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Quinta-feira, Abril 16, 2026
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Ajuda a Gaza acima 1800 toneladas de produtos

Com efeito, já foram realizadas duas rondas de distribuição de alimentos, nomeadamente a primeira e segunda que abrangeram 213.819 pessoas e a terceira, ainda em curso, que é destinada a 158 mil afectados.

O processo, segundo garantias dadas pelo Programa Mundial de Alimentação, deverá durar seis meses que compreendem três do período de emergência e mais três para o período de recuperação pós-desastre.

No quadro da terceira ronda de distribuição de alimentos, iniciada a 18 de Fevereiro, segundo dados partilhados a nível do Conselho Técnico de Gestão das Calamidades, que se reúne diariamente no quadro da emergência, foram disponibilizadas 859 toneladas de alimentos até 28 de Fevereiro para um universo de 146.690 pessoas.

Para toda a operação de seis meses, segundo dados do PMA estão a ser gastos cerca de nove milhões de dólares norte-americanos. No início deste mês este organismo tinha em “stock” nos seus armazéns em Maputo, Beira, Chihaquelane, Xai-Xai e Matema, um total de 1408 toneladas de produtos diversos entre os quais arroz, milho, feijões, óleo e sal.

A distribuição de alimentos nas primeiras duas rondas foi feita directamente pelo PMA para garantir uma resposta rápida. Com a melhoria das condições de habitabilidade nas zonas inundadas e uma vez iniciado o programa de reconstrução, com as populações engajadas em reerguer as suas infra-estruturas depois das cheias, aquela organização iniciou uma terceira ronda destinada a 158 mil pessoas, através de parceiros de cooperação.

Ajuda a Gaza acima 1800 toneladas de produtos

A população beneficiária, na maioria vivendo temporariamente em centros de acomodação e nas comunidades afectadas, é dos distritos de Bilene, Chókwè, Chibuto, Chicualacuala, Guijá e Xai-Xai.

No período de 18 de Fevereiro a 28 de Fevereiro, a assistência foi dirigida ao distrito de de Xai-Xai, Bilene, Chibuto, Chókwè e Guijá.

A maior parte dos produtos foi adquirida localmente a pequenos produtores no centro do país no âmbito do programa Compras para o Progresso (P4P).

Durante a fase inicial da assistência, era necessária uma resposta rápida para atender milhares de pessoas que afluíam aos centros de acomodação.

Na presente fase, os despachos de bens alimentares são executados em função de um plano de distribuição elaborado em coordenação com o Sector Social do Conselho Técnico de Gestão de Calamidades e com o Cluster de Segurança Alimentar, que inclui o total de necessidades para um número determinado de pessoas num espaço de tempo estabelecido.

A intervenção do PMA enquadra-se nos esforços da Equipa Humanitária Nacional (HCT), composta pelas Agências das Nações Unidas e organizações não-governamentais (ONGs) nacionais e internacionais que trabalham em assuntos humanitários, em coordenação com o Conselho Técnico de Gestão de Calamidades (CTGC).

Cresce repúdio à morte de Emídio Macia: Parlamento pede pena exemplar

O advogado da família enlutada, José Nascimento, defende mesmo que a aplicação de uma pena exemplar aos autores do crime vai desencorajar práticas similares no futuro, quer seja por parte de agentes da Polícia, quer seja de qualquer outro cidadão que recorra à violência como método para reivindicar superioridade perante cidadãos indefesos.

Até prova em contrário, oito agentes da Polícia sul-africana encontram-se detidos em conexão com o caso, devendo ser presentes em juízo esta sexta feira, para uma audição que deverá determinar se permanecem detidos ou aguardam os ulteriores procedimentos judiciais em liberdade.

Uma multidão manifestou-se ontem defronte das instalações do Tribunal em Daveyton, onde decorreu uma audição destinada a identificar os agentes indiciados pelas testemunhas. Entre os dísticos e cânticos apresentados pelos manifestantes, estava patente o sentimento de revolta dos populares e de repulsa à atitude dos agentes ora detidos.

Emídio Macia, recorde-se, perdeu a vida na semana passada na cela de uma esquadra na região de Daveyton, arredores de Joanesburgo, para onde terá sido levado por agentes da Polícia local, depois de o terem agredido e amarrado na traseira da viatura da corporação, e o arrastado no asfalto por cerca de 400 metros.

Os resultados da autópsia feita ao corpo da vítima revelaram que Emídio Macia, de 27 anos de idade, que vivia naquele país desde os cinco anos, morreu vítima de uma hemorragia interna que se acredita causada pelos ferimentos causados durante a agressão.

Cresce repúdio à morte de Emídio Macia: Parlamento pede pena exemplar

Mesmo considerando o acto de condenável, o porta-voz da Comissão Permanente da Assembleia da República, Mateus Kathupa, disse acreditar que o incidente não vai perturbar as relações de boa vizinhança entre Moçambique e África do Sul, mas que a maneira como o caso for tratado pelas autoridades sul-africanas, pode ser determinante para o desencorajamento da violência naquele países vizinho.

Indignada com o caso está também a Liga dos Direitos Humanos (LDH) que, em comunicado recebido na nossa Redacção classifica a ocorrência de “brutal”, e apela a uma reacção do Governo ao mais alto nível, expressando abertamente a sua indignação para que fique claro que não está indiferente nem ausente, e para que o povo se sinta mais protegido pelas autoridades.

A Organização dos Trabalhadores de Moçambique, Central Sindical, (OTM-CS) também condena o acto que considera revoltante, e além de exigir que os autores sejam punidos, e que a família da vítima seja ressarcida pelos danos morais e materiais causados.

Abordado pela nossa Reportagem, em Joanesburgo, o advogado José Nascimento disse acreditar que, pela forma bárbara como o crime foi cometido e pelas provas que certamente serão apresentadas, outra alternativa não restará ao Tribunal que não condenar os autores.

Aliás, segundo ele, o amplo movimento de condenação do acto e de solidariedade para com a família da vítima é uma mostra clara de que o mesmo é chocante e que criou um sentimento de revolta de muita gente pelo mundo fora.

Enquanto isso, milhares de pessoas são esperadas hoje no Estádio de Daveyton, na cerimónia religiosa organizada, naquilo que deverá ser a derradeira homenagem a Emídio Macia, antes de o seu corpo ser transladado para Maputo onde deverá ser enterrado sábado num cemitério familiar no posto administrativo da Matola-Rio, província de Maputo.

Falso bispo encontrado a tentar infiltrar-se no Vaticano

Um homem vestido de bispo tentou entrar nesta segunda-feira (04) no recinto onde os cardeais realizaram a primeira reunião preparatória do conclave que elegerá o sucessor do papa Bento XVI e, apesar de ter conseguido burlar um primeiro controlo de segurança, foi interceptado e expulso.

O facto ocorreu logo pouco antes do início da reunião, enquanto chegavam os 140 cardeais e na presença de dezenas de repórteres de todo o mundo.

O homem, cuja identidade é desconhecida, chegou à chamada entrada “Petriana”, pela qual se acede ao complexo conhecido como Sala Paulo VI, próximo a Ala Nova do Sínodo onde realizam-se as congregações.

Falso bispo encontrado a tentar infiltra-se no Vaticano

Apesar de sua vestimenta, era possível perceber que o falso bispo tinha a batina curta demais e a faixa violeta na cintura era diferente da dos prelados. Também usava uma cruz pendurada no pescoço grande demais.

O falso bispo se apresentou acompanhado de várias pessoas vestidas como sacerdotes e não se sabe se eram autênticos ou não.

O homem conseguiu passar pelo primeiro controle da Guarda Suíça, mas depois foi interceptado pela polícia do Vaticano quando pretendia entrar na Sala Paulo VI, de onde foi expulso.

Ao ser perguntado sobre o incidente, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse que ele estava dentro do Ala Nova do Sínodo e que era a primeira notícia que tinha do ocorrido.

União Europeia lamenta morte de Chávez e destaca desenvolvimento social

A União Europeia emitiu esta quarta-feira um comunicado expressando «tristeza» pela morte do presidente venezuelano Hugo Chávez.

«A União Europeia recebeu com tristeza as notícias sobre a morte do presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez», refere o comunicado conjunto os presidentes do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e da Comissão Europeia, Durão Barroso.

Jose Manuel Barroso

A nota refere ainda que «a Venezuela se destacou pelo seu desenvolvimento social e pela sua contribuição à integração regional na América do Sul», e é ainda esperado que a UE e Caracas possam «aprofundar as suas relações no futuro».

600 quilos de heroína caem nas mãos da PRM

A PRM apreendeu esta semana, no posto fronteiriço de Namoto, distrito de Palma, Cabo Delgado, no limite com a Tanzânia, cerca de 600 quilogramas de heroína. Em conexão com o caso, foram detidos dois cidadãos da Guiné-Conakry que já se encontram na cidade de Pemba.

Malva Brito, porta-voz da Polícia em Cabo Delgado, disse que os detidos e a droga tinham como destino a África do Sul.

A droga que transportavam foi recolhida e guardada nos armazéns da Procuradoria Provincial para onde o caso foi encaminhado. Com características de um simples pó branco, a droga vem embalada em 118 sacos plásticos de cerca de 5 quilogramas cada.

heroina

De acordo com Malva Brito, a encomenda vinha carregada numa camioneta de cerca 7 toneladas e camuflada debaixo da carroçaria, num porão improvisado, o que fazia presumir que se tratasse de um veículo sem carga. A fonte fez saber que a altura da bagageira e o aroma estranhos, terão despertado a atenção da Polícia que de imediato tratou de revistar a viatura, exercício que culminou com a descoberta da droga e a detenção dos dois ocupantes.

`A altura desproporcional da bagageira da camioneta, o aroma estranho e o facto de estar a circular aparentemente vazia, chamaram à atenção das autoridades, tendo em conta que vinha duma longa viagem, o Quénia. A decisão tomada foi de revistá-la´afirmou Brito.

Disse, por outro lado, que depois da neutralização, os dois guineenses alegaram inicialmente estar a transportar fertilizantes para África do Sul, mas depois de aturadas investigações e esgotados os argumentos, tentaram, sem sucesso, subornar os guardas de fronteira, oferecendo-lhes 60 mil dólares norte-americanos, em troca da sua libertação, coisa que não foi aceite.

Brito fez saber a nossa fonte, que os dois indivíduos entraram no país através da fronteira de Namoto depois de terem atravessado o território tanzaniano, provenientes de Nairobi, capital do Quénia, sendo que o destino da encomenda era a África do Sul.

A camioneta de marca Toyota-Ace, matriculada na República Democrática do Congo, com a chapa de matrícula número CGO 2769AB22, supostamente pertença de um tal Sidiki Sano, de nacionalidade congolesa, residente em Moçambique, partira de Nairobi, na sexta-feira passada, tendo entrado em território moçambicano, no último domingo, com destino a Joanesburgo, onde alegadamente se encontra o suposto dono da droga.

Entretanto, os dois guineenses disseram a nossa fonte que não sabiam do conteúdo da carga que estavam a transportar. Mamadou Touré, um dos envolvidos no caso, disse que vive em Maputo e que há duas semanas foi contactado pelo seu amigo, Aly Badara Kallo, que se encontrava em Nairobi, para deslocar-se àquela cidade, a fim de juntos viajarem de carro para Maputo.

`Vivo em Maputo, este amigo telefonou-me na semana passada a dizer que devia me deslocar a Nairobi para me encontrar com ele e juntos partirmos para Maputo numa camioneta que seria conduzido por ele. Ele não conhecia Moçambique, queria a minha companhia. Cheguei a perguntar-lhe o que levaríamos na camioneta e disse-me que eram fertilizantes, ao que aceitei. Mas ontem fomos detidos na fronteira acusados de estarmos a transportar heroína, o que eu não sabia´ negou.

Por seu turno, Aly Badara Kallo, o suposto amigo de Touré, nega o seu envolvimento directo no caso, afirmando que é motorista de um cidadão congolês, natural de Bukavu e residente em Nairobi, de nome Sidiki Sano, e que terá sido este que o mandou levar o carro a Maputo, cidade na qual faria a entrega do veículo, a um outro motorista que, por sua vez, cumpriria com a última parte da viagem com destino à África do Sul.

Morte de Hugo Chávez: O adeus ao defensor dos pobres

Figura controversa, Hugo Chávez, o 56.º Presidente da Venezuela, morreu de forma precoce, derrotado por um cancro que mostrou que o mais forte líder político não está imune à fraqueza humana. É a crónica de uma morte anunciada, no adeus do defensor dos pobres, que ameaçava a democracia.

Hugo Rafael Chávez Frias nasceu a 28 de julho de 1954, em Sabaneta, Barinas. Foi um oficial militar de carreira, líder da Revolução Bolivariana, que defendia a doutrina do socialismo.

Fundou o movimento de esquerda Quinta República, sendo eleito presidente em 1998, tornando-se no 56.º presidente da Venezuela. Hugo Chávez obteve grande popularismo, em resultado da sua personalidade e das políticas que aplicou, de combate à pobreza, ao analfabetismo, à desnutrição e a outros problemas sociais.

Ao longo do seu polémico exercício, fundiu partidos da Venezuela, centralizou o poder e conseguiu controlar alguns eixos da economia venezuelana, como a indústria petrolífera, o Banco Central da Venezuela, o Tribunal Supremo de Justiça e a assembleia.

Hugo Chavez

A sua política era marcadamente anti-EUA, contra o capitalismo, na defesa dos países pobres, sobretudo as da América Latina. Hugo Chávez foi, no entanto, visto como uma ameaça à democracia. A Human Rights Watch criticou o autoritarismo de Chávez, que era visto por aquela ONG como uma ameaça aos direitos humanos.

E estes extremos de Chávez – o defensor dos pobres amado pelo seu povo e o líder autoritário que ameaça a democracia – marca uma personalidade que, independentemente de qualquer visão, fica na história mundial. Chávez, eleito em 2005 e 2006 pela revista Time como uma das pessoas mais influentes do mundo, conseguiu inscrever o seu nome na lista de líderes nacionais com maior preponderância no cenário político mundial.

A queda de Chávez não se faz no panorama político. Aos 58 anos, morre em Caracas, vítima de uma doença que o fragilizou, num paradoxo entre o político com personalidade forte e o homem que cede perante uma doença traidora.

O fim de vida, a crónica de uma morte anunciada, não representa o fim de Chávez. Os efeitos desta derrota do comandante já se fazem sentir, com o acentuar das cisões políticas na Venezuela e o aumento do ódio aos EUA.

Jovem morre espancado em casa da namorada

Jovem morre espancado em casa da namorada

Um cidadão que em vida respondia pelo nome de Nelson Khembo foi espancado até à morte por indivíduos até aqui não identificados, na residência da sua namorada, no bairro de Hulene “A”, cidade de Maputo.

Segundo o porta-voz da Polícia da República de Moçambique, PRM, Orlando Mudumane, as investigações feitas à posterior lavaram a concluir que o malogrado terá sido agredido na mesma residência onde acabou perdendo a vida. Acrescentou que há suspeitas de a namorada ter ligação com o crime.

Assim, a suposta namorada do malogrado é agora indiciada de ter ligação com a morte do seu parceiro e encontra-se detida na 14ª esquadra. A Polícia diz ter provas suficientes do envolvimento da jovem.

Cardeal de Lisboa reconhece dificuldades do Papa Bento XVI em governar a Igreja

Cardeal de Lisboa reconhece dificuldades do Papa Bento XVI em governar a Igreja
O Cardeal-patriarca de Lisboa reconhece que Bento XVI teve um pontificado difícil. “Este Papa teve frentes complicadas de grande exigência e sofrimento da Igreja”, declarou em conferência de imprensa, esta terça-feira, em Lisboa, o patriarca português.

Citado pelo jornal português, Público, o Cardeal José Policarpo refere que os escândalos da pedofilia; o fenómeno conservador dos cristãos que seguem o cardeal Marcel Lefebvre; e as cartas tornadas públicas pelo mordomo do Papa, no último ano, são  as “frentes mais complicadas” que Bento XVI teve de enfrentar.

“Não sei quantos bispos demitiu, mas foi um homem de grande coragem”, aponta D. José Policarpo sobre o escândalo da pedofilia, lembrando ainda os documentos redigidos por Bento XVI para aplicar nas dioceses, de maneira a combater e a evitar o abuso de crianças por consagrados.

Quanto ao chamado “lefebvrismo”, D. José Policarpo recorda que este foi um dossier herdado de João Paulo II e que o objectivo do Vaticano é evitar um “novo cisma do Ocidente”, entre os católicos pós e pré-Concílio Vaticano II, mas que Bento XVI não conseguiu grandes resultados. Sobre os seguidores do cardeal francês o patriarca de Lisboa diz: “É um problema de fé: se acreditam ou não na fé da Igreja.”

Marcel Lefebvre não aceitou as decisões saídas do Concílio Vaticano II, há 50 anos, não obedecendo, por isso, ao Papa e tendo ordenado quatro bispos à revelia da Santa Sé. “Este dossier não avançou e sei que fez sofrer muito o Santo Padre”, diz D. José, reforçando que Bento XVI não esqueceu o Vaticano II e por isso a Igreja celebra actualmente o Ano da Fé, “proclamando a actualidade do Concílio como bússola segura”.

Outro “dossier difícil” foi “o que se passou há meses dentro da Cúria” com a divulgação de cartas do Papa pelo seu mordomo. “Magoou muito o santo padre e deve tê-lo preocupado.” D. José confessa que rezou muito por Bento XVI durante esse período.

Agora, até que ponto estes temas fizeram o Papa renunciar ao cargo D. José Policarpo diz que “não sabe”. “Ninguém pode impedir que o Papa sofra”, acrescenta, mas “os motivos reais que o levaram a sentir-se sem força, só ele sabe.”

D. José lembra que, em termos físicos, Bento XVI está muito debilitado. Fez várias operações cardíacas e tem dificuldade em andar, é ajudado a subir as escadas.

Silêncio da EDM deixa consumidores perplexos

Silêncio da EDM deixa consumidores perplexos
Até ao fecho da presente edição da nossa fonte, ainda não havia informação oficial da Electricidade de Moçambique (EDM) a explicar o que está a acontecer com o fornecimento de energia eléctrica à cidade de Maputo. Tudo quanto se sabe é o que se vê e se vive.

O que se vive é que desde cerca da meia-noite da última sexta-feira, 08 de Fevereiro de 2013, toda a região do Grande Maputo, que inclui as cidades de Maputo e Matola. Depois de tudo ter ficado repentinamente às escuras, um “apagão” total, deixou de haver electricidade fornecida regularmente. Quando há é por umas horas e depois cortam ou fornecem. Estão constantemente a interromper, pondo em risco o funcionamento dos electrodomésticos e outros equipamentos eléctricos.

Passados quatro dias a “luz” chega, mas a conta-gotas, com cortes frequentes, continuando a por-se em risco os bens eléctricos dos utentes. Deixou de haver confiança no fornecimento regular de energia.
Sabemos particularmente, se bem que de fonte tecnicamente abalizada, que “explodiu, na subestação da Central Térmica – Sala de Comando, o barramento de 66 kV isolado a gás SF6, matando o respectivo operador, funcionário da EDM”.

A cidade da Matola deixou de estar afectada ainda no sábado. Apenas a cidade de Maputo sofreu, embora alguns bairros alimentados a partir de outro circuito que não está ancorado à subestação da Central Térmica tivessem continuado alimentados de corrente.

A nossa fonte contactou a directora de Comunicação e Imagem da Electricidade de Moçambique, Gilda Jofane, para lhe pedir explicação formal do que sucedeu e do que se está a passar volvidos quatro dias com o fornecimento da energia eléctrica à cidade de Maputo, mas ela mandou-nos aguardar.
Gilda Jofane disse-nos que estava muito exausta por, segundo ela, estar “desde sábado acampada no campo” juntamente com outros colegas para tentar resolver o problema registado no fornecimento da corrente.

Insistimos e Gilda Jofane acabou dizendo-nos que o “campo” é a “Central Térmica da EDM, na antiga SONEF (perto da Portagem de Maputo da via rápida Maputo – Matola) onde se registou uma explosão no passado sábado e até hoje ainda se trabalha para o restabelecimento normal da corrente”.

A directora Gilda Jofane não disse quando esse trabalho irá terminar, não disse exactamente o que explodiu, nem mesmo falou das causas e consequências dessa explosão para além do que vemos e vivemos: o “apagão” ou cortes constantes.

“Estamos a preparar um comunicado de Imprensa que será apresentado em conferência de Imprensa até amanhã (hoje, quarta-feira). Lamento muito que não possa dar mais dados”, foi essencialmente isto que disse a responsável pela comunicação na EDM.

No terreno

No terreno o que sucede é que a luz não chega a grande parte dos estabelecimentos desde sábado passado. O que funciona é com base em geradores e outras alternativas. Muitos estabelecimentos comerciais, ao fim do terceiro dia sem energia eléctrica, tiveram que fechar as portas para não acumularem mais prejuízos com electrodomésticos e diversos equipamentos eléctricos danificados.

O ambiente público é de grande indignação pelo silêncio a que a EDM se remeteu.
Inicialmente ficou toda a cidade de Maputo sem luz, mas desde segunda-feira as zonas suburbanas, alimentadas a partir da Matola, têm corrente, mas não têm a certeza de tê-la para sempre. E estão a ter energia com cortes sistemáticos.

O medo e a incerteza que se vive e se agudiza é suscitado pelo silêncio da Electricidade de Moçambique (EDM). Não se explica às pessoas o que se está a passar.

Polícia anuncia greve para o dia 1 de Abril

Polícia anuncia greve para o dia 1 de Abril
Não passa um mês que a classe médica decidiu paralisar as actividades nas unidades sanitárias públicas, entrando em greve contra grande oposição do Governo. Policias acabam de começar a agir e os professores estão a movimentar-se no mesmo sentido apontando para uma greve geral.

A greve dos médicos, que durou cerca de dez dias e abalou seriamente o Sistema nacional de Saúde, parece que quebrou o medo que reina(va) na administração pública e despertou outros sectores a lutarem pelos seus direitos contra um Governo que recusa se a autorizar greves aos funcionários do Estado ao mesmo tempo que ignora qualquer solução por via do diálogo que permita evitar-se situações de ruptura.

Agora, concretamente, sabe-se ao certo que a Policia está a agir. Acaba de anunciar um greve para o dia 01 de Abril, caso as suas reivindicações apresentadas por escrito ao governo, PR, Assembleia da República e outros organismos, não venham a ser atendidas.

Os agentes da Polícia da República de Moçambique ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado, a partir do dia 1 de Abril, como forma de pressionar o Governo a fazer um reajuste salarial significativo. Querem um salário mínimo na Policia de oito mil meticais/mês.
Os Policias dizem que depois de 01 de Abril só voltarão ao trabalho caso sejam satisfeitas as suas reivindicações.

Através de uma carta endereçada ao Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, datada de 24 de Janeiro de 2013, que passamos a transcrever na íntegra, os agentes da PRM referem que desde o mandato de Armando Emílio Guebuza a Polícia tem sido assolada por problemas de vária ordem, desde a falta de promoções, progressões e sem nunca terem conhecido um aumento salarial igual ou superior a 20%.

“Esta situação tem criado amplo descontentamento no seio dos membros da corporação, tomando em conta o custo de vida que vem registando um agravamento ininterrupto, daí que tem sido frequente o envolvimento de alguns agentes da corporação em actos criminais, desde o aluguer das armas aos bandidos, liderança de quadrilhas, subornos, extorsão e outros na tentativa de superar os míseros salários que o Estado lhes paga ainda com vários riscos sujeitos”.

“Se não vejamos: o último elemento desta instituição (Guarda da Polícia) tem como vencimento base 3.366,49 meticais, e líquido recebe: 4.102,86 meticais e, por sua vez, o rancho da família com três membros é de aproximadamente 2.000,00 meticais, mais 4.200,00 meticais das despesas diárias na compra de mata-bicho e verduras ou carapau para jantar já que está interdito de ter almoço (em casa), totalizando 6.200,00 meticais”, lê-se no documento.

“Neste valor, de acordo com a carta, ainda não contabilizou o que deve pagar para as matrículas das crianças; não comprou material e uniforme escolar; não incluiu valor da renda de casa, de transporte do funcionário e dos filhos acrescidos das ligações sujeitas; não comprou sapatilhas e roupa ao menos para crianças e ainda ninguém da família ficou doente”.
“Assim sendo, qual é a possibilidade deste membro sobreviver? Construir? Comprar electrodomésticos?”, questiona-se na carta dirigida ao Gabinete do Primeiro-Ministro.

Salário base de 8 mil meticais

Os membros da corporação usam a carta para pedirem que “se faça um reajuste da tabela salarial na ordem de oito mil meticais como vencimento base para Guarda da Polícia e sucessivamente, que se resolva a questão das progressões estagnadas desde 2005, bem como o assunto das promoções que andam a passo de camaleão e destinados aos da família Tivane (conhecidos), passarem a ser abrangentes, que se atribua a subsídios de alimentação e de transporte bem como o pagamento das horas-extras para os que trabalham para além da hora normal estabelecida pela lei”.

Comandante-geral da Polícia remete o assunto ao comandante-geral adjunto

Contactado pelo Canalmoz para comentar a ameaça da greve pelos agentes da corporação, o comandante-geral da PRM, Jorge Khalau, disse que ainda não tinha recebido nenhuma carta com o conteúdo desta natureza e nem sequer informação de ameaça da greve por parte dos membros da PRM.
Sem avançar mais detalhes, Jorge Khalau mandou a nossa Reportagem contactar o vice-comandante-geral como forma de se desembaraçar das perguntas do jornalista.

Xai-Xai: Retomada actividade comercial após inundação

Xai-Xai: Retomada actividade comercial após inundação

Algumas semanas após a interrupção de praticamente toda a actividade comercial na baixa da cidade de Xai-Xai, capital provincial de Gaza, como medida de precaução face às ameaças das cheias naquela parte da cidade, o comércio formal retomou ontem, reporta hoje o diário da nossa fonte.

A medida, de acordo com fontes municipais, surge em resposta à pressão que vinha sendo feita nos últimos dias pelos agentes económicos locais ansiosos em relançar os seus negócios depois da paragem imposta por aquele fenómeno da natureza.

Os comerciantes reatam o trabalho numa altura em que continua em vigor o alerta vermelho decretado pelas autoridades governamentais.

Aliás, os mesmos operadores económicos têm igualmente a convicção de se estar ainda em plena época chuvosa, daí a necessidade de serem tomadas todas as precauções de forma a se evitarem eventuais problemas.

Numa ronda pela cidade, a reportagem do Notícias diz ter observado a presença de um movimento desusado de camiões transportando mercadoria diversa, tendo em vista o reatamento da actividade a todo o gás para o alívio dos citadinos que se viam obrigados a encontrar alternativas para a satisfação das suas necessidades básicas em alimentos e outras, recorrendo a estabelecimentos improvisados, na zona de Tavene e Xiquelene.

Alguns operadores ouvidos pela nossa Reportagem a propósito do retorno das actividades reconheceram estarem a assumir este seu posicionamento cientes dos riscos, e desafios impostos pela natureza, mas que algo devia ser feito para não se matar a economia.

“ Como todos puderam ver ao longo de todo este período de total estagnação, para além de termos perdido muito dinheiro, os consumidores foram penalizados, porque alguns oportunistas que durante esta fase assumiram o monopólio, enveredaram pela especulação de preços”, disse José Matavel, comerciante em exercício na zona da Pontinha.

Entretanto, depois de três dias de trabalho árduo, a empresa FIPAG restabeleceu ontem em pleno o fornecimento da água à parte baixa para que as pessoas regressem com garantias da água potável, de forma a se evitar um eventual surto de doenças de origem hídrica.

Moçambique lidera em políticas de protecção das crianças no mundo

Moçambique lidera em políticas de protecção das crianças no mundo
Países como Moçambique e Angola estão na frente a nível internacional em algumas políticas de protecção das crianças, enquanto potências como os Estados Unidos mostram atraso noutras, revela um relatório que compara dados de 189 países.

O documento do Centro de Análise de Política Mundial da Universidade da Califórnia  Los Angeles (UCLA), intitulado “Mudar as Oportunidades das Crianças”, foi hoje apresentado em Londres, e compara pela primeira vez informação e leis em 191 países que abrangem pobreza, discriminação, educação, saúde, trabalho infantil, casamento infantil e cuidados parentais.

Uma das conclusões alcançadas foi que não é preciso ser um país desenvolvido para estar na frente de algumas destas políticas, afirmou uma das autoras, Jody Heymann, reitora da Escola de Saúde Pública da UCLA.

Dia dos Namorados – Mil milhões a dançar contra a violência sobre as mulheres

Dia dos Namorados - Mil milhões a dançar contra a violência sobre as mulheres
Mais de 200 países vão aderir à dança global convocada para quinta-feira pela campanha One Billion Rising, que quer pôr as ancas do mundo a abanar, pelo fim da violência contra as mulheres.

O nome encontra explicação numa estatística das Nações Unidas: “mil milhões de mulheres – uma em cada três – serão violadas e agredidas no planeta durante a sua vida”. A campanha propõe que um número igual ou superior de mulheres e homens se junte em todo o mundo, dançando, para combater a violência.

“Mil milhões de mulheres violadas é uma atrocidade; mil milhões de mulheres a dançar é uma revolução”, compara a campanha One Billion Rising (www.onebillionrising.org).

A mobilização colectiva conta já com a marcação de duas dezenas de eventos de norte a sul de Portugal, envolvendo organizações nacionais como a APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima), a Associação Portuguesa de Mulheres Juristas, a ILGA Portugal, a UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta), a Amnistia Internacional – Portugal e a companhia Chapitô, mas também vários organismos locais, entre escolas e associações.

Em Lisboa, por iniciativa da socialista Ana Gomes, deputadas e activistas adoptaram o slogan “@ Menin@ Dança?” e vão apresentar uma coreografia para a música “Break the Chains”, na quinta-feira, no Largo de Camões, a partir das 17:30.

Em nome das dinamizadoras da campanha em Portugal, a eurodeputada socialista Ana Gomes, que já dançou pela campanha durante a apresentação, no Parlamento Europeu, juntamente com a eurodeputada bloquista Marisa Matias, disse à Lusa que se pretende que “cidadãos e cidadãs” se mobilizem “activamente pelo fim da violência contra as mulheres, em todas as formas”.

Qualquer cidadão deve “denunciar comportamentos que são desculpantes ou encorajadores de actos de violência contra mulheres”, frisa Ana Gomes.

Essa “consciencialização” deve revelar que “as pessoas no seu dia a dia estão atentas, não deixam passar casos, não se intimidam se souberem que alguém é vítima de violência, por exemplo na família, que se mobilizam, que não deixam que o silêncio continue a proteger os criminosos, que denunciam e que dão apoio à vítima”, concretiza.

Sublinhando que “as violações” contra as mulheres “ocorrem por todo o mundo, nos países em desenvolvimento, mas também nos países mais avançados”, Ana Gomes diz que se impõe “uma mudança de mentalidade, entre homens e entre mulheres”.

A ideia da campanha, apoiada por celebridades como Jane Fonda, Robert Redford e Charlize Theron, surgiu depois de Eve Ensler, conhecida dramaturga dos Estados Unidos e autora do livro “Os Monólogos da Vagina”, ter visitado uma comunidade na República Democrática do Congo.

Nessa comunidade, onde as mulheres são altamente vulneráveis à violência, as feridas ultrapassam-se através da dança.

Daí a escolha de Eve Ensler, fundadora do V-Day, movimento global pelo fim da violência contra mulheres, para a acção global marcada para o Dia de São Valentim, ou dos Namorados. “A dança dá grande energia e cria um sentimento de solidariedade”, justifica Ana Gomes.

Khálau diz que os que estavam contra a sua recondução vão aturá-lo mais um mandato

Khálau diz que os que estavam contra a sua recondução vão aturá-lo mais um mandato
Desta vez, na sua primeira aparição pública, desde que foi reconduzido ao cargo de comandante-geral da Polícia, pelo Presidente da República, o homem mais forte da Polícia disse que todos aqueles que estavam contra a sua recondução vão ter que aturá-lo por mais um mandato.

Discursando na cerimónia de patenteamento de setenta e quatro agentes da Polícia, entre guardas, sargentos, oficiais subalternos e superiores, Khálau disse, ao seu estilo peculiar, esperar contar com o apoio de todo o povo moçambicano, incluindo aqueles que não queriam que fosse novamente nomeado para desempenhar aquelas funções.

“Neste meu segundo mandato, vou contar com o apoio de todos. E aqueles que não queriam que eu fosse reconduzido ao cargo, vão ter que me aturar”, disse, dirigindo-se aos agentes da sua corporação e ao público em geral.

Khálau pediu, igualmente, o apoio dos magistrados e da sociedade moçambicana no combate à criminalidade que, nos últimos tempos, recrudesce no país.

Conexões de primeira classe

Conexões de primeira classe

Discrepância de números

Discrepâncias nos dados comerciais indicam que, em 2012, companhias chinesas importaram entre 189 615 e 215 654 metros cúbicos de madeira, exportados ilegalmente de Moçambique – constituindo 48% de todas as importações da China do país. Ademais, as pesquisas da EIA demonstram que as importações chinesas de Moçambique em 2012 excedem massivamente não só as exportações licenciadas, mas também excedem o licenciamento florestal em 154 030 metros cúbicos – gerando uma percentagem alarmante de 48% de corte ilegal no país. Tais crimes custam a Moçambique milhões de dólares a cada ano em impostos perdidos, recursos cruciais para o quarto país mais subdesenvolvido do mundo.

Elaborado a partir de um relatório da EIA de Novembro de 2012 sobre as importações ilegais de madeira da China, este relatório providencia casos de estudo de algumas das maiores companhias que hoje estão a cometer estes crimes em Moçambique, expondo as técnicas de contrabando, o clientelismo político e a corrupção que o facilita.

Os números

Uma análise dos dados do comércio madeireiro sino-moçambicano, durante os últimos seis anos, demonstra um claro padrão de corte ilegal e de contrabando de madeira. Em 2012, o governo de Moçambique registou exportações de 260 385 metros cúbicos de madeira em tora e serrada ao mundo, incluindo a China, enquanto a China registou importações de 450 000 metros cúbicos de madeira em tora e serrada de Moçambique.

A discrepância é de 189 615 metros cúbicos, constituída quase inteiramente de madeira em tora contrabandeada fora de Moçambique por empresas chinesas, e provavelmente composta primariamente por espécies de “primeira classe” – cuja exportação em tora é proibida.

Em 2012, a China registou importações de 323 000 metros cúbicos de madeira em tora de Moçambique, enquanto Moçambique registou exportações globais de madeira em tora para o mesmo período de apenas 41 543 metros cúbicos.

A escala do contrabando é espantosa – com a discrepância a constituir 42% do total das importações registadas pela China de Moçambique em 2012, e ainda 72% do total de exportações de madeira de Moçambique registados para os mercados globais naquele ano. Enquanto 2012 demonstrou a discrepância mais alta dos últimos anos, o padrão do contrabando já era perceptível há alguns anos.

Entre 2007 e 2012, mais de 707 025 metros cúbicos das importações chinesas de madeira moçambicana não foram registados como exportações por Moçambique.

A perda financeira deste comércio ilegal é significativa. Em 2010, as exportações de madeira moçambicana para China foram de 49 milhões de dólares, enquanto as importações de madeira proveniente de Moçambique registadas na China foram de 134 milhões de dólares, o que indica que 85 milhões de dólares desapareceram.

Contabilizando o facto de que a China importa 90% de toda madeira exportada de Moçambique (e não todas as exportações globais de Moçambique), pode inferir-se que 215 654 metros cúbicos, ou 48% de todas as importações da China em 2012, não foram registados como exportações pelas autoridades de Moçambique.

Aplicando esta mesma lógica aos últimos seis anos, pode inferir-se que 804 622 metros cúbicos de madeira provenientes de Moçambique – principalmente madeira em tora – foram contrabandeados para China entre 2007 e 2012.

Corte ilegal de madeira em Moçambique

Com o crescimento do volume de madeira comercializado entre China e Moçambique, é possível identificar como o contrabando que abastece a demanda chinesa está a contribuir directamente para o corte ilegal de madeira em Moçambique.

O licenciamento florestal de Moçambique em 2012 foi de 321 370 metros cúbicos, o mais alto desde 2007. Utilizando um cálculo de conversão de 80% para as importações de madeira serrada da China (Roundwood Equivalent – RWE), e juntando isso às importações de madeira em tora, um total de 475 400 metros cúbicos de madeira em tora teria que ser colhido para fornecer os registos de importações chinesas de madeira moçambicana para 2012. Isso indica que as importações de madeira moçambicana da China excederam o licenciamento florestal em 154 030 metros cúbicos para 2012 – gerando uma taxa de corte ilegal de 48% no país.

De facto, entre 2007 e 2012, as importações registadas pela China de Moçambique excederam o licenciamento florestal em todos os anos, com excepção de 2009. Durante este período, companhias chinesas importaram 401 181 metros cúbicos(RWE) acima do licenciamento florestal de Moçambique.

Desde 2007, o Corte Anual Admissível (CAA) de Moçambique tem sido de 515 672 metros cúbicos por ano, o qual contribui para a definição do licenciamento florestal. Em 2012, as importações chinesas de madeira de Moçambique aumentaram 22%, somente 40 000 metros cúbicos abaixo do CAA de Moçambique.

Se este comércio continuar a aumentar, as importações chinesas excederão o CAA de Moçambique em 2013. Nenhuma destas estatísticas inclui exportações para outros mercados ou o consumo nacional de madeira em Moçambique, os quais, se incluídos, revelariam índices de corte e de comércio total de madeira em Moçambique dramaticamente maiores que os índices legais e sustentáveis.

Como se pode perceber, a maioria do comércio sino-moçambicano não é apenas ilegal, mas provavelmente está desmatando as florestas de Moçambique além do seu rendimento máximo sustentável.

A partir de sistemas fotovoltáicos: Energia eléctrica chega a famílias rurais de Maputo

A partir de sistemas fotovoltáicos: Energia eléctrica chega a famílias rurais de Maputo
A companhia alemã está a financiar a montagem de cerca de 250 postos de venda e distribuição de sistemas fotovoltáicos nas zonas rurais da província de Maputo para benefício de populações de baixa renda.

Com duração de três anos, o programa tem também em vista apoiar os esforços de Moçambique no cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODMs), da Organização das Nações Unidas (ONU) no que respeita á redução dos altos níveis de pobreza no país, segundo revelou Tobias Zwirner, director da Phaesun.

Ginda Monjane, empreendedora da iniciativa, assegurou que este projecto é a realização de um sonho, pois há muitos anos que vem trabalhando na iniciativa para beneficiar as populações das regiões distantes, tendo usado como protagonista e fonte de inspiração a sua avó que durante décadas viveu no escuro.

Hoje, Gilda Monjane inverteu o cenário e oferece energia de baixo custo aos mais necessitados, criando-lhes oportunidade de melhorar a vida.

Com efeito, começam a surgir nos locais onde o projecto está a ser implementado diversas iniciativas sociais e económicas, concorrendo todas para a elevação da qualidade de vida das populações.

De salientar que um dos primeiros locais de distribuição e venda de sistemas fotovoltáicos foi inaugurado semana passada no distrito de Boane, província de Maputo.

Além de Maputo, a iniciativa será estendida ainda este ano para a província de Gaza, segundo revelou Gilda Monjane.

O projecto de uso de sistemas fotovoltáicos foi lançado pela ONU em 2012 com o propósito de aumentar o acesso universal aos serviços de energia moderna e incentivar a utilização de energias renováveis com vista à preservação do meio ambiente no mundo.

Governo quer investidores para agricultura comercial

Governo quer investidores para agricultura comercial

Segundo o governante, o investimento que o governo vai mobilizar será aplicado na capacitação dos pequeno e médios produtores visando estimular o seu crescimento ate o nível de farmeiros que, por seu turno, possam assegurar emprego a todos aqueles que venham abraçar a agricultura como sua actividade principal.

“O país não pode continuar pregado a uma agricultura de subsistência porque não ajuda a elevar o nível de qualidade de vida do produtor e a base deve ser a sua capacitação para que sozinho possa garantir o seu sustento e das comunidades circundantes”- disse José Pacheco.

Outra prioridade das autoridades governamentais ligadas ao sector da agricultura prende-se com a necessidade do reforço da actividade de investigação focalizada na produção de sementes de qualidade e sua disponibilização através de uma rede flexível aos produtores do sector familiar. O importante neste momento é o incremento dos volumes de produção agrícola particularmente nas culturas alimentares reforçou Pacheco.

Focando as chuvas que tem estado a cair com alguma intensidade um pouco por todo o país, José Pacheco disse que para o caso da província de Nampula ela não vai produzir efeitos que possam reflectir-se negativamente naquilo que é esperado na presente campanha agrícola cuja meta é de mais de 6 milhões de toneladas, um crescimento de cerca de 10 por cento em relação aos resultados alcançados na última safra.

Reconheceu que em alguns distritos sobretudo no sul nomeadamente Angoche, Moma e Mogincual algumas culturas vão ficar afectadas pelas inundações que os principais rios que atravessam a região estão a provocar, observando seguidamente que a abundância de agua pode constituir uma vantagem para os produtores que dominam conhecimentos sobre a boa gestão da mesma para irrigação dos campos noutras fases da safra.

O ministro da agricultura visitou ontem empreendimentos agrícolas e de produção de aves para abate localizados na cidade de Nampula. Escalou igualmente o centro de investigação e multiplicação de mudas de Nassuruma distrito de Meconta onde se inteirou do estágio de criação de uma unidade de processamento do falso fruto do caju visando a comercialização do produto, que segundo ele devera abrir nos próximos tempos simultaneamente com a actividade de treinamento dos produtores.

Empresas russas investem no mercado moçambicano de comunicações

Empresas russas investem no mercado moçambicano de comunicações
Um acordo nesse sentido, foi ontem rubricado em Maputo, por representantes da empresas Multinet Moçambique, Multinet da Rússia) e Renova Group, enquadrando-se no âmbito da visita oficial que o ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa, Serguei Lavrov, está a efectuar ao país.

Ao abrigo da parceria, que prevê investimentos num intervalo entre 30 e 50 milhões de euros, a Multinet da Rússia (vocacionada à prestação de serviços de acesso à Internet de banda larga) e a Renova Group (que aposta na fibra óptica), irão juntar sinergias para atacar aqueles segmentos de mercado através da Multinet Moçambique.

Viacheslav Yakunin, Renova Group, disse na ocasião que as empresas russas estão convencidas que a situação económica e política em Moçambique é estável e que o país apresenta grades índices de desenvolvimento económico, para além das condições criadas para os investidores estrangeiros serem “muito atraentes”.

“Mais do que isso, as empresas mostram o interesse para este projecto porque existe a possibilidade de complementarem a experiência de cada uma delas e criar condições que permitirão prestar um complexo de serviços de alta qualidade para todos os segmentos do mercado”, disse.

Ainda segundo a fonte, o facto da Multinet Moçambique, que foi fundada em 2007 com a participação da Multinet da Rússia, ser uma companhia “bem forte, abre boas possibilidades para o projecto ser bem sucedido”.

“A nossa ideia é que reunindo as tecnologias podemos trazer um produto completamente diferente dos nossos concorrentes. Caso sejamos bem sucedidos, iremos multiplicar essa experiência para toda a região da África Austral, mas a partir de Moçambique”, disse Viacheslav Yakunin.

Por seu turno, Jóia Santos, director da Multinet Moçambique, afirmou na ocasião, que “é um grande passo a nossa decisão de optarmos por uma economia de mercado”.

“Temos a oportunidade de termos uma grande indústria do sector privado russo no nosso país que está a desenvolver o primeiro projecto de comunicações em África. Pensamos que vamos ser uma empresa de sucesso, não só no país, mas pretendemos também abranger a nossa região”, disse Jóia Santos.

A Multinet da Rússia é um grupo de companhias internacionais e operam na área de telecomunicações na Ásia, África e América Latina. O grupo foi fundando no ano 200 e centra as suas actividades como provedor de serviços de Internet da banda larga nos mercados dos países em desenvolvimento.

O grupo das companhias Renova, encontra-se entre os dez maiores grupos probados da Rússia e está presente no sector mineiro sul-africano, através da empresa mista “United Manganese of Kalahari”, onde já investiu cerca de meio bilião de dólares norte-americanos.

A Renova está a estudar a possibilidade de desenvolver projectos mineiros em Moçambique nos sectores de carvão, areias pesadas e ouro.

Implementação de projectos no país: Multinacionais instadas a fazer estudos adicionais

Implementação de projectos no país: Multinacionais instadas a fazer estudos adicionais
Em Janeiro, a Rio Tinto anunciou perdas de mais de dois mil milhões de euros, em prejuízos acumulados pela nas suas operações em Moçambique, devido a dificuldades de escoamento da produção de carvão.

Respondendo a uma pergunta sobre o impacto da situação da Rio Tinto na confiança dos investidores internacionais em Moçambique, o vice-ministro do Recursos Minerais, Abdul Razak, recusou referir-se directamente ao caso, mas apontou a necessidade de “estudos de viabilidade adicionais”, para a obtenção de dados fiáveis sobre a rentabilidade dos investimentos.

“Todas as empresas fazem o “due diligence” (diligências necessárias), há sempre margens de erro, é necessário fazer sempre estudos adicionais”, enfatizou Abdul Razak, citado pela Lusa.

Segundo a mesma fonte, o vice-ministro dos Recursos Minerais de Moçambique apontou o exemplo da brasileira Vale, que, disse, estudou com profundidade o potencial das concessões de carvão que explora na província de Tete.

“A Vale gastou 80 milhões de dólares em estudos de viabilidade adicionais para apurar as reservas da sua concessão, apesar de já haver estudos bem feitos no tempo colonial e depois da independência”, afirmou Abdul Razak.

Sobre os problemas logísticos que estiveram na origem dos prejuízos registados pela Rio Tinto, Razak afirmou que o Estado moçambicano instituiu um “fórum” de consulta com as empresas do sector de mineração, que têm sido informadas sobre o ponto de situação de construção de infra-estruturas de escoamento da produção.

Entretanto, sabe-se que a Vale Moçambique, outra concessionaria do carvão mineral está a trabalhar para a viabilização de um projecto de construção de uma linha férrea entre Tete e o porto de Nacala, na província de Nampula, para garantir o escoamento do mineral.

Governo não politiza ajudas humanitárias

Governo não politiza ajudas humanitárias

Júlio Langa, agricultor, que falava em representação de um grupo de camponeses que perderam os seus bens devido às enxurradas, reagia a alegadas acusações que teriam sido feitas pela organização não-governamental sul-africana GivesoftheGives, segundo as quais administradores distritais em Gaza teriam desviado produtos  destinados às populações vítimas das cheias.

“Pelo que sabemos uma organização não-governamental sul-africana esteve a distribuir alimentos destinados às vítimas das cheias em Chókwè e Lionde  a pessoas não necessitadas que circulavam pelos estabelecimentos comerciais em Mazivila. Na tarde do mesmo dia 4 do mês em curso, cerca das 17:00 horas, a mesma ONG voltou a distribuir alimentos na zona de Dzimbene, em Macia, distrito do Bilene”, revelou.

Por seu lado, o régulo Feniasse Zibia chegou mesmo a afirmar  que “num momento de dor e desolação por que passam as pessoas estão a passar é condenável que apareçam organizações estrangeiras de má-fé que pretendem instalar a discórdia entre o Governo e a população. Nós não queremos mais a presença dessa organização aqui no nosso distrito”.

Aliás,  o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades Naturais (INGC) já tinha vindo a público distanciar-se de tais acusações considerando-as infundadas.

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