Construído em 2016 no âmbito do orçamento participativo, com bancas, alpendres, escritórios e sanitários, o mercado Albasine no distrito municipal Kamubukuana, está num estado de total abandono.

Vendedores abandonam o mercado para exercerem as suas actividades nos passeios. Os comerciantes justificam a sua atitude com o facto de os clientes não entrarem no mercado.

Segundo as vendedeiras que chegaram a exercer a actividade por um período de seis meses, o muro de mais de 3 metros de cumprimento, dificulta a visibilidade aos clientes.

Ana Matsinhe, uma das comerciantes mais antigas, contou ao “O País” que o mercado já existia mesmo antes da construção da actual infra-estrutura, tinha movimento e era maior.

O argumento dos comerciantes é refutado pelo secretário do bairro, João Magaia. Segundo este, o mercado que custou aos cofres do município cinco milhões de meticais, foi construído a pedido dos próprios vendedores.

Para o secretário do bairro e os moradores, a solução do problema deve envolver os compradores.

Neste momento decorre um trabalho de sensibilização dos vendedores para saírem dos passeios, caso a mensagem não seja acatada segue-se a retirada coerciva.

O País