Destaque Hiper Maputo assume falhas na arrumação

Hiper Maputo assume falhas na arrumação

Os gestores do Hiper Maputo dizem que parte dos bens detectados pela inspecção já tinha sido retirada do circuito comercial, sendo que a falha foi não haver indicações claras sobre o assunto.

Num contacto com a nossa fonte, explicaram que normalmente os produtos alimentares fora do prazo e/ou mal conservados são retirados das prateleiras e acondicionados em locais fora da circulação dos clientes até que os respectivos fornecedores ou representantes das marcas as recolham para a destruição.

No caso do Hiper Maputo, que funciona no Maputo Shopping Centre, a Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) reportou, na semana passada, ter detectado e destruído cerca de 3750 quilogramas de produtos considerados fora do prazo, sem rótulos de validade, deteriorados e/ou em mau estado de conservação.

Eliazar Manganhela, chefe do supermercado, disse que parte destes produtos já estava separada das mercadorias em comercialização, mas se falhou por não se ter indicado que se tratavam de itens já fora do prazo. Face à situação, as brigadas da INAE consideraram-nos como em vias de serem vendidos.

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Outros produtos continuavam à venda por não se saber da sua deterioração, uma vez que as embalagens indicavam que o prazo de validade estava ainda em dia.

A fonte acrescentou que se tratando de produtos selados, quaisquer problemas de conservação só são possíveis de detectar através de relatos de clientes, o que, segundo ele, não havia acontecido até que este Jornal publicou uma notícia sobre bolachas infestadas de insectos.

Os responsáveis do supermercado garantem que doravante prestarão mais atenção aos produtos e regularmente procurarão certificar-se do estado de conservação mesmo que os prazos de validade estejam ainda longe de vencer.

Jornal Notícias

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