O jogador argentino Lionel Messi anunciou o seu adeus à selecção após perder uma nova final, desta feita, a da Copa América do Centenário diante do Chile em grandes penalidades.
“Para mim a selecção nacional acabou. Fiz tudo o que podia, dói não ser campeão“, afirmou o ‘capitão’ da formação ‘albi-celeste’, de 29 anos, em declarações aos jornalistas, após a sua quarta derrota numa grande final com a Argentina.
O Chile venceu a Copa América do Centenário em futebol, ao voltar a ganhar, um ano depois, a Argentina no desempate por grandes penalidades, depois de 120 minutos sem golos.
Após o triunfo de há um ano por 4-1, os chilenos venceram agora por 4-2, num desempate em que Lionel Messi foi um dos argentinos a falhar, reforçando a ‘maldição’ ao serviço da selecção argentina, com a quarta final perdida.
Duas unidades sanitárias privadas foram encerradas pelas autoridades de Saúde da cidade de Maputo, por não reunirem condições mínimas para o seu funcionamento.
A Directora de Saúde da Cidade de Maputo, Alice de Abreu, explicou que as irregularidades eram graves e não havia como eles continuarem a trabalhar. Orientámos que deveriam fechar e melhorar as condições das infra-estruturas e garantir que o pessoal que está lá a trabalhar tenha carteiras profissionais actualizadas. Depois podem solicitar uma vistoria para reabrirem os hospitais.
Abreu, que se escusou a revelar nomes, referiu que as anomalias foram detectadas durante os trabalhos de supervisão e inspecção levadas a cabo pelo sector ao longo do presente semestre.
Estes e outros aspectos atinentes ao funcionamento das unidades sanitárias privadas levaram as autoridades sanitárias a reunirem-se em Maputo, com os responsáveis dos 205 estabelecimentos de saúde privados, entre postos médicos e hospitais, cadastrados até então na cidade de Maputo.
Durante o encontro, de um dia, foram ainda analisadas as normas de gestão do lixo hospitalar e regras de incineração, em função do tipo que é produzido. Observaram igualmente os resultados das visitas de supervisão e de apoio técnico realizadas pela Saúde às unidades sanitárias privadas.
“Temos consciência de que a gestão imprópria do lixo hospitalar é um risco para a saúde. Por isso, quando visitámos as unidades sanitárias pedimos facturas ou recibos para comprovar que todo o lixo produzido foi destruído de forma apropriada. A não apresentação deste comprovativo é passível de uma sanção”, disse Abreu.
Os encontros entre as autoridades de Saúde e responsáveis de unidades sanitárias privadas acontecem duas vezes ao ano.
O Papa Francisco disse, no voo de regresso a Roma, que os cristãos e a Igreja devem um pedido de perdão aos homossexuais pela forma como os trataram ao longo da História.
“Eu repito o que o catolicismo da Igreja Católica diz: eles não devem ser discriminados, eles devem ser respeitados e acompanhados pastoralmente. A Igreja deve pedir perdão pela forma como se comportou por várias vezes e quando digo Igreja quero dizer cristãos. A Igreja é sagrada, nós somos os pecadores”, referiu citado pela agência Reuters.
O Sumo Pontífice, numa conversa informal com os jornalistas que o acompanhavam na viagem de regresso a Itália, disse ainda que os cristãos devem também um pedido de desculpa às mulheres, às crianças e aos pobres.
“A Igreja não deve apenas pedir desculpa a uma pessoa homossexual a quem ofendeu, também deve pedir desculpa aos pobres, bem como às mulheres que foram exploradas e às crianças que foram exploradas pelo trabalho forçado. A Igreja deve pedir desculpa por ter abençoado tantas armas”, disse o chefe supremo da Igreja Católica citado pela agência Reuters.
O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, que é uma das figuras de destaque da conferência MOZEFO, a ter lugar em Portugal, próxima terça-feira, diz que é altura de convencer os investidores de que este é o momento ideal para investir em Moçambique, porque as crises sempre geram oportunidades.
Joaquim Chissano chegou ao fim do dia deste Sábado a Portugal para participar da primeira conferência de preparação do II Grande Fórum MOZEFO. Recebido à chegada pela Embaixadora de Moçambique, em Portugal, Fernanda Lichale, e pelo Presidente do Conselho de Administração do Grupo SOICO, Daniel David, deixou ficar em breves palavras a mensagem que irá dirigir aos empresários e participantes da conferência.
“Vou mostrar aos empresários portugueses que estiverem na conferência as vantagens que existem em investir em Moçambique. Um bom empreendedor lança-se [em Moçambique] num momento como este. É neste momento que os empresários precisam ajudar Moçambique a atravessar este momento difícil, para que assim consigam marcar o espaço que lhes compete como investidores”.
Além de Joaquim Chissano, Luísa Diogo, antiga Primeira-Ministra, vai-se juntar a esta frente de diplomacia económica com o objectivo de convencer um dos países que mais investem no país de que Moçambique continua a ser uma terra do futuro.
Uma prostituta de 37 anos sofreu um ataque cardíaco quando viu que o cliente era o marido, de quem escondia a sua actividade.
Segundo o jornal Folha de São Paulo, o caso insólito ocorreu em Birigui, no interior de São Paulo, no Brasil.
De acordo com a Rádio Visão, a mulher trabalhava numa empresa e, para ter mais dinheiro, começou a prostituir-se, sem o conhecimento do marido.
O marido descobriu que a mulher tinha criado um ‘site’ a divulgar os serviços e marcou um encontro que teria lugar na casa de uma amiga da mulher, também prostituta.
Quando a campainha tocou, para a mulher era mais um cliente mas quando abriu a porta deparou-se com o marido e teve um enfarte. A mulher ficou internada dois dias na Santa Casa de Birigui e já teve alta.
O antigo Presidente moçambicano Armando Guebuza defendeu, que o país deve confiar no trabalho das autoridades em relação à crise da dívida provocada pelos empréstimos escondidos contraídos no período em que era chefe de Governo.
“As nossas autoridades estão preocupadas com a situação e, por conseguinte, devemos, de modo confiante, esperar por aquilo que eles vão concluir”, disse Armando Guebuza, falando aos jornalistas à margem das celebrações do 41.º aniversário da independência de Moçambique.
Para o antigo chefe de Estado moçambicano, os problemas económicos do país têm origem na difícil conjuntura internacional e nas calamidades naturais.
“O país deve levantar-se firmemente para fazer face a estes desafios”, afirmou Armando Guebuza, acrescentando que o combate à pobreza e a consolidação da paz devem continuar no centro das prioridades do país.
“Já demos provas no passado de que somos capazes de vencer e eu acredito que continuaremos a vencer”, declarou o antigo chefe de Estado, reiterando a necessidade de os moçambicanos confiarem nas autoridades.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) defendeu sexta-feira que Moçambique deve adoptar um pacote urgente e decisivo de medidas de política para evitar uma maior deterioração da economia e alertou que o país pode ter atingido um risco elevado de sobreendividamento.
“A missão (técnica do FMI) e as autoridades (moçambicanas) acordaram que este contexto exige um pacote urgente e decisivo de medidas de política para evitar uma deterioração acrescida do desempenho económico”, refere um comunicado do FMI enviado à Lusa, no final da visita, na sexta-feira, a Moçambique, de uma equipa técnica da organização para avaliar a situação económica decorrente da descoberta de avultadas dívidas contraídas pelo Governo moçambicano e que foram mantidas fora das contas públicas.
Em particular, especifica o FMI, são necessários apertos substanciais ao nível fiscal e monetário, flexibilidade da taxa de câmbio, para restaurar a sustentabilidade macroeconómica, redução das pressões sobre a inflação e a balança de pagamentos, bem como alívio das pressões sobre o mercado cambial, para restaurar o equilíbrio entre oferta e procura no mercado cambial.
“Foi ainda acordado (entre o FMI e o Governo moçambicano) que o ajustamento deve preservar os programas sociais críticos”, refere a nota de imprensa.
O FMI prossegue assinalando que Moçambique tem agora alta probabilidade de ter atingido um nível de risco elevado de sobreendividamento e a sua dívida pública atingia 86% do Produto Interno Bruto (PIB) no final de 2015, na sequência da descoberta de 1,4 mil milhões de dólares de empréstimos contraídos pelo Governo moçambicano entre 2013 e 2014 e não revelados à Assembleia da República e às organizações financeiras internacionais.
A organização frisa que Moçambique enfrenta desafios económicos difíceis e que se espera que o crescimento económico em 2016 baixe para 4,5%, contra de 6,6% em 2015, quase 3,3 pontos percentuais abaixo dos níveis históricos, com riscos substanciais de baixa nesta projecção.
Posto Administrativo de Mavonde distrito de Manica prevê colher mais de 100 mil toneladas de culturas diversas na presente campanha agrícola 2015/2016.
Segundo o chefe daquele posto administrativo Felisberto Militão, as culturas foram produzidas numa aérea de 57 mil hectares.
A fonte frisou ainda que apesar da estiagem que assola a região centro do país, a população daquela parcela da província de Manica, possui alimentos suficientes para o seu auto sustento.
Portanto a população que havia desistido as suas áreas de produção por motivo dos ataques da Renamo já regressaram aos seus campos e decorrem neste momento acções de colheita das culturas da primeira época.
Por outro lado Militão insta a comunidade daquele posto Administrativo a não se associarem aos homens da Renamo visto que estes só têm o objectivo de destruir as infra-estruturas e consequentemente retardar o desenvolvimento socioeconómico do país.
Militão pede igualmente as comunidades para denunciarem as autoridades policiais caso haver homens desconhecidos na sua área de jurisdição.
Os supostos homens armados da Renamo atacaram, esta terça-feira (21), duas viaturas civis, no distrito de Cheringoma, província de Sofala e apoderaram-se dos bens dos ocupantes.
Entre os bens roubados, segundo o porta-voz do comando provincial da PRM em Sofala, Daniel Macuácua, contam-se telemóveis, roupa diversa, documentos, computadores e valores monetários.
Director provincial de Assuntos Constitucionais e Religiosos em Manica, reitera apelo a juventude, a fazer da luta contra o tráfico e consumo da droga, o seu dia-a-dia.
Abel Henriques de Albuquerque, entende que uma sociedade comprometida com a droga, é declarada doente, insegura e com futuro comprometido.
Porque segundo ele, o narcotráfico, enfraquece o estado livre de direito de qualquer nação, dai que o país não precisa duma juventude, que se acomoda no vício de drogas, com intuito de criticar tudo e sem trazer soluções, para o desenvolvimento socioeconómico.
Albuquerque, falava em representação do governador provincial na manha desta terça-feira na Cidade de Chimoio, durante a abertura da semana das comemorações, de luta contra consumo e tráfico ilícito de droga.
Palestras, debates radiofónicos, concursos literários, actividades de índole cultural e desportiva, marcarão a semana das comemorações do dia internacional de luta contra consumo e tráfico ilícito da droga, cujo cúmulo das cerimónias, na província de Manica, terão lugar a vinte e sete de Junho corrente na Cidade de Chimoio.
De salientar que tal como no ano passado o dia mundial de luta contra consumo e trafico ilícito de droga celebra-se este ano sob o lema “problemas relacionados com o uso de drogas podem ser evitados e tratados”.
Uma anciã de 75 anos de idade foi agredida até à morte pelo seu próprio neto, que a acusava de feitiçaria, um acto ocorreu na segunda-feira (20), no distrito de Changara, na província de Tete.
O neto alegou que a avó era a principal responsável pelas mortes ocorridas no seio da família, com o recurso a feitiçaria.
Este é o segundo caso do género que se regista em menos de um mês em Changara. O primeiro foi registado na zona de Chicomphende, quando um idoso perdeu a vida, vítima de agressão física perpetrada por desconhecidos.
O crime macabro, que vitimou Lotina Sabão, abalou os habitantes do povoado de Nhamacoloue, localidade de Changara-sede, onde ocorreu a agressão física.
A vítima viria a perder a vida a caminho do Hospital Provincial de Tete, para onde era evacuada para receber tratamento médico. Em Changara não era possível tratar os ferimentos contraídos durante a agressão.
Testemunhas oculares afirmaram que a agressão física ocorreu quando o neto decidiu consultar curandeiros, que acusaram a avó de ser feiticeira.
Aqui em Changara os curandeiros estão a fazer mal, porque em vez de tratar os doentes, acusam os idosos de matar os seus familiares, principalmente os netos, disse Maria Joaquim, pedindo uma maior sensibilização no seio das comunidades para travar a onda de assassinato de idosos.
Mateus Samuel, outro cidadão, disse que esta situação tinha abrandado, mas nos últimos tempos voltou a abalar as comunidades, porque os idosos são mortos de forma bárbara.
Segundo Samuel, os casos de agressão física são reportados quase todos os dias. Por isso, sugere uma maior intervenção da Polícia da República de Moçambique (PRM).
Nos últimos meses, Changara tem sido palco de barbaridades perpetrados por cidadãos que não usam órgãos de administração da justiça para resolver os seus desacordos, afirmou.
Fonte da PRM garantiu hoje que as autoridades já lançaram uma operação para a captura do neto de Lotina Sabão, cujo paradeiro ainda é incerto.
Estamos a trabalhar para a sua captura, porque deve ser responsabilizado criminalmente, disse a fonte, que falou na condição do anonimato.
Dalton Boma, técnico afecto ao hospital local, onde a vítima mortal se encontrava a receber os primeiros socorros, explicou que Lotina Sabão sofreu fortes golpes que resultaram em múltiplas fracturas.
A vítima de agressão física perdeu a vida a caminho do Hospital Provincial de Tete, afirmou.
Nos últimos seis meses, segundo a PRM, foram notificados oficialmente em Changara cinco casos de justiça pelas próprias mãos.
Assembleia Provincial de Manica, capacita seus membros, em diversas matérias para que estes, no âmbito de fiscalização das actividades do governo, actuem com conhecimento de causa.
Trata-se de matérias ligadas, ao papel do membro da Assembleia Provincial na comunidade, lei de informação e regulamento de empreitada de obras públicas, fornecimento de bens e prestação de serviços ao Estado.
Temas que segundo, a presidente daquele órgão fiscalizador do Estado, servirá igualmente para que os membros, trabalhem nas bases sem nenhum atropelo aos direitos do cidadão, bem como do funcionário público.
Rosita Lobrino, falava na manhã de quarta-feira, a margem do seminário de capacitação, de membros da Assembleia Provincial, evento que decorre no distrito de Vanduzi.
Um jovem de 21 anos, roubou um autocarro em Campinas, no Brasil, e, no momento da detenção, explicou que estava com pressa para chegar a casa.
O autocarro estava vazio e parado com a chave na ignição, no Terminal Metropolitano de Campinas, no Brasil, quando foi roubado.
Segundo a Polícia Militar, citada pela Imprensa brasileira, o jovem conduziu ao longo de 15 quilómetros, até Valinhos, a sua área de residência, sem possuir carta para a condução deste tipo de veículos.
“Ele viu a chave na ignição e aproveitou o autocarro para ir embora“, disse o sargento do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar, Daniel da Silveira, ao “Globo”.
Na sua posse tinha 52 passes de autocarro e algum dinheiro.
Segundo a Polícia, o jovem sofre de depressão há cerca de três meses e tem tido acompanhamento psiquiátrico.
O pai acabou por pagar a fiança, no valor de 800 reais (cerca de 200 euros), e o jovem saiu em liberdade.
O índice de criminalidade aumentou nove por cento de 2014 a 2015, revela o informe anual sobre o estado geral da administração da justiça, apresentado em Maputo, pela Procuradora-geral da República, Beatriz Buchili, durante o primeiro dia do debate do documento na Assembleia da República (AR).
Em 2014, foram reportados 42.622 crimes em todo o país. Este número subiu para 46.530 ano passado, o que significa uma subida de nove por cento. O número de assassinatos aumentou de 1.223 em 2014, para 1.754 em 2015.
A cidade e província meridional de Maputo registam o maior número de crimes, uma cifra que corresponde a 46 por cento comparativamente as restantes províncias do país, exceptuando Zambézia e Nampula onde se observa uma ligeira queda.
Segundo Buchili, os sequestros e assassinatos, sobretudo de pessoas portadoras de albinismo, preocupam sobremaneira as autoridades moçambicanas, tendo sido reportados 51 casos que resultaram em 13 mortes. O documento avança que estão detidos 56 suspeitos em conexão com estes casos.
A Procuradora-geral descreveu um caso hediondo, ocorrido no distrito de Morrumbala, na Zambézia, onde um menino albino de quatro anos foi sequestrado pelo seu padrasto. Os assassinos deceparam a sua cabeça, braços e pernas e atiraram o resto do corpo para o lixo.
Estes tipos de crimes criam pânico nas comunidades, e obrigam as pessoas que sofrem de albinismo a se esconder’, frisou.
Falando sobre outros casos notáveis, Buchili abordou o assassinato do constitucionalista Gilles Cistac, ocorrido na manhã de 3 de Março de 2015, na cidade de Maputo.
Dois suspeitos foram detidos em conexão com o caso, mas foram restituídos a liberdade depois de expirar o prazo legal de prisão preventiva sem apresentação de provas sobre o seu envolvimento.
No que concerne aos raptos, Buchili afirmou que em 2015 houve 19 casos, contra 42 reportados em 2014. Deste número, 16 foram reportados na cidade de Maputo e no município da Matola, província de Maputo.
O documento avança que 14 casos de sequestro foram julgados, contra 18 em 2014, e os acusados foram condenados a penas de prisão que variam de 12 a 23 anos.
Buchili acredita que o registo obrigatório dos telefones móveis cartões SIM contribuiu de forma significativa na investigação criminal.
Em 2015, o país registou 1.091 casos de estupro, contra 863 em 2014, e 346 destes casos (31,7 por cento) envolve meninas com idade inferior a 12 anos.
Quanto a violência doméstica, o documento informa que em 2015, foram reportados uma média de 67 casos por dia, totalizando 10.518 casos. O maior número das vítimas eram mulheres, e 2.976 homens submeteram queixas.
Buchili admitiu que os números poderiam ser superiores aos registados, tendo em conta que muitos casos de violência doméstica não são reportados às autoridades.
Durante o debate, a deputada da bancada parlamentar da Frelimo, partido no poder, Lucília Hama, elogiou o informe, tendo afirmado na sua intervenção que o fortalecimento das instituições judiciais constitui uma forma de proporcionar aos moçambicanos uma justiça célere, eficaz e eficiente.
Congratulo o informe porque traz notas que nos informa os casos registado no país, disse Hama, acrescentando que a PGR deve colocar urgentemente mais magistrados para os novos distritos criados em Nampula e Zambézia.
Para o deputado António Muchanga, da bancada parlamentar da Renamo, o maior partido da oposição, o informe deveria elucidar os assuntos candentes do país, apontando como exemplo os ataques aos membros da Renamo.
Muchanga disse que a bancada da Renamo vai reprovar o informe, pois o mesmo não aborda os assuntos que são preocupação para o povo.
Para José de Sousa, da bancada parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), o segundo maior partido da oposição, o informe não apresenta de forma detalhada o caso da dívida pública, bem como os contornos que as empresas envolvidas usaram para contrair o empréstimo.
Deplorou o facto de não estar clarificada que a bancada do MDM foi a primeira que levantou questões sobre a dívida pública, bem como que solicitou a AR, a criar uma comissão de inquérito forense para averiguar os contornos do empréstimo.
O MDM foi a primeira que falou da dívida pública, disse.
O Presidente de Angola disse que o país está a ser gerido “num ambiente extremamente complicado”, devido a falta de divisas, causado pela baixa do preço do petróleo, e pediu compreensão para a situação que se vive.
José Eduardo dos Santos procedia hoje à abertura da reunião da Comissão Económica e da Economia Real do Conselho de Ministros, realizada no Luena, capital da província do Moxico.
O chefe de Estado angolano lembrou que o Orçamento Geral do Estado (OGE) para este ano foi calculado na base dos 45 dólares o barril do petróleo, a sua principal fonte de receitas, mas em Fevereiro o preço baixou até 28 dólares.
“Com este nível de preços, a Sonangol ficou sem condições de garantir os recursos para o OGE“, explicou José Eduardo dos Santos, especificando que “desde Janeiro o Governo deixou de receber receitas da Sonangol porque ela não está em condições de o fazer“.
O Presidente acrescentou que as importações foram igualmente afectadas pela crise financeira e económica que Angola regista, diminuídas que estão as receitas arrecadas com os serviços aduaneiros.
“O nosso país vive de importações praticamente, para bens alimentares, para matérias-primas, para a produção nacional, isto é, para a indústria, a agricultura, materiais diversos para a construção, pagamento de especialistas estrangeiros, então deixamos de ter praticamente essa capacidade de importação“, disse o Presidente angolano.
“Isto significa que o crescimento da nossa economia diminuiu drasticamente, há quem diga que agora deve estar entre um a dois por cento, quando já estava em cinco a seis por cento”, frisou.
A diversificação da economia é a estratégia traçada pelo Governo angolano, salientou José Eduardo dos Santos, pelo que aumentar a produção interna e reduzir as importações é a atual meta.
A província do Moxico, segundo o chefe de Estado, pode contribuir com a produção e exportação da madeira, bem como com incentivos à produção agrícola, nomeadamente o arroz.
“Para tal, será necessário mobilizar empresários capazes, financiamentos, mas isso é possível fazer-se. Podíamos exportar o mel, produz-se aqui bastante mel, podemos produzir mais arroz, porque, de acordo com os dados históricos que temos, esta província já produziu, só da produção realizada pela agricultura familiar, mais de 60 mil toneladas de arroz por ano, na década de 60 e 70, agora está longe dessa cifra na produção actual“, destacou.
Angola vive uma crise financeira, económica e cambial, decorrente da forte quebra da cotação internacional do barril de crude, que motivou uma descida para menos de metade nas receitas fiscais com a exportação de petróleo em 2015, e por consequência na entrada de divisas no país, condicionando toda a actividade económica.
Ministro de Mar, Águas Interiores e Pescas, já se encontra na província de Manica desde a manhã de quarta-feira (22), para avaliar actividades ligadas ao seu sector.
Segundo Agostinho Salvador Mondlane, receber relatório do que está sendo feito nesta província não é suficiente dai que surge a necessidade de fazer a visita de monitoria.
Aliás, Mondlane diz ainda que vem a província com a esperança de ver realizado tudo aquilo que está patente nos relatórios recebidos no sector que dirige a partir de Manica.
Sobre as percas decorrentes da pesca ilegal, o dirigente disse ser difícil estimar tendo em conta que decorre no entanto, trabalho para apurar os níveis de prejuízo.
Mondlane sustentou ainda que na medida que vai se apertar o cerco na fiscalização, isto faz com que os ilegais não se façam as águas de forma a praticar a pesca ilegal.
Questionado se há ou não alguma apreensão deste ano, o Ministro, respondeu não haver, simplesmente existe uma apreensão no final do ano passado do barco chamado VC7, que transitou para este ano e por ter violado a lei moçambicana tomou-se a decisão de reverte-lo a favor do estado.
Refira-se que durante três dias, o Ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas, realiza visita as instalações das unidades orgânicas, fará balanço das actividades realizadas no primeiro trimestre de 2016, e realizará encontro com funcionários do seu sector em Manica.
Antigo Presidente de Moçambique Joaquim Chissano “é reconhecido pelo seu contributo para o reforço democrático em África”. O prémio é atribuído todos os anos a duas personalidades “que se destacaram pela sua acção em prol da defesa dos direitos humanos e da democracia”.
O antigo Presidente moçambicano Joaquim Chissano e a activista grega Lora Pappa, responsável de uma organização de apoio a refugiados, são os laureados do Prémio Norte-Sul 2015 do Conselho da Europa.
O prémio é atribuído todos os anos a duas personalidades – uma oriunda do Norte e outra do Sul – “que se destacaram no plano internacional pela sua acção em prol da defesa dos direitos humanos e da democracia, contribuindo para um mundo mais interdependente e solidário”, divulgou esta quarta-feira o Centro Norte-Sul, organismo do Conselho da Europa com sede em Lisboa.
As distinções vão ser entregues pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no dia 30 de Junho, numa cerimónia na Assembleia da República.
De acordo com o Centro Norte-Sul, Joaquim Chissano, Presidente de Moçambique entre 1986 e 2005, “é reconhecido pelo seu contributo para o reforço democrático em África e o seu envolvimento na procura da resolução pacífica de conflitos em diferentes zonas do continente, nomeadamente na sua qualidade de enviado especial da Organização das Nações Unidas”.
Chissano é o rosto de “um conjunto de mudanças socioeconómicas que transformaram Moçambique e é responsável pela primeira Constituição do país, datada de 1990”, além de pertencer aos Conselhos Consultivos de diversas organizações internacionais, incluindo as Nações Unidas.
Lora Pappa, fundadora da organização não-governamental METAdrasi, é reconhecida pelo seu “trabalho no apoio e encaminhamento de migrantes e refugiados, sobretudo aos grupos mais vulneráveis como as crianças e menores não acompanhados”, refere o Centro Norte-Sul.
A ONG, criada em 2010, pretende colmatar falhas na gestão dos movimentos migratórios na Grécia, nomeadamente na resolução de dificuldades de comunicação.
A METAdrasi já garantiu mais de 200 mil sessões de interpretação individuais e evitou que cerca de três mil crianças migrantes fossem levadas para centros de detenção, encaminhando-as para uma rede de famílias ou centros de acolhimento adequados.
O prémio Norte-Sul vai na 21ª edição e já foi atribuído, entre outros, ao ex-secretário-geral da ONU e Nobel da Paz Kofi Annan, aos antigos Presidentes portugueses Mário Soares e Jorge Sampaio, ao ex-presidente da Assembleia da República António de Almeida Santos, ao antigo Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, ao cantor irlandês Bob Geldoff, à rainha Rânia da Jordânia, à política francesa Simone Weil, à primeira mulher presidente da Irlanda Mary Robinson, à moçambicana Graça Machel e à jornalista tunisina Souhayr Belhassen.
Criado em 1989, o Centro Norte-Sul iniciou a sua actividade em 1990 para estabelecer plataformas de diálogo, em matéria de interdependência e solidariedade, com regiões situadas fora do continente europeu, no quadro da “política de vizinhança” do Conselho da Europa. Conta com 17 membros: Andorra, Azerbaijão, Bulgária, Cabo Verde, Croácia, Chipre, Espanha, Grécia, Liechtenstein, Luxemburgo, Malta, Montenegro, Marrocos, Portugal, São Marino, Santa Sé e Sérvia.
Fundado a 5 de Maio de 1949, o Conselho da Europa é a mais antiga instituição europeia em funcionamento, integrando 47 Estados, incluindo todos os países que formam a União Europeia.
Cristiano Ronaldo, protagonizou um momento insólito na manhã desta quarta-feira. Durante um passeio matinal da equipa.
Cristiano Ronaldo foi interpelado pelo repórter da CMTV, que lhe fez uma pergunta sobre o jogo desta tarde. “Preparado para este jogo?”, questionou.
Ronaldo respondeu pegando no microfone do repórter e atirando-o para um lago próximo. O momento foi captado pelas câmaras de televisão, que mostraram o comportamento inesperado do jogador português.
Pelo menos 67 pessoas morreram atingidas por relâmpagos na Índia nos últimos dois dias, informaram esta quarta-feira as autoridades de gestão de desastres, em plena época de monções no país.
Uma tempestade que atingiu o Estado de Bihar na durante a noite matou pelo menos 47 pessoas e feriu 22, a maioria em zonas rurais.
“Temos a confirmação de 47 mortes e receamos que o número seja mais elevado, com cada vez mais relatos de outros distritos“, disse à agência noticiosa AFP Anirudh Kumar, responsável da agência de gestão de desastres de Bihar.
As autoridades no Estado vizinho de Uttar Pradesh informaram que 20 pessoas morreram nos últimos dois dias.
Os relâmpagos matam milhares de indianos todos os anos, a maioria agricultores a trabalhar nos campos. Mais de 2.500 pessoas morreram devido a relâmpagos em 2014, de acordo com dados oficiais.
Um suposto mandante de tráfico de órgãos humanos foi detido pela Polícia da República de Moçambique (PRM), fim-de-semana, na província de Tete.
Segundo a oficial de imprensa desta corporação, Lurdes Ferreira é a primeira vez este ano que a PRM captura um mandante de tráfico de órgãos humanos na província de Tete.
O acusado pela corporação responde pelo nome de Nélson Eduardo Pedro, desempregado de 32 anos de idade.
A fonte policial explicou que Nélson Pedro foi detido na sequência das operações de busca e captura que vinham sendo efectuadas desde Janeiro passado, altura em que deteve na 4ª Esquadra, no bairro de Chingodzi, Eurico da Paz Bulha, de 20 anos, que tinha escondido órgãos genitais masculinos num frango.
A descoberta do caso que envolve Eurico Bulha foi feita por uma criança quando pretendia preparar o frango para o jantar, tendo ficado assustado. Solicitou o seu tio para ver coisas estranhas que estavam no interior da galinha.
“Ele confessa que mandou castrar e guardar os órgãos genitais, que foram encontrados no frango. A Polícia, que já encaminhou o caso ao Ministério Público, para os trâmites seguintes, concluiu que ele é o autor principal do tráfico de órgãos humanos”, afirmou.
Sobreviventes revelam que tripulação bateu insistentemente na embarcação para alertar Lázaro Chogongo sobre a direcção errada que estava a tomar. Mas o piloto não atendeu a solicitação.
Lázaro Chogongo estava ao telefone ao mesmo tempo que pilotava o “Mapapai 0”. Até podia ser hábito, mas naquela sexta-feira, a atitude foi fatal: matou uma pessoa e submeteu outras 31 a um pânico absoluto.
“Senti que morri”, lembra Dinis Elias, um dos passageiros que viajava a bordo da pequena embarcação que desde a década de 90 fazia a travessia Maputo-Catembe. Elias é abastecedor de combustível e regressava de mais uma jornada de trabalho. Optou pelo Mapapai para conseguir cumprir um compromisso as nove horas, atendendo que aquela embarcação leva menos tempo de viagem em relação aos ferryboats.
Passavam menos de 30 minutos das oito horas e no meio do canal o difícil aconteceu: a embarcação deixou a sua rota e foi contra o ferryboat Pfumu. “Só vi quando o barquinho estava a menos de um metro do embate. Um dos colegas do piloto já tinha alertado, mas ele não correspondeu. Os outros passageiros dizem que ele tinha auriculares e estava ao telemóvel”, revela Dinis.
Após a colisão, todos os passageiros e tripulação tenderam para o mesmo lado e a embarcação virou. Seguiram-se seis minutos de total pânico e desespero. Dinis Elias aparece nas primeiras imagens captadas pelos passageiros do ferryboat, ajudando outras vítimas a subir para a embarcação virada. Os passageiros do “Pfumu” também em pânico assobiavam e gritavam por resgate. Houve quem chegou a chorar ao ver o cenário dramático.
Minutos depois chegou o socorro. A embarcação era da companhia que está a construir a ponte Maputo-Catembe. Dinis e os primeiros sobreviventes foram resgatados, mas outros passageiros estavam na cave do “Mapapai” e tiveram que permanecer na embarcação até que fosse puxada para margem. Nelsa Tembe estava no interior e guarda estórias dos 25 minutos de aflição. “Dentro do barquinho só tínhamos um pequeno espaço de ar e tínhamos que esforçar os pescoços para poder respirar”, lembra Tembe, que conta ainda que na tentativa de sair do barquinho os outros passageiros a pisavam com sapatos, tendendo a ir cada vez mais para o fundo do mar. Estavam a mais de 100 metros da margem da Catembe e a 15 metros de profundidade.
Os sobreviventes foram levados de emergência para o Centro de Saúde da Catembe e os mais graves para o Hospital Central de Maputo.
O Instituto Nacional da Marinha abriu uma investigação para esclarecer o caso.
Um atentado perpetrado por um homem-bomba que conduzia um triciclo carregado de explosivos resultou na morte de ao menos nove pessoas e deixou outras...
A insuficiência de financiamento previsível e sustentável tem comprometido a capacidade de resposta do sector da educação em Moçambique, especialmente face aos desafios associados...