Moçambique implementou um inovador sistema de alerta por mensagens, destinado a notificar os cidadãos cujos Bilhetes de Identidade (BI) estão prestes a caducar.
Esta medida, que busca reduzir o número de pessoas que permanecem com o documento expirado por mais de um ano, foi lançada em Maio pela Direcção Nacional de Identificação Civil (DINIC).
A iniciativa tem como objectivo não só agilizar a renovação dos BIs, mas também mitigar as longas filas nos postos de atendimento, evitando assim os constrangimentos na tramitação de documentos que exigem um BI válido. Gilda Lameque, porta-voz da DINIC, salientou que o sistema facilita a renovação atempada dos documentos, contribuindo para o descongestionamento dos serviços, especialmente em períodos de maior afluência.
Durante o balanço das actividades do primeiro semestre, Gilda Lameque destacou que “quando o BI tem menos de três meses de validade, muitos pedidos, como os de passaporte, são rejeitados. Por isso, este sistema de alerta ajuda o cidadão a planear-se”.
No âmbito da massificação do registo civil e da aproximação dos serviços à população, a DINIC informou que, entre Janeiro e Junho do presente ano, foram abertos quinze novos postos de atendimento em todo o país, dos quais onze estão integrados nos Balcões de Atendimento Único (BAÚ) nas capitais provinciais.
Um incidente de violência ocorreu na delegação política da Renamo na Zambézia, onde desmobilizados do partido se amotinaram com o intuito de fechar as portas do edifício.
A manifestação, que tinha inicialmente um carácter pacífico, degenerou em confrontos, resultando na expulsão de um membro que se encontrava a trabalhar nas instalações.
Em entrevista ao “Notícias Online”, Chaúque Samanjo, representante da Renamo na Zambézia, afirmou que o membro foi agredido devido a alegações de covardia. Segundo Samanjo, o indivíduo em questão teria procurado abrigo num dos gabinetes, onde começou a tirar fotografias e a fazer chamadas, sendo surpreendido pelos desmobilizados.
O representante da Renamo garantiu que as portas da delegação permanecerão fechadas até que a liderança do partido atenda às exigências dos manifestantes, que incluem a convocação de um conselho nacional.
Samanjo sublinhou que o objectivo dos protestantes não é a violência entre os membros, mas sim pressionar a liderança a realizar a convocação do conselho nacional, ampliando a participação de combatentes e outros quadros do partido.
A organização não governamental Mangwana procedeu à entrega de cheques no valor total de 63 milhões de meticais, correspondendo a cerca de um milhão de dólares, a produtores agrícolas comerciais, bem como a pequenas e médias empresas do sector agrícola na província de Manica, localizada no centro de Moçambique.
Os valores destinados aos beneficiários variam entre 1,8 milhões e 10,2 milhões de meticais, abrangendo 17 empresas e um total de 207 pequenos produtores, dos quais 17 são do distrito de Báruè. Esta iniciativa integra o fundo de subversão do programa Mangwana, que visa fortalecer o sector agrícola da região.
De acordo com Augusto Jaime, director do programa, a maioria dos beneficiários é constituída por agricultores que produzem culturas de rendimento destinadas à comercialização. O programa assenta em três pilares fundamentais: o apoio aos pequenos produtores, a promoção do desenvolvimento do sector privado e a melhoria do ambiente de negócios.
Jaime sublinhou que a assistência é estruturada de forma integrada, incluindo componentes de agricultura e nutrição, num trabalho conjunto com técnicos agrários e outros membros das comunidades, que intervêm em diversas fases do processo.
O investimento máximo para pequenos produtores é de 210 mil meticais, ajustado às necessidades específicas de cada um, enquanto para as pequenas e médias empresas o valor máximo é estabelecido em 2,1 milhões de meticais. Estes montantes destinados à assistência surgem na sequência de uma proposta submetida no ano passado, que cumpriu todos os critérios de avaliação.
Na terceira componente do programa, Jaime salientou a relevância do diálogo público-privado a nível provincial e distrital, destinado à resolução de constrangimentos que afectam o agronegócio no corredor da Beira.
Nelson António, director de Assistência Técnica e Financeira na Agência do Vale do Zambeze, referiu que o sector privado é crucial para a geração de rendimentos para várias famílias ao longo do corredor da Beira. O programa Mangwana funcionará como um subsídio comparticipado, abrangendo estratégias de apoio que visam promover o desenvolvimento de pequenos agricultores e empresas.
Neste primeiro ciclo do programa, foram recebidas 175 candidaturas, das quais 139 para o fundo de crescimento e 39 para fundos de negócios inclusivos. A fase actual marca o fim da primeira janela de candidaturas e a abertura de uma nova janela é aguardada, com a expectativa de beneficiar um número ainda maior de produtores e empresas na província de Manica.
A governadora da província, Francisca Tomás, anunciou que os equipamentos agrícolas entregues irão beneficiar 207 produtores de vários distritos, destacando o potencial agrícola da região. Em declaração, agradeceu ao consórcio Mangwana pela iniciativa que visa aumentar a produção e a produtividade agrícola, garantindo assim uma melhoria nas condições de vida das famílias camponesas.
A governadora enfatizou a confiança que o governo deposita nos produtores, incentivando uma aposta firme na produção agrícola e na promoção de práticas mais sustentáveis e resilientes. Tomás reafirmou o compromisso do governo em mobilizar mais apoios para reforçar o sector agrícola, assegurando a competitividade das cadeias de valor a nível regional e internacional.
O programa Mangwana, lançado em 2024, continua a trabalhar em prol do fortalecimento das pequenas e médias empresas agrícolas, procurando potenciar o desenvolvimento agrícola em Moçambique.
Um homem de 38 anos, que exercia a actividade de agente de moeda electrónica, cometeu suicídio na manhã de ontem na cidade de Xai-Xai, na província de Gaza.
A tragédia ocorreu após o cidadão ter perdido seis mil meticais em apostas no jogo de azar conhecido como “aviator”.
Segundo o relatório médico, a causa da morte foi identificada como asfixia mecânica, resultado de um suicídio. O porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Gaza, Zaqueu Mucambe, confirmou a ocorrência, revelando que o corpo foi encontrado pendurado e amarrado com uma corrente plástica, utilizada habitualmente para apertar fardos de roupa.
Informações recolhidas pelo SERNIC indicam que, antes de tomar a fatídica decisão, a vítima confessou a perda significativa de dinheiro. Na noite anterior ao seu falecimento, contactou o seu irmão mais velho em busca de dois mil meticais, no entanto, recebeu uma resposta negativa. Após este episódio, dirigiu-se à casa de um vizinho para trocar seis mil meticais em moeda electrónica. A sua intenção era recuperar as perdas através do jogo, tendo permanecido ocupado com o “aviator” até às 03 horas da madrugada. O corpo só foi descoberto no dia seguinte.
As autoridades continuam a investigar as circunstâncias que levaram a esta tragédia.
Uma nova troca de prisioneiros de guerra entre a Rússia e a Ucrânia teve lugar, com vários soldados ucranianos a regressarem ao seu país. Os militares foram recebidos calorosamente pelos familiares que os aguardavam ansiosamente.
Este acordo, resultante das conversações realizadas em Istambul, envolveu a libertação de tropas feridas e soldados com condições de saúde comprometidas, além de um número significativo de jovens com menos de 25 anos, conforme reportado pela imprensa internacional.
Muitos dos soldados libertados passaram mais de três anos em cativeiro nas mãos russas, com um número considerável tendo sido capturado durante os intensos combates em Mariupol, no ano de 2022.
Centenas de famílias de prisioneiros de guerra e de militares ucranianos desaparecidos reuniram-se nas proximidades de um hospital, alimentando a esperança de reencontrar os seus entes queridos ou obter informações sobre o seu paradeiro.
No contexto das actuais hostilidades, ambas as partes continuam a realizar as trocas de prisioneiros acordadas nas recentes conversações em Istambul. Tanto o ministério da Defesa russo quanto as autoridades ucranianas confirmaram a realização da troca.
O ministério da Defesa da Rússia anunciou que um grupo de prisioneiros de guerra foi libertado e transportado para a Bielorrússia antes de ser levado de volta à Rússia. Numa mensagem divulgada na plataforma Telegram, o ministério indicou que os homens estão a receber apoio médico, sem revelar o número total de prisioneiros envolvidos na troca.
O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou a aprovação do regimento do Conselho Nacional de Defesa e Segurança (CNDS), um passo fundamental para o funcionamento do secretariado permanente deste órgão consultivo.
A informação foi divulgada através de um comunicado de imprensa da Presidência, enviado à Agência de Informação de Moçambique (AIM).
O regimento foi aprovado após consultas aos membros do CNDS, conforme indicado na nota. O secretariado permanente do CNDS tem como principais responsabilidades a coordenação e execução das actividades necessárias para a preparação das reuniões do Conselho, além de garantir o regular funcionamento do órgão e realizar outras funções que lhe forem atribuídas.
A chefia do secretariado é assegurada pelo secretário-geral, Basílio Monteiro, que já exerceu funções como ministro do interior. O CNDS, que é um órgão de consulta especializado em matérias de defesa da soberania nacional e segurança, é convocado e presidido pelo Presidente da República.
A formação do CNDS inclui a Primeira-Ministra, Benvinda Levi, assim como o director geral dos Serviços de Informação e Segurança do Estado, José Pacheco. Os ministros das Finanças, Carla Louveira; da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino; e de Transportes e Logística, João Matlombe, entre outros, também integram este conselho.
Adicionalmente, fazem parte do CNDS o Chefe do Estado-Maior General, Júlio Jane, e o comandante-geral da Polícia da República de Moçambique, Joaquim Sive. Outros membros, incluídos por eleição da Assembleia da República, Mariano Matsinhe, Joaquim Munhepe, Jacinto Veloso, Marina Pachinuapa, António Hama Thai, Melba Fumo e Olímpio Cambona.
O Presidente Chapo tem a faculdade de convocar outras entidades e individualidades para participar nas reuniões do CNDS, conforme a relevância dos assuntos a serem discutidos.
O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo proferiu, esta quarta-feira, uma sentença de 20 anos de prisão contra João Cossa, condenado pelo homicídio de Bernardo André.
O crime ocorreu em Dezembro de 2024, no bairro de Mavalane, após uma acesa discussão motivada por uma dívida relacionada com bebidas alcoólicas.
Durante a audiência, a juíza Ivandra Uamusse sublinhou que o arguido agiu com a intenção de tirar a vida da vítima, evidenciada pela profundidade dos golpes desferidos. A magistrada destacou que João Cossa abandonou o local sem prestar socorro a Bernardo André, o que agravou a sua responsabilidade no crime.
O tribunal também rejeitou a alegação de legítima defesa, considerando-a infundada. Além da pena de prisão, João Cossa foi condenado a indemnizar a família da vítima em 50 mil meticais.
O antigo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, desmentiu as alegações proferidas por Donald Trump, que o acusou de ter criado as suspeitas de ingerência russa nas eleições de 2016 com o intuito de impedir a sua vitória.
Em declarações recentes, Obama afirmou não ter o hábito de responder a “disparates e desinformação” provenientes da actual administração, mas considerou que as acusações feitas por Trump são “demasiado graves”.
“Estas alegações são bizarras e ridículas, visando exclusivamente criar uma distracção”, sublinhou Obama, insinuando que o actual presidente estaria a tentar desviar a atenção pública do caso Epstein, que tem gerado ampla controvérsia.
Donald Trump, por sua vez, afirmou que Obama cometeu “traição” e que liderou um suposto golpe para evitar a sua eleição, colocando em causa a legitimidade das acusações de ingerência russa na campanha presidencial de 2016.
O Plano Mattei surge como uma iniciativa inovadora que visa responder de forma eficaz às necessidades de crescimento dos países africanos, com o objectivo de fortalecer e diversificar as suas economias, reduzindo a dependência das exportações de matérias-primas.
Este plano tem o potencial de transformar o panorama económico do continente, promovendo parcerias estratégicas, especialmente entre empresas italianas e africanas.
Patricia Mauro, Directora Geral da Confindustria Assafrica & Mediterraneo, destacou numa entrevista à Agência Nova as prioridades da associação para os próximos anos. Ela enfatizou a crescente relevância da África no contexto económico global, identificando oportunidades significativas para as empresas italianas no âmbito do Plano Mattei. “Os desenvolvimentos geopolíticos e económicos recentes reforçam o valor da África para a Europa e, em particular, para a Itália,” afirmou Mauro.
A diversificação das cadeias de suprimentos é uma das principais motivações que estimulam as empresas europeias, incluindo as italianas, a olharem para África com novos olhos. Na visão de Mauro, a industrialização em curso em várias nações africanas atrai cada vez mais investimentos italianos. “Uma classe média em ascensão e taxas de crescimento económico superiores às dos países desenvolvidos tornam o mercado africano uma opção atractiva para exportadores,” acrescentou.
O envolvimento da Itália com o continente não se limita às mercadorias; a colaboração abrange também o apoio ao desenvolvimento económico local através da transferência de tecnologia e de maquinaria. Muitos projectos em áreas como segurança alimentar e energia renovável estão a ser implementados, com enfoque na formação profissional e no fortalecimento das capacidades locais.
Em relação à presença das empresas italianas na África, Mauro mencionou que a distribuição não é uniforme. Os mercados do Norte de África, como Tunísia e Argélia, continuam a ser prioritários devido às suas ligações históricas com a Itália. Ao mesmo tempo, países como Moçambique, Senegal e Nigéria estão a ganhar destaque, oferecendo oportunidades em sectores como infraestrutura, agronegócio e energia.
O déficit de infraestrutura em muitos países africanos também se reflete na crescente demanda por produtos industriais italianos, que vão desde maquinário até roupa e móveis de design. No entanto, Mauro destacou que as relações comerciais entre a Itália e África ainda estão aquém do seu potencial. “Os mercados africanos poderiam receber uma maior fatia das nossas exportações, que atualmente representam apenas 3,4% do total,” afirmou.
Do lado operativo, a Confindustria Assafrica & Mediterraneo está a promover iniciativas que visam facilitar o financiamento e o diálogo entre as empresas, ajudando a derrubar barreiras existentes para uma maior colaboração. O interesse crescente pelo Made in Italy, especialmente no sector agroalimentar, revela uma oportunidade significante para reforçar a presença da Itália em África.
O futuro do Plano Mattei também passa pela inclusão no projeto Global Gateway da União Europeia, que disponibiliza 300 mil milhões de euros para novas infraestruturas em África. A prioridade no desenvolvimento do Corredor do Lobito foi sublinhada como uma estratégia vital para consolidar a presença italiana no continente.
As perspectivas do Plano Mattei refletem um compromisso contínuo com o desenvolvimento sustentável em África, prometendo contribuir para o crescimento económico e a estabilidade social em diversas regiões.
No primeiro semestre deste ano, Moçambique registou mais de 48 mil novos casos de tuberculose (TB). Este número representa uma redução de seis mil casos em comparação com o mesmo período do ano anterior.
No entanto, o sector da Saúde expressa preocupação em relação ao aumento da incidência da doença em várias províncias do país.
Benedita José, chefe do Programa Nacional de Controlo da Tuberculose, abordou esta questão recentemente em Maputo. Ela apontou que a diminuição no suporte financeiro internacional ao sector sanitário tem contribuído para a situação actual, dificultando a continuidade de projectos essenciais para a prevenção da tuberculose.
Adicionalmente, o Ministério da Saúde (MISAU) manifesta preocupação com o crescente número de pacientes que desistem do tratamento, o que compromete os esforços para erradicar a tuberculose como um problema de saúde pública até 2030.
O governo israelita encontra-se a analisar a resposta do movimento islamita palestiniano Hamas à proposta de cessar-fogo de 60 dias para a Faixa de Gaza.
A informação foi divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
De acordo com um comunicado breve emitido pelo gabinete, “os mediadores apresentaram a resposta do Hamas à equipa de negociação israelita, que está actualmente sob revisão”.
A proposta do Hamas inclui alterações às cláusulas referentes à entrada de ajuda humanitária, além de mapas das áreas de onde o exército israelita deverá retirar-se.
Uma fonte palestiniana próxima das negociações em curso em Doha, no Qatar, referiu ainda que o Hamas apresentou garantias para um fim permanente do conflito.
Sérgio Cipriano, Administrador do distrito de Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, anunciou que um homem, ex-membro de um grupo terrorista islâmico, apresentou-se às autoridades locais, afirmando não ter intenção de regressar ao mato para perpetrar mais actos de violência contra a população.
Em conferência de imprensa, Cipriano revelou que o indivíduo, acompanhado pela sua esposa, afirmava ter ingressado no grupo em 2020 na cidade de Mocímboa da Praia.
“O homem foi bem recebido e encontra-se sob custódia das Forças de Defesa e Segurança de Moçambique (FDS), que receberam instruções para estabelecer uma boa relação com ele, enquanto se prepara a sua reintegração social”, afirmou o administrador.
Cipriano acrescentou que o casal, com a esposa grávida de seis semanas, apresentava problemas de saúde e foi posteriormente encaminhado para uma unidade de saúde local, onde receberam os cuidados necessários.
“O casal entregou uma arma AK-47, quatro carregadores de munições, uma granada e uniformes militares que estavam na sua posse. O número irá ser reintegrado na sociedade e poderá retomar as actividades de pesca que realizavam antes de se juntarem ao grupo terrorista”, disse Cipriano.
O administrador também informou que, recentemente, trezentos terroristas, incluindo adultos, jovens e crianças, se entregaram às autoridades em Mocímboa da Praia. Não foi especificado o período em que estas entregas ocorreram.
Um jovem de 23 anos, identificado como Eugénio Maungue, perdeu a vida após cair de um prédio durante uma tarefa de limpeza na cidade de Maputo.
O incidente ocorreu numa empresa de construção civil onde o jovem havia sido subcontratado, e a família expressa preocupação com a dificuldade de comunicação com o empregador.
Eugénio Maungue estava na empresa há apenas um mês e, no passado sábado, tentava concluir suas actividades de limpeza ao final da tarde. De acordo com relatos de familiares, o jovem terá caído do sétimo para o quarto andar, num momento em que seu único colega de trabalho se encontrava ausente. Ao retornar, Felisberto Armando encontrou Eugénio caído e com ferimentos graves.
O colega de trabalho, com o guarda da empresa, procurou socorro assim que se aperceberam do acidente. A primeira equipa de socorro a chegar foi a Polícia, mas já era tarde para salvar a jovem vítima.
A família de Eugénio clama por justiça e responsabilização da empresa contratante, uma vez que, segundo o irmão da vítima, a empresa ainda não se pronunciou sobre o trágico incidente. O jornal “O País”, ao tentar obter uma declaração da empresa, dirigiu-se ao local do acidente, onde encontrou as portas fechadas e a ausência de representantes disponíveis para prestar esclarecimentos.
O jurista Custódio Pedro recomenda que, caso a empresa não assuma a responsabilidade pelo acidente, a família do malogrado denuncie o caso à Inspecção Geral de Trabalho. Até o momento, a Inspecção Geral afirma não ter conhecimento do ocorrido, mas, após a abordagem do “O País”, decidiu enviar uma equipa para investigar a situação.
Enquanto isso, todas as atenções estão voltadas para os resultados das investigações que se seguem.
Um cidadão zimbabweano, conhecido como “mazione”, foi detido no Comando Distrital de Guijá, na província de Gaza, sob suspeita de promover desordem e extorsão.
Este indivíduo, que tem ganhado notoriedade nas redes sociais por realizar práticas de exorcismo contra alegados bruxos e feiticeiros, encontrava-se na localidade de Chinhacanine, no posto administrativo de Mubangoene, no momento da sua detenção.
A operação policial, que incluiu escaramuças e disparos, culminou na morte de um homem que deu entrada numa unidade sanitária próxima, enquanto outros dois cidadãos ficaram gravemente feridos. Conforme revelou o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Gaza, Júlio Nhamússua, “mazione” preparava-se para conduzir mais uma sessão de exorcismo quando foi surpreendido pelas autoridades.
A detenção suscitou uma forte reacção da população local, que se mobilizou em protesto. Muitos cidadãos dirigiram-se ao comando distrital exigindo a libertação do detido, enquanto outros ergueram barricadas na Estrada Nacional Número 202 (EN 202), bloqueando o trânsito de pessoas e veículos.
A polícia relatou que um grupo tentou vandalizar e incendiar o Posto de Fiscalização de Chinhacanine, mas a acção foi rapidamente contida pelos agentes. Diante do aumento da tensão, a polícia foi forçada a disparar para dispersar os manifestantes e proteger os bens públicos. Infelizmente, durante esta ação, três cidadãos foram atingidos por balas, numa altura em que se aguardava o reforço da Unidade de Intervenção Rápida (UIR).
O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, anunciou a decisão de se retirar da UNESCO, a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) dedicada à educação, ciência e cultura.
A retirada será efectivada em dezembro de 2026 e ocorre numa altura em que o governo norte-americano critica a instituição por, segundo alegações, não atender aos interesses dos EUA e promover uma agenda anti-Israel.
De acordo com informações do jornal The Guardian, esta é a segunda vez que os Estados Unidos se afastam da UNESCO. A decisão surge após uma revisão da participação americana em várias agências da ONU, onde se concluiu que os objectivos das instituições não estão alinhados com as prioridades do governo de Trump.
Tammy Bruce, porta-voz do Departamento de Estado, expressou que a UNESCO “trabalha para promover causas sociais e culturais divisivas” e afirmou que a organização mantém um foco excessivo nos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, considerados por ela como uma agenda globalista incompatível com a política externa dos EUA, que defende a doutrina de “América em Primeiro Lugar”.
Além da saída da UNESCO, os Estados Unidos planeiam também deixar a Organização Mundial da Saúde (OMS), interromper o financiamento à agência de ajuda humanitária palestina UNRWA e sair do Conselho de Direitos Humanos da ONU.
A UNESCO, com sede em Paris e fundada após a Segunda Guerra Mundial, tem como missão promover a paz por meio da cooperação internacional. Os EUA contribuíam com cerca de 8% do orçamento da agência, um valor considerado significativo, embora não tenha um impacto financeiro devastador.
Funcionários da UNESCO já previam essa medida, uma vez que o governo americano afirmava estar a rever as suas ligações com as agências da ONU. A directora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, expressou o desejo de continuar a colaboração com as entidades privadas, académicas e organizações sem fins lucrativos dos EUA, afirmando que os Estados Unidos sempre serão bem-vindos na organização.
Milhares de utilizadores da internet via satélite ficaram sem acesso à rede esta quarta-feira (24), devido a uma falha global no serviço Starlink, da SpaceX. A interrupção afectou clientes em diversos continentes, desde a América do Norte e Europa até partes da Ásia e África, incluindo utilizadores em zonas remotas de Moçambique, onde a tecnologia tem sido cada vez mais adoptada como alternativa às redes convencionais.
A empresa confirmou o problema através de um breve comunicado na plataforma X (antigo Twitter), informando que está a investigar a causa da falha e a trabalhar para restaurar os serviços o mais rápido possível. “Estamos a experienciar uma interrupção e as nossas equipas estão a trabalhar activamente para resolver a situação”, escreveu a Starlink.
Starlink is currently in a network outage and we are actively implementing a solution. We appreciate your patience, we’ll share an update once this issue is resolved.
A falha começou a ser reportada por volta das 20h (hora de Moçambique), altura em que a plataforma Downdetector começou a registar um aumento significativo de reclamações. Utilizadores relataram perda total de conectividade e falhas intermitentes, afectando tanto clientes residenciais como empresariais.
Embora os cortes tenham sido sentidos em várias regiões do globo, o impacto foi especialmente notado em comunidades dependentes do Starlink como solução primária de acesso à internet. Em Moçambique, vários utilizadores nas províncias do interior reportaram estar completamente sem ligação, com consequências em sectores como educação à distância, serviços de saúde, operações de ONGs e actividades empresariais online.
Segundo a agência Reuters, fontes internas indicam que a falha poderá estar relacionada com problemas técnicos nos sistemas de gestão de satélites e nos centros de controlo em terra da SpaceX. O site da Starlink também registou instabilidades, o que dificultou o acesso a informações sobre o incidente.
A ausência de conectividade em contextos onde o Starlink é a única opção disponível volta a levantar preocupações sobre a centralização dos serviços digitais e a resiliência das redes em zonas com pouca infraestrutura. Em países como Moçambique, onde o serviço tem sido progressivamente integrado em projectos de desenvolvimento, saúde comunitária e acesso à informação, episódios como este reforçam a urgência de criar alternativas locais e fortalecer a infraestrutura digital nacional.
Até ao final da tarde desta quinta-feira, o serviço permanecia instável em várias localidades, com utilizadores ainda sem acesso à internet. A SpaceX prometeu novas actualizações nas próximas horas.
Um avião de passageiros, com 49 pessoas a bordo, despenhou-se na região de Amur, no extremo oriente da Rússia, conforme reportado pelas autoridades locais.
A aeronave, um bimotor Antonov-24 operado pela Angara Airlines, realizava um voo entre as cidades de Blagoveshchensk e Tynda quando perdeu o contacto com os radares, revelou o governador regional, Vassily Orlov. Mais tarde, um helicóptero de resgate localizou a fuselagem da aeronave em chamas, situada na encosta de uma montanha, a aproximadamente 16 quilómetros de Tynda.
Os socorristas informaram que, a partir da observação aérea, não foram detectados sinais de sobreviventes. A agência de defesa civil da região de Amur anunciou o envio de equipas de salvamento para o local do acidente. “Neste momento, foram destacadas 25 pessoas e cinco unidades de equipamento, e quatro aviões com tripulações estão em espera”, declarou o governador.
A bordo do avião encontravam-se 43 passageiros, incluindo cinco crianças, além de seis membros da tripulação, conforme indicado por Vassily Orlov. O acidente ocorreu durante uma segunda tentativa de aproximação ao aeroporto de Tynda, segundo a Procuradoria dos Transportes do Extremo Oriente da Rússia. “Durante a manobra para uma nova aterragem, o avião perdeu contacto”, acrescentou a procuradoria.
As investigações sobre as circunstâncias do acidente estão em curso.
A cidade de Maputo acolheu a cerimónia de inauguração da primeira agência do Microbanco Sólido S.A., marcando o início das suas operações em Moçambique.
O evento contou com a presença da Ministra das Finanças, Carla Louveira, que elogiou esta nova iniciativa do sector financeiro, destacando o seu compromisso com a inclusão da população de baixa renda.
Durante a sua intervenção, Louveira sublinhou a importância do Microbanco Sólido na diversificação da oferta bancária no país. “Com a inauguração deste microbanco, Moçambique passa a contar com um total de 73 microbancos, sendo 13 localizados na cidade de Maputo e 18 na província de Maputo”, afirmou a Ministra.
A governante destacou que a criação deste microbanco pretende facilitar o acesso a produtos financeiros que sejam adequados às necessidades dos cidadãos com menos oportunidades no sistema bancário formal. Louveira reiterou que o Microbanco Sólido S.A. se alinha com os objectivos do governo de aproximar os serviços financeiros da população.
Além disso, a Ministra enfatizou a relevância do banco em atender segmentos específicos, como mulheres e jovens, proporcionando uma resposta eficaz às exigências de inclusão financeira. “O sector informal, que frequentemente carece de literacia financeira, representa uma oportunidade significativa, pois movimenta consideráveis quantias de dinheiro”, explicou Louveira.
Este enfoque na literacia financeira, segundo a Ministra, permitirá um maior conhecimento por parte dos clientes em relação aos benefícios de ter acesso à banca formal e de utilizar produtos financeiros convencionais. Louveira desafiou o Microbanco a expandir os seus serviços para outras regiões do país, garantindo que a inclusão financeira atinja mais munícipes.
Por sua vez, Jerson Tembe, director executivo do Microbanco Sólido, reafirmou o compromisso do banco em apoiar o sector informal, com um enfoque particular na juventude. A estratégia do banco visa reduzir a burocracia, facilitando a formalização dos empreendedores informais. “Pretendemos ajudar aqueles que, apesar de movimentarem dinheiro, ainda não têm acesso a crédito ou financiamento”, afirmou Tembe.
O director executivo enfatizou que o sucesso financeiro não está apenas nas garantias, mas sim no trabalho dos clientes, e assegurou que o microbanco tem fundos disponíveis para atender as necessidades dos jovens em Moçambique. A instituição tem como meta atrair cerca de 500 clientes este ano, estabelecendo parcerias com instituições e mercados informais que hesitam em recorrer à banca devido à burocracia.
A inauguração do Microbanco Sólido S.A. representa, portanto, um passo significativo na promoção da inclusão financeira em Moçambique.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista – Proteção à Criança em Emergências. Saiba mais.
As autoridades da província de Maputo anunciaram a criação de uma equipa multissectorial para monitorar e melhorar o atendimento aos utentes do Hospital Provincial da Matola (HPM).
A decisão surge após um número crescente de queixas relacionadas com a qualidade do serviço prestado nesta unidade de saúde, a maior da região.
A nova equipa, liderada pelo Secretário de Estado na província de Maputo, Henriques Bongece, conta com a participação de líderes comunitários. A sua missão é acompanhar de perto as denúncias de mau atendimento e garantir que os utentes recebam o cuidado e a atenção necessários.
Durante a entrega de um aparelho de Raio X, Bongece fez um apelo aos profissionais de saúde para que se empenhem em melhorar a imagem do hospital e afastar as percepções negativas que o cercam. “O governo está a trabalhar para criar melhores condições em todas as unidades sanitárias”, afirmou.
O Secretário de Estado também abordou questões que afligem a comunidade, como alegações de roubo de crianças, indicando que a situação tem abrandado. Bongece destacou que a monitorização inclui visitas aos postos de trabalho dos enfermeiros e médicos, com o intuito de compreender as condições em que estes exercem as suas funções.
“Embora tenhamos encontrado alguns profissionais a trabalhar em condições difíceis, eles estão a desempenhar a sua tarefa com dedicação. O nosso trabalho é de monitoria e a informação recolhida servirá para melhorar a assistência à população”, concluiu.
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