As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) colocaram, ontem, um mural na sede da companhia, para permitir que familiares e amigos das 33 vítimas da queda do avião da transportadora possam depositar flores e mensagens no local e abriram um livro de condolências.
O Embraer 190 despenhou-se no norte da Namíbia, no dia 29 de Novembro, quando fazia o trajecto Maputo-Luanda, ceifando a vida de 33 ocupantes. Trata-se de um arranjo temporário para servir de oportunidade imediata para as pessoas que queiram homenagear os seus ente-queridos e amigos que perderam a vida naquele sinistro.
As famílias juntaram-se à LAM no acto do lançamento do mural e depositaram rosas brancas e outro tipo de flores como forma de manifestar respeito por aqueles que perderam a vida.
De acordo com um comunicado enviado pela LAM à nossa Redacção, os membros das famílias em linha directa com as pessoas que estavam a bordo no avião estão a ser solicitados a providenciar amostras para o exame de DNA.
“O processo vai ser conduzido em privado e os dados permanecerão confidenciais para sempre. Nada será revelado a ninguém que esteja fora deste trabalho, apenas terão conhecimento as pessoas que recolhem a informação, as pessoas que apoiam as famílias neste processo, os técnicos dos laboratórios que farão as análises e as próprias famílias”, refere o comunicado.
No comunicado, a companhia de bandeira moçambicana alude à complexidade e lentidão do processo de identificação das vítimas do acidente, lembrando que os familiares dos passageiros e tripulantes que morreram forneceram amostras de ADN, descrições e fotografias úteis.
“O processo de identificação é complexo, metódico e envolve a combinação do DNA. Embora seja um processo lento, é o mais correcto. Os familiares dos passageiros e tripulantes que pereceram no acidente, forneceram amostras de DNA, descrições e fotografias úteis”, lê-se.
No que diz respeito ao apoio às famílias, a LAM avança que foram disponibilizados tradutores para assegurar que estes entendam integralmente o processo e possam apresentar livremente quaisquer preocupações que possam ter a propósito.
“Psicólogos foram também colocados à disposição das famílias para lhes prestar assistência, pois se reconhece que alguns membros das famílias se sentirão estressados e perturbados por causa da triste razão por detrás deste processo. Está a fazer-se tudo ao alcance para apoiar as famílias nesta fase de identificação dos restos mortais dos perecidos”, refere ainda o documento.
A LAM diz estar a dar apoio às famílias que perderam entes queridos no trágico incidente, através do contacto regular com as famílias para as informar de quaisquer novos desenvolvimentos e garantir que elas entendam que este processo é complexo.
















