A Associação Nacional dos Professores (ANAPRO), na região norte de Moçambique, considera urgente a mudança do modelo de assistência médica medicamentosa destinado aos docentes.
A organização justifica que o sistema actual não proporciona benefícios reais à classe, gerando descontentamento entre os profissionais da educação.
De acordo com uma publicação do jornal Rigor, a ANAPRO destaca que, apesar dos descontos mensais obrigatórios nos salários dos professores, estes continuam a ser alvo de maus-tratos nos centros de saúde públicos.
Os docentes frequentemente relatam serem ignorados ou atendidos com desprezo, mesmo apresentando o cartão que comprova o seu direito ao serviço. A associação denuncia que os valores descontados não estão a ter o impacto esperado, propondo que o Governo redireccione esses recursos para a criação de clínicas privadas provinciais, exclusivamente destinadas ao atendimento dos professores e suas famílias.
O coordenador regional norte da ANAPRO, Arnaut Ângelo Naharipo, expressou a indignação pelos professores, após cinco décadas de independência, ainda enfrentarem humilhações no sistema de saúde. “Queremos dignidade em vida e respeito no momento do adeus,” afirmou Naharipo.
Além disso, a ANAPRO criticou severamente o subsídio de morte, mencionando que, apesar dos descontos mensais, os docentes sentem-se abandonados nos momentos de luto. A associação lamentou a necessidade de recorrer a peditórios para a sepultura de um colega, destacando a falta de suporte em momentos críticos, como se nunca tivessem contribuído para o sistema.