Conflitos e seca têm concorrido para a insegurança alimentar em África.

Três-quartos dos países africanos e várias nações da “Primavera Árabe” estão em risco “alto” ou “extremo” de uma crise alimentar, de acordo com uma análise publicada esta quarta-feira pela Maplecrof, segundo o News24.
Numa pesquisa aos 197 países, 59 deles estão mais expostos ao risco de insegurança, avança a consultora britânica Maplecroft, que acrescenta que desses países 39 são africanos.

Dos 11 países que estão na categoria de “risco extremo”, nove são de África, nomeadamente, Somália, República Democrática do Congo-RDC (partilhando o primeiro lugar); Burundi, em quarto lugar; Chade, em quinto; Etiópia, em sexto; Eritreia, em sétimo; Sudão do Sul, em nono; Comores, em décimo; e Serra Leoa, em décimo-primeiro lugar.

Neste “ranking” dos 11 países em “risco extremo”, Haiti e Afeganistão preenchem o quadro, na terceira e oitava posição, respectivamente. “Apesar da crise alimentar não ter ainda emergido, há potencial para a escassez de comida na maioria das regiões vulneráveis”, incluindo a África Sub-sahariana e estados árabes, disse Helen Hodge da Maplecroft.