Um acidente ocorrido na Estrada Nacional Número Quatro (N4), nas proximidades do Cemitério da Texlom, resultou em pelo menos 16 feridos, incluindo o motorista e o cobrador de um transporte semi-colectivo que efectuava a ligação entre Boane e Malhampsene.
De acordo com informações apuradas pelo “Notícias Online”, a colisão foi causada pela explosão do pneu traseiro do lado direito do veículo, o que levou o condutor a perder o controlo e a embater numa barreira de protecção.
As vítimas foram rapidamente transportadas para o Hospital Provincial da Matola, onde estão a receber os cuidados médicos necessários.
O acidente também provocou a dispersão de destroços na via, o que condicionou o trânsito durante alguns minutos até à remoção do veículo pelos serviços da concessionária responsável.
As autoridades locais continuam a investigar as circunstâncias do acidente, que causou preocupação entre os passageiros e transeuntes na área.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Mercadorias Locais (Matola). Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais de SMI/CANCUM. Saiba mais.
Dois elementos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique foram detidos na 12.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Maputo, sob a acusação de porte ilegal de arma de fogo e pertença a uma quadrilha dedicada a assaltos à mão armada em residências e estabelecimentos comerciais.
Os suspeitos foram interceptados no bairro da Maxaquene, onde se encontravam na posse de uma arma, acompanhada de três munições. Durante o interrogatório, ambos negaram as acusações que lhes foram apresentadas.
A situação levanta preocupações acerca da segurança pública e da actuação dos serviços de segurança no combate à criminalidade armada na capital moçambicana.
O Ministro do Planeamento e Desenvolvimento de Moçambique, Salim Valá, sublinhou a importância de integrar jovens e mulheres em grandes projectos minerais, de modo a evitar a exploração de recursos que não beneficie as comunidades locais.
Durante a apresentação dos contornos para a implementação do Plano Económico de Recuperação e Crescimento 2025-2029, realizada na cerimónia que assinalou o 30.º aniversário do Millennium Bim, o ministro afirmou que a exploração dos recursos naturais é uma das vias para alcançar a recuperação económica do país.
“Queremos transmitir a mensagem de que o gás natural não é um fim em si mesmo. É um mecanismo para financiar a diversificação económica, modernizar a agricultura, expandir a industrialização, fortalecer o capital humano, implementar infraestruturas modernas, capacitar pequenas empresas e criar empregos”, afirmou Valá.
O ministro destacou que os países que prosperaram com os recursos naturais são aqueles que transformaram receitas extraordinárias em investimentos estratégicos. “Este é o caminho que Moçambique pretende seguir. O país não pode continuar a ser rico em recursos, mas pobre em benefícios. Este é um erro histórico que alguns países cometeram, mas que o nosso não pode permitir-se”, explicou.
O governo encontra-se a implementar políticas de conteúdo local e mecanismos de financiamento produtivo, contando também com fundos territoriais e o fortalecimento do capital humano, bem como incentivos claros para que grandes projectos integrem jovens, mulheres e empresas moçambicanas nas suas cadeias de valor.
“Não queremos apenas extrair riqueza; desejamos transformá-la, multiplicá-la e distribuí-la, superando assim a doença holandesa e a maldição dos recursos”, concluiu o ministro.
Moçambique e os Estados Unidos da América (EUA) oficializaram a conclusão de um programa de treino anti-terrorismo, com a graduação de 105 soldados das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).
O evento decorreu no Campo de Treinamento da Moamba, localizado na província de Maputo.
A cerimónia contou com a presença do General Jane Dos Santos, Chefe do Estado-Maior General das FADM, e do Tenente-Coronel Louis Cascino, Adido de Defesa dos EUA em Moçambique. Durante o evento, ambos os oficiais reconheceram o desempenho dos formados, enfatizando o compromisso contínuo no fortalecimento da cooperação bilateral em matéria de segurança.
O treino teve como premissa o aprimoramento da capacidade das FADM no combate a ameaças de extremismo violento. Os soldados receberam instruções em áreas como tácticas de pequenas unidades, planeamento operacional, atendimentos médicos em combate e protecção de civis.
De acordo com uma nota publicada, os graduados demonstraram melhorias significativas em prontidão, coordenação e execução de missões, capacidades cruciais para os esforços do país na promoção da estabilidade nas regiões afectadas, assim como nos objectivos nacionais relacionados à resiliência e à segurança comunitária.
Tanto Moçambique como os EUA reiteraram a importância do envolvimento contínuo e dos treinos conjuntos, que se traduzem na segurança colectiva e no fortalecimento das relações entre as duas nações.
O governo moçambicano anunciou a intenção de alterar o Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado (CIVA), com o objectivo de expandir a tributação sobre as transacções electrónicas.
A informação foi divulgada pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, durante uma conferência de imprensa após a 41ª sessão ordinária deste órgão, realizada na capital do país.
O Conselho de Ministros aprovou uma proposta de lei que visa reformular o CIVA, documento que será submetido à Assembleia da República. Essa alteração tem como finalidade eliminar distorções existentes no actual sistema de imposto, promovendo a paridade entre a liquidação do imposto e o direito à sua dedução.
A proposta inclui a modernização e simplificação dos procedimentos relativos à submissão electrónica de facturas e documentos equivalentes. A revisão irá, ainda, promover uma reformulação criteriosa dos regimes de tributação, levando em consideração a reestruturação do sistema tributário em Moçambique.
Impissa destacou o rápido crescimento das carteiras móveis e a crescente utilização de plataformas electrónicas para comércio, sublinhando que as transacções digitais ocupam uma fatia significativa do comércio interno e internacional, especialmente na aquisição de bens e serviços. O governo tem vindo a notar a diminuição dos serviços bancários tradicionais, em favor das soluções móveis.
O porta-voz enfatizou que um elevado número de transacções em moeda electrónica permanece isento de tributação, uma realidade que não condiz com a contribuição fiscal esperada das diversas entidades que realizam estas operações.
Impissa também asseverou que para a implementação de tais medidas será necessária a criação de normas standard que orientem as unidades prestadoras de serviços, evitando a tributação sem a devida legitimação legal.
Exemplificou o elevado volume de negócios gerado por plataformas como M-pesa, E-Mola e m-Kesh, sublinhando que estes serviços digitais ainda não são devidamente tributados, apesar de muitos utilizadores lucrarem substancialmente através das carteiras móveis.
A proposta segue agora para o parlamento moçambicano, onde será avaliada e discutida pelos deputados.
A Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE) procedeu ao encerramento de um restaurante na cidade de Maputo devido a diversas irregularidades, sendo as más condições de higiene a principal razão, comprometendo a saúde dos consumidores.
Segundo a INAE, o estabelecimento em questão utilizava óleo impróprio para o consumo, que era mantido por longos períodos em estado degradado, o que compromete a qualidade dos alimentos servidos.
Adicionalmente, foram observadas situações preocupantes, como a presença de insectos nas instalações e a manipulação de alimentos sem o uso de luvas. Essas práticas violam normas básicas de higiene e aumentam o risco de contaminação alimentar.
A exploração de minerais críticos em Moçambique exige um compromisso com a transparência, a responsabilidade e a valorização local.
Esta foi a posição defendida durante a Conferência Nacional sobre Minerais Críticos, que contou com a presença de representantes do governo, assembleias provinciais, sector privado, academia e sociedade civil.
O evento visou discutir estratégias para transformar o potencial mineral do país em desenvolvimento socioeconómico, beneficiando directamente a população local. O coordenador de programas do Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD), Osmana Cossing, sublinhou o papel estratégico de Moçambique na cadeia global destes minerais.
Cossing realçou a raridade da oportunidade que o país enfrenta, uma vez que a transição energética e digital está a aumentar a demanda global por minerais críticos, em que Moçambique é detentor de activos geológicos significativos, como grafite, lítio, tântalo, nióbio e titânio. No entanto, ele advertiu que a falta de um quadro legislativo específico pode comprometer a prospecção, exploração e comercialização eficaz destes recursos.
“É imperativo que o país desenvolva uma legislação robusta que assegure investimentos sustentáveis, a valorização local e benefícios sociais para todos os cidadãos”, declarou Cossing.
Adelson Rafael, coordenador de políticas e programas da Oxfam, reiterou a necessidade de uma exploração responsável dos recursos minerais, sublinhando que a exploração deve ser benéfica para toda a sociedade e não apenas para grupos específicos. Ele apela à criação de um quadro legal que maximize a valorização local, promova a transparência e fortaleça a participação comunitária.
Edson Mathes, presidente da Câmara de Minas de Moçambique, enfatizou a importância de práticas sustentáveis e seguras no sector. Mathes reafirmou que o objetivo deve ser garantir que os recursos beneficiem directamente os moçambicanos, especialmente as comunidades locais, em consonância com as reformas do Ministério de Recursos Minerais e Energias.
Os debates da conferência abordaram ainda a criação de emprego, a geração de receitas fiscais e a integração das comunidades nos benefícios provenientes dos projectos de mineração. Os participantes concluíram que um modelo responsável e transparente é crucial para converter o potencial mineral de Moçambique em desenvolvimento sustentável e fortalecimento da economia nacional.
A conferência destacou, portanto, o compromisso colectivo em promover uma mineração transparente e responsável, com a expectativa de que Moçambique se torne um parceiro confiável e competitivo no mercado global de minerais estratégicos, assegurando benefícios diretos às comunidades locais e contribuindo para o desenvolvimento socioeconómico do país.
O Presidente da República de Moçambique, na sequência do seu compromisso com a justiça e equidade fiscal, solicitou o agendamento urgente de várias propostas de alterações legislativas relevantes para o sistema fiscal do país.
Entre as propostas apresentadas, destaca-se a alteração dos artigos 21, 22 e 27 das Instruções Preliminares da Pauta Aduaneira. Adicionalmente, foi proposta a prorrogação da vigência do Imposto sobre Consumos Específicos, conforme estipulado na Tabela anexa ao Código pertinente. Também se prevê a alteração do Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado e do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas.
De acordo com um comunicado oficial emitido pela Presidência da República, a submissão destas alterações ao pacote fiscal representa uma concretização dos compromissos assumidos pelo Presidente no seu discurso inaugural, tendo em vista a expansão da base tributária, assim como o reforço da transparência e confiança no sistema fiscal moçambicano.
O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, encontra-se a cumprir uma pena de 27 anos e três meses de prisão, tendo sido determinado que deverá permanecer em regime fechado durante, pelo menos, sete anos e meio. Esta informação foi divulgada pela Justiça brasileira.
Um documento enviado pelo Tribunal de Execuções Penais de Brasília ao Supremo Tribunal Federal indicou que Bolsonaro poderá solicitar a transição para o regime de prisão semiaberta apenas a partir de 24 de Abril de 2033. Caso seja-lhe concedido este benefício, o ex-presidente, que terá então 78 anos, poderá sair da prisão durante o dia para trabalhar ou estudar, sendo obrigado a regressar para passar a noite no local de reclusão.
O tribunal estima ainda que Jair Bolsonaro poderá requerer a liberdade condicional, que permite a saída da prisão sob certas condições, a partir de 13 de Março de 2037, poucos dias antes de completar 82 anos.
Bolsonaro começou a cumprir oficialmente a sua pena no dia 4 de Agosto, após o tribunal superior ter ordenado a prisão domiciliária devido à violação de restrições impostas. A pena terminará em 2052.
O ex-presidente continua a acreditar que o Supremo Tribunal Federal irá acolher o recurso que apresentou na semana passada, no qual solicita a anulação de todo o processo que culminou na sua condenação por tentativa de golpe. Contudo, o recurso enfrenta dificuldades, uma vez que o tribunal superior já considerou o processo encerrado.
Actualmente, Bolsonaro cumpre pena numa cela especial na sede da Polícia Federal em Brasília, após ter sido considerado culpado de liderar uma conspiração que visou impedir a posse do actual Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, o qual o derrotou nas eleições de Outubro de 2022.
O Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, alertou que o reduzido nível de mecanização no sector agrícola nacional continua a ser um factor determinante na diminuição do volume de produção alimentar em Moçambique.
Durante uma intervenção no programa “Cartas Na Mesa”, da Rádio Moçambique, o governante enfatizou que as dificuldades de acesso ao crédito, juntamente com a irregularidade das chuvas, constituem entraves significativos para os produtores locais.
Em resposta a esses desafios, o ministro sublinhou a intenção do seu ministério em investir na construção de novos sistemas de irrigação, visando reduzir a dependência das condições climáticas para a produção agrícola.
A questão da mecanização e da irrigação emergem, assim, como prioridades a serem abordadas para garantir um aumento sustentável da produção alimentar no país.
A província de Sofala deu início à administração da vacina contra a malária, como parte do esforço para reforçar as medidas de prevenção da doença.
A vacinação será, inicialmente, dirigida a crianças com seis meses de vida, sendo estimado que cerca de cento e vinte e cinco mil menores sejam imunizados mensalmente em toda a província.
Beatriz Patrício, supervisora provincial do Programa Alargado de Vacinação em Sofala, esclareceu que a introdução da vacina não substitui outras medidas preventivas já em vigor.
A implementação da vacina contra a malária irá avançar de forma gradual em todos os distritos, com equipas técnicas destacadas para apoiar as unidades sanitárias e monitorar todo o processo de vacinação.
Os governos britânico e holandês anunciaram a retirada de um total de 2,2 mil milhões de dólares em apoio ao crédito de exportação para o projecto de Gás Natural Liquefeito (LNG) em Moçambique, localizado na província de Cabo Delgado. O operador deste projecto é a empresa francesa TotalEnergies.
O governo do Reino Unido revelou que retirou o seu apoio de 1,15 mil milhões de dólares ao projecto. Em 2020, havia prometido um empréstimo de 300 milhões de dólares, além de um seguro avaliado em cerca de 700 milhões de dólares, através do UK Export Finance.
No mesmo dia, o governo holandês comunicou que a TotalEnergies havia retirado um pedido de seguro de exportação no valor de 1,1 mil milhões de dólares.
Segundo a agência de notícias Reuters, a Atradius Dutch State Business havia autorizado um total de 1,3 mil milhões de dólares em seguros de exportação via duas apólices, sendo que a maior delas foi rescindida a pedido da empresa, conforme declarado pelo ministério das finanças holandês.
O UK Export Finance tinha inicialmente afirmado que o projecto beneficiaria os interesses britânicos. Contudo, o Secretário de Estado britânico, Peter Kyle, emitiu uma declaração afirmando: “Embora estas decisões não sejam fáceis, o governo acredita que o financiamento britânico deste projecto não avançará os interesses do nosso país”.
Kyle também comentou que, em preparação para reiniciar o projecto, o UKEF foi apresentado a uma proposta para alterar os termos de financiamento previamente acordados. Os seus oficiais avaliaram os riscos associados ao projecto, concluindo que estes aumentaram desde 2020. O governante adiantou que “os interesses dos contribuintes britânicos estão melhor servidos ao terminarmos a nossa participação neste projecto neste momento”.
Grupos ambientalistas criticaram o Mozambique LNG, embora as preocupações em torno dos direitos humanos tenham sido provavelmente determinantes. Relatos indicam que tropas moçambicanas, encarregadas de proteger o projecto, detiveram, torturaram e assassinaram civis. O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, negou estas alegações, que lançam uma sombra sobre o projecto.
O projecto Mozambique LNG tem estado paralisado há quatro anos e meio, desde que um grupo jihadista ligado à organização terrorista Estado Islâmico atacou a cidade de Palma em Março de 2021, obrigando a TotalEnergies a declarar um estado de força maior. Com o apoio do Ruanda, as forças armadas moçambicanas recuperaram o controlo de Palma e, em outubro, a Total levantou o estado de força maior, declarando que a área era agora segura para o trabalho.
A TotalEnergies deixou claro que a retirada do apoio britânico e holandês não deverá impedir a continuidade do projeto. O executivo-chefe Patrick Pouyanné afirmou em Fevereiro que estava “pronto para exercer todos os meus direitos contratuais”, aparentando ameaçar recorrer a ações legais contra empresas que retiraram o seu apoio inicial ao Mozambique LNG.
A TotalEnergies condicionou a retoma do projecto a um acordo com o governo moçambicano sobre os custos adicionais decorrentes da paragem de quatro anos e meio, além de uma proposta para a extensão do contracto por mais uma década.
Em Outubro deste ano, a TotalEnergies anunciou a suspensão do estado de força maior, mas alegou que o custo da interrupção totalizava 4,5 mil milhões de dólares. A empresa pretende que estes custos sejam acrescidos ao valor do investimento, o que implicaria a dedução das receitas futuras de gás produzidas na Bacia do Rovuma, afetando assim as receitas fiscais do Estado.
Quanto à extensão do contrato, o governo não viu razões para que uma interrupção de quatro anos e meio fosse compensada com uma prorrogação de dez anos. Na semana passada, o Governo aprovou uma Resolução determinando que o período para o Desenvolvimento e Produção do Projeto Mozambique LNG deve manter os 30 anos inicialmente previstos. Na prática, isso significa que a extensão do contrato entre o Governo e a TotalEnergies corresponderá apenas ao período exato em que o projeto esteve paralisado devido à declaração de força maior em Março de 2021.
Ainda não foi alcançado um acordo sobre os custos adicionais, visto que o Governo aprovou a realização de uma auditoria independente dos custos declarados pela TotalEnergies, cujos resultados deverão ser validados pelas autoridades.
O Presidente do Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank), George Elombi, revelou em Maputo, a intenção da instituição em financiar projectos em Moçambique, com um montante que pode variar entre 3 a 4 mil milhões de dólares. Este anúncio foi feito logo após uma audiência com o Presidente da República, Daniel Chapo.
O encontro, segundo Elombi, foi frutífero e centrado em questões económicas, contando com uma discussão aprofundada sobre a estratégia do governo moçambicano, particularmente nos cinco pilares fundamentais: energia, turismo, minerais, refinarias e indústrias de processamento.
Durante as conversações, as partes exploraram diversas formas de apoiar a economia moçambicana. O resultado dessas discussões traduzir-se-á na elaboração de um programa de financiamento focado em projectos de geração de energia, linhas de transmissão, infra-estruturas turísticas e outras iniciativas que visam reforçar a parceria entre Moçambique e o Afreximbank.
O Presidente Daniel Chapo manifestou a disposição do seu governo para colaborar em todas as iniciativas necessárias que fortaleçam esta parceria. Adicionalmente, Elombi foi recebido pela Ministra das Finanças, Carla Louveira, numa audiência cujo objectivo era mobilizar financiamentos para projectos prioritários e expandir o apoio do Afreximbank aos sectores público e privado.
É importante referir que Moçambique se tornou membro do Afreximbank em 1993, como Accionista Fundador de Classe A, com uma subscrição de um milhão de dólares. A adesão oficial ao acordo que cria o Afreximbank, em Setembro de 2019, permitiu ao país aceder a linhas de financiamento expansivas, criando novas oportunidades para investimento e desenvolvimento económico.
A Ministra Louveira sublinhou o papel central do Afreximbank na promoção do comércio, destacando que o governo enviou um pedido de financiamento para um projecto de mecanização agrícola, que inclui a aquisição de quase 4 mil máquinas e equipamentos, além da construção de um Centro de Serviços e Montagem e três Centros Regionais para manutenção e capacitação de agricultores.
O encontro de hoje reforçou o compromisso de intensificar a cooperação financeira e assegurar um apoio robusto aos projectos que promovem a produtividade e o crescimento sustentável do país.
Um casal de pastores foi condenado a mais de 230 anos de prisão devido a crimes sexuais cometidos contra fiéis da sua própria congregação. As sentenças foram proferidas pela 5ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO).
Vanderlei Antônio de Oliveira recebeu uma pena de 136 anos de prisão pelo crime de estupro de vulnerável. A sua esposa, Maria de Lurdes dos Santos Oliveira, foi sentenciada a 95 anos de reclusão por permitir, ocultar e facilitar os abusos perpetrados pelo marido.
Segundo a denúncia, os crimes ocorreram durante encontros que eram apresentados como experiências espirituais, onde o casal afirmava estar incorporado por “anjos encarnados”. As vítimas eram membros da igreja Assembleia de Deus Ministério Bola de Fogo, uma instituição fundada pelos próprios réus.
O Ministério Público de Moçambique deu início a uma operação de busca, captura e apreensão que envolve funcionários da Autoridade Tributária, da Direcção Nacional do Tesouro e de diversas instituições privadas.
A acção é coordenada pela Procuradoria-Geral da República, em colaboração com o Gabinete Central de Combate à Corrupção e ao Crime Transnacional.
As investigações centram-se em casos de corrupção e sonegação de impostos. Para além das tradicionais operações de busca, algumas fontes indicam que parte dos funcionários visados se encontra retida nas respectivas instituições, enquanto os investigadores se dedicam à recolha de documentação e análise de registos financeiros.
Informações obtidas pelo “Notícias Online” revelam que o esquema investigado inclui manipulação de valores fiscais, facilitação ilícita de processos, e o recebimento de subornos para a redução de impostos que deveriam ser pagos ao Estado.
A operação vislumbra a resolução de questões que têm suscitado preocupações sobre a integridade fiscal e a boa gestão dos recursos públicos em Moçambique.
O edil da Maxixe, na província de Inhambane, manifestou a sua indignação em relação aos empreiteiros que abandonam obras públicas ou entregam trabalhos de má qualidade, considerando que essas práticas lesam o Estado e prejudicam directamente a população.
Issufo Francisco defende que empresas com um histórico negativo não deveriam ser elegíveis para novos contractos públicos, enfatizando a necessidade de medidas mais rigorosas para proteger o erário público e responsabilizar aqueles que transformam investimentos públicos em obras inacabadas.
Este episódio reflete a crescente frustração do edil em relação ao comportamento de certos empreiteiros, que, segundo a administração municipal, actuam de forma desonesta. Recentemente, dois empresários foram acusados de abandonar obras públicas após terem recebido fundos do Estado.
Além disso, um terceiro empreiteiro, que está actualmente em actividade na cidade, iniciou uma obra em Dezembro do ano passado com um prazo de conclusão de seis meses. No entanto, passados vários meses além do limite estipulado, os trabalhos ainda estão longe de ser finalizados.
Issufo Francisco fez estas denúncias durante a inauguração de uma estrada recentemente construída, onde apelou à população para colaborar na fiscalização dos veículos que circulam na via, a fim de evitar a rápida degradação da infra-estrutura. A estrada, dotada de sistemas de drenagem, foi erguida com recursos do município e representa um investimento de aproximadamente 20 milhões de meticais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Mercadorias Locais (Matola). Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais de SMI/CANCUM. Saiba mais.
O comandante supremo do Exército do Sudão, Abdel Fattah al-Burhan, declarou que rejeita qualquer solução para o conflito em curso no Sudão que não inclua o desmantelamento e desarmamento do grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF).
Em um comunicado divulgado pelo gabinete de imprensa do Conselho Soberano do Sudão, al-Burhan afirmou que “qualquer iniciativa que não inclua o desmantelamento e o desarmamento da milícia rebelde terrorista é completamente inaceitável”, reiterando que essa é “uma firme convicção”.
As declarações de al-Burhan surgem em meio a negociações para uma trégua humanitária mediada pelos Estados Unidos. Na semana passada, os paramilitares anunciaram um cessar-fogo unilateral, que, no entanto, não se consolidou e não conseguiu pôr fim à onda de violência.
Durante uma cerimónia em memória dos mártires do exército sudanês, al-Burhan destacou que “as opções e soluções têm sido limitadas devido à magnitude do derramamento de sangue, dos mártires e do sofrimento em vastas áreas do Sudão, especialmente no Darfur e em Al-Fashir”. Para o líder militar, “só há uma solução: a eliminação da milícia”, referindo-se às Forças de Apoio Rápido (RSF), e prometeu levar à justiça os responsáveis por crimes cometidos.
Al-Burhan também fez um apelo a “todos aqueles que desejam pegar em armas para combater a milícia”, uma convocação que tem reiterado ao longo dos mais de dois anos e meio de conflito, criando alianças entre as Forças Armadas e grupos rebeldes locais. Ele elogiou o governador do Darfur, Arko Minawi, por seu “compromisso em pôr fim ao conflito” e expressou “a sua profunda gratidão a todas as forças unidas e de apoio”.
Este anúncio ocorreu pouco após Minawi, também líder rebelde aliado do Exército na luta contra as RSF, emitir um decreto que estabelecia o Comité Superior para a Mobilização Popular e Resistência no Darfur. O governador ordenou às autoridades que tomassem todas as medidas necessárias para implementar a decisão rapidamente, incluindo a abertura de campos de treino e o recrutamento de cidadãos do Darfur aptos a portar armas.
A nova formação visa unificar os esforços populares e militares sob um único comando, reforçando as capacidades de defesa da região contra as violações e a expansão militar das RSF.
Enquanto isso, intensos combates continuam na região central do Cordofão, com ambos os lados lutando pelo controle, após as RSF terem assumido total domínio da vasta região ocidental do Darfur sobre o Exército, no final de outubro, e lançado novas ofensivas para conquistar mais território.
A presidente da Assembleia da República de Moçambique, Margarida Talapa, toma posse como membro da Assembleia Plenária do Fórum Parlamentar da SADC.
A cerimónia realiza-se em Durban, África do Sul, no âmbito da 58.ª Sessão do Fórum Parlamentar da África Austral.
Na véspera da cerimónia formal, Margarida Talapa protagonizou encontros de cortesia com os seus colegas de Angola, Adão da Fonseca, e do Malawi, Sameer Suleman. Estas reuniões visam o fortalecimento da cooperação institucional entre os parlamentos da região.
Este é o primeiro contacto oficial da presidente da Assembleia da República com os novos líderes parlamentares de Angola e do Malawi. Adão da Fonseca assumiu recentemente a presidência da Assembleia Nacional de Angola, sucedendo à Carolina Cerqueira. Por sua vez, Sameer Suleman foi eleito presidente da Assembleia Nacional do Malawi nas eleições gerais ocorridas em Outubro passado.
Foram publicadas hoje, dia 21 de Outubro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:
Clique aqui para baixar a edição em...
O internacional português Cristiano Ronaldo foi sancionado pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) com uma suspensão de 30 dias e uma multa de 255...
A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve três cidadãos na cidade de Quelimane, indiciados no crime de falsificação e introdução no mercado de...
O Núcleo de Arte de Moçambique alertou recentemente para a persistência do fenómeno de falsificação de obras de arte de artistas nacionais.
Em comunicado...