Durante a conferência de imprensa que marcou o fim da visita de Filipe Nyusi ao Egipto, os jornalistas questionaram ao Presidente sobre os possíveis impactos que a crise na Renamo poderá ter no processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR).

O Chefe do Estado diz que até ao momento não está a afectar o processo e que na quinta-feira tinha falado com o Presidente daquele partido, Ossufo Momade e que não sentiu que havia qualquer situação que estivesse a imperar o processo. Aliás, Nyusi revelou que ainda na sexta-feira as diferentes equipas de implementação do DDR estiveram reunidas, reunião essa que vai continuar esta Segunda-feira.

Nyusi diz que recebeu de Ossufo Momade a garantia de que a crise estava a ser resolvida internamente dai que ele diz não ter qualquer papel porque é uma situação iminentemente de fórum partidário. Aliás revelou que esta não é a primeira vez que se enfrenta uma crise desde que iniciaram as negociações no modelo actual, outras várias crises já aconteceram não só na Renamo.

Lembrou que mesmo após a morte de Afonso Dhlakama ficou-se numa situação de incerteza mas as coisas depois voltaram para os caris. Para Nyusi, o importante é que se encontre uma forma de resolver a questão sem colocar em causa o bem maior que é o interesse dos moçambicanos pela paz.

Por outro lado, Filipe Nyusi falou da necessidade de os moçambicanos manterem-se vigilantes para que o desenvolvimento dos projectos de exploração de gás natural não causem mais desentendimentos.

Alertou que projectos dessa natureza fazem surgir pessoas que pensam que podem tirar maiores benefícios individualmente, mas ressalta que os interesses colectivos deverão se sobrepor aos individuais.

O Presidente de Moçambique prometeu trabalhar no sentido de que os ganhos provenientes da indústria do gás sejam partilhados por todos moçambicanos. E por isso, o Governo está a pressionar as multinacionais a intensificarem a formação de jovens nacionais para não passarem ao lado das oportunidades de emprego que este negócio vai gerar e assim suscitar frustrações e desentendimentos. É nessa perspectiva que as empresas aumentaram de 5 mil para 7 mil o número de moçambicanos que poderão ter emprego naqueles projectos.

O País