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Quinta-feira, Abril 9, 2026
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Alfândegas apreendem 130 pontas de marfim e 133 mil dólares nas mãos de um norte-coreano

Dolares e
O cidadão norte-coreano, de nome Yong Kim, foi surpreendido no Aeroporto Internacional de Mavalane, em Maputo, a tentar embarcar para o seu país de origem. Caso o infractor não comprove a autorização do Ministério da Agricultura para movimentar o marfim, o mesmo será confiscado.

As Alfândegas de Moçambique apreenderam, ontem, 130 pontas de marfim avaliadas em 36 mil dólares americanos, ou melhor, um pouco mais de um milhão de meticais.
As mesmas encontravam-se na mala de um cidadão norte-coreano, de nome Yong Kim, surpreendido no Aeroporto Internacional de Mavalane, em Maputo, a tentar embarcar para o seu país de origem.
O infractor tinha conseguido passar por vários cercos de segurança no Aeroporto e até tinha já feito o check in. Porém, já na sala de espera, foi interpelado por agentes das Alfândegas e, logo, foram desvendados os produtos que levava na mala.
O norte-coreano disfarçava esta quantidade de marfim em sacos plásticos, cuja exportação ilegal lesava o Estado em um pouco mais de um milhão de meticais.
Esta quantidade de marfim denota que foram abatidos mais de 60 elefantes nas matas e reservas do país.
Caso o infractor não comprove a autorização do Ministério da Agricultura para movimentar o marfim, o mesmo será confiscado e revertido a favor do Estado.

As rotas do tráfico

Esta não é a primeira vez que as Alfândegas apreendem marfim, dentes ou chifres de animais moçambicanos com alto valor comercial.
Os mesmos são, habitualmente, traficados para países asiáticos como a Tailândia, China, Coreia do Norte e Filipinas.
Em Setembro deste ano, por exemplo, seis cornos de rinoceronte foram encontrados pelas autoridades das Filipinas escondidos entre um carregamento de caju provenientes de Moçambique.
Investigações levadas a cabo pelo “O País” mostraram que vários guardas-fronteiras encontram-se envolvidos nos esquemas de abate de elefantes, uma situação que foi corroborada pelos moradores e autoridades tradicionais da Ponta d’Ouro, na província de Maputo.

12 de Outubro: Professores exigem gozo pleno de 30 dias de férias

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As festividades hoje do Dia do Professor são marcadas pela exigência da classe do gozo pleno de 30 dias de férias, contra os actuais 15 dias a que tem direito entre o final de um e início do novo ano lectivo.
Esta constitui, entre várias, a principal reclamação que os professores pretendem apresentar ao Ministério da Educação nas celebrações do seu dia, neste ano sob o lema “Por uma justiça e valorização do trabalho na escola”.

De acordo com Alípio Siqueice, secretário-geral da Organização Nacional dos Professores (ONP), há anos que os professores não gozam, efectivamente, os 30 dias de férias a que todos os trabalhadores da Função Pública têm direito. Normalmente, segundo ele, o ano lectivo finda a 28 ou 29 de Dezembro, e até dia 15 de Janeiro do ano seguinte todos os professores devem apresentar-se nas suas escolas para mais um ano de trabalho.
Assim, ao que explicou, os restantes 15 dias nunca chegam a ser compensados num outro momento do ano, com o agravante de que nem sequer são remunerados.
Outra reclamação, que também tem a ver com a falta de remuneração, está relacionada com o trabalho realizado pelos professores aos sábados. Ao que explicou o secretário-geral da ONP, neste dia os professores não só se reúnem para planificar as actividades, como também reservam o dia para dar algumas aulas de recuperação. O sector da Educação nunca, porém, os compensou por isso.

“Se os professores fazem parte da Função Pública, para a qual nos outros sectores se autoriza que se efectuem pagamentos aos que trabalham no sábado ou domingo, porque é que não se faz o mesmo em relação aos professores? Estamos todos a trabalhar para o mesmo país mas, infelizmente, o professor nunca é compensado. Queremos, igualmente, que sejam revistas as nossas férias, pois nunca gozamos os 30 dias estabelecidos por lei. Ou se ajusta o período das aulas para que tenhamos 30 dias de férias ou nos paguem por não gozá-los na totalidade” – apontou Siqueice.

Outra questão levantada pelo nosso interlocutor tem a ver com a falta de progressão nas carreiras por parte dos professores, assim que terminam a formação superior. Ao que explicou, milhares de professores, quando concluem os cursos, não beneficiam de nenhuma progressão ou pagamento pelo nível obtido, alegadamente porque não existe verba para tal, o que, no entender dele, não tem estado a estimular os professores.

“Mesmo debaixo de muitas dificuldades, o professor nunca deixa de dar aulas. Nunca deixa de transmitir os conhecimentos. Apenas queremos que o Governo reveja a nossa situação porque há muitos casos de injustiça que estão a acontecer no sector da Educação” – disse.

A ONP conta com 50 mil membros, dos 160 mil professores existentes em todo o país.

EDM altera horário do corte de energia

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A Electricidade de Moçambique (EDM) anunciou, ontem, a alteração do horário de corte e restabelecimento da corrente eléctrica. De acordo com o comunicado da EDM, contrariamente ao anterior período estabelecido, das 06:00h às 20:00h (14 horas de privação da electricidade), o horário de corte passa a ser das 05:00h às 18:00h (13 horas sem electricidade). Na verdade, o período de privação foi reduzido em uma hora.
Este corte deve-se “aos trabalhos de manutenção preventiva de grande dimensão, com vista ao melhoramento da qualidade do sistema combinado de produção e transporte de energia eléctrica”.

O corte vai afectar totalmente as províncias da Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Niassa. As províncias de Manica e de Sofala sofrerão algumas restrições.

Planificar, orçamentar e… não cumprir!

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Metade das verbas alocadas aos distritos é usada para despesas não previstas no Plano Económico, Social e Orçamental. A situação deve-se aos elevados desvios de aplicação dos fundos do Orçamento do Estado para acomodar actividades protocolares do Estado, incluindo presidências abertas.

A constatação é do Centro de Integridade Pública (CIP), num relatório divulgado, ontem, na cidade de Maputo. A pesquisa rastreou a despesa pública referente ao ano 2011, em 12 distritos localizados nas províncias de Gaza, Inhambane, Nampula e Niassa.
O relatório revela um conjunto de irregularidades no cumprimento dos planos, indicando que metade das despesas previstas não chegam a ser realizadas, e as que se realizam não tomam em conta as prioridades locais. Vamos em partes:

Fundo de investimento distrital

O CIP começa por atacar o Fundo de Investimento Distrital (FID). Refere que dos 911.5 milhões de meticais alocados pelo governo central em 2011, 81.18 milhões foram canalizados para os 12 distritos abrangidos pela pesquisa. Destes, apenas 23.68% foram investidos em actividades planificadas. Em média, das actividades realizadas, 75.44% foram concluídas, 21.05% estão em curso e 3.5% estão paralisadas, abandonadas ou simplesmente não foram realizadas.

Os governos distritais justificam que estas situações se devem às fragilidades institucionais, no processo de planificação e alocação do orçamento, uma vez que a planificação é feita antes de se ter o conhecimento dos tectos orçamentais, o que resulta numa planificação “irrealista”, avança o relatório.

Os controversos “sete milhões”

Em relação ao Fundo Distrital de Desenvolvimento, os “sete milhões”, o exercício de rastreio constatou que 5% do orçamento alocado foi desviado para custear despesas de ajudas de custos e de funcionamento das secretarias distritais.

Em 2011, o governo moçambicano alocou 1.080,70 milhões de meticais para o Fundo Distrital de Desenvolvimento. Deste valor, 96.63 milhões de meticais eram destinados aos 12 distritos em apreço. Porém, apenas 90.44 milhões chegaram aos cofres das administrações locais, o correspondente a 93,60% do valor.
O CIP detectou, ainda, irregularidades no financiamento dos projectos, já que 15% dos mesmos não estão contratualizados.

O relatório avança que “tanto o governo distrital quanto o Conselho Consultivo só se concentram” na aprovação dos projectos e não envidam nenhum esforço para a legalidade dos processos nem para o acompanhamento dos projectos financiados.

Fundo para estradas

Para a reabilitação, manutenção de rotina e melhoramentos localizados de estradas por distrito, o Governo alocou, em média, 1.25 milhões de meticais. Para os 12 distritos abrangidos, foram transferidos 38.62 milhões de meticais.

Do valor, 22.16% não foram realizados, “alegadamente devido aos desembolsos tardios do fundo e à falta de honestidade dos empreiteiros”, avança o CIP. Do mesmo bolo, foram desviados 4.92 milhões para cobrir despesas protocolares diversas, durante a visita presidencial, o que representa 12.7%. Em média, 33.33% das realizações foram concluídas, 50% estavam em curso e 16,67% não foram realizadas.
O CIP destaca que “foram tomadas como vias prioritárias as que davam acesso aos locais onde o Presidente da República e/ou governantes pretendiam visitar”, daí que “65% do financiamento investido nas vias não constavam dos planos traçados”.

Abastecimento de água

O governo investiu na construção de 155 novas fontes de abastecimento de água e reabilitação de 25. No entanto, apenas 71 foram construídas e oito reabilitadas. Os governos distritais dizem que os factores que contribuíram para esta quebra se prendem com a falta de honestidade dos empreiteiros, desembolsos tardios, devolução dos processos pelo Tribunal Administrativo e falta de comunicação entre os governos provincial e distrital.

Mais de 50 cabritos jogados na lixeira de Infuene geram ingignação

Mais de 50 cabritos jogados na lixeira de Infuene geram ingignação
A Livaningo diz que repudia a deposição, no sábado passado (06), de mais de cinquenta cabritos mortos, na lixeira de infulene, Munícipio da Matola.

Segundo dados colhidos por aquela organização no local, esta quarta-feira (10), os animais vinham da província de Tete transportados num contentor sem entrada de ar, o que fê-los morrer por asfixia.

“O acto veio, uma vez mais provar que a falta de políticas públicas para a construção de aterros sanitários em substituição das lixeiras a céu aberto que pululam um pouco por toda província é preocupante. O despreparo para lidar com questões ambientais acompanhado com as acções políticas retrógradas dos nossos dirigentes municipais está a causar um autêntico atentado à saúde da população”, refere a Livaningo num comunicado enviado ao @Verdade.

No mesmo documento, aponta-se que o caso é a prova concludente de que, as decisões precipitadas e sem nexo, só criam mal-estar nas pessoas que confiam o poder a dirigentes apáticos e sem noção de que do ambiente não só se deve falar, mas sim, cuidar.

A Livaningo considera, também, que a deposição dos aludidos cabritos na lixeira de infulene, esta cujo enceramento é requerido há muito tempo, reflecte a não inclusão do sentimento das comunidades nos processos decisórios.

“Além de outros resíduos sólidos tóxicos, o lugar foi agora transformado em vala comum de cabritos. Se as moscas e os fumos resultantes de incinerações são um mal que atenta contra o meio ambiente e à saúde pública, será que a carne imprópria desses cabritos, não é outro veículo de transmissão de doenças?”, questiona.

A Verdade

Cortes de energia eléctrica no norte do país

Cortes de energia eléctrica no norte do país
A Electricidade de Moçambique anunciou, ontem, em comunicado, que as regiões centro e norte do país ficarão privadas de energia eléctrica, no próximo domingo.

Os cortes, que visam permitir trabalhos de manutenção preventiva de grande dimensão com vista ao melhoramento da qualidade do sistema combinado de produção e transporte de energia eléctrica, irão afectar totalmente as províncias da Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Niassa. Segundo o mesmo comunicado, as províncias de Manica e Sofala sofrerão apenas algumas restrições.

A interrupção, conforme avança o comunicado da Electricidade de Moçambique, ocorrerá no período das 06h00 às 20h00 do mesmo dia.

O País

Últimos passos para a venda da fábrica de têxteis RIOPELE

Últimos passos para a venda da fábrica de têxteis RIOPELE
Na próxima sexta-feira, dia 12 de Outubro de 2012, pelas 14:30 horas, será finalmente assinada a escritura de compra e venda da antiga fábrica de têxteis da Riopele Moçambique.

A cerimónia terá lugar na sala de reuniões do edifício sede do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), sito no Rua de Mukumbura nº 363, Cidade de Maputo.

A excelência é a assinatura da escritura de compra e venda da unidade fabril da Riopele Moçambique pelo Consórcio formando pelas empresas INTELEC Holdings, S.A, a Crispim Abreu, a Mundifios e a Mundotextil, que pretendem criar um pojecto agro-industrial de referência para todos os moçambicanos que acreditam nas potencialidades e oportunidades do sector têxtil em Moçambique.

O acto supra referido será complementado com a realização de um Porto de Honra e apresentação publica do Projecto Agro-Industrial a ter lugar no próximo dia 17 de Outubro de 2012.

Curandeiro aprisionou 23 raparigas por dívidas dos pais em Inhambane

Curandeiro aprisionou 23 raparigas por dívidas dos pais em Inhambane
Um curandeiro da província de Inhambane manteve reféns durante alguns anos um total de 23 raparigas com idades variando entre 12 e 23 anos como forma de cobrar coercivamente as dívidas dos seus progenitores contraídas durante tratamento tradicional.

Algumas delas foram desposadas pelo curandeiro, segundo Nacima Figia, coordenadora nacional da Educação da organização não-governamental britânica Save The Children, que esteve à frente do processo de libertação das raparigas com a intervenção directa da Associação dos Médicos Tradicionais de Moçambique (AMETRAMO).

Depois da libertação, as raparigas foram submetidas a exames médicos para se saber se foram ou não contaminadas por doenças de transmissão sexual “e a resposta só está com a Saúde que as submeteu à observação”, indicou, respondendo a uma pergunta sobre se elas terão ou não sido contaminadas ao longo destas relações sexuais forçadas pelo médico tradicional.

“O que mais nos interessou e nos obrigou a fazer pressão foi a libertação das raparigas para voltarem à escola, pois tinham sido forçadas a abandoná-la”, observou a coordenadora nacional da Educação da Save The Children britânica.

Os valores monetários em dívida não foram revelados pela informante, sabendo-se apenas que as negociações para libertação do grupo culminaram com compromissos dos pais em liquidar às dívidas à medida do possível, podendo ser pela entrega de produtos alimentares agrícolas ou através da prestação de trabalhos nas áreas agrícolas do curandeiro pelos pais e/ou filhos deles, segundo ainda Nacima Figia.

Esta intervenção da Save The Children esteve integrada no quadro das acções levadas a cabo por aquela organização para desenvolver nos membros da comunidade a consciência da importância da educação para as raparigas e combinar a promoção da educação da rapariga, proporcionando-lhe oportunidade de emprego.

A Verdade

Moçambique com nível mais baixo de desenvolvimento humano

Moçambique tem o nível de desenvolvimento humano mais baixo do mundo e faz parte do grupo de 187 países recentemente analisados pelo Índice de Desenvolvimento Humano do Banco Mundial (BIRD).
Moçambique com nível mais baixo de desenvolvimento humano
Em África, Angola, República do Congo e o Gabão são outros “exemplos vivos” da situação, apesar da sua riqueza em petróleo, de acordo ainda com o Banco Mundial, realçando que naqueles países está a registar-se o aumento da percentagem da população que vive em extrema pobreza.

No geral, a distribuição de renda continua a ser muito desigual e a nível dos 12 países tidos como mais ricos em recursos petrolíferos a parcela dos 20% da população é de apenas cerca de 6%, comparável ao de países não ricos em recursos.

“Em grande medida, os benefícios do crescimento não atingiram os segmentos mais pobres da sociedade”, realça o Banco Mundial, apontando também Nigéria e Zâmbia como países que estão entre os ricos em petróleo mas com os níveis de pobreza a agravarem-se.

Vulnerabilidade alimentar

Por outro lado e segundo o Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Moçambique figura também na lista de países com prevalência de insegurança alimentar, particularmente, em milho e trigo, de parceria com Lesoto, Malaui, Zimbabué, Quénia, Etiópia, Mauritânia, Eritreia, Congo, Senegal, Sudão, Mali, Níger e Sudão do Sul.

Estas informações constam do documento do Banco Mundial que faz análise das projecções do crescimento da economia mundial, realçando que na África Subsariana as mesmas projecções indicam que em 2012 o nível de crescimento será de 4,8%, mantendo-se inalterado em relação à taxa de crescimento de 4,9% de 2011.

Excluindo a África do Sul, a maioria das economias do continente deverá crescer até finais do presente ano para 6% e as exportações iriam recuperar de maneira notável no primeiro trimestre de 2012, registando um crescimento a um ritmo de 32% de aumento comparativamente aos 11% registados no primeiro trimestre de 2011.

A Verdade

Escola Superior de Desenvolvimento da UEM não vai receber novos ingressos

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) cancelou a admissão de novos ingressos para a Escola Superior de Desenvolvimento Rural (ESUDER), em Vilankulo, Inhambane, por falta de infra-estruturas próprias e de condições para acolher novos estudantes.
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A medida, tomada na II sessão ordinária do Conselho Universitário, alarga-se aos cursos à distância das faculdades de Economia e Educação da UEM por os estudantes não estarem a conseguir terminar a formação e abrir espaços para novos ingressos.

A suspensão da admissão de novos ingressos para estes cursos foi anunciada depois de a UEM ter lançado, recentemente, as candidaturas de acesso a cerca de quatro mil vagas para ingresso, próximo ano, aos diferentes cursos leccionados na universidade.

O porta-voz da UEM, Joel Tembe, que deu estas informações ontem em conferência de imprensa, explicou que a admissão de novos ingressos foi cancelada porque a escola continua em instalações emprestadas, onde funciona a Escola Secundária do distrito.

`O funcionamento era provisório em instalações emprestadas enquanto decorria a construção de infra-estruturas próprias, mas devido aos cortes no orçamento não foi possível avançar com o plano e a escola continua sem edifício´, disse Tembe.

Acrescentou que a medida também foi tomada porque a falta de instalações próprias também dificultou a instalação de laboratórios para aulas práticas e de alojamento para os estudantes.

`Continuamos a partilhar instalações com a Escola Secundária de Vilankulo e por se tratar de dois níveis de ensino diferentes já não há condições adequadas para se prosseguir tranquilamente com a formação´, afirmou.

Garantiu que a suspensão da admissão de novos ingressos vai permanecer até que seja solucionado o problema sem, no entanto, se referir a prazos uma vez a iniciativa consta do plano estratégico da UEM.

Disse também que em relação aos cerca de 1300 estudantes que continuam a frequentar os cursos leccionados naquela escola deverão continuar a estudar até concluírem a sua formação.

Em relação ao ensino à distância nas faculdades de Economia e de Educação, Joel Tembe referiu que a medida visa descongestionar os cursos, actualmente 780 estudantes.

`Queremos criar condições para garantir o fluxo pedagógico e permitir que os estudantes terminem os cursos a tempo daí a decisão do conselho de não admitir novos ingressos´, explicou Tembe.

Entretanto, segundo a fonte, a II sessão do Conselho Universitário da UEM decidiu também criar um Gabinete de Sistema de Garantia de Qualidade de Ensino, um órgão que, entre outras actividades, deverá acompanhar, monitorar e apoiar metodologicamente no ensino, na universidade. Afirmou que o órgão, estará ligado à Direcção Pedagógica e já estava a operar, mas ainda carecia da autorização do órgão máximo da universidade.

Jornal Notícias

Polícia sacode água do seu capote e atira responsabilidades aos procuradores

Augusto

Instrução de processos

Pedro Cossa, porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique, diz que existe uma intenção deliberada de se criar um mau ambiente entre a polícia, os tribunais e os magistrados do Ministério Público. Cossa reagia assim à alegada acusação segundo a qual a polícia se recusava a obedecer a um despacho do tribunal, que a ordenava a proceder à devolução das viaturas do grupo REMIX. Trata-se de viaturas apreendidas pela polícia, alegadamente, porque as mesmas serviam para transportar as vítimas dos sequestros. Ora, o tribunal lembra que, para qualquer decisão judicial, deve haver prova, não basta pensar-se que “podem ter sido usadas” ou “podem ser resultantes de actos”. Ou seja, a polícia baseou-se em hipóteses e suposições para ordenar a recolha das viaturas.

E, mesmo perante ordem judicial para a devolução das mesmas, a polícia não as devolvia. Por conseguinte, os ofendidos (grupo Remix) fizeram uma exposição dirigida à Procuradoria da Cidade de Maputo, solicitando a intervenção desta para a efectivação da ordem de devolução de viaturas.
A Procuradoria nada mais fez senão lembrar a polícia,  uma vez mais, e citando a Constituição da República, que as decisões judiciais são de cumprimento obrigatório e prevalecem sobre as de outras autoridades.
Mais: o Ministério Público esclarece que a não entrega das viaturas consubstancia um crime de desobediência. Mas, mesmo assim, a polícia só devolveu as viaturas 20 dias depois!

Cossa sacode o capote

Perante estas provas evidentes de prática de crime de desobediência por parte da polícia, Pedro Cossa vem a público acusar desconhecidos de pretenderem criar um “mau ambiente” entre instituições que se “entrelaçam”.

Na sua locução, um dado curioso salta à vista: diz Pedro Cossa que, na verdade, a polícia não tem nada que ver com estas situações, na medida em que a mesma “é auxiliar” do Ministério Público, uma vez que cabe a este último “dirigir a instrução dos processos”. Em outras palavras, Cossa está a dizer que as suposições ou alegações difíceis de provar, na óptica do tribunal, que levaram à apreensão de viaturas, são da exclusiva responsabilidade dos magistrados do Ministério Público, uma vez que são estes que dirigem a instrução dos processos e não a Polícia de Investigação Criminal, que desempenha um papel de auxiliar!

Este é um dado novo que a polícia faz chegar à opinião pública. A polícia, na verdade, está a dizer que as detenções a que temos estado a assistir, nos últimos anos, mas que depois de algum tempo os detidos são postos em liberdade por falta de provas do seu envolvimento em actos criminais, são da culpa dos procuradores, pois eles é que dirigem as investigações, sendo a polícia um mero instrumento do procurador.

Há quem cabe instruir processos?

A lei número 22/2007, de 1 de Agosto, no seu artigo número 4, determina as competências do Ministério Público e duas alíneas chamam atenção:

Diz a alínea c) do referido artigo que compete ao Ministério Público “dirigir a instrução preparatória dos processos-crime”. Por outro lado a alínea j) do mesmo artigo diz que compete ainda ao Ministério Público a “fiscalização dos actos processuais dos órgãos da polícia criminal”.

Por outro lado, o artigo 14 do Decreto 35007 vai no mesmo sentido, determinando que “a direcção da instrução preparatória cabe ao Ministério Público nos tribunais em que esteja representado, a quem será prestado pelas autoridades e agentes policiais todo o auxílio para que esse fim necessitar”.

Projecto de 4500 casa lançado hoje

Cadmiel

Maputo, Sofala e Nampula.

4 500 casas serão construídas nas províncias de Nampula, Sofala e Maputo, nas regiões norte, centro e sul do país, respectivamente, num projecto a ser levado a cabo pelo Fundo de Fomento de Habitação (FFH) e o Grupo espanhol Sanjosé.
O projecto é lançado, em Maputo, com a assinatura do Memorando de Entendimento entre o FFH e o Grupo espanhol.

Segundo um comunicado de imprensa do Ministério das Obras Públicas e Habitação, citado pela AIM, o projecto será implementado nos municípios de Nampula, na província do mesmo nome, e Dondo, em Sofala, bem como no distrito de Marracuene, em Maputo.

Em cada um destes locais, serão edificadas 1 500 casas.

Norte do país ficará privado de energia no próximo domingo

As províncias de Manica e Sofala sofrerão apenas algumas restrições.

A Electricidade de Moçambique anunciou, ontem, em comunicado, que as regiões centro e norte do país ficarão privadas de energia eléctrica, no próximo domingo.

Os cortes, que visam permitir trabalhos de manutenção preventiva de grande dimensão com vista ao melhoramento da qualidade do sistema combinado de produção e transporte de energia eléctrica, irão afectar totalmente as províncias da Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Niassa. Segundo o mesmo comunicado, as províncias de Manica e Sofala sofrerão apenas algumas restrições.

A interrupção, conforme avança o comunicado da Electricidade de Moçambique, ocorrerá no período das 06:00h às 20:00h do mesmo dia.

Três-quartos dos países africanos enfrentam insegurança alimentar

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Conflitos e seca têm concorrido para a insegurança alimentar em África.

Três-quartos dos países africanos e várias nações da “Primavera Árabe” estão em risco “alto” ou “extremo” de uma crise alimentar, de acordo com uma análise publicada esta quarta-feira pela Maplecrof, segundo o News24.
Numa pesquisa aos 197 países, 59 deles estão mais expostos ao risco de insegurança, avança a consultora britânica Maplecroft, que acrescenta que desses países 39 são africanos.

Dos 11 países que estão na categoria de “risco extremo”, nove são de África, nomeadamente, Somália, República Democrática do Congo-RDC (partilhando o primeiro lugar); Burundi, em quarto lugar; Chade, em quinto; Etiópia, em sexto; Eritreia, em sétimo; Sudão do Sul, em nono; Comores, em décimo; e Serra Leoa, em décimo-primeiro lugar.

Neste “ranking” dos 11 países em “risco extremo”, Haiti e Afeganistão preenchem o quadro, na terceira e oitava posição, respectivamente. “Apesar da crise alimentar não ter ainda emergido, há potencial para a escassez de comida na maioria das regiões vulneráveis”, incluindo a África Sub-sahariana e estados árabes, disse Helen Hodge da Maplecroft.

INGC vai usar tecnologia espacial na gestão do risco de calamidades

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento capacitou ontem, em Maputo, técnicos do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades em matéria de uso de tecnologia espacial na gestão de desastres. A capacitação enquadrou-se no âmbito de um seminário que visava não só a partilha de conhecimentos que permitam a redução do risco de desastres e adaptação às mudanças climáticas, mas, também, o fornecimento de conhecimentos que permitam prever e evitar os danos que resultem das catástrofes naturais.
Segundo o director-geral-adjunto do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), Casimiro Abreu, a utilização efectiva da tecnologia espacial para a gestão do risco de calamidades vai contribuir muito para o fortalecimento da capacidade institucional do INGC.

“Nós esperamos que neste seminário sejam divulgados pacotes tecnológicos e ferramentas que vão permitir a utilização nesta presente época de emergência. Gostaríamos de fazer um up gread em relação ao Sistema de Informação a nível nacional na matéria de gestão  de riscos”, disse.

“Um desastre calamitoso provoca muitos prejuízos económicos e nós achamos que é melhor abraçarmos esta tecnologia, porque vai evitar muitos danos e vai permitir fazer um pré-aviso e a avaliação de danos que possam existir em casos de calamidades ”, acrescentou.

Feto atirado numa vala de drenagem no bairro da Maxaquene

Feto atirado numa vala de drenagem no bairro da Maxaquene

Um feto foi encontrado, na manhã desta Quarta-feira (10), numa vala de drenagem na Avenida Milagre Mabote, no bairro de Maxaquene, na cidade de Maputo. Desconhece-se o autor do acto.

Dados avançados à Polícia que se dirigiu ao local para averiguações indicam que o embrião foi descoberto por uma senhora, por sinal chefe de dez casas num dos quarteirões daquele bairro, tendo na ocasião alertado aos vizinhos.

A situação agitou os residentes, sobretudo as mulheres, que acompanhavam, estupefactos, a mais uma perversidade, desta feita no seu próprio bairro.

Dois detidos em Londres por suspeitas de terrorismo

Dois detidos em Londres por suspeitas de terrorismo
Duas pessoas foram detidas no aeroporto de Heathrow, em Londres, ontem à noite, por suspeitas de terrorismo.

O homem e a mulher, de 26 anos, cuja nacionalidade não foi revelada, tinham aterrado no aeroporto londrino num voo proveniente do Egito, quando foram detidos pelas autoridades. Os dois estão agora num posto da polícia no centro de Londres.

«As detenções surgem no âmbito de uma investigação sobre viagens para a Síria relacionadas com alegadas atividades terroristas», indicou uma nota da polícia.

Na sequência da mesma investigação, estão também a ser realizadas buscas em duas casas no leste de Londres.

Três homens do Governo de Lula condenados por corrupção

José Dirceu
José Dirceu
Três homens próximos de Lula da Silva, antigo presidente brasileiro, foram ontem condenados por corrupção pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil.

José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares foram julgados, juntamente com sete acusados, na sequência do desvio de fundos públicos para comprar apoio político, naquele que ficou conhecido como o caso «Mensalão».

Dirceu, que chegou a ser apontado para suceder a Lula da Silva, viu-se envolvido neste escândalo, que o obrigou à retirada da política. No entanto, declara-se inocente.

Criança de 5 anos morre após ser obrigada pelo pai a correr por 6 horas

Criança de 5 anos morre após ser obrigada pelo pai a correr por 6 horas
Uma criança chinesa de seis anos morreu, depois de ter sido obrigada pelo pai a correr durante seis horas, um castigo que lhe fora aplicado por ter desarrumado a casa.

A menina correu durante esse período e depois, a meio da noite, despertou com dores de estômago. A criança desmaiou e depois acabou por morrer. Antes de obrigar a criança a correr, o progenitou tinha-lhe batido com um sapato, deixando-lhe algumas nódoas negras no corpo.

Zhang levou a criança ao hospital, onde lhe comunicaram o óbito, mas disse não acreditar na informação, pedindo para levar a menina, de modo a deslocar-se a outro hospital para uma segunda opinião. Em vez disso, deixou o corpo junto a uma árvore.

O homem entregou-se à polícia e encontra-se detido.

Nobel da Química para Robert Lefkowitz e Brian Kolbika

Nobel da Química para Robert Lefkowitz e Brian Kolbika
Os cientistas norte-americanos Robert Lefkowitz e Brian Kolbika foram premiados com o Nobel da Química esta quarta-feira.

O prémio foi atribuído aos dois cientistas devido aos seus estudos sobre moléculas à superfície das células envolvidas na ação da adrenalina, sendo essas moléculas os recetores acoplados à proteína G.

No ano passado, o prémio foi para o israelita Dan Shechtman.

A Bola

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