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Segunda-feira, Abril 27, 2026
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Acidentes matam 37 pessoas e ferem 90 numa semana

Trinta e sete pessoas morreram e outras 90 ficaram com ferimentos entre graves e ligeiros como consequência de 49 acidentes de viação registados em todo o País durante a semana passada. A província de Inhambane registou 11 óbitos.

O balaço semanal da corporação, apresentado esta terça-feira pelo porta-voz do Comando Geral da Polícia, Pedro Cossa, indica que estes sinistros tiveram como causas, 17 por excesso de velocidade e nove por má travessia de peão.

Cossa disse que no que toca à prevenção e combate aos acidentes de viação, foram fiscalizadas 26.852 viaturas, das quais 3821 automobilistas foram autuados por violação às regras de trânsito. Foram apreendidos 45 veículos por diversas irregularidades, 24 condutores foram autuados pelo facto de estarem a conduzir sob efeito de álcool, 84 livretes apreendidos por diversas infracções ao código de estrada e sete indivíduos detidos por condução ilegal.

Detenções

Durante o período em análise, a Polícia deteve 148 indivíduos indiciados no cometimento de delito comum, sendo 88 contra a propriedade, 46 contra pessoas e 14 contra a ordem, segurança e tranquilidade públicas.

Na 3ª Esquadra da PRM, cidade de Maputo, estão detidos os guardas da empresa SSP, indiciados de furto no local de trabalho. Na 11ª Esquadra, no bairro de Mavalane, foram detidos 11 imigrantes ilegais, dos quais 10 bengalis e um serraleonês que acabavam de desembarcar num voo da Air Etiophia.

Na 2ª Esquadra, estão detidos dois indivíduos por posse ilegal de uma arma de tipo pistola. Na mesma unidade policial, está detido um peruano de 23 anos por furto de uma mala num dos hotéis da capital.

No distrito de Pebane, na Zambézia, foi detido Issufo na posse de 2.5 toneladas de Haxixe.

Violadores de fronteiras

Foram igualmente detidos 1323 violadores de fronteira. Também foram detidos 27 imigrantes ilegais na linha de fronteira. Da República da África do Sul, foram repatriados 34 cidadãos moçambicanos.

Cadeias nacionais com mais do dobro da sua capacidade

O número de unidades prisionais em Moçambique, ainda, é bastante insignificante em relação ao número de reclusos. De uma capacidade carcerária de 7. 222 reclusos, as cadeias comportam 16. 135, mais do que o dobro da sua capacidade. Os reclusos vivem em condições desumanas: Falta saúde, alimentação e saneamento. O número de infecções com ITS e HIV aumenta devido a violações sexuais. A informação está contida no relatório de Monitoria Prisional da autoria da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos (LDH), divulgou ontem em Maputo.

A situação é causada pela insuficiência de infra-estruturas, das poucas existentes “a maior parte está em estado avançado de degradação, estrutura de saneamento básico de meio obsoletos e sem água canalizada.”

O relatório refere que “as condições prisionais, hoje, embora se reconheçam alguns avanços estão longe de promover a dignidade da pessoa em reclusão.”

Violações sexuais e contaminação pelo HIV

As violações sexuais são uma pratica que graça nas cadeias nacionais, e se traduzem em infecções de Transmissão Sexual (ITS) e HIV e SIDA.

Segundo o relatório em principio de 2013 foram constatados “cerca de 1.600 casos de pessoas vivendo com o HIV e 53 vivendo com deficiência”
Nos poucos centros de saúde, o internamento hospitalar é precário, faltam produtos de higiene e desinfectantes.

A falta de medidas de “precaução na admissão de reclusos doentes nos estabelecimentos prisionais”propicia a propagação de doenças.

Alimentação precária

O relatório revela que os reclusos vivem em situação de insegurança alimentar, “são servidas uma ou duas refeições”. Os alimentos “carecem de qualidade” e são confeccionados em péssimas condições de higiene.

Os alimentos produzidos pelos detentos, nem sempre beneficiam aqueles.

Recomendações

A LDH recomenda ao legislativo para“acelerar a aprovação das leis do sistema prisional, sobre o corpo da guarda prisional, e do regulamento do tipo de estabelecimentos prisionais e as regras básica de reclusão e a lei de medida alternativas a prisão.”

“Aposta na melhoria das condições de acomodação saúde educação, através da canalização de mais investimentos públicos para o sector”, são outras das recomendações da LDH.

Governo desmente existência de xarope contaminado no País

O Ministério da Saúde (MISAU) e a Organização da Saúde em Moçambique vieram a público, na tarde desta quarta-feira, desmentir as informações postas a circular na tarde de ontem, segundo as quais circulam no mercado nacional xaropes contaminados por uma substância “mortífera”. Segundo as duas instituições, existe, sim, um alerta mundial da existência de xarope contaminado, mas o referido fármaco não entrou em Moçambique.

O inspector-geral de Saúde, Martinho Djedje, fazendo-se acompanhar pelo representante da Organização Mundial da Saúde em Moçambique, Daniel Ketesz, disse à Imprensa que o xarope contaminado por “Levometophan” não entrou no mercado nacional e que o alerta enviado pela OMS era mundial.

“Nós recebemos nos finais de Outubro um alerta por parte da OMS, informando que houve um alerta mundial dizendo que a fábrica indiana “Konduskar Laboratories” teria produzido xaropes contaminados por um produto designado “Levometophan” e das diligências que fizemos constatamos que este produto contaminado não entrou no nosso País”, disse o inspector-geral de Saúde.

Martinho Djedje explicou que o “Dextromethorphan” é uma substância muito usada no fabrico de xaropes e o que contaminou estes medicamentos foi o “Levometophan” e esta contaminação aconteceu em apenas uma fábrica a “Konduskar Laboratories” da India, que não exporta medicamentos para o nosso País.

Sobre os casos de morte reportados por alguns órgãos de comunicação social, Djedje disse que as mortes registaram-se em países que receberam o produto e não em Moçambique “ Este laboratório teria distribuído este produto em alguns países, um dos quais foi o Paquistão onde foi reportado 50 mortos no início deste ano e no Paraguai onde se registou uma morte”, avançou Martinho Djedje.

O representante da OMS em Moçambique confirmou que o alerta que lançaram foi a nível mundial e tinha como intuito informar às autoridades de saúde sobre a circulação de um medicamento que quando ingerido em quantidade excessivas é “mortífero”.

Produção do petróleo arranca no próximo ano

A petroquímica sul-africana, Sasol, acaba de anunciar que vai iniciar a produção comercial de petróleo em Moçambique a partir do próximo ano, 2014.
Citado pela agência Reuters, o director-geral da Sasol Ebbie Han, diz que a produção vai ser feita num pequeno campo descoberto na província de Inhambane concretamente no distrito de Inhassoro, nas proximidades de Temane onde a petroquímica sul-africana possui uma unidade para o processamento de gás natural.

Numa primeira fase, a multinacional espera produzir dois mil barris de petróleo por dia, caso seja aberto dois furos para o efeito.

Estas estimativas, segundo o director-geral da Sasol, são baseadas nos dados do programa de avaliação que terminou em Marco passado em que a petroquímica sul-africana conseguiu produzir mais de 238 mil barris de petróleo condensado.

O arranque da produção do petróleo no distrito de Inhassoro já foi confirmado pelas autoridades moçambicanas.

Governo aprova proposta de Lei do Audiovisual e Cinema

O Governo de Moçambique aprovou, esta terça-feira (03), a proposta de Lei do Audiovisual e Cinema, que define os princípios de acção do Estado no quadro de fomento, desenvolvimento e protecção da arte nestes dois ramos.

A proposta em causa, por sinal a primeira de género no país, estabelece ainda o regime jurídico da produção, distribuição, exibição e difusão de obras audiovisuais e cinematográficas.

De acordo com o ministro da Cultura, Armando Artur, actualmente, o sector de Audiovisual e Cinema é regulado por uma legislação avulsa e, até certo ponto, desactualizada. “A proposta decorre também da necessidade de criar condições adequadas para o desenvolvimento das indústrias culturais e criativas”.

A título de exemplo, o ministro disse que a referida proposta de lei preconiza que as obras audiovisuais e cinematográficas nacionais deverão ocupar, pelo menos, um quarto do tempo de antena das televisões moçambicanas. E que a promoção e desenvolvimento de actividades deste sector devem ser asseguradas pelo Fundo de Desenvolvimento Artístico-cultural.

A produção deste instrumento legal a ser ainda submetido à Assembleia da República envolveu, segundo Armando Artur, todos os intervenientes da cadeia de produção de material audiovisual e cinema, desde cineastas, produtores, realizadores, actores e empresários.

Membros da Renamo impedidos de se comunicar com advogados em Nampula

A Liga dos Direitos Humanos acusa o Comando Geral da Polícia da República de Moçambique de estar a impedir o acesso dos advogados aos 31 membros da Renamo detidos há mais de dois meses no Comando Provincial de Nampula, acusados de estarem envolvidos nos ataques armados ocorridos no distrito de Rapale.

Segundo a Liga dos Direitos Humanos, quando solicitada pela Renamo para prestar assistência jurídica aos seus membros, enviou uma equipa de advogados para junto das autoridades policiais e judiciárias da cidade de Nampula darem andamento ao processo.

Estranhamente, “o Comando Provincial da PRM em Nampula, sob orientação do Comando Geral, não permitiu o acesso dos advogados da Liga aos detidos que se encontram naquele local, violando o disposto no n°. 4 do artigo 63 da CRM, que consagra o direito do advogado de comunicar pessoal e reservadamente com o seu patrocinado, mesmo quando este se encontre preso ou detido em estabelecimento civil ou militar”, refere a LDH.

Entretanto, através de contactos efectuados com os familiares dos detidos, a Liga diz ter sido possível apurar que as detenções foram efectuadas entre os dias 24 de Outubro e 19 de Novembro do ano em curso, mas que até ao dia 27 de Novembro os detidos não tinham sido presentes a um juiz da Instrução Criminal para a legalização da prisão, conforme o disposto no artigo 311 do Código de Processo Penal (CPP).

Os familiares dos detidos relataram, igualmente, que não tem sido permitido o fornecimento de alimentos aos detidos, sendo que esta, de acordo com a LDH, não é prática do Comando da PRM naquela província providenciar alimentação aos detidos nas suas celas, razão pela qual, receia pela detorioração da situação humanitária dos detidos.

Alguns detidos podem ter sido executados

A Liga dos Direitos Humanos refere ainda que Cristiano Ganizane Chapolene Bero, detido na sua casa na Cidade de Nampula, no dia 18 de Novembro, terá sido executado no dia 23 de Novembro na zona de Napone, distrito de Nampula-Rapale e Fernando Malique, detido em Chipene, no distrito de Memba, terá sido vítima de graves actos de torturas e neste momento desconhece-se se ainda vive.

Assim, a LDH chama a atenção das autoridades do Estado Moçambicano para observar as leis internas, começando pela Constituição da República de Moçambique e os vários instrumentos internacionais que Moçambique aderiu como são os casos do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, a Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos, a Convenção Contra a Tortura, normas essas que proíbem execuções sumárias, tortura e garantem o direito à defesa e ao justo julgamento a todos os arguidos, sem nenhum tipo de discriminação, independentemente do crime cometido, seja de natureza civil ou militar.

A LDH recorda às instituições de defesa e segurança do Estado de Moçambique, que a Constituição da República não está suspensa e as restrições dos direitos fundamentais devem observar os termos consagrados na lei fundamental.

Nestes termos, a LDH condena todos os actos tendentes a vedar o direito de acesso à justiça daqueles cidadãos e solicita desde já, a intervenção do Ministério Público para pôr termo as graves violações dos Direitos Humanos que vêm se verificando nas celas do Comando da PRM na Província de Nampula.

Frelimo reconhece derrota em Nampula

Numa altura em que ainda não são conhecidos os resultados finais do apuramento dos votos da eleição deste domingo (1) para escolha do novo edil e membros da assembleia municipal de Nampula o partido Frelimo felicitou, nesta terça-feira, o candidato do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), pela vitória obtida.

“Aproveitamos esta oportunidade para felicitar o Professor Mamudo Amurane pela vitória obtida na Cidade de Nampula”, afirmou Damião José, citado num comunicado de imprensa da Frelimo.

Para a Frelimo, segundo José, as eleições de 01 de Dezembro, na Cidade de Nampula, “decorreram de forma ordeira, justa e transparente, embora não tenha havido muita afluência às mesas da Assembleia de Voto”.

A mesma fonte reconhece ainda que os resultados preliminares, até aqui divulgados pelos órgãos competentes, demonstram que “não lograremos sucessos, neste município”.

Resultados intermédios das eleições para ASSEMBLEIA MUNICIPAL de Nampula, referentes a 80% dos votos processados pela Comissão de Eleições da cidade até esta terça-feira:

Frelimo: 16.723 = 44,04 %

MDM: 19.738 = 51,9 %

PDD: 239 = 0,62 %

PAHUMO: 908 = 2,39 %

ASSEMONA: 351

Votos em branco: 418

Nulos: 701

Confira os resultados intermédios das eleições para PRESIDENTE DO CONSELHO MUNICIPAL de Nampula referentes a 80 % dos votos processados pela Comissão de Eleições da cidade:

Absalão Siwea- 21.795 = 41 %

Mahamudo Amurane – 28.557 = 53,28 %

Mário Albino- 525 = 0,98%

Filomena Mutoropa- 2.180 = 4.1%

Votos em branco: 791 = 1,44 %

Votos Nulos: 1.131 = 2,13 %

Gerentes da Kayum Electronics manipulam trabalhadores e MITRAB

Os acordos feitos entre o Comité Sindical dos Trabalhadores da Kayum Electronics e o patronato, nomeadamente o aumento do salário e a atribuição do bónus de antiguidade aos funcionários com cinco ou mais anos de trabalho, foram anulados na passada quinta-feira (28), num encontro com os técnicos do Ministério do Trabalho (MITRAB).

Para esse volte-face, a Kayum Electronics alegada falta de cabimento orçamental para melhorar os vencimentos dos trabalhadores. O secretário do Comité Sindical dos Trabalhadores da Kayum Electronics, Virgílio Machaieie, disse, agastado, que a posição do patronato deteriorar a cada dia que passada e relação entre as partes e mostra que não há vontade para resolver as inquietações dos funcionários que perduram há muitos anos.

O encontro da quinta-feira passada, segundo o nosso interlocutor, apenas serviu para o patronato exibir a sua arrogância. A nova proposta de aumento salarial é um insulto. Entretanto, depois de decidir anular o aumento do salário e a atribuição de bónus de antiguidade aos funcionários com cinco ou mais anos de trabalho, a Kayum Electronics disse aos visados, na presença da equipa do MITRAB, que iria aumentar só 300 meticais no vencimento base de alguns trabalhadores, ou seja, aqueles que auferem o salário mínimo, contou-nos Machaieie.

“Não vamos baixar os braços até que se defina uma tabela salarial justa, cumpra-se todo pacote reivindicativo e seja implementado até finais deste ano. Caso isso não aconteça voltaremos à greve e paralisação de actividades em todos os estabelecimentos”, desabafou o nosso interlocutor, para quem o encontro desta quinta-feira (05) será decisivo, porque caso não se alcance consenso em relação aos pontos que a massa laboral pretende ver resolvidos partir-se-á para a greve.

Na manhã desta terça-feira (03), o @Verdade contactou, telefonicamente, um dos gerentes da Kayum Electronics, identificado pelo nome de Javid, o qual, de forma arrogante, disse que não podia prestar nenhuma declaração sobre um assunto por si supostamente desconhecido.

Indivíduos detidos por roubo e posse de droga na Zambézia

Na província da Zambézia, um indivíduo identificado pelo nome de Ossifo, de 32 anos de idade, está a contas com as autoridades, desde a semana de 23 a 29 de Novembro, por tráfico de 2,5 toneladas de haxixe. A Polícia não deu detalhes sobre este caso mas assegurou que a detenção aconteceu graças a uma denúncia popular sobre a existência da droga.

No distrito de Matutuine, na província de Maputo, um sul-africano identificado pelo nome de Roberto foi alvejado a tiro pela Polícia da República de Moçambique (PRM) quando tentava fugir após ter-se descoberto que apresentou documentos falsos da viatura na qual se fazia transportar, segundo o Comando-Geral da corporação.

Em igual período, a PRM deteve um cidadão de origem peruana, identificado por Ocute, por roubo de uma mala de viagem, enquanto o moçambicano Ngovene responde por posse ilegal de uma arma de fogo, com a qual esteve num Hotel em Maputo.

Ainda na cidade de Maputo, dois vigilantes da empresa SSP, identificados pelos nomes de Francisco e Américo, de 30 anos de idade cada, estão presos por roubo num estabelecimento comercial.

Polícia aborta tentativa de sequestro de duas menores em Maputo

Um cidadão identificado pelo nome de Armando Ngovene, de 32 anos de idade, está detido na 14ª esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM) por suposta tentativa de sequestro de duas menores identificadas pelos de nomes Aida e Elina, de 13 e 14 anos de idade respectivamente, no bairro de Mavalane, na capital moçambicana.

Segundo a Polícia, Armando Ngovene foi interceptado por volta das 04horas transportando as crianças num veículo com chapa de inscrição AAK 475 MP. Suspeita-se que as petizas estavam a ser levadas para fins maliciosos, por isso, quando se aperceberam da presença da Polícias nas imediações pediram socorro.

Na tentativa de empreender uma fuga, o suposto criminoso embateu contra um obstáculo fixo, tendo ficado imobilizado e de imediato foi recolhido às celas. Por causa do embate da viatura, Aida contraiu ferimentos graves e foi evacuada a uma unidade sanitária, segundo o porta-voz do Comando-Geral da PRM, Pedro Cossa.

“Samurais” podem falhar o “Mundial” da Turquia

A selecção nacional de basquetebol sénior feminina poderá falhar a sua participação no Campeonato Mundial da Turquia, prova agendada para o próximo ano. Moçambique ainda não saldou a dívida de 26 milhões de meticais que tem com a FIBA-África.

É uma notícia que “caiu” como uma “bomba” para a Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB). A FIBA-África, de acordo com Francisco Mabjaia, presidente do organismo que tutela a modalidade no país, condicionou a participação de Moçambique no “Mundial” à liquidação da dívida orçada em 26 milhões de meticais relativa à organização do último “Afrobasket” sénior feminino que decorreu na cidade de Maputo.

Segundo apurou o @Verdade, a FIBA declina o pagamento da taxa de inscrição das “Samurais” para o “Mundial” da Turquia, sem que a FMB salde a referida dívida.

“Sucede que, neste momento, a federação não dispõe de fundos para liquidar esta dívida e até para pagar a taxa de inscrição. E estamos a pedir apoio ao Ministério da Juventude e Desportos e ao próprio Governo central, havendo fé que a situação será resolvida”, avançou Francisco Mabjaia.

Ainda de acordo com aquele dirigente, as empresas nacionais estão também a ser contactadas, apesar de os pedidos de apoio não estarem a ser bem recebidos. “Espero que tomem em consideração e nos ajudem a resolver o problema que é nosso e que afecta a todos nós” completou.

Contudo, a FIBA-África terá colocado o nosso país na sua lista negra o que pode significar o fim das boas relações com a FMB. Moçambique não irá acolher, tão já, nenhum evento daquele organismo internacional.

LAM altera número do voo Maputo-Luanda “em respeito às vítimas”

As Linhas Aéreas de Moçambique vão deixar de usar o número de voo TM470/471 da rota Maputo-Luanda, “em respeito às 33 vítimas” do despenhamento, na sexta-feira, do Embraer 190.

Em comunicado enviado à comunicação social, a LAM indica que a carreira Maputo-Luanda deixará de ostentar o número de voo TM470/471, “em respeito pelos passageiros e tripulação que perderam a vida”.

“O número de voo para esta rota passa a ser TM500 (Maputo – Luanda) e TM501 (Luanda – Maputo)”, refere a nota.

Numa alusão às informações que têm sido divulgadas em vários órgãos de comunicação social nacionais e estrangeiros sobre o acidente, a transportadora de bandeira moçambicana pede contenção, enfatizando que está em curso um inquérito nacional e um outro internacional para a averiguação das razões do desastre.

“Acidentes aéreos são complexos e requerem paciência, conhecimento especializado em várias áreas e atenção especial a cada detalhe para se conseguir descobrir o que aconteceu e porquê. Especulações sobre as possíveis causas não ajudam e podem até prejudicar ou influenciar a investigação”, salienta a companhia aérea.

A comissão de inquérito internacional tem um prazo de 30 dias para apresentar os resultados preliminares sobre o sinistro.

Mexidas na administração da Mcel e TDM

Há mexidas na Mcel e nas TDM. Novos membros da Assembleia-Geral, Conselho de Administração e Conselho Fiscal das empresas públicas Telecomunicações de Moçambique (TDM) e Moçambique Celular (mcel), SA, tomaram posse, nesta terça-feira, em cerimónias separados, presididas por Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE).

Na TDM, foram empossados Tomás Vieira Mário como presidente da Assembleia Geral e Francisco Uqueio como secretário deste órgão.

Zainadine Dalsuco mantém-se como administrador delegado, sendo os restantes membros do Conselho de Administração: Armando Mandomando; Momade Charifo; Alberto Gomes; Aida Libombo; Lourenço Albino; Amílcar Tivane e Rafael José Rohomodja.

Tomás João Mazembe é o presidente do Conselho Fiscal da TDM e Momade Piaraly e Percina Sitoe os restantes membros deste órgão.

Já na mcel – Moçambique Celular, SA, Vasco Mugiquila é o presidente da Assembleia Geral e Eugénio Mangue secretário.

Teodato Hunguana mantém-se como Presidente do Conselho de Administração, tendo António Saize tomado posse como administrador delegado.

Os restantes membros do Conselho de Administração da mcel são: Cláudio Chiche; Arlindo Mondlane; Madalena Atanásio; Albino Lemos e Cândido Gobo. Ao nível do Conselho Fiscal figuram

Sivino Nhacoongo como presidente e Percina Sitoe e Bernardo Cossa como vogais.

Polícia anuncia detenção de 12 supostos raptores

A Polícia anunciou ontem que de Janeiro até 2 de Dezembro corrente foram detidos 12 supostos raptores entre moçambicanos e estrangeiros nas cidades de Maputo e Matola. Não foram reveladas as identidades nem as circunstâncias em que foram presos.

Segundo Pedro Cossa, porta-voz do Comando-Geral da Polícia, das investigações efectuadas pela Polícia em relação ao crime de raptos, culminaram até agora com a detenção de 12 supostos raptores.

“Até ontem (segunda-feira) tínhamos 12 detidos em conexão com os raptos. Estes números não inclui os que estão detidos no âmbito dos julgamentos sobre os raptos”, disse.
Acrescentou que ainda na manhã desta terça-feira, na Rua da Beira, no bairro de Hulene, arredores de Maputo, foi abortado um suposto rapto de duas crianças protagonizado por um indivíduo identificado por Armando Ngovene, 32 anos.

As crianças são identificadas por Aida, 13 anos, e Lina, de 14 anos. As menores eram transportadas numa viatura com a chapa de inscrição AAK 474 MP.

“Hoje de madrugada, uma viatura foi interpelada pela Polícia e tentou fugir. A bordo levava duas que estavam a gritar. O carro foi embater numa árvore e uma criança sofreu fractura. Supõe-se que seja mais uma tentativa de rapto”, disse.

Dinheiro público financia visita de Guebuza e esposa aos distritos

O Centro de Integridade Pública (CIP) divulgou esta terça-feira o relatório de rastreio da despesa pública referente a 2012, que no geral detecta a realização de uma série de actividades não previstas nos Planos Económico e Social dos Distritos (PESOD). Para o cúmulo, o CIP detectou que parte das actividades foi realizada para receber o chefe de Estado, Armando Guebuza, nas presidências abertas, bem como as constantes visitas da primeira-dama, Maria da Luz Guebuza, aos distritos são pagas pelos governos locais.
O relatório destaca ainda a aplicação de fundos para actividades de “reabilitação da casa de banho e colocação de Jacúzi na residência oficial do administrador do distrito de Bilene, fornecimento e montagem de tecto falso, tijoleira, rede hidráulica e eléctrica para a residência do chefe do posto administrativo de Urrene, em Panda, fornecimento e assentamento de mosaico na residência do chefe do posto administrativo de Rutanda em Sussundenga, construção do muro de vedação e electrificação da casa do chefe da repartição da Função Pública em Barué ”, entre outras.

São fundos do Estado desviados, segundo o relatório aplicado em “actividades de pouca relevância na luta contra a pobreza.”

O que ficou por fazer

Nos distritos abrangidos pelo rastreio da despesa pública, o Governo aplicou 193,64 milhões de meticais.

Segundo o relatório do CIP, 51 por cento das actividades planificadas como “a construção de escolas, pontes, postos policias, fontes de água” entre outras, não foram realizadas. O que compromete seriamente o desenvolvimento dos distritos.

Qualidade dos empreendimentos

Outra constatação do CIP tem que ver com a qualidade de infra-estruturas “a principal tendência de construção em alvenaria”, refere o relatório.
Com pouco tempo de duração, as infra-estruturas “estão com rachas e infiltrações de água de chuva.”

O relatório fala ainda de “vias de acesso com problemas de transitabilidade e pontes que representam perigo à circulação de pessoas e bens.”

Homens armados atacam sede do Governo e posto policial em Tica

Homens armados que se supõem sejam da Renamo, atacaram esta madrugada o posto Administrativo de Tica, no troco entre Dondo-Mafambisse província de Sofala, havendo informações de terem levado consigo diversos bens, entre os quais quantidades consideráveis de medicamentos.

Segundo fontes do Canalmoz em Sofala, os homens armados atacaram igualmente a sede do governo local e o posto da Polícia da República de Mocambique (PRM) de Tica. Não há relatos sobre a existência de vítimas mortais ou feridos em consequência do ataque.

Igualmente não há mais detalhes sobre danos materiais.

Em contacto com o Comando Provincial da PRM em Sofala, esta entidade não confirma nem desmente o ataque, prometendo dar explicações ao Canalmoz, dentro de duas horas, quando o director da Ordem, Aquelasse Kapangula, a pessoa indicada a falar a Imprensa sair da reunião da Direcção em que se encontrava. Noticia em actualização.

Membros das famílias afectadas seguem a Namíbia para testes de DNA

As famílias das vítimas vão seguir, brevemente, a Namíbia, para efeitos de teste de DNA que irá permitir a identificação dos seus ente-queridos. Enquanto isso, a LAM tem prestado assistência às famílias enlutadas.

As famílias das vítimas do acidente do embraer 190 estão a receber assistência psicológica e apoio de vária ordem por parte da LAM. já foram identificados alguns membros duma das famílias, na qual mãe e três filhos perderam a vida, e que seguirão brevemente a Namíbia para efeitos de DNA, que permitirá a identificação dos corpos. Para outra família, que perdeu uma senhora no mesmo acidente, os procedimentos da LAM têm sido os mesmos.

Avião estava a cerca de 19 km de uma pista de terra e a 40 de uma convencional

Namíbia, de uma pista de terra com 1500 metros. Segundo o site de internet “The Aviation Herald”, uma outra pista de alcatrão, a Omega, fica 40 quilómetros a oeste do local onde foi encontrado o Embraer 190 de fabrico brasileiro.

O avião foi fabricado em 2012 e fez o primeiro voo ao serviço da LAM no dia 17 de Novembro do ano de fabrico. De lá para cá, fez 2905 horas de voo.

A LAM garante que as revisões foram todas feitas de acordo com o calendário estipulado pelo fabricante Embraer e a inspecção mais recente foi no dia 28 de novembro. Segundo a delegada da LAM, Marlene Manave, o capitão do voo era experiente e tinha registado 9 053 horas de voo, sendo que o seu primeiro oficial tinha 1 418.

“Aeronave teve problemas ainda no Botswana”

Citado pelo maior jornal da Namíbia – “The Namibian”, o chefe de Controlo de Tráfego aéreo da direcção de Aviação Civil, no Ministério de Obras e Transportes, Victor Likando, garante que o avião teve problemas ainda durante o voo e ainda em território do Botswana.

Segundo explica, o avião levou apenas 12 minutos para cair e só tinha um (minuto) na Namíbia. Mais: Likando revela que a perda do avião do radar não foi comunicada às autoridades da Namíbia.

“Botswana não nos disse nada acerca deste voo. O acidente aconteceu no espaço aéreo tswana, embora tenha caído na Namíbia.

por esta razão, a tripulação não tinha necessidade de contactar qualquer aeroporto namibiano, uma vez que qualquer avião leva, voando por esse caminho, três minutos para passar pela Namíbia para Angola”, disse Likando, garantindo que “Gaborone deveria ter entrado em contacto com Angola para aquisição de monitoramento de frequência do avião, mas o acidente aconteceu apenas um minuto em território namibiano. Olha, os problemas do avião começaram no espaço aéreo de Botswana”.

Responsável da investigação afasta chuva e mau tempo como causas do acidente

O director de Acidentes de Aeronaves e investigação, Erickson Nengola, afasta a hipótese de que o despenhamento do avião das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) em território namibiano tenha sido causado por mau tempo, caracterizado por chuvas fortes e trovoadas.

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Esta foi uma das primeiras hipóteses levantadas por vários órgãos internacionais de comunicação social para tentar explicar as prováveis causas do acidente aéreo que vitimou todos os 33 ocupantes, incluindo seis tripulantes.

Aliás, o ministro moçambicano dos Transportes e Comunicações, Gabriel Muthisse, teria dito, sexta-feira passada, que as investigações das equipas namibianas teriam sido infrutíferas devido à escuridão e mau tempo.

Citado pela Televisão Namibian Broadcasting Corporation, Nengola explica que, no momento do acidente fatal, as condições climáticas estavam boas e só mudaram ao longo da tarde.

“Durante o período em que o acidente ocorreu, a temperatura era boa. Contudo, às 14h00, começou a chover e estava escuro. E, por isso, a equipa de investigadores fez uma pausa e retomou os trabalhos esta manhã (sábado)”, afirmou Erickson Nengola.

Nengola confirma, neste caso, que, no primeiro dia (sexta-feira) à tarde, a equipa de investigadores não terá tido sucesso porque já havia registo de mudança de temperatura.

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