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Sexta-feira, Abril 10, 2026
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Governo encerra posto fronteiriço controlado pela rebelião do M23 na RD Congo

Governo encerra posto fronteiriço controlado pela rebelião do M23 na RD Congo
O Uganda anunciou hoje (quarta-feira) o encerramento de um posto – fronteiriça chave com a República Democrática do Congo, a pedido das autoridades de Kinshasa, descontentes pelo facto da rebelião congolesa de M23 cobrar impostos.

As autoridades ugandesas  encerraram o posto – fronteiriço de Bunagana, cujo lado congolês foi conquistado em Julho pelo Movimento de 23 Março (M23), que afastou o exército regular congolês e têm vindo a utilizar, segundo Kinshasa, para recolher dinheiro.

“Os (responsáveis) congoleses se queixam que o M23  cobram os camiões e as mercadorias que atravessam a (fronteira), e a pedido do governo (da República Democrática do) Congo, encerramos a fronteira” neste momento, disse Felix Kulayigye, porta-voz do exército ugandês.

Um relatório de especialistas da ONU, em meados de Outubro, acusa Uganda, mas também o Rwanda de apoiar “activamente”, o M23, grupo composto por ex-rebeldes integrados em 2009 no exército congolês depois de um acordo de paz, mas que se amotinaram na primavera, afirmando que o acordo não havia sido totalmente respeitado.

O M23 controla actualmente uma parte da província oriental do Norte-Kivu, na região de Rutshuru, nomeadamente em zonas que fazem fronteira com o Rwanda e o Uganda.

Esses dois países negam apoiar a rebelião.

Escândalo sexual atinge mais um alto general nos EUA

Nomeação de John Allen como comandante da Otan é suspensa por ligação com caso que derrubou chefe da CIA

FBI investiga e-mails ‘impróprios’ enviados pelo militar a mulher da Flórida envolvida na queda de Petraeu

Escândalo sexual atinge mais um alto general nos EUA
O escândalo sexual que levou à queda do diretor da CIA David Petraeus na sexta-feira atingiu ontem mais um alto militar dos EUA: o general John Allen, chefe do contingente americano e da Otan no Afeganistão.

Allen está sob investigação do FBI (a polícia federal americana) por ter trocado milhares de e-mails “inapropriados” com Jill Kelley, 37, socialite da Flórida que recebeu mensagens ameaçadoras da amante do general Petraeus.

Foi Kelley quem pediu ao FBI que apurasse a origem dos e-mails anônimos, levando à revelação do caso extraconjugal que provocou a renúncia do chefe da CIA.

O secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, pediu ao presidente Barack Obama a suspensão da indicação de Allen como comandante máximo militar da Otan (Aliança do Tratado do Atlântico Norte) na Europa. A audiência no Senado que confirmaria o general no novo cargo estava prevista para amanhã.

QUEBRA-CABEÇAS

O envolvimento adiciona novo ingrediente no enredo envolvendo Petraeus, 60, sua biógrafa e amante Paula Broadwell, 40, e Kelley.

Não está clara a relação de Petraeus e do general Allen com Kelley, voluntária pró-veteranos de guerra e anfitriã de festas em Tampa, onde os generais serviram. Todos os implicados são casados.

De acordo com o código de conduta militar americano, adultério pode ser crime. O receio é que, em casos extraconjugais, informações que ponham em risco a segurança nacional vazem.

O que se sabe até agora é que Petraeus mandava e-mails sexualmente explícitos para Broadwell, que por sua vez mandava e-mails ameaçadores para Kelley, a quem via como uma rival.

Já o conteúdo dos e-mails “inapropriados” trocados entre Kelley e Allen, que podem passar de 20 mil desde 2010, não foi revelado.

Segundo o jornal “New York Times”, Kelley procurou um agente do FBI de quem era próxima quando começou a receber os e-mails ameaçadores anônimos. O agente não identificado foi, depois, afastado do caso por seu “excessivo envolvimento” -havia enviado foto dele próprio sem camisa para Kelley.

Ainda segundo o “NYT”, o agente, contrariado, procurou o deputado Eric Cantor, líder da maioria Republicana no Congresso dias antes das eleições presidenciais. O caso, porém, só foi conhecido após a reeleição de Obama.

Folha

Feto atirado a vala de drenagem no bairro 25 de Junho em Maputo

Feto atirado a vala de drenagem no bairro 25 de Junho em Maputo
Um feto foi encontrado, na manhã desta terça-feira (13), numa vala de drenagem na Rua 15, no bairro de 25 de Junho, na cidade de Maputo.

O cidadão Clemente reportou-nos que alguns moradores depararam-se com a situação logo pela manhã quando se dirigiam para os seus afazeres.

Indignados, comunicaram à Polícia da 16ª esquadra localizada no mesmo bairro o que acabavam de testemunhar. Eles desconfiam que a autora do crime seja de uma outra zona uma vez que não se lembram de alguém na vizinhança que tenha estado grávida.

A Rua 15, no bairro 25 de Junho, é uma das vias que dão acesso à Escola Primária da Rua 4, facto que levou as crianças, que na altura iam realizar exames, a se aglomerarem no local para ver o feto.

A polícia de protecção interveio e solicitou uma brigada técnica da Polícia de Investigação Criminal.

Refira-se que a vala de drenagem onde o feto foi atirado surgiu no âmbito das obras de reabilitação das ruas que foram destruídas pelas cheias do ano 2000 naquele bairro.

Houve negligência na evasão dos 16 reclusos

Houve negligência na evasão dos 16 reclusos

O porta-voz do Comando-Geral da Polícia, Pedro Cossa, diz que houve negligência na evasão dos 16 reclusos da 5a esquadra da Polícia, na província de Maputo. Neste momento, já foi aberto um processo-crime e disciplinar contra os cinco agentes, acusados do desleixo.
Pedro Cossa, que falava durante o habitual balanço semanal, referiu que os referidos reclusos se encontravam em prisão preventiva e eram acusados de prática de diversos crimes, dentre os quais  roubos e violação de menores.
Outra situação criminosa registada ao longo da semana tem que ver com o assalto a um estabelecimento comercial em Marromeu, distrito de Sofala, onde um grupo de indivíduos amarrou quatro guardas do referido estabelecimento, para, depois, arrombá-lo e roubarem duzentos mil meticais. Cossa avançou que a polícia ainda está a investigar o caso.
No capítulo de delitos, a polícia registou um total de 124 casos, contra 284 ocorridos em igual período do ano passado. Porém, nota preocupante vai para os acidentes de viação, tendo sido registados 42 casos, que resultaram em 32 óbitos e dezenas de feridos.

Diabetes resultaram em 120 amputações em 2011

Diabetes resultaram em 120 amputações em 2011

As unidades sanitárias moçambicanas realizaram, em 2011, cerca de 120 amputações, devido a complicações decorrentes de diabetes.

Segundo um estudo sobre os factores de risco para as doenças não transmissíveis na população moçambicana, a prevalência nacional de diabetes é de 38 por cento.

Reconhecendo a gravidade do problema, o Ministério da Saúde (MISAU) está a conduzir, desde segunda-feira última, uma campanha sobre o pé diabético, que termina a 16 de Novembro corrente.

Segundo um comunicado de imprensa do MISAU, citado pela AIM, a campanha está a ser realizada em coordenação com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A mesma está em curso nos hospitais gerais José Macamo e Mavalane, na cidade de Maputo, tendo como objectivo elevar a consciência dos cidadãos sobre o pé diabético e fazer o diagnóstico precoce das úlceras do pé diabético, que constituem o principal factor de amputações dos membros inferiores.

Governo investe 10 milhões USD na aquisição de carteiras

Governo investe 10 milhões USD na aquisição de carteiras

O Governo está a investir 10 milhões de dólares na aquisição de carteiras escolares. Para o efeito, o Departamento de Construções Escolares do Ministério da Educação (MINED) lançou dois concursos públicos para a aquisição de um total de 52 mil carteiras.

Um dos concursos é internacional, para o qual estão disponíveis sete milhões de dólares para a aquisição de 36 mil carteiras, e o outro é nacional, com um valor de três milhões de dólares, para a aquisição de 16 mil carteiras.

Até este momento, já foram adquiridas 115 mil carteiras para o presente ano. Em relação a obras mais complexas, tais como construção de escolas secundárias, institutos técnicos, institutos de formação de professores e de educadores de adultos, institutos superiores politécnicos e universidades, o MINED conta com um total de 50 projectos em curso, em todas as províncias do país. Deste número, quatro estão a ser implementados na província do Niassa e igual número em Inhambane, sete em Cabo Delgado, cinco em Nampula e em Tete, dois na Zambézia e igual número na província de Maputo, cinco em Tete, oito em Manica, três em Sofala, seis em Gaza e na cidade de Maputo.

Corrupção aumenta em Nampula

Corrupção aumenta em Nampula

Em 2011, pelo menos 28 funcionários do estado foram presos, acusados de má aplicação e desvio de fundos públicos.

Os casos de corrupção, envolvendo funcionários do estado, tendem a aumentar nos últimos meses, na província de Nampula.

Em 2011, pelo menos 28 funcionários do Estado, maior parte dos quais ocupando cargos de chefia no sector de educação, foram presos acusados de má aplicação e desvio de fundos públicos nesta parte do país.

Dados divulgados pelo gabinete central de combate à corrupção, em Nampula, mostram haver uma evolução preocupante de casos de corrupção, estando o sector de educação em primeiro lugar, sendo que a maioria dos processos-crime teve início entre Janeiro e Outubro deste ano.

A directora daquele gabinete, Ana Maria Bié, admite que o problema possa ter dimensões ainda maiores. “Estes processos são aqueles que os magistrados tiveram a capacidade técnica de capitalizar as denúncias. Pode ser que haja situações que ainda fogem ou porque não foram denunciados, ou então porque não são do conhecimento do ministério público”, disse Ana Maria Bié.

Governo incentiva consumo e venda de gado para compensar fome no centro de Moçambique

Governo incentiva consumo e venda de gado para compensar fome no centro de Moçambique

Responsáveis da agricultura em Tete, centro de Moçambique, estão a incentivar a população a consumir e vender gado para suprir o défice de cereais onde há bolsas de fome, disse ontem à Lusa fonte oficial.

Américo Conceição, director provincial da Agricultura de Tete, disse que as condições ecológicas e climatéricas favorecem a produção pecuária nos distritos a sul de Tete, pelo que se incentiva a venda do gado para preencher a fraca produção de cereais em Changara, Mutarara e Cahora Bassa.

“O sul (da província de Tete) tem potencial pecuário, e estamos a incentivar as pessoas a venderem o gado (bovino e caprino) para a compra de cereais que são trazidos por comerciantes das zonas com excedentes”, disse à Lusa Américo Conceição, sem indicar o número de pessoas em crise.

Para facilitar a venda do gado, o sector da agricultura em Tete potenciou a abertura, ano passado, de duas feiras pecuárias, em Marara e Mágoè, onde os criadores expõem os produtos para uma venda mais equilibrada e justa.

Entretanto, persiste o mito entre a população de não vender e consumir a carne do gado, cujo consumo é popularmente associado a problemas sexuais.

Através do Fundo de Desenvolvimento Distrital alocado pelo Governo, as autoridades estão a financiar a comercialização agrícola, para que os “comerciantes importem cereais de zonas com excedentes” agrícolas. Também estão a promover culturas alternativas e resistentes à seca nas zonas afectadas.

Governo prepara legalização da medicina tradicional

Governo prepara legalização da medicina tradicional

 O Governo moçambicano vai submeter ao parlamento um projecto de lei que legaliza a prática da medicina tradicional, como forma de impor disciplina na actividade, anunciou hoje (terça-feira) o Instituto de Medicina Tradicional do Ministério da Saúde de Moçambique.

Em declarações à Lusa em Nampula, norte de Moçambique, Graça Cumbe, psicóloga -clínica do Instituto de Medicina Tradicional, disse que o projecto de lei poderá ser apresentado até Setembro do próximo ano.

“Nós, como Ministério da Saúde, gostaríamos que até ao próximo ano, tivéssemos a lei aprovada, como reconhecimento de que os praticantes da medicina tradicional são a primeira porta que a população encontra antes de recorrer à medicina moderna”, disse Graça Cumbe, à margem de uma reunião de auscultação pública sobre o projecto de lei.

Segundo o Instituto de Medicina Tradicional de Moçambique, o diploma em vista vai enfatizar a proibição pelo Estado moçambicano do recurso a órgãos humanos para o suposto tratamento de doenças e outras práticas supersticiosas.

A falsificação, adulteração e dosagem dos medicamentos tradicionais, bem como o uso de instrumentos cortantes não esterilizados na medicina tradicional serão igualmente objecto de disciplina na lei, acrescentou Graça Cumbe.

“A medicina tradicional é uma profissão como qualquer outra e por isso queremos torná-la institucional”, realçou a psicóloga -clínica do Instituto de Medicina Tradicional de Moçambique.

Por seu turno, o coordenador -regional da Associação dos Ervanários de Moçambique, AERMO, no norte do país, Paulo Quilowe Momomo, congratulou-se com a pretensão do Governo, referindo que a lei “poderá acabar com a invasão do mercado nacional por médicos tradicionais estrangeiros”.

Dados oficiais indicam que 60 porcento da população moçambicana recorre à medicina tradicional, uma vez que os serviços nacionais de saúde cobrem apenas 40 porcento.
Depois de ter sido considerada como parte das “práticas supersticiosas e obscurantistas” pelas autoridades coloniais, a medicina tradicional passou a ser tolerada depois da independência de Moçambique, mas sem merecer estatuto legal.

Tolerância de ponto para trabalhadores hindus

Tolerância de ponto para trabalhadores hindus
A ministra do Trabalho concede tolerância de ponto a todos os trabalhadores e funcionários públicos hindus amanhã, 14 de Novembro para celebrarem o início do Ano Novo Hindu, Vikram Savant 2069.
A ministra endereça ao mesmo tempo votos de festas felizes aos trabalhadores hindus e a toda a comunidade moçambicana, deixando o apelo para que mantenham o mesmo espírito de luta em prol da promoção da justiça sócio-laboral, do diálogo e na preservação da paz no nosso país.

CPLP desvaloriza ameaças da RENAMO para "destruir" o país

CPLP desvaloriza ameaças da RENAMO para "destruir" o país

Lisboa – A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) desvalorizou hoje (terça-feira) as declarações do líder do principal partido da oposição em Moçambique (Renamo), que, na segunda-feira, ameaçou “destruir” o país.

À saída de uma audiência com o Presidente da República, Cavaco Silva, hoje (terça-feira), em Belém, o secretário-executivo da CPLP, Murade Murargy, de nacionalidade moçambicana, desvalorizou as “declarações gratuitas” do líder da Resistência Nacional Moçambique (Renamo), Afonso Dhlakama, que, numa entrevista à agência AFP divulgada na segunda-feira, ameaçou voltar a recorrer à violência, se o Governo de Maputo não responder às suas exigências: partilha da riqueza e reforma do sistema eleitoral.

Aos jornalistas, Murade Murargy recordou que Afonso Dhlakama “faz ameaças constantemente” e “há 20 anos que vem dizendo que atacará amanhã”.

Mas, “enquanto não houver uma acção concreta de distúrbio da ordem pública” – e Murargy disse não acreditar que tal venha a acontecer -, as declarações do líder da Renamo “não preocupam a CPLP, nem o Governo de Moçambique”.

Líder da guerrilha que lutou, entre 1977 e 1992, na guerra civil contra o Governo da Frelimo, que causou um milhão de mortos, Afonso Dhlakama, que, há 20 anos, assinou o acordo de paz que pôs fim ao conflito, disse à AFP: “Estou a treinar os meus homens e, se for necessário, sairemos daqui para destruir Moçambique.”

Já a 02 de Novembro, em entrevista à agência Lusa, Afonso Dhlakama se tinha queixado de “injustiças e humilhações”, desde que foi assinado o Acordo Geral de Paz para Moçambique, a 04 de Outubro de 1992, em Roma.
Sob a égide da Comunidade de Sant’Egídio, o acordo pôs termo a 16 anos de guerra civil entre a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) e o Governo da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), introduzindo um sistema multipartidário no país.

Casas de câmbio reduzem número de trabalhadores

Casas de câmbio reduzem número de trabalhadores

O número de trabalhadores de casas de câmbios reduziu “significativamente”, em 2011, no país, como resultado da entrada em vigor da nova Lei Cambial número 11/2009 e Decreto número 83/2010, de 31 de Dezembro.

A medida está também a resultar na retirada de grande parte da carteira de clientes das casas de câmbio constituída por empresas e queda do volume de transacções em algumas casas de câmbio, para além de encerramento de agências, solicitação de suspensão das actividades ou mesmo sua dissolução, segundo o Banco de Moçambique (BM).

Os mesmos dispositivos legais provocaram, em 2011, a redução em 30 pontos-base do peso das contas em moeda estrangeira, situação que concorreu para, no período em análise, a sua movimentação ser de apenas 4,5%.

Refira-se, entretanto, que o número de contas bancárias de particulares abertas no sistema bancário incrementou em 17,7%, em 2011, correspondente à abertura líquida de cerca de 319 mil novas contas, para um total de 2,1 milhões de contas, das quais 95,5% foram movimentadas em moeda nacional, o Metical, e 4,5% em moeda estrangeira.

Refira-se ainda que estes dois dispositivos legais têm por finalidade liberalizar a balança das transacções correntes, entendidas como sendo quaisquer pagamentos ou recebimentos em moeda estrangeira que não sejam para efeitos de transferências de capitais em conexão com o comércio externo, transferências unilaterais ou outras não sujeitas à prévia autorização do Banco de Moçambique.

Agricultura comercial responsável por apenas 3% da produção

Agricultura comercial responsável por apenas 3% da produção

Apenas três por cento da produção agrícola pertence ao sector comercial, o que contribui para a baixa produtividade em Moçambique, disse, Segunda-feira (12), em Maputo, o Director Geral do Centro para a Promoção de Investimentos (CPI), Lourenço Sambo.

Para reverter o actual cenário, Sambo convidou um grupo de 12 empresários brasileiros, representando 60 empresas daquele país sul-americano, a investir em Moçambique.

Os empresários participaram, esta Segunda-feira, em Maputo, num seminário de negócios com seus homólogos moçambicanos dos sectores da alimentação, bebidas, medicamentos e material cirúrgico, tecnologia da informação e automação, máquinas e equipamentos, energia, infraestruturas e mineração.

Na ocasião, Sambo arrolou as oportunidades de investimento existentes no Vale do Limpopo, na província de Gaza, no corredor de Maputo, na província com o mesmo nome, corredor da Beira (Sofala), corredor de Nacala (Nampula), e Pemba-Lichinga (Cabo Delgado e Niassa), que oferecem condições agroecológicas adequadas para uma produção agro-pecuária.

Além disso, Moçambique possui cerca de 36 milhões de hectares de terra arável, dos quais apenas cinco milhões são explorados. Também possui um potencial de irrigação para três milhões de hectares dos quais apenas 40 mil estão operacionais.

Nesses corredores, existe potencial para a produção de hortícolas, frangos, ovos, frutas, açúcar, feijões, milho, gergelim, chá e coco.

“Temos zonas agroecológicas bem definidas e temos que produzir para reduzir o défice de alimentos no país e que não faz sentido com as potencialidades existentes.

Neste momento, o sector agrícola é dominado por produtores familiares que detêm 97 por cento, enquanto apenas três por cento pertencem ao sector comercial”, disse.

Segundo Sambo, as províncias de Sofala, Zambézia, Manica e Tete são as mais propícias para a produção de cereais, enquanto Nampula, Zambézia e Inhambane são mais favoráveis a produção da mandioca, cujo maior desafio é o processamento.

Para frutas, hortaliças e batata, Sambo indicou as províncias de Sofala, Tete, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado. Para estes produtos o enfoque vai para o cultivo, processamento, empacotamento e montagem de sistema de frio para a conservação.

As oleaginosas podem ser produzidas na zona centro, nas províncias de Sofala, Manica e Tete, enquanto para a pecuária as melhores áreas para investimento é toda a região sul de Moçambique, bem como as províncias de Manica, Tete e Zambézia.

O Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Rogério Manuel, falando durante o evento explicou que “entre as vantagens de investir em Moçambique destaca-se o bom ambiente de negócios, a sua localização estratégica, abundância de recursos minerais e o livre acesso aos mercados norte-americano, europeu e sobretudo da nossa região Austral, a SADC”.

Por seu turno, o Ministro Conselheiro da Embaixada do Brasil em Moçambique, Paulo Jopperth disse que as relações bilaterais entre Moçambique e Brasil registam uma maior intensidade nos últimos anos, sobretudo ao nível do comércio e investimento.

“Os dois países, que já têm muitos laços históricos, vêm encontrando a cada dia novos interesses comuns e oportunidades de cooperação, trabalho conjunto e desenvolvimento integrado, sendo o começo dos investimentos parte essencial desta nova etapa das nossas relações”, disse.

O Presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Agro-pecuária Brasil- Moçambique (CCIABM), Rogério Samo Gudo, disse que a procura de oportunidades de investimento por parte de empresários brasileiros continua a crescer, ao mesmo tempo que aumenta o número de homens de negócios moçambicanos a procurar parcerias com brasileiros dada a sua experiência e conhecimento tecnológico.

“As relações entre Moçambique e Brasil antes eram mais culturais e hoje têm a ver com desenvolvimento social e económico. Queremos que as relações entre os dois países, sobretudo ao nível económico e comercial sejam mais duradoiras para que tenhamos empresas mais competitivas e rentáveis”, referiu.

O seminário de negócios enquadra-se no programa da semana do Brasil-Moçambique, que se assinala entre os dias 10 e 17 de Novembro corrente.

Moçambique terá fábrica de botijas de gás e extintores

Moçambique terá fábrica de botijas de gás e extintores

Uma moderna fábrica de botijas de gás doméstico e extintores contra incêndios deverá ser construída em Moçambique por um grupo de investidores da Argentina que, semana finda, visitaram Maputo para realizar o estudo de viabilidade do projecto.

O empreendimento será construído, “em breve”, pela companhia argentina Matafuegos Horizontes, uma das líderes mundiais na área de equipamento de segurança industrial, segundo Carlos di Cerisano, embaixador da Argentina em Maputo, salientando que a escolha de Moçambique deve-se ao facto de o país estar a registar um elevado desenvolvimento industrial e por já ser “um dos grandes produtores mundiais de gás natural”.

Segundo o Correio da manhã, aquele diplomata não avançou, no entanto, o valor do investimento, nem a data do arranque do projecto, salientando apenas que a sua concretização vai depender dos resultados do estudo de viabilidade comercial realizado pelos gestores da Matafuegos Horizontes que, no início da semana finda, visitaram o país.

Com aquela iniciativa, Moçambique poderá passar a “operar em todos os processos do gás produzido localmente e reduzir gastos com a importação de botijas”, destacou Cerisano, acrescentando que o projecto deverá complementar os esforços visando assegurar maior fornecimento de gás doméstico aos consumidores moçambicanos.

Refira-se que como resultado da entrada em funcionamento, semana passada, do terminal de Gás de Petróleo Liquefeito (GPL), na Matola, o país deverá aumentar a sua capacidade de armazenamento de gás de cozinha para três mil toneladas anuais, contra actuais mil toneladas/ano, “esforço que vai culminar com maior disponibilidade de botijas para o acondicionamento daquele produto”, enfatizou Cerisano.

Os gestores da empresa Matafuegos Horizontes fizeram parte dos 28 empresários da Argentina que visitaram Moçambique com o desiderato de explorar novas oportunidades de investimento e estabelecer parcerias com agentes económicos moçambicanos.

Zimbabwe volta a usar a linha de Machipanda

Zimbabwe volta a usar a linha de Machipanda
Ainda que os trabalhos de reabilitação de emergência não estejam concluídos, os resultados do investimento começam a aparecer, o que, de certa maneira, alivia os agentes económicos moçambicanos e zimbabweanos que usam a ferrovia para o transporte de mercadoria.

Em Dezembro do ano passado, a gestão do Sistema Ferroviário da Beira voltou para as mãos da Empresa Pública Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) numa decisão tomada pelo Governo como consequência do incumprimento das cláusulas contratuais pela antiga concessionária, a Companhia Caminhos de Ferro da Beira (CCFM).

Com efeito, reduziram-se substancialmente os problemas de descarrilamentos sistemáticos de composições, cujo número chegou a atingir uma média mensal de 60 na vigência da gestão privada, tendo passado para dois a três acidentes actualmente.

De acordo com o inspector da via na brigada de reconstrução da linha de Sena, José Mapoissa, já se regista a circulação diária de pelo menos três comboios no trajecto Beira/Mutare, transportando trigo e adubo do Porto da Beira, para além do granito e carga contentorizada do Zimbabwe.

Envolvendo 380 trabalhadores contra anteriores 147, as obras de recuperação da linha de Machipanda consistem, basicamente, na substituição mensal de quatro mil travessas de madeira, carris, balastro, alinhamento e ataque da via, incluindo a drenagem e corte de capim.

Com vista a redução da frequência dos descarrilamentos está em curso desde Setembro passado um trabalho topográfico para o novo traçado no troço Revue/Vumba, no distrito de Manica. Tal actividade vai até o próximo ano com a redução das actuais 14 curvas para apenas quatro.

Paralelamente, de acordo com as informações em nosso poder, decorrem acções tendentes a reabertura das estações, apeadeiros e cruzamentos que durante a vigência da concessão da linha tinham sido encerrados.

As estações da Beira e Nhamatanda já contam com novas linhas e/ou reabertas, enquanto as da Manga e Dondo foram totalmente renovadas.

A linha férrea de Machipanda é das mais importantes vias de acesso ao mar por parte do Zimbabwe  país que usa esta infra-estrutura para as suas operações de importação e exportação de mercadoria diversa.

Entre os produtos transportados através daquela linha contam-se fertilizantes para agricultura, minerais, combustíveis e outras mercadorias determinantes para o funcionamento normal da economia zimbabweana.

Araújo saúda a ida de Dhlakama a Gorongoza

Araújo saúda a ida de Dhlakama a Gorongoza

O Presidente do Conselho Municipal de Quelimane, Manuel de Araújo, disse,semana passada, que a ida do líder da Renamo, Afonso Dlhakama às terras de Gorongosa é sinal de que o actual regime político colocou na lata do lixo as decisões dos Acordos Gerais da Paz, assinados em Roma em 1992.

Araújo falava à margem da Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal de Quelimane, que tinha como ponto de agenda a aprovação do orçamento rectificativo do Conselho Municipal de Quelimane.

Segundo o DZ, Araújo disse que a Frelimo tem colocado muitos moçambicanos como Dhlakama na margem esquerda, fingindo esquecer-se de que este homem tem um papel chave na manutenção da paz, resultante dos AGP.

“Está de parabéns o líder da Renamo por ter ido a Gorongoza” – disse Araújo, no meio de aplausos dos membros da Renamo na Assembleia Municipal de Quelimane e um resmungo dos membros da Frelimo.

Mais adiante, Araújo sublinhou que “só assim, este regime comunista, que só inviabiliza projectos do povo, pode-se sentir pressionado a respeitar aqueles que, de facto, lutam por este país” – rematou.

Lembre-se que Dlhakama procura dialogar com Guebuza.

Jovens da Zambézia querem aprovação da política da juventude

Jovens da Zambézia querem aprovação da política da juventude

Os jovens do distrito de Mocuba, província central moçambicana da Zambézia, pediram reiteradamente mais celeridade na aprovação da Política da Juventude, um mecanismo que poderá ajudar a resolver os problemas que inquietam a camada social naquele ponto do país em particular.

Entre os vários problemas que apoquentam a juventude, maior realce vai para a falta de emprego, a não sua inclusão na política de fomento habitacional e acesso a bolsas de estudo para frequentar o nível superior.

O apelo foi renovado durante a recente visita da Presidente da Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, Verónica Macamo, na sua qualidade de Chefe da Brigada Central do Partido Frelimo para Assistência àquela província.

A sua visita tinha por objectivo auscultar a população sobre os problemas que apoquentam os zambezianos sobretudo nos distritos de Quelimane e Mocuba.

Segundo Estêvão Neves, Presidente do Conselho Distrital da Juventude em Mocuba, “com a aprovação da política nacional da juventude os jovens de Mocuba poderão se sentir integrados nas várias acções que o governo tem levado a cabo em prol da juventude”.

A política nacional da juventude vai, segundo Neves, definir, por outro lado, as estratégias para que a juventude saia da dependência em que se encontra, o que servirá também para tirar vários jovens que, por não terem nada a fazer, se refugiam nas drogas e prostituição.

Em resposta, Macamo explicou aos jovens que “o texto sobre a política da juventude está na fase de afinação para ser submetido posteriormente a aprovação do Conselho de Ministros que por sua vez o submeterá a análise e aprovação da Assembleia da República”.

“Nesse momento, tudo faremos para que a política nacional da juventude seja aprovada pelos deputados da Assembleia da República”, disse a PAR explicando aos jovens que enquanto isso não acontecer não podem ficar de braços cruzados.

Pelo contrário, ela encorajou os jovens, sobretudo aqueles que estão desempregados, a formarem associações e solicitarem ao governo distrital apoio no âmbito do Fundo da Iniciativa Local.

Na ocasião, a fonte exortou a população a acarinhar a paz, tarefa que todos são chamados a participar, desenvolver questões morais que possibilitem o respeito pelo próximo, bem como lutar contra todos os males que podem por em risco a saúde, como é o caso de doenças diarreicas, malária, e sobretudo HIV/SIDA.

Ambientalistas contra II fase da expansão do projecto das areias pesadas de Moma

Ambientalistas contra II fase da expansão do projecto das areias pesadas de Moma

Os ambientalistas da Associação Nacional de Extensão Rural (AENA) estão contra a continuação das obras da segunda fase da expansão do projecto das areias pesadas de Moma devido ao não cumprimento das promessas feitas pela Kenmare para o processo de reassentamento da população que está a ser retirada das suas antigas áreas de produção para o empreendimento.

Outra razão para contestar a segunda fase do projecto está relacionada com o facto das áreas agrícolas destruídas pelas máquinas usadas na limpeza da zona de expansão não estarem a ser devolvidas aos camponeses após terem Momapassado pelo processo de regeneração, segundo António Mutoua, director Operativo da AENA, uma organização não governamental moçambicana vocacionada à prestação de serviços de extensão rural e advocacia a camponeses daquela região da província de Nampula.

Mutoua sublinhou não estar a ser feito “absolutamente nada” em termos do cumprimento das promessas feitas no que respeita também à disponibilização de água, energia eléctrica e devolução de áreas agrícolas destruídas pelas máquinas na limpeza da área de expansão, ajuntando que estas promessas existem desde 2007 “e até ao momento nada está a ser cumprido, pelo que recusamos propor a continuação das obras de expansão do projecto”, indicou em Maputo ao Correio da manhã.

Mutoua foi interpelado pelo jornal à saída de um encontro onde foram apresentados resultados de um estudo de pré-viabilidade da segunda fase da expansão do projecto das areias pesadas de Moma que teve a participação de consultores, ambientalistas e técnicos do Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental (MICOA), para além dos representantes da companhia Kenmare, proprietária do projecto das areias pesadas de Moma.

A expansão está a ser feita nos povoados de Congolone e Marrua e resultará no aumento da produção de ilmenite em aproximadamente 35%, para cerca de 1,6 milhão de toneladas por ano.

A Kenmare está em vias de obter a licença ambiental para iniciar a produção de ilmenite e zircão após conclusão das obras.

Reduzem casos de cólera em Nampula

Reduzem casos de cólera em Nampula

A cidade de Nampula registou, de Janeiro último a esta parte, 27.087 casos de diarreia e cólera, contra 28.713 de igual período do ano passado, o que significa uma redução de seis (06) por cento. Esta tendência deve-se ao envolvimento das comunidades na implementação e observância das medidas de higiene pessoal e colectiva, segundo o director dos serviços de saúde daquela parcela do país, Leonel Namuquita.

Nesta época chuvosa, os surtos de cólera, diarreia e malária são frequentes. Por isso, as autoridades de saúde encontram-se a desenvolver acções de prevenção, que consistem na promoção de campanhas de limpeza nas comunidades, com maior incidência nas zonas consideradas vulneráveis a esta doenças.

Leonel Namuquita, que falava a jornalistas por ocasião da realização de uma sessão do governo da cidade de Nampula, disse que este ano prevê-se que as campanhas de sensibilização sobre a observância das normas higiene pessoal e colectiva tenham maior sucesso porque iniciaram muito cedo em comparação com as épocas chuvosas anteriores. Os líderes comunitários estão também envolvidos.

Alguns munícipes entrevistados pela nossa reportagem consideram que as referidas campanhas de limpeza por mais intensivas que sejam podem fracassar porque ainda persiste o deficiente sistema de recolha do lixo, sobretudo, na periferia da cidade.

Incêndio de grandes proporções destrói 22 habitações e armazém na Beira

Incêndio de grandes proporções destrói 22 habitações e armazém na Beira

Um incêndio de grandes proporções reduziu, Segunda-feira (12), a cinzas 22 habitações construídas com base em material precário na Praia Nova, na Beira, capital da província central de Sofala, deixando as respectivas famílias ao relento e sem os seus bens.

Ainda não são conhecidas as causas do fogo, senão que começou a lavrar com intensidade cerca das 15 horas.

Além da destruição de habitações precárias, há pelo menos um caso de perdas avultadas de mercadoria destinada à actividade comercial declaradas pelo cidadão Fortuna Gaspar. “Tinha muita mercadoria no armazém, para além da que acabo de comprar, ainda hoje, no valor de 400 mil meticais. Tudo ficou destruído pelo fogo que não sei de onde partiu” – referiu Gaspar. Entretanto, na altura em que o fogo estava cada vez mais intenso, a esposa do Gaspar chegou a desmaiar.

Algumas pessoas introduziam-se no armazém do referido comerciante para se apoderarem dos produtos, incluindo dinheiro resultante das vendas do dia. ”Não sei exactamente de onde é que o fogo veio. Mas alguém disse que começou numa das casas, onde um casal discutia. O marido pontapeou o fogão que tinha carvão aceso, numa construção de caniço, tendo em seguida se propagado o fogo “ – contou Toni João, que também viu a sua casa reduzida a escombros.

Para Júlia José, outra residente ora ao relento, as chamas foram vistas perto de uma igreja, onde se encontravam algumas pessoas a efectuar obras, presumindo-se que tenham deixado cair uma beata de cigarro. ”Não consegui recuperar nada. Apenas fiquei com esta roupa no corpo. Até dinheiro que guardava dentro da casa perdi. Não sei onde vou comer nem dormir no dia de hoje” — lamentou Júlia José.

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