O vulcão Etna, localizado no sul de Itália, voltou a entrar em erupção na noite do passado domingo. A actividade sísmica na região intensificou-se significativamente na manhã de segunda-feira, com relatos de um desabamento parcial de uma das crateras.
Actualmente, um pequeno transbordamento de lava é visível na cratera sul do Etna, que está a registar explosões de intensidade crescente e quase contínuas. As previsões indicam que estas explosões poderão aumentar ainda mais.
Apesar da intensificação dos tremores, a actividade sísmica permanece limitada ao cume do vulcão, a uma altitude de 2.900 metros acima do nível do mar, mantendo-se, até ao momento, afastada das áreas habitadas.
Face à situação, o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) – Observatório do Etna, actualizou o alerta de aviação para o nível mais elevado, vermelho, devido às densas nuvens de cinzas e fumo que emanam do vulcão. Esta medida visa garantir a segurança das operações aéreas na região.
No entanto, e apesar do alerta emitido, o Aeroporto Internacional Vincenzo Bellini, em Catânia, continua a operar normalmente, monitorizando de perto a evolução da situação. A erupção, embora espectacular e geradora de preocupação, não levou ao encerramento do espaço aéreo ou do aeroporto até ao momento.
A Polícia Judiciária de Portugal anunciou a retoma das buscas por pistas relativas ao desaparecimento de Madeleine McCann, ocorrido há 17 anos.
A nova operação contará com o apoio da Polícia Federal Alemã e será concentrada nos arredores da Praia da Luz, no Algarve, região sul de Portugal, onde a menina britânica desapareceu em 2007.
Madeleine tinha apenas três anos quando se verificou o seu desaparecimento do quarto de um apartamento arrendado pela sua família, no resort Ocean Club, durante umas férias em Portugal. O caso rapidamente alcançou uma enorme repercussão internacional e, desde então, várias linhas de investigação foram exploradas, sem que se tenha chegado a conclusões definitivas.
Esta nova etapa das buscas é desencadeada por um mandado emitido pelo Ministério Público de Brunswick, no norte da Alemanha, que está a conduzir uma investigação preliminar sobre Christian Brueckner, considerado o principal suspeito no caso.
Segundo as autoridades portuguesas, os trabalhos envolverão uma “ampla gama de acções” nas imediações do local do desaparecimento.
A Polícia Judiciária indicou que todo o material que eventualmente seja recolhido será entregue à polícia criminal federal alemã, mediante autorização prévia do Ministério Público de Portugal. Este desenvolvimento assinala um novo esforço conjunto na busca por respostas para um dos casos de desaparecimento mais mediáticos da história recente.
Em um desenvolvimento crucial para os esforços de paz, o governo da Rússia divulgou as suas condições para um cessar-fogo e o fim definitivo do conflito na Ucrânia.
As exigências, detalhadas num memorando de paz, foram tornadas públicas por agências estatais russas na segunda-feira, após uma nova ronda de negociações directas entre delegações de ambos os países, realizada em Istambul, na Turquia.
A principal e mais significativa exigência de Moscovo para um desfecho permanente do conflito é o reconhecimento formal por parte da Ucrânia de Donetsk, Lugansk, Zaporizhzhya e Kherson como territórios integrantes da Federação Russa. Estas regiões foram alvo de anexação unilateral pela Rússia, num movimento não reconhecido pela maioria da comunidade internacional.
Para um cessar-fogo temporário, a Rússia impõe a retirada completa das tropas ucranianas de todos os territórios que Moscovo considera como seus, o que inclui as já mencionadas áreas de Donetsk, Lugansk, Zaporizhzhya e Kherson.
O memorando russo detalha ainda uma série de dez exigências para uma trégua de 30 dias, que seria implementada após a completa retirada das unidades ucranianas dos territórios anexados pela Rússia. Entre as condições para esta trégua de maior duração, destacam-se:
O fim de toda a ajuda militar internacional à Ucrânia, abrangendo inclusivamente serviços de satélites de comunicação.
A implementação de uma amnistia mútua para prisioneiros políticos e a libertação de civis detidos.
O levantamento da lei marcial na Ucrânia e o anúncio de novas eleições.
Adicionalmente, o memorando russo sugeriu a possibilidade de uma trégua humanitária de dois a três dias em áreas da linha da frente de combate, destinada especificamente ao resgate de corpos de soldados falecidos. Esta trégua mais curta ocorreria no início dos trabalhos sobre um tratado de paz definitivo, sinalizando uma potencial fase preliminar para negociações de longo prazo.
As negociações em Istambul representam um esforço contínuo para encontrar uma solução diplomática para o conflito, embora as exigências apresentadas pela Rússia, particularmente no que diz respeito à soberania territorial da Ucrânia, coloquem desafios consideráveis para a sua aceitação por Kiev e pela comunidade internacional.
A Polícia Municipal de Maputo retomou a fiscalização das viaturas de transporte semi-colectivo de passageiros, popularmente conhecidas como “chapas”.
Esta acção surge após um período de manifestações que levou os agentes municipais a abandonar as ruas, resultando num cenário de anarquia nas vias da capital.
Durante o período de ausência da fiscalização, os operadores de “chapas” passaram a recolher e deixar passageiros em locais não autorizados, como rotundas, cruzamentos e outros pontos impróprios, fora dos parques e terminais designados.
Segundo Naftal Lay, porta-voz da corporação, o objectivo desta operação é restaurar a ordem e garantir o cumprimento das normas de trânsito. A fiscalização estará concentrada em pontos críticos da cidade, nomeadamente no Zimpeto, Praça dos Combatentes, Jardim da Liberdade (Madjermane), Albazine e Costa do Sol.
A medida visa assegurar a segurança rodoviária e a fluidez do tráfego, coibindo as práticas que se tornaram comuns durante a ausência da Polícia Municipal.
O magnata da tecnologia e filantropo Bill Gates anunciou a sua intenção de doar 99% da sua fortuna, avaliada em cerca de 200 mil milhões de dólares, ao continente africano.
As doações serão efectuadas progressivamente até 2045, ano em que a Fundação Bill & Melinda Gates tem prevista o encerramento das suas operações. O anúncio foi feito durante um discurso proferido na sede da União Africana, no passado mês de Maio, conforme noticiou a BBC.
O cofundador da Microsoft explicou que este avultado montante será investido em África com o objectivo de impulsionar a prosperidade do continente. Os fundos serão canalizados prioritariamente para as áreas da saúde e educação, visando especificamente projectos que promovam o bem-estar de mães e crianças, melhorem a nutrição e reforcem os sistemas de saúde locais.
No seu discurso, Bill Gates também encorajou os jovens africanos a abraçarem a inovação e a utilizarem o potencial da Inteligência Artificial (IA) para aprimorar os cuidados de saúde. Como exemplo prático, destacou o caso do Ruanda, onde já se realizam ecografias com recurso à IA para identificar gravidezes de risco, demonstrando o impacto transformador da tecnologia.
O gesto do multimilionário foi elogiado por figuras proeminentes do continente, como a activista social moçambicana e Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Graça Machel.
Machel salientou que a doação chega num momento crucial para África, especialmente após os cortes recentes em vários programas de apoio à saúde financiados pelos Estados Unidos, que deixaram muitos países com menos recursos.
Apesar de a Fundação Gates ser alvo de algumas críticas, incluindo acusações de alegada evasão fiscal e de acumular excessivo poder no sector da saúde global, Bill Gates reiterou o seu desejo de não ser recordado como alguém que morreu rico.
Mesmo com a doação de 99% da sua vasta fortuna, o empresário deverá manter-se numa posição de destaque no ranking das pessoas mais ricas do mundo, estimando-se que conserve o quinto lugar na tabela da Bloomberg, segundo referências da BBC.
Mais de cinco mil e trezentos cidadãos brasileiros que residem em Portugal foram notificados para abandonar o país, na sequência da negação dos seus pedidos de residência pelas autoridades portuguesas.
Esta medida insere-se num processo mais abrangente que abrange cerca de 34 mil imigrantes de diversas nacionalidades, conforme avançado pela imprensa local na segunda-feira.
Segundo o Governo português, as notificações começaram a ser enviadas nas últimas semanas, através da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA). A emissão destas comunicações foi significativamente intensificada no final de Maio, com uma média de cerca de duas mil notificações expedidas diariamente.
Após a recepção da notificação, os imigrantes dispõem de um prazo de 20 dias para sair do país de forma voluntária. Caso este prazo não seja cumprido, o processo poderá evoluir para uma expulsão coerciva, que será efectuada com o apoio das forças de segurança.
António Leitão Amaro, Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, esclareceu que o sistema prevê esta etapa inicial de aviso, que visa permitir a saída espontânea dos indivíduos. A fase de retirada compulsória só será accionada se o imigrante não se ausentar do território nacional dentro do período estabelecido.
Os brasileiros constituem o segundo maior grupo afectado por esta medida, sendo superados apenas pelos cidadãos indianos. A lista inclui ainda indivíduos de Bangladesh, Nepal, Paquistão, entre outros países. Os dados por nacionalidade são os seguintes:
Indianos: 13.466
Brasileiros: 5.386
Bangladeses: 3.750
Nepaleses: 3.279
Paquistaneses: 3.005
Argelinos: 1.054
Marroquinos: 603
Colombianos: 236
Venezuelanos: 234
Argentinos: 180
Outras nacionalidades: 2.790
A expectativa do Governo português é que novas notificações continuem a ser enviadas nas próximas semanas, uma vez que milhares de pedidos de residência ainda se encontram em análise. Os dados divulgados pela imprensa local indicam que cerca de 18,5% dos pedidos estão a ser rejeitados.
Pelo menos 27 palestinianos morreram e aproximadamente 200 ficaram feridos na Faixa de Gaza, após terem sido atingidos a tiro enquanto se dirigiam para um local de distribuição de ajuda humanitária, nomeadamente alimentos.
O número de vítimas mortais poderá ainda aumentar, dada a gravidade dos ferimentos de alguns dos atingidos.
O incidente, que marca o terceiro do género em três dias, ocorreu quando os palestinianos procuravam receber bens essenciais. O exército israelita, por sua vez, alega que “alguns suspeitos” se desviaram da rota predefinida, abordaram as suas forças e ignoraram os tiros de aviso. No entanto, as Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que foi aberta uma investigação para apurar com exactidão os acontecimentos.
Os números foram confirmados por Hisham Mhanna, porta-voz da Cruz Vermelha Internacional (CVI). De acordo com Mhanna, o hospital de campanha da CVI em Rafah recebeu 184 feridos, dos quais 19 foram declarados mortos à chegada.
Os restantes oito faleceram posteriormente devido à gravidade dos seus ferimentos. Estes dados são semelhantes aos registados no passado domingo, quando centenas de palestinianos, em situação de fome, procuravam comida num centro de distribuição de ajuda humanitária e foram alvo de um incidente similar.
A operação militar israelita na Faixa de Gaza, que iniciou a 27 de Outubro de 2023, continua a ter um impacto devastador na população civil. Desde essa data, o conflito já provocou a morte de mais de 54 mil palestinianos, incluindo um número significativo de crianças, mulheres e idosos. Do lado israelita, os últimos dados indicam 424 baixas no seu exército.
A escalada de violência e os incidentes em pontos de distribuição de ajuda humanitária agravam a crise humanitária na Faixa de Gaza, levantando crescentes preocupações internacionais sobre a protecção de civis e o acesso seguro a bens essenciais.
Um grupo de homens armados assaltou uma bomba de combustível no bairro de Minkanhine, distrito de Marracuene, província de Maputo.
De acordo com testemunhas locais, os assaltantes, que se estimam ser entre 10 a 12 indivíduos, estavam armados com armas de fogo. Renderam o segurança do local e amarraram os três funcionários que se encontravam de serviço.
Os criminosos conseguiram levar cerca de 250 mil meticais, correspondentes à receita diária da bomba de combustível, e roubaram três telemóveis dos trabalhadores.
As obras de construção dos 72 quilómetros de linha férrea que ligam a Vila-Nova-de-Fronteira, no distrito de Mutarara, em Tete (Moçambique), à localidade de Nsanje, no Malawi, deverão estar concluídas em Agosto deste ano.
A garantia foi dada pelo governo malawiano, que espera que esta nova infra-estrutura ferroviária impulsione significativamente o comércio regional.
O projecto, que visa conectar o Malawi ao Porto da Beira, em Moçambique, tem agora 45% de execução.
Inicialmente orçado em cerca de 68,2 mil milhões de kwachas (aproximadamente 2,5 mil milhões de meticais), o governo do Malawi precisou de assegurar um financiamento adicional de 71 mil milhões de kwachas (cerca de 2,7 mil milhões de meticais) para cobrir custos.
A desvalorização do kwacha e o aumento do âmbito das obras foram os principais factores que ditaram o atraso e a necessidade de uma adenda ao contrato com o empreiteiro.
A queda inesperada de uma árvore (carvalho cinquentenário) em Veneza deixou pelo menos doze pessoas feridas, incluindo turistas estrangeiros.
O incidente ocorreu nas proximidades de uma paragem de autocarro na Piazzale Roma, um ponto nevrálgico para o transporte de e para a cidade lagunar, a partir da terra firme.
A árvore ruiu sobre um grupo de pessoas que procurava sombra na zona, um local de grande afluxo de passageiros. As autoridades locais não avançaram com as causas da queda.
As equipas de emergência foram rapidamente mobilizadas para o local para prestar auxílio aos feridos, que foram posteriormente encaminhados para unidades hospitalares. A identidade e o estado de saúde exacto dos feridos não foram de imediato divulgados.
Uma história de horror e dor abala o distrito de Dondo, na província de Sofala, onde uma menina de apenas 10 anos, identificada como Ana Manuel e carinhosamente conhecida como “Aninha”, foi encontrada assassinada e enterrada clandestinamente numa “machamba” (terreno cultivado).
O seu corpo foi descoberto sete dias após o desaparecimento, desencadeando um processo angustiante de exumações e reconhecimentos.
Aninha, que frequentava a quarta classe, foi vista pela última vez na tarde de 25 de Maio. Tinha saído de casa, onde vivia com os pais, na companhia da sua irmã mais nova, de apenas três anos. Algum tempo depois, a irmã mais nova regressou sozinha, sem saber do paradeiro de Aninha. Inicialmente, os pais não se alarmaram, pensando ser mais uma das “travessuras” da filha, que por vezes ia para a casa da avó sem avisar.
No dia seguinte, a ausência prolongada e o facto de Aninha não ter aparecido para ir à escola levantaram as primeiras preocupações. Os pais contactaram a avó, que, para surpresa de todos, confirmou não estar com a neta. Após tentativas de contacto com outros familiares sem sucesso, o alerta de desaparecimento foi finalmente lançado e a Polícia foi informada, iniciando-se as buscas.
As circunstâncias exactas do assassinato de Aninha ainda não foram esclarecidas pelas autoridades. Após a descoberta inicial do corpo na “machamba”, este foi exumado e enterrado pelas autoridades que, desconhecendo os seus familiares, procederam ao sepultamento.
No entanto, os pais de Aninha, que, entretanto souberam da descoberta, exigiram uma nova exumação. Após o reconhecimento, a menina foi finalmente sepultada pela terceira vez, num outro cemitério, na esperança de que o seu corpo possa, agora, sim, repousar em paz.
As famílias que insistem em permanecer em áreas de risco de cheias e inundações na província de Maputo serão agora removidas de forma compulsiva.
Esta medida, anunciada pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), em coordenação com a Polícia da República de Moçambique (PRM), visa proteger a população de perdas materiais e, sobretudo, de vidas.
Segundo Sara Matches, Delegada do INGD na província de Maputo, a decisão surge da resistência contínua por parte de algumas famílias em acatar os apelos das autoridades para se deslocarem para zonas mais seguras. Esta relutância tem levado, ciclicamente, a situações de perda de bens e a riscos significativos para a população.
Matches deu como exemplo a situação actual, onde há famílias que, mesmo com as suas casas inundadas, continuam a residir nelas, especialmente na cidade da Matola. Este comportamento, apesar dos repetidos avisos e esforços das autoridades, tornou necessária a adopção de medidas mais firmes para garantir a segurança dos cidadãos.
A intervenção compulsiva reflete a preocupação das autoridades com a teimosia de alguns residentes que, ao permanecerem em zonas de risco, colocam-se a si próprios e as suas comunidades em perigo iminente perante fenómenos naturais recorrentes como cheias e inundações.
O antigo Presidente norte-americano, Donald Trump, veio a público, reiterar a sua posição intransigente sobre o programa nuclear iraniano, garantindo que não permitirá “qualquer enriquecimento de urânio” como parte de um eventual acordo com o Irão.
Esta declaração surge num momento crucial em que Washington e Teerão se encontram em negociações sobre a questão nuclear.
A mensagem de Trump, partilhada na sua plataforma Truth Social, surge na sequência de uma notícia avançada pelo site Axios, que revelou que a mais recente proposta norte-americana, apresentada no sábado, supostamente permitiria aos iranianos um enriquecimento limitado de urânio. Esta revelação contrasta fortemente com a postura sempre defendida pela administração Trump, que consistentemente afastou qualquer possibilidade de enriquecimento de urânio por parte de Teerão.
Por seu lado, o Irão também endureceu a sua posição na segunda-feira. Através do chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP), Teerão excluiu qualquer acordo com os Estados Unidos cujo objectivo seja privar o país do enriquecimento de urânio para fins pacíficos. Adicionalmente, o Irão voltou a exigir o levantamento das sanções norte-americanas como condição para um entendimento.
A empresa Águas da Região Metropolitana de Maputo (AdRMM) alertou para restrições no fornecimento de água que ocorrerão nesta quarta-feira, em diversos bairros da capital moçambicana.
Esta interrupção temporária deve-se a trabalhos de lavagem e desinfecção essenciais.
Os trabalhos incidirão na conduta adutora DN700, localizada na zona de Missão Roque, no bairro George Dimitrov, e no Reservatório 1 do Centro Distribuidor de Laulane, na cidade de Maputo.
De acordo com um comunicado da AdRMM, os bairros que serão afectados pelas restrições incluem:
Laulane
Polana Caniço “A” e “B”
Maxaquene “D”
Hulene “A” e “B”
Mavalane
FPLM
Mahotas
Costa do Sol
Mapulene
Pescadores
A AdRMM recomenda aos residentes destas áreas que tomem as devidas precauções e armazenem água suficiente para as suas necessidades durante o período das restrições.
O Tribunal Superior de Pietermaritzburg, na província de KwaZulu-Natal, retoma as audiências relativas ao mediático caso de corrupção que envolve o antigo presidente sul-africano, Jacob Zuma.
O foco das deliberações judiciais recai, em particular, sobre o destino das acusações contra a empresa francesa de armamento Thales, co-acusada no processo.
Em Abril passado, a Thales apresentou um pedido formal para que o processo fosse arquivado, argumentando que o caso se tornou inviável após o falecimento de duas testemunhas consideradas cruciais para a acusação. Caso este pedido da empresa francesa seja deferido, o ex-presidente Jacob Zuma já manifestou a sua intenção de solicitar igualmente a retirada das acusações que pesam sobre si.
Zuma e a Thales são confrontados com múltiplas acusações, incluindo corrupção, extorsão, lavagem de dinheiro e fraude. Os alegados crimes remontam a um controverso acordo de compra de armas celebrado em 1999. Este caso tem sido um dos mais longos e complexos da história judicial sul-africana, marcado por sucessivos adiamentos e recursos legais.
A decisão do Tribunal Superior de Pietermaritzburg será determinante para o futuro do processo, podendo ter implicações significativas para a continuidade das acusações contra Jacob Zuma e para a percepção pública sobre a luta contra a corrupção na África do Sul.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Consultor(a) para Estudo sobre a Economia Politica do Endividamento Público em Moçambique (1994-2024). Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Consultor(a) para Estudo sobre Mobilização de Receitas Próprias (Fiscais e Não Fiscais) do Estado, com Foco nas Provincias de Niassa e Nampula. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Consultor(a) para realização de Estudo/Rastreio de Receitas destinadas às Comunidades em resultado da Exploração de Recursos Naturais. Saiba mais.
O nacionalista Karol Nawrocki é o novo Presidente da Polónia, após uma eleição presidencial intensamente disputada e decidida por uma margem mínima.
A vitória de Nawrocki, candidato apoiado pelo partido ultraconservador Lei e Justiça (PiS), foi confirmada com 50,89% dos votos, contra os 49,11% obtidos pelo seu adversário, o liberal Rafal Trzaskowski, actual presidente da Câmara Municipal de Varsóvia e aliado do primeiro-ministro polaco, Donald Tusk.
Esta segunda volta registou uma participação recorde do eleitorado, atingindo os 71,7%, um sinal da intensa polarização que marcou este escrutínio.
Num discurso proferido logo após o fecho das urnas, Karol Nawrocki declarou: “Vamos salvar a Polónia, não vamos permitir que o poder de Donald Tusk seja completo”. Esta afirmação reflete a tónica nacionalista e conservadora da sua campanha, que se opôs à linha liberal e pró-europeia de Trzaskowski.
A noite de domingo, foi marcada pela incerteza. As primeiras projecções apontavam para a vitória de Rafal Trzaskowski, que chegou mesmo a reconhecer a sua própria vitória.
Contudo, os especialistas já alertavam para a impossibilidade de prever o resultado final deste segundo turno, dada a proximidade dos números e a possibilidade de uma alteração mínima desequilibrar a balança.
Os dados do instituto de pesquisa IPSOS revelam uma profunda divisão geográfica no voto polaco: Trzaskowski obteve a maioria nas cidades (67,8%), enquanto Nawrocki dominou as zonas rurais (63,4%). Esta disparidade sublinha a existência de “duas Polónias totalmente opostas”, que se confrontaram nas urnas com votos extremamente polarizados.
A análise do comportamento eleitoral indica que quase 90% dos eleitores de Slawomir Mentzen, o candidato da extrema-direita que alcançou 14,8% no primeiro turno, optaram por votar em Karol Nawrocki. Curiosamente, mesmo sem a expectativa de uma mudança política significativa no país, os jovens também demonstraram preferência pelo candidato nacionalista.
Um incidente pouco comum mobilizou as equipas de emergência na passada sexta-feira, em Lynden, no estado de Washington. Um camião capotou, resultando na libertação de milhões de abelhas polinizadoras pela região.
Inicialmente, as autoridades estimaram um número muito superior, cerca de 250 milhões de abelhas em fuga, mas a cifra foi posteriormente corrigida para 14 milhões.
Perante a situação, equipas de emergência e apicultores foram rapidamente accionados para conter a situação e resgatar as abelhas espalhadas. Felizmente, o motorista do veículo saiu ileso do acidente.
O xerife do condado de Whatcom, numa nota divulgada nas redes sociais, informou que residentes também se juntaram à operação de resgate, e que as caixas contendo as colmeias foram recuperadas.
“Pela manhã, a maioria das abelhas deverá ter regressado às suas colmeias e os responsáveis pela entrega estarão no comando. Até à conclusão do resgate, e pelo menos até sábado, a Weidkamp Road permanecerá fechada”, comunicou a autoridade norte-americana.
O grupo palestiniano Hamas apresentou a sua resposta oficial à proposta de acordo de cessar-fogo para a Faixa de Gaza, mediada pelo governo dos Estados Unidos da América.
A decisão do grupo foi tornada pública, indicando desenvolvimentos nas complexas negociações para pôr fim ao conflito.
Em comunicado, o Hamas detalhou os termos da sua contraproposta. O grupo propõe a libertação de 10 reféns israelitas vivos e 18 corpos em troca da libertação de um número não especificado de prisioneiros palestinianos detidos por Israel.
De acordo com informações veiculadas pelo jornal The Guardian, a proposta actualizada do Hamas introduz uma exigência crucial: o fim definitivo da guerra. Esta condição, anteriormente considerada uma “linha vermelha” intransponível para Israel, representa um ponto de inflexão nas negociações.
Adicionalmente, a proposta do Hamas difere da oferta inicial dos EUA no que concerne à calendarização da libertação dos reféns israelitas. Em vez de uma libertação em dois lotes, como sugerido pela oferta americana (no primeiro e no sétimo dia de trégua), o Hamas propõe que a libertação dos israelitas mantidos em cativeiro seja distribuída ao longo de uma trégua de 60 dias.
Este desenvolvimento sublinha a complexidade das negociações em curso e as profundas divergências entre as partes envolvidas, especialmente no que diz respeito ao fim da guerra e à sequência dos eventos para uma resolução do conflito na Faixa de Gaza.
A resposta do Hamas será agora analisada por Israel e pelos mediadores internacionais, com os próximos passos a serem aguardados com grande expectativa.
A cidade da Beira enfrenta um grave problema de gestão de resíduos sólidos, com apenas metade do lixo produzido diariamente a ser recolhida.
A escassez de meios e o congestionamento na única via de acesso à lixeira municipal estão a contribuir para a acumulação de montanhas de lixo em várias zonas da urbe, levantando sérias preocupações de saúde pública.
Diariamente, a cidade produz cerca de mil toneladas de lixo, mas o Conselho Municipal da Beira consegue remover apenas cerca de 500 toneladas para a lixeira da Munhava, a única existente no Chiveve.
Esta situação é particularmente visível no posto administrativo de Inhamizua, o mais populoso e que engloba cinco bairros, onde os amontoados de lixo são uma realidade preocupante.
A vereação de Higiene e Salubridade reconhece a justificação dos munícipes, admitindo uma “crise de meios circulantes” para a recolha dos resíduos.