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Segunda-feira, Setembro 7, 2026
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PR participa de Conferência Internacional em Sevilha para impulsionar a agenda 2030

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, chegou a Espanha para participar na IV Conferência Internacional das Nações Unidas sobre o Financiamento ao Desenvolvimento, que decorre em Sevilha. 

O evento visa culminar com a adopção do denominado “Compromisso de Sevilha”, uma nova estratégia global de financiamento que visa potenciar a Agenda 2030, centrada nos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Durante a sua estada, que se estenderá por cinco dias, Chapo terá encontros de alto nível com várias figuras proeminentes, incluindo o Rei de Espanha, o Presidente do Governo espanhol e autoridades da Comunidade Autónoma da Andaluzia, região com a qual Moçambique mantém uma activa cooperação. A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria dos Santos Lucas, expressou o seu apreço por esta oportunidade, sublinhando que “nem todos os chefes de Estado têm o privilégio de se encontrar com a Sua Majestade”.

A participação de Moçambique nesta conferência reveste-se de um significado estratégico, dado que o país se posiciona entre os cinco parceiros africanos prioritários para a cooperação espanhola. Este posicionamento busca ampliar a inserção de Moçambique nas novas dinâmicas de financiamento global. A ministra Lucas ainda confirmou que o Presidente Chapo se reunirá com o Presidente do Conselho Europeu, António Costa, além de representantes da comunidade moçambicana residente em Espanha.

Questionada sobre a possibilidade de assinatura de acordos bilaterais durante esta visita, a ministra esclareceu que a prioridade da missão é a participação na cimeira e os encontros com as lideranças do país anfitrião, reafirmando a importância de Moçambique na agenda de cooperação da Espanha no continente africano.

A conferência reúne líderes políticos, financeiros e comerciais com o intuito de debater desafios relacionados ao desenvolvimento global, como comércio justo, dívida pública e fluxos de financiamento. A Ministra das Finanças, Carla Loveira, destacou que Moçambique se apresenta na conferência com uma agenda clara e estruturada, visando reposicionar o país face às novas dinâmicas internacionais.

Loveira também realçou que a delegação moçambicana irá partilhar experiências significativas em três áreas-chave: inclusão financeira, transição energética e financiamento climático. O governo está a trabalhar na criação de um banco de desenvolvimento e a implementar iniciativas de financiamento verde, incluindo a adesão ao mecanismo de “Debt for Climate Swap”.

Por fim, a ministra assegurou que Moçambique está alinhado com a Agenda 2030 e a Estratégia Nacional de Desenvolvimento Económico, que contempla cinco pilares correspondentes aos 17 objectivos da agenda global.

Vagas de emprego do dia 30 de Junho de 2025

Foram publicadas hoje, dia 30 de Junho no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vagas para Drivers, GS2

A United Nations Population Fund (UNFPA) pretende recrutar dois (2) Drivers, GS2. Saiba mais.

2. Vaga para Specialist, Sustainable Technologies, Climate Project-Africa

A South Pole pretende recrutar um (1) Specialist, Sustainable Technologies, Climate Project-Africa. Saiba mais.

3. Vaga para Analista de Negócios – Pequenas e Médias Empresas

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Analista de Negócios – Pequenas e Médias Empresas. Saiba mais.

4. Vaga para Chief Accountant

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Chief Accountant. Saiba mais.

5. Vaga para Short Term Financial Audit

A Street Child Mozambique pretende recrutar um (1) Short Term Financial Audit. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Cyber Prevent Specialist

A Vodacom pretende recrutar um (1) Cyber Prevent Specialist. Saiba mais.

2. Vaga para Snr Specialist: M-Pesa Senior Business Analyst

A Vodafone pretende recrutar um (1) Snr Specialist: M-Pesa Senior Business Analyst. Saiba mais.

3. Vaga para Security Coordinator

A TechnipFMC pretende recrutar um (1) Security Coordinator. Saiba mais.

4. Vaga para Gestor de Projecto – Iniciativa de Sistemas de Educação Climática Inteligente

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor de Projecto – Iniciativa de Sistemas de Educação Climática Inteligente. Saiba mais.

5. Vagas para Estagiários – Departamento Contabilidade

A Rigor Outsourcing, Lda., empresa moçambicana especializada em Consultoria Financeira, Auditoria e Recursos Humanos, está a recrutar Estagiários – Departamento Contabilidade. Saiba mais.

6. Vaga para Estagiário de Administração

A Rigor Outsourcing, Lda., empresa moçambicana especializada em Consultoria Financeira, Auditoria e Recursos Humanos, está a recrutar um (1) Estagiário de Administração. Saiba mais.

7. Vaga para Technical Lead Consultant

A YLABS pretende recrutar um (1) Technical Lead Consultant. Saiba mais.

8. Vaga para Finance Assistant

A International Union for Conservation of Nature (IUCN) pretende recrutar um (1) Finance Assistant. Saiba mais.

9. Vaga para Consultant (Ecosystems Analysis) – CST I

A World Food Programme (WFP) pretende recrutar um (1) Consultant (Ecosystems Analysis) – CST I. Saiba mais.

10. Vaga para Programme Associate

A United Nations Population Fund (UNFPA) pretende recrutar um (1) Programme Associate. Saiba mais.

11. Vaga para SHE Wells & Pipelines Manager

A Sasol pretende recrutar um (1) SHE Wells & Pipelines Manager. Saiba mais.

12. Vaga para Senior Process Engineer

A ENI pretende recrutar um (1) Senior Process Engineer. Saiba mais.

13. Vaga para Operations Supervisor

A Unitrans pretende recrutar um (1) Operations Supervisor. Saiba mais.

14. Vaga para Loader Operator I

A Unitrans pretende recrutar um (1) Loader Operator I. Saiba mais.

15. Vaga para Finance Business Partner: Enterprise BU

A Vodafone pretende recrutar um (1) Finance Business Partner: Enterprise BU. Saiba mais.

16. Vagas para Team Leaders

A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Team Leaders. Saiba mais.

17. Vagas para Community Engagement Senior Officer

A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Community Engagement Senior Officer. Saiba mais.

18. Vaga para Gestor Provincial de Programas

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor Provincial de Programas. Saiba mais.

19. Vaga para Supervisor de Construção

A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Construção. Saiba mais.

20. Vaga para Assistente de Finanças

A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Finanças. Saiba mais.

21. Vaga para Coordenador do Projeto

A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador do Projeto. Saiba mais.

22. Vaga para Assistente de Administração e Finanças

A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Administração e Finanças. Saiba mais.

23. Vaga para Assistente de Administração

A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Administração. Saiba mais.

24. Vaga para Analista e Digitador de Dados-Gestão de Casos

A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Analista e Digitador de Dados-Gestão de Casos. Saiba mais.

Alemanha suspende financiamento a resgates no Mediterrâneo

O Governo da Alemanha anunciou a suspensão do apoio financeiro às organizações não-governamentais que realizam operações de resgate de civis no Mar Mediterrâneo, uma decisão que levanta preocupações sobre o potencial agravamento da crise humanitária na região.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Johann Wadephul, defendeu a medida numa declaração afirmando que a decisão está alinhada com a nova política do Executivo em relação à imigração e segurança marítima.

A decisão foi prontamente criticada pelo partido da oposição, Os Verdes, que consideraram a suspensão do apoio “dramática”. Os Verdes alertaram para os riscos que a falta de financiamento pode trazer, reiterando a necessidade urgente de medidas eficazes para proteger as vidas dos migrantes que tentam atravessar o Mediterrâneo em busca de segurança e melhores condições de vida.

Venâncio Mondlane anuncia entrada no Conselho de Estado moçambicano

O ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane afirmou que assumirá o cargo no Conselho de Estado de Moçambique, conforme o que estipula a Constituição para o segundo mais votado nas eleições. 

Mondlane justificou a sua decisão alegando que o povo “ordenou” que o fizesse, após um inquérito que recolheu as opiniões de 10.650 cidadãos, dos quais 80% o aconselharam a aceitar a posição.

“Mesmo que eu não quisesse, eu não tenho hipótese. O meu povo disse que eu tenho que ir”, declarou Mondlane aos jornalistas, à saída da Procuradoria-Geral da República, em Maputo, onde foi ouvido novamente num processo relacionado com as manifestações que se seguiram às eleições gerais de 9 de Outubro.

O ex-candidato revelou que já iniciou o seu trabalho no Conselho de Estado, tendo inclusive feito uma análise da legislação que rege o órgão. “Eu notei que aquela lei é uma lei totalmente desadequada. Já fiz a minha proposta de revisão da lei do Conselho de Estado e submeti-a”, afirmou.

Mondlane salientou que a sua intenção não é ocupar o cargo apenas por formalidade. “Vou para lá defender o povo”, afirmou, sublinhando a sua determinação em desempenhar um papel activo e significativo.

A primeira reunião do novo Conselho de Estado estava prevista para a passada terça-feira, mas foi cancelada por questões de agenda, sem que tenha sido anunciada uma nova data.

Vale destacar que Venâncio Mondlane, que contestou os resultados das eleições de 9 de Outubro, ocupa o cargo por ser o segundo candidato mais votado segundo os resultados proclamados pelo Conselho Constitucional. A Constituição moçambicana define o Conselho de Estado como um “órgão político de consulta do Presidente”, que conta com a participação, entre outros, do presidente da Assembleia da República e do primeiro-ministro.

Marcelo Rebelo de Sousa pede moderação no debate sobre imigração

O Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, apelou à prudência no debate sobre imigração, um tema que tem sido prioritário para o Governo da AD Coligação PSD/CDS-PP, liderado por Luís Montenegro.

Na cerimónia comemorativa do 40º aniversário da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), realizada em Lisboa, o chefe de Estado destacou a relevância da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a necessidade de implementar soluções que preservem a imagem de Portugal a nível global.

Marcelo Rebelo de Sousa esteve presente em Maputo, na semana passada, para as celebrações do 50º aniversário da independência de Moçambique. A cerimónia principal decorreu no dia 25 de Junho, com um comício no Estádio da Independência, nos arredores da capital moçambicana.

Durante essa ocasião, o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, fez um apelo à livre circulação entre Moçambique e Portugal, recordando a história comum entre os dois países. Chapo realçou que as lutas pela independência das antigas colónias portuguesas foram cruciais para a emancipação democrática de Portugal. “Essas lutas visavam acabar com o regime colonial e não o povo português”, afirmou.

Recentemente, a Assembleia da República de Portugal acolheu um debate de urgência solicitado pelo partido Chega, que abordou questões relacionadas com a atribuição de nacionalidade e o reagrupamento familiar. O líder do Chega, André Ventura, criticou o Partido Social-Democrata (PSD) pela sua convergência com o Partido Socialista (PS) e lamentou a lentidão na introdução de novas regras para a imigração.

Ventura prosseguiu com críticas à gestão da imigração e nacionalidade, afirmando que a situação se tornou incontrolável nos últimos anos, enquanto o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, reconheceu a importância da discussão e defendeu que a maioria dos imigrantes cumpre as regras e contribui para a sociedade.

Leitão Amaro salientou que as mudanças implementadas pelo actual governo visam proporcionar uma “regulação com humanismo”, enquanto condenou a situação de 120 mil imigrantes da CPLP que entraram em Portugal sem registo criminal.

Os partidos Livre, PCP e Bloco de Esquerda também se manifestaram durante o debate, acusando a direita de ter uma preocupação seletiva com as famílias, permitindo, ao mesmo tempo, que a imigração de indivíduos com recursos financeiros seja feita sem controlo adequado.

Por sua vez, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou a importância da UCCLA, frisando que os povos reconheceram a sua relevância antes da existência da organização e enfatizando a necessidade de um futuro conjunto entre os países de língua portuguesa.

Misau assegura reposição da vacina BCG em Moçambique

O Ministério da Saúde (Misau) comunicou que a interrupção na distribuição da vacina BCG decorreu da desistência do fornecedor inicialmente contratado.

Esta decisão foi motivada pela incapacidade da fábrica produtora, que, apesar de ter sido pré-qualificada pela Organização Mundial da Saúde, não conseguiu cumprir com os requisitos necessários.

Enquanto procura novos fornecedores, o Misau anunciou que contará com a doação do Governo da República Federativa do Brasil, no âmbito do Programa Alargado de Vacinação. Esta doação contempla dois milhões de doses da vacina BCG, cuja chegada a Moçambique está prevista para o próximo dia 30 de Junho.

Chuvas intensificadas na Venezuela causam destruição em várias cidades

A Venezuela enfrenta graves consequências devido a chuvas intensas que provocaram inundações, deslizamentos de terra e o colapso de infraestruturas. Pelo menos cinco estados do país estão a sofrer danos significativos.

As chuvas intensas resultaram no transbordamento dos rios em Apartaderos e no estado de Mérida, inundando áreas urbanas e destruindo residências. Segundo informações do governo estadual, mais de 270 famílias foram gravemente afectadas pelas enchentes, com muitos moradores a relatarem a perda de bens pessoais.

Até o momento, não há registo de vítimas mortais. O presidente Nicolás Maduro, em uma reunião com especialistas transmitida pela televisão estatal, destacou que “os alertas sobre mudanças climáticas se concretizaram”, referindo-se às altas temperaturas que precederam as chuvas torrenciais.

Em resposta à calamidade, o governo venezuelano activou um plano especial de assistência, disponibilizando atendimento médico, alimentos e suprimentos para mais de 640 famílias atingidas.

ANAPRO exige novo modelo de assistência médica para professores

A Associação Nacional dos Professores (ANAPRO), na região norte de Moçambique, considera urgente a mudança do modelo de assistência médica medicamentosa destinado aos docentes. 

A organização justifica que o sistema actual não proporciona benefícios reais à classe, gerando descontentamento entre os profissionais da educação.

De acordo com uma publicação do jornal Rigor, a ANAPRO destaca que, apesar dos descontos mensais obrigatórios nos salários dos professores, estes continuam a ser alvo de maus-tratos nos centros de saúde públicos.

Os docentes frequentemente relatam serem ignorados ou atendidos com desprezo, mesmo apresentando o cartão que comprova o seu direito ao serviço. A associação denuncia que os valores descontados não estão a ter o impacto esperado, propondo que o Governo redireccione esses recursos para a criação de clínicas privadas provinciais, exclusivamente destinadas ao atendimento dos professores e suas famílias.

O coordenador regional norte da ANAPRO, Arnaut Ângelo Naharipo, expressou a indignação pelos professores, após cinco décadas de independência, ainda enfrentarem humilhações no sistema de saúde. “Queremos dignidade em vida e respeito no momento do adeus,” afirmou Naharipo.

Além disso, a ANAPRO criticou severamente o subsídio de morte, mencionando que, apesar dos descontos mensais, os docentes sentem-se abandonados nos momentos de luto. A associação lamentou a necessidade de recorrer a peditórios para a sepultura de um colega, destacando a falta de suporte em momentos críticos, como se nunca tivessem contribuído para o sistema.

Autoridades moçambicanas prendem cinco suspeitos por falsificação de mais de 600 mil de meticais

Cinco indivíduos foram detidos pelas autoridades moçambicanas sob suspeita de estarem envolvidos na falsificação de moeda, totalizando 612 mil meticais.

A operação, que visou desmantelar esta rede criminosa, resultou em apreensões significativas e na identificação dos autores do delito.

As informações recolhidas indicam que as notas contrafeitas eram utilizadas em diversos locais, incluindo o Malawi e a vila de Gurué, onde se acredita que serviriam também para práticas de feitiçaria. O grupo produzia as falsificações utilizando meios informáticos acessíveis, como um computador portátil, uma impressora comum e tintas específicas para a impressão das notas.

A detenção de um dos suspeitos ocorreu quando este tentava realizar um depósito bancário com as notas falsas numa agência localizada em Gurué. Durante o interrogatório, o detido indicou outros dois cúmplices, levando a uma investigação mais aprofundada.

As autoridades locais alertam para os riscos associados à falsificação de moeda, uma prática criminosa que gera prejuízos económicos substanciais e está frequentemente relacionada com esquemas de branqueamento de capitais.

Autoridades moçambicanas reforçam apelo ao registo consular da comunidade na China

A Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidade Moçambicana no Exterior, Maria Manso, apelou à comunidade moçambicana residente na China continental para que se inscreva no registo consular. 

Esta medida visa facilitar a identificação dos cidadãos moçambicanos fora do país e garantir a assistência necessária.

A recomendação foi feita durante um encontro em Beijing, onde Manso sublinhou a relevância do Programa de Mapeamento da Diáspora. Este programa, implementado pelo Instituto Nacional das Comunidades Moçambicanas no Exterior (INACE), procura auxiliar no reconhecimento dos moçambicanos que residem no exterior há mais de um ano e assegurar a sua participação na vida política, económica e social em Moçambique.

No evento, a Secretária divulgou que a comunidade moçambicana na China continental conta com 204 membros, dos quais 73 são mulheres e 131 homens, a maioria dos quais estudantes. A Presidente da Associação Nacional dos Estudantes Moçambicanos na China (ANEMOC), Cátia Machabane, expressou satisfação pela visita de Manso, referindo que esta demonstra o compromisso do Governo com os seus cidadãos que habitam naquele país asiático.

Machabane aproveitou a ocasião para apresentar as preocupações dos estudantes, onde se destacaram o aumento do número de bolsas de estudo para o nível de licenciatura, a necessidade de reforço do subsídio e a integração no mercado de trabalho após a conclusão dos estudos.

Após ouvir os anseios da comunidade, Manso garantiu que o Governo está ciente das inquietações e que algumas já estão a ser abordadas. A Secretária instou ainda os estudantes a organizarem-se em associação, promovendo a união com o objectivo de se formarem e contribuírem para o desenvolvimento do país ao regressarem.

Manso alertou para a actual situação política em Moçambique, mencionando o Diálogo Nacional Inclusivo, cuja finalidade é consolidar a paz e a reconciliação. Ela incentivou a comunidade a encaminhar as suas contribuições para este processo de forma organizada e através dos canais apropriados.

A Secretária de Estado afirmou a importância da vigilância sobre a situação interna do país e convidou todos a abraçarem o patriotismo, tendo sempre em mente a construção e o desenvolvimento da nação.

Maria Manso partirá este sábado, 28 de Junho, para a Região Administrativa Especial de Macau, onde se reunirá com a comunidade moçambicana residente na região.

Reino Unido investiga mortes relacionadas a injecções de emagrecimento

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido iniciou uma investigação após a morte de dez indivíduos que receberam injecções de Wegovy e Mounjaro para perda de peso. 

Segundo o jornal The Mirror, a investigação decorre na sequência de centenas de relatos de problemas pancreáticos associados a estes tratamentos.

O sistema conhecido como “Cartão Amarelo”, que regista informações sobre efeitos secundários de medicamentos e vacinas, emitiu um alerta para que pessoas que apresentem sintomas de pancreatite após a administração destas injecções forneçam amostras de ADN para análise. Esta medida foi implementada após um apelo do governo britânico para aumentar a disponibilidade de injecções com o intuito de combater a obesidade no país, um problema mais prevalente em áreas com elevados índices de desemprego.

O professor Matt Brown, director científico da Genomics England e investigador do estudo, enfatizou que todos os medicamentos têm potenciais efeitos secundários e acredita que é possível minimizar estes riscos, considerando que muitas reacções adversas podem ter uma origem genética. As injecções para emagrecer actuam retardando a digestão e reduzindo o apetite, levando à diminuição da sensação de fome.

O primeiro caso de morte relacionado com a administração das injecções foi registado em Setembro de 2024, quando Susan McGowan faleceu após receber duas injecções de Mounjaro.

A pancreatite é uma inflamação do pâncreas que provoca dor abdominal intensa, podendo irradiar-se para as costas. Outros sintomas incluem náuseas, vómitos, febre e batimentos cardíacos acelerados.

Dados da MHRA indicam que surgiram 181 casos de pancreatite aguda ou crónica associados à injecção Mounjaro, resultando em cinco mortes; no que respeita ao semaglutide, também conhecido como Ozempic para diabetes e Wegovy para obesidade, foram reportados 113 casos com uma morte; a injecção Saxenda está ligada a 116 casos de pancreatite e uma morte; por último, o Exenatide foi associado a 101 casos semelhantes, com três mortes registadas.

Professor entre os detidos em operação nacional contra a exploração sexual infantil na Espanha

A polícia espanhola deteve 61 indivíduos e está a investigar outros 17 por posse, produção e distribuição de material de exploração sexual infantil em todo o país. 

A informação foi divulgada na sexta-feira, com detalhes sobre a Operação Tridente, que começou no início do mês e envolveu 200 agentes da Unidade Central de Cibercrime, em colaboração com a Procuradoria Especial para a Criminalidade Informática.

Durante a operação, foram realizadas mais de cem buscas em quase todas as províncias de Espanha, resultando na apreensão de uma vasta quantidade de equipamentos electrónicos. Entre os itens confiscados, encontram-se 37 telemóveis, 63 computadores, 229 discos rígidos e 1600 dispositivos digitais de armazenamento.

Entre os detidos, destaca-se um professor do ensino secundário, que tinha menores sob sua responsabilidade. Segundo os investigadores, este professor aproveitava-se de diversas actividades para gravar os menores enquanto praticavam actos sexuais ou se encontravam despidos.

Além do docente, foi detido um engenheiro informático com competências técnicas avançadas, que lhe permitiram realizar instalações por cabo para partilhar a ligação à internet, facilitando assim a distribuição de material ilícito.

Na região de Madrid, um ex-militar foi encontrado em posse de material ilegal. Após ter apagado os ficheiros digitais, os agentes conseguiram comprovar, através da análise dos dispositivos apreendidos, que o homem descarregava e distribuía imagens de exploração sexual de crianças. Durante a mesma busca, foram ainda apreendidas nove armas de fogo e uma considerável quantidade de munições.

População retoma vida em Mucojo e Chai após reforço da segurança em Cabo Delgado

Mais de 22 mil cidadãos dos postos administrativos de Mucojo e Chai, situados no distrito de Macomia, em Cabo Delgado, regressaram às suas comunidades após a expulsão de grupos terroristas que tinham semeado o caos na região.

De acordo com informações do administrador de Macomia, Tomás Badai, o restabelecimento da segurança na área permitiu que a população se envolvesse novamente em actividades produtivas.

“O ambiente é propício, a população está a circular e a produzir. A situação da segurança está controlada, nomeadamente nos postos administrativos de Mucojo e Chai, assim como em algumas aldeias vizinhas, onde as pessoas estão a retornar, fruto do esforço e trabalho realizado pelas nossas forças, incluindo a Força Local, as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e a força do Ruanda. A população encontra-se tranquila”, afirmou Badai.

Japão executa “assassino do Twitter” após crimes brutais

O Japão executou Takahiro Shiraishi, um homem conhecido como o “assassino do Twitter”, responsável pela morte e esquartejamento de nove pessoas que conheceu através da rede social. Esta execução marca a primeira aplicação da pena de morte no país desde 2022.

Shiraishi, de 34 anos, foi enforcado após ser condenado por assassinatos que ocorreram em 2017, com as suas vítimas, na sua maioria mulheres jovens, sendo contactadas através da plataforma Twitter, agora designada como X. O criminoso visava utilizadores que publicavam sobre suicídio, oferecendo-se para ajudar nos seus planos ou, em alguns casos, para morrer ao lado deles.

O Ministro da Justiça japonês, Keisuke Suzuki, descreveu os crimes de Shiraishi como extremamente graves, envolvendo “roubo, violação, homicídio, profanação e abandono de cadáver”. Segundo Suzuki, “nove vítimas foram espancadas e estranguladas, mortas, roubadas e depois mutiladas, com partes dos seus corpos escondidas em caixas e outras descartadas num aterro”.

O Ministro explicou que as acções de Shiraishi foram motivadas por “desejos sexuais e financeiros”, causando um profundo choque e ansiedade na sociedade japonesa. Após uma cuidadosa deliberação, Suzuki decidiu ordenar a execução.

O Japão, ao lado dos Estados Unidos, é um dos poucos países do G7 que ainda mantém a pena de morte, com um considerável apoio público à prática, de acordo com sondagens. Desde 2018, o Ministério da Justiça informou que ocorreram várias execuções, incluindo uma em 2022, três em 2021, três em 2019 e 15 em 2018.

Sean ‘Diddy’ e filho enfrentam acusações de violação em processo judicial nos EUA

Um processo judicial foi instaurado contra o produtor musical Sean ‘Diddy’ Combs e Justin Combs, de 31 anos, após uma mulher alegar ter sido vítima de violação por parte do rapper e de outros dois homens. 

Esta situação obriga a um reexame dos contornos cada vez mais sombrios do caso.

A alegada vítima afirma que Justin Combs terá orquestrado a violação em grupo, ocorrida em 2017. Com Diddy a enfrentar a possibilidade de prisão perpétua em decorrência de um julgamento marcado por descrições de natureza sexual, este novo processo civil acrescenta complexidade ao caso.

A mulher alega ter sido drogada e abusada sexualmente por três homens mascarados durante uma viagem a Los Angeles, que teria sido organizada por Justin, conforme revelam documentos judiciais obtidos pelo ‘E! News’.

Aliança Democrática pressiona Ramaphosa a demitir ministros envolvidos em escândalos

A Aliança Democrática (AD) deu um prazo de 48 horas ao Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, para proceder à destituição de ministros do Governo de Unidade Nacional que estão supostamente implicados em irregularidades.

Esta decisão foi tomada pelo Conselho Federal da AD após Ramaphosa ter exonerado o vice-ministro do Comércio, Indústria e Concorrência, Andrew Whitfield.

A presidência sul-africana não forneceu explicações detalhadas sobre as razões da destituição, limitando-se a afirmar que a decisão foi tomada no âmbito das competências constitucionais do Presidente. Nos bastidores, surgem especulações de que Whitfield teria sido alvo de sacrifício por realizar uma viagem não autorizada aos Estados Unidos da América.

John Steenhuiusen, líder da Aliança Democrática, afirmou que a demissão de Whitfield está relacionada com questionamentos feitos por este acerca de alegados escândalos no Ministério do Comércio, Indústria e Concorrência. Steenhuiysen criticou Ramaphosa, sugerindo que o Presidente aplica um padrão de “dois pesos, duas medidas”.

O líder da AD declarou: “Por isso, demos ao Presidente 48 horas para agir de maneira semelhante contra os outros membros do seu partido que são culpados ou enfrentam acusações graves, conforme mencionado no relatório da Comissão de Inquérito Zondo, para garantir que sejam responsabilizados.

Se o presidente deseja limpar o governo, sugerimos que comece por varrer a própria porta do ANC antes de limpar a porta da Aliança Democrática. Existem numerosos Ministros e Vice-Ministros no governo que estão implicados na Comissão de Inquérito de Zondo e que são acusados de fraude grave, beneficiando-se do saque ao banco VBS. Como é que todas estas pessoas mantêm os seus cargos, enquanto Andrew Whitfield perde o seu?”, indagou.

Venâncio Mondlane acusa PGR de tentar responsabilizá-lo pelas manifestações pós-eleitorais

O político Venâncio Mondlane manifestou a sua indignação em relação à Procuradoria-Geral da República (PGR), a qual acusa de tentar, de forma insistente, atribuir-lhe a responsabilidade pelas manifestações ocorridas após as eleições, entre Outubro de 2024 e início de 2025.

Em declarações à imprensa, Mondlane explicou que a sua intimação para comparecer na PGR visa “prestar esclarecimentos adicionais”, após ter sido ouvido a 11 de Março, ocasião em que recebeu um Termo de Identidade e Residência.

“Encaro como uma necessidade muito ardente da Procuradoria tentar olhar para o problema que ocorreu no período eleitoral e pós-eleitoral de uma maneira unilateral; uma tentativa desesperada de reunir provas, a propósito e despropósito, para tentar gravitar toda a questão da crise pós-eleitoral em Venâncio”, afirmou ao chegar à PGR.

De acordo com Mondlane, os registos das manifestações daquele período revelam uma complexidade significativa, que envolve não apenas os órgãos de justiça e eleitorais, mas também as Forças de Defesa e Segurança que, segundo ele, teriam cometido diversas atrocidades.

“Isso significa que, se a Procuradoria, de facto, como guardiã da legalidade, quisesse cumprir com esse papel, teria certamente de ver o problema nesta dimensão”, destacou.

O ex-candidato presidencial salientou que, até ao momento, desconhece quais são os crimes que pesam sobre si, o que o leva a questionar a razão da sua convocação à PGR.

Coreia do Sul: Homem provoca incêndio em comboio após divórcio e causa dezenas de feridos

Um incidente alarmante ocorreu em Seul, capital da Coreia do Sul, quando um homem de 67 anos, identificado apenas pelo sobrenome Won, ateou fogo a um vagão de comboio, causando pânico entre os passageiros. 

O acto, que se revelou um desespero após o divórcio de sua esposa, resultou em seis pessoas feridas e outras 23, incluindo o próprio suspeito, hospitalizadas por inalação de fumaça.

Embora o evento tenha ocorrido no final de Maio, as imagens do incidente foram divulgadas esta semana pela polícia. Nas gravações, é visível o momento em que Won despeja gasolina pelo corredor do quarto vagão e, num intervalo de apenas 20 segundos, inicia o incêndio com um isqueiro.

A situação rapidamente se tornou caótica, com passageiros lutando para escapar da fumaça e das chamas. Uma gestante, ao tentar fugir, escorregou na gasolina derramada, mas conseguiu rastejar até a porta do vagão e salvar-se. O incêndio alastrou-se rapidamente, mas felizmente não houve registo de mortes.

As autoridades locais classificaram o ato de Won como um “incêndio criminoso intencional”, considerando-o um crime equiparado a terrorismo, dado o potencial mortal e os gases tóxicos liberados. A Promotoria Pública do Distrito Sul de Seul manifestou-se sobre a gravidade da situação, sublinhando a natureza criminosa do acto.

Governo aprova concessão para impulsionar construção do terminal portuário de Chongoene

O Governo de Moçambique concedeu autorização aos Ministros dos Transportes e da Agricultura, João Matlombe e Roberto Albino, para procederem à assinatura do contrato de concessão que permitirá a continuidade da construção do Terminal Portuário de Chongoene, situado na província sul de Gaza.

No último ano, o Executivo atribuiu um contrato de parceria público-privada com a duração de 15 anos para a construção, operação, manutenção e gestão do terminal ao consórcio Sociedade Terminal de Minérios de Chongoene, que inclui a empresa chinesa Desheng Port e a empresa moçambicana de transportes públicos e ferroviários, CFM. A Desheng detém 80% das acções do consórcio, enquanto a CFM possui os restantes 20%.

Durante a reunião do Conselho de Ministros, o Governo decidiu aprovar o decreto que autoriza a assinatura do contrato de concessão para “assegurar a continuidade do contrato com o concessionário, que está a prestar serviços portuários, incluindo o design, financiamento, construção e operação da infra-estrutura.”

A construção do Terminal de Chongoene visa facilitar o desenvolvimento de diversos projectos na província de Gaza, em particular o projecto das Areias Pesadas de Chibuto, também sob a responsabilidade da empresa chinesa Dingsheng, cuja produção é estimada em dois milhões de toneladas anuais.

O investimento inicial na construção do Terminal Portuário de Chongoene está orçado em 55 milhões de dólares.

CTA propõe reformas para fortalecer sistema de segurança social em Moçambique

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) defendeu a necessidade de diversificação dos fundos de investimento do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) durante um encontro realizado em Maputo, que reuniu a confederação, o Conselho Consultivo de Trabalho e a ministra do Trabalho, Género, Criança e Acção Social, Ivete Alane.

O Presidente da CTA, Álvaro Massingue, destacou que os investimentos do INSS têm-se concentrado predominantemente em sectores como o imobiliário e financeiro, resultando em impactos limitados nas Pequenas e Médias Empresas (PMEs) e na crise de emprego que afecta o país. Massingue propôs que se promova um debate estratégico no âmbito do diálogo social, priorizando projectos que possam gerar um efeito positivo significativo no tecido empresarial moçambicano.

Relativamente à lei de segurança e protecção privada, a CTA alertou para a precariedade laboral que ainda caracteriza o sector, que é um dos maiores empregadores nacionais. A proposta é que o Ministério do Trabalho, em colaboração com o Ministério do Interior, explore as negociações para a retoma da aprovação da proposta de lei, que se encontra parada na Assembleia da República desde 2017.

Em relação aos mecanismos de negociação dos salários mínimos, a CTA reafirmou o seu compromisso em contribuir para uma revisão da fórmula utilizada, lembrando que um memorando de entendimento tripartido estabeleceu um adiamento das negociações até Agosto de 2025. A organização também solicitou uma revisão do decreto número 88/2024, que se refere à contratação de mão-de-obra estrangeira e à gestão dos fundos de investimento do INSS.

Faruk Osman, Presidente do Pelouro Laboral e Segurança Social na CTA, sublinhou a urgência de estabelecer critérios que permitam ao sector privado participar na gestão dos fundos de investimento do INSS. O porta-voz do Ministério de Trabalho, Baltazar Egídio, referiu que a instituição acolheu as propostas e inquietações apresentadas pela CTA, incluindo as preocupações acerca dos requisitos para a contratação de trabalhadores estrangeiros.

A ministra Ivete Alane afirmou que o Ministério tem recebido solicitações para a contratação de mão de obra estrangeira, sublinhando que tais contratações só são permitidas em situações onde não existam profissionais nacionais com as devidas qualificações ou em casos onde a oferta nacional seja insuficiente.

As discussões realizadas evidenciam um cenário de colaboração entre o sector privado e o governo, com o objectivo de promover um ambiente laboral mais dinâmico e inclusivo em Moçambique.

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