Dois agentes da Polícia de Guarda-Fronteira foram mortos a tiro por militares sul-africanos em território nacional. O assassinato ocorreu no Posto Administrativo da Ponta do Ouro, província de Maputo. Desconhecem-se, até agora, as causas do conflito entre as duas forças.

As mortes aconteceram cerca de 10 quilómetros do posto da fronteira, onde os agentes moçambicanos estavam em patrulha. “O País” esteve esta segunda-feira no local dos factos, na companhia dos agentes, colegas dos polícias mortos.

No local do crime ainda eram visíveis vestígios de sangue e local da rede de fronteira, por onde os três militares sul-africanos terão invadido o território nacional. O Comando Provincial da PRM tomou conhecimento que por volta das 15h30 minutos de domingo passado, terá ocorrido um incidente fronteiriço entre a polícia moçambicana e militares sul-africanos. O conflito segundo Juarce Martins, chefe do departamento de relações públicas na PRM na Província de Maputo, teve lugar no chamado “Marco 13”.

Martins confirmou à reportagem de “O País” que desse episódio dois membros da PRM morreram.

A polícia já entrou em contacto com as autoridades sul-africanas. Neste momento estão reunidas as partes (Moçambique e Africa do sul) para aferir o que efectivamente terá acontecido.

Jaime Tembe é régulo da Ponta do Ouro e esteve no chamado “Marco 13” após as autoridades terem solicitado a sua viatura para a remoção dos corpos. O régulo revela que a equipa de patrulha era composta três agentes e o guarda-fronteira sobrevivente teve dificuldades de explicar as reais motivações do ocorrido.

Os dois agentes assassinados são oriundos das províncias de Maputo e Nampula. Os corpos encontram-se na morgue do Hospital Distrital de Matutuine.

O ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, diz que já há uma equipa de peritagem na fronteira de Ponta do Ouro para apurar as reais causas do assassinato dos dois guardas fronteiras moçambicanos.

O País