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Domingo, Abril 5, 2026
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Comerciantes iniciam a reinstalação das bancas no mercado de Mahlampsene

mercado de Mahlampsene
Está mesmo de volta ao antigo local o mercado de Mahlampsene, no município da Matola.

Depois desta quinta-feira invadirem e desbravarem o espaço, ora cedido pelo Conselho Municipal a um privado, esta sexta-feira, já sem enxadas e pás, os vendedores iniciaram o processo de reinstalação das bancas e a movimentação da mercadoria para o mercado informal donde foram retirados nos finais de 2011.

Um retorno assistido com passividade pelas autoridades municipais. Na altura da transferência do mercado localizado junto do terminal de transportes semi-colectivos de passageiros, o município da Matola explicou que a medida justificava-se pela necessidade de reduzir o nível de acidentes de viação na zona e proteger os vendedores do risco a que estavam expostos, uma vez que por aqui passam linhas de transporte de energia de alta tensão.

Apesar dos riscos, enquanto as condições prometidas pelas autoridades municipais não forem criadas, nomeadamente a melhoria da estrada e a movimentação do terminal para junto do mercado, a construção de sanitários, entre outros aspectos, os vendedores dizem que não vão abandonar o local.

Contactada telefonicamente pela TIM, mais uma vez a vereadora de mercados, escusou-se a dizer o que o município da Matola vai fazer perante o retorno dos vendedores ao local, alegadamente porque estava reunida e assuntos do género não podem ser tratados por telefone.

Mas uma outra fonte garantiu à nossa reportagem que o Conselho Municipal da Cidade da Matola vai continuar com o seu plano de organização dos mercados informais e remoção das barracas que actualmente funcionam em locais impróprios. Ou seja, para este caso, a qualquer momento vai intervir para o regresso dos vendedores ao local indicado pelo município.

A retirada compulsiva de mais de vinte barracas instaladas junto à cadeia de máxima segurança, vulgo BO, em 2010, foi a primeira acção do Conselho Municipal da Cidade da Matola na referida organização deste espaço.

Vendedores do mercado de Mahlampsene agastados com o município da Matola

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Os mesmos amotinaram-se, ontem, no espaço onde funcionava o antigo mercado, próximo da estrada Witbank, para protestarem contra alegadas péssimas condições em que se encontra o local para onde foram transferidos.
Os vendedores do mercado de Mahlampsene dizem-se aldrabados pelo município da Matola ao transferi-los, no passado dia 8 de Novembro de 2011, para um novo espaço que, segundo os mesmos, não tem condições básicas de saneamento.
Por conseguinte, os mesmos amotinaram-se, ontem, no espaço onde funcionava o antigo mercado, próximo da estrada Witbank, para protestarem contra alegadas péssimas condições em que se encontra o local para onde foram transferidos. Os protestantes voltaram a fazer demarcações de espaços onde pretendem construir as suas barracas e bancas para vender os seus produtos.
Os vendedores alegam que o novo mercado, indicado pelo Conselho Municipal da Matola, não tem sanitários públicos, apresenta problemas de saneamento para além de o mesmo espaço servir de habitat de alguns répteis. Os vendedores dizem ainda que o município da Matola, simplesmente, indicou-lhes o novo espaço para ocuparem, tendo estes gasto o seu dinheiro para a construção de bancas e barracas.

Camião com mercadoria desaparece misteriosamente no mercado de Zimpeto

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O aparato de segurança que estava no local cedeu! O malfeitor levou a viatura e nunca mais voltou.

Um camião com a respectiva mercadoria desapareceu de forma misteriosa no mercado grossista de Zimpeto, na cidade de Maputo, na noite do último sábado. Até ao fecho desta edição, ninguém sabia explicar os contornos do desaparecimento da viatura e os seus proprietários culpam a segurança do mercado, porque o regulamento interno diz que nenhum bem deve ser movimento depois das 18h00, mas o camião foi retirado às 20h00.
O camião, de marca Toyota Fuso, veio da África do sul na quinta-feira da semana passada carregado de laranjas. A proprietária da mercadoria chama-se Nelma Bambo. Ela admite ter recebido a sua mercadoria naquela quinta-feira e admite ter vendido parte desta, embora em pequena escala.
Na noite de sábado, por volta das 20h00, o camião foi retirado do local onde estava estacionado, no parque do mercado grossista de Zimpeto, contra todas as medidas de segurança. Bambo explica que o malfeitor teria aldrabado os agentes de segurança que estavam de serviço, incluindo a Polícia da República de Moçambique, que pretendia trocar de carro porque uma das suas viaturas tinha avariado fora do mercado e precisava de baldear a mercadoria e que, dentro de pouco tempo, voltava a deixar a viatura.

Ordem dos Advogados acusa o procurador-geral da República de ser “fraco com os fortes”

Gilberto Correa
A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) diz-se indignada e lança duras críticas à actuação do procurador-geral da República em relação ao caso das declarações polémicas do comandante-geral da PRM, Jorge Khálau. a OAM diz estar, igualmente, revoltada com o silêncio de Augusto paulino e do Presidente da República, Armando Guebuza.
O bastonário da Ordem, Gilberto Correia, reiterou, no boletim informativo do órgão que dirige, que Augusto Paulino devia ter ordenado uma acção criminal contra o comandante.

“O digníssimo procurador-geral da República encetou, neste caso, uma espécie de ‘fuga para a frente’ ao solicitar a apreciação da constitucionalidade do Regulamento da PRM, que existe há muitos anos sem que tenha merecido, da sua parte, qualquer preocupação digna de realce, ao invés de agir sobre os actos e declarações ilícitas do comandante-geral da PRM. Ao que se sabe, não foi exercida nem ordenada pelo procurador-geral da República qualquer acção penal contra Jorge Khálau”, disse.

Correia considera ainda ser espantoso o silêncio e a falta de acção do procurador. “Na qualidade de fiscalizador e controlador da legalidade, o digníssimo procurador-geral da República não pode omitir o seu posicionamento sobre tão grave atentado à legalidade. Não deve colocar os seus (maus) hábitos de não comentar declarações proferidas por altos dirigentes do Estado acima do seu dever de se posicionar e intervir na reposição da legalidade, onde e quando tais declarações consubstanciem manifestações penais e flagrantes violações à Constituição da República”, afirmou.

A Ordem dos Advogados mostra-se ainda agastada com o chefe do Estado, por causa do seu silêncio no caso. Correia entende que o presidente da República, que jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição, devia ter dado um exemplo público de que ninguém pode violar impunemente a Constituição.

Ministério Público contradiz-se no caso da criança baleada nas Manifestações de 1 e 2 de Setembro de 2010.

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Duas versões contraditórias  sobre o mesmo facto: o Ministério Público (MP) contradiz-se no caso “Elias Rute Muianga”, o menor de 11 anos morto por tiros da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo, nas manifestações de 1 e 2 de Setembro de 2010.
Quando chamado a dar a sua versão sobre os factos arrolados pela Liga dos Direitos Humanos, que assessorou o processo 214/2010-1ª, junto ao Tribunal Administrativo (TA), o Ministério Público diz que nada prova que tenham sidos os membros da PRM que balearam o menino Elias Rute Muianga e exige que a requerente apresente provas de nexo de casualidade. Caso não, o Ministério Público, na condição de “advogado do Estado”, diz que o processo deve ser considerado improcedente e extinto, pois não há provas legais que justifiquem a implicação do Estado na matéria.

Entretanto, o procurador-geral da República, Augusto Paulino, veio contradizer esse posicionamento no seu informe de Abril de 2011 na Assembleia da República, reconhecendo a actuação negativa da PRM. Mas vamos em parte.

Ministério público


No acórdão 89/2012, de 8 de Maio, do TA, pode ler-se a resposta do Ministério do Estado, em defesa do Estado: “a responsabilidade do Estado deve resultar, com a mediana clareza, da prova produzida. No caso vertente, não está claro se, efectivamente, foi ou não um agente da Polícia que praticou o acto para que o Estado possa ser, solidariamente, obrigado a indemnizar, nos termos do artigo 58 da CRM”.

Com esta informação, o Ministério Público (MP) deixa suas dúvidas quanto à possibilidade de ter sido  a PRM a atingir mortalmente o menino Elias, mais conhecido por Hélio.

 Ao exigir provas, o MP veio também contradizer a posição da Liga dos Direitos Humanos, segundo a qual era dispensável a apresentação de provas, porque foi um crime público e a morte foi, inclusive, reportada pelos media e as cápsulas de balas usadas pelos agentes da lei e ordem podiam ver-se no local onde jazia o menino.

Jovens da Renamo dizem estar a ser excluídos dos empregos e das políticas de habitação pelo Governo

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A Liga Juvenil da Renamo no distrito Municipal da Ka Hlamankulu, na cidade de Maputo, reclama a exclusão dos jovens do partido de Afonso Dhlakama por parte do governo.

Os mesmos afirmam estar a ser excluídos do emprego e de oportunidades para adquirir habitação.

A Juventude da Renamo diz ainda que em Moçambique olha-se demais para questões partidárias a afim de se obter algum benefício.

Entretanto estes jovens dizem estar a preparar um encontro com as autoridades governamentais para expor o seu descontentamento.

Polícia neutraliza dois criminosos e assaltantes aos taxistas em Nampula

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A Polícia da República de Moçambique em Nampula neutralizou dois indivíduos suspeitos de pertencerem a duas quadrilhas de assaltantes a taxistas na cidade de Nampula, norte de Moçambique.

Trata-se de Celestino Hilário Alaone, de 22 anos de idade, natural de Nampula cidade e trabalhador de um restaurante localizado nas imediações do Museu Nacional de Etnologia e José Pinto Commua de 17 anos de idade e aluno da Escola Secundária de Teacane, arredores do posto administrativo de Natikiri e residente em Murrapaniua, este adolescente confessa ter cometido a tentativa de assalto a um taxista no bairro de Marrere.

José Pinto Commua conta que teria sido abordado com um dos seus comparsas do crime para que convidar um taxista para socorrer o seu tio no hospital geral de Marrere.

José Pinto Commua afirma que depois de chegar numa ponteca existente no meio da estrada via de Marrere e porque tinha encontrado o seu comparsa pediu para que parasse para levá-lo, e depois de ter sido levado, e antes de arrancar, o motorista foi surpreendido com piripiri na cara.

“Depois de termos colocado piripiri na cara daquele motorista começou a gritar e porque havia pessoas perto acabaram aparecendo e na tentativa de fugirmos eu fui neutralizado e o meu comparsa fugiu” disse Jose Pinto Commua para quem diz que a intenção não era ficar com a viatura mas sim com o dinheiro que aquele taxista havia conseguido durante o dia.

Num outro desenvolvimento, osuposto criminoso afirmou que aceitou fazer parte da quadrilha porque é pobre e queria ter dinheiro para alimentar os seus familiares.

Em relação ao Celestino Hilário Alaone, ele é acusado de pertencer a um grupo de três criminosos que estiveram na tentativa de assalto a um taxista na zona da Muhala-Expansão.

A polícia afirma que aquele jovem teria solicitado um taxista com os seus dois comparsas para que levar-lhes ao bairro de Muhala onde ao decorrer da estrada acabaram amarando o motorista e começaram a guiar a viatura até que a polícia descobriu, tendo um sido neutralizado, sendo que os outros fugiram.

Em contacto com a nossa reportagem, Celestino Hilário Alaone negou as acusações referindo que o referido taxista teria lhe convidado para ensinar-lhe a conduzir a viatura e porque a polícia esteve presente acabamos por abandonar a viatura e colocarmo-nos fuga.

O que diz a Policia?

Entretanto, o porta-voz da polícia da República de Moçambique em Nampula, João Inácio Dina, falando a propósito da onda de crimes que tem vindo a ganhar espaço nos últimos dias, referiu que em menos de dois meses foram assaltados três taxistas sendo que um resultou em morte e dois outros não passaram o mesmo destino por intervenção da população.

Dina diz que foi possível a neutralização dos dois criminosos depois de serem criadas estratégias para a neutralização de criminosos que tiraram a vida ao taxista encontrado morto na zona de Crispim no bairro de Muhala-Expansão.

“E porque a policia já tinha apertado o cerco, foram descobertas algumas pistas em todas as zonas onde eles actuavam, o que permitiu a neutralização dos dois assaltantes envolvidos nas últimas tentativas de assalto a dois taxistas” disse João Inácio Dina.

Dina aproveitou a ocasião para que deixar um apelo aos taxistas no sentido de terem cautelas com as pessoas que lhes convidam para os transportar, sobretudo na calada da noite.

Entre lágrimas e gemidos, ocorreu mais uma demolição polémica na cidade de Maputo

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Destruição de casa no terraço coloca em estado de choque um cidadão e o filho do director da Indústria e Comércio.

Trata-se de um caso que se arrasta desde 1995, quando José Soares resolveu colocar à venda o seu apartamento, segundo conta, por 90 mil dólares americanos ao cidadão Nuno Barradas que na altura terá pago 40 mil dólares.

Enquanto a transacção prosseguia, a família Soares, supostamente com autorização da Direcção de Construção e Urbanização do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, ergueu no terraço do mesmo prédio habitacional um apartamento onde passou a residir.

Até aqui, entre as partes, não havia nenhum problema. Mas o negócio muda de figura quando, segundo o vendedor do apartamento, José Soares, o comprador pede a procuração da compra do imóvel para tratar documentos relativos à casa adquirida.

Soares diz que se distraiu e cometeu uma grave asneira. Passou o documento ao comprador sem o pagamento do valor em falta, ou seja 50 mil dólares. Já com a escritura definitiva, o comprador ainda segundo Soares, denunciou ao município de Maputo a construção de um edifício no terraço do prédio.

Passado algum tempo, Soares recebeu o despacho de demolição.

O caso já estava nas mãos do Tribunal Administrativo cujo acórdão autoriza o município de Maputo a demolir a casa, alegadamente por constituir um perigo para a integridade física das pessoas.

Ainda assim, Soares mostra-se inconformado. Diz ter tomado conhecimento do acórdão através dos funcionários do município.

Polícia deteve cinco caçadores furtivos em Tete

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Agentes da Polícia da República de Moçambique, estacionados na província central de Tete, detiveram cinco caçadores furtivos, entre eles um zimbabweano, e apreendeu quatro armas, duas de fabrico caseiro, e mais de 100 cápsulas de comprimidos venenosos.

Jaime Bazo, porta-voz do comando da Polícia em Tete, disse que a detenção, ocorrida no distrito de Máguè, surgiu em consequência da operação conjunta entre a Polícia e a Força Operativa Tchuma- Tchato, especializada na protecção florestal, para reduzir a caça furtiva naquela província.

“Foram detidas cinco pessoas no seguimento das operações realizadas nos dia 24 e 31 de Maio último e apreendidas quatro armas e 122 cápsulas de comprimidos venenosos que seriam ministrados durante a caça furtiva”, disse Jaime Bazo, que garantiu o prosseguimento da acção policial.

Com esta detenção, sobe para seis o número de caçadores furtivos que foram detidos este ano na província de Tete, onde igualmente foram apreendidas cinco armas de fogo dedicadas à caça nas extensas florestas da região.

“Os processos-crime estão a ser tramitados para a justiça, para que os caçadores sejam responsabilizados pelos seus actos”, explicou Jaime Bazo, que aguarda que os caçadores sejam recambiados para a cadeia provincial, na capital Tete.

22° Galardão do organismo do governo francês entregue ao escritor Mia Couto

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Esta é a primeira vez que um escritor africano de língua portuguesa ganha o prémio literário da Agência Francesa de Desenvolvimento.

Mia Couto, graças ao seu livro ”Jesusalém”, recebeu nesta terça-feira das mãos do presidente do júri o 22. °Galardão, facto que, nas palavras do escritor, contitui motivo de grande orgulho.

O prémio tem um valor monetário de 5000 euros

Mia diz que “Jesusalém” é uma obra feita com o desejo de dar voz aos que não tem voz

O romance de Mia Couto conta a história de Silvestre Vitalício que, abalado pela morte da mulher, refugia-se num lugar remoto, a que dá o nome de Jesusalém e onde aguarda a chegada de Deus para pedir desculpa aos homens.

Refira-se que Mia já fez saber que vai doar o prémio a uma institução de caridade social.

COJA deve dinheiro a algumas federaçoes nacionais

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Algumas federações nacionais afirmam que alguns itens que constam na lista do material desportivo recebido pelo Comité Organizador dos Jogos Africanos, não constituem verdade.

Para elas o COJA deve-lhes dinheiro que até a esta altura, quando passam 10 meses do fim da competição, reclamam o pagamento.

A Federação de Karate é uma das que se queixa de falta de honestidade por parte do COJA.

Num outro desenvolvimento, Carlos Dias vai mais longe ao afirmar que teve de tirar dinheiro do seu próprio bolso para custear as despesas da selecção de Karate durante os jogos africanos, esperando posteriormente vir a ser reembolsado pelo COJA mas até aqui ainda não recebeu qualquer quantia.

Para além do Karate, a Federação de Voleibol também reclama a devolução do dinheiro por parte do COJA.

Baleado dono de casa de câmbios em Maputo

Foi baleado na noite de ontem, em plena Av. 24 de Julho, o proprietário de uma casa de câmbios, quando ele se dirigia à sua viatura, momentos depois de abandonar o edifício onde tem interesses comerciais.
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Entretanto, apesar de ter sido evacudo de imediato e internado numa das clínicas da cidade de Maputo, horas depois, Ahmed Jasset veio a perder a vida.

Presume-se que os atiradores, em número de três, aguardavam já pelo empresário Jasset numa viatura de marca Toyotta Corolla e que ao vê-lo chegar partiu a grande velocidade, ao mesmo tempo que se ouvia o matraquear de armas de fogo.

Ahmed Jasset encontrava-se na altura na companhia de pessoas a ele chegadas que, entretanto, saíram ilesas.

Dados colhidos no local dos factos referem que um dos seus irmãos foi alvejado a tiro nas proximidades da zona onde se deu este crime no ano passado. A Polícia esteve no local para se ocupar do caso…

Polícia apreende 25 quilos de marfim na posse de cidadãos chineses no aeroporto de maputo

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A Polícia da República de Moçambique (PRM) mantém sob custódia dois cidadãos de nacionalidade chinesa depois de encontrados na posse ilegal de 25 quilogramas de marfim no Aeroporto Internacional de Maputo.

Trata-se de Lethi Hana e Nguyon Xuan, de 23 e 42 anos de idade respectivamente, encontrados como o produto embalado em pequenos pacotes, provavelmente para despistar as entidades responsáveis pelo controlo e transporte dos produtos.

A polícia não revelou a proveniência exacta do marfim, mas porque o grupo e a respectiva mercadoria foram encontrados num voo da Kenya AirWays ido da capital queniana, Nairob, presume-se que o marfim não resulta do abate de elefantes em parques nacionais.

Segundo o diário electrónico “Mediafax”, o grupo pretendia usar o território moçambicano ou as rotas nacionais como ponto de trânsito para fazer chegar a mercadoria a outros destinos mundiais.

A PRM confirma ainda que o cidadão vietnamita surpreendido na posse de sete cornos de rinocerontes, prontos a embarcar para Hanoi, capital do vietnamita, continua sob custódia na capital moçambicana, depois da prisão na noite de quarta-feira, em Maputo.

No momento, segundo a polícia, diligências estão em curso para apurar os contornos que devem ser esclarecidos no âmbito da apreensão dos sete cornos de rinocerontes.

“Por exemplo, deve se apurar quem são os integrantes do grupo, os fornecedores do produto, o local de abate de animais, entre outras questões”, disse a fonte policial.

O abate de animais de grande porte, particularmente elefantes para a retirada do marfim e os rinocerontes para a retirada dos respectivos cornos é um fenómeno que, nos últimos tempos, tem estado a registar um crescimento preocupante.

Apesar de existirem guardas florestais nos parques nacionais e da região, os caçadores furtivos contratados por pessoas até aqui pouco se sabe sobre elas, continuam a dizimar estas espécies animais.

Sem revelar a identidade e o nome do produto, disse ter abortado um outro caso de tráfico envolvendo também um cidadão de origem asiática, numa operação conjunta com as autoridades alfandegárias moçambicanas.

Polícia estanca venda de combustível ilegal em Tete

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A venda ilegal de combustível de proveniência duvidosa na Estrada Nacional Número sete (EN7), mais concretamente no troço entre a vila de Moatize e o posto fronteiriço de Zóbuè, foi estancada, através de operações que envolveram agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM).

O administrador de Moatize, Manuel Guimarães, foi quem facultou esta informação ao jornal Diário de Moçambique, explicando que a tomada dessa medida tem em vista garantir que o combustível transportado por camionistas chegue ao destino, por um lado, e por outro, evitar a destruição do asfalto, devido ao derramamento na hora do transbordo do tanque para os recipientes, ou seja, bidões, normalmente de 20 litros cada.

Guimarães disse que o governo do Malawi sempre se queixou de roubo de combustível por parte dos camionistas que fazem o transporte da cidade portuária da Beira para aquele país vizinho.

Tendo em conta a reclamação e também para assegurar que a estrada não se danifique precocemente, o executivo de Moatize accionou os mecanismos que culminaram com o estancamento da venda por cidadãos maioritariamente entre jovens.

A sensibilização por líderes comunitários aos vendedores de combustível não surtiu os efeitos desejados, porque não quiseram parar com a acção, daí que o Governo de Moatize tenha tomado medida coerciva, confiscando o produto, o qual viria ser vendido e o dinheiro daí resultante reverter-se aos cofres do Estado.

De acordo com Guimarães, a venda , para o dinheiro reverter-se a favor do Estado, foi a medida achada conveniente, depois de se notar um silêncio manifestado por presumíveis donos, que foram solicitados para comparecerem no Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique, para reclamar o produto apreendido e declarar a sua proveniência e também justificar porque a venda na rua, em vez das próprias bombas autorizadas.

A fonte disse que o caso foi igualmente remetido ao Tribunal, mas, porque ninguém se pronunciou, decidiu-se vender o combustível confiscado. Não quantificou o produto, mas explicou que nas campanhas efectuadas podia-se apreender 200 a 300 litros.

Elefantes matam três mulheres e ferem duas crianças em Inhambane

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Três mulheres foram mortas e dois menores ficaram feridos devido ao ataque de elefantes no posto administrativo de Zandamela, no distrito de Zavala, na província de Inhambane. Um dos menores que sobreviveu ao ataque chegou a ser enterrado até ao pescoço pelos paquidermes, todos machos.

Segundo o jornal Diário de Moçambique, que cita o Administrador do distrito de Zavala, Arlindo Maluleque,  os ataque aconteceram na semana, em dias diferentes. A primeira vitima foi atacada por volta das 11 horas da terça-feira (29), quando se cruzou com aqueles paquidermes nua mata onde ia procurar ervas medicinais para tratar o seu filho de 15 meses, que se encontrava doente.

“A mulher foi violentamente atacada por três elefantes até à morte. O bebé escapou mas foi enterrado até ao pescoço. Ele foi salvo por populares que iam seguindo as patas dos animais e o descobriram ainda com vida e levaram-no para hospital. Depois de observar, constatou-se que estava saudável apesar de ter sofrido algumas escoriações”.

Dois dias depois, na madrugada de quinta-feira (31) os paquidermes atacaram e mataram mais uma mulher no povoado de Matanato, quando esta se dirigia à machamba na companhia do seu filho de 4 anos. Mais uma vez a criança escapou embora tenha contraído ferimentos ligeiros na cabeça.

Na mesma manhã, no mesmo povoado, os elefantes atacaram e mataram um idosa.

Para além das vítimas humanas os elefantes mataram três bovinos e uma burra.

Face a estes casos a Direcção Provincial de Floresta e Fauna Bravia de Inhambane, decidiu mandar abater os três animais para amainar o terror que estavam a semear no seio da população.

Desconhece-se o local de proveniência dos elefantes porém acredita-se que tenham partido de algures no interior do distrito de Inharrime, uma vez que foram vistos pela primeira vez em Maculuva no limite entre os dois distritos do sul de Moçambique.

Manifestações de Setembro: Estado condenado a pagar 500 mil mts

O Estado moçambicano, através do Ministério do Interior, foi condenado a pagar 500 mil meticais, a título de indemnização, à família do Elias Rute Muianga, menor de 11 anos, morto por uma bala perdida no decorrer das manifestações de 1 e 2 de setembro de 2010.
Manifestações de Setembro: Estado condenado a pagar 500 mil mts
A condenação foi feita pelo Tribunal Administrativo, instância que julgou o caso.

A queixa contra o Ministério do Interior foi apresentada pela mãe do finado, Rute Silvestre Muianga, na qual exigia do Estado moçambicano uma indemnização pela morte do menor, vítima de uma bala perdida disparada pela Polícia no decorrer das manifestações populares de 1 e 2 de Setembro nas cidades de Maputo e Matola.

Os factos constantes do acórdão a que o Notícias teve acesso referem que na manhã do 1 de Setembro de 2010, na sequência das manifestações, o menor Elias Muianga, foi mortalmente baleado pelos agentes da PRM quando regressava da Escola Primária Maxaquene B, que havia encerrado mais cedo em resultado dessa acção popular.

A acusação entende que no lugar da PRM garantir a protecção e realização efectiva dos direitos humanos e liberdades fundamentais e, tal como determina a Constituição da República no nº 2 do artigo 58, a sua actuação, no caso vertente, não esteve dentro dos padrões estabelecidos na Constituição da República e nos padrões aceites universalmente, o que resultou na morte do menor…

Lixo volta tomar conta da rua que dá acesso ao mercado Fajardo

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O lixo não há tréguas na Avenida do Trabalho. Na zona do mercado Fajardo disputa o espaço com tudo e com todos.

Os vendedores reconhecem que os resíduos sólidos provêm do mercado mas negam que sejam causadores da desordem e remetem as culpas para o Conselho Municipal de Maputo.

Para alguns vendedores, o lixo chega mesmo a prejudicar o negócio.

Quem paga a factura mais alta são os automobilistas, obrigados diariamente a fazer gincanas para passar no local. A estrada quase que já não existe e o cheiro é nausebundo.

Para estes últimos, situações desta natureza não dignificam em nada a cidade capital e o Conselho Municipal devia agir.

Portugal desiste de financiar construção da Escola Nacional de Mergulhadores

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Moçambique está à procura de um outro financiador do seu projecto de construção, no distrito da Moamba, na província meridional de Maputo, a partir dos finais de 2012, da Escola Nacional de Mergulhadores, pertencente ao Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP).

O apoio luso consistiria no fornecimento do equipamento de formação e de formadores para o novo estabelecimento, segundo David Cumbane, porta-voz daquela instituição adstrita ao Ministério do Interior, ajuntando que a antiga potência colonial portuguesa já tinha despachado dois técnicos seus para trabalhos de prospecção das necessidades de Moçambique na construção do estabelecimento, no distrito da Moamba.

Cumbane ajuntou que também o Governo moçambicano está com “sérias dificuldades” para conseguir o valor necessário para as obras, daí “estar agora à procura de um outro financiador ainda por identificar”.

Brasil e Cuba são potenciais países interessados em cooperar com Moçambique na área de formação e construção daquele tipo de estabelecimento de ensino de bombeiros moçambicanos, segundo ainda Cumbane, falando, esta segunda-feira, em entrevista ao Correio da manhã.

Refira-se, entretanto, que Cuba está já a patrocinar a formação de quadros de direcção do Serviço Nacional de Salvação Pública para os chamados “dois quartéis de prontidão dos bombeiros”, a localizarem-se no posto de controlo policial do bairro do Zimpeto e na zona da Marginal da cidade de Maputo.

Para estes postos está a ser seleccionado para a formação um total de 36 agentes do Serviço Nacional de Salvação Pública.

Município de Maputo e embaixadas ainda não se entendem

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O ambiente é mesmo de cortar à faca! O Conselho Municipal da Cidade de Maputo e as embaixadas continuam sem se entender em torno das obras de alargamento da Avenida Julius Nyerere. Os encontros entre as partes sucedem-se.

O último foi há menos de dez dias na Escola Portuguesa de Maputo, com único ponto de agenda. Estacionamento. É que com o início das obras de construção da segunda faixa de rodagem desta avenida, as embaixadas, residências e outras instituições perderam os seus parques de estacionamento.

As soluções apontadas até aqui mostram-se inconsistentes. As máquinas disputam espaço com carros estacionados no traçado da estrada, algo que não agrada nem a diplomatas nem a trabalhadores.

David Simango disse que há quem pense que o espaço é dele. Pensamento que não vai parar com a obra, muito menos alterar o desenho inicial porque, segundo Simango, não houve invasão de qualquer propriedade privada.

Para o municipio de Maputo cada embaixada deve encontrar uma solução própria para fazer face ao problema.

Enquanto os trabalhos prosseguem, David Simango pede compreensão. Explica que o empreiteiro está a tentar minimizar os efeitos negativos que os trabalhos possam causar.

Outra preocupação tem a ver com o condicionamento dos acessos.

Refira-se que a empreitada está avaliada em aproximadamente 13 milhões de dólares norte-americanos.

Estudantes da Mussa Bin Bique entram em greve

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Volvidas duas semanas, nas quais 26 docentes do curso de Direito paralisaram as aulas na sequência da falta de pagamentos de dois meses de salários por parte da direcção da universidade Mussa Bin Bique, em Quelimane, referente aos meses de Fevereiro e Março, eis que a situação agora se alastra, afectando os outros cursos, designadamente, Gestão e Contabilidade, Inglês e Moral islâmica e Ciências Agrárias.
A medida visa, igualmente, pressionar a direcção daquela universidade com vista a liquidar as dívidas em causa.

Outrossim, para além dos docentes, os estudantes também resolveram desencadear uma greve desde segunda-feira última. Neste sentido, um grupo de 47 estudantes elaborou uma carta reivindicativa, que dentre vários pontos visa cancelar as aulas e o pagamento de propinas para todos os cursos ministrados naquele estabelecimento de ensino superior, até que seja ultrapassado o imbróglio.

Na referida carta, os estudantes solicitam a presença dos verdadeiros patronos da universidade, bem como a apresentação do legítimo reitor, visto que Francisco Alar encontra-se, alegadamente, envolvido em problemas ligados à má gestão da Mussa Bin Bique.

De acordo com Jovito Francisco, presidente da associação dos estudantes da universidade, na delegação de Quelimane, o protesto dos estudantes vai acontecer todos os dias no período da manhã, até que seja trazida a dignidade da instituição. “A instituição está a ser disputada por duas correntes que, em algum momento, não lutam para questões académicas, mas sim pelo dinheiro”.

Jovito Francisco explicou que, em menos de duas semanas, a universidade foi surpreendida por José Gilberto, director científico da instituição, e Rui Catoma, assessor jurídico, que se deslocaram a Quelimane idos de Nampula, onde destituíram a direcção interina, com objectivo de repor a legalidade. Esta semana chegaram também Faruk Badat, presidente da Assembleia-Geral do Centro de Formação Islâmica (CFI), e Adinando Ibrahimo, vogal daquele organismo.

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