas na nossa economia e na sociedade”, sublinhando que é essencial mudar a realidade herdada do colonialismo, que ainda mantém a economia centrada na exportação de matérias-primas.
A nova liderança surge num contexto de crescente agitação social em Moçambique, onde manifestações e paralisações têm sido comuns desde Outubro. Inicialmente convocadas pelo ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, os protestos têm-se alastrado, com a população a contestar não apenas os resultados eleitorais, mas também o aumento do custo de vida e outras problemáticas sociais.
Segundo a ONG Decide, mais de 327 pessoas perderam a vida e cerca de 750 foram feridas durante os distúrbios.
Populares da aldeia de Mapate, no distrito de Muidumbe, província de Cabo Delgado, relataram ontem o rapto de duas pessoas por supostos terroristas durante...
O Município de Montepuez suspendeu o transporte público de passageiros em resposta à crise de combustíveis que afecta a segunda maior cidade de Cabo...
Uma delegacia falsa da Polícia Federal (PF) brasileira foi descoberta em Essuatíni, no sul da África, durante uma operação internacional coordenada pela Interpol, focada...