Uma rebelião liderada por integrantes da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) deixou dez detentos mortos e outros 12 feridos no domingo (16), na penitenciária de San Pedro, Paraguai. Cinco vítimas foram decapitadas, três tiveram os corpos carbonizados e duas morreram baleadas, segundo a Polícia Nacional do Paraguai.
Conforme o Ministério do Interior daquele país, os brasileiros entraram em confronto com presos da facção local Clã Rotela, em briga pelo comando da prisão. Autoridades de Assunção admitem que o PCC já controla grande parte do sistema penitenciário paraguaio.
Segundo o ministro do Interior, Juan Maria Villamayor, os presos chefiados pelo criminoso Armando Rotela foram atacados a tiros e golpes de facas artesanais pelos membros do PCC. Os agentes penitenciários accionaram a Polícia Nacional após ouvirem disparos no interior da ala.
No confronto, alguns presos foram enrolados em colchões e incendiados. A polícia negociou a entrada no presídio para socorrer feridos. Entre os mortos já identificados, todos tinham eram paraguaios e tinham entre 22 e 30 anos.
Baptismo de sangue
Conforme Villamayor, o massacre está relacionado ao assassinato de dois detentos, na sexta-feira, no presídio de Tacumbú, em Assunção. Na ocasião, membros do PCC executaram dois presos e deixaram outro ferido, durante “baptismo de sangue” realizado pela facção para admitir novos integrantes. As vítimas seriam do clã Rotela. Dois presos envolvidos nessas mortes foram transferidos para San Pedro e, ao encontrarem a facção rival, houve confronto.
Na noite de domingo, houve nova rebelião na Penitenciária de Tacumbú, onde Rotela estava preso. O traficante teria tentando amotinar seus seguidores para se vingar do massacre de membros do clã em San Pedro. O motim foi controlado e dois ficaram feridos.
Na manhã de segunda-feira (17), o ministro da Justiça, Julio Javier Ríos, anunciou a destituição do director do presídio de San Pedro, Wilfrido Quintana, e do director de Estabelecimentos Penitenciários, Blaz Martínez.
Segundo ele, as primeiras apurações indicam que as recentes matanças em unidades prisionais do país podem ter acontecido por causa da negligência ou cumplicidade dos agentes penitenciários, com a omissão dos dirigentes.
Os condutores relatam assaltos constantes, à noite, no desvio da Estrada Nacional número 4 (EN4), para aceder à Estrada Circular de Maputo, no município da Matola, província de Maputo, e alertam aos outros automobilistas que usam aquela via para se precaverem.
Segundo os depoimentos colhidos no local, os supostos amigos do alheio atacam preferencialmente carros que se deslocam da África do Sul para Moçambique. No bairro de Tchumene, na mesma autarquia, há várias ruas que, neste momento, garantem a comunicação terrestre entre a EN4 e a Estrada Circular de Maputo.
No troço onde os assaltos ocorrem há vários buracos na via, ondulações, arbustos nas laterais e não existe iluminação pública. Os malfeitores estão lá a semear medo e terror, de acordo com testemunhas.
Os carros que, regra geral transitam por troço idos da “terra do rand” transportando produtos diversos são atacados e os supostos meliantes apoderam-se de um pouco de tudo. As autoridades policiais dizem ter conhecimento estão a trabalhar para estancar o problema.
Tchumene é um dos bairros da Matola em franco crescimento e com muitas casas desabitadas e inacabadas. Estas servem de albergues de malfeitores, de acordo com relatos de quem já presenciou ou pelo menos ouviu falar de episódios similares aos acima referidos.
No mesmo tom, um dos motoristas que faz o trajecto África do Sul/Moçambique disse à Reportagem do “O País” que já perdeu a conta das vezes que o seu carro foi assaltado.
Uma mulher disse ao “O País”, em anonimato, que em “todas as noites e madrugadas” ouvem-se “gritos e perseguições” no desvio da EN4 (vulgo nó de Tchumene). Há relatos de assaltos ao longo da mesma via, antes de chegar à Estrada Circular de Maputo.
Segundo a mesma fonte, “os produtos roubados são escondidos” em algumas residências desabitadas.
O Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) naquele ponto do país assegurou que já destacou equipas para o terreno, onde há agentes a patrulhar a área.
Fernando Manhiça, porta-voz da PRM na província de Maputo, aconselha os automobilistas a se precaverem contra os assaltos e encoraja-os a denunciar às subunidades policiais, “porque nós não temos registo destas ocorrências, mas estamos no terreno a trabalhar”.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, apresenta hoje a sua recandidatura à Casa Branca pelo Partido Republicano, num comício que juntará 20.000 pessoas em Orlando, Flórida, e numa altura em que sondagens mostram que pode perder contra candidatos Democratas.
Com alguns estudos de opinião a revelar baixos indicadores de aprovação do seu primeiro mandato e outras sondagens a mostrar que Donald Trump pode perder para vários dos 23 potenciais candidatos Democratas, a escolha da Flórida para local de apresentação oficial da recandidatura do Presidente norte-americano revela a preocupação em começar a tentar seduzir o terreno eleitoral mais volátil.
“Ele tem de ter um bom desempenho aqui, se quer ganhar a Presidência”, explicou o presidente Republicano da Câmara de Orlando a um jornal local, referindo-se ao facto de a Flórida ser um ‘swing State’ (que muda facilmente de partido).
Na sua conta pessoal da rede social Twitter, Donald Trump escreveu segunda-feira que esperava “bater recordes” no comício de hoje em Orlando, dizendo que o seu Partido Republicano tinha recebido 100.000 pedidos de presença, para serem seleccionados apenas 20.000 participantes, alguns dos quais já chegaram ao pavilhão do comício na segunda-feira, para conseguir um bom lugar.
“O nosso país está a ir muito bem, muito melhor do que os perdedores pensavam possível”, afirmou o Presidente, referindo-se aos estudos de opinião que na passada semana apresentavam indicadores de aprovação abaixo do 45%.
A equipa de Trump responde a estes números com índices de aprovação acima de 80% junto do eleitorado mais conservador, a base de apoio que levou Trump à Casa Branca em 2016 e que ele procura agora manter.
Nos comícios de reeleição (que, oficiosamente, Trump já iniciara em 2018), o Presidente tem repetido o ‘slogan’ “A América primeiro” e tem voltado ao tema do combate à imigração ilegal e à necessidade de revogar e substituir o sistema de saúde (“Obamacare”), para obter os mais fortes aplausos entre os seus apoiantes.
“Mas desta vez ele é o candidato incumbente. Não pode aparecer em 2020 com as ideias de 2016”, afirmou um elemento da sua campanha de reeleição ao jornal Politico, mostrando que entre o seu ‘staff’ nem todos estão confortáveis com a estratégia de lançamento da sua reeleição.
Em frente ao Amway Center, onde se realizará o comício de hoje, os adversários estão a organizar um protesto pacífico sob o lema “Win with Love” (“Ganhar com Amor”), para o qual levam um balão gigante de Trump em versão bebé e com fraldas, com ar irritado e com um telemóvel na mão.
A FELDYG Diesel & Electrical Services, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Técnicos de Instalação, Manutenção e Limpeza de Cisternas de Combustível. Saiba mais.
O Programa Mulheres, Voz e Liderança – ALIADAS em parceria com o Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar um (1) Oficial de Subvenções e Administração. Saiba mais.
A Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor Júnior para Monitoria. Saiba mais.
Para o preenchimento de uma vaga no seu projecto de resposta a emergência Idai, a solidar Suiça lança o seguinte anuncio de uma (1) vaga para Gestor do Programa de Água & Saneamento e Segurança Alimentar. Saiba mais.
Para o preenchimento de uma vaga no seu projecto de resposta a emergência Idai, a Solidar Suiça lança o seguinte anuncio de duas (2) vagas para Técnicos de Água e Saneamento. Saiba mais.
A NOBRIN está a recrutar como tem feito tradicionalmente em cada edição do Programa Jovens Visionários, candidatos para Estágio sem Remuneração. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Enfermeira de SMI. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende contratar um(a) Consultor(a) para realizar a Avaliação Final de Projecto de Emergência. Saiba mais.
A Direcção Provincial da Agricultura e Segurança Alimentar pretende recrutar quatro (4) Técnicos Superiores de Agro-Pecuária N1 (Médicos Veterinários). Saiba mais.
O ex-presidente do Sudão, Omar al-Bashir, compareceu hoje perante a procuradoria responsável por casos de corrupção em Cartum, a primeira aparição em público após a sua destituição pelas Forças Armadas, em Abril.
O antigo homem forte do Sudão foi transportado desde a prisão por uma coluna de veículos militares e membros das forças de segurança fortemente armadas, referiu a agência noticiosa AFP.
“O acusado Omar al-BAshir foi […] informado das acusações que lhe são dirigidas, pela posse de divisas estrangeiras, corrupção e recepção de prendas de forma ilegal”, indicou aos jornalistas um responsável da procuradoria, Aladdin Dafallah.
As atas de acusação foram lidas a Al-Bashir na presença do seu advogado, segundo este responsável, e o indiciado regressou à prisão no fim de alguns minutos.
No poder desde 1989 após dirigir um golpe de Estado, Al-Bashir foi destituído e preso pelos militares em 11 de Abril em Cartum, sob pressão do inédito movimento de contestação desencadeado em Dezembro pela triplicação do preço do pão.
Na quinta-feira, a agência noticiosa oficial sudanesa Suna tinha anunciado que Al-Bashir estava indiciado por “posse de divisas estrangeiras, aquisição de riquezas de forma suspeita e ilegal e de ter ordenado o estado de emergência”.
Em 21 de Abril, o general Abdel Fattah al-Burhane, chefe do conselho militar de transição no poder desde a destituição de Omar al-Bashir, afirmou que o equivalente a mais de 113 milhões de dólares (100 milhões de euros) foram apreendidos em dinheiro na residência do presidente deposto, em Cartum.
Al-Bashir é ainda alvo de inquéritos judiciais pela morte de manifestantes durante a repressão da contestação e de mandados de detenção pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) que pretende que responda por genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra pelo conflito no Darfour (oeste), que segundo a ONU provocou cerca de 300.000 mortos.
Os militares no poder já referiram, no entanto, que não pretendem entregá-lo ao TPI.
Após a queda de Omar al-Bashir, milhares de manifestantes permanecem mobilizados e mantêm uma concentração frente ao quartel-general do exército em Cartum, exigindo que os militares cedam o poder aos civis.
Em 03 de Junho, este protesto foi disperso segundo testemunhas por homens armados com fardas militares. A repressão prosseguiu durante vários dias.
De acordo com um novo balanço hoje divulgado por um comité de médicos, 128 pessoas foram mortas desde 03 de Junho. As autoridades referiram-se a 61 mortos.
“Trabalhamos intensamente para enviar para enforcamento os que fizeram isso”, disse hoje o número dois do regime, general Mohammed Hamdan Daglo, designado “Hemeidti”.
Este general esteve na liderança das Forças de apoio rápido (RSF), paramilitares acusados pelos líderes da contestação e Organizações Não Governamentais de estarem na origem da violenta dispersão.
“Em relação à dispersão da concentração, não vamos desiludir-vos, nem desiludir as famílias dos mártires”, assegurou num discurso transmitido pela televisão pública.
Na quinta-feira, o Conselho militar lamentou pela primeira vez os “erros registados” durante a dispersão, mas assegurou não ter ordenado a repressão e precisou que o objectivo da operação era outro.
O porta-voz do Conselho militar, general Chamseddine Kabbachi, afirmou que o objectivo inicial consistia em expulsar os elementos “criminais” num sector designado Colombia, perto do local do protesto.
“A operação de Colombia foi planificada pelas autoridades militares e de segurança”, indicou na noite de sábado o Conselho militar em comunicado.
“Sublinhamos a nossa vontade de obter toda a verdade, passo a passo, através da nossa comissão de inquérito”, acrescentou, numa referência à investigação desencadeada pelos militares.
No sábado, o porta-voz da comissão de inquérito, Abderrahim Badreddine, indicou que o seu relatório não estava terminado, mas revelou as conclusões preliminares, onde se refere que “oficiais e soldados entraram no local do ‘sit in’ sem ordem dos seus superiores”.
No entanto, no Sudão e no estrangeiro multiplicam-se os apelos para um inquérito independente. Hoje, o chefe do Conselho militar recebeu o secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit.
O Sudão regista uma das mais elevadas taxas mundiais de corrupção e está colocado no 172.º lugar, entre 180 países, segundo o relatório 2018 da Transparancy International.
A Imprensa francesa revela que o lateral esquerdo francês Ferland Mendy (Lyon) está a realizar exames para depois ser oficialmente apresentado como reforço do Real Madrid.
De acordo com o «L´Equipe», o Real Madrid enviou um dos seus médicos a Clairefontaine, onde está o jogador com a selecção francesa, para realizar os testes médicos.
O colosso espanhol irá pagar cerca de 50 milhões de euros pelo lateral, de 23 anos, que deverá assinar até 2025, tal como fez o avançado Luka Jovic (Frankfurt), que foi, esta terça-feira, oficializado no Real Madrid.
Pode estar prestes a terminar a aventura de Daniel Alves ao serviço do Paris Saint-Germain. Desde o verão de 2017 no clube do Parque dos Príncipes, depois de uma época na Juventus, o internacional brasileiro, de 36 anos, não chegou ainda a acordo para renovar o contrato que o liga ao emblema francês até ao próximo dia 30.
Adianta a RMC que o PSG oferece mais um ano de contrato, enquanto o experiente jogador pretende prorrogar o vínculo por mais duas temporadas.
Se não houver fumo branco, Daniel Alves será jogador livre a partir de 1 de Julho.
Foram detidos em Espanha os líderes da Resistência Galega, um grupo terrorista que pede a independência da Galiza e cujos cabecilhas actuariam a partir de Portugal.
Antón García Matos “Toninho” e María Asunción Losada Camba estavam desaparecidos desde 2006, mas continuaram a organizar ataques à bomba em várias cidades espanholas pelo menos até 2011. Agora foram encontrados com outro colaborador em Vigo e detidos pela Guardia Civil, noticia o El Español.
O primeiro ataque da Resistência Galega, considerado um grupo terrorista desde 2010, aconteceu a 23 de Julho de 2005, véspera do Dia Nacional da Galiza, quando uma bomba explodiu numa agência bancária em Santiago de Compostela. Um ano mais tarde, a 15 de Setembro de 2006, as autoridades portuguesas encontraram material explosivo pertencente ao grupo numa casa isolada em Vieira do Minho. Nesse mesmo ano, “Toninho” e María Asunción, os líderes, fugiam à Justiça e pouco se soube deles nos últimos anos.
Apesar de terem escapado à polícia espanhola, nem por isso se tornaram mais discretos. Até 2011, construíram e plantaram bombas em casas de dirigentes políticos, em zonas industriais, em sedes de partidos e em agências bancárias. Nunca resultaram vítimas desses ataques, que deviam ser organizados a partir do norte de Portugal, onde até agora se julgava que “Toninho” estava.
Em 2014, o líder terrorista publicou um vídeo caseiro pedindo que se desse “continuidade à luta” pela independência da Galiza. Mas a partir daí, a polícia perdeu-lhe o rasto e o grupo perdeu força.
Segundo o El Español, a maior parte dos membros da Resistência Galega já tinham sido detidos e condenados pelas autoridades espanholas. Faltavam os cabecilhas do grupo, que foram encontrados este sábado em Vigo — uma cidade junto à fronteira norte entre Portugal e Espanha, dando consistência à teoria de que o grupo operava a partir do norte do país. Agora enfrentam acusações de liderança de uma organização terrorista, transporte de explosivos e falsificação de documentos.
O ex-general da Guatemala Luis Mendoza, acusado de genocídio contra povos indígenas e procurado pelos tribunais desde 2011, foi detido no domingo, anunciaram as autoridades locais.
Mendoza é acusado de ter participado no massacre de indígenas da etnia Ixil, durante a guerra civil (1960-1996) que deixou mais de 200 mil mortos e desaparecidos naquele país, de acordo com a ONU.
O antigo chefe militar foi detido na cidade de Salama, a cerca de 55 quilómetros da capital guatemalteca, quando saía de uma secção de voto depois de participar nas eleições presidenciais, municipais e legislativas realizadas no país, no domingo.
“Esta detenção é aguardada há muitos anos. Para as vítimas, é muito importante”, disse à agência de notícias France-Presse (AFP) o advogado Héctor Reyes, de uma organização de direitos humanos que apresentou denúncias neste processo.
Luis Mendoza foi um dos principais líderes do exército durante a ditadura de Efrain Rios Montt (1982-1983), que morreu no ano passado, aos 91 anos.
Retirado do poder por outro golpe de Estado, Efrain Rios Montt foi julgado, em 2013, pelo massacre de mais de mil indígenas da etnia Ixil, que vive no norte da região guatemalteca de El Quiché, e pelo assassínio de 250 camponeses em Petén, região nortenha do país.
Foi condenado a 80 anos de prisão, mas o veredicto foi anulado por erros processuais e o antigo ditador morreu antes de poder ser novamente julgado.
A guerra civil na Guatemala deixou 200 mil mortos e desaparecidos, segundo as Nações Unidas.
No domingo, mais de oito milhões de pessoas na Guatemala foram chamadas às urnas para eleições presidenciais, municipais e legislativas, depois de uma campanha marcada pela exclusão da corrida presidencial de figuras da luta conta a corrupção no país e por ameaças de morte a candidatos.
A crise económica e falta de políticas sociais em Angola fazem com que mais jovens desistam das instituições privadas, dizem estudantes. Entretanto, universidades públicas também devem cobrar propinas nos cursos diurnos.
Cada vez mais estudantes desistem do sonho de uma formação universitária em Angola. O preço das propinas das instituições do ensino superior privadas e a ausência de políticas públicas no apoio aos estudantes são apontados pelos jovens e encarregados de educação como factores que colaboram para o aumento do número de desistências.
Para Tomás Jonas, estudante do 5º ano do curso de Direito, no Instituto Superior Politécnico do Huambo, e coordenador da área jurídica da associação dos estudantes daquela instituição, não há dúvidas: os cerca de 39 mil kwanzas, o equivalente a 102 euros, exigidos como pagamento mensal de propina não estão ao alcance de todos os estudantes angolanos.
“Podemos afirmar que há desistências tendo em conta as condições económicas e financeiras que o país vive e isso afecta directamente os estudantes”, afirma Tomás, que diz que “as pessoas vão abandonando os estudos por dificuldades financeiras”.
O estudante conta que tudo tem feito, enquanto representante dos estudantes na naquela universidade, mas lamenta a falta de sensibilidade da direcção do instituto, que, por seu turno, também apresenta a crise financeira como principal factor do reajuste das propinas.
A imagem negativa de Moçambique, após o escândalo das dívidas ocultas, vai passar. É o que diz o representante do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) no país, que alertou que é preciso manter reformas.
“A imagem negativa vai passar, mas depende do país continuar no caminho que foi começado há dois anos, o progresso é significativo e é claro que há uma vontade do país em reintegrar-se no sistema financeiro internacional, e estão a fazer a abordagem certa”, disse no domingo (16) Pietro Toigo, representante do BAD em Moçambique.
Em entrevista à agência de notícias Lusa em Malabo, à margem dos Encontros Anuais do BAD, que decorreram até sexta-feira, o italiano escolhido pelo banco para Moçambique acrescentou que “a confiança é uma moeda preciosa e talvez o país precise de um pouco mais de tempo para voltar desse episódio, mas o trabalho nos últimos dois anos já está a ter resultados”.
Pietro Toigo exemplificou com os mais de mil milhões de dólares recolhidos durante a Conferência de Doadores, na Beira, e com o empréstimo do Fundo Monetário Internacional no seguimento dos ciclones que assolaram o país nos últimos meses.
“Reformas têm de continuar”
“As reformas económicas têm de continuar a ser feitas”, disse, apontando para os bons exemplos da redução dos subsídios, da reforma orçamental, que tornou o exercício orçamental “mais eficaz”, e com as mudanças feitas nas empresas públicas, nas instituições e no novo quadro de contracção de dívida pública.
Os tumultos registados num dos bairros suburbanos da cidade de Nampula tiveram como origem a disputa de uma igreja por parte de duas famílias, uma delas chefiada por um cidadão de nacionalidade congolesa, residente em Moçambique há muitos anos.
A população vandalizou a casa do cidadão estrangeiro, alegando que o mesmo mantinha em cárcere privado crianças com a finalidade de trafico de órgãos. A polícia foi obrigada a intervir e deteve 18 pessoas.
Neste momento, a vítima encontra-se numa casa disponibilizada pela Saúde porque se trata de um médico congolês, inscrito na Ordem dos Médicos de Moçambique.
Refira-se que o médico em causa é funcionário do hospital central de Nampula.
Um total de 782 imigrantes ilegais centro-americanos, entre eles 368 crianças menores de 8 anos, foram detidos no Estado mexicano de Veracruz, informaram no domingo (16), as autoridades locais.
As detenções ocorreram no sábado (15) na estrada La Tinaja-Cosoleacaque, no sul do Estado, quando os imigrantes eram levados escondidos em contêineres em quatro caminhões em condições sub-humanas, informou o Instituto Nacional de Migração em um comunicado.
Entre as crianças apreendidas, 270 têm entre 6 e 7 anos e 98 são menores de 5 anos, segundo uma fonte local. Uma outra fonte do governo garantiu que seis supostos traficantes de pessoas foram capturados.
O grupo de imigrantes, formado por salvadorenhos, guatemaltecos e hondurenhos, foi transferido para postos de migração da região O Estado de Veracruz é uma das regiões mais violentas do México por ser uma das rotas mais utilizadas para o tráfico de drogas para os Estados Unidos, e onde muitos imigrantes são roubados, extorquidos ou sequestrados.
Elementos do Grupo Beta, de apoio a migrantes, chegaram ao local para atender com água e alimento os imigrantes ilegais. O pessoal do Instituto Nacional de Migração enviou os migrantes ao abrigo de Acayucan, com capacidade para receber 900 pessoas.
A apreensão ocorreu em meio aos esforços do México para reduzir o fluxo de imigrantes centro-americanos que cruzam o território mexicano para tentar entrar nos EUA. O governo do presidente Andrés Manuel López Obrador ampliou os controles nas fronteira e enviou agentes da recém-criada Guarda Nacional ao sul do México após Donald Trump ameaçar impor tarifas progressivas sobre os produtos mexicanos se a imigração ilegal não fosse contida.
Houve um grande número de apreensões na fronteira entre o México e os EUA este ano, o que irritou o presidente americano, cuja principal promessa de campanha foi a redução da imigração ilegal
A maioria dos detidos que tenta entrar nos EUA está fugindo da pobreza e da violência nas três mais problemáticas nações da América Central: Guatemala, Honduras e El Salvador.
A decisão do México de ampliar o controle em suas fronteiras em resposta às ameaças de Trump provocou divisões no governo e a renúncia do ministro de Imigração, Tonatiuh Guillén. Ele foi substituído por Francisco Garduno, que já foi director do sistema prisional do México. Trump prometeu que vai impor as tarifas se em 45 dias o México não tiver conseguido conter a imigração ilegal.
Cerimónia ocorre dois meses após destruição parcial da catedral medieval e contou com número reduzido de clérigos e fiéis, que tiveram que usar capacetes de segurança.
A catedral de Notre-Dame em Paris foi palco no sábado (15) da sua primeira missa dois meses após um incêndio devastador que destruiu o tecto da construção medieval e danificou parte da estrutura.
A missa teve início às 18h no horário de Paris (13h em Brasília) e durou 50 minutos. A cerimonia foi transmitida por um canal católico francês.
Vestido com um manto branco e capacete, o arcebispo de Paris, Michel Aupetit, liderou o serviço, que por razões de segurança contou com a participação de apenas 30 pessoas – metade delas do clero. Todos tiveram que usar capacetes e se concentrar na Capela da Virgem, no lado leste da catedral, uma área confirmada como segura por engenheiros.
O único momento em que os religiosos puderam retirar seus capacetes ocorreu durante o rito de consagração da hóstia e do vinho.
“O incêndio, que devastou o prédio em 15 de Abril, provocou uma onda de emoção, não apenas para a comunidade de fiéis”, disse o arcebispo Aupetit em seu sermão. “Esta catedral é um lugar de adoração, esse é o seu propósito verdadeiro e único.”
Redes de protecção foram amarradas acima da nave e do coro, e os escombros ainda estão espalhados pelo chão, mas os bancos permaneceram intactos.
O presidente Emmanuel Macron estabeleceu uma meta ambiciosa de cinco anos para restaurar a Notre-Dame, que foi parcialmente destruída por um incêndio em 15 de Abril. As chamas derrubaram a flecha (torre central) e consumiram a rede de vigas que sustentava o telhado.
A arquidiocese ainda aguarda uma resposta das autoridades francesas sobre a possibilidade de reabrir a esplanada em frente da catedral ao público. Se as autoridades aprovarem o plano, a ideia é celebrar as orações da noite no espaço.
A igreja também lançou um plano de erigir uma estrutura temporária em frente à catedral para receber fiéis enquanto o prédio está sendo reformado.
Cerca de 150 trabalhadores trabalham diariamente na catedral desde o incêndio, removendo destroços e estabilizando a estrutura.
Promessas de cerca de 850 milhões de euros para reconstrução foram feitas por proeminentes empresários franceses, mas apenas cerca de 9%dessa quantia foi efectivamente doada até agora.
A rádio pública France Info disse que apenas 80 milhões de euros foram entregues, com empresários entregando o dinheiro em parcelas e alguns indivíduos renunciando a suas promessas devido ao aparente sucesso da campanha.
As principais ruas de acesso ao parlamento e ao quartel-general do Governo de Hong Kong foram hoje reabertas e o trânsito voltou a circular normalmente na zona, depois de os últimos manifestantes terem dispersado voluntariamente.
De acordo com o jornal South China Morning Post (SCMP), a Hardcourt Road, uma das principais artérias que atravessam a ilha de Hong Kong, reabriu ao trânsito por volta das 11:00 (04:00 em Lisboa).
Pouco depois do amanhecer, a polícia apelou para os manifestantes desocuparem as estradas, bloqueadas desde a manifestação maciça de domingo contra a proposta de lei da extradição.
Apesar de alguma resistência inicial, os ativistas acabaram por sair voluntariamente, depois de a polícia ter sublinhado tratar-se de um apelo e não de uma ordem, escreveu o SCMP.
Cerca de dois milhões de pessoas, quase um terço da população da região administrativa especial chinesa, saiu às ruas da cidade no domingo, de acordo com os organizadores. A polícia estimou a adesão em 338 mil.
Os manifestantes exigiram a retirada definitiva das emendas à lei que permitiriam extraditar suspeitos de crimes para juridisções sem acordo prévio, como a China continental, bem como a demissão de Carrie Lam, que, sob uma pressão sem precedentes, anunciou, no sábado, que a suspensão do debate sobre a proposta.
A suspensão não apaziguou os manifestantes, que temem pela liberdade e a autonomia jurídica de Hong Kong assim que for retomado o debate.
“Estamos muito irritados porque Carrie Lam não respondeu às exigência dos manifestantes, mas agora é altura de falar sobre estratégia, e de como fazer desta uma luta a longo prazo e não apenas de um dia”, disse o ex-deputado e ativista Lee Cheuk-yan.
Se a chefe do Executivo não responder às exigências, incluindo a da demissão, o antigo legislador advertiu: “O povo voltará e a luta continuará”.
Numa declaração divulgada, no domingo à noite, apenas em chinês por um porta-voz do Governo, quando centenas de milhares de pessoas enchiam ainda as ruas da antiga colónia britânica, Carrie Lam pediu desculpa à população.
“Nos últimos dois domingos, um grande número de pessoas expressou os seus pontos de vista através de marchas”, disse a responsável, assinalando que “o Governo entende que a marcha pública é por preocupação e amor por Hong Kong”.
“Tendo em vista as fortes visões díspares na comunidade, o Governo parou o trabalho do Conselho Legislativo [parlamento local] sobre as emendas da lei”, na tentativa de ser restaurada “a calma e evitar que alguém seja ferido”, indicou.
A governante acrescentou que “o Governo reitera não existir um calendário para reiniciar o processo”.
Propostas em Fevereiro, as alterações permitiriam que a chefe do executivo e os tribunais de Hong Kong processassem pedidos de extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental.
A transferência de Hong Kong e Macau para a República Popular da China, em 1997 e 1999, respectivamente, decorreu sob o princípio “um país, dois sistemas”, precisamente o que os opositores às alterações da lei garantem estar agora em causa.
Para as duas regiões administrativas especiais da China foi acordado um período de 50 anos com elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judiciário, sendo o Governo central chinês responsável pelas relações externas e defesa.
O Movimento Democrático de Moçambique (MDM), teme que o desentendimento entre os guerrilheiros da Renamo e a sua liderança possa comprometer as eleições gerais que se avizinham.
A terceira maior força politica do país, apela à liderança da Renamo para encontrar uma melhor solução interna o quanto antes.
O posicionamento foi defendido este sábado pelo Chefe Nacional-Adjunto de Informação do Movimento Democrático de Moçambique, Augusto Pelembe.
No seu entender, o país não deve, de forma alguma, viver no meio de incertezas, colocando em causa a circulação de pessoas e bens. Pelembe apela ainda à intervenção do Ministério Público no caso.
O Chefe Nacional-Adjunto do MDM revelou que o seu partido já elegeu internamente os três candidatos a governador provincial, sendo que a decisão final caberá à Comissão Política do partido que deverá ser tomada nos próximos 20 dias.
O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, declarou na sexta-feira que vai recorrer da decisão que absolveu o homem que confessou tê-lo esfaqueado em Setembro passado, quando era ainda candidato a chefe de Estado.
“Estou a tomar as providências jurídicas do que posso fazer para recorrer. Normalmente o Ministério Público pode recorrer também, vou entrar em contacto com o meu advogado”, disse Bolsonaro aos jornalistas, ao deixar o Palácio da Alvorada, em Brasília.
“Sabemos que o circo está armado. Tentaram me assassinar, sim. Eu tenho a convicção de quem foi, mas não posso falar, porque não quero também fazer o pré-julgamento de ninguém”, declarou ainda o chefe de Estado, citado pela imprensa brasileira.
Adélio Bispo de Oliveira, que em Setembro esfaqueou o então candidato presidencial e actual chefe de Estado brasileiro, foi absolvido por ser considerado inimputável, mas foi-lhe determinada a manutenção do internamento, foi anunciado na sexta-feira.
“Os exames de corpo de delito realizados por médicos legistas e peritos judiciais evidenciaram as gravíssimas lesões causadas pela facada, que quase levaram a vítima a óbito. Contudo, por se tratar de réu inimputável, ao invés de uma sentença condenatória, o Código de Processo Penal impõe, nesta hipótese, a absolvição imprópria do réu e a imposição de medida de segurança de internamento”, diz o comunicado da justiça Federal de Minas Gerais.
O juiz federal Bruno Savino, da 3.ª vara da Justiça Federal em Juiz de Fora, no Estado de Minas Gerais, determinou que Adélio Bispo de Oliveira, autor confesso do ataque, não pode ser punido criminalmente, mantendo o seu internamento provisório na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, no Estado de Mato Grosso do Sul.
Segundo o magistrado, as perícias médicas concluíram que Adélio Bispo “é portador de transtorno delirante persistente”.
Jair Bolsonaro mostrou-se preocupado com as consequências de Adélio Bispo de Oliveira ter sido considerado inimputável devido a transtornos mentais.
“A partir deste momento, se não houver recurso e [o processo] for concluído, caso o Adélio queira dizer quem é que lhe pagou para me tentar assassinar, não terá mais valor jurídico, porque ele é maluco”, argumentou.
O suspeito respondia pelo crime de “atentado pessoal por inconformismo político” com base no artigo 20.º da Lei de Segurança Nacional do Brasil e, caso não fosse considerado inimputável, a sua pena de prisão poderia atingir os 20 anos.
O atentado ocorreu durante um ato eleitoral na cidade brasileira de Juiz de Fora, no dia 06 de Setembro, quando Adélio Bispo de Oliveira, fazendo-se passar de apoiante de Bolsonaro, esfaqueou o candidato no abdómen.
Segundo a acusação, o objectivo do atacante era o de excluir a vítima da disputa eleitoral.
Nos depoimentos, Adélio Bispo revelou que a ideia de atentar contra a vida do candidato surgiu quando soube, pelos jornais, que Jair Bolsonaro iria a Juiz de Fora.
Bolsonaro ficou mais de três semanas internado no hospital Albert Einstein, na cidade brasileira de São Paulo, e foi internado novamente no dia 27 de Janeiro para ser sujeito a uma cirurgia de retirada de bolsa de colostomia, que possuía desde o esfaqueamento.
O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman, acusou o Irã pelo atentado contra dois navios petroleiros no Golfo de Omã, ao sul do Estreito de Ormuz. O ataque ocorreu na última quinta-feira (13).
Em entrevista a um diário estatal saudita, ele disse que o regime iraniano desrespeitou a presença de Shinzo Abe, o premiê do Japão, como convidado em Teerã, ou sequer respeitou os esforços do líder japonês ao atacar os petroleiros durante sua estadia em território iraniano. Salman também afirmou que um dos dois navios atacados era japonês.
De acordo com o príncipe saudita, os ataques mostram que o Irã tem desestabilizado a região directa ou indirectamente. Salman disse que o Irã está em uma encruzilhada e precisa decidir se quer ser um país que coopera com a comunidade internacional como os outros ou se prefere continuar a ser um “Estado pária”.
Salman afirmou que o seu reino não deseja uma guerra na região, mas disse que não hesitará em enfrentar qualquer ameaça contra o seu povo, sua soberania e seus interesses vitais. A Arábia Saudita é aliada dos Estados Unidos, outro país que tem culpado o Irã pelo ataque contra os petroleiros.
Trump
O presidente norte-americano, Donald Trump, também responsabilizou o Irã pelos ataques contra os petroleiros no Golfo de Omã.
Trump falou ao programa de televisão americano Fox & Friends na sexta-feira (14), após a Marinha dos Estados Unidos ter divulgado um vídeo que supostamente exibia uma embarcação com tropas de elite da Guarda Revolucionária do Irã removendo um explosivo não detonado de um dos petroleiros.
Trump afirmou que o “Irã cometeu o acto e você sabe que eles fizeram porque você viu o barco”. Autoridades de Teerã estão negando qualquer envolvimento. Elas afirmam que o governo americano agiu imediatamente, fazendo suposições contra o Irã sem a posse de qualquer evidência factual ou circunstancial.
Atentado contra Juiz de Cumba em Niassa deixa magistrados Judiciários apreensivos. O Presidente da Associação moçambicana dos Juízes, Carlos Mondlane, considera ser urgente aprovação de um instrumento que protege a classe.
A invasão à residência do juiz Presidente do Tribunal distrital de Cuamba, em Niassa, onde quatro homens armados dispararam 28 balas sem entretanto causar vítimas, está provocar revolta e indignação a classe dos Juízes.
De acordo com o Presidente da Associação moçambicana dos Juízes, desconhece-se até aqui as razões que motivaram este atentado.
Este acontecimento vem reforçar a luta dos juízes pela aprovação de um instrumento que protege a classe dos magistrados judiciários e do Ministério público.
Os juízes estão neste momento a prestar apoio à vitima e sua família.
O homem que em Setembro esfaqueou o então candidato presidencial e actual chefe de Estado brasileiro, Jair Bolsonaro, foi absolvido por ser considerado inimputável, mas foi-lhe determinado a manutenção do internamento, foi anunciado.
“Os exames de corpo de delito realizados por médicos legistas e peritos judiciais evidenciaram as gravíssimas lesões causadas pela facada, que quase levaram a vítima a óbito. Contudo, por se tratar de réu inimputável, ao invés de uma sentença condenatória, o Código de Processo Penal impõe, nesta hipótese, a absolvição imprópria do réu e a imposição de medida de segurança de internamento”, diz o comunicado da justiça Federal de Minas Gerais.
O juiz federal Bruno Savino, da 3.ª vara da Justiça Federal em Juiz de Fora, no Estado de Minas Gerais, determinou que Adélio Bispo de Oliveira, autor confesso do ataque, não pode ser punido criminalmente, mantendo o seu internamento provisório na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, no Estado de Mato Grosso do Sul.
Segundo o magistrado, as perícias médicas concluíram que Adélio Bispo “é portador de transtorno delirante persistente”.
“O sistema prisional federal, além de possuir condições para prestar o necessário tratamento psiquiátrico, também minimiza o risco de fuga de Adélio Bispo de Oliveira, que declarou, durante o exame pericial, a sua intenção de novamente atentar contra o actual Presidente da República e também contra o ex-Presidente Michel Temer”, frisa ainda a decisão do juiz.
O suspeito respondia pelo crime de “atentado pessoal por inconformismo político” com base no artigo 20.º da Lei de Segurança Nacional do Brasil e, caso não fosse considerado inimputável, a sua pena de prisão poderia atingir os 20 anos.
O atentado ocorreu durante um ato eleitoral na cidade brasileira de Juiz de Fora, no dia 06 de Setembro, quando Adélio Bispo de Oliveira, fazendo-se passar de apoiante de Bolsonaro, esfaqueou o candidato com arma branca, no abdómen.
Segundo a acusação, o objectivo do atacante era o de excluir a vítima da disputa eleitoral.
Nos depoimentos, Adélio Bispo revelou que a ideia de atentar contra a vida do candidato surgiu quando soube, pelos jornais, que Jair Bolsonaro iria a Juiz de Fora.
Bolsonaro ficou mais de três semanas internado no hospital Albert Einstein, na cidade brasileira de São Paulo.
O chefe de Estado brasileiro foi internado novamente no dia 27 de Janeiro para ser sujeito a uma cirurgia de retirada de bolsa de colostomia, que possuía desde o esfaqueamento.
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