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Terça-feira, Abril 7, 2026
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Director de Informação da TVM é afastado do cargo

Director de Informação da TVM é afastado do cargo

O Conselho de Administração da Televisão de Moçambique (TVM), a televisão pública nacional, afastou esta segunda-feira Simião Ponguane do cargo de director de Informação daquela estação televisiva. Simião Ponguane confirmou ao Canalmoz o seu afastamento da direcção de Informação da TVM que remeteu qualquer explicação para o Presidente do Conselho de Administração (PCA), Armindo Chavana. Para o lugar de Ponguane, foi indicado Augusto Levy,  ex-apresentador do extinto e popular programa “Pela Lei e Ordem”, que até então exercia funções de delegado da TVM em Nampula.

Ponguane, tido como uma das pessoas que se batia por um verdadeiro serviço público de televisão, já era visto como incómodo. Foi exonerado das funções de director de Informação e foi nomeado como “assessor editorial do Conselho de Administração”, um burocrático cargo que foi inventado à última hora, exactamente para tirar do caminho um dos mais reputados jornalistas da TVM. Até porque o cargo para o qual foi nomeado não é executivo. “É um cargo para Ponguane não fazer mais nada e ficar sentado”, disse uma fonte da chefia da redacção da TVM em sinal de desabafo.

Entretanto, o Presidente do Conselho de Administração da TVM, Armindo Chavana, disse ao Canalmoz que Ponguane cessou funções como director de Informação para reforçar a cadeia de comando face aos desafios de crescimento da TVM. Chavana disse que a medida visa responder aos desafios de crescimento que surgiram com a introdução do Canal dois, a abertura das delegações distritais e a introdução de outras grelhas de programação. “Por causa dos desafios de crescimento decidimos acrescentar no quadro de direcção, a figura do Assessor Editorial do Conselho de Administração com funções não executivas”, disse o PCA da TVM. (

Reclusos da Cabeça-de-Velho ameaçam de morte a direcção

Reclusos da Cabeça-de-Velho ameaçam de morte a direcção

Os responsáveis da cadeia de máxima segurança de Manica, vulgo Cabeça-de- Velho, dizem estar a viver debaixo de intenso clima de ameaças de morte, por reclusos que se encontram a cumprir penas naquele estabelecimento.

Eles apontam como vítimas a abater o director da instituição prisional em referência, Francisco da Silva Mate, e o comandante da guarda prisional, Júlio Mabasso.

Construção do hospital central da Zambézia continua sem financiamento

Construção do hospital central da Zambézia continua sem financiamento

Ainda não há financiamento para a construção do Hospital Central da Zambézia, cujas obras estavam previstas para o fim deste ano.

“Continuamos a trabalhar no processo, visando alocar fundos nacionais e estrangeiros. Neste momento, estamos a negociar com a Coreia do Sul e há sinais positivos”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Manguele,  que recentemente visitou a província da Zambézia.

Questionado sobre em quanto tempo poderiam iniciar as obras,  o ministro da Saúde explicou que “ainda estamos a trabalhar, gostaríamos tanto de saber quando irá arrancar, mas, infelizmente, a única coisa que sabemos é que há boa vontade”.

Em Novembro do ano passado, o então chefe do departamento de infra-Estruturas do Ministério da Saúde, Dionísio Zaqueu, esteve na Zambézia, onde participou na décima sessão ordinária do governo provincial.

Morreu o jornalista Augusto de Carvalho

O primeiro delegado da Agência Lusa em Maputo e primeiro director do semanário português Expresso, Augusto de Carvalho, morreu na manhã de segunda-feira na sua residência, na capital moçambicana.
Morreu o jornalista Augusto de Carvalho
Em declarações à Lusa, Belmiro Adamugy, sub-chefe da Redacção do semanário moçambicano Domingo, onde Augusto de Carvalho trabalhava há mais de 20 anos, disse que o jornalista foi encontrado sem vida no seu quarto pela filha menor, aparentemente em resultado de uma queda.
“A morte dele é uma grande perda para o jornal, porque era uma verdadeira biblioteca para todos nós, pela memória extraordinária que tinha e pelo seu elevado estatuto moral. Era a nossa reserva moral”, disse Belmiro Adamugy.
Docente na universidade moçambicana A Politécnica, Augusto de Carvalho será igualmente lembrado no Domingo como um exímio transmissor do conhecimento, tendo contribuído para moldar muitos jovens talentos do jornalismo, afirmou Belmiro Adamugy.
“Era o nosso professor”, sintetizou o sub-chefe da Redacção do Domingo, onde o malogrado era assessor editorial e nessa qualidade principal editorialista do semanário.
Há mais de 20 anos em Moçambique, Augusto de Carvalho era “amigo pessoal” de Samora Machel, primeiro Presidente moçambicano, falecido em 1986, tendo-lhe oferecido a residência que, ainda hoje, é usada pelos delegados da Lusa em Maputo.
“Era tão grande amigo do Presidente Samora Machel, que lhe ofereceu a casa dos delegados da Lusa”, recordou Refinaldo Chilengue, que foi jornalista na Lusa na altura em que Augusto de Carvalho era delegado.
Segundo o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Jornalistas moçambicano, Eduardo Constantino, “a morte de Augusto de Carvalho não enluta apenas a família. É uma grande perda para o jornalismo moçambicano por causa da sua militância na causa da formação dos jornalistas”.
Augusto de Carvalho será lembrado pelo rigor com que escrevia e pela paixão com que ensinava, assinalou Eduardo Constantino.
Amad Camal, conhecido empresário e analista moçambicano, lembra que travou “muito contacto e muito combate de ideias” com Augusto de Carvalho, para lhe apontar a acutilância com que cultivava o debate de ideais.

Vodacom presta serviço de atendimento ao cliente via Chat

Vodacom presta serviço de atendimento ao cliente via Chat
A Vodacom Moçambique anunciou a introdução de um novo serviço de atendimento aos clientes, que consiste em teclar ou seja através de Web chat directamente com os clientes.

A empresa diz que este serviço visa garantir “um serviço cada vez melhor e inovador criou a plataforma de atendimento”.

“Este serviço permite que qualquer Cliente Vodacom possa contactar a Linha do Cliente, 24 horas por dia, 365 dias por ano, através da Internet”, acedendo o à página da Vodacom na Internet (www.vm.co.mz), refere a empresa.

Tolerância de ponto para vila de Quissico

Tolerância de ponto para vila de Quissico
A Vila de Quissico, sede do distrito de Zavala, em Inhambane, observa hoje tolerância de ponto em virtude de ontem ter celebrado 40 anos desde que ostenta esta categoria.

De acordo com a legislação laboral, sempre que o feriado coincida com o domingo, a supenssão da actividade laboral fica diferida para o dia seguinte.

Bispos Catolicos dizem que a paz e democracia estão em perigo

Bispos Catolicos dizem que a paz e democracia estão em perigo

Os bispos Catolicos de Mocambique dizem que os partidos politicos mocambicanos sao autoritarios e que por via disso afirmam que a paz e a democracia estao em perido.

Segundo a Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) ocorrem “práticas autoritárias” nos partidos moçambicanos devido à “intolerância” entre as duas principais formações políticas, Frelimo e Renamo.
Em Nota Pastoral emitida semana passada e dirigia “às Comunidades Cristãs e aos Homens e Mulheres de Boa Vontade”, a CEM alerta ainda para o risco de os recursos naturais que estão a ser descobertos no país se tornarem num pesadelo.

Segundo os bispos, o País vive o paradoxo de ter partidos que se declaram democráticos, mas que pautam pelo autoritarismo na sua vida interna.

“Não estaremos nós diante de um paradoxo de partidos que retoricamente se declaram defensores da democracia, mas efectivamente, na sua práxis interna e habitual, são autoritários?”, questiona o prelado católico moçambicano.

Para a CEM, a dinâmica dos partidos políticos moçambicanos, ou “uma boa parte deles”, é imposta pelas lideranças, em detrimento do livre pensamento da maioria dos membros.

“Não terão muitos membros dos partidos políticos medo de expressar a própria opinião, quando difere da elite dirigente? Serão consistentes e sustentáveis uma democracia e uma convivência pacífica assentes no medo de pensar diferente e expor publicamente o próprio pensamento?”, indagam os bispos católicos moçambicanos.

A CEM refere-se igualmente ao 20.º aniversário do Acordo Geral de Paz, que se assinala no próximo dia 04 de outubro, chamando a atenção para o facto de a intolerância entre a Frelimo, partido no poder, e a Renamo, principal partido da oposição, constituírem uma ameaça à paz.

“Sempre no desejo de contribuir para uma maior reflexão sobre a nossa convivência nestes 20 anos, após o Acordo Geral de Paz, podemos continuar a perguntar se não estarão ameaçadas a democracia e a paz”, lê-se na Nota Pastoral.

Recuros naturais podem virar pesadelo

Os bispos moçambicanos lançam também um olhar sobre a vaga de descobertas de recursos minerais em Moçambique e manifestam-se preocupados com o risco de essa riqueza poder converter-se em “pesadelo”.
“Se vierem a faltar a sabedoria, a prudência e políticas justas e clarividentes na sua exploração, os recursos naturais podem tornar-se em pesadelo”, chamam a atencao os bispos.

Cadeias de Lichinga abarrotadas de jovens

Cadeias de Lichinga abarrotadas de jovens

O aumento do número de jovens nos centros de reclusão da cidade de Lichinga, no Niassa, indiciados de prática de diversos crimes, está a preocupar a Comissão dos Assuntos Religiosos naquele ponto do país

Recentemente, aquele órgão visitou as Cadeias Civil e a BO, tendo constatado com grande preocupação o crescente número de detidos, maior parte dos quais em idade escolar. Assim, o órgão chama a atenção do Governo para que crie condições de modo a aliviar a capacidade de reclusão das cadeias e, por outro lado, apela aos jovens a se abster de práticas ilícitas.

Cadeias de Lichinga abarrotadas de jovens

Cadeias de Lichinga abarrotadas de jovens

O aumento do número de jovens nos centros de reclusão da cidade de Lichinga, no Niassa, indiciados de prática de diversos crimes, está a preocupar a Comissão dos Assuntos Religiosos naquele ponto do país

Recentemente, aquele órgão visitou as Cadeias Civil e a BO, tendo constatado com grande preocupação o crescente número de detidos, maior parte dos quais em idade escolar. Assim, o órgão chama a atenção do Governo para que crie condições de modo a aliviar a capacidade de reclusão das cadeias e, por outro lado, apela aos jovens a se abster de práticas ilícitas.

Trabalhadores da Movitel detidos por roubar baterias

Movitel
Cinco trabalhadores da empresa de telefonia móvel Movitel serão julgados no Tribunal Judicial da Cidade de Chimoio, Manica, acusados de roubo de seis baterias que são usadas nos geradores que servem para fornecer energia eléctrica e garantir o pleno funcionamento das antenas, principalmente nas zonas rurais não abrangidas pela corrente eléctrica de rede nacional.

Segundo Belmiro Mutadiwa, porta-voz da PRM no Comando Provincial, os trabalhadores, com idades compreendidas entre 20 e 30 anos, detidos numa das unidades policiais, confessaram o seu envolvimento no desaparecimento das baterias, tanto mais que as autoridades policiais recuperaram uma bateria que já havia sido por eles vendida, estando em curso diligências para recuperar outras tantas.

Muçulmanos recuaram

A Comunidade muçulmana decidiu na noite de ontem, anular a sua decisão de paralisar a actividade industrial e comercial desenvolvida pelos seus membros, que havia sido convocada para hoje e durante três, alegadamente em protesto contra a onda de sequestros no país.
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Falando em nome do Movimento Islâmico e da sociedade islâmica, Amade Camal, porta-voz da agremiação, disse que a decisão de suspender a greve surge na sequência do encontro mantido na tarde de ontem com o Presidente da República, Armando Guebuza, uma reunião entretanto não confirmada pela Presidência da República.
Com efeito, os estabelecimentos e as actividades comerciais e industriais explorados pelos membros da comunidade muçulmana vão funcionar dentro da normalidade. 
Entretanto, o Movimento Islâmico mantém a intenção de realizar no próximo sábado, dia 1 de Setembro, uma manifestação pacífica na cidade de Maputo, em repúdio a onda de criminalidade que tem abalado o país.
Disse que além da comunidade muçulmana, a manifestação do próximo sábado irá juntar outras confissões religiosas e organizações da sociedade civil, pois entende-se que a problemática da criminalidade afecta a toda a sociedade moçambicana.
De referir que ao tomar a iniciativa de paralisar as actividades, a comunidade muçulmana via nisso uma maneira de pressionar o Governo a estudar novas formas de combate à criminalidade no país…

Prisioneiros vendem e consomem drogas na Cabeça-de-velho

Prisioneiros vendem e consomem drogas na Cabeça-de-velho
A Penitenciária Agrícola de Chimoio, vulgo Cabeça-de-Velho, não está livre de actos criminais como venda e consumo de drogas.

O facto foi revelado durante a visita do procurador-chefe provincial de Manica, Agostinho Seródio Rotuto.

O director daquele centro prisional, Francisco Mate, apresentou ao procurador artigos como almofadas, que continham cannabis sativa no seu interior, destinada à venda e consumo dentro da cadeia. O curioso é que os familiares dos prisioneiros é que “enviam” a droga para a cadeia.

Neste momento, dúvidas pairam à volta do que a sociedade pode esperar destes indivíduos após o cumprimento das penas.

Por outro lado, consta que os guardas prisionais, ao invés de serem temidos, são amedrontados e até envolvidos em crimes propositadamente provocados pelos prisioneiros.

Inspectores do Estado alvos de ameaças de morte

Victoria Diogo
Funcionários da Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE) estão a ser alvo de ameaças de morte, anónimas, via telefone, depois de detectarem indícios de práticas ilícitas em algumas instituições que prestam serviços com impacto directo na vida dos cidadãos.

O facto foi anunciado, em Maputo, pelo inspector-geral de Administração do Estado, Augusto Mangove.

Falando, ontem, em conferência de imprensa, Mangove disse que algumas ameaças foram proferidas depois de a IGAE, uma entidade subordinada ao Ministério da Função Pública, ter feito um trabalho inspectivo em várias instituições do Estado, no período de 2010/11.

Segundo Mangove, citado pela AIM, as primeiras inspecções, durante as quais foram detectadas anomalias no funcionamento e indícios de práticas ilícitas, tinham como objectivo apurar o grau de satisfação do público pelos serviços prestados, gestão de recursos humanos, avaliação do desempenho, entre outros.

Durante o referido período, foram inspeccionadas instituições emissoras de bilhetes de identidade, passaportes, cartas de condução, registo automóvel, atribuição de nacionalidade, entre várias outras. “A actividade de inspector é uma profissão de risco, porque, uma vez detectadas as anomalias, os actos de carácter criminal são remetidos à Procuradoria da República para o devido tratamento. Também, trabalhamos em estreita colaboração com o Gabinete de Combate à Corrupção”, explicou Mangove.

Prisioneiros vendem e consomem drogas na Cabeça-de-velho

Prisioneiros vendem e consomem drogas na Cabeça-de-velho
A Penitenciária Agrícola de Chimoio, vulgo Cabeça-de-Velho, não está livre de actos criminais como venda e consumo de drogas.

O facto foi revelado durante a visita do procurador-chefe provincial de Manica, Agostinho Seródio Rotuto.

O director daquele centro prisional, Francisco Mate, apresentou ao procurador artigos como almofadas, que continham cannabis sativa no seu interior, destinada à venda e consumo dentro da cadeia. O curioso é que os familiares dos prisioneiros é que “enviam” a droga para a cadeia.

Neste momento, dúvidas pairam à volta do que a sociedade pode esperar destes indivíduos após o cumprimento das penas.

Por outro lado, consta que os guardas prisionais, ao invés de serem temidos, são amedrontados e até envolvidos em crimes propositadamente provocados pelos prisioneiros.

54 professores do Instituto de Ciências de Saúde sem salários há oito meses em Quelimane

54 professores do Instituto de Ciências de Saúde sem salários há oito meses em Quelimane
Reina um mau ambiente no seio de pelo menos 54 professores eventuais afectos ao instituto de ciências de saúde de Quelimane, na sequência do não pagamento de um total de oito meses de salários por parte da direcção provincial de saúde da Zambézia.

Curiosamente, nem a direcção do instituto nem o sector de saúde dão explicação plausível àqueles docentes sobre o que está a acontecer.

Os referidos professores eventuais que estão privados dos seus salários desde o mês de janeiro a esta parte leccionam as cadeiras de metodologia de investigação, Química orgânica, metodologia de ensino, psicologia geral e desenvolvimento, administração hospitalar, pediatria, Botânica e anatomia.

Neste momento, o instituto de ciências de saúde de Quelimane tem em formação um total de 650 estudantes, provenientes de diversos pontos do país, nos diferentes cursos, designadamente, Enfermagem Geral, Saúde Materno-Infantil, Laboratório, Farmácia, Especialização em Ensino, Medicina Preventiva e Saneamento do Meio.

Em conversa com vários docentes eventuais daquele centro de formação de enfermeiros, explicaram ao O País que cada um tem contrato assinado para receber dinheiro a tempo e hora. Segundo os mesmos, o problema da falta de pagamento dos seus salários pode ser da responsabilidade da direcção da saúde daquela província.

“Porque é que a direcção provincial de saúde não descentraliza o processo de pagamento de salários para o instituto?”, questionou um dos professores, na condição de anonimato, por temer possíveis represálias por parte dos seus superiores hierárquicos. O mesmo docente apelou a quem de direito para que, urgentemente, solucione o problema, pois há responsabilidades familiares que dependem dos ordenados.

Comunidade hindú distancia-se das manifestações dos Muçulmanos

Comunidade hindú distancia-se das manifestações dos Muçulmanos
A Comunidade Hindú convocou, no fim da tarde de ontem, em Maputo, uma conferência de imprensa para anunciar que não irá encerrar as actividades laborais, económicas e sociais previstas para hoje, nem aderir às manifestações programadas para o próximo sábado, sem que tenham sido autorizadas pelo Governo.

De acordo com o presidente da Comunidade Hindú em Moçambique, Naguindas Manmohandas, a sua comunidade irá abrir os centros comerciais para as suas actividades normais hoje, afastando-se, deste modo, do posicionamento dos líderes muçulmanos de Maputo.

“Considerando que não podemos tomar decisões precipitadas que não estejam dentro da legalidade, a Assembleia Geral da Comunidade Hindú decidiu-se pela não adesão ao encerramento das actividades económicas, de serviços, entre outras, anunciadas para o dia 27 de Agosto de 2012 (hoje)”, disse Naguindas Manmohandas, que admitiu a possibilidade de participar nas manifestações, desde que sejam devidamente autorizadas e pacíficas.

Zimbabweanos continuam a atravessar a fronteira Machipanda à procura de comida

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Apressado e carregado, Mazhai Puch, 34 anos, ajeita a bagagem na cabeça, na fila para carimbar o passaporte, de regresso ao Zimbabwe, na fronteira de Machipanda, em Manica, no centro de Moçambique.

“Quando chegar em Mutare (Zimbabwe) devo apanhar outro transporte para ir à zona onde vivo e o sol já vai deitar. Levo comigo arroz, massas, óleo e bolachas, parte do produto ainda deve servir para o jantar” disse Mazhai Puch, que respira de alívio por conseguir chegar a tempo à fronteira que divide os dois países.

Milhares de zimbabweanos continuam a atravessar a fronteira de Machipanda, à procura de produtos de primeira necessidade em Manica, como sabão, óleo, arroz, pão e ‘chips’ (batatas fritas), para consumo ou revenda, apesar da “economia local estar a sair de coma”.

“A economia zimbabweana tem tentado recuperar, mas a população ainda atravessa a fronteira à procura de alimentos básicos e melhores condições de vida. Os números não são tão piores como há três anos” explicou José Marizane, chefe do posto fronteiriço de Machipanda.

Estatísticas migratórias naquele posto indicam que em 2011, das 269.592 pessoas que atravessaram a fronteira, 198.983 foram de nacionalidade zimbabweana, basicamente motivadas pela procura de comida e troca comercial.

Entre janeiro e junho deste ano, o movimento migratório aponta para 81.276 zimbabweanos que atravessaram a fronteira, do global de 124.384 pessoas que passaram do posto fronteiriço de Machipanda.

Um relatório do Programa Alimentar Mundial (PAM) prevê dias negros para o Zimbabwe, ao estimar que cerca de 1,6 milhões de pessoas vão necessitar de ajuda alimentar durante a próxima estação seca, de janeiro a março de 2013, face à fraca produção agrária, a mais baixa desde 2009, quando o colapso atingiu o pico.

Segundo o relatório, divulgado na semana passada, a produção cerealífera deste ano caiu para 1.760.722 toneladas, ou seja, um terço menos do que em 2011. Contudo, o número de pessoas necessitadas aumentou 60 por cento relativamente ao milhão que necessitavam de ajuda alimentar na última estação seca.

“Nas zonas rurais, as pessoas estão a passar fome de verdade, uma situação crítica nunca antes vista, com celeiros vazios e sem a que recorrer. As pessoas estão a ficar pálidas e os que têm gado estão a vender para adquirir comida”, disse um residente da região de Manicaland, uma zona atingida pelas carências alimentares.

Kudha Kwache, residente em Masvingo, uma região que pode vir a ser afectada pela fome, previu que “pode ser a pior catástrofe” dos últimos anos, se não houver uma reacção das organizações humanitárias que actuam no país.

“Alguns só restaram com gado, mas se a fome se arrastar por muito tempo, este recurso pode esgotar. Aí é que ficaremos de mão estendida mesmo” precisou Kudha Kwache.

De acordo com o relatório, para responder às crescentes necessidades alimentares, sobretudo nas regiões mais críticas (Masvingo, Matabeleland Norte e Matabeleland Sul, e Mashonaland, Midlands e Manicaland), o PAM e os seus parceiros vão iniciar distribuições de alimentos, com cereais comprados na região, em como com óleo vegetal e legumes importados.

Moçambique e Zimbabwe assinaram, em 2008, um acordo de supressão de vistos de entrada e comércio livre, quando o Zimbabwe estava no pico da crise política e económica, gerado pela controversa reforma agrária de Robert Mugabe, mas o acordo não impediu que muitos continuassem a violar a fronteira à procura bens alimentares.

Ministros da Justiça e Educação convencem Álimos de Nampula a não aderir ideias da comunidade Muçulmana de Maputo

Os Ministros da Justiça e da Educação de Moçambique, Benvinda Levi e Zeferino Martins respectivamente, convenceram neste Sábado (25) na cidade de Nampula os Álimos daquela Província a não aderirem as ações de protesto que a Comunidade Muçulmana da capital do País pretende levar a cabo, caso o governo não procure exclarecer a situação dos sequestros poderão fazer uma “greve” comercial e até mesmo redireccionar o sentido de votos da Comunidade.

Segundo revelou o grupo de sete representantes dos Álimos de Nampula a sua maior preocuapação era salvaguardar as suas esposas ou simplesmente as mulheres muçulmanas, para que pudessem ser autorizadas a usar o lenço em quase todos os locais públicos com enfoque para as escolas.

“Ficamos satisfeitos com a cedência do governo em autorizar o uso de lenço muçulmano, porque o que queriamos não era o uso de burca ou de tapar todo o rosto, mas sim elas se identificarem como acontecem com as freiras ou irmãs catolicas” afirmou para depois acrescentar que os pontos mais importantes que estiveram em discussão com os dois ministros da Educação e Cultura e da Justiça são: A não instrumentalização, a falta de valorização; respeito dos irmão muçulmanos e união entre as tradições, culturas e religião pois é da união que são identificados os moçambicanos.

Segundo apurou a nossa reportagem os Álimos de Nampula estão unidos e querem que todos os muçulmanos sejam respeitados e que não sejam espesinhados pelo governo do dia, como aconteceu no processo da descolonização e de transição que eram obrigados a realizar actividades não próprias para aquela comunidade.

O que se abordou naquele encontro são casos meramentes ligados a nossa comunidade, “queremos que as coisas mudem, mas acima de tudo temos depositada uma carta no Conselho de Ministro onde abordamos assuntos ligados a traje muçulmanos e outro assuntos que poderemos abordar nos proxímos tempos” disse Abdul Latifo Porta-voz dos Álimos de Nampula.

Abdul Latifo referiu que se aquela comunidade Muçulmana reivindicou foi porque as duas circulares passadas pelos ministros da Educação, principalmente num grande mês para os muçulmanos, como é o de Ramadão, e a outra coisa como somos tratados pelo governo e com o partido no poder.

O porta-voz dos Álimos de Nampula disse que saiu daquele encontro satisfeito porque foram exclarecidos e autorizados sobre os seu pedido, e o resto dos pontos que ficaram por concertar são casos a serem tratados pacificamente e não como foram tratados o primeiro que obrigaram ao governo moçambicano autorizar o uso de lenço muçulmano.

Sequestros e ameaças da Comunidade de Maputo

Sobre os dois encontros que aconteceram na cidade de Maputo, envolvendo membros das Comunidades Muçulmana, Hindú e Ismaelita, e que exigem ao governo o exclarecimento da onda de sequestros, a comunidade muçulmana de Nampula mostrou-se posição diferente.

“Não temos informações com bases, mas ouvimos e estaremos atentos se for uma questão que nos divide poderemos lutar para nos unir e se não nos tocar nós os de Nampula não vamos abraça-los” garantiu o porta-voz dos Álimos.

Entretanto, a ministra da Justiça Benvinda Levi referiu que a questão de sequestros não foi abordada pelos Álimos de Nampula, afirmando que o que lhe levou a estar na cidade de Nampula foi o lenço muçulmano e não o caso de direccionamento de votos nos proxímas eleições.

“Essa questão não tratamos aqui e acredito que o assunto poderá ser tratado igualmente num período próprio” disse a ministra da Justiça que referiu ainda que saiu e volta a capital do país com tranquilidade devido ao diálogo, o que necessariamente obrigou obrigou as ambas partes a sentarem na mesma mesa para juntos tratarem o assunto.

“Não há razões nenhumas de apreensão entre o governo e os muçulmanos; eles tinham uma preocupação e era legítima e temos a nossa posição que era de permitir que as meninas muçulmanas podessem usar o lenço durante o período lectivo.

Babá é presa por abandonar bebé e passear com seios à mostra

Babá abandona bebé e passeia com seios à mostra
A babá americana Stacey Kerres, de 47 anos, foi presa ao ser encontrada com os seios descobertos no estacionamento lotado de um hotel em Melbourne, no estado da Flórida (EUA).

Segundo o jornal “Florida Today”, Stacey acabou detida depois da polícia receber uma denúncia de que uma criança de cinco anos estava sozinha no hotel River Palm.

A criança que estava sob os cuidados dos funcionários do hotel contou à polícia que sua mãe estava a jogar  num “cassino” e ele tinha ficado com uma mulher chamada “Stacey”.

Ao procurar próximo ao hotel, os agentes encontraram Stacey de topless e falando com a voz pastosa e incoerente.

Ela acabou levada para a cadeia do condado de Brevard.

Nepalês mata cobra a mordidas por vingança

cobra branca
Após ser picado por uma cobra branca quando estava trabalhando em um arrozal no povoado de Badauda, no Nepal, na terça-feira, um camponês se enfureceu e matou o animal a mordidas, informou nesta sexta-feira (24) a imprensa local.

Mohammad Salamudin Miya, de 40 anos, foi internado em um hospital local, mas já recebeu alta. “Fiquei com raiva da picada, portanto capturei a cobra quando ela estava fugindo e a mordi até matá-la. Queria fazer com ela o que ela fez em mim”, explicou o trabalhador rural ao jornal “Annapurna Post”.

“Poderia ter acabado com ela a pauladas, mas a raiva e a crença local de que o veneno da serpente não atinge a vítima se ela é capaz de matar o réptil com mordidas leves me levou a agir desta forma”, acrescentou o camponês.

Após matar o animal, Miya voltou para casa, mas no dia seguinte, aconselhado por vizinhos, foi até um hospital da região, onde ficou internado por dois dias.

Segundo um médico citado pelo jornal, encontraram em sua perna esquerda a marca de apenas uma picada, e por isso o ferimento não foi fatal.

Centenas de pessoas morrem todos os anos no subcontinente indiano vítimas de picadas de cobras. 

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