Um homem foi detido na cidade de Maputo, acusado de homicídio frustrado, após ter ateado fogo a um cidadão, alegadamente por este furtar um telemóvel.
De acordo com informações disponibilizadas, a vítima sofreu ferimentos graves e está a receber tratamento médico numa das unidades de saúde da capital. Relatos indicam que a acção poderá ter contado com a participação de agentes da polícia.
As autoridades competentes estão a investigar o caso para apurar todos os detalhes relacionados com este incidente.
A Índia procedeu à doação de mais de duas toneladas de medicamentos a Moçambique, num gesto de solidariedade avaliado em cerca de um milhão de dólares.
A entrega decorreu na capital moçambicana, tendo sido recebida pelo Ministro da Saúde, Ussene Isse.
Durante a cerimónia de entrega, Isse garantiu que o seu ministério irá realizar um rigoroso controlo dos fármacos, assegurando que estes não sejam desviados do Sistema Nacional de Saúde. Esta iniciativa visa reforçar a assistência médica e o bem-estar da população moçambicana.
No âmbito da cooperação entre os dois países, está prevista a doação de mais seiscentas próteses de membros inferiores, direccionadas aos pacientes da província de Nampula. A medida pretende proporcionar uma melhor qualidade de vida aos beneficiários e fomentar a inclusão social.
Um contingente do exército malgaxe anunciou a sua assunção do controlo das forças armadas do Madagáscar, após ter unido esforços com manifestantes antigovernamentais durante a jornada anterior.
Os militares apelaram às forças de segurança para desobedecerem a ordens de disparar contra a população.
“Daqui em diante, todas as ordens do exército malgaxe, sejam elas terrestres, aéreas ou navais, emanam do quartel-general do CAPSAT (Corpo do Exército de Pessoal e Serviços Administrativos e Técnicos)”, afirmaram os oficiais do contingente em uma declaração gravada em vídeo.
Vale lembrar que, em 2009, esta mesma base militar, localizada na periferia da capital, já havia liderado uma rebelião que culminou na ascensão ao poder do atual Presidente Andry Rajoelina. Para o dia de hoje, estava agendada uma nova manifestação na capital, Antananarivo, coincidente com uma cerimónia fúnebre em honra de um soldado que perdeu a vida durante os protestos.
Os protestos de sábado em Antananarivo destacaram-se como um dos maiores desde o início da contestação, iniciada a 25 de Setembro, liderada pelo movimento ‘Gen Z’, que reúne jovens nascidos entre 1997 e 2012. A manifestação começou em resposta aos cortes de água e electricidade e evoluiu para uma crítica abrangente ao governo, com foco na figura do Presidente Rajoelina.
Em resposta à situação, Rajoelina classificou os eventos como uma “tentativa ilegal e forçada de tomada do poder”. A sua declaração veio um dia após os soldados se juntarem aos manifestantes, reforçando a tensão no país.
Soldados malgaxes congregaram-se com milhares de outros cidadãos nas ruas de Antananarivo, pedindo que as forças de segurança se negassem a cumprir ordens de repressão. Os militares deixaram a sua base no distrito de Soanierana e dirigiram-se à simbólica Praça 13 de Maio, onde foram calorosamente recebidos, com aplausos e gritos de apoio à demissão de Rajoelina.
Na mesma noite, o recém-nomeado primeiro-ministro, Ruphin Zafisambo, garantiu que o Governo “se mantém firme” e está “pronto para colaborar e ouvir todas as forças”.
Pelo menos 20 pessoas ficaram feridas na sequência de uma colisão entre dois comboios, ocorrida na localidade de Roznava, na Eslováquia.
De acordo com informações veiculadas pela TA3, os serviços de emergência confirmaram que, até ao momento, não foram reportadas vítimas mortais.
Ján Bacek, porta-voz da Companhia Ferroviária Eslovaca, informou que o alerta sobre o incidente foi recebido às 10 horas, reportando uma colisão num cruzamento onde os comboios circulam por uma via única.
As autoridades estão a investigar as circunstâncias do acidente e a prestar apoio às vítimas.
Pelo menos 15 pessoas, entre as quais 11 crianças, perderam a vida após o naufrágio de um barco no Lago Volta, situado na região leste do Gana. A informação foi divulgada pela Autoridade Marítima do Gana (GMA), que qualificou a embarcação de “extremamente sobrecarregada”.
O trágico incidente ocorreu nas proximidades da região de Kete Krachi, na região de Oti. Segundo o comunicado emitido pela GMA no domingo à noite, o naufrágio resultou na morte de 11 crianças com idades compreendidas entre os 2 e os 14 anos, além de quatro adultos. Apenas quatro ocupantes conseguiram sobreviver ao desastre.
A autoridade marítima expressou a sua consternação face à magnitude da tragédia. A GMA reiterou a importância da segurança marítima e da manutenção de normas adequadas nas embarcações, sublinhando que incidentes como este são inaceitáveis e exigem uma análise rigorosa das condições de segurança nas águas do país.
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), responsável pela operação da barragem de Cahora Bassa no rio Zambeze, na província de Tete, deu início à segunda fase do projecto de reabilitação do Centro Sul (RS2), que visa a modernização da central eléctrica situada na margem sul do rio.
Este projecto insere-se no âmbito do programa de modernização e reabilitação do complexo hidroeléctrico, conforme o “Plano de Investimento de 10 Anos em Capital Vital (CAPEX)”.
Tomás Matola, presidente do Conselho de Administração da HCB, declarou em comunicado que o principal objectivo do projecto consiste em melhorar a eficácia e eficiência dos equipamentos responsáveis pela produção e transmissão de electricidade, assegurando a sustentabilidade, fiabilidade e competitividade do sistema de geração de energia.
Matola anunciou que, com a implementação do RS2, está prevista uma expansão da capacidade total de geração da central em 90 megawatts (MW), aumentando a capacidade de cada um dos cinco geradores de 415 MW para 433 MW.
“Aumento vai reforçar o fornecimento de energia na região, apoiar o crescimento económico e prolongar a vida operacional da planta por mais de 45 anos, minimizando riscos de inactividade e melhorando o desempenho do sistema de geração. O RS2 faz parte dos esforços contínuos da HCB para inovar e fortalecer o sector energético nacional, garantindo que o complexo hidroeléctrico continue a ser operacional e estruturado, mesmo após 50 anos de existência”, pode ler-se na nota.
De acordo com o documento, para garantir alinhamento sobre o âmbito, objectivos e plano de trabalho, a HCB realizou uma reunião de três dias com os parceiros do projecto – o consórcio Andritz Hydro, consultores técnicos SIJV (Sweco e Intertechne Joint Venture) e a Fichtner, empresas com vasta experiência em centrais hidroeléctricas.
“O plano de implementação prevê a reabilitação anual de cada um dos cinco geradores de energia, incluindo a substituição de equipamentos e a posterior comissionamento. Para suprir o temporário défice de produção, a HCB está a priorizar dois novos projectos estratégicos: a Central de Energia Cahora Bassa Norte, com uma capacidade instalada de 1.245 MW (três grupos de 415 MW cada), e a Central Solar Fotovoltaica, estimada em 400 MWac, ambas na Província de Tete”, acrescenta o documento.
Esta infra-estrutura, segundo o comunicado, irá potenciar a produção de energia renovável, reduzindo a dependência da água e promovendo a sustentabilidade, consolidando a posição da HCB como um dos maiores produtores de energia hidroeléctrica da África Austral.
Na província de Limpopo, na África do Sul, um trágico acidente de viação resultou na morte de pelo menos quarenta e duas pessoas, entre as quais se incluem sete crianças.
O incidente deixou cerca de trinta feridos, que foram transportados para diversos hospitais da região.
As autoridades locais relataram que o autocarro envolvido no acidente perdeu o controlo e caiu num acostamento. Os passageiros viajavam de Port Elizabeth com destino ao Zimbabwe e Malawi, quando ocorreu a fatalidade.
As equipas de emergência continuam a trabalhar na assistência aos feridos e na investigação das circunstâncias que levaram a este trágico acontecimento.
Os partidos de Laurent Gbagbo e Tidjane Thiam estão a convocar protestos diários na Costa do Marfim, em resposta à exclusão das suas candidaturas às presidenciais.
A situação torna-se ainda mais tensa à medida que se aproximam as eleições, previstas para dentro de duas semanas. A Frente Comum, que reúne os dois principais movimentos da oposição – o Partido Democrático da Costa do Marfim (PDCI) e o Partido Popular Africano – Costa do Marfim (PPA-CI) – exige um diálogo político e a revogação da decisão que silenciou os seus candidatos.
No último sábado, a oposição organizou uma marcha em Abidjan, a capital económica do país, onde centenas de manifestantes se reuniram para expressar o seu descontentamento. Contudo, as autoridades policiais responderam com força, utilizando gás lacrimogéneo para dispersar os participantes.
O Ministério do Interior reportou a detenção de 237 pessoas durante os confrontos, uma acção que se seguiu à proibição de marchas e reuniões que contestassem as deliberações do Conselho Constitucional.
Este órgão havia rejeitado, em Setembro, as candidaturas de figuras proeminentes da oposição, incluindo Laurent Gbagbo e Tidjane Thiam, acentuando as tensões políticas no país. A Frente Comum sublinhou que a repressão não os intimidará e reafirmou a sua determinação em continuar as manifestações pela democracia, justiça e paz.
Os partidos em questão também contestam o quarto mandato do actual presidente Alassane Ouattara, que consideram inconstitucional, uma vez que a legislação vigente estabelece um limite de dois mandatos. A oposição apela à não-violência e à calma entre os seus apoiantes, enquanto se preparam para intensificar as suas acções nas ruas em prol das suas exigências.
Pelo menos 26 civis perderam a vida e mais 30 ficaram feridos em ataques perpetrados pelas Forças de Apoio Rápido (RSF) e suas forças aliadas em três cidades do estado do Cordofão do Sul, no Sudão. A informação foi divulgada por uma organização não governamental local.
A Coordenação dos Comités de Resistência denunciou os ataques, qualificando-os como um “ataque directo contra a população civil” e acusando os agressores de terem uma intenção premeditada de destruir as cidades da região e expulsar os seus habitantes. A ONG alertou que a continuação dessa estratégia agressiva poderá resultar numa catástrofe humanitária generalizada.
Os ataques, que se iniciaram na noite de domingo e se prolongaram até à madrugada de hoje, afectaram as cidades de Diling, Delami e Abu Jubeiha, causando não apenas mortes e ferimentos, mas também danos significativos à infra-estrutura local. A organização fez um apelo à formação de uma comissão de investigação imparcial, composta por entidades internacionais e regionais, para documentar os crimes cometidos e assegurar que os responsáveis sejam levados à justiça.
O Cordofão do Sul tem sido cenário de uma escalada de violência por parte dos paramilitares da RSF e do Movimento de Libertação do Povo Sudanês-Norte (SPLM-N), liderado por Abdelaziz al Hilu, numa tentativa de impedir o avanço do exército regular na área. Este conflito é parte de uma luta mais ampla que afecta a cidade de Al-Fashir, capital de Darfur do Norte, que se tornou o último bastião do exército regular na região ocidental, actualmente sitiada e alvo de constantes ataques.
A Organização das Nações Unidas (ONU) recentemente apelou à comunidade internacional para tomar medidas urgentes a fim de proteger a cidade estratégica de Al-Fashir. Desde o início da guerra em 15 de Abril de 2023, o conflito já resultou na morte de dezenas de milhares de pessoas e na deslocação de mais de 14 milhões, tanto dentro como fora do país. A ONU classifica a situação no Sudão como a “pior crise humanitária do mundo”.
O governo do Japão formalizou dois acordos em Maputo, visando reforçar a cooperação nas áreas de educação e saúde em Moçambique.
Os acordos contemplam a reabilitação da Escola de Pesca, situada na cidade da Matola, e a construção de uma enfermaria para o tratamento de lepra no Hospital Distrital de Alto Molócuè, na província da Zambézia.
A reabilitação da Escola de Pesca, com um investimento estimado em 47.500 dólares, contempla a modernização da oficina de pesca, a melhoria de uma sala de formação, bem como a actualização das instalações de água e energia, casas de banho e armazéns, num total de 333,2 metros quadrados. A directora da instituição, Estela Maússe, definiu a doação como um “marco histórico” na vida da escola, que, com mais de 45 anos de existência, nunca tinha recebido uma intervenção de tal magnitude.
Mais uma vez, o governo japonês destaca o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e a valorização da formação técnico-profissional no sector das pescas. Estela Maússe realçou a importância da parceria, que simboliza a amizade entre os dois povos e o papel “concreto” da cooperação internacional no fortalecimento das instituições moçambicanas.
No que diz respeito ao projecto para a construção da enfermaria de lepra, avaliado em 50.000 dólares, o novo bloco terá 184,5 metros quadrados, que incluirão salas de consulta, uma sala administrativa, uma sala de espera, além de casas de banho. Segundo Pedro Safrão, Director Nacional da Missão contra a Lepra em Moçambique, a nova enfermaria poderá ser um importante espaço de tratamento e reabilitação, oferecendo dignidade e esperança a muitos cidadãos.
Em 2022, mais de 2.800 casos de lepra foram diagnosticados, incluindo 10% de crianças menores de 15 anos. Estes números indicam que a doença continua a ser um desafio significativo, com Moçambique a figurar como um dos países mais endémicos na África. Safrão apela à colaboração da sociedade civil na luta contra a lepra, considerando o projecto um passo importante para um país livre da doença e do estigma associado.
A Missão Contra a Lepra tem vindo a operar em Moçambique há mais de três décadas, com um foco na eliminação da doença, redução do estigma e restauração da dignidade das pessoas afectadas. O embaixador do Japão em Moçambique, Hamada Keiji, enfatizou que os projectos não se limitam apenas à construção de infra-estruturas, mas reforçam a educação e a saúde, proporcionando uma oportunidade valiosa para aprofundar as relações bilaterais.
Os cartões de crédito e débito dos moçambicanos poderão voltar a funcionar de forma normal no exterior assim que Moçambique deixar de constar na Lista Cinza do Grupo de Acção Financeira (GAFI).
Esta informação foi confirmada pela Primeira-Ministra, Benvinda Levi, durante uma visita à China, onde respondeu às preocupações da comunidade moçambicana, em especial dos estudantes, sobre as dificuldades enfrentadas para realizar pagamentos, como propinas e despesas logísticas.
Levi destacou que o país está a trabalhar para sair da Lista Cinza, sublinhando a importância dessa saída para a segurança e funcionalidade dos cartões bancários. “Estamos num processo para ver se Moçambique sai da Lista Cinza. Acreditamos que, ao fazê-lo, os nossos cartões voltarão a funcionar com maior segurança e sem muitas restrições”, afirmou.
A representante dos estudantes, Cátia Machavane, apelou à Primeira-Ministra para que solicitasse um aumento no número de bolsas de estudo atribuídas a moçambicanos, reduzidas de 60 para apenas 10 nos últimos anos. Machavane argumentou que a ampliação das oportunidades de formação na China é fundamental para os jovens do país.
Em resposta, Levi comprometeu-se a trabalhar com o instituto de bolsas para abordar esta questão, bem como os atrasos nos pagamentos das propinas. “Infelizmente, o nosso Orçamento de Estado não está em condições de responder a todas as necessidades, mas entendemos que é premente manter o apoio aos estudantes que estão fora do país”, lamentou.
Machavane também destacou que os estudantes e trabalhadores moçambicanos estão a enfrentar dificuldades significativas ao utilizar cartões bancários moçambicanos para pagamentos e levantamentos em caixas automáticas na China.
Desde Março deste ano, estas limitações têm afectado directamente a capacidade da comunidade de cumprir compromissos essenciais, como o pagamento de propinas, alojamento e despesas de subsistência, conforme reportado pela Rádio Moçambique.
O Hamas anunciou a libertação de mais 13 reféns israelitas, uma acção reportada pelas principais emissoras de televisão de Israel. Esta entrega ocorre num contexto de crescente expectativa e tensão na região.
Na manhã de hoje, sete reféns já tinham sido entregues à Cruz Vermelha Internacional, que os acompanhou até efectivos militares israelitas na Faixa de Gaza. Com esta nova libertação, o total de reféns israelitas libertados pelo Hamas hoje ascende a 20.
As autoridades israelitas confirmaram o regresso dos primeiros sete reféns, trazidos de volta antes das 10:00 (hora local). A emissora pública de Israel informou que o grupo adicional de 13 reféns foi entregue à Cruz Vermelha Internacional, mencionado, na parte sul da Faixa de Gaza, e deverá ser transferido para o Exército israelita em breve.
Este desenvolvimento marca um passo significativo nas negociações em curso entre as partes envolvidas, reflectindo os esforços para resolver a situação dos reféns na região.
Os produtores de castanha de caju das várias províncias de Moçambique manifestaram a sua inquietação relativamente ao preço de referência de 45 meticais por quilo (aproximadamente 0,75 dólares) estabelecido pelo Governo para a campanha de comercialização de 2025/26.
A manifestação da preocupação teve lugar em Maputo, durante a I Sessão do Comité de Amêndoas. Os agricultores consideram que o valor definido é excessivo, o que poderá impactar negativamente a rentabilidade da produção.
Miguel Matsimbe, representante da província de Inhambane, destacou as dificuldades que os produtores enfrentam na obtenção de um rendimento satisfatório e na conservação da castanha. “A produção pode diminuir nos próximos anos devido à falta de incentivos. Urge a assistência técnica, pois muitos agricultores não dispõem de sistemas adequados de secagem ou embalagem, o que pode levar à deterioração do produto”, afirmou.
Segundo Matsimbe, uma melhor conservação poderia permitir a venda futura da castanha a preços mais elevados. “Podemos não vender neste ano, mas a expectativa é que o produto mantenha valor para o próximo ano. O consenso sobre o preço de referência é de 45 meticais por quilo, e sabemos que enfrentamos um desafio com a nossa margem de 15%”, acrescentou.
João Picar, produtor de Nampula, referiu a importância do diálogo contínuo entre produtores e exportadores, bem como a participação do Governo na análise dos produtos. “É fundamental que haja negociações entre as partes envolvidas. O envolvimento do Governo é crucial”, afirmou.
Picar também mencionou que o distrito de Mogovolas representa a maior área produtora da província, com expectativas de aumento na produção em comparação ao ano anterior. “No ano passado, Mogovolas exportou 17.800 toneladas. A nossa previsão é de que atingiremos 20.000 toneladas nesta campanha. Esperamos que os exportadores reconheçam o nosso esforço e investimento, contribuindo para o aumento da produção nacional”, concluiu.
Os produtores enfatizaram ainda a necessidade de apoio técnico contínuo, a implementação de melhores práticas de armazenamento e embalagem, e o acompanhamento do mercado, de forma a garantir rendimentos sustentáveis e reduzir as perdas durante a conservação da castanha.
Um grave acidente rodoviário em Namacurra, na província da Zambézia, deixou 11 feridos, dos quais sete em estado grave. O incidente ocorreu no domingo, quando um autocarro capotou após tentar realizar uma ultrapassagem irregular.
O comandante provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), Marino Muchanga, fez um apelo à prudência aos automobilistas, sublinhando a necessidade de uma condução cautelosa nas estradas da região. Em declarações proferidas durante o encerramento de um curso de reciclagem de agentes reguladores de trânsito, Muchanga expressou a sua preocupação face à crescente onda de acidentes que têm afectado a província.
O comandante enfatizou que a situação actual de sinistralidade deve ser uma preocupação colectiva, envolvendo não apenas as autoridades, mas também todos os condutores. Além disso, garantiu que a polícia permanecerá vigilante e firme na luta contra a indisciplina nas vias rodoviárias.
O Presidente Andry Rajoelina fez uma declaração contundente afirmando que o país enfrenta uma “tentativa ilegal e forçada de tomada do poder”.
A afirmação surge num contexto de crescente tensão na capital, onde um contingente de soldados uniu-se a milhares de manifestantes anti-governamentais.
Rajoelina, num comunicado divulgado à nação e à comunidade internacional, sublinhou que a situação em curso é “contrária à Constituição e aos princípios democráticos”. A sua posição é um reflexo dos tumultos nas ruas de Antananarivo, onde os cidadãos têm expressado a sua insatisfação e exigido mudanças no governo.
Os acontecimentos de ontem foram marcados pela presença de soldados malgaxes que se juntaram a uma massa de manifestantes, os quais pediam às forças de segurança que se recusassem a obedecer ordens de disparar sobre o povo. Os protestos surgiram em resposta a uma recente onda de repressão policial.
Antes de deixarem a base militar situada no distrito de Soanierana, os membros do Corpo do Exército de Pessoal e Serviços Administrativos e Técnicos (CAPSAT) fizeram um apelo à desobediência. Esta mesma base militar já tinha sido palco de uma rebelião em 2009, que culminou na ascensão ao poder do actual Presidente.
A Turquia e o continente africano estão prestes a impulsionar as suas relações económicas e comerciais com a realização da quinta edição do Fórum Empresarial e Económico Turquia-África (TABEF).
O evento, a decorrer nos dias 16 e 17 de Outubro em Istambul, é considerado o maior encontro de negócios entre estas duas regiões.
A iniciativa, organizada pelo Conselho de Relações Económicas Externas (DEİK) em colaboração com o Ministério do Comércio da República da Türkiye e a União Africana, reunirá mais de 4.000 empresários, líderes políticos e investidores. Entre os participantes notáveis estarão o Presidente da República da Türkiye, Recep Tayyip Erdoğan, e o Presidente da República de Angola e actual Presidente da União Africana, João Gonçalves Lourenço.
Nail Olpak, presidente do DEİK, realçou que o TABEF 2025 servirá como uma plataforma estratégica para aprofundar parcerias económicas e cimentar a visão de desenvolvimento mútuo entre a Turquia e África. A diplomacia económica da Turquia tem sido essencial para a diversificação do comércio internacional.
Sob o lema “Aproveitar as relações entre a Türkiye e África para ganhos mútuos”, o fórum incluirá discussões em sectores prioritários como agricultura e segurança alimentar, energias renováveis, transportes e logística, construção, mineração, indústria automóvel, têxtil, defesa e tecnologias digitais. Os dados de 2024 indicam que o comércio bilateral entre a Turquia e África ultrapassou 45 mil milhões de dólares, demonstrando um crescimento significativo nas relações comerciais.
O TABEF 2025 proporcionará painéis temáticos, reuniões bilaterais (B2B) e sessões de cooperação governo-empresa (B2G). Temas como segurança alimentar e produção sustentável, cooperação na aviação civil, produtos farmacêuticos e suprimentos médicos estarão em destaque, com foco também na criação de um centro logístico Turkia-África.
Um dos painéis mais esperados abordará o “Diálogo sobre Liderança e Empreendedorismo Feminino Turkia-África”. Este painel contará com a participação da Primeira-Dama da República da Türkiye, Emine Erdoğan, e da Primeira-Dama de Angola, Ana Afonso Dias Lourenço, que destacaram a importância do papel das mulheres na transformação económica e social.
No segundo dia, os intervenientes discutirão o financiamento das infraestruturas africanas, referindo-se ao modelo turco de construção-operar-transferir (BOT), assim como oportunidades de comércio digital e integração tecnológica entre produtores turcos e mercados africanos.
O encontro contará com a presença de ministros da Economia, Comércio e Finanças de diversos países africanos, além de representantes de importantes instituições financeiras como o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB) e a Afreximbank.
O DEİK enfatiza que este fórum será um “catalisador para projectos transformadores”, reforçando a necessidade de parcerias público-privadas e a integração das cadeias de valor regionais. Fuat Tosyalı, presidente coordenador dos Conselhos Empresariais Türkiye-África, afirmou que a cooperação económica pode ser um motor de prosperidade partilhada.
Com mais de 4.000 participantes registados, o TABEF 2025 promete consolidar Istambul como um importante ponto de interligação económica entre a Turquia e o continente africano, evidenciando o papel da diplomacia económica no desenvolvimento global.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor, Analista e Digitador de Dados para Gestão de Casos e HIV Pediátrico. Saiba mais.
A demolição de várias construções consideradas ilegais no bairro Chingodzi, na cidade de Tete, tem gerado agitação entre os moradores e as forças de segurança.
A acção, organizada pelo Conselho Municipal de Tete, visa a remoção de casas e estabelecimentos comerciais que, segundo as autoridades, foram erguidos em zonas proibidas.
As demolições abrangem também os bairros de Matundo e M’Padue, com especial foco no Chingodzi, onde vários empreendimentos comerciais foram destruídos por se encontrarem, alegadamente, dentro da faixa de protecção da Administração Nacional de Estradas (ANE) e sobre uma conduta de água da empresa Águas da Região Centro (ADRC).
Contudo, muitos moradores questionam as justificações apresentadas pela edilidade. Durante a acção, alguns residentes e proprietários tentaram impedir as demolições, lançando pedras contra as forças policiais, o que levou as autoridades a disparar para dispersar os manifestantes. O confronto resultou em feridos e detenções, intensificando a tensão no bairro.
O chefe da unidade Nhakhumbe, em declarações à TV Miramar, lamentou a intervenção das autoridades municipais, negando as alegações que sustentam as demolições e afirmando que nenhuma das bancas estava situada sobre a conduta de água ou dentro da faixa proibida.
As demolições resultaram na perda de fontes de rendimento para dezenas de famílias, contribuindo para o descontentamento crescente entre os residentes.
A Ordem dos Médicos de Moçambique (OrMM) tomou a decisão de anular os exames de certificação realizados por graduados do curso de Medicina da Universidade Lúrio (UniLúrio), citando “irregularidades graves” no processo de formação na Faculdade de Ciências de Saúde.
A comunicação oficial, feita em Setembro de 2024, resulta de uma missão de verificação que revelou a ausência de pautas, estágios incompletos e diversas falhas administrativas, incluindo docentes sem contrato e a escassez de aulas regulares desde 2021.
Com base nas irregularidades identificadas, a OrMM, conforme informações disponibilizadas pelo portal Ngani, declarou nulos os resultados dos exames realizados a 11 de Maio de 2024, suspendeu temporariamente a admissão de novos candidatos oriundos da UniLúrio e recomendou a criação de uma comissão de inquérito destinada a avaliar a qualidade do ensino médico naquela instituição.
Em resposta às preocupações levantadas, Fred Nelson, vice-reitor académico da UniLúrio, defendeu que a universidade “certifica apenas estudantes que cumpriram integralmente o plano de estudos” e reafirmou o compromisso da instituição em dialogar com a Ordem para esclarecer a situação. “Todos os graduados certificados pela Universidade Lúrio concluíram o seu percurso académico conforme o plano de estudos. A Ordem é que deve pronunciar-se sobre as suas decisões”, afirmou Nelson.
Enquanto a controvérsia se desenrola, os estudantes do sexto ano de Medicina enfrentam dificuldades adicionais, uma vez que aguardam há quatro meses o início do estágio profissional no Hospital Central de Nampula. Os alunos apontam que o atraso se deve à falta de fundos para os subsídios de estágio, uma responsabilidade atribuída ao Ministério das Finanças. Munira Abdoo, directora provincial de Saúde, confirmou o atraso, mas garantiu que as questões estão a ser resolvidas.
O vice-reitor acrescentou que o estágio “deve arrancar nos próximos dias” e atribuiu a situação a “um mal-entendido entre as partes envolvidas”. Apesar das garantias, os alunos expressam preocupação de que a interrupção prolongada possa comprometer a qualidade da sua formação.
O Secretário de Estado da província do Niassa, Silva Livone, solicitou uma revisão urgente dos preços do cimento praticados pela fábrica de Chimbunila.
O governante considera que os valores estão desajustados em relação ao custo real de produção e ao poder de compra das famílias locais.
Durante uma visita de trabalho à unidade fabril, inaugurada em Dezembro de 2024, Livone expressou a sua surpresa ao constatar que o cimento produzido no próprio distrito está a ser vendido na cidade de Lichinga a preços que variam entre 480 e 500 meticais por saco de 50 quilos. Estes valores são praticamente equivalentes aos preços praticados por fábricas localizadas em Nacala-Porto e Pemba, cujos custos de transporte são consideravelmente mais elevados.
“O cimento é fabricado aqui, com matéria-prima retirada do nosso solo. Não há razão para que o preço final seja tão elevado. É preciso rever esta tabela de preços, porque o produto deve servir o desenvolvimento da província e o bem-estar do nosso povo”, afirmou Livone.
A fábrica, que representa um investimento de 20 milhões de dólares em capitais chineses, possui uma capacidade instalada de 200 mil toneladas anuais, empregando actualmente 200 trabalhadores moçambicanos e 40 técnicos estrangeiros.
Juntamente com a questão do preço, o Secretário de Estado expressou preocupação relativamente aos níveis de poluição ambiental gerados pela actividade industrial. Durante a sua visita, Livone solicitou à direcção da empresa a implementação de medidas mais rigorosas para mitigar os impactos ambientais, garantindo assim o cumprimento das normas nacionais de segurança e sustentabilidade.
“Queremos investimentos que tragam benefícios reais para a província, mas que também respeitem a vida, a saúde e o ambiente. O desenvolvimento não pode ser feito à custa da qualidade do ar e do bem-estar das comunidades vizinhas”, concluiu o governante.
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