Pelo menos 142 pessoas perderam a vida e 127 estão desaparecidas na sequência da passagem do tufão Kalmaegi pelo centro das Filipinas, conforme dados oficiais divulgados pela agência de notícias France-Presse (AFP).
O Departamento Nacional de Defesa Civil das Filipinas confirmou um total de 114 mortes, enquanto a província de Cebu relatou 28 vítimas mortais. O balanço anterior da protecção civil indicava 85 mortos e 75 desaparecidos.
Em Cebu, numerosas pessoas ficaram presas nos telhados das suas habitações, pedindo socorro à medida que as águas subiam rapidamente. O governo provincial declarou estado de calamidade para possibilitar a mobilização imediata de fundos de emergência.
Cebu, que conta com uma população de 2,4 milhões de habitantes, ainda se recuperava de um sismo de magnitude 6,9 que ocorreu em Setembro e que resultou na morte de 79 pessoas.
A maioria das vítimas do tufão morreu afogada ou foi atingida por destroços, devido a inundações repentinas e aluimentos de terras provocados pelo Kalmaegi, que destruiu habitações e arrastou veículos, de acordo com Bernardo Rafaelito Alejandro, responsável adjunto do Gabinete de Defesa Civil.
Durante a sua passagem pelo centro do arquipélago, o tufão trouxe ventos de 130 quilómetros por hora, com rajadas que atingiram até 180 km/h. O exército informou que seis militares perderam a vida quando um helicóptero da Força Aérea se despenhou na província de Agusan del Sur, enquanto realizava uma missão de ajuda humanitária.
Mais de 387 mil pessoas foram evacuadas das áreas em risco e cerca de 3.500 passageiros ficaram retidos em quase uma centena de portos devido à proibição de navegação.
As autoridades locais apontam que anos de exploração mineira e deficiências nas obras de drenagem agravaram o impacto das cheias.
Após atravessar o mar do Sul da China, a tempestade deverá atingir o Vietname ainda hoje, provocando chuvas intensas no norte da Tailândia, segundo os serviços meteorológicos da região.
Todos os anos, cerca de 20 tempestades ou tufões afetam ou se aproximam das Filipinas, impactando principalmente as regiões mais pobres do país.
















