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Sexta-feira, Maio 15, 2026
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Cheringoma: PRM diz que Renamo é responsável pelo assassinato de seis pessoas

A Polícia da República de Moçambique (PRM) confirma serem homens armados da Renamo que sexta-feira última, mataram a tiro seis pessoas, queimando-as de seguida, em Cheringoma, província central moçambicana de Sofala.

O porta-voz do Comando – Geral da PRM, Inácio Dina, disse  tratar-se de homens da Renamo que se fazem passar de forças de defesa e segurança com o objectivo de desestabilizar o país e denegrir a imagem dos que, com sacrifício, defendem as populações.

“É um facto que é a Renamo que está a cometer as atrocidades que temos vindo a registar. Lamentamos profundamente o facto destes homens armados da Renamo procurarem confundir a opinião pública, fazendo-se passar de forças de segurança no cometimento de actos bárbaros”, disse Dina.

O porta-voz da PRM falava em Maputo, a capital moçambicana, no habitual briefing semanal à imprensa.

“Não se trata de uma atribuição. É, de facto, o que se tem verificado. O grupo que acorreu ao local, depois de se ter conhecimento da ocorrência, teve informações claras de que se tratava de homens armados da Renamo”, sublinhou ele.

Segundo a fonte, outro dado que comprova tais constatações é o ataque e saque ocorridos contra quatro viaturas, naquela mesma região, que também culminou com espancamento de cidadãos indefesos.

A Polícia apela às populações a se manterem vigilantes, sob ponto de vista de provável utilização dessa mesma artimanha em futuras incursões.

Contudo, Dina caracterizou a situação operativa geral, na semana passada, como tendo sido razoável, mercê do esclarecimento de 105 casos criminais, dos 127 registados.

Destes crimes, 73 são contra propriedades. No período homólogo de 2015 registaram – se 96 casos. Houve também redução no tocante aos crimes contra pessoas, sendo 41 contra 49.

Quanto a acidentes de viação, ocorreu uma redução na ordem de 43 por cento dos casos, registando-se 27, contra 44.

Pelo menos 22 pessoas morreram em consequência destes acidentes, contra 26 de igual período de 2015. Houve, ainda, 26 feridos graves, contra 41.

Os atropelamentos continuam a ser os acidentes mais frequentes, seguindo-se despistes e capotamentos.

Velocidade excessiva foi a causa maioritária dos acidentes. Dos 25 casos registados, 24 foram provocados por esta causa.

No período em análise, a Polícia fiscalizou pelo menos 42.660 viaturas, tendo apreendido 50 livretes e multado 5.088 automobilistas. Pelo menos 11 automobilistas foram detidos por condução ilegal.

Nas suas operações, a corporação recuperou 25 viaturas, 30 motorizadas que haviam sido roubadas, e apreendeu 59 quilogramas de cannabis sativa e 15 quilogramas de sementes desta, entre outras apreensões.

Ao todo foram detidos 901 indivíduos, sendo 742 por violação de fronteira, 157 por prática de delitos comuns, dois por imigração ilegal, incluindo os 11 detidos por condução ilegal.

As autoridades policiais realizaram campanhas no contexto da segurança rodoviária, tendo abrangido 42.590 peões, 18.700 condutores, 4.386 ciclistas, 16.045 vendedores, cerca de nove mil alunos e aproximadamente sete mil motociclistas.

AIM

Maputo: Detectada fraude académica na Escola Secundária Josina Machel

No primeiro dia de exames extraordinários que decorrem a escala nacional foi detectada fraude académica na Escola Secundária Josina Machel, na cidade de Maputo.

São no total 16 estudantes que foram retirados das salas de exame por terem sido surpreendidos a usarem telemóveis durante a realização do exame.

Nos exames extraordinários que ontem tiveram início em todo o país, o sector de educação decretou tolerância zero para qualquer tentativa de fraude e foram instalados detectores de metais para alunos renitentes em entrar na sala de exame com telemóveis.

Os estudantes entrevistados hoje pela nossa fonte, dizem ter conhecimento da proibição do uso de telemóveis nas salas de exames mas mesmo assim, alguns arriscam.

De referir que os centros de exames extraordinários criados no distrito municipal Ka Mpfumu a escola secundária Josina Machel tem registados 2998 candidatos aos exames da décima segunda classe contra os cerca de 1141 candidatos do ano passado.

Folha de Maputo

Cresce o índice de criminalidade em Manica

Comandante da Polícia da República em Manica disse que o registo de casos criminais na província é resultado da falta de denúncia pelos populares, ou seja, ligação efectiva policia-comunidade.

Para inverter tal cenário, Armando Mude Canhenze, tem estado a agendar encontros com a população com vista a pedir a colaboração dos populares.

Os actuais índices de denúncia de casos que atentam o clima de tranquilidade na província, não estão a altura do combate cerrado o que leva as autoridades policiais neste ponto a desafiar a população a aumentar o espírito de denúncia.

Está ligada a fraca denúncia dos casos, o temor de futuras ameaças pelos denunciados e quebra de relacionamento frisou a nossa fonte.

Recentemente a PRM realizou um encontro na sede do Posto Administrativo Municipal número três na Cidade de Chimoio, no fim do encontro os participantes disseram ter ganho uma dinâmica de luta contra a criminalidade nas suas zonas residenciais.

O Comandante da PRM em Manica disse que a corporação vai continuar a implementar acções diversas com olhos postos no combate aos crimes numa altura em que na província se regista casos de perseguição a pessoa com problema de pigmentação da pele.

Apesar do registo de casos criminais na província de Manica, Armando Canhenze, diz que situação de segurança nesta parcela do país é calma.

Aníbal dos Martinho

Eduardo dos Santos sucede a si mesmo

O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), dá hoje início ao seu VIIº congresso ordinário com a agenda centrada na eleição de José Eduardo dos Santos para suceder a si mesmo na chefia do partido.

O presidente é o único candidato à liderança, pelo que o principal motivo de interesse da reunião residirá na eleição do novo Comité Central. Isabel dos Santos, filha do presidente de Angola, ficará de fora dos candidatos ao órgão máximo do partido, apesar de ter sido vista, até há pouco, como possível sucessora, sobretudo depois de o pai a ter chamado para presidir à petrolífera estatal Sonangol.

Mas Welwistchea dos Santos, ou Tchizé, filha mais nova do presidente, e José Filomeno dos Santos, são candidatos ao órgão máximo do MPLA.

No congresso estarão presentes 2591 delegados e os secretários provinciais do partido, que decorre em Luanda até dia 20. O congresso debaterá ainda a estratégia para as eleições gerais de 2017. Ao abrigo da reforma constitucional de 2010, a eleição do presidente de Angola deixou de ser em voto directo. O presidente da República é, agora, o líder do partido mais votado.

Eduardo dos Santos foi eleito em 1992 e desde aí não mais foi a votos.

Correio da Manhã

445 mil meticais do PRPU vão financiar 24 projectos em Chimoio

Através do Fundo de Redução da Pobreza Urbana (PRPU), o município de Chimoio, vai financiar 24 projectos de agro-pecuária, comércio e outros dos mutuários no bairro Josina Machel.

Avaliados em quatrocentos e quarenta e cinco meticais, o destaque vai para área de comércio, agro-pecuária entre outros, que visam melhor as condições de vida da população.

Segundo o líder do bairro, Josina Machel, Zaino Iça valgi, com estes projectos espera-se a melhoria nas condições de vida dos moradores, aliados, a colocação de alguns serviços mais próximo do cidadão.

Quanto ao reembolso por parte dos mutuários, Valgi, disse ser satisfatório, mas aproveitou da ocasião para apelar aos beneficiários no sentido a devolverem o valor recebido o que permitira abranger a outros cidadãos.

Noutro desenvolvimento Valgi, falou de 15 pessoas que foram multados mil meticais cada por destruição massiva de vias de acesso através de acumulação de lixo nas ruas e escorrimento de águas negras saindo das residências dos moradores.

O dirigente daquele bairro sublinhou que os valores de multas colectados serão canalizados aos cofres do conselho municipal de Chimoio.

Outra preocupação prende-se na destruição de postes de energia eléctrica por acidentes em fuga e queimada de lixo depositado nos contentores o que tem exigido o governo local a investir muito dinheiro para a compra deste material.

Refira-se que o líder comunitário deste bairro falava numa entrevista a nossa reportagem a quando do balanço das actividades realizadas e programadas para 2016 onde fez balanço positivo. 

Abrahamo Cufa

Governo e Renamo decidem hoje os principais dossiers da paz

A Comissão Mista para o diálogo político volta a reunir hoje, naquele que poderá ser o dia de decisões essenciais para o fecho dos principais assuntos considerados chave para o restabelecimento da paz efectiva no país.

Para amanhã, estarão em cima da mesa a governação das seis províncias reivindicadas pela Renamo e o encontro entre os mediadores e Afonso Dhlakama.

Trata-se de duas matérias que já registaram alguns pontos de avanço, havendo decisões parciais ao nível da Comissão Mista.

No essencial, as linhas das propostas existentes ainda não são do conhecimento público, contudo, sabe-se que existem três posições, uma das quais apresentadas pela mediação, visando aproximar as que foram colocadas pelo Governo e a Renamo.

A proposta dos mediadores obrigou a introdução de algumas emendas ao documento das partes, e obrigaram a novas consultas, com vista a apresentar amanhã um posicionamento final.

Refira-se que, seja quais forem as linhas a serem consensualizadas pela Comissão Mista, caberá a Assembleia da República fazer a discussão e adopção final que as tornará vinculativas.

Tendo em conta que a Assembleia da República retoma as suas plenárias na segunda metade de Outubro próximo, a possibilidade mais optimista aponta que apenas em Dezembro poderá ser analisada pelo parlamento.

Refira-se que a governação nas seis províncias onde reclama vitória eleitoral é o principal “cavalo de batalha” da Renamo, desde o início do ano antepassado.

O País

CPJ quer ver a Juventude abstendo-se das hostilidades militares em Manica

Conselho Provincial da Juventude quer ver jovens abstendo-se de situações que põem em causa a paz no país, ou melhor das hostilidades militares, que nos últimos dias, tem afectado o desenvolvimento da sociedade moçambicana.

Segundo chefes dos departamentos de Cultura e Turismo e Droga, HIV-SIDA, e Assuntos Sociais, naquele órgão preocupa-lhes ver aquela camada a ser coagida a se envolver na destruição de infra-estruturas, entre outros males que nada abonam a sociedade.

Memor Tachiua e Banusso Cassímo Bernardo, falavam destas numa entrevista concedida pela nossa reportagem a aquele órgão da juventude com objectivo de saber das actividades planificadas para a semana internacional da Juventude comemoradas a 12 de Agosto.

Deposição de coroa de flores, marchas pelas artérias da urbe, mensagens, exposições artísticas, desfile de moda e actuação musical, realização de actividades desportivas, visita aos reclusos na cadeia de máxima segurança da região centro de Moçambique e palestras, constam do rol das actividades programadas para efeméride.

Abrahamo Cufa

Abolidos exames extraordinários da 10ª Classe

O governo moçambicano anunciou hoje a eliminação do exame extraordinário da 10ª classe, devido, entre outras razões, a fraca afluência dos candidatos e aos resultados negativos que vem acumulando.

O facto foi anunciado pelo porta-voz do Governo, Mouzinho Saíde, no final da 28ª sessão do Conselho de Ministros, que teve lugar hoje, em Maputo, e que, entre outras matérias, apreciou a Reflexão sobre os Custos e Resultados dos Exames Extraordinários.

Em 2003, o sector de educação introduziu os exames extraordinários, que, segundo Saíde, “visava expandir o sistema educativo, contribuir para a promoção da eficácia e melhoria da qualidade de ensino, valorizar as potencialidades dos cidadãos para a conclusão de vários níveis académicos e estimular o autodidactismo e ensino doméstico”.

“Decorridos 13 anos de implementação, verifica-se que os efectivos de candidatos aos exames extraordinários da 10ª classe e 12ª classe tende a diminuir, particularmente na 10ª classe”, disse o porta-voz falando durante o habitual briefing à imprensa, por ocasião da sessão do Conselho de Ministros.

Em relação ao rendimento, Saíde, que é igualmente vice-ministro da Saúde, afirmou que a situação é ainda mais grave, uma vez que, até ao momento, menos de 20 por cento do efectivo consegue obter resultados positivos.

“Se se considerar os custos associados a estes exames, constata-se que o estado moçambicano desembolsa altas somas em dinheiro, sem, no entanto, obter bons resultados”, sublinhou.

A título de exemplo, a fonte explicou que, em 2015, o Estado gastou cerca de 21 milhões de meticais para a realização dos exames extraordinários e apenas colectou, em cobrança de taxas, cerca de 13 milhões de meticais, havendo uma diferença de cerca de oito milhões de meticais.

“Perante este facto, o Conselho de Ministros orientou ao Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano a rever esta situação, eliminando os exames extraordinários da 10ª classe, mas mantendo os exames extraordinários da 12ª classe, no final de cada ano lectivo, mais particularmente durante a segunda época”, revelou.

Para o caso da 10ª classe, de acordo com o porta-voz, os candidatos serão convidados a frequentar esta classe para se submeter aos exames finais.

Dados avançados na ocasião indicam que, em 2015, foram inscritos um total de 5.090 candidatos da 10ª classe e 37.293 da 12ª classe. O regulamento dos exames estabelece 15 anos como idade mínima para os candidatos a exame da 10ª classe e 17 anos para a 12 ª classe.

No acto do anúncio dos exames extraordinários para o presente ano lectivo, que se realizaram de 11 a 15 de Agosto corrente, o Ministério da Educação revelou a manutenção do valor de 100,00 meticais para o pagamento das taxas de inscrição para as duas classes e a esta quantia acresce-se 75,00 meticais de propina por cada disciplina.

Ainda hoje, o Conselho de Ministros aprovou um decreto sobre as Normas de Organização e Funcionamento do Instituto de Educação à Distância (INED) e uma resolução sobre a Politica das Industrias Criativas e a Estratégia da sua implementação.

Igualmente apreciou informações sobre a preparação do festival nacional da Cultura, a ter lugar nas cidades da Beira e Dondo, de 24 a 28 de Agosto corrente, o realinhamento da sessão VI da Estrada Circular de Maputo, a preparação do primeiro Fórum nacional de Empresários do Sector Agrário e Pesqueiro, a realizar-se em Manica, de 11 a 12 de Setembro próximo, entre outras matérias.

AIM

Supremo abre inquérito por obstrução de justiça a Dilma e Lula

O Supremo Tribunal Federal do Brasil abriu um inquérito para investigar a Presidente com mandato suspenso, Dilma Rousseff, e o ex-Presidente Lula da Silva por alegadas tentativas de obstrução à Justiça.

A decisão foi divulgada na terça-feira (16) à noite pelos jornais Globo, Folha de São Paulo e Estado de São Paulo, que cita fontes com acesso à investigação.

Dado que o processo está sob sigilo, a abertura do inquérito não foi confirmada pela assessoria do STF.

A decisão, tomada pelo magistrado Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato, que investiga o maior esquema de corrupção do Brasil, também inclui os ex-ministros de Dilma Rousseff José Eduardo Cardozo e Aloizio Mercadante.

São ainda alvo do mesmo inquérito o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Francisco Falcão, o magistrado do STJ Marcelo Navarro Ribeiro Dantas e o ex-senador Delcídio do Amaral.

Num despacho de segunda-feira, Teori Zavascki deu autorização para a realização de diligências no caso, o que acontece após a abertura de investigações.

A abertura do inquérito tinha sido pedida pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, em Maio.

Para a Procuradoria, a nomeação de Lula da Silva para ministro da Casa Civil teve como objectivo perturbar as investigações da Operação Lava Jato, dado que enquanto governante o ex-Presidente não poderia ser julgado pelo juiz Sérgio Moro, que coordena a Lava Jato, mas apenas pelo STF.

A suspeita da Procuradoria baseou-se, entre outros elementos, numa escuta telefónica divulgada pelo juiz Sérgio Moro, na qual a Presidente diz a Lula da Silva que lhe vai enviar a nomeação como ministro para ser usada em caso de necessidade.

Em junho, Teori Zavascki enviou um ofício a Rodrigo Janot a questionar se ele pretendia rever o pedido de investigação, dado que entretanto foi determinada a anulação da escuta telefónica entre Dilma Rousseff e o seu antecessor.

A anulação ocorreu porque a conversa foi gravada dia 16 de Março à tarde, quando as escutas estavam autorizadas apenas até esse dia de manhã.

Em Julho, Rodrigo Janot respondeu que mantinha o pedido de abertura de inquérito.

JN

Maputo: Trabalhador morre ao cair de prédio em construção

Um trabalhador morreu ao cair do 13º andar de um prédio em construção, na manhã de terça-feira (16), na Avenida 24 de Julho, em Maputo, quando pretendia preparar iniciar as suas actividades.

Não se sabe ao certo o que é que esteve na origem da derrocada dos andaimes, que, acordo com alguns colegas do finado, aparentavam estar firmes.

A vítima era auxiliar de pedreiro na referida obra sita defronte do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ). Testemunhas contaram que o malogrado, cujo nome não apurámos, tinha 23 anos de idade e encontrava-se sozinho do lado onde os andaimes desmoronaram.

Segundo a nossa fonte apurou, o malogrado estava afecto á empresa construções Langa, subcontratada pela Mondego, construtora de capitais portugueses. O edifício, de 27 andares, pertence à Sociedade de Empreendimentos Imobiliários (SEI).

O corpo foi imediatamente removido para o hospital e o local com vestígios de sangue coberto com areia, numa aparente tentativa de apagar as provas ou dificultar o trabalho de perícia das autoridades policiais e sanitárias.

Francisco Quembo, porta-voz da SEI, alegou que o jovem estava um local não autorizado e sem o conhecimento do patronato, o que foi desmentido pelos colegas do malogrado.

Este não é o primeiro caso que acontece numa empreitada idêntica, sendo que o outro aconteceu em Julho de 2015, na baixa da cidade, onde cinco pessoas perderam a vida e sete ficaram feridas em resultado da queda de andaimes num prédio de 20 andares, na altura a cargo da Britalar.

Os familiares das vitimas até hoje aguardam pela indemnização, pese embora o construtor tenha inicialmente prometido honrar este direito.

Enquanto isso, as empresas de construção são consideradas as que mais desrespeitam os planos de saúde e segurança para os seus trabalhadores.

@Verdade

Encontrados três corpos sem vida em Maputo

Três corpos sem vida foram encontrados na semana finda nos bairros da Machava, Malhampsene, no município da Matola, e em Kumbeza, distrito de Marracuene, província de Maputo.

De acordo com o Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), o primeiro caso foi registado segunda-feira, na Machava, onde o corpo de um homem de 35 anos foi encontrado a flutuar no poço de sua residência. Ainda não são conhecidas as causas do incidente.

No dia seguinte, em Malhampsene, foi encontrado outro cadáver em estado de decomposição, tendo o SENSAP entregue o corpo às autoridades policiais para a sua identificação.

Na noite do mesmo dia, desta feita no bairro de Kumbeza, foi encontrado outro corpo, também em decomposição, suspeitando-se que se trate de suicídio por enforcamento, uma vez que o cadáver estava suspenso numa árvore.

Entretanto, na mesma semana, 11 indivíduos foram detidos, na 1a e 2a esquadras, na cidade de Maputo, suspeitos de envolvimento em furtos qualificados de produtos diversos em estabelecimentos comerciais.

De acordo com a Polícia da República de Moçambique (PRM), os indivíduos ora detidos são suspeitos de terem arrombado estabelecimentos para se apoderarem de produtos alimentícios, electrodomésticos e roupas.

O porta-voz da PRM ao nível da cidade de Maputo, Orlando Mudumane, precisou que dos 22 casos criminais oito tiveram lugar na baixa da cidade.

Jornal Notícias

Kurt Couto eliminado dos Jogos Olímpicos

Kurt Couto voltou a representar Moçambique nos Jogos Olímpicos e, mais uma vez, desiludiu não passando da primeira eliminatória dos 400 metros barreiras que teve lugar nesta segunda-feira (15).

Na sua quarta olimpíada consecutiva Couto foi também o quarto moçambicano a ser eliminado logo na primeira ronda no Rio de Janeiro.

Com 31 anos de idade o corredor moçambicano fez a sua participação em 49 segundos 74 décimos, na 5ª série, e posicionou-se na 6ª posição à frente do sul-africano Lindsay Henekom.

Apesar de ter piorado a marca que conseguiu em igual eliminatória na olimpíada de Londres, Kurt Couto conseguiu fazer no Brasil a sua melhor marca da temporada, foi 27º tempo entre os 45 atletas que competiram na especialidade.

Antes de Couto, haviam sido eliminados nas primeiras provas em que participaram no Rio de Janeiro os nadadores Jannah Sonnenschein e Igor Mogne, e o judoca Marlon Acácio.

@Verdade

Federação de Jornalistas condena ataques contra órgãos públicos

A Federação Internacional de Jornalistas (IFJ) condenou o ataque, na última sexta-feira, a veículos em que seguiam jornalistas dos canais públicos Televisão de Moçambique e Rádio Moçambique, atribuído a homens armados da Renamo, principal partido de oposição.

A IFJ condena a tentativa de assassínio de jornalistas em Moçambique e insta as autoridades para agirem com rapidez prendendo os atacantes“, refere uma nota publicada pela organização na sua página da Internet.

Na nota, o IFJ diz que o ataque foi perpetrado por homens armados, mas não faz qualquer referência à Renamo, à qual o Sindicato Nacional dos Jornalistas (SNJ) de Moçambique imputou a autoria do incidente.

Em declarações à Lusa em Maputo, o secretário-geral do SNJ, Eduardo Constantino, afirmou que o repúdio manifestado pela IFJ contra a acção dos alegados homens armados da Renamo surgiu em resposta a uma queixa apresentada pela organização que representa os jornalistas moçambicanos.

Na qualidade de membro da IFJ, o SNJ decidiu apresentar queixa e manifestar a sua indignação face a uma situação que indicia um atentado à Lei de Imprensa e configura crime de guerra“, disse Constantino.

O presidente do SNJ declarou que não há dúvidas de que o ataque foi perpetrado por homens armados da Renamo, apontando a alegada presença de membros do braço militar do principal partido de oposição no local onde ocorreu o ataque.

Há dúvidas de que foram homens armados da Renamo? Para nós não há dúvidas, até porque no passado membros do partido já agrediram jornalistas, mesmo a cobrir campanhas eleitorais do próprio partido“, afirmou Constantino.

No ataque, um jornalista sofreu ferimentos ligeiros provocados por estilhaços de vidro do carro em que seguia, no âmbito de uma deslocação ao distrito de Macossa, província de Manica, centro do país, onde os jornalistas iam cobrir uma visita do Presidente moçambicano, Filipe Nyusi.

Filipe Nyusi condenou o ataque e disse que “está a exagerar essa pessoa“, durante um comício em Espungabera, distrito de Mossurize, aludindo ao líder da Renamo, Afonso Dhlakama, a quem acusou de estar a criar transtornos ao desenvolvimento do país.

Contactado pela Lusa, o porta-voz da Renamo, António Muchanga, considerou forçada a imputação ao partido da autoria dos ataques à caravana de jornalistas, sugerindo que os tiros podem ter sido disparados pelas Forças de Defesa e Segurança moçambicanas.

Dizer que o ataque foi realizado pela Renamo é forçado, porque não há evidências disso, há muita indisciplina e até descontrolo no exército“, declarou Muchanga.

Sobre a queixa à IFJ, o porta-voz do principal partido de oposição disse que a organização terá de apresentar provas do envolvimento da Renamo no ataque.

Não basta meter queixa, é necessário apresentar provas e até agora não existem“, acrescentou Antonio Muchanga.

A cessação imediata das hostilidades é um dos quatro pontos de agenda em discussão entre Governo e Renamo, que retomaram na segunda-feira as negociações de paz, após uma interrupção ocorrida a 27 de Julho.

A primeira fase das conversações da ronda em curso entre o executivo moçambicano e a Renamo tem sido, porém, dominada pela exigência da Renamo em governar nas seis províncias do centro e norte do país onde reivindica vitória nas eleições gerais de 2014.

Notícias ao Minuto

Hiper Maputo assume falhas na arrumação

Os gestores do Hiper Maputo dizem que parte dos bens detectados pela inspecção já tinha sido retirada do circuito comercial, sendo que a falha foi não haver indicações claras sobre o assunto.

Num contacto com a nossa fonte, explicaram que normalmente os produtos alimentares fora do prazo e/ou mal conservados são retirados das prateleiras e acondicionados em locais fora da circulação dos clientes até que os respectivos fornecedores ou representantes das marcas as recolham para a destruição.

No caso do Hiper Maputo, que funciona no Maputo Shopping Centre, a Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) reportou, na semana passada, ter detectado e destruído cerca de 3750 quilogramas de produtos considerados fora do prazo, sem rótulos de validade, deteriorados e/ou em mau estado de conservação.

Eliazar Manganhela, chefe do supermercado, disse que parte destes produtos já estava separada das mercadorias em comercialização, mas se falhou por não se ter indicado que se tratavam de itens já fora do prazo. Face à situação, as brigadas da INAE consideraram-nos como em vias de serem vendidos.

Outros produtos continuavam à venda por não se saber da sua deterioração, uma vez que as embalagens indicavam que o prazo de validade estava ainda em dia.

A fonte acrescentou que se tratando de produtos selados, quaisquer problemas de conservação só são possíveis de detectar através de relatos de clientes, o que, segundo ele, não havia acontecido até que este Jornal publicou uma notícia sobre bolachas infestadas de insectos.

Os responsáveis do supermercado garantem que doravante prestarão mais atenção aos produtos e regularmente procurarão certificar-se do estado de conservação mesmo que os prazos de validade estejam ainda longe de vencer.

Jornal Notícias

Filipe Nyusi solidário com os jornalistas atacados pelos homens armados

O Presidente da República Filipe Nyusi,  manifestou no passado domingo (14), a  sua solidariedade para com os jornalistas vítimas do ataque perpetrado, na sexta-feira, em Chuwala, no distrito de Báruè, em Manica, por homens armados, supostamente da Renamo.

O ataque resultou em um ferido e danos materiais.

No ataque foram atingidas duas viaturas,uma da Rádio Moçambique e outra da Televisão de Moçambique, transportando equipas de reportagem que se dirigiam ao distrito de Macossa, província de Manica, para a cobertura da visita de trabalho de três dias que o Presidente da República estava a efectuar desde  sexta-feira àquele ponto do país.

De resto, Filipe Nyusi voltou a repetir o gesto de solidariedade contra as vitimas, na sexta-feira (13) tinha feito o mesmo: “Vamos ficar calmos, ficamos claros quem não gosta dos moçambicanos. Alguém quer mostrar que é grande, é forte ao matar pessoas; é forte do que quem? Ás vezes, falamos de homens armados, homens armados, já se sabe quem são. Alguns não andam com armas directamente, estão connosco, já se sabe quem são. Estão a criar transtornos para um país inteiro, quem são essas pessoas, nós todos sabemos. Queremos, em solidariedade, estar com todos os irmãos que sofrem e agora não conseguem fazer a vida normal porque há quem diz que ganhou, quer poder. É o quê isso, para matar pessoas? Está a exagerar essa pessoa! Estamos a dizer que ele ouve, assim que estamos a falar, está a mandar matar pessoas. Chega! chega!”,  anotou o estadista moçambicano.

Magazine Independente

Exames extraordinários arrancaram sem sobressaltos

Os exames extraordinários da 7ª, 10ª e 12ª classes que arrancaram ontem à escala nacional decorreram dentro da normalidade segundo garantiu Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH).

O porta-voz do MINEDH, Ivan Collison, citado pelo Notícias garantiu até ao princípio da tarde de ontem que não haviam sido reportadas anomalias graves sobre o processo, visto que os exames arrancaram a tempo e nos 160 centros criados em todo o país.

Ao todo estão inscritos nas três classes cem mil candidatos para provas extraordinárias, cujo processo termina sexta-feira.

Para o dia de ontem, os candidatos da 7ª classe realizaram testes de Português e Ciências Naturais, os da 10ª classe, Português e História, enquanto os da 12ª classe fizeram as provas de Português e Filosofia.

A 12ª classe é que tem o maior número de candidatos, com 79.296, seguida pela 10ª, com 16.793. A 7ª classe aparece na terceira posição com um efectivo de 2016 candidatos.

Folha de Maputo

Cidadã detida por posse de pedras preciosas em Nampula

Uma cidadã moçambicana, identificada pelo nome de A. Manuel, de 62 anos de idade, está a contas com as autoridades policiais, desde a semana passada, acusada de posse ilegal de pedras preciosas no Aeroporto Internacional de Nampula.

A visada, natural de Gaza, mas reside em cidade de Maputo, foi detida na sexta-feira (12), na posse de 4.3 quilogramas de pedras preciosas do tipo quartzo. Segundo a Polícia da República de Moçambique (PRM), a indiciada tentava embarcar para a capital do país.

A nossa fonte soube que a cidadã tentou subornar aos fiscais afectos ao aeroporto, para que não fosse detida. Pelo facto, ela é acusada de tentativa de suborno.

Refira-se que o Aeroporto Internacional de Nampula tem sido uma das portas de saída de pedras preciosas por vias ilegais, com destino a países asiáticos.

@Verdade

Mediadores Internacionais deslocam-se a Gorongosa para falar com líder da Renamo

Os mediadores internacionais das negociações de paz em Moçambique vão deslocar-se à Gorongosa para se reunirem com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, informou o chefe da delegação do Governo no diálogo com maior partido de oposição.

Falando à imprensa após uma sessão da comissão mista em Maputo, Jacinto Veloso disse que foi destacado um grupo de trabalho para estudar os mecanismos para a deslocação segura da equipa de mediação.

Esta questão está a ser debatida e esperamos que o mais breve possível isso aconteça“, disse o chefe da delegação do Governo nas negociações com a Renamo, sem avançar datas.

Além de destacar uma equipa técnica para organizar a ida dos mediadores à Gorongosa, na província de Sofala, onde presumivelmente se encontra Afonso Dhlakama há vários meses, a reunião de hoje serviu para o debate de uma proposta apresentada na semana passada pelos mediadores a respeito do ponto de agenda da governação nas seis províncias onde a Renamo revindica vitória eleitoral em 2014

“As contribuições de hoje levaram à introdução de algumas emendas no documento apresentada pelos mediadores e esperamos que na próxima sessão sejam examinados novamente estes pontos”, declarou Jacinto Veloso, escusando-se a avançar detalhes sobre o conteúdo do texto.

Além da exigência da Renamo em governar em seis províncias, a agenda de negociações integra a cessação imediata dos confrontos, a despartidarização das Forças de Defesa e Segurança, incluindo na polícia e nos serviços de informação, e o desarmamento do braço armado da Renamo e sua reintegração na vida civil.

A região centro de Moçambique tem sido a mais atingida por episódios de confrontos entre o braço armado da Renamo e as Forças de Defesa e Segurança, existindo denúncias mútuas de raptos e assassínios de dirigentes políticos das duas partes.

As autoridades moçambicanas acusam a Renamo de uma série de emboscadas nas estradas e ataques nas últimas semanas, em localidades do centro e norte de Moçambique, atingindo postos policiais e também assaltos a instalações civis, como centros de saúde ou alvos económicos, como comboios da mineira brasileira Vale.

O líder da Renamo já reconheceu a autoria de vários ataques, justificando com a estratégia de dispersar as Forças de Defesa e Segurança da serra Gorongosa, onde supostamente permanece refugiado.

Na sexta-feira, as autoridades revelaram um ataque de homens armados da Renamo, na vila sede do distrito de Morrumbala, na Zambézia, centro de Moçambique, que se seguiu a outra investida denunciada em Mopeia, na mesma província, e também a localidades em Niassa, no norte do país.

Também na sexta-feira, duas viaturas da Rádio Moçambique e Televisão de Moçambique foram alvo de uma emboscada quando seguiam numa coluna de veículos num troço da estrada N7, na província de Manica, sujeita a escolta militar obrigatória, e que as autoridades atribuíram a homens armados da Renamo, uma acusação refutada pelo maior partido de oposição.

No mesmo dia, seis pessoas foram mortas a tiro e depois queimadas no distrito de Cheringoma, província de Sofala, num episódio também sujeito a versões contraditórias, em que a polícia acusa a Renamo, e duas testemunhas citadas pelo jornal o País responsabilizam as Forças de Defesa e Segurança.

Apesar da frequência de casos de violência política, as duas partes voltaram ao diálogo em Maputo, com a presença de mediadores internacionais, e a primeira fase das negociações tem sido dominada pela exigência da Renamo em governar nas seis províncias que reivindica e pelas condições exigidas para um cessar-fogo.

Notícias ao Minuto

Libertado moçambicano sequestrado na África do Sul

Um cidadão moçambicano foi libertado ileso na cidade sul-africana de Nelspruit, pelos seus sequestradores, depois de ter sido mantido em cativeiro durante três semanas.

Abdul Mohsin Carimo desapareceu a 10 de Julho, pouco depois de a sua esposa dado à luz uma menina.

De acordo com a sua família, Carimo saiu para tomar um café por volta das 10 horas da manhã no dia em que tudo aconteceu e nunca mais voltou.

O porta-voz da Polícia de Nelspruit, Dawie Pretorius, citado pela AIM, disse que Carimo foi abandonado próximo do centro comercial I`langa Mall. Segundo Pretorius, os sequestradores exigiram um dinheiro de resgate a família.

Porém, a polícia não foi capaz de revelar o montante exigido pelos raptores.

Sabemos que a família não pagou o resgate, mas os sequestradores decidiram libertá-lo”, afirmou Pretorius.

Explicou que a vítima foi encarcerada num quarto com os olhos vendados durante todo o tempo que durou o sequestro.

A vítima disse que não sabia onde estava porque não conseguia ver devido à fenda. Tudo aquilo que podia sentir é que estava a ser mantido numa sala pequena”, disse Pretorius.

No dia do seu rapto, a viatura de Carimo, de marca Mitsubishi, foi vista na estrada R40 em rota para a cidade de Barberton, que dista cerca de 50 quilómetros a sul de Nelspruit.

Uma testemunha ocular, um jardineiro na área, disse à polícia ter visto cinco suspeitos a abandonarem a viatura de Carimo e fugirem do local com a vítima num mini-bus Mercedes-Benz Vito, de cor branca e com uma chapa de matrícula moçambicana.

Quando os agentes da polícia chegaram ao local, descobriram a certidão de nascimento da sua filha recém-nascida.

Segundo o porta-voz, Carimo não foi violentado fisicamente durante o período em que ficou encarcerado. A fonte confirmou que ainda não foi feita nenhuma detenção em conexão com o caso, mas que a polícia prossegue com as suas investigações.

Este é o segundo caso de sequestro reportado na província sul-africana de Mpumalanga, um acto que aparenta ser a extensão de uma onda de sequestros que tem vindo a atormentar Moçambique desde 2011.

Aliás, em 2013, uma família que residia em Mbombela, e com negócios em Moçambique, foi alvo quando o seu filho e um amigo foram sequestrados a 19 de Novembro. Os adolescentes, de 18 e 19 anos, foram sequestrados no West Acres Park. Ambos foram libertados mais tarde.

O director de operações da Hi-Techs Security, Nico Grobler, disse que os sequestradores entraram em pânico devido à operação de resgate lançada pela polícia em colaboração com a segurança, depois que os raptores exigiram a soma de um milhão de dólares.

A Bola

Mulher e filho de Lula da Silva intimados pela Polícia Federal

Marisa Letícia, mulher do antigo presidente do Brasil, Lula da Silva, e o filho mais velho do casal, Fábio Luiz Lula da Silva, foram intimados pela Polícia Federal, no âmbito de um dos inquéritos complementares à Operação Lava Jato que investigam crime de tráfico de influência alegadamente praticado pelo antigo governante.

A intimação foi determinada pelo inspector federal Márcio Adriano Anselmo, que investiga a propriedade de campo em Atibaia, a 90 quilómetros de São Paulo, que o Ministério Público atribui a Lula, mas este não reconhece como sua.

A polícia quer que a mulher e o filho de Lula expliquem como estiveram 111 vezes nos últimos quatro anos numa propriedade que dizem ser de amigos, comandando pessoalmente obras que obedeceram aos desejos de Marisa Letícia e de Lula.

As alterações na propriedade custaram 342 mil euros (cerca de 26 milhões de meticais), e, de acordo com o Ministério Público, tudo foi pago por duas construtoras envolvidas nos desvios na Petrobras que a Lava Jato apura (a Odebrecht e a OAS), como pagamento a Lula por favores indevidos.

O chefe da investigação também determinou a realização de uma perícia por técnicos da Polícia Federal para se apurar se as pessoas que se assumem como verdadeiros donos da propriedade teriam condições financeiras para adquiri-la e fazer obras tão avultadas.

No papel, a propriedade está em nome de dois amigos de Lula, Fernando Bittar e Jonas Soassuna. Testemunhas já ouvidas pela polícia garantem que tudo foi pago pelas duas construtoras e que nenhum dos supostos donos da propriedade, apesar de constarem na escritura, foram vistos lá se envolveram nas obras.

Um engenheiro de uma das construtoras confirmou à polícia que Marisa e Lula comandaram pessoalmente o andamento das melhorias e chegaram a discutir de forma acesa à frente dos trabalhadores por não concordarem um com o outro sobre vários detalhes.

Além de ser suspeito de tráfico de influência, Lula pode ser ainda acusado de ocultação de património, pois não declarou a propriedade na sua declaração de bens. Ele também enfrenta um outro processo semelhante por alegadamente ser proprietário de um apartamento triplex numa praia de São Paulo (que está em nome da OAS) e que lhe foi dado como pagamento por favores ilícitos feitos à construtora.

Correio da Manhã

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