O Ministério da Saúde de Moçambique anunciou a introdução de um novo tratamento preventivo contra o HIV, que será integrado no sistema nacional de saúde no próximo ano.
O medicamento, conhecido como lenacapavir, visa reduzir o risco de contracção do Vírus da Imunodeficiência Humana, responsável pela Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.
Numa fase inicial, estarão disponíveis entre oitenta a noventa mil doses do lenacapavir, que serão administradas duas vezes por ano a um total de trinta mil pessoas. A informação foi divulgada na segunda-feira pelo secretário executivo do Conselho Nacional de Combate a SIDA, Francisco Mbofana, após uma reunião com a Primeira-ministra, Benvinda Levi.
Actualmente, Moçambique conta com dois milhões e quinhentos mil pacientes em tratamento anti-retroviral no seu sistema nacional de saúde. Os custos logísticos associados a esta profilaxia atingem anualmente quinhentos milhões de dólares.
A província da Zambézia encontra-se em estado de alerta máximo devido a suspeitas de três casos de Mpox no distrito de Milange, situado na fronteira com a República do Malawi.
Leonardo Omar, chefe do Departamento de Saúde Pública no Serviço Provincial de Saúde, confirmou que, embora os resultados laboratoriais dos três casos tenham sido negativos, o sector da saúde está a intensificar as medidas de prevenção.
A proximidade de Milange à República do Malawi, onde foram relatados casos da doença, justifica a necessidade de reforçar a vigilância nas comunidades. “Estamos a trabalhar em colaboração com os nossos actores comunitários, outras entidades e lideranças locais, com um enfoque especial nos distritos fronteiriços”, declarou Omar.
O governo do distrito de Cheringoma, na província de Sofala, está a intensificar as medidas de prevenção contra a cólera, em resposta ao alastramento da doença para os distritos de Marromeu e Muanza, onde foram registados sete óbitos.
As novas iniciativas incluem a instalação de postos de vigilância epidemiológica nos terminais de transporte ferroviário e rodoviário, além da distribuição em larga escala de produtos para a purificação da água.
A administradora do distrito de Cheringoma, Henriqueta do Rosário, destacou que as atenções do governo estão centradas em mercados e escolas, reconhecidos como locais de elevado aglomerado populacional.
Recentemente, o distrito esteve em alerta máximo devido à presença de um doente com diarreia aguda; no entanto, análises laboratoriais confirmaram que o paciente se tratava de um caso de malária intestinal.
Um trágico incidente ocorreu em Long Island, Nova Iorque, onde um homem de 61 anos perdeu a vida após ser sugado para dentro de uma máquina de ressonância magnética.
A vítima, que transportava uma corrente de musculação com um peso de nove quilos ao pescoço, entrou na sala de exame sem autorização da equipa técnica.
De acordo com um comunicado do Departamento da Polícia do Condado de Nassau, o homem entrou na sala onde a sua companheira realizava um exame ao joelho no centro Nassau Open MRI, localizado em Westbury. A força magnética da máquina atraiu a corrente metálica, impossibilitando qualquer tentativa de salvamento por parte dos presentes.
A companheira da vítima relatou ao programa News 12 Long Island que, ao vê-lo entrar na sala, pediu ajuda ao marido para sair. No entanto, assim que o homem se aproximou, foi puxado para dentro da máquina. Em desespero, a mulher pediu à equipa técnica que desligasse o aparelho e chamasse os serviços de emergência.
Apesar das tentativas do técnico que se encontrava na sala, não foi possível evitar a fatalidade. Após ser retirado da máquina, a vítima sofreu múltiplos ataques cardíacos.
Máquinas de ressonância magnética são amplamente utilizadas para diagnosticar doenças, utilizando ímans de grande potência. O Instituto Nacional de Imagem Biomédica e Bioengenharia esclarece que o campo magnético gerado por estas máquinas se estende para além do aparelho, exercendo forças significativas sobre objectos metálicos.
As normas de segurança estabelecidas para o uso destas máquinas incluem a proibição de objectos metálicos nas proximidades, medida que visa proteger a integridade dos pacientes e do pessoal técnico.
O Governo de Moçambique reforçou o seu compromisso na busca de uma nova vacina contra a tuberculose, com o intuito de salvar vidas, especialmente das crianças, que constituem o grupo mais vulnerável à doença.
A declaração foi feita pelo Secretário Permanente do Ministério da Saúde (MISAU), Ivan Manhiça, durante a abertura do 4.º Simpósio em Saúde Global da Fundação Manhiça e do 1.º Fórum da Iniciativa Contra a Tuberculose, sob o lema “Três Décadas de Impacto na Saúde Infantil”.
Manhiça sublinhou que a mesa redonda sobre o papel da sociedade no desenvolvimento da nova vacina destaca a natureza colectiva dessa luta, que envolve ciência, justiça social e o direito à vida. O Secretário Permanente apontou para o Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (CISM) e o Instituto Nacional de Saúde (INS) como pilares essenciais na busca de soluções sustentáveis e cientificamente fundamentadas.
“Estamos a iniciar um novo capítulo na luta contra a tuberculose, com a Iniciativa de Tuberculose da Manhiça, que procura uma vacina urgente e necessária”, afirmou Manhiça, reconhecendo os avanços significativos alcançados nas últimas três décadas no combate a doenças como a malária e a tuberculose.
Embora tenham sido feitos progressos, a tuberculose permanece um desafio significativo para a saúde pública em Moçambique, frequentemente associada ao HIV e a um impacto desproporcionado nas populações mais desfavorecidas. O Secretário Permanente apelou à necessidade de uma maior participação da sociedade civil, reguladores, comunidades e jovens cientistas, assim como líderes locais e diversos sectores da saúde e educação.
Francisco Saúte, director-geral do CISM, anunciou que estão a ser realizados ensaios de uma nova geração de vacinas, baseadas em tecnologias inovadoras. “A tecnologia mRNA, desenvolvida inicialmente na luta contra a Covid-19, está agora a ser aplicada numa nova vacina contra a tuberculose, ainda em fases preliminares de avaliação”, esclareceu.
O evento reúne representantes de centros de pesquisa, parceiros locais e internacionais, cientistas, autoridades governamentais, académicos e membros da sociedade civil, com o objectivo de discutir os desafios presentes e futuros da saúde infantil, bem como aumentar a consciência sobre a prevenção da tuberculose, uma das doenças infecciosas mais mortais no mundo.
O partido uMkhonto we Sizwe apresentou uma moção de censura contra o Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, à Presidente do parlamento sul-africano.
Na solicitação, o partido liderado por Jacob Zuma pede a convocação de uma sessão parlamentar urgente, a realizar nas próximas duas semanas, para que a moção possa ser debatida e votada.
O uMkhonto we Sizwe justifica a sua decisão com uma série de preocupações, incluindo o aumento da taxa de criminalidade, má gestão económica e falhas na segurança nacional. O partido afirma que a liderança de Ramaphosa resultou na erosão da confiança pública e permitiu que o país se desintegrasse.
O Ministério da Saúde da Palestina anunciou a suspensão das actividades em seis unidades de saúde na Faixa de Gaza, incluindo o Hospital de Serviço Público e a Estação Central de Oxigênio.
Esta decisão deve-se à contínua restrição imposta por Israel, que impede a entrada de combustível, essencial para o funcionamento dos serviços de saúde, por meio da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Num comunicado divulgado nas redes sociais, o ministério adiantou que, caso a situação não se altere, os restantes hospitais poderão encerrar as suas actividades num prazo de apenas 48 horas. A escassez de ajuda humanitária na região continua a ser alarmante, com relatos de que 15 palestinos faleceram de fome nas últimas 24 horas.
As unidades de saúde que suspenderão os serviços incluem, além do Hospital de Serviço Público e da Estação Central de Oxigênio, a Clínica Al-Salam, a Clínica Al-Shati, o Centro Médico Al-Jalaa e o Centro Médico Haidar Abdel Shafi.
O Ministério da Saúde condenou a situação, afirmando que a ocupação está a atacar o já debilitado sistema de saúde, ao continuar a bloquear o fornecimento de combustível e de suprimentos médicos.
Portugal faz parte de um grupo de mais de 20 países que subscreveu uma declaração exigindo o fim da guerra na Faixa de Gaza.
Este apelo surge após o governo português ter tentado, na semana anterior, a inclusão de uma referência explícita à crise humanitária em Gaza na declaração emitida durante a Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada em Bissau, Guiné-Bissau.
Um total de 25 ministros das Relações Exteriores, provenientes de diversas nações da Europa, Ásia, América do Norte e outras regiões, além da Comissão Europeia, assinaram na segunda-feira uma carta na qual clamam pelo término do conflito, sublinhando que “o sofrimento dos civis precisa parar”. Este pedido é feito no contexto do avanço das forças israelitas, que entraram pela primeira vez na área de Deir al-Balah, na região central do enclave palestino.
Segundo as autoridades israelitas, essa zona abriga militantes do Hamas e reféns detidos pelo grupo. O exército de Israel emitiu ordens de evacuação para uma das áreas mais populosas de Gaza, que se encontra severamente afectada pelo bloqueio que impede o acesso a alimentos, água e electricidade.
Na carta, os ministros pedem ao governo israelita que cesse a negação de assistência humanitária à população civil, ressaltando que Israel deve cumprir as suas obrigações no âmbito do Direito Internacional Humanitário. A detenção contínua dos reféns pelo Hamas desde 7 de Outubro de 2023 é condenada, exigindo a sua libertação imediata e incondicional.
Os países signatários criticaram ainda a continuidade da construção de colonatos na Cisjordânia, o que tem deslocado a população civil da região, e condenaram a violência perpetrada por colonos contra palestinos em Jerusalém. O comunicado apela a um esforço conjunto da comunidade internacional, que deve unir-se para promover um cessar-fogo imediato e incondicional.
A declaração conclui com um apelo ao apoio dos Estados Unidos, Catar e Egipto na busca pelo cessar-fogo na região, proposta rejeitada pelo governo israelita, que considera o Hamas como o único responsável pelo prolongamento do conflito e pela situação dos reféns.
A guerra na Faixa de Gaza já causou a morte de mais de 56 mil palestinianos, em grande parte mulheres e crianças, segundo relatórios das Nações Unidas e organizações humanitárias que actuam na área.
Em Portugal, o Partido Socialista, terceira maior força política na Assembleia da República, anunciou a intenção de pedir uma audição ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, sobre a decisão de Portugal em não apoiar a inclusão da referência à crise humanitária em Gaza na declaração de Bissau. Críticas também foram levantadas pela oposição, incluindo os partidos Livre, PCP, Bloco de Esquerda e Pessoas-Animais-Natureza (PAN), que exigem explicações sobre a posição portuguesa.
A proposta inicialmente apresentada pela sociedade civil pretendia condenar o uso da fome como uma arma de guerra, focando particularmente na situação das crianças palestinianas.
O Governo de Moçambique garantiu que, até ao momento, a alegada contaminação da água do rio Limpopo não representa um risco para a saúde pública.
Contudo, foram solicitadas análises complementares em dois laboratórios independentes, com o intuito de obter resultados mais fiáveis e conclusivos.
A preocupação foi levantada após relatos sobre a alteração na coloração da água do Limpopo, um recurso vital para as comunidades da província de Gaza, que dependem dele para diversos fins.
As chuvas torrenciais que assolaram o Paquistão desde o início da época das monções, no final de Junho, resultaram na morte de 221 pessoas, sendo mais de 100 crianças entre as vítimas.
A informação foi confirmada por um porta-voz da Autoridade de Gestão de Desastres, em declarações à Agência France Presse (AFP). As fatalidades ocorreram entre 26 de Junho e 21 de Julho, com as vítimas perdendo a vida devido ao colapso das suas habitações, arrastadas por cheias repentinas ou electrocutadas.
Além dos números já reportados, as autoridades informaram que deslizamentos de terra na região Norte do Paquistão, consequência das intensas chuvas de verão, resultaram na morte de três pessoas, com 15 indivíduos ainda dados como desaparecidos.
Muitas das vítimas eram turistas provenientes de outras partes do país que se encontravam a visitar a província de Gilgit-Baltistan, famosa pelos seus vales verdejantes e lagos cristalinos, quando foram surpreendidos por um deslizamento de terras numa estrada montanhosa.
O Ministro do Planeamento e Desenvolvimento de Moçambique, Salim Valá, afirmou que a elevada dependência do país em soluções externas condiciona o progresso.
Durante o lançamento da Reunião Nacional para o Planeamento e Implementação do Plano Económico e Social e do Orçamento do Estado para 2026, realizado na manhã de segunda-feira, no município da Matola, Valá sublinhou a urgência em romper com ciclos de “improvisação e gestão reativa”.
Valá enfatizou a importância de superar barreiras como a inércia, resistência à mudança, complacência e o receio de sair da zona de conforto. “O futuro exige coragem para planear com visão e monitorizar com rigor. Não pode haver desenvolvimento sustentável sem uma liderança estratégica, a qual necessita de dados, objetivos, indicadores, controlo e transparência”, declarou o ministro.
O governante apelou a uma intensificação das capacidades de previsão e antecipação por parte do governo, de modo a delinear percursos de desenvolvimento mais promissores, mantendo uma interação constante com diversos sectores da sociedade, em particular com as universidades e centros de investigação.
Valá lembrou que o Orçamento do Estado para 2025 apresenta um défice de 126.8 mil milhões de meticais (cerca de dois mil milhões de dólares norte-americanos, ao câmbio atual), com uma receita total de 385.8 mil milhões e despesas de 512.7 mil milhões de meticais. Este Orçamento está alinhado com o novo Programa Quinquenal do Governo (2025 – 2029) e visa a consolidação fiscal e estabilização da dívida pública.
Nos últimos três anos, segundo o ministro, a economia nacional demonstrou sinais de recuperação, embora de forma moderada e abaixo do seu potencial, muito influenciada pelo sector agrícola e pela indústria extrativa. O Produto Interno Bruto (PIB) registou um crescimento de 4.03 por cento, e as previsões para 2025 projetam um crescimento de 2.9 por cento. Valá também referiu que a taxa de inflação nesse período situou-se em torno de 6.9 por cento, resultado de uma gestão prudente da política monetária e fiscal.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a captura de sete jovens suspeitos de realizar assaltos na cidade de Pemba, em Cabo Delgado, utilizando catanas como arma.
De acordo com informações provenientes da PRM, a quadrilha operava não apenas na cidade de Pemba, mas também em vários distritos, incluindo Mecufi e Metuge. Os indiciados foram detidos após uma série de investigações que confirmaram a sua actividade criminosa.
Enquanto alguns dos detidos negam a sua participação nos assaltos, outros admitiram ter estado envolvidos em ataques a residências.
Apesar dos esforços da PRM para neutralizar grupos de assaltantes armados com catanas, a criminalidade continua a ser uma preocupação premente, especialmente nas áreas de Mecufi, Metuge, Montepuez e na própria cidade de Pemba.
Os tractores recentemente adquiridos pelo governo de Moçambique serão destinados a áreas de difícil acesso, conforme anunciou o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa.
Esta iniciativa visa facilitar o escoamento de produtos agrícolas desde as zonas de produção até às grandes superfícies comerciais.
Durante a vigésima sexta sessão ordinária do Conselho de Ministros, realizada na terça-feira em Maputo, Impissa explicou que os veículos mistos foram projectados para atender às necessidades das populações que habitam em regiões de difícil transitabilidade.
Os tractores, cujas carroçarias foram transformadas para incluir assentos com cintos de segurança, também contam com um espaço destinado a uma mini ambulância, visando prestar assistência em casos de emergência médica.
“Esta solução foi encontrada pelo governo para garantir que os nossos concidadãos sejam transportados de forma segura e eficiente. Consideramos que esta medida minimizará os desafios enfrentados pelas comunidades”, afirmou Impissa.
A alocação dos tractores representa um passo importante na promoção do acesso e mobilidade nas áreas mais remotas do país, onde as condições de transporte são frequentemente precárias.
Abdinasir Ali Hassan, chairman do HASS Oil Group, com sede no Quénia, revelou que a sua empresa está interessada em estabelecer uma parceria com o governo moçambicano nos sectores da energia e da indústria extractiva.
Hassan fez estas declarações aos jornalistas em Maputo, após uma audiência com o Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo. O encontro poderá facilitar a criação de acordos para novos projectos.
“O nosso objectivo é discutir e apresentar soluções para o sector do petróleo e da energia. Tivemos uma conversa muito produtiva com o Presidente, visando a criação de parcerias com os governos de Omã e Moçambique no que diz respeito aos negócios energéticos e petrolíferos”, afirmou Hassan.
O chairman do HASS Oil Group acrescentou que o governo moçambicano demonstrou interesse em iniciar uma cooperação com a companhia petrolífera. A próxima fase da busca por uma parceria pode ocorrer em breve, tendo em conta que “Moçambique é um excelente país para fazer negócios”.
“O Presidente nos acolheu de forma calorosa”, disse Hassan. “O governo está pronto para trabalharmos em conjunto e estamos a planear avançar para a segunda fase. Moçambique é um país repleto de oportunidades”.
Hassan acredita que Moçambique ocupa uma posição privilegiada no sul e leste de África, devido aos seus portos, que podem servir os países do interior sem acesso ao mar. “É uma localização central e um hub onde podemos fazer negócios e colaborar”, concluiu.
Com sede em Nairóbi, a Hass Petroleum opera em mais de 11 países na África Oriental e tem escritórios em Londres e Dubai.
Os advogados de Jair Bolsonaro negaram perante o Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil qualquer incumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente, que poderão conduzir à sua prisão preventiva.
A defesa foi convocada para apresentar explicações sobre uma alegada violação das restrições, após Bolsonaro ter participado num evento na Câmara dos Deputados, onde se fez acompanhar por dezenas de deputados e que foi transmitido em várias redes sociais.
Os representantes legais de Bolsonaro argumentaram que “a replicação de declarações por terceiros constitui desdobramento incontrolável das dinâmicas contemporâneas de comunicação digital”. Enfatizaram também que “ninguém tem controlo sobre a forma da sua divulgação, a não ser, e apenas inicialmente, o próprio jornalista”.
Com o intuito de evitar “mal-entendidos”, a defesa solicitou um esclarecimento sobre o alcance da decisão que impôs as medidas cautelares.
Na segunda-feira à noite, o STF havia dado um prazo de 24 horas à defesa para justificar o que considerava incumprimento das restrições que proíbem Bolsonaro de usar redes sociais, directa ou indirectamente, sob pena de prisão. Esta ordem foi emitida após o juiz Alexandre de Moraes ter reiterado que o ex-presidente não pode conceder entrevistas que sejam retransmitidas nas redes sociais, alertando que tal poderia levar à revogação das medidas cautelares e à sua detenção.
O juiz esclareceu que a medida cautelar abrange também transmissões, retransmissões ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer plataforma de rede social operada por terceiros.
Segundo a nota emitida pelo STF e assinada por Alexandre de Moraes, “o ex-presidente não pode utilizar meios para burlar a restrição, sob pena de revogação das medidas alternativas e decretação da prisão”.
As restrições foram implementadas na sexta-feira, no âmbito de uma investigação que visa apurar, entre outras questões, tentativas de obstrução da Justiça e atentados à soberania alegadamente praticados por Bolsonaro.
O rapper brasileiro Oruam, filho de um dos principais líderes do Comando Vermelho, foi detido na terça-feira no Brasil após a justiça ter decretado a sua prisão preventiva. O artista enfrenta várias acusações, incluindo associação ao tráfico de drogas.
O secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, fez declarações contundentes sobre o caso, afirmando que “se havia alguma dúvida de que Oruam seria um artista periférico ou um marginal da pior espécie, hoje temos certeza de que se trata de um criminoso faccionado, ligado ao Comando Vermelho, facção que o seu pai, Marcinho VP, controla à distância, mesmo estando preso em um presídio federal”.
A situação agravou-se na noite de segunda-feira, quando a polícia apurou que um adolescente vinculado ao Comando Vermelho estava na residência do rapper, localizada na zona oeste do Rio de Janeiro. Registos em redes sociais mostraram Oruam e amigos a insultar os agentes da autoridade e a lançar pedras contra os mesmos.
Após a abordagem policial, Oruam terá fugido e gravado um vídeo desafiando as autoridades a irem buscá-lo ao Complexo da Penha, uma área sob controle do Comando Vermelho. O secretário Curi referiu-se a este ato como uma confissão de envolvimento criminal por parte do rapper.
As acusações que pesam sobre Oruam incluem associação para o tráfico de drogas, resistência qualificada, dano ao património público, desacato, lesão corporal e tráfico.
Em resposta à detenção, a equipa do rapper emitiu uma nota à imprensa, alegando que durante a abordagem policial não foram encontradas provas que justificassem a invasão. A nota descreve ainda a abordagem como violenta e arbitrária, destacando que um dos colaboradores de Oruam foi algemado sem justificação plausível, o que provocou sofrimento emocional e físico aos presentes.
O rapper, de 24 anos, esteve pela última vez em Portugal no dia 1 de Fevereiro, onde se apresentou no MainStreet Festival, em Lisboa.
Uma tentativa de rapto de um empresário asiático, que teve lugar num estaleiro no bairro de Malhampsene, no Município da Matola, culminou na destruição da viatura utilizada pelos meliantes.
Samssone Mahumane, porta-voz do SERNIC, confirmou que equipas operativas estão no terreno, realizando investigações para identificar os possíveis autores do crime e determinar a propriedade da viatura incendiada.
Relatos de testemunhas, amplamente partilhados em vídeos nas redes sociais, indicam que o incidente provocou grande alvoroço entre os moradores e transeuntes. Ao notarem a movimentação suspeita, a população decidiu intervir. Uma multidão cercou a viatura dos raptores e ateou fogo ao veículo no local. Os suspeitos conseguiram, porém, evadir-se antes de serem capturados.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) de Moçambique apresentou, na última terça-feira, acusações formais contra o ex-candidato presidencial Venancio Mondlane, imputando-lhe o crime de “incitamento ao terrorismo”.
Mondlane foi interrogado pelas autoridades e teve acesso à sua folha de acusações, onde constam cinco crimes, entre os quais se incluem a apologia pública do crime, incitamento à desobediência colectiva, instigação pública ao crime e incitamento ao terrorismo. Em declarações à imprensa e a um grupo de apoiantes, Mondlane negou todas as acusações, afirmando que o seu verdadeiro crime foi “revelar fraudes e resistir a um regime ditatorial sustentado pela força, homicídios e raptos”.
Durante a sua intervenção, Mondlane criticou a legitimidade da presidência de Daniel Chapo, afirmando que este foi “eleito pela polícia de choque e pelo Conselho Constitucional”. Por seu lado, Chapo sempre defendeu que foi legitimamente eleito nas eleições gerais realizadas em Outubro do ano passado, embora nem ele, nem Mondlane tenham apresentado provas documentais que sustentem as suas alegações.
A única evidência válida seriam as actas de resultados das assembleias de voto, que nunca foram divulgadas ao público. O Conselho Constitucional, como a instância máxima em matéria eleitoral e constitucional, poderia ter exigido uma recontagem dos votos, mas optou por modificar os números finais, retirando votos de Chapo e atribuindo-os a Mondlane, sem qualquer explicação. Dessa forma, o Conselho é considerado co-responsável pela violência que se seguiu à divulgação dos resultados.
Mondlane revelou que, nas duas reuniões que teve com Chapo, foi alcançado um consenso que incluía o fim de todas as formas de violência, o acesso gratuito ao Serviço Nacional de Saúde para os feridos nos confrontos com a polícia, compensações para as famílias dos falecidos durante os distúrbios e a libertação dos detidos. O ex-candidato acusou Chapo de não ter cumprido com estes compromissos e de usar uma linguagem “agressiva e incendiária”, mesmo na ausência de manifestações anti-governamentais nos últimos meses.
Considerando as declarações públicas de Chapo como um “exemplo flagrante de instigação ao ressentimento e ao ódio entre os moçambicanos”, Mondlane expressou preocupação com o impacto negativo sobre o espírito de reconciliação e perdão.
Embora Chapo tenha negado ter alcançado qualquer acordo formal com Mondlane, este último fez questão de destacar a presença de testemunhas respeitáveis durante as reuniões, incluindo Severino Ngoenha, Vice-Reitor da Universidade Técnica de Moçambique, bem como um ex-juiz do Conselho Constitucional e outros destacados académicos e figuras públicas.
Durante o seu encontro com os procuradores, Mondlane também questionou o andamento das investigações sobre o homicídio do seu advogado, Elvino Dias, ocorrida em 19 de outubro em Maputo. A PGR informou que o processo está “sub judice” e Mondlane sugeriu que a prova das câmaras de vigilância nas proximidades poderia ser útil se a PGR estivesse realmente interessada em investigar.
A PGR refratou-se às acusações de violação de direitos humanos feitas pela Amnistia Internacional, afirmando que os “procedimentos legais relevantes” estão em curso. A mesma resposta foi dada quanto às queixas de abusos que Mondlane apresentou.
Por fim, Mondlane criticou a PGR por “uso seletivo da lei”, que alegadamente favorece aqueles que se conformam com fraudes eleitorais, enquanto trata os opositores de forma “draconiana” para os forçar a se submeter.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista – Proteção à Criança em Emergências. Saiba mais.
A aldeia de Nanduli, situada no distrito de Ancuabe, Cabo Delgado, foi alvo de uma incursão terrorista que deixou um rasto de destruição e desespero entre os habitantes locais.
Informações provenientes da região indicam que grupos armados invadiram a aldeia, provocando a destruição de várias habitações e o saque de alimentos.
Os relatos de populares, recolhidos pela DW, descrevem um cenário caótico, marcado pela presença constante de indivíduos armados, presumivelmente oriundos da zona de Quissanga.
Segundo os testemunhos, um número elevado de atacantes incendiou residências, incluindo a vedação de um campo de futebol, mas não houve registo de vítimas mortais.
Um residente, que preferiu manter-se anónimo, revelou que os terroristas queimaram uma casa pertencente a um membro da força local, ao encontrarem fardamentos expostos no exterior. “Queimaram um alpendre e a vedação de um campo de futebol 11 e puseram-se em fuga”, contou.
A situação na aldeia permanece tensa, com a população temendo novas investidas dos grupos armados que assombram a região.
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