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Sábado, Outubro 24, 2026
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Capturado falso agente do SERNIC em Marracuene

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve um cidadão nacional que se apresentava como agente da corporação no bairro Mumemo, no distrito de Marracuene, província de Maputo.

De acordo com Judite Nhandegue, chefe da Secção de Relações Públicas da Direcção Provincial do SERNIC-Maputo, o indivíduo infiltrou-se num estabelecimento comercial pertencente a um cidadão de nacionalidade burundesa. Durante a sua ação, exibiu uma carteira profissional da Polícia da República de Moçambique (PRM) e afirmou ser membro do SERNIC.

Para reforçar a sua farsa, o suspeito utilizou ainda uma viatura das Alfândegas estacionada nas proximidades, alegando que se tratava de uma operação conjunta. No local, exigiu ao comerciante o pagamento de cinco mil meticais a título de suborno. Posteriormente, confessou que não pertencia a nenhuma das forças de segurança mencionadas e admitiu o crime de falsas qualidades.

As autoridades continuam a investigar o caso para averiguar a extensão das actividades fraudulentas do indivíduo.

Suspeita de desvio de material de construção leva à detenção de quatro mulheres em Marracuene

Quatro mulheres, com idades compreendidas entre os 25 e os 38 anos, foram detidas no Posto Policial Habel Jafar, em Marracuene, sob suspeita de roubo de material de construção avaliado em mais de dois milhões de meticais.

As suspeitas trabalhavam numa ferragem, onde, segundo as autoridades, o esquema ilícito estava em curso há mais de oito meses. A Polícia informou que as detidas usavam as suas funções para abrir o caixa, realizar pagamentos e, posteriormente, encerrar o registo, permitindo assim o desvio do material.

As investigações continuam, e as autoridades trabalham para esclarecer todos os aspectos do caso e identificar eventuais cúmplices.

Corte de apoios externos aumenta risco no combate ao HIV/Sida em Manica

Os deputados da Assembleia da República de Moçambique evidenciaram a necessidade urgente da implementação de mecanismos adequados para mitigar o sofrimento da população, face à redução dos apoios externos destinados ao sector da saúde. 

Esta situação é particularmente preocupante nas políticas de prevenção e combate ao HIV/Sida, tanto na província central de Manica como em todo o país.

Durante uma recente visita ao gabinete provincial de Combate ao HIV/Sida e encontros com associações locais envolvidas na luta contra a doença, os deputados sublinharam que as organizações que combatem o HIV/Sida devem adoptar alternativas internas devido ao corte de financiamento, o qual tem comprometido a continuidade de diversas acções comunitárias.

O relator do gabinete parlamentar de combate ao HIV/Sida, Leonel Namuquita, reiterou que a solução passa pela conjugação de esforços entre todos os intervenientes da sociedade em busca de respostas efectivas. Muitas instituições, que tradicionalmente dependiam de ajuda internacional, agora são obrigadas a operar com recursos limitados, a fim de evitar mortes causadas pelo vírus.

“Temos conhecimento de que as organizações enfrentam múltiplas dificuldades devido à falta de apoios internacionais. É imperativo encontrarmos formas internas de recuperação e reafirmação como povo, trazendo soluções para esta problemática. Queremos assegurar que não se perca nada”, assinalou Namuquita.

A sua intervenção sublinhou que o problema do HIV/Sida não é exclusivo do sector da saúde, mas um desafio geral que envolve a sociedade. Ele apelou à mobilização na busca de soluções internas para garantir que todos os pacientes continuem a receber tratamento e que mais pessoas sejam incentivadas a realizar testes e, se necessário, iniciar terapia.

Namuquita expressou a confiança de que o governo está empenhado na busca de soluções para esta crise. O Plano Económico e Social, segundo ele, demonstra que a questão está a ser tratada com a seriedade que merece e que alternativas estão a ser exploradas para salvar vidas.

“O nosso desejo é que os programas de assistência às comunidades sejam sustentados, beneficiando a população. É essencial que estas iniciativas se mantenham em vigor em todo o território nacional, assegurando o acesso a consumíveis, medicamentos e campanhas de sensibilização a todos os níveis. O nosso objectivo é que, até 2030, o HIV/Sida deixe de ser um problema de saúde pública”, acrescentou.

A reunião com as organizações teve como principal finalidade avaliar as acções em curso e as condições operacionais das instituições envolvidas no combate à doença. Actualmente, a província de Manica apresenta uma taxa de prevalência de HIV/Sida de 7,9%, afetando cerca de 160 mil pessoas. Entre essas, 140 mil estão em tratamento anti-retroviral, com a taxa de prevalência sendo de 7,7% nos homens e 8% nas mulheres.

Moçambique lança programa inovador para garantir direitos e bem-estar das crianças até 2034

O Ministério do Trabalho, Género e Acção Social apresentou o Programa Quinquenal para a Criança 2025-2029 (PQG Amigável à Criança) e o Plano Nacional de Acção para a Criança 2025-2034 (PNAC). 

Estas iniciativas visam reforçar a protecção, o bem-estar e os direitos das crianças em Moçambique.

A ministra Ivete Alane, responsável pela pasta, enfatizou que “as crianças vêm sempre em primeiro lugar”, destacando a importância de ambos os planos como guias fundamentais para garantir que todas as crianças moçambicanas tenham a oportunidade de crescer de forma saudável, protegidas, com acesso à educação e com o espaço necessário para participar nas decisões que afectam o seu futuro.

Nos últimos anos, foram observados avanços significativos, incluindo a redução da mortalidade infantil de 97 para 67 por mil nascidos vivos, a diminuição da desnutrição crónica em crianças menores de cinco anos de 43% para 37%, e a elevação da taxa de escolarização no ensino primário para 96% das crianças em idade escolar.

Apesar desses progressos, a ministra Alane alertou para os desafios persistentes que ainda afligem a infância no país. Entre estes, destacam-se, a violência contra menores, uniões prematuras, abandono escolar, trabalho infantil e a vulnerabilidade crescente em decorrência das mudanças climáticas e emergências humanitárias.

O PQG e o PNAC foram descritos como “mapas para o futuro”, que envolvem não só o Governo, mas também a sociedade civil, o sector privado, famílias e as próprias crianças. A versão amigável do PQG foi elaborada para permitir que as crianças possam acompanhar a implementação dos compromissos do Executivo.

A directora nacional da Criança, Angélica Magaia, explicou que a participação infantil é garantida através de plataformas como o Parlamento Infantil, clubes de raparigas e rapazes, e associações juvenis, cuja função será acompanhar, avaliar e propor novas prioridades ao longo da execução dos planos.

Em relação ao combate ao trabalho infantil, Magaia enfatizou a necessidade de uma abordagem integrada que envolva a redução da pobreza, o acesso à educação, o fortalecimento de programas de protecção social e a promoção de alternativas de sustento para as famílias, prevenindo assim a exposição das crianças a situações de exploração laboral.

A situação das crianças em contextos de conflito, particularmente na província de Cabo Delgado, também foi discutida. O Governo assegurou que nenhuma criança deslocada fica separada da sua família, e que esforços constantes estão a ser realizados para reintegrar os menores no sistema escolar, mesmo em situações de mobilidade forçada.

Outro aspecto abordado foi o reforço da educação inclusiva, com estratégias focadas na identificação precoce das dificuldades de aprendizagem e na capacitação dos professores para melhor atender crianças com deficiência.

O evento contou com a presença de representantes de várias organizações parceiras, incluindo UNICEF, Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Plan International e Plataforma 3R, bem como parlamentares infantis e membros da sociedade civil.

Ao encerrar o seu discurso, Ivete Alane reafirmou que “uma nação que coloca as crianças em primeiro lugar constrói um futuro melhor para todos”, oficializando assim o lançamento do PQG Amigável à Criança 2025-2029 e do PNAC 2025-2034.

Moçambique junta-se à iniciativa Green Cities para promover cidades mais verdes e inclusivas

Moçambique foi oficialmente incluído no projecto internacional Green Cities, uma iniciativa financiada pela Itália que visa a construção de cidades mais inclusivas, verdes e resilientes. 

O anúncio foi feito durante a Feira Internacional de Maputo (FACIM 2025) por Maria Pescante, directora adjunta da Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS).

Com esta inclusão, o país passa a integrar uma rede de dez cidades africanas participantes do programa, destacando-se as cidades de Pemba e Chimoio, seleccionadas como cidades-piloto. Estas cidades localizam-se respectivamente nas províncias de Cabo Delgado, no norte, e Manica, no centro do país.

Maria Pescante sublinhou que este projecto é realizado em dez cidades de cinco países africanos, sendo que a inclusão de Moçambique é um resultado do esforço conjunto entre as partes envolvidas. O projecto encontra-se actualmente na fase preparatória, com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), que ajuda Pemba e Chimoio a definir uma visão estratégica e elaborar planos de intervenção.

Uma das áreas de maior urgência abordadas no projecto é a gestão integrada de resíduos sólidos, considerada a iniciativa impulsionadora desta intervenção. A directora adjunta da AICS frisou a intenção de transformar resíduos em energia e composto, gerando novas oportunidades de emprego e melhorando o ambiente urbano.

Entre outras iniciativas previstas, o programa inclui a promoção de hortas urbanas, a redução da poluição, a reflorestação urbana e uma gestão participativa dos espaços públicos. Estas acções visam contribuir para a criação de cidades mais resilientes às mudanças climáticas e com melhores condições de vida para a população.

A inclusão de Moçambique no Green Cities refere-se também ao fortalecimento da cooperação bilateral com a Itália, que tem apoiado projectos de desenvolvimento sustentável e modernização urbana no país. Maria Pescante destacou a importância da cooperação internacional, afirmando que Moçambique é um parceiro estratégico, almejando que Pemba e Chimoio sirvam de exemplo de transformação verde e inclusiva.

Com este projecto, Moçambique adquire a oportunidade de fazer parte de uma rede africana de cidades sustentáveis, beneficiando de financiamento, conhecimento técnico e parcerias internacionais destinadas a acelerar a transição verde no espaço urbano.

Vagas de emprego do dia 28 de Agosto de 2025

Foram publicadas hoje, dia 28 de Agosto no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para HSES Site or Project Manager

A TechnipFMC pretende recrutar um (1) HSES Site or Project Manager. Saiba mais.

2. Vaga para Distribution Supervisor

A AB InBev pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Distribution Supervisor. Saiba mais.

3. Vaga para Principal Project Controls Specialist

A CB&I pretende recrutar um (1) Principal Project Controls Specialist. Saiba mais.

4. Vaga para Supervisor de Nutrição

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Supervisor de Nutrição. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Contract Operations Manager

A Smit Lamnalco pretende recrutar um (1) Contract Operations Manager. Saiba mais.

2. Vaga para Call for Experts – Green Cities, Infrastructure and Energy Programme

A Adam Smith International pretende recrutar um (1) Call for Experts – Green Cities, Infrastructure and Energy Programme. Saiba mais.

3. Vaga para Project Manager

A United Nations High Commissioner for Refugees (UNHCR) pretende recrutar um (1) Project Manager. Saiba mais.

4. Vaga para Associate National Administrative Officer

A UNESCO pretende recrutar um (1) Associate National Administrative Officer. Saiba mais.

5. Vaga para Senior Project Controls Specialist

A CB&I pretende recrutar um (1) Senior Project Controls Specialist. Saiba mais.

6. Vaga para Programme Policy Officer SC8- Social Protection

A World Food Programme (WFP) pretende recrutar um (1) Programme Policy Officer SC8- Social Protection. Saiba mais.

7. Vaga para Oficial de Monitoria e Avaliação

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Oficial de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.

8. Vaga para Instrumental Planning Engineer (Maintenance)

A RINA pretende recrutar um (1) Instrumental Planning Engineer (Maintenance). Saiba mais.

9. Vaga para Assistente Executiva

O Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique (CRVM) pretende recrutar uma (1) Assistente Executiva. Saiba mais.

10. Vaga para HR Expat Coordinator

A McDermott International pretende recrutar um (1) HR Expat Coordinator. Saiba mais.

11. Vaga para Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (MEAL) Manager

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (MEAL) Manager. Saiba mais.

12. Vaga para Sales Supervisor

A Vodafone pretende recrutar um (1) Sales Supervisor. Saiba mais.

13. Vaga para Senior Finance and Compliance Associate

A International Organization for Migration (IOM) pretende recrutar um (1) Senior Finance and Compliance Associate. Saiba mais.

14. Vaga para Gestor da Clínica

A AMODEFA – Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família pretende recrutar um (1) Gestor da Clínica. Saiba mais.

15. Vaga para Legal Advisor

A Sasol pretende recrutar um (1) Legal Advisor. Saiba mais.

16. Vaga para Construction Subcontract Lead

A Saipem pretende recrutar um (1) Construction Subcontract Lead. Saiba mais.

17. Vaga para Heavy Motor Vehicle Driver (Articulated)

A Unitrans pretende recrutar um (1) Heavy Motor Vehicle Driver (Articulated). Saiba mais.

18. Vagas para Facilitadores Distritais

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar três (3) Facilitadores Distritais (Lago, Chimbonila e Mecanhelas). Saiba mais.

19. Vaga para Prestador – Produção de Vídeo Institucional – Projeto OMAMI

A CESAL pretende recrutar um (1) Prestador – Produção de Vídeo Institucional – Projeto OMAMI. Saiba mais.

20. Vaga para Oficial de Ligação Comunitária

O Santuário Bravio de Vilanculos (Sanctuary) pretende recrutar um (1) Oficial de Ligação Comunitária. Saiba mais.

Governo cabo-verdiano assegura habitação a famílias afectadas por tempestade

O Governo de Cabo Verde anunciou medidas de apoio às famílias desalojadas na ilha de São Vicente, após a devastadora tempestade que resultou na perda de nove vidas. 

As famílias afectadas terão direito a contractos de arrendamento por tempo indeterminado, com isenção de renda durante o primeiro ano.

As novas habitações, localizadas em apartamentos do Imobiliário, Fundiária e Habitat, na zona de Ribeira de Julião, proporcionarão um abrigo seguro e estável para as famílias em situação de emergência habitacional.

Adicionalmente, o Governo está a preparar o realojamento definitivo e a reabilitação de aproximadamente 300 casas que sofreram danos significativos, incluindo aquelas situadas em zonas de risco, bem como residências de familiares.

Neste momento, setenta e quatro famílias, totalizando 255 pessoas, encontram-se em centros de acolhimento em São Vicente, após a tempestade ocorrida no dia 11 de Agosto. Deste número, doze famílias perderam todos os seus bens, enquanto sessenta e duas não têm condições para retornar às suas habitações, que foram consideradas inseguras.

Niassa: PRM detém dez chineses por mineração ilegal e armas de fogo

Dez cidadãos de nacionalidade chinesa foram detidos e encaminhados às celas do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) na província do Niassa, sob suspeita de envolvimento em mineração ilegal e posse ilícita de armas de fogo.

De acordo com informações do jornal Notícias, a operação da PRM resultou na apreensão de uma pistola de fabrico brasileiro, 21 armas do tipo “shotgun”, 103 munições, cinco algemas, três bastões, três viaturas e oito telefones de diversas marcas.

Nelson de Sousa, porta-voz do Comando Provincial da PRM no Niassa, informou que os detidos foram transferidos para o Serviço Nacional de Migração, onde será investigada a legalidade da sua permanência no país.

Autoridades alertam para risco de carne de porco envenenada nos mercados de Mocuba

O sector da saúde do distrito de Mocuba emitiu um alerta à população, desaconselhando o consumo de carne de porco que circula nos mercados locais, uma vez que esta pode estar envenenada.

A advertência foi divulgada pela chefe do Departamento de Saúde Pública do Serviço Distrital de Saúde, Ana Pinto Moreira. Segundo informações, indivíduos ainda não identificados têm recorrido ao uso de veneno para furtar gado na povoação de Orua.

O sector de saúde enfatiza os perigos associados ao consumo desta carne, que, após a morte dos suínos por envenenamento, é transportada clandestinamente para os mercados de Mocuba durante a noite.

As autoridades apelam à população para estar atenta e evite a compra de carne de porco não certificada, de modo a prevenir eventuais intoxicações.

Médicos Sem Fronteiras suspende distribuição de água em Gaza após tiroteio

A Organização Não-Governamental (ONG) Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou a suspensão da distribuição de água potável em Gaza, em consequência de um tiroteio ocorrido perto de um dos seus pontos de fornecimento durante o último fim-de-semana.

A decisão foi tomada pela ONG para salvaguardar a segurança do seu pessoal e das comunidades que dependem deste serviço essencial. Helen Ottens-Paterson, responsável pelos projectos da MSF nos territórios palestinianos ocupados, sublinhou que “ninguém deveria ter de arriscar a vida para obter água”.

A MSF expressou a sua preocupação com a segurança das operações, enfatizando que “não podemos aceitar o risco de que os nossos pontos de distribuição de água em camiões se tornem locais de massacre”. Esta suspensão da distribuição de água agrava ainda mais a já limitada disponibilidade deste recurso vital para a população local.

Hospital Rural de Chókwè enfrenta graves problemas de infiltração de água

O Hospital Rural de Chókwè (HRC), uma das principais instituições de saúde da região, enfrenta sérios problemas de infiltração de água que comprometem a qualidade dos serviços prestados. 

Os utentes expressam preocupação com a deterioração das instalações, especialmente com a aproximação da época chuvosa.

Com uma capacidade para 106 camas, o HRC tem sofrido com a degradação da sua cobertura, um problema que se arrasta há anos e que afecta de forma significativa os serviços de cirurgia e pediatria. Utentes relataram situações alarmantes, como a entrada de mosquitos nas áreas onde estão internados os doentes. Um dos utentes, que preferiu manter-se anónimo, destacou que “o hospital é uma casa bonita de fora, mas por dentro é um clamor”.

Miguel Chana, de 68 anos, que testemunhou a construção do hospital, afirmou que o estado actual das instalações transmite uma sensação de abandono. “É inadmissível isto, o Governo deve imediatamente tomar uma acção para mudar o cenário, antes que pior ocorra”, enfatizou.

As instalações, com mais de 50 anos, apresentam sinais evidentes de desgaste, incluindo pintura descascada, janelas destruídas e camas deterioradas. Samuel Claudino, director do hospital, reconheceu as dificuldades enfrentadas: “A segurança no recinto hospitalar é preocupante, há cadeiras e outros materiais que acabam desaparecendo sem explicações”. Ele também indicou que a infiltração de água se agrava devido à falta de vedação em algumas áreas.

A direcção do HRC confirmou que a problemática da infiltração se arrasta desde as cheias de 2000, sendo os blocos administrativos, de cirurgia, aprovisionamento, pediatria e medicina os mais afectados. “A infraestrutura ainda não foi reabilitada desde as cheias de 2000 e 2013. É difícil trabalhar num ambiente alagado”, admitiu Claudino.

Apesar da urgência da situação, a direcção do hospital enfrenta limitações financeiras que têm impedido a realização de obras de reabilitação. O director revelou que a falta de fundos resultou na rescisão do contrato com a fornecedora de água. “Estamos a aguardar uma resposta dos serviços de infraestrutura do distrito”, afirmou.

A unidade hospitalar necessita também de um aumento no número de agentes de serviços, considerando que actualmente conta com apenas 29, quando o ideal seria 44, para garantir a limpeza adequada das instalações.

Chapo reafirma papel de Moçambique nas reformas e integração da União Africana

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, sublinhou a relevância do país no processo de reformas em curso na União Africana (UA) e na consolidação do Parlamento Pan-Africano (PPA) como representação dos interesses dos africanos.

Chapo recebeu em audiência o presidente do PPA, Chief Fortune Charumbira, que se encontra em Moçambique para uma visita de trabalho de dois dias. No final do encontro, Charumbira enfatizou o papel central do Presidente Chapo como membro da Assembleia de Chefes de Estado e de Governo da UA, destacando a importância do seu envolvimento na valorização do trabalho do PPA.

“O Presidente é um integrante da Assembleia de Chefes de Estado da União Africana. Todos os nossos relatórios são apresentados a esta Assembleia, e a sua presença é fundamental para a consideração do trabalho que realizamos”, afirmou Charumbira, natural do Zimbabwe.

O presidente do PPA também mencionou que a organização está a apresentar propostas de reforma à Assembleia da UA e solicitou o apoio do Chefe do Estado moçambicano para uma melhor compreensão das funções do Parlamento Pan-Africano. “Há questões em que acreditamos que a população não entende claramente como o parlamento opera”, acrescentou.

Charumbira reforçou que, como órgão independente, o PPA desempenha um papel crucial na promoção da integração do continente africano, sendo esta uma das suas principais missões. “Um Parlamento Pan-Africano fraco significa que nos afastamos dos cidadãos africanos”, afirmou.

Durante a manhã, Chief Charumbira foi recebido pela presidente da Assembleia da República de Moçambique, destacando a colaboração entre as instituições.

O PPA, um dos órgãos da UA, foi criado com o intuito de fomentar a participação dos povos africanos nos processos de integração económica, política e social do continente, bem como para fiscalizar a execução das decisões estabelecidas na Agenda 2063.

Oito mortos no sudeste asiático após chuvas intensificadas pela tempestade Kajiki

Pelo menos oito pessoas perderam a vida e várias outras ficaram feridas após intensas chuvas e inundações que afectaram diversas regiões do Sudeste Asiático. 

Os incidentes ocorreram na sequência da passagem da tempestade tropical Kajiki, que atingiu o centro do Vietname na tarde de segunda-feira (25) e que posteriormente se transformou numa depressão tropical.

No Vietname, as inundações que afectaram várias províncias do norte e centro do país resultaram na morte de sete pessoas, com 34 feridos, conforme reportado pela imprensa estatal. A situação levou à evacuação de milhares de residentes de áreas consideradas de alto risco.

Na Tailândia, a tragédia também fez sentir os seus efeitos, com um deslizamento de terras na cidade de Chiang Mai que provocou a morte de uma pessoa. Outras vítimas resultaram de inundações repentinas e deslizamentos de terras que afectaram o norte do país, segundo informações do Departamento de Prevenção e Mitigação de Catástrofes da Tailândia.

A forte precipitação foi motivada pelas consequências da tempestade tropical Kajiki, que trouxe não só chuvas torrenciais, mas também ventos fortes. A tempestade afectou ainda a região sul da ilha chinesa de Hainão e a província de Guangdong, levando à evacuação de cerca de 20.000 pessoas, conforme anunciou a agência noticiosa Xinhua.

Os cientistas têm alertado, com base em estudos recentes, que as alterações climáticas estão a provocar o aquecimento dos mares, o que resulta em tempestades mais intensas e com maior frequência na região do Sudeste Asiático.

A elevada densidade populacional nas zonas costeiras torna estas áreas especialmente vulneráveis a ciclones tropicais e outros fenómenos meteorológicos extremos.

Penitenciária de Nampula mantém reclusos com penas já cumpridas

Durante uma recente visita à Penitenciária Provincial de Nampula, os deputados da Primeira Comissão da Assembleia da República descobriram a presença de reclusos a cumprir penas cujos prazos já haviam expirado. 

A visita teve como principal objectivo a fiscalização das condições prisionais na região norte do país.

Elísio de Sousa, Chefe da Primeira Comissão das Jornadas Parlamentares, expressou preocupação com a situação encontrada, sublinhando a necessidade de assegurar que os direitos humanos dos detidos sejam respeitados. A comissão está a investigar estas circunstâncias com o intuito de garantir que não haja violações nos recintos prisionais da região.

Os deputados têm realizado várias visitas de trabalho para monitorar e avaliar as condições de detenção e a legalidade das penas aplicadas aos reclusos, numa tentativa de promover uma justiça mais equitativa e rigorosa em Moçambique.

PRM detém dois suspeitos de homicídio e tráfico de droga em Tete

Na cidade de Tete, foram detidos dois indivíduos suspeitos de fazer parte de uma quadrilha implicada em múltiplos roubos e homicídios, recorrendo a instrumentos contundentes na área do vale de Nhartanda, bem como na venda de drogas.

De acordo com Feliciano da Câmara, porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), um dos suspeitos foi considerado um elemento em falta, uma vez que os restantes membros da quadrilha já se encontram sob custódia.

O jovem detido negou a prática de homicídios, no entanto, admitiu a sua participação em roubos, revelando que já cumpriu pena de prisão em diversas ocasiões. Segundo a sua declaração, após cada libertação, regressa à criminalidade, que considera ser o seu único meio de subsistência.

No que diz respeito ao segundo detido, este confirmou a sua participação no tráfico de droga, alegando ter sido incentivado a vender substâncias ilícitas pelo seu irmão, após ter enfrentado dificuldades de emprego.

Maputo aprova 68 projectos e reforça posição como motor económico de Moçambique

A província de Maputo destacou-se pela aprovação de 68 projectos de investimento entre 2020 e 2024, totalizando um valor superior a 2 mil milhões de dólares. Este investimento afirma a região como o principal polo industrial e económico de Moçambique.

Em 2024, os investimentos aprovados ascenderam a 385,3 milhões de dólares, evidenciando a atractividade da província. O anúncio foi feito durante a Feira Internacional de Negócios (FACIM 2025) pelo governador Manuel Tule, que sublinhou o potencial económico, geoestratégico e industrial da área.

Segundo Tule, “a província de Maputo é um lugar certo para investir. Temos localização geoestratégica, uma robusta rede de transportes, electricidade, gás, água e comunicações disponíveis. Tudo isto cria condições ideais para acolher investimentos sérios e sustentáveis”.

A província alberga 1.086 indústrias transformadoras, consolidando-se como a mais industrializada do país. O Parque Industrial de Beluluane, com 25 anos de existência, é um dos maiores símbolos desse progresso, empregando 12 mil trabalhadores e acolhendo mais de 50 empresas de 18 países.

Além de Beluluane, estão a ser implementados novos projectos para a criação de parques industriais em diferentes distritos, visando expandir a industrialização além da capital. O sector agrícola surge como outra prioridade, com 1,2 milhões de hectares de terra arável, sendo 50% destes disponíveis para investimento. O governador enfatizou a intenção de produzir fruteiras, como macadâmia e lichia, assim como cereais, leguminosas e hortícolas, e a instalação de um grande mercado abastecedor para garantir a segurança alimentar durante todo o ano.

Maputo posiciona-se ainda como um hub de comércio regional, com intercâmbios estabelecidos com a África do Sul, Eswatini e Zimbabwe, suportados por corredores logísticos como a N4 e a linha férrea de Ressano Garcia. O Porto de Maputo e a Matola reforçam a posição com uma capacidade para manusear 2 milhões de toneladas de combustível por ano, entre outras mercadorias.

O governador assegurou, ainda, a estabilidade no fornecimento energético, proveniente de hidroelétricas como Cahora Bassa, assim como do projeto Moamba Major, que está em preparação para reforçar a irrigação e o controlo de cheias.

Em termos turísticos, a província revela-se promissora com os seus 215 km de praias e o Parque Nacional de Maputo, recentemente reconhecido pela UNESCO como património mundial. O potencial do Big Five, com a presença de leões, elefantes, búfalos, rinocerontes e girafas, também foi destacado, atraindo turistas a fazer safáris nas fazendas locais.

Manuel Tule concluiu a sua intervenção sublinhando que a província combina todos os fatores necessários para continuar a ser o motor económico de Moçambique.

Chuvas intensas causam mortes e deslocamentos na Índia e no Paquistão

As chuvas intensas que afectaram diversas regiões do Paquistão e da Índia resultaram na morte de 32 pessoas e provocaram um número indeterminado de desaparecidos na Caxemira controlada pela Índia, conforme relataram as autoridades locais.

Na região de Jammu, na Caxemira indiana, as inundações repentinas e os deslizamentos de terras ocorreram numa rota de peregrinação hindu, segundo informações da agência Press Trust of India (PTI). O período em que as mortes ocorreram ainda não foi especificado, conforme reportado pela agência de notícias norte-americana Associated Press (AP).

No Paquistão, as autoridades da província de Punjab solicitaram a ajuda do exército para os esforços de resgate e socorro, após chuvas torrenciais que provocaram o transbordamento de grandes rios. Várias localidades enfrentaram inundações, levando ao deslocamento de mais de 150.000 pessoas.

Equipes de resgate conseguiram retirar mais de 20.000 pessoas durante a noite nas proximidades de Lahore, a segunda maior cidade do Paquistão, que também está em alerta para possíveis cheias. O director-geral da Autoridade de Gestão de Desastres do Punjab, Irfan Ali Kathia, informou que as pessoas evacuadas residiam ao longo do leito do rio Ravi.

As operações de evacuação nas áreas mais vulneráveis tiveram início no início da semana em seis distritos do Punjab. As chuvas de monção, que têm sido mais intensas do que o habitual, juntamente com a libertação de água de barragens transbordadas na Índia, originaram enchentes repentinas em regiões de baixa altitude.

Meteorologistas preveem que a precipitação continuará na região ao longo da semana. Em Agosto, chuvas fortes e inundações na área dos Himalaias causaram a morte de quase 100 pessoas.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, elogiou as autoridades locais pela rápida evacuação da população e informou que o governo está a fornecer auxílio de emergência aos afectados pelas inundações, conforme um comunicado oficial.

Kathia advertiu que os níveis dos rios Ravi, Chenab e Sutlej estão a subir de forma alarmante, resultando na inundação de várias aldeias nos distritos de Kasur, Okara, Bahawalnagar, Bahawalpur, Vehari e Sialkot.

Em resposta à situação, a Índia alertou o Paquistão sobre a possibilidade de inundações transfronteiriças através de canais diplomáticos, optando por não utilizar a Comissão das Águas do Indo, o mecanismo estabelecido pelo Tratado das Águas do Indo, mediado pelo Banco Mundial em 1960.

Nova Deli suspendeu o funcionamento da comissão após o assassinato de 26 turistas na Caxemira controlada pela Índia, em abril, embora Islamabad defenda que a Índia não pode rescindir unilateralmente o tratado

Supremo Tribunal Federal intensifica monitoramento de Bolsonaro antes de julgamento

O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil determinou o reforço da vigilância na residência do ex-Presidente Jair Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliária e se prepara para ser julgado, na próxima semana, por tentativa de golpe de Estado.

A decisão foi proferida pelo juiz Alexandre de Moraes, relator do processo que envolve o ex-chefe de Estado, e seguiu as recomendações do Procurador-Geral da República apresentadas no dia anterior. O magistrado salientou que o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-Presidente, está nos Estados Unidos a realizar lobby junto da Casa Branca em favor do pai.

Na sua decisão, Moraes apontou que as actividades de Eduardo Bolsonaro, mesmo estando em território estrangeiro, evidenciam a possibilidade de um risco de fuga por parte de Jair Bolsonaro, tendo em vista a proximidade do julgamento. A decisão menciona que as medidas de reforço à vigilância são “absolutamente necessárias e adequadas” para garantir a aplicação da lei penal.

O julgamento de Jair Bolsonaro, juntamente com mais sete réus, terá início na terça-feira próxima. O ex-Presidente enfrenta acusações graves, incluindo tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, danos qualificados e deterioração de património protegido.

Moçambique e Ruanda reforçam aliança militar no combate ao terrorismo em Cabo Delgado

O Ministro da Defesa de Moçambique, Cristóvão Chume, destacou a importância de dar continuidade às operações conjuntas entre as Forças Armadas moçambicanas e ruandesas, com o objectivo de eliminar os grupos terroristas islâmicos que actuam na província de Cabo Delgado, no norte do país.

Em declarações feitas no último fim-de-semana na capital ruandesa, Kigali, durante uma visita de três dias para aprofundar a cooperação militar entre os dois países, Chume elogiou a coragem e o sacrifício dos soldados ruandeses. Manifestou a sua confiança de que as operações conjuntas “irão enfraquecer ainda mais a insurgência”.

O Ministro frisou que, desde o destacamento das forças ruandesas em Cabo Delgado, ocorreram ganhos significativos que permitiram a libertação de áreas anteriormente ocupadas pelos terroristas, possibilitando o retorno de milhares de deslocados às suas casas.

Chume alertou que o terrorismo continua a representar uma ameaça comum a toda a região. Após encontros com seu homólogo ruandês, Juvenal Marizamunda, o Ministro reafirmou o compromisso de Moçambique e Ruanda em fortalecer a cooperação na defesa e segurança, com especial enfoque na luta contra o terrorismo e na formação das suas forças armadas.

“Terrorismo não afecta apenas Moçambique, mas também Ruanda e toda a região. Os nossos esforços são conjuntos, e discutimos formas de melhorar nossa capacidade de resposta, nomeadamente através de formação, partilha de informações e coordenação operacional”, afirmou.

Durante a visita, Chume expressou a intenção de reconhecer o sacrifício dos homens e mulheres em uniforme que combatem o terrorismo em Moçambique, prestando homenagem aos que perderam a vida nesta nobre missão. “A sua memória não será esquecida”, garantiu.

A visita do Ministro da Defesa também serviu de preparação para uma futura visita de estado do Presidente moçambicano, Daniel Chapo, a Ruanda, prevista para breve. Além disso, a delegação moçambicana visitou o Memorial do Genocídio de Kigali, prestando tributo às vítimas do genocídio ruandês de 1994.

Ruanda enviou um contingente de tropas e polícias para Cabo Delgado a pedido do governo moçambicano, em julho de 2021, desempenhando um papel crucial nas operações contras-terroristas.

Austrália expulsa embaixador do Irão após ataques antissemitas em solo nacional

O Primeiro-Ministro australiano anunciou a expulsão do embaixador iraniano em Canberra, após uma investigação que revelou a suposta orquestração de dois ataques antissemitas em Sydney e Melbourne nos últimos meses. 

Anthony Albanese classificou os actos como “agressões extraordinárias e perigosas, perpetradas por uma nação estrangeira em solo australiano”.

A decisão de expulsar o diplomata iraniano surge num contexto de crescente preocupação com a segurança da comunidade judaica na Austrália. O governo australiano considera que tais acções não podem ser toleradas e exige responsabilidade do Irão.

Em resposta, o governo iraniano rejeitou as acusações, considerando-as infundadas. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão advertiu que qualquer ação inadequada e injustificada a nível diplomático resultará numa resposta recíproca por parte de Teerão.

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