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Terça-feira, Abril 7, 2026
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Alunos queixam-se de burla por parte dos professores da Escola Secundária 12 de Outubro

 Alunos queixam-se de burla por parte dos professores da Escola Secundária 12 de Outubro

Alunos da oitava a décima segunda classes de diferentes turmas da Escola Secundária 12 de Outubro, localizada no bairro de Muhala-Expansão ao nível da cidade de Nampula, queixam-se de burla por parte dos professores de diferentes disciplinas com destaque para as disciplinas de Matemática, biologia, Geografia, História e Educação Física.

Segundo soube a nossa reportagem, os alunos daquela escola têm vindo a sofrer burlas e cobranças ilícitas por parte dos professores daquela escola secundária e a situação já está a criar mau estar entre os alunos, o que fez com que aqueles fizessem uma carta de denúncia abordando aquela situação.

Devido aquela questão, os alunos já remeteram por duas ou três vezes cartas de denúncia à direcção da escola como forma de serem aconselhados os referidos professores para deixarem de promover práticas de cobranças ilícitas e burla contra os seus alunos mas a direcção da mesma não se pronunciou, nem realizou a sua actividade, muito menos procurar reunir-se com os alunos para perceber o problema.

Soubemos que devido a inércia da direcção da Escola Secundária 12 de Outubro, os alunos remeteram novamente uma carta, semana passada, contendo nomes dos supostos professores burlões e que fazem cobranças ilícitas, mas mesmo assim a direcção da instituição ainda não se pronunciou sobre a situação.

“Os professores, todos os dias nos pedem 10 a 100 meticais e vezes há em que quando não temos somos ameaçados”, disse um aluno que não quis revelar o seu nome por medo de represálias.

Aquele aluno afirmou que vezes há em que os professores reúnem dez a quinze alunos e obrigam a contribuírem um certo valor para depois ser encaminhado à casa dele, por um aluno por ele conhecido ou da sua confiança.

O outro aluno da 11ª classe referiu que os professores que muito têm se dedicado à cobranças ilícitas e burla contra os seus alunos são os de matemática, português, geografia, Química, história para não deixar de Educação física que são os principais naquela prática.

“Nós queremos que eles deixem de nos pedir ou mesmo ameaçar, pois eles leccionam e em cada mês tem os seus salários em dia” aconselhou para depois acrescentar que esta situação obriga os alunos a pretendem promover uma marcha em repúdio aquelas práticas nefastas. Uma aluna da 10ª classe disse que vezes há em que os professores trocam dinheiro por provas por eles elaboradas.

“Uma vez um professor vendeu uma prova dele a um aluno por 500.00 meticais e por sua vez ele foi vendendo aos outros assim sucessivamente, são práticas que deviam acabar mas a direcção não quer se pronunciar” acusou.

Num outro ponto, aqueles alunos afirmam que nos últimos dias a situação virou moda e muitos dos alunos são proibidos de ir a escola sem sequer uma dinheiro no bolso com perigo de este vir a ser avisado de que reprovou numa certa cadeira.

Contudo, esta situação não só se regista na escola Secundária 12 de Outubro mas um pouco por todas escolas com destaque para a Escola Secundária de Napipine.

Entretanto, a nossa reportagem procurou por dois dias a direcção da Escola Secundária 12 de Outubro mas sempre nos informaram que o director não esteve presente ou mesmo que não tinha tempo para nos atender por estar muito ocupado.

Frelimo repudia tentativa “maquiavélica” dos muçulmanos

Frelimo repudia tentativa “maquiavélica” dos muçulmanos

O Partido Frelimo repudia a tentativa “maquiavélica” de misturar assuntos religiosos, crime e raça, tomada Sexta-feira última pela comunidade muçulmana residente em Moçambique.

“Repudiamos a tentativa maquiavélica de misturar a religião, crime e raça”, disse o Porta-voz da VII Sessão Ordinária do Comité Central da Frelimo, Edson Macuácua.

Falando hoje, em conferência de imprensa, no município da Matola, local que acolhe aquela magna reunião da Frelimo, Macuácua, que se solidarizou com as vítimas dos sequestros, apelou ao diálogo, concórdia e harmonia no seio da sociedade moçambicana.

De acordo com Macuácua, no lugar de se tomar este tipo de posicionamento devia se procurar formas de incrementar a colaboração para com as instituições de justiça por forma a se resolver qualquer que seja o problema.

Sexta-feira última, membros das comunidades muçulmana, hindu e ismaelita, ameaçaram encerrar os seus estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços a partir de segunda-feira, por três dias, a escala nacional, em protesto a onda de sequestros de cidadãos sobretudo de origem asiática.

Os membros destas comunidades apelaram a todos os moçambicanos para efectuarem as compras de produtos de primeira necessidade até Domingo.

A ameaça poderá estender-se a uma campanha de desobediência fiscal.

Caso não se registem melhorias na segurança, eles ameaçam ainda avançarem com votos contra o partido Frelimo e seu candidato as presidenciais de 2014.

Munícipes limpam estátua de Mondlane

Munícipes limpam estátua de Mondlane
Uma campanha de limpeza à estátua de Eduardo Mondlane e da avenida com mesmo nome tem lugar hoje naquela artéria da cidade de Maputo.

A iniciativa é da Associação dos Amigos e Residentes do Distrito Municipal Ka Mpfumu e visa recuperar a boa imagem que sempre caracterizou aquela avenida, que ostenta o nome do obreiro da unidade nacional. Os  trabalhos consistirão na remoção de areia nas bermas da estrada, colocação de baldes  para o lixo,  plantio de árvores nos passeios e de relva e plantas no momento erguido em homenagem a Eduardo Mondlane.

Mapiko e tufo na festa da timbila

Mapiko e tufo na festa da timbila
A Vila de Quissico, distrito de Zavala, província de Inhambane, é o centro das atenções do presente fim-de-semana, no que concerne às principais realizações culturais. Aquele ponto turístico acolhe a edição 2012 do Festival de Timbila M’saho.

Organizado pela Associação dos Amigos e Naturais de Zavala (AMIZAVA), o evento contará com a participação de 14 grupos de marimbeiros provenientes de diferentes localidades do distrito de Zavala, bem como de outros participantes daquela província.

Está ainda prevista a participação dos grupos de mapiko do distrito de Muidumbe, na província de Cabo Delgado, e do tufo do bairro de Carrupeia, da cidade de Nampula.

A participação destas duas expressões artísticas visa divulgar o património artístico a nível nacional, no quadro de acções em curso de elaboração dos processos de candidatura daquelas expressões culturais mais a dança xigubo, da província de Maputo, à lista do Património Oral e Imaterial da Humanidade. As candidaturas serão submetidas à Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

De referir que para este ano o lema escolhido foi “Plantemos o mwenje para preservarmos timbila”, um evento no qual para além do desfile de marimbeiros haverá a exibição de várias actividades culturais e recreativas, na sua maioria apresentadas por grupos locais.

Entretanto, a nível da cidade de Maputo, o Centro Cultural Franco-Moçambicano propõe-nos a partir de hoje um encontro com a arte, através do simpósio cultural “ENCONTRARTE”.

Trata-se de um ponto de encontro de reflexão entre os povos através de conferências, apresentações, exposições e outros eventos culturais.

Na Casa de Cultura do Alto Maé cai o pano do Festival de Teatro Amador – edição 2012. Para o encerramento vão ser apresentadas cinco peças teatrais, das quais três serão exibidas hoje e as restantes duas amanhã, pelos grupos “Amizade”, “São Joaquim”, “Círculo de Interesse”, “Xipalapala” e “Djessinhos”. O evento a ter lugar no período da tarde no Salão Polivalente da Casa da Cultura do Alto Maé mobilizou 26 grupos de teatro durante todo mês de Agosto.

Número de jovens que querem ser padres está a aumentar

Número de jovens que querem ser padres está a aumentar
Os seminários católicos moçambicanos estão a receber cada vez mais jovens, cujo principal intuito é tornarem-se sacerdotes, e já se sonha com o dia em que a História se inverta e seja África a evangelizar a Europa.

No Seminário Teológico Pio X, em Maputo, que nesta altura tem cerca de 80 seminaristas em fase final de formação para se tornarem sacerdotes, a mensagem parece ser unânime: todos os alunos que ali estão querem “servir Deus e a igreja” católica.

Inaugurado em 1968, o edifício foi nacionalizado pelo Governo moçambicano no período de pós-independência, tendo regressado “ao serviço da igreja” em 1993.

Para os jovens moçambicanos que frequentam os seminários propedêuticos do país – nove no total – o Pio X é a última etapa que encontram antes de alcançarem o que dizem ser o seu grande propósito de vida: a resposta ao “chamamento de Deus”.

“Na minha vida, sinto que Deus me chama para uma outra realidade: servir-lhe como padre. Comecei a sentir isto desde criança, porque sempre frequentei a igreja. Sentia-me animado com os padres que lá estavam e quis seguir o mesmo caminho deles”, diz à Agência Agnano Caetano, 27 anos.

Depois de ter “escapado” ao massacre de 1992 em Guiúa, localidade da província de Inhambane, que vitimou cerca de 23 catequistas, Nelton Macamo, hoje com 28 anos, decidiu atender aos “sinais de Deus”, ingressando num seminário local.

“A partir daquele momento, e embora ainda infantil, pensava que seriam alguns sinais que me levavam a estar lá. Estando (também) no altar a servir como acólito, despertou esta vocação em mim.”, justifica Macamo.

Oriundo de uma zona rural da província de Nampula, norte de Moçambique, onde “dificilmente chegam padres”, também Cantiflas de Castro, 27 anos, afirma que a escolha de uma vida religiosa mais não é do que uma resposta ao “apelo de Deus”.

“Não é uma vontade humana que desperta este grande fluxo do despertar vocacional, mas uma matéria própria de Deus, que suscita em todos nós, e cada vez mais, que avancemos e desejemos abraçar esta causa do evangelho”, entende Castro.

Para o padre Inácio Lucas, reitor do Seminário Pio X, o incremento do número de seminaristas moçambicanos que procuram principalmente tornarem-se sacerdotes é uma realidade incontestável, justificando o facto com um trabalho que está sendo feito ao nível de base.

“Em todas as dioceses e regiões há um serviço de promoção vocacional. Isto faz com que aumentem as vocações: pelo trabalho que se faz ao nível das comunidades cristãs, das dioceses, e depois ao nível nacional. Graças a Deus o número de jovens vocacionados no nosso país está a aumentar”, congratula-se o religioso.

“Em Moçambique, e inclusivamente em África, se há um jovem que quer ser padre é por que está a ser sincero. Ele tem muitas oportunidades, sabe muito bem o sacrifício que significa ser sacerdote e a renúncia que ele tem que fazer para o ser”, acrescenta.

Questionado sobre a tendência de redução do número de jovens párocos formados na Europa – em contraposição com Moçambique – o jovem Cantinflas de Castro entende que esta realidade resulta de “uma recente evangelização” do país, afirmando que, no futuro, talvez os padres moçambicanos se transformem nos “evangelizadores da Europa”.

“Quem lá sabe: amanhã possamos ser evangelizadores da Europa, como também nós recebemos o evangelho cá em Moçambique”, conclui.

(RM/Lusa)

* Na imagem, o jovem Felizberto Rafael, natural de Angoche, que até 2011 frequentava o Seminário Teológico Pio X

Presentes mais de 1800 expositores na FACIM

Presentes mais de 1800 expositores na FACIM
Mais de mil e oitocentos expositores nacionais e estrangeiros confirmaram já a sua participação na 48ª Edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM/2012), a decorrer entre os dias 27 de Agosto e 2 de Setembro próximo, em Ricatla, distrito de Marracuene, sob o lema “Expandindo o horizonte dos seus negócios, optimizando as sinergias”.

Ainda ontem, era visível o movimento de vários expositores tentando finalizar a montagem dos seus stands.

Segundo apurámos no local, o Presidente da República, Armando Guebuza, irá, na próxima segunda-feira, proceder a abertura do certame, que nesta edição conta com a participação oficial de 19 países, designadamente África do Sul, Alemanha, Brasil, China, Egipto, Emiratos Árabes Unidos, Espanha, Indonésia, Itália, Macau, Malawi, Namíbia, Polónia, Portugal, Qatar, Quénia, Suazilândia, Turquia e Zâmbia.

O presidente do Conselho de Administração do Instituto para a Promoção de Exportações (IPEX), João Macaringue, disse ontem, em conferência de imprensa em Ricatla, que a organização do evento prevê que mais de 62000 pessoas visitem a FACIM/2012.

Segundo Macaringue, durante o período da feira, prevê-se a vinda de três missões empresariais de Portugal, Kwazulu Natal e Argentina, respectivamente, bem como a realização de seminários sobre vários temas, programas culturais e infantis.

“Teremos também um conjunto de bolsas de contactos para além da celebração do dia dos países participantes na feira”, disse.

Ainda na próxima segunda-feira, se vai assinalar o Dia do Exportador Moçambicano, onde serão premiadas as empresas que melhor se distinguiram no exercício de promoção das exportações nacionais em 2011.

“Superamos as nossas expectativas em termos de participações, quer no que respeita ao número de empresas, pois estamos a falar, neste momento, de 1100 empresas nacionais e 700 estrangeiras, bem como no que se refere a potenciais visitantes”, afirmou.

João Macaringue mostrou-se convicto que à medida em que os expositores forem montando os stands, sobretudo a nível das províncias, o número de participantes tenderá a crescer.

“As províncias começam a fazer a montagem hoje (ontem) e amanhã (hoje) e só no final de cada montagem é que temos a plena certeza de quantos expositores existem. Elas em princípio apresentaram números indicativos, mas na prática esses números são muitas vezes ultrapassados, porque há sempre registos de última hora”, explicou.

O presidente do Conselho de Administração do IPEX afirmou ainda que existem cerca de 100 empresas na lista de espera a aguardar uma eventual desistência de última hora e que para assegurar a tranquilidade da movimentação de pessoas para a feira, a organização do evento obteve garantias de transporte de passageiros da FEMATRO – Federação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários.
Entretanto, o músico Moreira Chonguiça, que também esteve presente na conferência de Imprensa, disse que o programa cultural terá início na sexta-feira, com a apresentação de músicos que exploram os estilos “pandza” e “hip-hop”; no sábado será a vez da música ligeira moçambicana; enquanto que o domingo, último dia do certame, está reservado à música jazz, tendo como cabeça de cartaz o conceituado músico camaronês Manu Dibango.

Raptos provocam ameaça de desobediência civil

As comunidades muçulmana, Hindu e ismaelita residentes em Maputo, ameaçaram hoje com manifestações e desobediências públicas á escala nacional, para protestar a ineficácia policial contra a onda de raptos no país.

A ameaça, que pela primeira vez atingiu o pior tom de sempre em termos de ameaças, foi feita nesta Sexta-feira, após uma reunião das três comunidades, em resposta a mais um sequestro ocorrido na noite desta quinta-feira em Maputo.

A mais recente vítima é uma jovem, sobrinha de um ex empresário de origem asiática, assassinado há dois meses, a saída de uma mesquita em Maputo.

Segundo o deputado da Assembleia da república, Ismael Mussá, que foi o porta-voz do encontro, para além de manifestações pacíficas, as três comunidades ameaçam com acções de desobediência fiscal e boicote aos próximos ciclos eleitorais.

Depois de ter vindo a público apresentar supostos autores dos sequestros, mais dois casos e uma tentativa de rapto foi registado em Maputo.

Reagindo a estas situações, a polícia veio a público dizer que afinal, poderia haver outros grupos por detrás dos raptos, contudo, o facto é que a polícia continua a ser posta a prova situação que é agora extensiva a todo o governo.

Exames do secundário tiveram "resultados desastrosos" em Maputo

Exames do secundário tiveram "resultados desastrosos" em Maputo
Cerca de 80 por cento dos alunos chumbaram nos exames extraordinários da 10.ª classe em Maputo, capital de Moçambique, e apenas sete por cento conseguiu nota positiva a Matemática, referem dados governamentais.

De acordo com números divulgados pela Direção da Educação da Cidade de Maputo, a maior parte dos alunos da 10.ª e 12.ª classes e do ensino técnico profissional submetidos aos exames extraordinários, realizados em junho último, reprovou.

“Na 10ª classe, o nível de aproveitamento não supera os 20 por cento, enquanto na 12ª classe, embora sem terem sido revelados os números, os resultados são considerados igualmente desastrosos”, segundo dados da Direção da Educação da Cidade de Maputo, citados pelo jornal Diário de Moçambique.

Na capital moçambicana, de um universo de 1.398 alunos submetidos ao exame externo na disciplina de Matemática, na 10.ª classe, apenas 99 alunos, o correspondente a sete por cento, conseguiram ter nota positiva.

Na prova de Física, dos 1.292 examinados, passaram somente 71, o equivalente a cinco por cento, e apenas 2 por cento dos examinados em Química, ainda da 10.ª classe, foram bem sucedidos.

O melhor aproveitamento na 10.ª classe verificou-se a Geografia, em que dos 668 inscritos, 144 conseguiram nota positiva, o equivalente a 21,5 por cento, seguido da disciplina da Língua Inglesa, com um aproveitamento de 19,5 por cento.

Na 12.ª classe, cujos exames, realizados em todo o país, foram corrigidos em Maputo, as pautas publicadas mostram um quadro geral negativo, como, por exemplo, na Escola Secundária Francisco Manyanga, um estabelecimento de referência, onde a maior parte dos examinandos reprovou.

No ensino técnico profissional, em que foram realizados as provas de Matemática e Português, o aproveitamento situou-se, em média, nos 50 por cento.

O diretor pedagógico da Direção da Educação da Cidade de Maputo, Francisco Mandlate, considerou compreensíveis “estes resultados neste tipo de exames”, porque os candidatos “muitas vezes nem se preparam e só vão aos exames para tentar a sorte”.

Guebuza confirmado único candidato à sua sucessão na presidência de FRELIMO

No encerramento da VII Sessão Ordinária do Comité Central do Partido Frelimo, na noite de ontem na Matola, o secretário-geral do partido confirmou o que há muito tinha anunciado: Guebuza será o único candidato à sua própria sucessão na presidência do partido Frelimo.
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Filipe Paúnde disse que pelo desempenho positivo que Guebuza teve à frente do partido, não havia outra alternativa que não fosse a sua recandidatura. Segundo Paúnde, a candidatura de Guebuza foi proposta pelo Comité Central e aceite por unanimidade pelo Comité Central e pelo próprio candidato.

Não houve outro concorrente. No congresso a ter lugar entre 23 e 28 de Setembro deste ano, em Pemba, Guebuza será confirmado como único candidato à sua própria sucessão na presidência do partido.

Armando Guebuza, presidente da Frelimo vinha insistindo na `renovação na continuidade´ – uma Máxixa de Marcelo Caetano – o último português a governar Portugal – defendendo ser um mecanismo de geração de novas estratégias para enfrentar com sucesso, os desafios da actualidade.

Ao garantir a continuidade na presidência do partido Frelimo, Armando Guebuza espera continuar a controlar o poder estatal mesmo sem estar na presidência da República. O plano do actual chefe do Estado é pôr Aires Ali a concorrer à presidência da República como candidato da Frelimo. Na eventualidade de ser eleito Aires Ali, Guebuza irá, então telecomanda-lo através da presidência do partido.

Assim, a se confirmar o plano de Guebuza, ele irá continuar a presidir o partido Frelimo e por inerência a Comissão Política, enquanto Aires Ali irá presidir a República e sendo subordinado de Guebuza na comissão política. Este é o plano que foi cimentado com a confirmação da candidatura exclusiva de Guebuza à sua própria sucessão na presidência do partido.

Este plano de Guebuza não colhe consenso dentro do partido. Há altos quadros partidários inconformado em ver Guebuza a se manter no poder. Por isso sabe-se que prepara-se oposição a Aires Ali, como candidato preferido pelo Chefe do Estado. E caso seja eleito outro candidato da ala contrária a da Guebuza, o chefe do Estado não irá obedecer as instruções de Guebuza. Mas também o chefe do Estado a sair das eleições presidenciais de 2014, pode ser doutro partido que não seja Frelimo…

Homem é acusado de violar sexualmente de mulher que dormia durante voo

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Um homem de Nova Jersey foi acusado de abusar sexualmente de uma mulher que dormia durante um voo entre Phoenix (Arizona) e Newark (Nova Jersey).

O acusado, Bawer Aksal de 48 anos abusou supostamente da mulher que viajava a seu lado ontem em um avião da United Airlines, enquanto ela dormia, afirmou o promotor federal Paul Fishman em comunicado.

A passageira, que não conhecia Aksal, acordou em pleno voo e surpreendeu o homem com as mãos dentro de sua camisa e de suas calças, enquanto lhe pedia um beijo, segundo detalhou o comunicado do promotor.

Após pedir que o homem se afastasse dela, a mulher denunciou o ocorrido a um membro da tripulação, segundo as autoridades.

Aksal foi detido por agentes do FBI (polícia federal americana) assim que o avião aterrissou no aeroporto de Newark e pode ser condenado à prisão perpétua e a uma multa de US$ 250 mil (R$ 505 mil), acrescentou a Promotoria.

Em Agosto de 2011, outro homem do estado de Nova Jersey foi condenado por também ter abusado de uma mulher que dormia a seu lado em um voo procedente de Hong Kong com destino ao mesmo aeroporto.

Neste caso, o acusado, Ramesh Advani, de 65 anos e que cometeu o delito em maio de 2010, foi condenado a 12 meses de prisão, cinco anos de liberdade condicional, além de uma multa de US$ 10 mil. 

EDM vai construir central eléctrica em Vilankulo

EDM vai construir central eléctrica em Vilankulo
Uma central eléctrica vai ser construída pela empresa Electricidade de Moçambique (EDM) no distrito de Vilankulo, província de Inhambane, num investimento estimado em cerca de seis milhões de dólares.

O presidente do Conselho de Administração da EDM, Augusto Fernando, que avançou esta informação ao Canalmoz, disse que as obras de construção da infra-estrutura arrancam no próximo ano.

Explicou que com a construção da central eléctrica de Vilankulo a EDM pretende reforçar a qualidade de energia eléctrica que é fornecida a toda a província de Inhambane, sobretudo na zona norte, onde neste momento se regista muitos cortes e oscilações de corrente eléctrica, devido a sobrecarga das fontes que actualmente alimentam aquela zona sul de Moçambique.

“Como sabe, a região norte de Inhambane está neste momento a registar muitos investimentos de vária índole, daí a necessidade de respondermos com qualidade de energia para podermos alimentar tanto os projectos já existentes como aqueles que estão a ser implantados”, sublinhou o PCA da EDM.

“Para além desta central eléctrica, que vai estar ligada à rede nacional de Cahora Bassa, também vamos apostar nas outras fontes de produção de energia eléctrica a partir do gás natural que está a ser produzido em Temane, como forma de responder à demanda a nível da província de Inhambane e outras regiões da zona sul do país”, finalizou Augusto Fernando.

Refira-se que recentemente foi inaugurada uma central eléctrica de produção de energia eléctrica a partir do gás natural na zona de Ressano Garcia, na província de Maputo.

Conselho Municipal ignora esgotos do embaixador de Angola

Conselho Municipal ignora esgotos do embaixador de Angola

É um jogo de mudos. Ninguém se pronuncia em relação ao braço-de-ferro que opõe parte dos moradores da rua José Craveirinha e 1395 (entrada pela Marginal), no luxuoso bairro da Sommerschield, em Maputo, e o embaixador de Angola acreditado em Moçambique, por causa da sujeira que sai da residência oficial do diplomata angolano, Isaías Jaime Vilinga.

As cartas dos moradores para o Conselho Municipal e para o embaixador também não foram respondidas.
Tal como noticiámos na semana passada, da residência do embaixador de Angola em Moçambique estão a escorrer águas residuais que incomodam os vizinhos pelo seu cheiro e estão a sujar a via pública.
As águas sujas que saem de um esgoto que está à porta da casa do embaixador percorrem toda a rua até desaguar na Marginal, que já está a ficar danificada por causa da acumulação das tais águas do esgoto da residência do embaixador de Angola.

A entrada do Hotel Southern Sun, que fica ao lado, não escapa à imundice vinda da casa do embaixador.
Como o embaixador está a violar o regulamento do Sistema Predial de Distribuição de Água e Drenagem de Águas Residuais, contactámos várias fontes a nível do Conselho Municipal que receberam as cartas dos moradores em Abril último, isto é, há mais de três meses, e nenhuma das entidades se disponibilizou a esclarecimentos. O porta-voz da edilidade pediu-nos as questões e depois não nos respondeu.

O vereador da área de salubridade encaminhou-nos ao vereador de infra-estruturas que também se mostrou indisponível.

O gabinete do Provedor do Munícipe mandou-nos marcar uma audiência com o provedor para uma data a anunciar.

Recorde-se também que já pedimos uma audiência marcada na Embaixada de Angola em Maputo com o ministro Conselheiro. Até hoje não tivemos retorno. Continuamos a aguardar por esclarecimentos.

Enquanto o Conselho Municipal e o embaixador permanecem no silêncio, os vizinhos do diplomata e os utentes da Marginal vão pagando a factura. Quando contaram à nossa Reportagem que depois testemunhou o facto, os moradores afectados disseram que o permanente “empoçamento” de águas residuais na rua 1395 “causa mau cheiro, produz mosquitos, enlameia muros da vizinhança e cria situações humilhantes para os vizinhos”.

Uma casa sem dreno

Tudo o que está a suceder acontece porque aquando da construção da residência oficial do embaixador, foi aberta uma valeta ao longo do muro posterior, que se destinava a escoar águas pluviais acumuladas no pátio. Até aí não havia problemas. Só que depois que passou a ser ocupada pelo embaixador, foram instalados na mesma valeta outros tubos de águas residuais. De acordo com os moradores, as águas residuais produzidas na residência do embaixador não são encaminhadas à fossa séptica e dreno, mas, sim, despejadas directamente na valeta que vai dar à Marginal.

O Canalmoz esteve na residência do embaixador e constatou in loco a imundice que o embaixador está a proporcionar a vizinhança. Praticamente o embaixador está a usar a avenida da Marginal como dreno. E como a valeta é pequena as águas transbordam para os muros da vizinhança. Mesmo à entrada está uma caixa a rebentar pelas costuras.

Feridos de Chidenguele continuam hospitalizados

Feridos de Chidenguele continuam hospitalizados

Três dos 17 feridos do trágico acidente de viação ocorrido na manhã de quarta-feira na região de Incadine, posto administrativo de Chidenguele, em Gaza, continuam hospitalizados em Xai-Xai. Trata-se dos sobreviventes que contraíram traumatismos crâneo-cefálico grave, enquanto os restantes 14 sofreram poli-traumatismos, escoriações e contusões.

Informações de Momade Correia, médico em serviço no Hospital Provincial de Xai-Xai, apontam para o facto de até à tarde de ontem terem sido já reclamados três corpos das vítimas do sinistro no qual 12 pessoas perderam a vida, dez no local da ocorrência e outras duas a caminho do hospital.

Morre músico beirense Sutho

Morre músico beirense Sutho

Morreu ontem no Hospital Central da Beira, em circunstâncias ainda por esclarecer, o músico beirense João Sutho.

Ele faleceu depois de ter sido levado inconsciente ao hospital na manhã de ontem. Sabe-se apenas que no dia anterior havia estado na companhia de alguns amigos numa barraca algures na cidade em ambiente de cavaqueira. Sutho, como era simplesmente tratado no meio público e artístico, fez a sua última aparição pública na passada segunda-feira, na Praça do Município, actuando na recém-criada Companhia de Canto e Dança da edilidade, tendo, inclusive, sido bastante aplaudido.

158 novos advogados vão receber carteiras profissionais

O facto foi anunciado pelo Bastonário da Ordem, Gilberto Correia,
A Ordem dos Advogados de Moçambique (AOM) vai proceder a entrega, em setembro proximo,  de  carteiras profissionais a 158 novos advogados, feito que elevará para perto de mil  o universo de causídicos filiados ao organismo.

Este universo vai constituir a maior cerimónia de entrega de carteiras já feita desde a criação da Ordem, além de representar 20 por cento de advogados já existentes e que  vão entrar agora para a ordem em todo o país.

O facto foi anunciado pelo Bastonário da Ordem, Gilberto Correia, numa conferência de imprensa ontem em Maputo destinada a apresentar o lançamento da semana do advogado, que vai decorrer de 09 a 15 de Setembro próximo, e anunciar o Congresso para a Justiça, a ter lugar entre os dias 13 e 14 do mesmo mês, será ponto mais alto da semana do causídico.

Segundo Correia, nas projecções da Ordem, que conta actualmente com 800 causídicos, é que até ao final do ano o efectivo, a escala nacional, totalize mil quadros, e aumentar a capacidade de resposta para o cidadão sempre que procurar os serviços por eles prestados.

“No dia 14 de Setembro, que é o Dia do Advogado, vamos entregar carteiras profissionais a 158 novos advogados”, disse Correia, apontando que o universo de novos quadros representa quase 20 por cento do número de causídicos já existentes e vão entrar agora para a Ordem em todo o país.

A fonte afirmou que o país precisa de muito mais porque o rácio entre a população, estimada em mais de 20 milhões de habitantes, para cerca de mil advogados ainda é muito pequeno.

Todavia, sublinhou que o universo é encorajador, por mostrar que o país está a caminhar a um ritmo bom, bastando apontar que até 2008 existiam no país apenas 400 advogados, numero que duplicou num espaço de quatro anos.

Para comemorar a semana do advogado, a Ordem vai realizar diversas actividades que vão constituir pretexto para reflectir sobre vários aspectos ligados a administração da justiça no país.

Nessa semana serão executados programas como o plantio de árvores, actividades ligadas a saúde como marchas, palestras em escolas na perspectiva de melhorar a cultura jurídica dos jovens, futuros dirigentes do país, palestras para reclusos onde divulgar-se-á os seus direitos.

Aliás, o facto de estarem privados de liberdade não significa, segundo a fonte, não terem direitos, daí a importância de divulgar ainda mais os direitos que os assistem.

Venda informal de fármacos “é intolerável”

Venda informal de fármacos “é intolerável”
O procurador-chefe provincial de Manica, centro de Moçambique, considerou ontem como “intolerável” a persistência de venda de fármacos, desviados do circuito oficial, nos mercados informais e exigiu medidas para se travar este crime.

“Há uma preocupação do Estado moçambicano com a venda de medicamentos nos mercados informais. A venda informal de fármacos é intolerável”, disse à “Lusa” Agostinho Rututo, procurador-chefe provincial de Manica, durante uma visita aos mercados.

Em vários mercados informais de Chimoio, sobretudo no ‘Feira’ e no ‘38 milímetros’, os fármacos são comercializados debaixo de sol, poeira ou chuva e sem nenhuma regra higiénica básica.

O negócio assenta em medicamentos desviados do circuito oficial para aqueles mercados paralelos, envolvendo trabalhadores da saúde e das farmácias públicas de Chimoio, e é assegurado por jovens que, algumas vezes, quando se trata de fármacos raros, actuam com uma discrição idêntica à da venda de drogas.

“Hoje vamos ao hospital e não há medicamentos, mas o Governo adquire os fármacos e desaparecem para ser colocados no mercado negro. Vemos venda de medicamentos ao lado de pneus e graxa a temperaturas não recomendadas. Quem tolera a venda de medicamentos no informal”?, questionou Rututo, falando para gestores dos mercados e vendedores numa reunião que precedeu à visita.

Multiplica-se número de doentes mentais nas ruas da cidade de Nampula

Multiplica-se número de doentes mentais nas ruas da cidade de Nampula
A cidade de Nampula, em particular, e a província no geral, está a registar uma significativa proliferação de doentes mentais que têm as ruas como a sua segunda casa, abandonando as residências por razões socio-familiares, níveis de pobreza, fragmentação das famílias, entre outros motivos.

Alguns cidadãos entrevistados pelo  AVerdade afirmaram que a maioria das pessoas que padecem de doenças mentais é vítima de feitiçaria realizada por indivíduos de má-fé que decidem alterar o funcionamento psíquico de um parente porque lhe foi roubado algum bem ou porque existem problemas sociais entre os familiares.

O recrudescimento de casos de criminalidade com destaque para o assalto a residências, acto praticado, principalmente, por adolescentes e jovens, é resultado de problemas relacionados com a mente. Ou seja, esta camada social está a ser afectada por demência, contribuindo para a redução dos níveis de produção na sociedade, pois os doentes mentais quando se dirigem à rua ficam totalmente indiferentes aos acontecimentos da comunidade e das famílias.

O director do Centro de Saúde Mental de São João de Deus, localizado na cidade de Nampula, José Paulo, disse que o maior número de doentes mentais que procura abrigo na rua é vítima de desamparo por parte dos seus familiares que têm a responsabilidade de lhe prestar um cuidado especial. Nem todos que vão residir na rua têm problemas psicológicos tão graves que não lhes permitem conviver com as outras pessoas, mas tal deve-se ao mau tratamento que recebem no ambiente familiar.

“Esse caso está relacionado com as pessoas que vivem nas ruas da cidade. Não são todos doentes mentais. É como as crianças da rua que procuram a segunda casa para levarem uma vida sem regras, onde ninguém lhes pode mandar lavar os pratos, limpar o pátio ou ir à escola, por exemplo”, explicou o nosso entrevistado referindo que em relação aos adultos o caso é diferente porque todos eles têm problemas psicológicos dependendo da situação clínica de cada um.

Paulo afirmou ainda que os doentes mentais necessitam de um tratamento especial no sentido de se evitar que se dirijam à rua, local onde facilmente podem piorar o seu estado e abrir um espaço para o recrudescimento de doenças. Eles devem ser encaminhados para o hospital para receberem cuidados sanitários. Por exemplo, referiu-se aos doentes que permanecem em casa beneficiando de um tratamento de familiares (higiene individual e uma alimentação adequada).

Doentes internados no centro de saúde mental

O director do Centro de Saúde Mental São João de Deus, José Paulo, disse que aquela unidade sanitária psiquiátrica acolhe diversas pessoas que padecem de várias patologias e que são internadas mediante a realização de uma consulta externa, actividade que é levada a cabo todas as segundas, quartas e sextas-feiras, para se diagnosticar a existência de indivíduos que sofrem de esquizofrenia (cujas características principais são: falar sozinho e sofrer de delírios mentais) para uma posterior administração de medicamentos.

José Paulo acrescentou que depois de o paciente ser medicado e não registar melhorias, é encaminhado aos serviços de Urgência do Hospital Central de Nampula onde o médico deverá decidir se pode ou não ficar internado.

Aquele responsável deu a conhecer que a instituição que dirige funciona à semelhança das unidades sanitárias do Estado, que recebem financiamento do Governo moçambicano que, igualmente, aloca os seus recursos humanos oriundos dos centros de formação de saúde distribuídos um pouco por todo o país.

Explicou que o internamento dos doentes mentais no Centro de Saúde Mental São João de Deus é gratuito, cobrando-se apenas um metical por cada receita prescrita.

Em relação ao acolhimento de doentes mentais que residem nas ruas da cidade de Nampula, a nossa fonte disse que a actividade é grátis por se tratar de um trabalho de âmbito social, mas frisou que os doentes mentais que residem na rua são pessoas que precisam de tratamento diferente do prestado a outros dementes porque têm a particularidade de lhes faltar a higiene, a socialização, a debilidade física e a identificação da respectiva família.

Para o efeito, afirmou que o colectivo de direcção do Centro de Saúde Mental São João de Deus elaborou um projecto de criação de um espaço comum para o acolhimento de indivíduos que padecem de doenças mentais e que residem na rua para serem submetidos a cuidados que se relacionam com a sua condição.

Os que residem na via pública precisam de um trabalho mais aturado e profundo, e o Centro carece de recursos humanos, materiais (espaço comum para acolher todos os doentes mentais a serem recolhidos das ruas da cidade) e financeiros visando suportar as despesas daí decorrentes.

Entretanto, a nossa fonte revelou que o projecto foi já submetido à Direcção Provincial de Saúde de Nampula para avaliação, aprovação e posterior implementação, cujos fundos serão solicitados aos parceiros da instituição através de apoios externos, apesar de estar a funcionar com orçamento do Executivo moçambicano.

A nossa reportagem tentou, sem sucesso, contactar o director provincial de Saúde de Nampula, Mohamed Riaz, no sentido de apurar o estágio actual do processo de análise do projecto que visa, essencialmente, a reinserção social dos doentes mentais eventualmente rejeitados a nível das comunidades.

“Para recolher os doentes mentais que se encontram nas ruas e cuidar deles, necessitamos de condições adicionais porque quando os trazemos para o nosso centro eles desestabilizam o ambiente de trabalho, pois trata-se de um espaço físico diferente da rua”, frisou o director do Centro de Saúde São João de Deus, salientando o trabalho que a sua instituição tem levado a cabo que consiste em acolher três doentes mentais por dia para serem submetidos a um banho, à mudança de roupa, incluindo o fornecimento de alimentação, actividades que são realizadas todos os dias sendo, posteriormente, restituídos à rua.

Acrescentou que o Centro de Saúde acolhe apenas pessoas com alterações mentais que passam pelo processo de consultas externas, cuja sanidade mental é avaliada pelo médico do Hospital Central de Nampula para o seu posterior internamento após ser feito o diagnóstico.

Perigo que os doentes mentais causam na via pública

Perigo que os doentes mentais causam na via pública

O director do Centro de Saúde Mental São João de Deus deu a conhecer que a presença de doentes mentais na via pública tem contribuído para a sua degradação psíquica, porque, como seres humanos, eles ficam privados dos principais direitos que lhes assistem, como, por exemplo, abrigo, família, alimentação, entre outros.

No que diz respeito ao perigo que podem causar aos utentes da via pública, a fonte disse que os doentes mentais não fazem mal aos transeuntes, mas se alguém proferir uma palavra insultuosa eles são capazes de reagir e provocar danos enormes, dependendo da sua sanidade mental. Esta reacção é resultado da falta de cuidados que a sociedade não tem vindo a prestar aos seus membros que enfrentam problemas sociais.

Intervenção das estruturas da sociedade e do Governo

Embora não tenha avançado com o período da sua materialização, José Paulo disse que a sua instituição dispõe de um projecto em carteira que consistirá na criação de uma psiquiatria comunitária que será composta por equipas móveis, as quais irão deslocar-se aos distritos da província no sentido de disseminar mensagens de sensibilização da população sobre a necessidade do seu envolvimento nas actividades referentes aos cuidados dos doentes mentais a nível local, sem, no entanto, ter de deslocar-se à cidade de Nampula para receber tratamento do pessoal sanitário, uma vez que pode ser feito um acompanhamento por parte das autoridades comunitárias e técnicos de saúde locais.

“Nem sempre há necessidade de se encaminharem os casos para o centro de saúde mental localizado na cidade de Nampula, pois a situação pode ser controlada a nível local”, frisou a fonte.

A iniciativa designada psiquiatria comunitária vai levar pelo menos três anos a ser implementada nas províncias de Nampula, Cabo Delgado, Niassa e norte da Zambézia. A mesma visa reduzir os internamentos no centro de saúde mental. “Queremos reformular a rede social para potenciar as comunidades de ferramentas que vão ajudar na prestação de apoio e acompanhamento dos doentes mentais, evitando-se o abandono no seio da família”, disse.

O nosso entrevistado revelou, por outro lado, que a instituição que dirige debate-se com diversos problemas relacionados com a falta de quadros capacitados, medicamentos e outros constrangimentos enfrentados por outras unidades sanitárias da província.

Importa referir que o Centro de Saúde Mental da Faina está adstrito à instituição São João de Deus, organização não governamental orientada pela igreja católica e trabalha em coordenação com o Estado que aloca os seus recursos humanos oriundos dos institutos de formação de saúde existentes em todas as províncias do país.

Poderá ser interdita a circulação nocturna de autocarros de passageiros

As autoridades governamentais estão a estudar formas de reactivar a norma que impede a circulação de autocarros de passageiros nas rotas interprovinciais no período nocturno.
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Com o fundamento de que os aparatosos acidentes que ceifam vidas humanas envolvendo tais meios de transporte se devem ao cansaço dos motoristas, o Instituto Nacional de Transportes Terrestres (INATER) está a auscultar diversas sensibilidades para buscar mais subsídios mas, para já, a maior medida poderá mesmo ser a interdição desses serviços no período nocturno.

Dirigindo-se a um grupo de representantes das instituições parceiras do INATER, na cidade da Beira, o director-geral do INATER, Taibo Issufo, afirmou que os contactos neste sentido estão a decorrer sem quaisquer sobressaltos. Explicou que toda a acção está a decorrer com a finalidade de reduzir mortes por acidentes de viação.

Sinistros rodoviários envolvendo autocarros de passageiros de longo curso têm-se registado nos últimos tempos em quase todo o país, sendo que o grosso vem acontecendo no período nocturno.

Porque o argumento que se levanta sobre o caso de acidentes de viação de autocarros que circulam no período nocturno é cansaço dos condutores, muitos operadores decidiram dispor de dois motoristas, mas tal medida, segundo comentou o director-geral do INATER, também já mostrou a sua ineficácia porque os acidentes continuam a acontecer.

Refira-se que a norma que impede a circulação de autocarros em rotas interprovinciais no período nocturno já tinha sido introduzida em 2003, tendo sido levantada em 2008. O argumento apresentado foi o mesmo, o cansaço dos motoristas…

Americano tenta roubar carro no estacionamento da polícia pouco depois de sair da prisão

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Um jovem foi preso em Land O’Lakes, no estado da Flórida (EUA), menos de uma hora depois de deixar a cadeia, segundo o jornal “Tampa Bay Times”.

Richard Anthony Owens foi detido ao ser encontado tentando arrombar um carro que estava estacionado na prisão local.

Um policial viu quando Owens tentava arrombar um Pontiac GTO.

Idosa tenta restaurar pintura, mas distorce obra do séc. XIX na Espanha

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Uma espanhola de oitenta anos decidiu por conta própria restaurar uma pintura do século XIX na parede de uma Igreja de Borja, mas acabou distorcendo completamente a obra original e estragando a pintura, segundo o jornal “El Pais”.

A mulher teria agido com boa vontade, segundo a secretaria local de cultura, mas transformou completamente a obra atribuida a Elías García Martínez, e acabou se sentindo culpada e pedindo desculpas pela acção.

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