Joaquim Chissano diz que a paz em Moçambique está longe de ser consolidada apesar dos avanços alcançados. A fraca participação e inclusão dos moçambicanos pode comprometer a sua construção. Chissano falava hoje em Maputo, durante o diálogo de alto nível sobre democracia e desenvolvimento económico no país.
Falando para uma plateia composta por figuras de vários extractos sociais desde nacionais e estrangeiros, o antigo presidente da república Joaquim Chissano, na qualidade de orador principal de um debate sobre governação democrática e desenvolvimento económico sustentável em Moçambique lembrou os desafios enfrentados para o alcance da paz no país, tendo em seguida referido que a paz, a democracia e desenvolvimento são elementos que não podem ser dissociados.
Chissano defendeu ainda que as políticas públicas são fundamentais para um melhor relacionamento entre o povo. Aliás, no seu entender, a paz vai além do calar das armas.
O evento tinha como principal objectivo promover discussões construtivas que permitam forjar perspectivas, a longo prazo para melhorar o desenvolvimento nacional.
O antigo Presidente egípcio Mohamed Morsi, que morreu na segunda-feira em tribunal, foi enterrado ontem, no Cairo numa cerimónia discreta e sob alta vigilância, depois de ter passado seis anos na prisão.
Algumas organizações de defesa dos direitos humanos pediram a realização de um inquérito sobre a morte do ex-presidente, de 67 anos, detido desde a sua destituição, em Julho de 2013, por Abdel Fattah al-Sissi, na altura líder do exército e actualmente presidente do Egito.
A imprensa egípcia relata hoje o acontecimento de forma minimalista e alguns jornais nem sequer mencionam que Mohamed Morsi foi chefe do Estado durante um ano, entre 2012 e 2013.
Morsi morreu durante uma sessão em tribunal, onde estava a ser julgado por “espionagem”, tendo desmaiado quando estava a falar há 20 minutos de forma enérgica, relatou a televisão estatal.
“Foi transportado para o hospital, onde morreu”, disse uma fonte judicial citada pela cadeia televisiva Al-Jazeera.
Morsi tornou-se o primeiro Presidente democraticamente eleito do Egito em 2012, após a rebelião da Primavera Árabe em 2011 que terminou com o regime autocrático do Presidente Hosni Mubarak, no poder há 30 anos.
Em Julho de 2013 foi deposto, na sequência de protestos massivos e um golpe de Estado militar.
O funeral foi feito durante a noite, num bairro cercado pela polícia, que verificou todos os veículos que passaram nas proximidades.
Nenhum jornalista pode aceder ao cemitério, situado perto do local onde, em Agosto de 2013, um confronto violento entre as forças de segurança e partidários de Mohamed Morsi causou cerca de 800 mortos.
O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, foi o primeiro dirigente a reagir à morte de Morsi, com quem manteve laços muito próximos durante a sua breve presidência.
“Que Alá conceda ao nosso mártir, ao nosso irmão Morsi, a sua misericórdia. Que a alma do nosso mártir descanse em paz”, declarou Erdogan, responsabilizando “os tiranos que o conduziram à morte ao metendo-o na prisão e ameaçando executá-lo”.
A Amnistia Internacional defendeu ainda na segunda-feira que a morte de Morsi “levanta sérias questões” e pediu “uma investigação imparcial, completa e transparente sobre as circunstâncias da sua morte, assim como as condições da sua detenção e o seu acesso a cuidados médicos”.
Também na segunda-feira, a organização não-governamental Human Rights Watch pediu uma investigação sobre o acesso à assistência médica e aos alegados maus tratos sofridos ao longo dos anos por parte do ex-presidente do Egito.
O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, cuja próxima sessão começa em 24 de Junho, deve estabelecer uma investigação sobre as graves violações aos direitos humanos no Egito, incluindo os maus-tratos generalizados nas prisões do país e sobre a morte de Morsi, apontou a Human Rights Watch (HRW) em comunicado.
O movimento islâmico palestiniano Hamas — que nasceu a partir da organização Irmãos Muçulmanos – também se pronunciou na segunda-feira, referindo estar de luto.
“Lamentamos o ex-Presidente egípcio Mohamed Morsi, que morreu segunda-feira à noite depois de uma longa luta ao serviço do Egito, do povo e especialmente da causa palestiniana”, declarou o Hamas em comunicado.
A organização Irmãos Muçulmanos acusou as autoridades egípcias de terem levado a cabo um “assassínio lento” e assegurou que Morsi vivia em muito más condições desde que foi preso, em 2013.
Nampula, a província mais populosa de Moçambique volta a conquistar uma popularidade anormal: o assassinato de albinos.
O fenómeno não é novo, mas nos últimos três anos quase que não se ouvia falar. Agora, os criminosos voltaram à carga, sem dó, nem piedade, não escolhem o sexo, nem idade. A única condição para ser elegível a um rapto e assassinato brutal é ter problemas de pigmentação da pele, vulgarmente conhecido por albinismo.
O caso mais recente deu-se em Maio findo no distrito de Murrupula, a pouco mais de 70 km da cidade de Nampula. Os detalhes da cena do crime revelam frieza dos dois assassinos e até desprezo pela vida humana. Tratava-se de um dia de chuva. Temendo que a casa de construção precária pudesse desabar, os avós da Carmen Paulo, 12 anos de idade, decidiram que a família devia dormir do lado de fora, numa espécie de alpendre feito de estacas com cobertura de capim.
Longe de desconfiar que a netinha estava na mira dos criminosos, que encontrarem naquela cena a oportunidade certa para porem em prática o seu plano. Tudo indica que naquela noite estavam escondidos na mata densa que circunda a casa, de tal forma que à calada da noite carregaram na menina como se de um animal qualquer se tratasse, correram pela mata adentro e com golpes de faca no pescoço acabaram com a vida dela.
Em plena noite de chuva a população mobilizou-se em pouco tempo, seguiu a direcção que os dois homens tinham tomado e conseguiram neutralizar um deles, só que o pior já tinha acontecido. “No dia em que mataram a criança conseguimos apanhar um e entregamos à polícia, depois foi encontrado o segundo. O corpo tinham deixado da margem do rio, a cerca de 4 km”, lembra António Terenha, avô da malograda.
Um dos implicados aceitou falar ao nosso jornal, tendo dado detalhes que evidenciam que aquela não era a primeira participação num crime de assassinato de albinos para fins de tráfico de órgãos humanos.
“Declarei que revendi no Malawi para um (indivíduo) da Zâmbia a dois milhões e setecentos mil meticais”. Não deu pormenores do tal comprador e muito menos que órgãos humanos vendeu nessa ocasião. Aliás, conseguir essa confissão é a grande missão que os investigadores do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) têm neste momento, porque, como disse o procurador provincial, Nazimo Mussá, “a forma como eles agem leva a crer que é o mesmo grupo”. Neste caso, o magistrado do Ministério Público estabelecia um paralelismo com o segundo caso registado este ano, em Março, em que uma criança albina de seis anos de idade foi sequestrada no distrito de Larde, e até hoje não há rastros do seu paradeiro.
Quem são os operativos? São moçambicanos. Os mandantes? – desconhecidos! O que procuram? Estas perguntas seguramente que fazem parte das directório de investigação dos operativos do SERNIC destacados para seguir todos os vestígios possíveis que possam conduzir ao desmantelamento da rede que actua em Nampula.
Entretanto, parte da resposta da última pergunta conseguimos encontrar quando com exclusividade entrevistamos dois homens, um de 33, o outro de 47 anos de idade, que há quatro anos estão no Estabelecimento Penitenciário Regional de Nampula a cumprir uma pena de 40 anos prisão maior por terem participado do assassinato de Alfane Amisse em Setembro de 2015, na localidade de Topuito, distrito de Moma.
Na altura, as imagens postas a circular de um ser humano esquartejado chocaram o mundo.
“Ele disse que era para vender os ossos desse albino”, avançou um dos nossos entrevistados, vestido de rouba laranja de reclusão.
Trata-se de um curandeiro que terá sido contactado por um homem identificado por Evaristo, inicialmente para supostamente o tratar a hérnia de que padecia. “Disse que foi mandado com o patrão dele. Não conheço esse tal patrão dele. Não sei se é moçambicano ou estrangeiro porque não lhe vi”.
Todavia, aliciado por um valor total de dez milhões de meticais para uma divisão a cinco, o curandeiro trocou a medicina tradicional pelo crime e ajudou a carregar o corpo do albino, depois de ter sido executado por Evaristo em plena via pública, por volta das 17 horas do dia 16 de Setembro de 2015.
A ideia era enterrar o corpo numa mata para depois da decomposição exumarem as ossadas para alimentar o negócio obscuro que vinca em muitas tradições, sobretudo nos países vizinhos onde se acredita que um tratamento mágico com partes do corpo de um albino ajuda a dar sorte na vida, enriquecimento ou outro tipo de curas.
Essas crenças estão tao enraizadas que só no Estabelecimento Penitenciário Regional de Nampula soubemos que há outros condenados em quatro processos a penas que variam de 22 a 38 anos de prisão de consumação e tentativa de venda
de partes do corpo de pessoas com albinismo.
“Temos até casos de parentes que cortaram cabelo do filho e entregaram alguém para procurar clientes”, confidenciou-nos um agente da guarda prisional que foram destacado pela direcção daquela cadeia para acompanhar a nossa presença no dia da entrevista com os dois reclusos.
MP “reabre” investigação do caso do albino desaparecido em 2014
Auxílio Augusto desapareceu no dia 17 de Dezembro de 2014 quando tinha 21 anos de idade. Pedro Augusto foi o último a ver o irmão a sair de casa para nunca mais voltar.
“Nós sempre conversávamos, mas naquele dia parecia que estávamos a nos despedir. À hora que ele saiu não nos falamos, só nos olhamos e saiu para o sítio onde tinha o encontro marcado”.
Auxilio terá sido aliciado por alguém que o prometeu uma vaga de emprego. O encontro com o suposto aliciador foi logo cedo. Uma hora depois, o mesmo ligou para a vítima sugerindo que o entregasse documentos pessoais.
O pai, Eduardo Cesar Augusto, conclui que “ele ficou aliciado, pensando que já tinha conseguido emprego, uma vez que disse que ia receber 15 mil meticais por mês. Voltou para casa e apanhou o irmão, a mãe estava ausente, e conta-lhe isso. O irmão não disse nada. Pediu que lhe tirasse fotocópia do seu bilhete de identidade e certificado da 10ª classe”.
O encontro daquela manhã de Dezembro acabou sendo o início do pesadelo para a família. O caso foi remetido à 1ª Esquadra da PRM na cidade de Nampula.
“Quando volto para casa, no dia 18 de Dezembro de 2014, recebo informação de apareceram dois moços à procura também do Augusto. Nesse dia 18 esse fulano quando foi perguntado disse que estava à procura dele para lhe dar um emprego. Que eram umas irmãs que precisavam dele para também receber um valor de 15 mil meticais. Por causa disso, suspeitamos que fosse uma acção combinada, talvez esse fulano não soubesse que o amigo dele já tivesse conseguido nos tirar o nosso filho de casa”
Em Janeiro de 2015 o único arguido foi solto e o processo conheceu muitas voltas entre o juiz de instrução criminal e os investigadores da Polícia. E quatro anos depois continuam mais dúvidas que certezas.
“O processo remeteu-se em definitivo para o Tribunal Provincial para efeitos de julgamento. Este ano todo, 2018, não há julgamento e estou aqui”.
Consumida pela angústia, dona Joaquina Francisco emociona-se ao lembrar o triste episódio que a separou do filho. “Peço à Nossa Senhora para que lhe proteja. Não sabemos se está a sofrer nalgum lado ou então foi entregue morto. Que ela (Nossa Senhora) ajude. Peço ao Senhor para que lhe deixe num bom lugar”.
Auxílio fazia parte de um grupo de 10 irmãos. Três deles nasceram com albinismo.
Confrontado com o caso, o procurador-chefe na província de Nampula, Nazimo Mussá, garantiu que a investigação foi reaberta, estando neste momento a ser seguida uma outra linha de investigação.
“Relativamente a este caso, há um dado novo que surgiu na investigação e em função disso há diligências que foram solicitadas pelo Ministério Público numa outra província do país e em função daquilo que colhermos em sede destas diligências queremos acreditar que teremos outro rumo na investigação”, assegurou o magistrado, sem especificar essas pistas. Todavia, conseguimos apurar que um dos elementos determinantes tem a ver com o telefone do desaparecido que esteve a ser usado num outro ponto do país.
A pobreza e o obscurantismo não podem ser motivo para alguém tirar a vida do outro, segundo Elísio Macamo, que nos falou a partir da Suíça onde lecciona na universidade de Basileia e defende que o assunto deve ser compreendido exclusivamente na dimensão criminal.
“Está claro que há um elemento criminoso muito importante e esse elemento criminoso não tem nada a ver com as crenças, pelo menos de uma forma directa, porque não são os curandeiros eles próprios que cometem esses crimes, são normalmente pessoas, jovens do sexo masculino, que fazem isso e vão vender os órgãos aos curandeiros”, conclui o académico.
Pelo menos 18 pessoas morreram num naufrágio de um barco que transportava passageiros no nordeste da ilha indonésia de Java, enquanto 39 ocupantes foram resgatados, confirmaram fontes oficiais.
A embarcação afundou-se devido ao mau tempo, na tarde de segunda-feira, enquanto viajava da ilha de Raas para o porto de Sumenep, na ilha de Madura, declarou à EFE o chefe da Agência Nacional de Busca e Salvamento, conhecida na Indonésia como Basarnas, Budi Prasetyo.
O navio transportava mais de 60 passageiros quando se afundou, disse o porta-voz da polícia, Frans Barung Mangera, citado pela AFP.
“Pensamos que estava sobrecarregado”, disse ainda a mesma fonte, acrescentando que o barco terá sido atingido por uma onda, virando-se e afundando-se de seguida.
Vários dos 18 mortos serão crianças, dizem os socorristas, que referem ainda a existência de 39 sobreviventes e quatro desaparecidos.
O balanço poderá aumentar, uma vez que nem todos os passageiros estavam registados.
A fonte da agência de busca e salvamento adiantou que o barco era usado de forma rotineira por mineiros, que atravessam o mar entre as ilhas para irem trabalhar.
Os sobreviventes foram transportados para um hospital na ilha de Madura.
As autoridades investigam agora se a embarcação estava sobrecarregada e as discrepâncias entre a lista de passageiros e tripulação, que poderão aumentar o número de desaparecidos, segundo o porta-voz da polícia de Java Ocidental, Frans Barung Mengera.
No início do mês, 17 tripulantes de um cargueiro morreram e uma pessoa sobreviveu depois de ter estado quatro dias à deriva, após a embarcação onde se encontravam se ter virado ao largo da costa leste da ilha de Celebes, na região central.
Os acidentes marítimos são comuns na Indonésia devido às infraestruturas precárias, à sobrecarga de passageiros e mercadorias, ao incumprimento das normas de segurança e ao mau tempo.
O barco é um dos principais meios de transporte do arquipélago indonésio, formado por mais de 17.000 ilhas e com uma população de mais de 265 milhões de habitantes.
Está a ser avançado no Brasil que o Barcelona encontra-se já a negociar com o Paris Saint-Germain o possível regresso do brasileiro Neymar ao clube da cidade condal.
De acordo com fontes citadas pelo globoesporte.com, a negociação está bem encaminhada, sendo conduzida directamente pelo presidente do clube catalão, Josep Maria Bartomeu.
O Barcelona estará disposto a pagar 100 milhões de euros e incluir jogadores na operação, saltando os nomes de Umtiti, Rakitic e Dembélé.
O avançado brasileiro, de 27 anos, deixou o Barcelona à revelia do clube no verão de 2017, através do pagamento da cláusula de rescisão, por 222 milhões de euros. Tem contrato com o PSG até Junho de 2022, mas sem cláusula de rescisão, por isso terá sempre de haver acordo entre as partes.
O historiador moçambicano Yussuf Adam defende a compensação justa aos que cedem as suas terras para projectos de exploração de recursos para evitar a percepção de que “a lei de nacionalização da terra só funciona para os pobres”.
“A terra é do Estado quando o dono é pobre, quando é um rico, não é”, diz Adam.
Ele explica que, em Moçambique, “na prática são os pequenos cuja terra é quase expropriada com pagamento irrisório e as pessoas sabem disso. Há uma série de problemas que foram criados e têm que ser resolvidos”.
A questão de compensação tem sido levantada no debate sobre a insurgência em Cabo Delgado.
Conversamos com o professor Yussuf Adam aqui em Washington, onde participou numa conferência do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, na qual investigadores de vários países procuraram entender as causas da insurgência no norte de Moçambique, em particular em Cabo Delgado, onde desde 2017 foram mortas mais de 250 pessoas
Um ambiente de dor e tristeza foi o que encontramos na casa da família Guirruta localizada no Bairro do Fomento na Matola.
Trata-se da família de um dos agentes mortos no domingo na fronteira da Ponta de Ouro por militares sul-africanos. Era o único homem de um total de cinco irmãos. Teve passagem pelo exército. Estava na PRM desde 2011. Benício Lázaro Guirruta, deixa viúva e uma filha de 12 anos de idade.
O pai que também é agente da PRM diz que foi comunicado pelo ministério do interior que seu filho foi morto em combate. Os familiares dizem que até agora não tem informação exacta do que aconteceu.
Uma família constituída totalmente por membros das Forças de Defesa e Segurança. O seu primo lembra que estiveram juntos na última quarta-feira, onde conversaram sobre vários assuntos e despediu-se para nunca mais voltar. Na ocasião, Benício fez saber que no dia 28 deste mês mudaria-se para casa própria.
O outro agente que morreu nas mesmas circunstâncias é originário de Nampula. A nossa reportagem sabe que o velório dos dois agentes será amanhã na Unidade de Intervenção Rápida na Cidade de Maputo.
O internacional português Pedro Cary está de saída do Sporting, depois de nove temporadas de leão ao peito. O ala era um dos capitães da equipa comandada por Nuno Dias, que se sagrou campeã europeia nesta temporada.
Ao serviço dos leões, Cary conquistou seis campeonatos nacionais, cinco Taças de Portugal, uma Taça da Liga, cinco supertaças de futsal e uma Liga dos Campeões.
Está em final de contrato e o percurso nos leões terá chegado ao fim.
O Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico/a de Procurement. Saiba mais.
O Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico/a Financeiro/a. Saiba mais.
O Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico/a de Garantia de Qualidade. Saiba mais.
O Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico/a de Registo e Certificação. Saiba mais.
O Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Assistente Administrativo e Logístico. Saiba mais.
O Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Assistente de Secretariado e Arquivo. Saiba mais.
O Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Motoristas. Saiba mais.
A FELDYG Diesel & Electrical Services, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Técnicos de Instalação, Manutenção e Limpeza de Cisternas de Combustível. Saiba mais.
A Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor Júnior para Monitoria. Saiba mais.
Para o preenchimento de uma vaga no seu projecto de resposta a emergência Idai, a solidar Suiça lança o seguinte anuncio de uma (1) vaga para Gestor do Programa de Água & Saneamento e Segurança Alimentar. Saiba mais.
Para o preenchimento de uma vaga no seu projecto de resposta a emergência Idai, a Solidar Suiça lança o seguinte anuncio de duas (2) vagas para Técnicos de Água e Saneamento. Saiba mais.
A NOBRIN está a recrutar como tem feito tradicionalmente em cada edição do Programa Jovens Visionários, candidatos para Estágio sem Remuneração. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Enfermeira de SMI. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende contratar um(a) Consultor(a) para realizar a Avaliação Final de Projecto de Emergência. Saiba mais.
A Direcção Provincial da Agricultura e Segurança Alimentar pretende recrutar quatro (4) Técnicos Superiores de Agro-Pecuária N1 (Médicos Veterinários). Saiba mais.
Um casal de mulheres brasileiras matou o filho de nove anos com doze facadas enquanto a criança dormia. As mulheres não suportavam a ideia de ter um filho e vestiam-no de menina. No ano passado, o casal terá mesmo amputado o pénis do rapaz, noticia o El Mundo.
O crime foi cometido por Rosana Cândido e Kacyla Pessoa, de 27 e 28 anos, respectivamente. Kacyla – a mãe do rapaz – odiava o filho porque fazia com que se lembrasse do seu próprio pai. A mulher disse que o pai a maltratava em criança. As progenitoras do rapaz obrigavam-no também a vestir-se de menina, ao que o menor resistia.
Depois de matar a criança, o casal tentou desfazer-se do corpo. Uma parte do cadáver foi queimado. Outra parte foi escondida em malas e mochilas que as mulheres esconderam em casa.
No momento da detenção, Rosana e Kacyla admitiram o crime e afirmaram que a criança prejudicava a sua relação enquanto casal.
Trinta e nove formações políticas inscreveram-se para concorrer nas eleições gerais de 15 de Outubro no país, indicam dados preliminares que tivemos acesso.
De acordo com dados apurados hoje, último dia do processo, junto da Comissão Nacional de Eleições (CNE), são 36 partidos políticos e três coligações que formalizaram a sua intenção de participar o escrutínio.
Segundo Rodrigues Timba, vogal da CNE, até ao final do dia havia indicação de que mais um movimento cívico teria formalizado a sua inscrição, numa das províncias do país, que não revelou o nome, o que pode aumentar o número de inscritos.
Comparativamente as eleições gerais de 2014, as próximas registam um aumento de número de concorrentes. No escrutínio que deu o primeiro mandato ao actual governo, estavam inscritos 35 concorrentes, menos quatro que as eleições de 15 de Outubro próximo.
No último dia reservado as inscrições, apenas um partido, cuja designação não conseguimos apurar, compareceu para formalizar a sua inscrição. Encerrado o processo, segue-se agora a fase da aprovação das candidaturas pela CNE, órgão que vai dar o deferimento final e verificar a situação dos mandatários.de modo a avançar com a apresentação das candidaturas.
Dos partidos já inscritos, a Frelimo, Renamo e o MDM, as três maiores formações políticas nacionais, concorrem para todo o país. Os restantes concorrentes, ainda não se conhecem, publicamente, as zonas para onde vão concorrer.
Refira-se que, por se tratar de eleições gerais, os partidos que forem apurados para participar, deverão beneficiar de um pacote financeiro para apoiar a sua participação.
Num ano em que o défice orçamental é a característica do país, prevalecem as dúvidas sobre de onde virá o apoio. Enquanto isso, para a candidatura ao cargo de Presidente da República, as candidaturas só encerram no dia 15 de Julho.
O nosso país torna-se a partir de hoje (18) devedor das agências de crédito à exportação dos Estados Unidos da América, África do Sul, Itália, Japão e China em virtude da Garantia Soberana de 2,25 biliões de Dólares que o Governo concedeu à Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) para participar dos investimentos na Área 1 do Bloco do Rovuma.
O @Verdade apurou que até ao final de 2019 o braço empresarial do Estado nos projectos de petróleo e gás poderá elevar a sua dívida, que também é do povo moçambicano, até os 5,5 biliões de Dólares norte-americanos.
A assinatura da Decisão Final de Investimento (DFI) pelo Governo de Filipe Nyusi e o Consórcio que vai explorar os campos Golfinho & Atum da Área 1, na Província de Cabo Delgado, assinala também o início de novas dívidas para os moçambicanos.
A primeira é de 2,25 biliões de Dólares norte-americanos para financiar a participação de 15 por cento da ENH na exploração directa dos 75 triliões de pés cúbicos de gás natural que serão extraídos e liquefeitos no Distrito de Palma, se tudo correr bem, a partir de 2024.
Passaram 13 dias desde que Hermenegildo Gamito deixou a presidência do Conselho Constitucional (CC) confirmando que afinal existe drama e muito trauma na renúncia que aconteceu após a divulgação do Acórdão que declarou que o partido Frelimo violou a Constituição da República de Moçambique.
Embora Hermenegildo Maria Cepeda Gamito tenha afirmado no passado dia 05, quando anunciou em conferencia de imprensa a sua renúncia, que em Fevereiro havia informado ao Presidente da República, Filipe Nyusi, do desejo de deixar o cargo que ocupava desde 2011 o facto é que o Conselho Constitucional continua sem um presidente.
Contrariamente a garantia de Gamito, que saía “sem drama e sem trauma” e “por respeito e consideração e dar tempo para que o meu sucessor possa, no contexto deste que é um ano eleitoral e que vamos ter muito trabalho, que tenha tempo suficiente para se familiarizar com esta casa”, a verdade é que não está a ser fácil para o Chefe de Estado, a quem a Constituição atribui a competência de nomear o presidente do CC, escolher um substituto.
Para além de dirigir a última instância que vai dirimir eventuais conflitos que possam ocorrer nas Gerais de 2019 e confirmar os vencedores desse pleito o futuro presidente do Conselho Constitucional terá de participar na fiscalização da constitucionalidade dos empréstimos das empresas Proindicus e MAM, decisão que Hermenegildo Gamito deixou “contaminada” com a declaração de nulidade do empréstimo contraído pela EMATUM.
Ademais o futuro presidente do Conselho Constitucional irá empossar o futuro Presidente de Moçambique, que é mais do que provável que seja quem o vai nomear.
Um homem bêbado, de 49 anos, decidiu conduzir um tanque soviético de 36 toneladas a alta velocidade pelas ruas de Pajezcno, na Polónia, causando o pânico entre os automobilistas e a população.
Verificou-se que o homem tinha recebido permissão para dirigir o tanque – mas deveria tê-lo colocado num trailer para transporte.
Acabou detido pela polícia, felizmente sem ter causado grandes estragos. No entanto, a situação do motorista bêbado ficou ainda mais assustadora quando a polícia descobriu que o tanque não estava seguro.
As autoridades conseguiram rebocar o tanque durante a madrugada ao chamarem um ex-soldado que sabia conduzir o tanque soviético.
Mais de mil representantes dos sectores económicos africano e norte-americano e vários chefes de Estado reúnem-se a partir de hoje na capital moçambicana. Só o Presidente dos Estados Unidos não vai à cimeira.
É considerado um evento de extrema importância para as relações comerciais entre norte-americanos e africanos. A Cimeira Estados Unidos-África, que decorre até sexta-feira (21.06), em Maputo, terá entre os oradores nomes como Paul Kagame, Presidente do Ruanda, e Uhuru Kenyatta, Presidente do Quénia.
Os chefes de Estado da Guiné-Bissau, do Zimbabué, da Namíbia e do Malawi também já confirmaram a presença no evento, organizado de dois em dois anos pelo Conselho Corporativo para África (CCA), uma associação comercial norte-americana.
Dois agentes da Polícia de Guarda-Fronteira foram mortos a tiro por militares sul-africanos em território nacional. O assassinato ocorreu no Posto Administrativo da Ponta do Ouro, província de Maputo. Desconhecem-se, até agora, as causas do conflito entre as duas forças.
As mortes aconteceram cerca de 10 quilómetros do posto da fronteira, onde os agentes moçambicanos estavam em patrulha. “O País” esteve esta segunda-feira no local dos factos, na companhia dos agentes, colegas dos polícias mortos.
No local do crime ainda eram visíveis vestígios de sangue e local da rede de fronteira, por onde os três militares sul-africanos terão invadido o território nacional. O Comando Provincial da PRM tomou conhecimento que por volta das 15h30 minutos de domingo passado, terá ocorrido um incidente fronteiriço entre a polícia moçambicana e militares sul-africanos. O conflito segundo Juarce Martins, chefe do departamento de relações públicas na PRM na Província de Maputo, teve lugar no chamado “Marco 13”.
Martins confirmou à reportagem de “O País” que desse episódio dois membros da PRM morreram.
A polícia já entrou em contacto com as autoridades sul-africanas. Neste momento estão reunidas as partes (Moçambique e Africa do sul) para aferir o que efectivamente terá acontecido.
Jaime Tembe é régulo da Ponta do Ouro e esteve no chamado “Marco 13” após as autoridades terem solicitado a sua viatura para a remoção dos corpos. O régulo revela que a equipa de patrulha era composta três agentes e o guarda-fronteira sobrevivente teve dificuldades de explicar as reais motivações do ocorrido.
Os dois agentes assassinados são oriundos das províncias de Maputo e Nampula. Os corpos encontram-se na morgue do Hospital Distrital de Matutuine.
O ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, diz que já há uma equipa de peritagem na fronteira de Ponta do Ouro para apurar as reais causas do assassinato dos dois guardas fronteiras moçambicanos.
O facto foi anunciado na segunda-feira pelo Ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, à margem dos preparativos da Décima-segunda Cimeira Estados Unidos/África, a ter lugar em Maputo.
Segundo o Ministro Pacheco, as Forças de Defesa e Segurança, particularmente a Polícia da República de Moçambique, está a trabalhar para entender o que é que, efectivamente, motivou o incidente e, só depois disso, é que o governo poderá encetar acções com vista ao esclarecimento, sobretudo com vista a que o incidente não crie um mau estar nas relações bilaterais entre Moçambique e África do Sul.
José Pacheco adiantou que depois de colhidos os dados, no terreno, o governo moçambicano vai procurar esclarecimentos junto da parte sul-africana, preservando sempre as relações de amizade entre os dois países.
Não se sabe ainda ao certo quando serão divulgados os resultados do inquérito, mas o Ministro José Pacheco assegurou que a informação será partilhada oportunamente.
Na mesma ocasião, José Pacheco foi questionado sobre a detenção de 12 moçambicanos na República Democrática do Congo acusados, de ligações aos ataques que tem vindo a ocorrer na província nortenha de Cabo Delgado.
Pacheco disse que o governo está a trabalhar, pela via diplomática, com as Forças de Defesa e Segurança, para entender o que estará por detrás de tudo isso e, ver, que medidas de parte a parte, República Democrática do Congo e Moçambique, poderão primar pela responsabilização, em caso de confirmação do acto de treinamento para integrar grupo de malfeitores em Moçambique.
O ex-presidente do Egito Mohamed Morsi morreu na segunda-feira (17), informou TV estatal egípcia, segundo a agência de notícias Reuters. Segundo o anúncio, Morsi estaria dentro do tribunal, durante um julgamento, quando teria sofrido “um colapso”.
Figura de destaque na Irmandade Muçulmana, Morsi foi o primeiro presidente democraticamente eleito do Egito, depois da Primavera Árabe de 2011. Ele ficou no cargo por cerca de um ano, até ser derrubado pelos militares em 2013, depois de protestos em massa contra seu governo. O general Abdel Fattah al-Sissi, agora presidente, assumiu o poder na ocasião.
Ele foi imediatamente detido e cumpria uma pena de 20 anos, após ter sido condenado por incitar a morte de manifestantes durante manifestações em 2012. Ao lado do ex-guia supremo da Irmandade, Mohamed Badia, Morsi foi condenado a morte e a prisão perpétua em diferentes casos já julgados pela Justiça do país.
Um extremista neozelandês foi condenado a 21 meses de prisão por ter partilhado o vídeo que o alegado autor do ataque em Março contra duas mesquitas de Christchurch, que fez 51 mortos, transmitiu em directo, na rede social Facebook.
Philip Arps, de 44 anos, que já se tinha declarado culpado por duas acusações de distribuição do vídeo, foi detido em Christchurch quatro dias depois do ataque.
De acordo com o Tribunal Distrital de Christchurch, o homem distribuiu as imagens dos assassinatos para cerca de 30 pessoas, segundo a imprensa local.
O juiz do Tribunal Distrital de Christchurch, Stephen O’Driscoll, disse que, quando questionado sobre o vídeo, Arps descreveu-o como “impressionante” e não demonstrou nenhuma empatia pelas vítimas.
O juiz sublinhou que o extremista demonstrou pontos de vista fortes sobre a comunidade muçulmana e, com efeito, cometeu um crime de ódio.
Segundo Stephen O’Driscoll, o homem de 44 anos comparou-se a Rudolf Hess, um líder nazi ao comando de Adolf Hitler.
“Na verdade, foi um crime de ódio contra a comunidade muçulmana”, disse o juiz, acrescentando que a partilha do vídeo foi “particularmente cruel”.
Brenton Tarrant, alegadamente responsável pela morte de 51 pessoas em Christchurch, transmitiu os assassínios em directo pela rede social Facebook, tendo o vídeo ficado disponível e a ser partilhado em outras redes sociais, como o Twitter e o YouTube, durante várias horas após o ataque.
No dia 13 de Junho, Brenton Tarrant declarou-se não culpado, anunciou hoje o seu advogado.
No decurso de uma transmissão audiovisual desde a prisão de alta segurança de Auckland difundida no tribunal de Christchurch, o advogado Shane Tait declarou que o seu cliente se declara “não culpado de todas as atas de acusação”, enquanto Tarrant permanecia sentado e silencioso.
Em 21 de maio, a polícia neozelandesa acusou de terrorismo Brenton Tarrant. As autoridades avançaram também com mais uma acusação de homicídio. No total, o australiano enfrenta 51 acusações por homicídio e 40 por tentativa de homícido.
No dia 15 de Março, 51 pessoas perderam a vida e várias dezenas ficaram feridas num ataque indiscriminado contra muçulmanos que se encontravam em duas mesquitas em Christchurch, antes da oração do meio-dia.
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