Perto de um milhão de pessoas que vivem ao logo da costa moçambicana serão forçadas a abandonar as zonas onde vivem devido ao impacto das mudanças climáticas até 2040. As águas do mar vão invadir o continente.
Esta informação foi avançada pela consultora da UNICEF, Hanna Schmuck, na última sexta-feira, quando apresentava os resultados da avaliação dos riscos de desastres e vulnerabilidade centrada na criança em Moçambique.
Segundo Schmuck, a elevação do nível do mar pode levar à perda de até 4.850 quilómetros quadrados de terra, ou até 0,6 por cento da área terrestre nacional e cerca de 916.000 pessoas poderão ser forçadas a migrar para longe da costa. Estes números equivalem a 2,38 por cento da população em 2040.
Ainda de acordo com dados tornados públicos pela UNICEF, no que toca às cheias, grandes picos de cheias no Limpopo e no Save são susceptíveis de aumentar em 25 por cento, partes do norte do país propensas a experimentar cheias mais frequentes.
As tempestades tropicais e ciclones são susceptíveis de tornarem-se menos frequentes, mas a sua intensidade e precipitação associada tendem a aumentar. As ondas de tempestades provavelmente irão aumentar.
Secas, mudanças no início, na duração e no fim da estação chuvosa para diferentes partes do país (necessidade de adaptação de práticas agrícolas).
A disponibilidade de água deverá diminuir nas principais bacias hidrográficas, fluxo do rio Zambeze deve reduzir 15 por cento, os rios Zambeze, Save e Limpopo podem experimentar intrusões salinas até 30 quilómetros para o interior.

















