Pai da criança planeou o ataque, contratando cinco homens, por causa de uma batalha legal com a ex-companheira.
Um homem de 40 anos de idade foi condenado a uma pena de 16 anos de prisão por ter organizado “um monstruoso” ataque com ácido ao próprio filho, de três anos de idade, que ficou com queimaduras graves.
O ataque, sublinhe-se, aconteceu num centro comercial, em Julho do ano passado, na cidade de Worcester, no oeste da Inglaterra. A criança ficou com queimaduras na cara e nos braços.
O acusação, citada pela BBC, disse em tribunal que o homem, que não é identificado, contratou cinco pessoas para “fabricar” provas que desacreditassem a sua ex-mulher em tribunal, quando decorria uma batalha legal pela custódia da criança.
Os outros cinco suspeitos também foram condenados, na sequência de um julgamento que durava há seis semanas.
O presidente da câmara municipal de Worcester, Marc Bayliss, descreveu o ataque como um ato de “pura maldade”.
Recorde-se que o Reino Unido tem enfrentado um aumento no número de ataques com ácido nos últimos anos, particularmente em Londres.
O Ministério do Interior anunciou em Abril que pretende agravar a legislação, tornando a detenção de substâncias corrosivas em locais públicos uma ofensa criminal e proibindo a venda dessas substâncias a menores.
O advogado Willie Vermeleun acaba de revelar que Manuel Chang afirmou que quer ser extraditado para Moçambique e não para os Estados Unidos.
O juiz questionou se o facto de aceitar ir para Moçambique não será pelos benefícios que poderá ter por ser um deputado e antigo membro do Governo. O advogado respondeu que Manuel Chang disse que os Estados Unidos é um país estranho onde dificilmente pode conseguir estar em liberdade provisória, enquanto aguarda o desfecho do caso. Algo que em Moçambique pode acontecer.
O advogado defende que é preciso considerar o lugar, as datas onde os crimes foram cometidos e que Estado tem maior interesse de ver o caso julgado. Acrescentam que vai ser injusto se o tribunal decidir pela análise em separado.
Rebatendo os argumentos do Ministério Público segundo os quais a análise dos pedidos deve ser em separado, o advogado de defesa afirmou que o juiz não está amarrado a nenhum pedido, refere-se ao pedido dos EUA – e explicando que a análise pode ser em simultâneo.
Sobre extradição: MP insiste que análise dos pedidos deve ser em separado
O procurador J.J. Du Toit fez a entrega da notificação sobre a entrada do pedido de Moçambique, explicando que os dois pedidos foram, na verdade, assinados pelo Ministro da Justiça no mesmo dia. Entretanto o Ministério Público continua a defender que a análise dos pedidos de extradição deve ser feita por juízes diferentes.
O procurador colocava neste momento os seus argumentos, defendendo que pode ser o mesmo juiz a analisar os dois pedidos mas não pode ser ao mesmo tempo. Rebate ainda os argumentos da defesa segundo os quais já existe uma decisão tomada: “o ministro tem poder para mandar-nos parar com as audições, mas ele ainda não faz. Isso mostra que ainda não existe decisão tomada”.
Juiz recusa pedido do CIP para ser amigo do tribunal
O Tribunal de Kempton Park acaba de recusar o pedido do Centro de Integridade Pública para que a organização fosse amiga do Tribunal, defendendo a extradição de Manuel Chang para os Estados Unidos.
O juiz William Schutte explicou que este caso é diferente de outros com os quais a justiça já se deparou e o tribunal não pode atribuir-se poderes que a Constituição não permite. O advogado contratado pela organização da sociedade civil moçambicana defendia que de acordo com a Constituição o juiz podia autorizar tal pedido.
O Tribunal, disse o juiz, não tem direito de criar leis. A aplicação foi assim rejeitada, porque o Tribunal justifica que não tem direito de decidir sobre aquela matéria.
Agora, retoma-se a matéria da extradição.
Afinal CIP é que pede ser “amigo do tribunal” contra extradição para Maputo
Ao fim de duas horas de audição, ficamos a saber que afinal a firma Hogan Lovells não foi contratada pelo Fórum de Monitoria do Orçamento (FMO), mas sim pelo Centro de Integridade Pública (CIP). Um documento da firma de advogados, que fez um pedido, está em nossa posse e revela que o CIP é quem contratou aqueles serviços para defender a extradição de Manuel Chang para os Estados Unidos.
No pedido que surpreendeu a todos, desde a Embaixada de Moçambique, o Ministério Público e a defesa, o CIP pede o direito à intervenções e perguntas ao longo das audições, através de argumentos orais e escritos. Está contra a extradição para Moçambique, porque o pedido dos Estados Unidos deu entrada em primeiro lugar e, segundo explica, o pedido de Moçambique não preenche todos os requisitos exigidos.
Depois de um pequeno intervalo, a audição acaba de retomar. O juiz também já anunciou que o remetente do pedido é o CIP, na qualidade de uma Organização da Sociedade Civil que trabalha na luta contra a corrupção.
Sociedade Civil moçambicana quer aconselhar tribunal a negar pedido de extradição de Moçambique
Além dos advogados de Manuel Chang, estão hoje no Tribunal de Kempton Park advogados de uma firma sul-africana contratada pela Sociedade Civil moçambicana que está, neste momento, a pedir à justiça direito de palavra ao longo das audições sobre matérias ligadas a extradição para Moçambique.
A firma foi contratada pelas organizações que compõem o Fórum de Monitoria do Orçamento, que inclui organizações como Centro de Integridade Pública (CIP), Fundo para Desenvolvimento da Comunidade (FDC), dirigido por Graça Machel, entre outras. Na verdade, a Sociedade Civil quer ser uma espécie de amigo do Tribunal, “Friend-of-court”, uma figura que permite ter a palavra ao longo das audições: o objectivo de fundo fornecer informações que pode ajudar a mostrar que Manuel Chang não pode ser extraditado para Moçambique.
O advogado que representa a firma defende que, por força da Constituição da África do Sul, o juiz tem poderes para autorizar que eles apresentem o seu parecer sobre o processo. O Ministério Público, na voz do procurador J.J. Du Toit, diz que tem receios em relação ao pedido, mas revela que sequer recebeu um pedido com antecedência para que se pudesse analisar os argumentos.
A defesa do ex-ministro diz que o certo é que o Tribunal analise se tem direito de dar resposta ao pedido. E pela sua experiência, Willie Vermeleun defende que o juiz deve negar o pedido, porque não clarifica que poderes a Constituição dá a um tribunal de nível distrital para decidir sobre essas matérias. “Eles têm uma carta que defende que o senhor Chang deve ser extraditado para os Estados Unidos e não para Moçambique”.
Pedido de extradição de Moçambique já no Tribunal de Kempton Park
Acaba de arrancar a audição sobre a extradição do ex-ministro moçambicano das Finanças, Manuel Chang. A primeira novidade do dia de hoje é que o pedido de extradição de Moçambique foi recebido pelo Ministério de Justiça e foi emitido um mandato de captura contra Manuel Chang no dia 04 de Março passado a favor das autoridades moçambicanas.
Formalmente, as autoridades sul-africana detiveram hoje o deputado da Assembleia da República à pedido do seu país de origem que também pretende que responda por acusações levantadas no âmbito do processo 1/PGR/2015, instruído pela Procuradoria-Geral da República.
O representante do Ministério Público, J.J. Du Toit disse que caberá ao tribunal decidir sobre a análise dos dois pedidos em simultâneo ou não. Manuel Chang regressa ao banco dos réus para acompanhar debate sobre sua extradição.
Manuel Chang regressa ao banco dos réus para acompanhar debate sobre sua extradição
Arranca dentro de instantes mais uma audição em que o Tribunal de Kempton Park, em Joanesburgo, vai analisar a extradição de Manuel Chang.
Na última audição, havida no dia 26 de Fevereiro último, os advogados do ex-ministro das Finanças exigiram que a justiça analisasse em simultâneo os dois pedidos de extradição concorrentes, o de Moçambique e o dos Estados Unidos da América. O pedido de extradição dos americanos foi o primeiro a dar entrada no Ministério Público. E o de Moçambique ainda está a cumprir o protocolo exigido para que chegue às mãos do juiz.
A decisão sobre a autorização ou não para a análise em simultâneo ficou por ser decidida pelo Ministro da Justiça da África do Sul. Trata-se de uma questão para qual existirá, certamente, resposta assim que a audição iniciar.
Esta audição está mais concorrida que às outras,estando a sala repleta de pessoas que pretendem acompanhar por perto o processo. Os advogados e o Ministério Público já estão na sala. Falta chegar Manuel Chang e o juiz.
A justiça francesa condenou esta quinta-feira o cardeal Philippe Barbarin a seis meses de prisão com pena suspensa por não denunciar acusações de pedofilia contra um padre da sua diocese.
Na ausência do cardeal, Brigitte Verney, presidente do Tribunal Criminal de Lyon (centro-leste), “declarou-o culpado por não ter denunciado os maus tratos contra um menor entre 2014 e 2015”.
Philippe Barbarin e cinco outras pessoas são acusadas de não ter participado as agressões sexuais do padre Bernard Preynatum a um grupo de jovens escuteiros, respondendo agora em tribunal num processo de citação directa iniciado pelas vítimas.
Um caso bárbaro foi julgado em Warkwick, Reino Unido. Um pai foi condenado a 21 anos de prisão após estuprar a filha por três vezes.
Segundo a jovem, que se assumiu homossexual, disse que o homem a obrigava a fazer sexo com ele para mostrar que “transar com machos era bem melhor”. Na época do crime, ela tinha 16 anos.
O juiz do caso foi incisivo com o autor do crime. “Quando ela se assumiu gay e te contou, você reagiu mostrando uma raiva real e incontrolável e decidiu estuprá-la para mostrar que ela faria sexo melhor com um homem do que com uma mulher. O estupro envolve degradação e humilhação. O ato demonstra sua hostilidade por ela ser lésbica”, disse Andrew Lockhart, segundo o The Sun.
Além dos 21 anos de prisão, o homem será registrado como “abusador sexual”. “As vítimas nesse caso horrível mostraram uma incrível coragem para falar e assegurar que o abusador seria levado à Justiça. Esse caso mostra que os sobreviventes de abusos devem ser ouvidos, não importa há quanto tempo ocorreu”, concluiu o juiz. O estupro da jovem ocorreu no fim dos anos 1990.
Acaba de arrancar a audição sobre a extradição do ex-ministro moçambicano das Finanças, Manuel Chang. A primeira novidade do dia de hoje é que o pedido de extradição de Moçambique foi recebido pelo Ministério de Justiça e foi emitido um mandato de captura contra Manuel Chang no dia 04 de Março passado a favor das autoridades moçambicanas.
Formalmente, as autoridades sul-africana detiveram hoje o deputado da Assembleia da República à pedido do seu país de origem que também pretende que responda por acusações levantadas no âmbito do processo 1/PGR/2015, instruído pela Procuradoria-Geral da República.
O representante do Ministério Público, J.J. Du Toit disse que caberá ao tribunal decidir sobre a análise dos dois pedidos em simultâneo ou não. Manuel Chang regressa ao banco dos réus para acompanhar debate sobre sua extradição.
Manuel Chang regressa ao banco dos réus para acompanhar debate sobre sua extradição
Arranca dentro de instantes mais uma audição em que o Tribunal de Kempton Park, em Joanesburgo, vai analisar a extradição de Manuel Chang.
Na última audição, havida no dia 26 de Fevereiro último, os advogados do ex-ministro das Finanças exigiram que a justiça analisasse em simultâneo os dois pedidos de extradição concorrentes, o de Moçambique e o dos Estados Unidos da América. O pedido de extradição dos americanos foi o primeiro a dar entrada no Ministério Público. E o de Moçambique ainda está a cumprir o protocolo exigido para que chegue às mãos do juiz.
A decisão sobre a autorização ou não para a análise em simultâneo ficou por ser decidida pelo Ministro da Justiça da África do Sul. Trata-se de uma questão para qual existirá, certamente, resposta assim que a audição iniciar.
Esta audição está mais concorrida que às outras,estando a sala repleta de pessoas que pretendem acompanhar por perto o processo. Os advogados e o Ministério Público já estão na sala. Falta chegar Manuel Chang e o juiz.
Anna Zubko morreu seis meses depois de ter descoberto que o marido, alegadamente, asfixiou a filha até à morte depois de a ter violado.
A pequena Veronika, de seis anos, foi encontrada pendurada numa vedação com o seu brinquedo favorito agarrado ao pescoço.
Segundo o Metro UK, o seu pai, Yaroslav Oleinikov, de 28 anos, terá violado a filha por diversas vezes antes de a matar, deixando o seu corpo exposto no exterior da casa onde viviam, em Rostov-on-Don, na Rússia.
Anna nunca terá conseguido recuperar da tragédia havendo quem afirme que esta morreu “de tristeza”. A mulher terá entrado numa depressão profunda e não procurou ajuda médica, nem depois de ter contraído uma grave infecção pulmonar, que evoluiu para uma pneumonia.
A mulher tinha ainda outro filho, de três anos, que acabou por ser colocado num orfanato após a morte da irmã e Anna acabou por morrer.
Já Yaroslav continua sob custódia policial, sendo acusado de violação e homicídio. Aguarda sentença.
A chuva que continua a cair nos últimos três dias na Zambézia já desalojou 111 famílias no distrito de Nicoadala. As respectivas famílias estão a abandonar as suas casas para encontrar melhores abrigos. Algumas casas estão submersas e por consequência destruídas.
“As nossa casas já estão a cair, não temos sítio para cozinhar nem dormir”, desabafou uma das afectadas.
O governo distrital tem consciência do que está a acontecer e neste momento lança apelo às famílias a saírem para zonas seguras.
“Os nossos comités estão a apelar a população para abandonarem esses locais. Tinham seis famílias que estavam nesta zona foram abrigadas em casa dos seus familiares”, disse João Nhambessa, Administrador de Nicoadala.
Se a chuva continuar a cair, as autoridades dizem que o número das famílias afectadas poderá subir.
O antigo ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, volta hoje a tribunal, na África do Sul, para conhecer a decisão sobre o pedido de extradição para os Estados Unidos, onde é acusado de fraude internacional e branqueamento de capitais.
O juiz William J.J. Schutte, do tribunal de Kempton Park, arredores de Joanesburgo, deverá decidir hoje se o tribunal deve começar por analisar o pedido de extradição norte-americano, que foi o primeiro a dar entrada na justiça sul-africana, ou se deverá analisar conjuntamente ou depois, em separado, o segundo pedido concorrencial de extradição, apresentado por Moçambique em 04 de Fevereiro por via diplomática.
A equipa de advogados de Manuel Chang, liderada por Willie Vermeulen, argumentou, em Fevereiro, que “os dois pedidos concorrenciais deveriam ser analisados na mesma audição”.
Por seu lado, o procurador do Ministério Público da África do Sul, Johan Du Toit, considerou o pedido de Moçambique “prematuro”, salientando que não foi recebida ainda “toda a documentação completa” do processo, nomeadamente o mandado de captura de Manuel Chang emitido pela Justiça moçambicana.
“Quando este tribunal decidir sobre este pedido de extradição [norte-americano] e se a defesa não tiver nenhuma objecção, podemos novamente pedir a este tribunal que considere o pedido de Moçambique ou podemos ir a um terceiro magistrado que nunca lidou com o pedido de fiança ou com o pedido norte-americano para considerar de forma independente os factos neste caso”, declarou Johan Du Toit.
O deputado e antigo ministro das Finanças Manuel Chang encontra-se detido na África do Sul desde 29 de Dezembro de 2018 à luz de um mandado internacional emitido pela justiça dos Estados Unidos, que pede a sua extradição, no âmbito da sua investigação às dívidas ocultas em Moçambique.
Manuel Chang, 63 anos, que goza de imunidade por ser deputado do partido Frelimo, é acusado pela justiça norte-americana de conspiração para defraudar os EUA, conspiração para fraude electrónica, conspiração para fraude com valores mobiliários e branqueamento de capitais.
No âmbito do seu pedido de extradição, as autoridades moçambicanas terão acusado o antigo ministro das Finanças, em Moçambique, dos crimes de corrupção passiva para ato ilícito, branqueamento de capitais, burla por defraudação, abuso de cargo ou funções, peculato e violação da legalidade orçamental, segundo o pedido do Tribunal Supremo de Moçambique, no dia 25 de Janeiro, a solicitar ao parlamento a sua prisão preventiva.
A juíza sul-africana Sagra Subroyen, do tribunal de Kempton Park, recusou a 15 de Fevereiro o pedido de libertação sob caução de Manuel Chang, afirmando que “conceder a liberdade não seria no interesse da justiça e da sociedade”.
“Este caso tem um impacto significativo nas finanças de empresas, bancos, instituições públicas e sociedades”, vincou a magistrada ao proferir a leitura da sentença.
A magistrada salientou ainda que em caso de fuga de Manuel Chang para o seu país, “Moçambique não permite a extradição dos seus cidadãos”.
A juíza afirmou que o arguido é acusado pelos Estados Unidos de ter recebido 12 milhões de dólares em subornos – sete milhões pelo “sucesso” dos empréstimos para as empresas públicas Proíndicus e Ematum, e 5 milhões através de duas empresas-fachada em Espanha, e que “não conseguiu provar o motivo de tais transacções financeiras”.
“Deve explicar e apresentar provas a este tribunal de que as alegações são falsas”, salientou, questionando: “Como é que uma pessoa da sua estatura e grande intelecto não consegue sequer recordar os detalhes das visitas a Portugal, onde esteve dois meses antes de ser preso na África do Sul?”.
“Portugal e Espanha, onde se alega que os subornos foram pagos, são países vizinhos”, disse Subroyen.
A Lei de Extradição sul-africana de 1962 não prevê a extradição concorrencial pelo mesmo Estado sendo o caso considerado pelos advogados “único, na justiça da África do Sul”.
Manuel Chang foi ministro das Finanças de Moçambique durante a governação de Armando Guebuza, entre 2005 e 2015.
De acordo com a acusação norte-americana, Manuel Chang recebeu alegadamente milhões de dólares em subornos em troca de dívidas secretamente contraídas pelo Estado moçambicano, sem o conhecimento do parlamento, entre 2013 e 2014, de mais de dois mil milhões de dólares a favor de três empresas públicas criadas para o efeito em Moçambique.
A norte-americana Jordan Flake e sua filha Jackson foram expulsas de um voo da American Airlines, nos Estados Unidos, por portarem uma condição genética rara de pele chamada ictiose.
A doença causa erupções na pele, deixando-a seca e escamosa, o que levou um funcionário da companhia a pedir uma carta médica autorizando a viagem das duas. “Expliquei o que era e ele foi falar com a tripulação. Voltou e pediu desculpas, mas disse que não poderíamos embarcar”, escreveu Jordan em uma publicação do Facebook. O caso aconteceu na última quinta-feira (28).
A decisão de expulsá-la com a criança gerou transtornos. A American Airlines não conseguiu recuperar a bagagem das passageiras e ela precisou comprar mantimentos para a bebê e algumas roupas para usarem no dia seguinte. “Nunca fui tão humilhada na minha vida”, desabafou na rede social.
O antigo ministro dos Transportes e Comunicações Paulo Zucula admitiu ontem, ter autorizado o aumento de subsídios aos membros do Conselho de Administração do Instituto de Aviação Civil de Moçambique (ICAM) sem o parecer do Ministério das Finanças.
Contudo, Paulo Zucula, acusado de crimes de pagamento de remunerações indevidas no valor de mais de dois milhões e 250 mil meticais, negou em juízo que competia a si, na qualidade de ministro, colher o parecer do seu homólogo das Finanças para viabilizar o pedido de aumento de subsídios.
No entender do antigo titular da pasta dos Transportes e Comunicações, cabia, sim, ao Conselho de Administração e ao Conselho Fiscal do IACM tramitar o expediente de modo a obter o parecer conjunto.
Esta explicação foi dada ontem no julgamento no Tribunal Judicial do Distrito Nhlamankulu, onde Paulo Zucula foi ouvido com mais três co-rés neste processo acusado em 2017 pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC).
Na ocasião, o presidente do Conselho de Administração do IACM, Aníbal Manuel, que apresentou a proposta e que é arrolado no processo como declarante, auferia 2000 dólares, mas viu incrementado o seu subsídio para 4000 dólares. Os restantes membros do Conselho de Administração, nomeadamente Conceita Sortane, Teresa Jeremias, Heitor Vasco e Francisco Rodolfo, bem como os membros do Conselho Fiscal Zeca Morgado, Natércia Tivane e Manuel Matavele, que auferiam cada um 1500 dólares, passaram a ganhar 3 mil dólares à luz da proposta.
Zucula explicou que o expediente com a proposta destes aumentos já vinha preparado e trabalhado pelo IACM simplesmente para ele assinar, daí que a responsabilidade de solicitar o parecer conjunto ao ministro das Finanças não era sua.
“Se é que há um erro, esse não é meu. Quem me induziu em erro foi o IACM. Não sabia que estava a agir errado e só fiquei a saber disso quando, há quatro anos, fui chamado pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção para responder neste processo. Contudo, sabia que o ministro das Finanças devia autorizar, mas essa responsabilidade de encaminhar o documento não era minha, mais sim do Conselho de Administração do IACM. Exerci apenas a minha parte de autorizar. A minha assinatura era necessária, mas não suficiente para viabilizar os pagamentos, visto que carecia do parecer do ministro das Finanças. Não era minha obrigação cuidar disso”, defendeu-se Paulo Zucula.
Entretanto, ouvido como declarante, o antigo presidente do Conselho de Administração do IACM Aníbal Samuel desmentiu o ex-ministro Paulo Zucula dizendo que era da sua competência remeter o expediente ao ministro das Finanças para um parecer, à semelhança do que acontecera na primeira vez que foram fixados os subsídios.
“Dessa vez, o seu antecessor, o ministro António Munguambe, submeteu a proposta ao ministro das Finanças e só depois disso é que autorizou o pagamento. O ministro Zucula devia aprovar depois de ouvir o ministro das Finanças, mas não o fez”, disse o antigo PCA do IACM.
A juíza do caso, Zvika Cossa, marcou a sentença para o dia 25 de Março corrente.
O cantor americano R. Kelly, que enfrenta um processo judicial após ser acusado de abusar de menores de idade, foi preso na quarta-feira (06) por não pagar a pensão alimentícia de um de seus três filhos.
O artista está sob a custódia da polícia do condado de Cook e deve permanecer devido até a próxima audiência do caso, segundo o jornal “USA Today”. A dívida do cantor é de US$ 161 mil.
No estado de Illinois, onde Kelly foi preso, dever mais de US$ 20 mil em pensão alimentícia representa um crime punido com prisão.
Kelly foi preso recentemente após ser denunciado de ter cometido abuso sexual por três pessoas, totalizando dez acusações. Caso condenado, ele pode pegar de três a sete ano de reclusão por cada uma delas. O cantor responde em liberdade após pagar fiança.
O músico afirmou ser inocente. No entanto, a acusação entregou ao juiz do caso um vídeo no qual Kelly é gravado em uma relação sexual com uma das vítimas, que era menor de idade na ocasião.
Nas últimas semanas, o caso voltou a ganhar os jornais devido à exibição de um documentário pelo canal “Lifetime”, que contava a história dos abusos supostamente cometidos por ele.
Poucas horas antes de ser preso hoje, Kelly concedeu entrevista à emissora “CBS” e voltou a negar as acusações. Além disso, afirmou que o documentário mostra uma versão distorcida dos fatos.
“Se você assistir ao documento, o que eu tenho certeza que você fez, todo mundo diz algo ruim de mim, ninguém diz nada de bom. Me pintam como um Lúcifer. Não sou Lúcifer, sou um homem. Cometo erros, mas não sou um demónio, não sou um mostro”, disse o cantor.
Pelo menos uma pessoa morreu e outras 25 ficaram feridas hoje após a explosão de uma granada numa paragem de autocarros em Jammu, no norte da Índia, segundo um balanço actualizado das autoridades indianas.
A detonação da granada ocorreu na manhã de hoje numa paragem de autocarros em Jammu, a capital de inverno do estado indiano de Jammu e Caxemira, declarou o inspector-geral da polícia local, M.K. Sinha.
O balanço anterior das autoridades locais apontava para 18 pessoas feridas após a explosão.
O inspector-geral da polícia local afirmou, em declarações anteriores à imprensa, que ainda é cedo para tirar conclusões sobre quem está por detrás do ataque, embora tenha acrescentado que “a intenção é sempre de perturbar a comunidade e a harmonia”.
Um porta-voz da polícia de Jammu, que pediu anonimato, disse à agência de notícias EFE que 26 pessoas ficaram feridas no ataque, mas pouco depois uma fonte do hospitalar confirmou que um dos feridos havia morrido.
“Recebemos quatro pessoas gravemente feridas no Hospital Universitário de Jammu e uma delas morreu devido aos ferimentos”, declarou a autoridade de saúde, que preferiu permanecer anónima.
Uma operação foi lançada para capturar os possíveis culpados, referiu a polícia, sem fornecer mais detalhes. Nenhum grupo rebelde reivindicou ainda a responsabilidade pelo ataque.
Este ataque ocorreu num momento de particular tensão nessa região indiana.
A 14 de Fevereiro, um ataque a bomba contra um comboio das forças de segurança na Caxemira indiana matou 42 polícias.
Esse ataque de Fevereiro foi reivindicado pelo grupo paquistanês Jaish-e-Mohammed (JEM), o que provocou posteriormente um bombardeamento indiano a um dos seus acampamentos no Paquistão, levando a uma grave crise entre Islamabad e Nova Deli.
O Paquistão respondeu ao bombardeamento com uma acção semelhante, dando origem a um combate aéreo no qual dois caças foram abatidos e um piloto indiano foi capturado.
No entanto, na sexta-feira passada, num primeiro “gesto de paz”, Islamabad devolveu o piloto e apelou ao diálogo com o objectivo de diminuir a tensão na região.
Na terça-feira, foi anunciada a detenção de quase meia centena de membros de grupos extremistas no Paquistão.
A Índia sempre acusou o Paquistão de apoiar no seu território grupos terroristas que ameaçam a Índia e que procuram a independência da Caxemira indiana ou a sua incorporação ao Paquistão.
Na segunda-feira era esperado na Procuradoria-geral da República (PGR), onde iria ser ouvido em sessão de acareação com Ângela Leão, outra arguida do processo das dívidas ocultas.
Mas Fabião Salvador Mabunda não compareceu ao edifício 121 da avenida Vladimir Lenine, forçando a PGR a adiar a confrontação. E aquela não era a primeira vez que tal acontecia, por isso o arguido que recebeu milhões de dólares transferidos directamente da Privinvest para a sua empresa de construção civil era dado como fugitivo.
Mas, afinal, Fabião Mabunda nunca fugiu da justiça. Uma fonte próxima ao arguido explicou ao jornal O País que Mabunda estava a ser pressionado para fugir e assim evitar a acareação com Ângela Leão, a arguida descrita como sendo a verdadeira beneficiária do dinheiro das dívidas ocultas transferido para a empresa do arguido.
Aliás, Mabunda terá usado parte do dinheiro transferido pela Privinvest (a distribuidora dos subornos das dívidas ocultas) para construir duas mansões supostamente da família Leão: uma no posto administrativo da Matola Rio, em Boane, e outra na Costa do Sol, um dos bairros da elite da capital.
E foi com o objectivo de evitar revelações como estas que Mabunda terá sido pressionado a fugir da justiça e com isso fazer desaparecer qualquer nexo de causalidade entre as transferências da Privinvest e as casas supostamente compradas por Inês Leão, arguida e esposa de Gregório Leão, o antigo director do SISE que também está detido no âmbito do mesmo processo.
A nossa fonte conta que o próprio arguido estranhava o facto de ser descrito na imprensa como “fugitivo”, quando ele nunca recebia em sua residência notificações para se apresentar à Procuradoria-geral da República. “Mabunda nunca foi notificado para se apresentar na PGR, quer através de telemóvel, quer através de um oficial na sua residência, mas ele acompanhava notícias segundo as quais era esperado na PGR para uma acareação com Ângela Leão”, contou.
Seguindo o conselho de pessoas próximas, Mabunda contratou um novo advogado (Alcides Sitoe) que tratou de escrever à PGR a explicar que o seu constituinte nunca fugiu e sempre esteve disposto a colaborar com a justiça. Em reacção, o Ministério Público promoveu a sua prisão preventiva que foi concretizada na tarde de ontem. Um dos objectivos da detenção de Mabunda é garantir a realização da tão aguardada acareação com Ângela Leão, uma confrontação vista nos corredores da PGR como sendo essencial para a promoção da prisão preventiva contra a esposa do antigo “boss” da secreta moçambicana.
Fabião Mabunda é o 10º arguido que está em prisão preventiva, de um total de 21 arrolados no processo 1/PGR/2015. Na sua página do facebook, Fabião Salvador Mabunda é tratado como engenheiro e ele escreve que estudou na Universidade Eduardo Mondlane. Ainda no “status”, consta que trabalhou para a gigante de construção civil S&B Construções (actual S&S Construções), provavelmente antes de registar a sua construtora M Moçambique, empresa receptora dos subornos das dívidas ocultas. Sua última publicação no facebook data de 20 de Agosto de 2018, onde aparece numa fotografia ao lado de Joaquim Chissano, antigo Presidente da República.
A Save the Children Internacional (SCI) pretende recrutar quatro (4) Oficiais Distritais de Emponderamento de Adolescentes – Projecto NORAD. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Enfermeira Geral de SMI. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI) está a recrutar um (1) Coordenador Sénior de Operações de Saúde Sexual e Reprodutiva do Projecto Ngumi. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Logística e Procurement. Saiba mais.
O Centro Médico e de Treinamento em Segurança e Saúde (CMTSS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um(a) Médico(a) de Clínica Geral. Saiba mais.
A Cooperação Alemã através da GIZ pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor Nacional para Melhoria da Qualidade de Educação nas Instituições da Educação Profissional da Rede Salesiana. Saiba mais.
A GIZ pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Estagiários, sendo um na área de Gestão de Recursos Humanos e o segundo na área de Administração e Logística. Saiba mais.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) pretende recrutar para seu quadro de pessoal um (1) Oficial Nacional do Projecto – Educação e Saúde Sexual e Reprodutiva (SRHR). Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Derre pretende recrutar sessenta e seis (66) Docentes N4, na especialidade de Inglês. Saiba mais.
A Cimento Nacional, entidade ligada ao ramo de industrial de fabrico de cimento, sediada em Maputo, pretende no âmbito da sua política de valorização da mão-de-obra em Moçambique, recrutar Mecânicos de Automóveis. Saiba mais.
A Cimento Nacional, entidade ligada ao ramo de industrial de fabrico de cimento, sediada em Maputo, pretende no âmbito da sua política de valorização da mão-de-obra em Moçambique, recrutar Electricistas-Auto. Saiba mais.
A Cimento Nacional, entidade ligada ao ramo de industrial de fabrico de cimento, sediada em Maputo, pretende no âmbito da sua política de valorização da mão-de-obra em Moçambique, recrutar Soldadores Industriais. Saiba mais.
A Autoridade Tributária de Moçambique lançou trezentas e trinta e sete (337) vagas para Estágios Pré-Profissionais Curriculares, para o período compreendido entre Abril a Junho de 2019, para todo o país. São elegíveis para este estágio, estudantes finalistas do ensino técnico médio e universitário. Saiba mais.
Um cidadão de 51 anos da idade, cuja identidade não apuramos, está a ver o sol aos quadradinhos desde semana passada nas celas do comando distrital de Chibuto, província de Gaza, acusado de posse ilegal de duas armas de fogo.
Segundo a comandante da Policia da Republica de Moçambique (PRM), no distrito de Chibuto, Francisca Ramos, citada pela Rádio Comunitária de Chibuto, o indiciado foi interceptado por agentes da corporação no distrito de Chókwè.
Na altura, o visado, que se fazia transportar numa viatura, tentou se pôr em fuga, tendo sido neutralizado após uma perseguição encetada pelos membros da corporação.
“A operação culminou com a apreensão de duas armas de fogos, sendo uma no local e a outra no posto administrativo de Alto-Changane, em Chibuto”, disse.
A fonte Informou que foi elaborado um auto, devendo o processo seguir os trâmites legais.
A selecção moçambicana de futebol seguiu para a cidade sul-africana de Pretória, onde dará início o estágio de 17 dias, tendo em vista a preparação para a partida frente a Guiné-Bissau inserida na sexta e última jornada do grupo K de qualificação para o Campeonato Africano das Nações (CAN)-Egito 2019.
O desafio diante dos Djurtus, decisivo para o apuramento ao CAN, começa a ser preparado apenas com os jogadores que actuam no campeonato moçambicano, devendo os que jogam no estrangeiro juntarem-se ao grupo de trabalho no dia 14 de Março.
Em Pretória, os Mambas têm programado treinos de conjunto até ao 21 , seguindo depois para Bissau. Moçambique ocupa o 3º lugar no grupo K contabilizando 7 pontos. A Guiné-Bissau e Namíbia somam 8 , enquanto a Zâmbia, já arredado da corrida ao CAN, é último com 4.
Para estar na maior prova de futebol do continente africano, a equipa treinada por Abel Xavier está obrigada a vencer.
Iniciou no Tribunal Supremo a audição do cidadão paquistanês procurado pela justiça norte-americana por crimes de tráfico de drogas. O juiz conselheiro que dirige o processo deu cinco dias à defesa para apresentar argumentos contra a extradição.
Eram 10H27 minutos quando a viatura do Serviço Nacional Penitenciário chegava ao Tribunal Supremo, transportando Tanveer Ahmed, o cidadão paquistanês procurado pela justiça norte-americana para responder por crimes de tráfico de drogas.
Sob protecção de agentes especiais do Serviço Penitenciário, Tanveer Ahmed foi conduzido para a sala de audições da secção criminal do Tribunal Supremo, onde já era aguardado pelo seu advogado Floride Macuácua.
Quando os juízes conselheiros da secção criminal e o representante do Ministério Público entraram na sala, a imprensa foi proibida de captar as imagens da audição.
Mas a Stv acompanhou a sessão, que iniciou com o juiz Luís Mondlane a conferir a identidade e o local de residência de Tanveer Ahmed em Moçambique, tudo para verificar se se tratava da mesma pessoa requerida por um tribunal do Estado norte-americano do Texas.
Respondendo às perguntas do tribunal, o cidadão paquistanês disse que não tinha conhecimento de que era procurado pela INTERPOL e contestou o pedido de extradição para os Estados Unidos da América.
Representado pela procuradora-geral adjunta, o Ministério Público defendeu que estão reunidos todos os pressupostos para que o pedido de extradição para os Estados Unidos seja considerado. Amabélia Chuquela disse que os crimes de que Tanveer Ahmed é chamado a responder no Estado do Texas são igualmente punidos em Moçambique, além de que há indícios de que o reclamado é autor dos crimes de que é acusado.
Por sua vez, a defesa pediu que fosse concedida liberdade provisória ao paquistanês, mas o pedido este contestado pelo Ministério Público.
No fim da audição, o juiz presidente da secção criminal solicitou que no prazo de 72 horas fosse solicitada ao Serviço Nacional de Migração toda informação referente à situação actual do cidadão paquistanês em Moçambique.
Luís Mondlane deu à defesa cinco dias para apresentar os fundamentos da oposição contra a extradição.
Tanveer Ahmed vai aguardar a decisão do Tribunal Supremo na BO de Maputo, local para onde foi conduzido depois de ser transferido da Cadeia de Mieze, em Cabo Delgado. Absolvido por um tribunal de Pemba num caso de tráfico de drogas, o cidadão paquistanês foi capturado na mesma cidade no dia 10 de Janeiro, na sequência do pedido de extradição da justiça norte-americana.
A mãe do futebolista nigeriano Samuel Kalu, que alinha nos franceses do Bordéus, foi libertada após ter sido sequestrada em 27 de Fevereiro, no sudeste da Nigéria.
“Ela foi libertada perto da meia-noite de segunda-feira e já pôde reencontrar-se com os seus próximos”, disse Godfrey Ogbona, porta-voz da polícia local à agência noticiosa AFP.
Ozuruonye Juliet Kalu tinha sido sequestrada no estado de Abia, onde os raptos são um crime frequente, quando seguia na sua viatura, no regresso a casa.
Segundo a imprensa nigeriana, os autores do rapto reclamavam o pagamento de cerca de 15 milhões de nairas (cerca de 35 mil euros), mas a polícia não confirmou à AFP se este montante foi pago.
“Os sequestradores exigiram inicialmente um resgate de três milhões de nairas. Fizemos esse pagamento e garantiram que iam libertá-la, mas isso nunca aconteceu”, explicou esta terça-feira Samuel Kalu, em declarações à imprensa nigeriana, antes de saber da libertação da mãe.
O avançado afirmou que depois desse primeiro pagamento nunca chegou a ver a mãe e que, mais tarde, voltou a ser contactado pelos raptores, que “exigiam o pagamento de 15 milhões de nairas”.
Este não é o primeiro caso de sequestro de familiares de desportistas nigerianos. Durante o Mundial2018, o pai de Obi Mikel, o capitão da selecção, foi sequestrado, pouco antes do encontro das “Super Àguias” com a Argentina.
O pai do jogador acabou por ser libertado dias depois, após um confronto armado entre a polícia e os sequestradores.
Continua a dar que falar a nomeação de parentes de dirigentes da Renamo a nível do Conselho Autárquico de Nampula. Uma das nomeações mais sonantes é a de Osvaldo Ossufo Momade, um dos filhos do líder do principal partido da oposição no país, para Vereador da Promoção Económica, um dos sectores vitais da edilidade, por este ser a fonte de colecta de fundos, na sua maioria, nos estabelecimentos comerciais.
Alguns cidadãos consideram que as nomeações têm a ver com a ligação partidária, uma vez que, segundo eles, existem muitos outros jovens na sociedade civil e que, se o edil optasse por um deles, estaria a fazer valer a inclusão no espírito e na letra.
André José é um desses cidadãos e afirma aos microfones da DW África que “no passado criticavam a Frelimo, que estava a colocar familiares na administração”. “Agora com a tomada de posse da Renamo nesta cidade, estamos a ver o mesmo problema. Isso já não pode ser. Há muitos outros cidadãos da sociedade civil que estão interessados em também ajudar no desenvolvimento da cidade de Nampula”, lamentou.
Várias críticas a Vahanle
Paulo Vahanle, edil de Nampula, já ouviu várias críticas, mas em declarações à DW-Africa minimizou-as afirmando que a nomeação do jovem vereador não tem nada a ver com o facto do seu pai ser líder do partido de que é membro. O edil justifica que foi mesmo pela competência do jovem, uma vez que o mesmo não é novo na gestão da coisa pública.
“Ele [Osvaldo Ossufo Momade] é funcionário do Conselho Municipal [desde que o edil ganhou as eleições intercalares no ano passado] antes do pai ser eleito presidente do partido. É um licenciado e tem suas competências, portanto foi indicado por mim para ocupar o cargo de vereador de Mercados e Feiras [Promoção Económica]'”, disse Vahanle.
O edil entende que as críticas visam desmotivar o trabalho do seu governo municipal e aproveitou, também, para criticar os filhos de dirigentes de outros partidos, sobretudo da Frelimo, que, segundo ele, enriquecem do dia para noite sem nunca terem trabalhado.
“Nós, na Renamo, aos nossos filhos ensinamos a trabalhar, suar para ganhar o pão. O que é triste e incompreensível é ser filho de um dirigente, comprar edifícios luxuosos no estrangeiro sem terem trabalhado na vida… Esse que é o grande problema”, destacou.
Genro nomeado como vereador
Além do caso de Osvaldo Ossufo Momade, critica-se igualmente Paulo Vahanle por ter nomeado o genro para vereador de Institucional, Desenvolvimento e Cooperação, além de um dos seus filhos para chefe de sector. Vahanle, porém, diz que isso não é verdade.
Alguns analistas consideram que a nomeação de Osvaldo Ossufo Momade não se trata de nepotismo e até estão convencidos da sua competência, uma vez que antes de ascender as funções de vereador já foi, durante um curto tempo de governação de Paulo Vahanle, director de Mercados e Feiras.
“Nesse curto tempo [de governação da Renamo, depois das eleições intercalares] ele mostrou competência. Agora quando ganha novamente eleições e forma o seu governo nomeando o filho de Ossufo Momade como vereador, ele é criticado. Todos os vereadores são filhos de dirigentes? Penso que não, mas sim são membros da Renamo que mostraram competência, isso até porque é bom para evitar ver filhos de dirigentes milionários sem trabalhar no Estado”, avalia o analista Arlindo Murririua, ouvido pela DW África.
Osvaldo Ossufo Momade, recorde-se, antes de entrar para o Conselho Municipal, depois da tomada de posse de Paulo Vahanle a 18 de Abril de 2018, foi membro sénior da Renamo com mais de 25 anos de militância e desempenhara várias funções dentro do partido e da ala juvenil da Renamo em Nampula.
O Ministério da Educação e Cultura (MEC) de Moçambique anunciou a retirada de manuais escolares de distribuição gratuita encontrados em estabelecimentos de ensino particular.
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O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve um agente das Alfândegas de Moçambique no âmbito das investigações sobre a apreensão de 3,7 toneladas...