Politica Dinheiro público financia visita de Guebuza e esposa aos distritos

Dinheiro público financia visita de Guebuza e esposa aos distritos

O Centro de Integridade Pública (CIP) divulgou esta terça-feira o relatório de rastreio da despesa pública referente a 2012, que no geral detecta a realização de uma série de actividades não previstas nos Planos Económico e Social dos Distritos (PESOD). Para o cúmulo, o CIP detectou que parte das actividades foi realizada para receber o chefe de Estado, Armando Guebuza, nas presidências abertas, bem como as constantes visitas da primeira-dama, Maria da Luz Guebuza, aos distritos são pagas pelos governos locais.
O relatório destaca ainda a aplicação de fundos para actividades de “reabilitação da casa de banho e colocação de Jacúzi na residência oficial do administrador do distrito de Bilene, fornecimento e montagem de tecto falso, tijoleira, rede hidráulica e eléctrica para a residência do chefe do posto administrativo de Urrene, em Panda, fornecimento e assentamento de mosaico na residência do chefe do posto administrativo de Rutanda em Sussundenga, construção do muro de vedação e electrificação da casa do chefe da repartição da Função Pública em Barué ”, entre outras.

São fundos do Estado desviados, segundo o relatório aplicado em “actividades de pouca relevância na luta contra a pobreza.”

O que ficou por fazer

Nos distritos abrangidos pelo rastreio da despesa pública, o Governo aplicou 193,64 milhões de meticais.

Segundo o relatório do CIP, 51 por cento das actividades planificadas como “a construção de escolas, pontes, postos policias, fontes de água” entre outras, não foram realizadas. O que compromete seriamente o desenvolvimento dos distritos.

Qualidade dos empreendimentos

Outra constatação do CIP tem que ver com a qualidade de infra-estruturas “a principal tendência de construção em alvenaria”, refere o relatório.
Com pouco tempo de duração, as infra-estruturas “estão com rachas e infiltrações de água de chuva.”

O relatório fala ainda de “vias de acesso com problemas de transitabilidade e pontes que representam perigo à circulação de pessoas e bens.”

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