Os professores da Escola Portuguesa de Moçambique (EPM), localizada na cidade de Maputo, iniciaram esta manhã uma greve por tempo indeterminado, em protesto contra a falta de condições laborais adequadas, uma situação que se arrasta há mais de duas décadas.
Os docentes exigem a implementação de um decreto-lei aprovado pelo Ministério da Educação de Portugal, que visava garantir a equidade nas condições salariais e sociais para todos os professores.
Este decreto-lei, aprovado em Junho, deveria ter entrado em vigor no dia 1 de Setembro, mas, segundo os professores, isso não ocorreu. “O que nós vimos foi que as coisas não aconteceram desta forma. Portanto, há muitos subsídios que estavam previstos na lei que foram pagos apenas sob pressão. Hoje temos professores que receberam tudo e outros que não receberam nada; é uma situação inaceitável”, afirmou Francisco Carvalho, professor na EPM há 17 anos.
Em declarações ao Mznews, Carvalho destacou que a greve não se limita à EPM, mas abrange todas as escolas portuguesas fora de Portugal. “Esta luta não está a acontecer apenas em Maputo; está a ocorrer em Luanda, Dili, e também em Cabo Verde”, acrescentou.
Os professores lamentam que, enquanto algumas escolas pagaram integralmente os subsídios, outras não o fizeram, o que consideram uma situação inaceitável. A direcção da EPM reconhece o problema, mas afirma não ter “poderes” para resolver a situação. O ministério português da Educação já está ciente do caso, mas ainda não se pronunciou oficialmente sobre as discrepâncias nas escolas portuguesas.
“Nós neste momento queremos uma solução rápida para estas nossas preocupações”, declarou Gustavo Laves, outro professor da Escola Portuguesa. Na próxima semana, os professores planeiam reunir-se para definir estratégias e próximos passos, com o intuito de encontrar uma resolução para a situação.














