A noiva do jornalista saudita Jamal Khashoggi, assassinado no consulado do seu país em Istambul, pediu justiça às Nações Unidas, defendendo que só a organização pode realizar uma investigação independente sobre o crime.
Num evento à margem do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, em Genebra, Hatice Cengiz afirmou que a investigação que a Arábia Saudita diz estar a levar a cabo “não tem legitimidade” porque “foram eliminadas provas”.
“A ONU é a única via que resta”, disse Cengiz, uma cidadã turca, acrescentando que há uma necessidade urgente de um inquérito internacional” sobre o caso.
Numa mesa redonda promovida pela organização não-governamental “Não há paz sem justiça”, com o apoio do Governo do Canadá, Cengiz referiu-se ao relatório sobre o homicídio de Khashoggi publicado na semana passada pela relatora da ONU sobre assassínios selectivos e execuções arbitrárias, Agnès Callamard.
O relatório, de 101 páginas, refere a existência de “provas credíveis” do envolvimento do príncipe saudita Mohamed bin Salman na morte do jornalista e pede a aplicação de sanções contra o herdeiro do trono da Arábia Saudita.
No relatório, que na quarta-feira será presentado oficialmente ao Conselho de Direitos Humanos, Callamard pede ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, para “exigir” avanços na investigação criminal do caso.
Hatice Cengiz disse hoje que este “é o primeiro relatório que deixa claro como se deve proceder” e considerou que a ONU tem agora a responsabilidade de investigar mais a fundo a morte de Khashoggi, apelando a que o documento “não fique esquecido em alguma prateleira”.
“Se a ONU não investigar e se não houver seguimento deste caso, quem poderá fazê-lo”, questionou-se.
A noiva do jornalista recordou que, após as informações recolhidas e reveladas pela Turquia e as conclusões de Callamard, “ninguém pode negar que foi um crime premeditado e não o resultado de uma situação que se tornou incontrolável”.
No mesmo evento, Callamard disse ter decidido investigar o caso quatro meses depois da morte de Khashoggi porque tentou sem êxito convencer outros órgãos da ONU a assumir a tarefa.
“Como isso não aconteceu, decidi fazê-lo eu, porque entrava no mandato que me deu o Conselho de Direitos Humanos, explicou a relatora.
A especialista disse que o que aconteceu a Khashoggi se insere numa tendência para o aumento do número de assassínios selectivos de jornalistas e ativistas políticos, incluindo os que estão no exílio.
A 02 de Outubro, o jornalista Jamal Khashoggi, que morava nos Estados Unidos e trabalhava para o Washington Post, entrou no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, com o objectivo de tratar de alguns documentos para poder casar-se com uma cidadã turca.
O jornalista não voltou a sair do consulado, onde foi morto por agentes sauditas, que saíram da Turquia e retornaram à Arábia Saudita logo após o assassínio do jornalista.
Após negar a morte numa primeira fase, Riade avançou com várias versões contraditórias e defende agora que o jornalista foi morto numa operação realizada por agentes e não autorizada pelo poder.
A justiça saudita inocentou o príncipe herdeiro e acusou 11 suspeitos pelo assassínio, num julgamento que começou no início de Janeiro e em que o Procurador Geral solicitou a pena de morte para cinco deles.
Durante o recenseamento foram registados 12,9 milhões de eleitores para as eleições gerais de 15 de Outubro de 2019, equivalente a pouco mais de 91% da meta inicial, anunciou na segunda-feira o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE).
“Este recenseamento inscreveu 7,3 milhões que se juntam aos 6,8 registados em 2018, totalizando 12,9 milhões de eleitores, o que corresponde a 91,3% da meta”, disse Paulo Cuinica, porta-voz da STAE, em conferência de imprensa realizada ontem em Maputo.
A meta do STAE era chegar a um total de 14 milhões de cidadãos inscritos para votar nas eleições autárquicas de 2018 e para as presidenciais de 2019. A administração eleitoral diz que em termos de inscrições, o recenseamento eleitoral de 2019 é o segundo maior, depois do processo que a instituição levou a cabo em 2009.
Ainda assim, 1,2 milhão de pessoas ficaram fora do processo de recenseamento eleitoral. Os órgãos eleitorais entendem que os ciclones e os ataques no centro e norte do país não tiveram influência negativa no recenseamento eleitoral.
O recenseamento para as eleições gerais terminou no dia 30 de maio. Pela primeira vez, além de escolherem a composição do parlamento e o Presidente da República, os moçambicanos vão eleger os governadores das 11 províncias do país, que deixam de ser nomeados pelo poder central.
As eleições gerais – legislativas, presidenciais e provinciais – estão marcadas para 15 de Outubro, marcando assim o término do ciclo eleitoral 2018/2019, que começou com as eleições autárquicas a 10 de Outubro do ano passado.
Durante a conferência de imprensa que marcou o fim da visita de Filipe Nyusi ao Egipto, os jornalistas questionaram ao Presidente sobre os possíveis impactos que a crise na Renamo poderá ter no processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR).
O Chefe do Estado diz que até ao momento não está a afectar o processo e que na quinta-feira tinha falado com o Presidente daquele partido, Ossufo Momade e que não sentiu que havia qualquer situação que estivesse a imperar o processo. Aliás, Nyusi revelou que ainda na sexta-feira as diferentes equipas de implementação do DDR estiveram reunidas, reunião essa que vai continuar esta Segunda-feira.
Nyusi diz que recebeu de Ossufo Momade a garantia de que a crise estava a ser resolvida internamente dai que ele diz não ter qualquer papel porque é uma situação iminentemente de fórum partidário. Aliás revelou que esta não é a primeira vez que se enfrenta uma crise desde que iniciaram as negociações no modelo actual, outras várias crises já aconteceram não só na Renamo.
Lembrou que mesmo após a morte de Afonso Dhlakama ficou-se numa situação de incerteza mas as coisas depois voltaram para os caris. Para Nyusi, o importante é que se encontre uma forma de resolver a questão sem colocar em causa o bem maior que é o interesse dos moçambicanos pela paz.
Por outro lado, Filipe Nyusi falou da necessidade de os moçambicanos manterem-se vigilantes para que o desenvolvimento dos projectos de exploração de gás natural não causem mais desentendimentos.
Alertou que projectos dessa natureza fazem surgir pessoas que pensam que podem tirar maiores benefícios individualmente, mas ressalta que os interesses colectivos deverão se sobrepor aos individuais.
O Presidente de Moçambique prometeu trabalhar no sentido de que os ganhos provenientes da indústria do gás sejam partilhados por todos moçambicanos. E por isso, o Governo está a pressionar as multinacionais a intensificarem a formação de jovens nacionais para não passarem ao lado das oportunidades de emprego que este negócio vai gerar e assim suscitar frustrações e desentendimentos. É nessa perspectiva que as empresas aumentaram de 5 mil para 7 mil o número de moçambicanos que poderão ter emprego naqueles projectos.
O Instituto Médio Politécnico de Engenharia e Negócios (IMPEN) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director(a) Geral do IMPEN. Saiba mais.
O Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico/a de Procurement. Saiba mais.
O Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico/a Financeiro/a. Saiba mais.
O Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico/a de Garantia de Qualidade. Saiba mais.
O Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico/a de Registo e Certificação. Saiba mais.
O Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Assistente Administrativo e Logístico. Saiba mais.
O Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Assistente de Secretariado e Arquivo. Saiba mais.
O Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Motoristas. Saiba mais.
A FELDYG Diesel & Electrical Services, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Técnicos de Instalação, Manutenção e Limpeza de Cisternas de Combustível. Saiba mais.
A Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor Júnior para Monitoria. Saiba mais.
A Direcção Provincial da Agricultura e Segurança Alimentar pretende recrutar quatro (4) Técnicos Superiores de Agro-Pecuária N1 (Médicos Veterinários). Saiba mais.
O primeiro-ministro indiano já veio a público lamentar a tragédia. Número de mortos e feridos poderá vir a subir, uma vez que ainda decorrem as operações de busca e resgate no local.
Pelo menos 14 mortos e mais de 50 feridos. É este o balanço mais recente feito pelas autoridades relativamente ao incidente que ocorreu na manhã de domingo na Índia.
Tudo aconteceu durante uma cerimónia hindu realizada em Barmer, no estado de Rajasthan, na Índia. O mau tempo que se fazia sentir no local fez cair uma tenda que provocou a morte a, pelo menos, 14 pessoas.
Segundo a agência Associated Press, há ainda cerca de 50 pessoas feridas, cujo estado de saúde não foi revelado pelas autoridades.
O primeiro-ministro indiano já lamentou a tragédia que ocorreu a quase 800 quilómetros de Nova Deli e o chefe do estado de Rajasthan fez saber que ordenou uma investigação ao sucedido.
De referir que ainda decorrem trabalhos de busca e resgate no local, razão pela qual os números poderão vir a aumentar nas próximas horas.
O Presidente da República terminou ontem (23) uma visita oficial de três dias ao Egipto a convite do seu homólogo Abdel Fatah El-Sisi.
Os dois Chefes de Estado reuniram-se na manhã de Sábado (22) por mais de uma hora e meia a sós e depois com as respectivas delegações. No final os dois Governos rubricaram três acordos de cooperação nas áreas de agricultura, consultas políticas e isenção de vistos para passaportes diplomáticos, de serviço e especiais.
Houve ainda conversações a nível ministerial nas áreas de Saúde, Cultura e Turismo. Na Saúde o acordo de cooperação deverá ser assinado posteriormente mas já decidiu-se por avançar no envio de doentes moçambicanos que precisam de realizar transplante de órgãos humanos, enquanto não for aprovada a lei sobre a matéria já depositada na Assembleia da República e em fase de auscultação pública. Moçambique deverá ainda enviar crianças que tenham determinados tipos de cancro para tratamento no Egipto, mas também de adultos, segundo assegurou a Ministra da Saúde, Nazira Abdula.
Após os encontros realizados no palácio presidencial do Egipto os dois Chefes de Estado falaram à imprensa tendo destacado a discussão sobre assuntos relacionados com a Defesa e Segurança. O Presidente da República diz ter explicado ao seu homólogo sobre a situação dos ataques em Cabo Delgado perpetrados por insurgentes até aqui sem rosto. E por seu lado, Abdel Fatah El-Sisi disse que o seu país está disponível para ajudar Moçambique a combater qualquer tipo de violência, até porque o Egipto tem larga experiência em prevenir e combater ataques terroristas protagonizados por movimentos extremistas, dai que quer trocar informações constantes com Moçambique nesse domínio, para se evitar o desenvolvimento de grupos radicais.
Filipe Nyusi disse já na conferência de imprensa de balanço da visita que os dois países têm já há vários anos acordo de cooperação no domínio de Defesa e Segurança através de formação de instrutores na Academia de Ciências Policiais e que agora o esforço é reactivar esse acordo e uma vez que tal acontece numa altura que o país enfrenta ataques de insurgentes em Cabo Delgado, deu-se tónica a esse assunto, mas que o objectivo é mesmo no âmbito geral das matérias relacionadas com a Defesa e Segurança e não apenas terrorismo em particular.
O Chefe de Estado moçambicano disse que há 10 anos que as relações diplomáticas e de cooperação com aquele país estavam praticamente hibernadas e o objectivo dos dois países é catapultá-las, por isso, no próximo ano vai se realizar a reunião da Comissão Mista que terá como objectivo avaliar o grau de implementação das decisões tomadas na “cimeira” de Cairo e explorar novas áreas de cooperação entre os dois Estados. Nyusi lembrou ainda que a última reunião do género tinha acontecido em 2010.
Para além do domínio político e diplomático, os dois países pretendem ainda relançar as relações económicas que estão muito abaixo do seu real potencial. Nos últimos anos o comércio entre Moçambique e Egipto foi de menos de cinco milhões de dólares quando pode se vender muito mais e até realizar-se investimentos significativos em ambos lados. Até porque o Egipto tem uma larga experiência na exploração do petróleo e gás natural, é uma grande potência no turismo e agricultura, serve de porta de entrada para os países da região através de uma extensa rede ferro-portuária e rodoviária, todas essas são características económicas similares a Moçambique dai que não há como os dois países não tirarem vantagens económicas nas suas relações.
Construído em 2016 no âmbito do orçamento participativo, com bancas, alpendres, escritórios e sanitários, o mercado Albasine no distrito municipal Kamubukuana, está num estado de total abandono.
Vendedores abandonam o mercado para exercerem as suas actividades nos passeios. Os comerciantes justificam a sua atitude com o facto de os clientes não entrarem no mercado.
Segundo as vendedeiras que chegaram a exercer a actividade por um período de seis meses, o muro de mais de 3 metros de cumprimento, dificulta a visibilidade aos clientes.
Ana Matsinhe, uma das comerciantes mais antigas, contou ao “O País” que o mercado já existia mesmo antes da construção da actual infra-estrutura, tinha movimento e era maior.
O argumento dos comerciantes é refutado pelo secretário do bairro, João Magaia. Segundo este, o mercado que custou aos cofres do município cinco milhões de meticais, foi construído a pedido dos próprios vendedores.
Para o secretário do bairro e os moradores, a solução do problema deve envolver os compradores.
Neste momento decorre um trabalho de sensibilização dos vendedores para saírem dos passeios, caso a mensagem não seja acatada segue-se a retirada coerciva.
200 mil pessoas realojadas na sequência dos ciclones Idai e Kenneth vivem a mais de cinco quilómetros de uma instalação de saúde funcional, diz Organização Mundial de Saúde, apelando à “reconstrução urgente”.
A Organização Mundial da Saúde alerta para as dificuldades de acesso à assistência médica entre as populações realojadas em novos bairros após dois ciclones que atingiram Moçambique, considerando urgente a reconstrução das unidades de saúde nesses locais.
“Perto de 94 instalações de saúde que foram danificadas ou destruídas pelos ciclones Idai e Kenneth permanecem inseguras e 200 mil pessoas que foram realojadas vivem a mais de cinco quilómetros de uma instalação de saúde funcional”, lê-se numa nota da Organização Mundial da Saúde (OMS) hoje divulgada.
No total, segundo a OMS, 14 % das infraestruturas afectadas pelos ciclones Idai e Kenneth no centro e norte de Moçambique foram destruídas ou parcialmente danificadas, colocando em causa famílias que já tinha dificuldades para receber assistência médica.
“Moçambique nunca será o mesmo”
“As prioridades de saúde urgentes incluem a prestação de serviços básicos de saúde para a população afectada, especialmente em locais de realojamento”, acrescenta o documento, que sugere também o reforço na capacidade laboratorial das unidades de saúde.
“Moçambique nunca será o mesmo. Essas experiências proporcionaram muitas lições e oportunidades para fortalecer o sistema de saúde”, adianta o documento, que cita Djamila Cabral, representante da OMS em Moçambique.
O ciclone Idai atingiu o centro de Moçambique em Março, provocando 604 vítimas mortais e afectando cerca de 1,8 milhões de pessoas.
Pouco tempo depois, Moçambique voltou a ser atingido por um ciclone, o Kenneth, que se abateu sobre o norte do país em Abril, matando 45 pessoas e afectando outras 250.000.
Ao menos 3 pessoas morreram e 27 ficaram feridas em um incêndio que atingiu um edifício em Paris, na França, no sábado (22). De acordo com a imprensa local, duas pessoas morreram carbonizadas e uma ao pular da janela para tentar se salvar.
O imóvel, que fica na Rua de Nemours, tem seis andares e foi construído entre os anos 70 e 80. Além de apartamentos residenciais, o prédio comporta um restaurante e uma casa de banho turco.
Por volta das 10h, o fogo havia sido “controlado, mas não totalmente apagado”, segundo um porta-voz do Corpo de Bombeiros. Um total de 200 bombeiros foram mobilizados para a ocorrência.
Agentes do laboratório forense central da polícia de Paris foram ao local para recolher informações sobre o incêndio, cuja origem ainda não foi determinada.
“Estávamos dormindo quando, por volta das 5 horas da manhã, comecei a sentir cheiro de fumaça. Abri a janela e havia um caminhão dos bombeiros na rua, vimos uma enorme coluna de fumaça. Ouvimos gritos, muito barulho e saímos correndo”, relatou à agência France Presse Jérôme Cariati, um morador do bairro.
“Vimos pessoas que foram retiradas descalças. Pareciam em choque, algumas com dificuldade para respirar”, acrescentou.
Na madrugada de 5 de Fevereiro, uma mulher com problemas psiquiátricos deliberadamente iniciou um incêndio em um prédio em Paris, matando 10 pessoas e ferindo 96, o maior número de mortos na capital em quase 14 anos.
O Governo de Moçambique vai rever, “a qualquer momento” segundo o ministro Ernesto Max Tonela, o Contrato de Concessão de Pesquisa e Produção com a multinacional ENI Est Africa S.p.A., para a Área 4 Offshore do Bloco do Rovuma.
“Os contratos de 2006, os Contratos de Concessão de Pesquisa e Produção, a perspectiva era encontrar petróleo mas foi encontrado gás”, explicou ao @Verdade o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Ernesto Max Tonela, quando questionado sobre o Decreto 47/2019.
De acordo com Tonela : “A forma de monetização do petróleo é diferente da monetização do gás natural, o 1º Acordo Complementar de 2017 foi para abrir a entrada da ExxonMobil não se abriu as questões, agora que já temos as condições para aprovar o Plano de Desenvolvimento é preciso fazer as modificações para adequar às questões do gás natural”.
“O petróleo, como disse além, tira-se do mar, põe-se em barril e exporta-se, o gás na forma líquida envolve outro tipo de projectos e o Decreto lei vai estabelecer o quadro legal”, esclareceu o governante.
Aprovado no passado dia 14 de Maio pelo Conselho de Ministro o novo diploma legal tem em vista permitir a exploração de gás natural através de uma fábrica flutuante que o irá extrair no campo de Coral Sul, na Área 4 do Bloco do Rovuma, e o liquefazer antes da sua exportação e será revisto através da assinatura de um 2ª Acordo Complementar.
Os termos da revisão visam a “Constituição e funcionamento de Entidades de Objecto Específico constituídas para efeitos de empreendimentos da Área 4; Ponto de entrega de Gás Natural Liquefeito; Determinação do valor do Gás Natural produzido e do Gás Natural Liquefeito; Venda conjunta pelas concessionárias da Área 4 à empresas afiliadas e não afiliadas; Pagamento do valor da quota-parte do Governo e da Concessionária”.
O novo acordo, que será rubricado “a qualquer momento” pelo ministro Ernesto Max Tonela em representação de Moçambique e o representante da ENI, petrolífera que lidera o consórcio a par da norte-americana ExxonMobil, da chinesa CNPC, da sul-coreana Kogas, da portuguesa Galp e da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos.
Uma agente da Polícia municipal de Gondola, na província de Manica, alvejou mortalmente um jovem e feriu outras duas pessoas durante uma confusão, na tarde de sexta-feira (21), no bairro Mucessua.
O jovem de 18 anos que em vida respondia pelo nome Filipe dos Filipe, foi alvejado por uma agente da polícia municipal quando tentava dispersar a população, que segundo apuramos no local aglomerou-se para receber arroz do programa Mundial de Alimentação. Além do morto, outras duas pessoas contraíram ferimentos provocados pelos disparos, uma situação que deixou os populares revoltados.
Tanto do programa Mundial de Alimentação, como do comando da polícia municipal, não conseguimos obter alguma reacção sobre o sucedido, mas soubemos que a referida agente foi detida no Comando distrital da PRM para mais averiguações.
Um bebé de apenas 2 meses morreu sufocado pelos próprios pais após começar a chorar durante uma relação sexual do casal. O caso ocorreu em Staffordshire, na Inglaterra, em 29 de Abril de 2014. Luke Morgan, 26 anos, e Emma Colle, 22, foram julgados e condenados na última sexta-feira (21).
O júri concluiu a decisão com base em informações apresentadas pelos investigadores. O pequeno Tyler Morgan foi sufocado propositalmente pelo pai enquanto a mãe era cúmplice. O crime aconteceu porque Luke teria se irritado com o choro do filho enquanto transava com a mulher.
O juiz Michael Chambers revelou, ainda durante o julgamento, que os pais demoraram uma hora para chamar uma ambulância após terem cometido o crime. No hospital, contudo, Tyler não resistiu e faleceu. Resultados de exames mostraram, ainda, que o bebê tinha uma costela quebrada e marcas de mordida pelo corpo.
O pai, Luke, tinha o “hábito” de bater no filho, o que teria gerado várias lesões na criança. Considerados culpados pela morte do bebê, Luke e Emma foram condenados à prisão; ele ficará detrás das grades por oito anos, e ela, por seis.
Um incêndio de grandes proporções deflagrou no sábado (22) duas estâncias de lazer no centro da cidade de Nampula. De acordo com testemunhas, as chamas iniciaram numa estância e depois se alastraram para outra muito próxima.
Suspeita-se que um curto-circuito esteja na origem do incêndio que causou altos prejuízos aos proprietários.
A intervenção tardia dos bombeiros deixou revoltados os populares que assistiam o incidente sem poder fazer nada para travar as chamas.
Nos últimos tempos tem sido quase frequente a ocorrência de incêndios em estâncias de lazer na cidade de Nampula.
O Estado sul-africano pediu até próxima semana para dar explicações sobre o assassinato de dois polícias moçambicanos. Está informação foi revelada pelo Comandante-geral da PRM durante a visita ao local do crime.
Cerca de duas semanas depois do assassinato de dois agentes da Guarda Fronteira moçambicana por militares sul-africanos, um contingente da Polícia deslocou-se à fronteira da Ponta d`Ouro para homenagear as vítimas.
No local do crime, os agentes depositaram uma coroa de flores e observaram um minuto de silêncio.
O comandante-geral da Polícia destacou o comprometimento dos agentes assassinados na garantia de segurança da fronteira e prometeu a construção de um memorial no local em sua homenagem.
Bernardino Rafael dirigiu uma parada policial e encorajou os agentes afectos na Fronteira da Ponta d´Ouro a não se intimidarem com o sucedido.
Uma mulher de 28 anos de idade matou o marido com recurso a uma enxada e presume-se que o caso tenha ocorrido por motivos passionais.
O caso foi registado na noite de quinta-feira no bairro da Cerâmica na cidade da Beira. O casal já não vivia junto a algum tempo, por razões ainda desconhecidas.
O finado de 38 anos, aparentemente embriagado deslocou-se a residência da parceira na zona da Cerâmica, ido da localidade de Mafambisse onde residia, para pedir esclarecimentos sobre uma alegada traição, iniciou uma briga que culminou com a sua morte. A indiciada alega ter cometido o crime em legítima defesa.
“Ele estava sentado na cozinha, quando me viu a chegar levantou queria me pegar, eu estava parada na porta. Tinha uma enxada na varanda, peguei lhe bati por trás ele caiu, bati pela segunda vez e lhe deixei”, confessa a indiciada.
Segundo a polícia já corre um processo-crime contra a indiciada.
“A indiciada teria com recurso a uma enxada desferido golpes contra o marido ocasionando a sua morte. Questionada ela alega estar a defender-se de agressões que vinham sendo protagonizadas pelo marido”, informou Dércio Chicate da PRM.
Cerca de 250 mil pessoas pediram em Praga a demissão do primeiro-ministro checo, Andrej Babis, suspeito de fraude com subvenções europeias, na maior manifestação no país desde a queda do comunismo em 1989.
“A julgar pelas fotos aéreas, parece que somos cerca de 250 mil aqui. Vamos ver se chega mais gente”, anunciou no início da manifestação Mikulas Minar, membro de uma organização não-governamental que organizou o protesto.
Os manifestantes concentraram-se simbolicamente no local onde decorreram as gigantescas manifestações contra o regime totalitário em 1989 durante as quais o dramaturgo e dissidente Vaclav Havel, futuro presidente da República Checa, se dirigiu à multidão.
A manifestação, onde eram visíveis bandeiras europeias e checas, foi o culminar de uma série de protestos contra Babis, o segundo homem mais rico do país, iniciativas que decorreram em Praga e noutras cidades do país desde o fim de Abril.
Apesar da contestação, o movimento populista ANO, liderado pelo primeiro-ministro, ganhou as eleições europeias.
“Babis, demissão!”, “Tenho vergonha do meu primeiro-ministro”, eram frases de alguns cartazes dos manifestantes.
Babis, de 64 anos, fundador do grupo agroalimentar Agrofert, foi acusado no ano passado de envolvimento num caso de alegado desvio de fundos euros no valor de dois milhões de euros.
Estaria também em situação de conflito de interesses devido às suas actividades políticas e negócios, de acordo com excertos dos projectos de relatório de auditoria da Comissão Europeia já publicados pela imprensa checa.
De acordo com os extractos divulgados, Babis continua a beneficiar da Agrofert, da qual se teria afastado formalmente em 2017, através de fundos controlados entre outros pela sua mulher.
O primeiro-ministro tem negado estar numa situação de conflito de interesses, considerando que as auditorias são “ataques” ao país.
Os adversários de Babis acusam-nos ainda de ter pertencido ao Partido Comunista antes de 1989 e de alegada colaboração com a polícia secreta do regime totalitário.
Os opositores exigem também a demissão da ministra da Justiça, Marie Benesova, suspeita de ter travado na justiça acções contra Babis.
Vencedor das legislativas de 2017, o movimento populista ANO, de Babis, apoiado por cerca de 30% dos eleitores, detém 78 dos 200 lugares da câmara baixa do Parlamento.
O Governo minoritário formado pelo ANO e pelo partido social-democrata CSSD é apoiado pelos comunistas
O Serviço de Migração em Manica neutralizou mais de 40 cidadãos de nacionalidade estrangeira que pretendiam atravessar ilegalmente para a vizinha África do Sul.
Este é o terceiro grupo de imigrantes ilegais que caem nas mãos das autoridades em Manica em menos de dois meses. Regra-geral, quando questionados, estes dizem que o seu destino é África do Sul em busca de oportunidades de emprego.
“Eu venho de Malawi. Vou a África do Sul. O nosso guia abandonou-nos, vamos a procura de emprego”, disse Cristian Mazongi
“A polícia moçambicana neutralizou-nos. Não temos passaportes. Meteram-nos nas celas, estamos aqui há uma semana e estamos passar fome”, informou outro estrangeiro, Patreck Mutee.
Manica tem sido o corredor privilegiado para os imigrantes ilegais. Questionamos ao porta-voz da Migração em Manica se tal situação deriva-se de fragilidades no controlo das fronteiras moçambicanas, ao que nos respondeu.
“Fragilidade não, temos que tomar em conta a localização do nosso país que tem ligação com vários países como a África do sul, que em termos económicos é um potencial na África austral”, esclareceu o porta-voz
Nos próximos dias, os referidos imigrantes ilegais, entre malawianos, gambianos, nigerianos e burundeses deverão ser repatriados para o seu país de origem.
O Instituto Médio Politécnico de Engenharia e Negócios (IMPEN) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director(a) Geral do IMPEN. Saiba mais.
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Um acidente ferroviário ocorreu na aldeia de Bialosliwie, na região centro-oeste da Polónia, na tarde desta quinta-feira, quando dois comboios de passageiros colidiram.
O incidente...
Após os terramotos que abalaram a Venezuela na noite de quarta-feira (24), cerca de 40 mil pessoas estão registadas como desaparecidas.
Essa informação foi disponibilizada...