27 C
Matola
Segunda-feira, Abril 27, 2026
Site Página 2132

Indivíduos mataram com chave de fenda em Maputo

A polícia deteve dois indivíduos, de 28 e 32 anos, indiciados de homicídio qualificado com recurso a uma chave de fenda seguido de abandono do corpo nos arredores da capital do país.

Falando durante o “briefing” semanal com a imprensa, o porta-voz da PRM a nível da cidade de Maputo, Orlando Mudumane, disse que o acto foi cometido na última sexta-feira, depois de uma discussão com o finado causada por insatisfação relativamente ao pagamento pelos serviços prestados.

São indiciados do crime três indivíduos, encontrando-se ainda a monte um deles. A vítima chamava-se Barossane Ngulele e tinha 26 anos.

“O jovem que foi assassinado é filho de um senhor que teria contactado os autores do crime para arranjarem o quadro eléctrico da sua residência. Feito o trabalho, o pai mandou o jovem com 120 meticais (cerca de cinco dólares norte-americanos) para pagar os serviços, só que disseram que o dinheiro era pouco”, explicou.

Acrescentou que a discussão começou aí e o electricista usou a sua chave de fenda para golpear o jovem na parte torácica, do que resultou morte instantânea do jovem. Depois do acto, os três indivíduos levaram o corpo e ocultaram-no numa zona com capim.

A Polícia encontrou o corpo e conseguiu deter dois dos supostos homicidas e continua a trabalhar para encontrar o terceiro suspeito.

Mudumane disse ainda que a PRM está a trabalhar também para deter uma quadrilha de assaltantes à mão armada que durante a semana passada roubou, imobilizando os guardas, em dois estabelecimentos comerciais, 73 mil meticais, 614 telemóveis e várias recargas de telemóveis e puseram-se em fuga.

Em relação à tentativa fracassada de rapto do director do projecto “Casa Jovem”, ocorrida na última sexta-feira, a Polícia disse que até ao momento conseguiu deter três elementos da quadrilha e os restantes continuam em fuga.

“Foram detidos três componentes da mesma quadrilha e neste momento a Polícia está no encalço dos outros que se puseram em fuga na viatura em que se faziam transportar. Com o trabalho que a Polícia está a fazer, assim que conseguirmos neutralizar os fugitivos tornaremos público a informação”, disse o porta-voz.

No período em análise, a Polícia deteve 54 pessoas das quais 33 por crimes contra propriedade, 18 contra pessoas e três contra ordem e tranquilidade públicas.

Dos detidos encontra-se uma sul-africana detida no Aeroporto Internacional de Maputo, vinda do Brasil, na posse de 200 gramas de efedrina e 600 de cocaína e outras duas pessoas por abandono de sinistrado num atropelamento.

“Os acidentes de viação continuam a preocupar, porque, apesar de várias acções de educação pública que têm sido levadas a cabo, continuamos a assistir acidentes de viação sobretudo do tipo atropelamento carro-peão, por isso apela-se aos automobilistas e aos peões para que circulem na via pública com muita responsabilidade e cautela”, incitou.

Os acidentes de viação saldaram-se em seis mortos e 20 feridos, dos quais 11 em estado grave.

LAM inaugura mural em homenagem às vítimas

As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) colocaram, ontem, um mural na sede da companhia, para permitir que familiares e amigos das 33 vítimas da queda do avião da transportadora possam depositar flores e mensagens no local e abriram um livro de condolências.

O Embraer 190 despenhou-se no norte da Namíbia, no dia 29 de Novembro, quando fazia o trajecto Maputo-Luanda, ceifando a vida de 33 ocupantes. Trata-se de um arranjo temporário para servir de oportunidade imediata para as pessoas que queiram homenagear os seus ente-queridos e amigos que perderam a vida naquele sinistro.

As famílias juntaram-se à LAM no acto do lançamento do mural e depositaram rosas brancas e outro tipo de flores como forma de manifestar respeito por aqueles que perderam a vida.

De acordo com um comunicado enviado pela LAM à nossa Redacção, os membros das famílias em linha directa com as pessoas que estavam a bordo no avião estão a ser solicitados a providenciar amostras para o exame de DNA.

“O processo vai ser conduzido em privado e os dados permanecerão confidenciais para sempre. Nada será revelado a ninguém que esteja fora deste trabalho, apenas terão conhecimento as pessoas que recolhem a informação, as pessoas que apoiam as famílias neste processo, os técnicos dos laboratórios que farão as análises e as próprias famílias”, refere o comunicado.

No comunicado, a companhia de bandeira moçambicana alude à complexidade e lentidão do processo de identificação das vítimas do acidente, lembrando que os familiares dos passageiros e tripulantes que morreram forneceram amostras de ADN, descrições e fotografias úteis.

“O processo de identificação é complexo, metódico e envolve a combinação do DNA. Embora seja um processo lento, é o mais correcto. Os familiares dos passageiros e tripulantes que pereceram no acidente, forneceram amostras de DNA, descrições e fotografias úteis”, lê-se.

No que diz respeito ao apoio às famílias, a LAM avança que foram disponibilizados tradutores para assegurar que estes entendam integralmente o processo e possam apresentar livremente quaisquer preocupações que possam ter a propósito.

“Psicólogos foram também colocados à disposição das famílias para lhes prestar assistência, pois se reconhece que alguns membros das famílias se sentirão estressados e perturbados por causa da triste razão por detrás deste processo. Está a fazer-se tudo ao alcance para apoiar as famílias nesta fase de identificação dos restos mortais dos perecidos”, refere ainda o documento.

A LAM diz estar a dar apoio às famílias que perderam entes queridos no trágico incidente, através do contacto regular com as famílias para as informar de quaisquer novos desenvolvimentos e garantir que elas entendam que este processo é complexo.

Beijo na boca de ex-mulher Winniee da viúva Graça emudece o estádio

O impensável aconteceu ontem, no estádio FNB, em Joanesburgo, África do Sul. Se o beijo selou a traição de Judas Iscariotes a Jesus Cristo, desta vez o ósculo teve outra conotação: simbolizou reconciliação. Não só entre duas rivais, mas entre dois povos (moçambicanos e sul-africanos): as duas viúvas de Nelson Mandela, Graça Machel e Winnie Mandela, cumprimentaram-se com um beijo na boca, conforme a tradição local, no decorrer da cerimónia oficial de homenagem ao líder da luta contra o regime do Apartheid.

Os milhares de circunstantes que acorreram ao estádio onde decorreram as exéquias de Nelson Madela ficaram literalmente “mudos” por alguns minutos quando Winnie se aproximou e beijou a viúva de Madiba, à sua chegada ao estádio.

Graça Machel e Winnie Madikizela-Mandela estranham-se desde que Mandela deixou a sua esposa da juventude e militante do ANC – com que casou em 1958 -, na sequência dos escândalos do seu envolvimento em crimes e manifesta infidelidade e casou-se com a moçambicana, em 1998, quando Madiba tinha 80 anos.

Mandela “fintou” Chissano para encontrar-se com Afonso Dhlakama

O malogrado Nelson Mandela, aquando da sua visita a Moçambique por três dias na qualidade de presidente da África do Sul, “fintou” o antigo estadista moçambicano, Joaquim Chissano, para encontrar-se com o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, ora em parte incerta, segundo escreveu o semanário sul-africano “WeekendStar”, de 23-24 de Julho de 1994.

Mandela, falecido a sexta-feira passada e a ser enterrado no dia 15 próximo, pediu apoio protocolar a Chissano que tratasse de organizar o encontro com o líder da Renamo, mas o predecessor de Armando Guebuza considerou que o gesto de Mandela de encontrar-se com Dhlakama iria dar credibilidade indevida ao líder da Renamo, que desde 21 de Outubro passado está em parte incerta, depois das forças de defesa e segurança de Moçambique terem tomado Sadjundjira de assalto, o último domicílio do mesmo.
A tentativa de Mandela de se encontrar com Dhlakama esteve envolta numa situação de incerteza até que o malogrado decidiu avançar por sua iniciativa e meios, para se encontrar com Afonso Dhlakama. O que veio a consumar-se.

O interesse de Mandela em encontrar-se com Afonso Dhlakama não visava algo substancial, senão mostrar a sua neutralidade, quando faltavam cerca de dois meses para as primeiras eleições multipartidárias em Moçambique.

Depois do encontro que Mandela manteve com Dhlakama, numa casa de hóspedes oficial em Maputo, o malogrado afirmou que o líder da Renamo foi bastante cordial, que não lhe transpareceu um líder rebelde, mas de um aspirante banqueiro, pela forma como trajava e o seu aspecto então muito jovial. Dhlakama manifestou-se satisfeito pelo encontro, segundo disse na altura Mandela. “É muito bom que o Mandela concilia a minha pessoa e a de Joaquim Chissano, seguindo o mesmo processo de reconciliação nacional em curso na África do Sul”, palavras de Dhlakama para Mandela.

Na entrevista que na altura concedeu ao “WeekendStar” finalmente Mandela enalteceu a preocupação de Dhlakama com a paz e o comprometimento dele e de Chissano neste sentido.

Entretanto, o gesto de Mandela de encontrar-se com Dhlakama, sem a indiferença a que Chissano lhe aconselhava, só revelou a importância que o líder da Renamo tem para a democracia e a estabilização de Moçambique, diferentemente do ostracismo e a perseguição de que a administração Armando Guebuza lhe tem votado.

Neste momento Moçambique está mergulhado numa guerra civil, embora a administração Armando Guebuza considere que se trata de uma situação limitada à zona centro do país, particularmente a província de Sofala, local onde o Governo moçambicano concentra um efectivo de mais de cinco mil homens, entre militares das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e Força de Intervenção Rápida (FIR).

Mandela foi um exemplo de reconciliação no mundo, pela sua atitude de aproximar-se ao inimigo para negociar.

O Executivo de Armando Guebuza tem adoptado por uma posição um tanto ou quanto contraditória, ao afirmar por discurso que pretende encontrar-se com Dhlakama, ao mesmo tempo que acciona todos os meios para o deter, como aconteceu no dia 21 de Outubro passado. O ataque de Sadjundjira surpreendeu o País e a comunidade internacional, pois que anteriormente ao mesmo Guebuza manifestara várias vezes a sua posição de encontrar-se com o líder da “perdiz”.

A ideia de Mandela de encontrar-se com Dhlakama talvez se explica pelo facto de Mandela também ter sido o responsável do braço armado do ANC (Umkhonto we Sizwe), que lutava contra um regime segregacionista. O percurso de Nelson Mandela não é semelhante ao de Dhlakama, mas coincidem nalguns pontos: a violência ou recurso a armas para a solução das diferenças, como o foi em 1976 quando aos seus 23 anos o líder da “perdiz” toma parte da guerrilha para lutar contra a política marxista comunista em Moçambique. No caso de Mandela, ele foi detido pelo facto em 1964, permaneceu na prisão até 1990.

Depois da independência de Moçambique todas as formas legais de expressar a oposição haviam sido proscritas por lei. Até 1976 pelo menos cinco mil moçambicanos estavam em várias cadeias nacionais por questões ideológicas. Diferentemente do Apartheid, que condenou Mandela à prisão perpétua, o regime de Samora Machel matou, entre outros, o seu maior adversário político, o reverendo Uria Simango, pai do edil da Beira e presidente do MDM, Daviz Simango.

Dhlakama não é um ídolo à estatura de Mandela, mas dado o seu pragmatismo conquistou muitos seguidores no país. Tem dificuldade de canais para expressar-se ou fazer-se compreender (o Executivo de Guebuza tem a mão em todos os órgãos de comunicação públicos e alguns privados). Por exemplo, o foco principal da sua divergência actual com a Frelimo é o do pacote eleitoral, sobre o qual o líder da Renamo pede paridade entre os partidos representados no parlamento para a conseguir-se maior transparência e garantir a justeza de toda a democracia moçambicana.

Enquanto Mandela defendia que a legislação do regime racista tendia a favorecer a supremacia do regime racista sul-africano, Dhlakama defende que a actual lei eleitoral moçambicana favorece claramente a Frelimo, que tem se servido da sua musculatura na CNE, STAE, Polícia e SISE, para reduzir a Renamo e a posição à insignificância.
Para Dhlakama, num cenário como este em que o pacote eleitoral favorece claramente à Frelimo, a desvantagem da oposição será permanente e o partido no poder nunca sairá do poder. A Frelimo tem todo o protagonismo na organização de todo o processo eleitoral, num extremo que propicia a viciação de resultados como o enchimento de urnas, que em muitos casos precede da situação do partido no poder ser quem detém a maioria de elementos nos órgãos eleitorais como o STAE e a CNE, jogando a sua influência. De resto uma situação em que alguns partidos de oposição moçambicana contrários à irredutibilidade da Renamo neste ponto puderam testemunhar nas eleições autárquicas de 20 de Novembro passado.

A Frelimo alega de que uma paridade eleitoral é contrária à constituição do País, mas não se conhece nenhum artigo da constituição que atente contra a mesma.

A legislação portuguesa, sobre a qual os juristas moçambicanos se têm acercado, prevê paridade no sistema de organização dos órgãos eleitorais. A opacidade de visão que tem acompanhado o Executivo moçambicano e a intransigência de certa ala radical da Frelimo, é que tem propiciado a crise político-militar, tão ao alcance de ser resolvida.

Renamo nas “pegadas” do ANC ou da UNITA?

A semana passada o Primeiro-Ministro moçambicano, Alberto Vaquina, desafiou a ala política da Renamo, representada na Assembleia da República, a distanciar-se da ala militar. Em termos de acção, o discurso de Vaquina não representa mais do que um ensaio do regime, um aviso à navegação, havendo sinais de que está em curso o mecanismo no sentido de ilegalizar a Renamo, sob alegação de violência armada.

Em 1960 o ANC foi ilegalizado pelo “Apartheid” por ser um partido armado. Uma ilegalização da Renamo propiciaria no que se consideraria fim da Renamo como partido político e consequentemente a dissolução do mesmo, isolando a ala militar, cujo rosto visível é o Afonso Dhlakama e os seus generais, que fizeram a guerra dos 16 anos.
Quando o regime do ANC ilegalizou o ANC os elementos da organização, que não tinha assento no parlamento repentinamente racista, passaram à clandestinidade.

Não se sabe se a ala política da Renamo estará disposta a correr o mesmo risco, já que muitos dos 90 deputados da “perdiz” têm o parlamento como sua fonte de subsistência.

A UNITA conheceu uma cisão quando a ala militar encabeçada por Jonas Savimbi decidiu retomar a luta.

Os contornos da crise político-militar moçambicana têm um forte ponto de inflexão, ou inspiração, no modelo angolano.

Em caso do Governo de Guebuza avançar com a ilegalização, da parte da Renamo, o desfecho será imprevisível. Todavia, em consequência, a democracia moçambicana poderá conhecer um revés de cerca de 25 anos e a unidade nacional poderá ficar seriamente ameaçada.

PGR processa Nuno Castel-Branco

A Procuradoria-Geral da República (PGR) instruiu um processo-crime contra o Professor Carlos Nuno Castel-Branco, por ter escrito e publicado um artigo de opinião crítico ao chefe de Estado, Armando Guebuza.

Com o número 53/13-B, o processo corre na Procuradoria da Cidade de Maputo e serão ouvidos ainda os jornais Canal de Moçambique e mediaFAX, que reproduziram a opinião do Professor.

Processo depois das eleições

A carta de Castel-Branco foi condenada por muitos correlegionários do regime, mas foi também muito lida e aplaudida por muitos moçambicanos. Esta situação levou a que o partido Frelimo instruísse a PGR para instaurar o processo contra o Professor só após às eleições, apurou o Canalmoz.

A ordem partiu de Augusto Paulino

Esta segunda-feira, em Chókwè, durante as comemorações centrais do Dia Internacional de Luta Contra a Corrupção, saiu a ordem final, do Procurador-Geral Augusto Paulino, para se avançar com o processo-crime contra Castel-Branco e notificar os dois jornais.

Polícia anuncia detenção de cinco “raptores”

O Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique anunciou esta terça-feira a detenção de cinco supostos raptores nas cidades de Maputo e da Matola.

Segundo a Polícia, na cidade de Maputo foram detidos Dércio, de 34 anos, Bernardo, 32 anos, e Júlio 33 anos, que se fazendo transportar numa viatura de marca Toyota Regius tentaram raptar um cidadão de nome João Pedro Archer Cunha.

Já no município da Matola, a Polícia diz que deteve, no bairro de Fomento, Alfredo, 47 anos, Benedito, 28 anos, e Marta, 24, residentes em Matola Gare, por tentativa de rapto de dois menores. Eles faziam-se transportar numa viatura de marca Toyota, com a chapa de inscrição AAI 311 MC. A Polícia não deu mais detalhes sobre estes casos.

Depois de cumprimentar PR de Cuba Obama critica ditadores que enaltecem legado de Mandela

O Presidente Barack Obama dos Estados Unidos da América, ao entrar no pódio onde se encontravam dignitários estrangeiros a participar na cerimónia fúnebre de Mandela no Estádio FNB no Soweto, esta terça-feira, teve inesperadamente pela frente Raúl Castro, actual presidente de Cuba, país sob bloqueio americano há mais de meio século.

Provavelmente para não criar um incidente diplomático em país estrangeiro, Obama cumprimentou cordialmente o ditador cubano, irmão de Fidel Castro. Mas no discurso que pronunciaria depois, Obama criticou os que enaltecem o legado de Mandela, mas que não praticam os princípios por ele defendidos. “Há muitos que reclamam solidariedade para com a luta de Madiba pela liberdade, mas que não toleram dissidências no seio dos seus próprios povos”, disse Obama.

Jovem é multado por não cumprir promessa de casamento

O americano Christopher Kelley foi condenado por um tribunal do estado da Geórgia, nos EUA, a pagar US$ 55 mil à ex-noiva por quebrar a “promessa” de que se casaria com ela.

Jovem é multado por não cumprir promessa de casamento

Kelley foi processado pela ex Melissa Cooper. Em 2004, ele ofereceu um anel de US$ 11 mil à namorada e a pediu em casamento. No entanto os dois acabaram terminando o relacionamento depois de Melissa descobrir que o noivo a traia.

Após o fim do relacionamento, a mulher entrou com uma acção contra o ex, acusando-o de fraude e quebrar promessa de casamento.

“Guebuza insultou os cristãos ao chamar críticos de apóstolos da desgraça”, Renamo

A Renamo considera que o Presidente da República, Armando Guebuza, insultou os cristãos ao chamar os que criticam a si e a sua governação de apóstolos da desgraça.

Nos últimos tempos, o Presidente da República notabilizou-se pela sua insistente capacidade de responder, atribuindo nomes a cidadãos que se opõem ao seu estilo de governação. A estes Guebuza já chamou de “detractores” e “tagarelas”.

No entanto, no entender de Muchanga, ao designar as pessoas de “apóstolo de desgraça” o PR estava a “insultar os cristãos pois o apóstolo é um propagandista dedicado a uma ideia ou missionário de fama”. Por outras palavras, “apóstolo é um emissário, um enviado para cumprir uma missão que no sentido cristão refere-se aos enviados por Cristo para espalhar e defender o Evangelho; pelo que o apóstolo é o garante da doutrina Cristo”.

PGR atira toalha ao chão

As recentes declarações feitas pelo Procurador-Geral da República (PGR), Augusto Paulino, sobre a necessidade de haver purificação das fileiras nos órgãos que administram a Justiça mereceram, por parte do quadro sénior da Renamo, uma reacção categórica. Muchanga diz que “o PRG atirou a toalha ao chão à semelhança do que aconteceu com os seus antecessores”.

A fonte entende que Augusto Paulino devia ter dado indicações concretas das medidas que ele teria tomado no sentido de “purificar as fileiras na Procuradoria onde é titular”. “Os órgãos de administração da Justiça, através do Procurador-Geral da República, deixaram claro que com a sua actuação e tipo de titulares que os dirigem não haverá a curto e médio prazo resultados tangíveis no combate dos crimes que dilaceram o país”.

Três pessoas detidas por posse ilegal de armas e apreendidas mais de 300 munições em Gaza

A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve um cidadão identificado pelo nome de Hélio, de 27 anos de idade, por posse ilegal de três armas de fogo, sendo uma de marca AKM e duas semi-automáticas, na semana de 30 de Novembro a 06 Dezembro, no distrito de Chicualacuala, na província de Gaza.

Ainda na província de Gaza, no período em alusão, a PRM apreendeu 250 munições de AKM no posto administrativo de Zulu, em estado semi-obsoleto, numa zona supostamente identificada como uma antiga base da Renamo, durante a guerra que durou 16 anos em Moçambique.

Em Chiducuane-Maculuva, no distrito de Zavala, na província de Inhambane, a PRM igualmente duas armas de fogo de fabrico caseiro e quatro cartuchos. Na província de Manica, a Polícia apreendeu uma arma de fogo de tipo pistola, de marca STAR nº 726024, contendo sete munições.

Na província de Cabo Delgado, dois indivíduos identificados pelos nomes de Amisse e José, de 38 e 55 anos de idade respectivamente, foram detidas por posse de 131 munições de AK-47.

Jovem detido por roubo de mais de 170 mil meticais em Maputo

Um moçambicano identificado pelo nome de Gerson, de 22 anos de idade, está a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM) acusado de roubo de um cofre com 175.555 meticais numa operadora de telefonia móvel onde trabalhava.

Segundo a corporação, o crime aconteceu na semana de 30 de Novembro passado a 06 Dezembro em curso. Enquanto isso, a PRM recuperou uma viatura com a chapa de inscrição ADP 787 MP, roubada com recurso a chaves falsas, algures na província de Maputo.

No distrito de Marracuene, ainda na província de Maputo, a Polícia recuperou três cabeças de gado bovino abandonadas por supostos ladrões. Em igual período, para além de terem sido repatriados 47 moçambicanos, dos quais 34 homens, nove mulheres e quatro crianças, da República da África Sul, a Polícia deteve três indivíduos por tentativa de sequestro de um cidadão identificado pelo nome de João Pedro Archer da Cunha, na cidade de Maputo.

Devido ao mesmo crime, Alfredo, Benedito e Marta, de 24, 28 e 47 anos de idade respectivamente, estão presos, também, por tentativa de sequestro de dois menores de 10 e 11 anos de idade, na província de Maputo.

Salários continuam atrasados para milhares de funcionários públicos em Moçambique

Ainda há funcionários afectos ao sector da Educação, sobretudo dos distritos de Marracuene e Morrumbala, nas províncias de Maputo e da Zambézia, e nalguns pontos das províncias de Nampula e Tete, sem salários de Novembro último, por razões que os ministérios da Educação e das Finanças não explicam.

O @Verdade tem recebido várias queixas de de cidadãos que são vítimas desse problema. E esta terça-feira (10), dirigimo-nos ao Ministério da Educação (MINED) para obter esclarecimento, porém, a secretária do porta-voz Eurico Banze, a única pessoa que nos foi indicada para falar, barrou-nos na sua sala e impediu o nosso contacto aquele responsável, alegadamente porque ele estava indisponível, uma vez que se preparava para ir ao enterro de uma colega que trabalhava no Instituto de Desenvolvimento da Educação (INDE).

Aliás, no dia seguinte, Eurico Banze estaria igualmente ocupada, segundo a mesma secretária, que aproveitou a ocasião para esclarecer que o MINED não responde por vencimentos de trabalhadores não afectos à sede da instituição sita na Avenida 24 de Julho, na capital do país.

Insatisfeitos com a resposta, principalmente porque os nossos reclamantes esperam, impacientemente, que alguém lhes diga o que se está a passar a ponto de até hoje não terem auferido os seus ordenados, fomos bater à porta do Ministério das Finanças, onde uma responsável do Departamento de Vistos e Abonos, que não quis se identificar – porém, ficámos a saber que se chama Angélica Melembe – disse que não podia responder nada sobre os vencimentos das pessoas que trabalham fora de Maputo, até porque à luz do processo de descentralização cabe às direcções dos lugares onde há atraso de salários se pronunciarem.

Fugindo das suas responsabilidade, a senhora aconselhou o @Verdade a deslocar-se para Zambézia, Nampula, Tete e para outros locais onde acontece o mesmo problema com vista a obter esclarecimentos.

Ainda no Ministério das Finanças, um funcionário ligado, também, ao departamento de processamento se salários, confirmou, sem detalhar nem indicar os sectores em que isso acontece, que há atrasos no pagamento de vencimentos do mês de Novembro por causa de problemas do sistema informático usado para o efeito. Aliás, segundo o nosso interlocutor, nos meses de Outubro e Novembro, houve funcionários da sede das Finanças que auferiram vencimentos duas vezes devido a falhas do mesmo sistema. “Eles (referia-se aos gestores do Ministério das Finanças) têm medo de falar a verdade”.

Sobre esta situação nem a Direcção Nacional de Recursos Humanos nos Ministério das Finanças explicou-nos algo. À semelhança do que aconteceu na semana passada, as pessoas com quem falámos, telefonicamente, empurraram-nos de um departamento para o outro alegando que não eram as pessoas indicas para prestar esclarecimentos. Os indivíduos que supostamente têm autorização para o efeito alegavam que foram indicadas por enganos.

Entretanto, refira-se que em Agosto passado, problemas técnicos verificados no e-SISTAFE originaram atrasos no pagamento de salários e outras despesas do Estado em quase todas as províncias do país. Nessa altura, Maria Isaltina Lucas, directora nacional do Tesouro no Ministério das Finanças, veio a público explicar que o problema decorreu do facto de o Estado ter decidido aprimorar o funcionamento e desempenho do e-SISTAFE. Segundo ela, normalmente, o pagamento de salários na Função Pública é feito de 20 a 30 de cada mê. Todavia, alguns trabalhadores afectos ao Aparelho do Estado não têm os honorários de Novembro.

Homens armados atacam mais uma coluna de viaturas no centro de Moçambique

Homens armados protagonizaram um ataque contra a primeira coluna de escoltas militares e civis de viaturas que saíram do Centro e Norte de Moçambique em direcção ao rio Save, na Estrada Nacional número Um (EN1), e Maputo, na manhã desta segunda-feira (09. Há indicação de pelo menos três mortos, feridos graves e ligeiros em número não especificado, incluindo criança.

Segundo testemunhas, o ataque ocorreu por voltas das 08h:30 a aproximadamente dois quilómetros do Rio Ripembe e visava uma coluna de viaturas militares, porém, alguns carros de civis foram atingidos.

Um cidadão que partiu de Nampula em direcção à cidade de Maputo, por exemplo, disse ao @Verdade que a coluna ficou divida ao meio e apenas algumas viaturas conseguiram continuar a viagem. Outro testemunha que afirmou ter estado debaixo de fogo cruzado, mas saiu ileso, contou que o ataque durou cerca de 15 minutos e era direccionado a militares.

Moçambique declara luto nacional de seis dias pela morte de Nelson Mandela

Nelson Mandela

Moçambique declarou luto nacional de seis dias, desde a meia noite desta terça-feira (10), em memória de Nelson Mandela. Entretanto quase uma centena de líderes mundiais, desde o moçambicano Armando Guebuza ao norte-americano Barack Obama e até ao iraniano Hassan Rouhani, estão na África do Sul para as cerimónias desta semana em homenagem a Nelson Mandela, numa reunião sem precedentes para celebrar a memória de um dos maiores pacificadores da humanidade.

O Presidente de Moçambique será acompanhado pela sua mulher, Maria da Luz Dai Guebuza, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi.

Do Brasil viajou a presidente Dilma Rousseff ao lado dos ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor de Mello, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva para acompanhar os eventos do funeral de Mandela.

O presidente de Cuba, Raúl Castro, do Zimbabwe, Robert Mugabe, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, também participarão dessa que será uma das maiores reuniões globais de dignitários na história recente, numa cerimónia a ser realizada nesta terça-feira no estádio Soccer City, em Johanesburgo, informou a chancelaria sul-africana na segunda-feira.

Mandela, primeiro presidente negro da história sul-africana, morreu na quinta-feira, aos 95 anos.

“O mundo todo está vindo para a África do Sul”, disse o porta-voz da chancelaria, Clayson Monyela, minimizando as preocupações com a logística e a segurança de um evento tão grande, com prazo de apenas cinco dias para ser organizado a partir da morte do político — que já tinha a saúde muito frágil nos últimos meses.

Israel, que no passado foi aliado dos governantes do apartheid que mantiveram Mandela preso por 27 anos, não vai enviar nem o primeiro-ministro nem o presidente, segundo autoridades israelitas.

Grande parte do plano logístico está baseado na realização do Mundial de futebol de 2010. Embora a África do Sul tenha se recusado a discutir o funeral de Mandela antes de sua morte, as preparações estão sendo feitas há anos.

“Obviamente não estamos a começar do zero em termos de organização”, disse Monyela. “Temos um sistema que entra em funcionamento sempre que a gente tem eventos dessa magnitude.”

O estádio Soccer City, para 95 mil pessoas perto de Soweto, bairro que foi o epicentro da luta contra o apartheid, foi o local da última aparição pública de Mandela, que em 2010, dentro de um carrinho de golfe, acenou para a torcida na final do Campeonato do Mundo de futebol. Além de segurança, o memorial no estádio representa para as autoridades um campo minado diplomático – tentando evitar um a chance de, digamos, um encontro de Mugabe com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, a quem chamou de “menino” e “mentiroso”.

Os mais próximos a Madiba, nome do clã pelo qual Mandela era conhecido, dizem que ele iria querer apertos de mão, e não enfrentamentos.

“Amanhã (terça-feira), as pessoas deveriam honrar suas relações com Madiba. Se isso significa apertar as mãos do inimigo, sim, eu gostaria de ver isso”, afirmou à Reuters Zelda la Grange, sua assistente pessoal por mais de uma década. “Isso é o que realmente foi e é Nelson Mandela — unir as pessoas apesar de suas diferenças.”

Desde que Mandela morreu em sua casa, cercado pela família e após uma longa batalha contra uma infecção pulmonar, os 52 milhões de sul-africanos mergulharam numa comoção que não se via desde que Mandela foi libertado após 27 anos de prisão, em 1990, e da sua eleição presidencial, quatro anos mais tarde.

No domingo, admiradores lotaram igrejas, mesquitas, sinagogas e salões comunitários para rezar e louvar o homem que é considerado o Pai da Nação e um farol global de integridade, retidão e reconciliação.

Após a celebração de terça-feira, o corpo de Mandela será velado durante três dias nos Edifícios da União, em Pretória, onde ele tomou posse como presidente, em 1994.

O enterro será no dia 15, em Qunu, aldeia do seu clã, na província do Cabo Oriental. Esse evento, segundo Monyela, terá um caráter mais familiar, com a presença de poucos líderes mundiais.

MDM submete reclamação ao Conselho Constitucional

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) submeteu na manhã desta segunda-feira à Comissão Nacional de Eleições (CNE) uma reclamaçãao formal dirigida ao Conselho Constitucional a contestar irregularidades nas eleições de 20 de Novembro cujos resultados de apuramento geral foram anunciados na passada sexta-feira pela CNE.

Segundo o mandatário do MDM, o deputado José de Sousa, o partido do “galo” reclama uma série de irregularidades entre alegada troca de resultados até à detenção dos seus delegados de candidatura nos postos de votação. Apesar de já ter vindo a público dizer que não reconhece os resultados eleitorais em 09 autarquias, nomeadamente municípios de Maputo Cidade, Gúruè, Mocuba, Milanje, Alto Molocué, Dondo, Marromeu, Gorongosa e Chimoio, o MDM apenas protestou oficialmente ao Conselho Constitucional os resultados de Maputo Cidade e Gúruè. Em Maputo cidade houve detenções em massa dos delegados de candidatura do MDM logo que se iniciou a contagem dos votos. Numa Reportagem exibida pela Televisão Independente de Moçambique (TIM) um membro de mesa de voto denunciou terem sido instruídos a trocar resultados a favor da Frelimo e David Simango em troca de valores monetários que depois não receberam. Em Gúruè a diferença entre o candidato do MDM e da Frelimo é de 0,49 por cento. Isso depois de no apuramento parcial o MDM e seu candidato terem estado à frente da contagem até à suspensão da divulgação dos resultados pelo STAE. Quando o STAE anunciou os resultados já havia um empate técnico com a diferença de um voto. Teve que se ir à requalificação dos votos nulos onde o candidato da Frelimo “conseguiu” ganhar as eleições.

Agora cabe a última decisão ao Conselho Constitucional.

“Estado moçambicano começou a ser capturado no primeiro mandato de Guebuza”

Um estudo do Centro de Integridade Pública (CIP) lançado esta segunda-feira em Maputo indica que a partidarização do Estado e consequente “captura do mesmo” solidificou-se no reinado de Armando Guebuza, onde o Estado passou a ser uma espécie de sucursal do partido.

Intitulado “Governação e Integridade em Moçambique” o relatório fala mesmo de um “Estado capturado” através da partidarização da Administração Pública.
O relatório diz ainda que a relação entre os três poderes, nomeadamente, o legislativo, executivo e judiciário piorou até atingir “contornos preocupantes.” “A promiscuidade negativa entre o mundo de negócios e alguns membros do partido no poder levanta o problema da manutenção no poder para garantir o controlo dos recursos”, refere o estudo.

Em 2008 foi lançado o primeiro relatório do género que deixou, de entre várias recomendações, a necessidade da “transição do sistema actual presidencialista”, que confere muitos poderes ao chefe de Estado, para o “sistema parlamentar racionalizado.”

O relatório diz que nenhuma das recomendações estabelecidas no primeiro relatório foi seguida.

O relatório sobre a Governação e Integridade em Moçambique, segundo o director do CIP, Adriano Nuvunga, visa fazer um mapeamento do estado de governação e de integridade em Moçambique e de identificar áreas prioritárias de intervenção e reformas que, ao longo dos anos, pudessem ser monitoradas por actores da sociedade civil e pela comunicação social, em permanente diálogo com o poder público.

O relatório do CIP aborda, entre vários assuntos, os Direitos Humanos, Governação e Financiamento Eleitoral, Oversighte e Corrupção, Sociedade Civil, Informação Ajuda Internacional, Dependência Externa e Governação. Mais desenvolvimentos na próxima edição do Canal de Moçambique.

PRM executa membro da Renamo detido em Nampula

Um homem armado da Renamo, de nome Cristiano Ganizane Chapolene Bero, foi executado no dia 23 de Novembro pela Polícia da República de Moçambique (PRM), em Napone, distrito de Nampula-Rapale, segundo refere um comunicado de Imprensa da Liga dos Direitos Humanos (LDH) que a nossa redacção teve acesso. O finado encontrava-se detido nas celas do Comando da PRM em Nampula, juntamente com mais 30 membros, também, da Renamo em conexão com os ataques havidos recentemente em Nampula.

A “Liga” refere igualmente que um outro membro da Renamo, de nome Fernando Malique, pode ter encontrado a morte após ter sido torturado pela Polícia. Segundo a “Liga”, os detidos não recebem visita dos seus familiares, e não lhes é permitido o fornecimento de alimentos.

A prisão dos referidos membros da Renamo, segundo a Liga dos Direitos Humanos de Moçambique, não é legal, porque “até ao dia 27 de Novembro, os detidos não tinham sido presentes a um juiz de instrução criminal para a legalização da prisão”.

Um milhão de pessoas serão forçadas a abandonar a costa moçambicana até 2040

Perto de um milhão de pessoas que vivem ao logo da costa moçambicana serão forçadas a abandonar as zonas onde vivem devido ao impacto das mudanças climáticas até 2040. As águas do mar vão invadir o continente.

Esta informação foi avançada pela consultora da UNICEF, Hanna Schmuck, na última sexta-feira, quando apresentava os resultados da avaliação dos riscos de desastres e vulnerabilidade centrada na criança em Moçambique.

Segundo Schmuck, a elevação do nível do mar pode levar à perda de até 4.850 quilómetros quadrados de terra, ou até 0,6 por cento da área terrestre nacional e cerca de 916.000 pessoas poderão ser forçadas a migrar para longe da costa. Estes números equivalem a 2,38 por cento da população em 2040.
Ainda de acordo com dados tornados públicos pela UNICEF, no que toca às cheias, grandes picos de cheias no Limpopo e no Save são susceptíveis de aumentar em 25 por cento, partes do norte do país propensas a experimentar cheias mais frequentes.

As tempestades tropicais e ciclones são susceptíveis de tornarem-se menos frequentes, mas a sua intensidade e precipitação associada tendem a aumentar. As ondas de tempestades provavelmente irão aumentar.

Secas, mudanças no início, na duração e no fim da estação chuvosa para diferentes partes do país (necessidade de adaptação de práticas agrícolas).
A disponibilidade de água deverá diminuir nas principais bacias hidrográficas, fluxo do rio Zambeze deve reduzir 15 por cento, os rios Zambeze, Save e Limpopo podem experimentar intrusões salinas até 30 quilómetros para o interior.

Detidos jovens encontrados com exame resolvido antes da sua realização

Três jovens, cuja idade não conseguimos apurar, encontram-se detidos nas celas da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade da Maxixe, após terem sido encontrados com enunciado de exame da disciplina de língua inglesa da 12ª classe já resolvido, mesmo antes do exame da segunda época ter iniciado.

A fraude académica deu-se na Escola Secundária 29 de Setembro na Maxixe, província de Inhambane.

Em declarações ao Canalmoz a directora da escola, Rochana Assanegy, confirmou o facto mas recusou-se a dar mais detalhes.

“Os jovens neste momento encontram-se sob custódia policial enquanto as autoridades da justiça estão a investigar o caso para sabermos como que eles tiveram acesso à prova”, disse Rochana Assanegy.

Obama e Raul Castro entre oradores em homenagem a Mandela

Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e de Cuba, Raul Castro, estão entre os oradores na homenagem fúnebre a Nelson Mandela, em Joanesburgo, hoje terça-feira, numa cerimónia que vai ser transmitida em directo para todo o mundo.

Cerca de uma centena de chefes de Estado e de governo vão prescindir temporariamente das suas divergências e participar lado a lado no tributo ao líder da luta anti-apartheid e “pai da nação” sul-africana, que morreu na quinta-feira aos 95 anos.

De acordo com o programa oficial divulgado esta segunda-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, um amigo, diversas crianças e o Presidente sul-africano, Jacob Zuma, também vão usar da palavra para celebrar a memória do primeiro presidente negro da história do país.

A cerimónia vai decorrer entre as 11 horas e as 15 horas (9 horas e 13:00 horas, em Portugal continental), no imenso estádio Soccer City de Soweto, a sul de Joanesburgo, onde Nelson Mandela protagonizou a sua última aparição pública em 2010, na final do campeonato do mundo de futebol.

Esta segunda-feira, as primeiras delegações estrangeiras começaram a chegar a Joanesburgo enquanto as autoridades ultimam os preparativos logísticos e de segurança, com dezenas de milhares de polícias e 11 mil soldados mobilizados para locais estratégicos.

madiba

A África do Sul pretende oferecer ao seu símbolo máximo funerais à medida da sua estatura. Para além do estádio Soccer City, três outros estádios de Joanesburgo vão ser abertos à população para a transmissão da cerimónia num ecrã gigante, estando ainda previstos 150 locais de transmissão dispersos por todo o território do imenso país da África austral.

Na tarde de ontem, o parlamento sul-africano reuniu-se em sessão extraordinária na cidade do Cabo para homenagear o homem que negociou o fim do regime segregacionista com a liderança branca e evitou uma guerra civil.

Entre os convidados presentes na cerimónia, o mundo lusófono estará representado pelo Presidente da República, Armando Guebuza, presidente de Portugal Aníbal Cavaco Silva, pela Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, pelo vice-presidente de Angola, Manuel Vicente.

Cabo Verde será representado pelo Presidente Jorge Carlos Fonseca, à semelhança de São Tomé e Príncipe, com a presença de Manuel Pinto da Costa. O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, também já confirmou a deslocação a Joanesburgo, enquanto as autoridades da Guiné-Bissau ainda não confirmaram o envio de um responsável oficial.

Garantida presença de celebridades

Além dos chefes de Estado ou de Governo de dezenas de países, são também vários os nomes de celebridades que vão marcar presença nas cerimónias fúnebres do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela.

Bill Gates, Oprah Winfrey, Richard Branson, Peter Gabriel, Naomi Campbell e Bono são os nomes até agora conhecidos de acordo com o Guardian, que diz também que a família real britânica será representada pelo príncipe Carlos e a rainha estará ausente por aos 87 anos estar desaconselhada a fazer voos tão longos. A homenagem a Nelson Mandela conta ainda com dois mil jornalistas de todo o mundo.

De fora, e com uma justificação que está a gerar alguma polémica, ficará o primeiro-ministro checo, que disse que tinha um almoço. O problema é que Jiri Rusnok foi gravado numa conversa que julgava privada, no Parlamento, a dizer ao ministro da Defesa: “Espero que o Presidente vá no meu lugar. A ideia de ir dá-me calafrios”.

O Presidente norte-americano Barack Obama e a sua mulher Michelle vão estar acompanhados por três ex-presidentes dos EUA, Jimmy Carter, George W. Bush e Bill Clinton (que viaja com a sua mulher Hillary Clinton, antiga Secretária de Estado). Já Dilma Rousseff vai fazer-se acompanhar pelos seus quatro antecessores: José Sarney, Fernando Collor de Mello, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula Da Silva.

A delegação britânica também impressiona. O primeiro-ministro David Cameron estará ao lado do vice-primeiro-ministro Nick Clegg, bem como do líder da oposição trabalhista, Ed Miliband e os ex-primeiros-ministros John Major, Tony Blair e Gordon Brown. O Príncipe Carlos não vai ao estádio mas estará presente no funeral de Mandela, na aldeia de Qunu, no dia 15.

De França, embora viajando em aviões separados, o Presidente François Hollande e o seu antecessor, Nicolas Sarkozy também vão estar presentes no Soccer City.

No domingo já se tinha ficado a saber que Dalai Lama não estará entre os presentes. O seu porta-voz anunciou que não faz tenção de ir. Embora não tenha avançado pormenores, não será por falta de vontade, mas por recear uma terceira recusa de visto pelas autoridades sul-africanas.

Foi em 2009 que pela primeira vez o Dalai Lama viu o seu pedido de visto para entrar na África do Sul recusado: tinha sido convidado por Mandela e por Frederik Willem de Klerk – o ex-presidente sul-africano que também recebeu o Nobel da Paz em 1993, juntamente com Mandela –, bem como pelo arcebispo anglicano Desmond Tutu (outro Nobel da Paz, em 1984), para participar numa conferência sobre a paz em Joanesburgo, organizada pela Liga Nacional de Futebol. Em Outubro de 2011, viu recusado o seu pedido novamente, quando foi convidado para a festa dos 80 anos de Desmond Tutu, outro herói da luta anti-apartheid, na Cidade do Cabo.

A África do Sul decretou uma semana de luto após a morte, na quinta-feira, aos 95 anos, do líder da luta anti-apartheid. Domingo foi um dia nacional de recolhimento e reflexão, em que o Presidente Jacob Zuma apelou aos seus compatriotas para que vivam “em unidade, para que estejamos unidos como uma só nação arco-íris”. Mas na nação arco-íris o peso da China, importante parceiro económico e diplomático, tem fechado as portas ao Dalai Lama. A China tenta limitar as deslocações do líder espiritual tibetano, avisando os Governos estrangeiros sobre as consequências para as suas relações bilaterais se lhe abrirem as portas.

Foi em 2004 que os dois homens se encontraram pela última vez. Quando Nelson Mandela morreu, na passada quinta-feira, o Dalai Lama declarou ter sofrido uma “perda pessoal”: “Era um amigo querido, que ainda esperava rever e por quem tinha uma grande admiração e um grande respeito”. Mas o seu porta-voz disse à AFP que “ele não está a pensar ir” ao funeral, sem adiantar mais explicações. Para bom entendedor, no entanto, meia palavra basta.

Os sul-africanos continuam entretanto a recordar Madiba e a celebrar a sua vida. Na Igreja de Regina Mundi, no bairro do Soweto, centenas de pessoas assistiram à missa ontem. A “igreja do povo”, como é conhecida, é um local especial: foi lá que decorreram muitas reuniões dos movimentos anti-apartheid. Hoje, a memória desses tempos está eternizada nos vitrais, onde Mandela aparece a discursar perante um mar de mãos, tal como no dia da sua libertação, em 1990.

Não muito longe, também no Soweto, o bispo Mosa Sono emocionava os milhares de pessoas ao dizer “graças a Deus por Madiba”, enquanto a cara de Nelson Mandela aparecia num grande ecrã.

Em Joanesburgo, a igreja metodista de Bryanston recebeu o Presidente, Jacob Zuma, e familiares de Mandela, incluindo a sua ex-mulher, Winnie. “Devemos orar para não esquecer certos valores que Madiba defendeu, pelos quais lutou, pelos quais sacrificou a sua vida”, declarou Zuma. “Ele levantou-se pela liberdade, ele lutou contra aqueles que oprimiam os outros. Ele queria que todos fossem livres”, acrescentou.

Últimas Notícias Hoje

Chuvas afectam colecta de lixo em Maputo e geram acúmulo de resíduos

As chuvas intensas que têm assolado a cidade e a província de Maputo nos últimos dias estão a dificultar o acesso à Lixeira de...

Combustível chega em grande escala para mitigar impacto económico

A chegada do navio petroleiro MT DEE 4 LARCH aos portos moçambicanos representa um importante alívio para a crise de combustível que tem afectado...

Disparos geram pânico durante jantar com Trump na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado às pressas do jantar anual com jornalistas correspondentes da Casa Branca, na noite deste sábado,...

Banco Mundial prioriza criação de empregos em Moçambique

O Banco Mundial delineou uma nova estratégia para Moçambique, centrando-se na criação de emprego como uma das suas principais prioridades. O enfoque recai sobre...