Sociedade PODEMOS exige justiça pelo homicídio de Elvino Dias e Paulo Guambe

PODEMOS exige justiça pelo homicídio de Elvino Dias e Paulo Guambe

A bancada parlamentar do PODEMOS expressou a sua indignação face à falta de esclarecimento do homicídio de Elvino Dias e Paulo Guambe, ocorrido há um ano. 

O partido, que se posiciona como líder da oposição em Moçambique, solicitou “justiça” para aqueles que considera “símbolos da resistência e coragem moral”.

Albino Forquilha, deputado do PODEMOS, criticou a Polícia da República de Moçambique pela sua inércia em trazer à luz os detalhes sobre o crime e os responsáveis, tanto materiais como morais. “Um ano inteiro, senhora presidente. A Polícia ainda não se dignou a esclarecer os factos nem a apresentar os autores deste crime hediondo”, afirmou o parlamentar.

O duplo homicídio de Elvino Dias e Paulo Guambe, que ocorreu a 21 de ouOutubroe 2024, desencadeou meses de protestos e agitação social em Moçambique, especialmente em Maputo. Ambos eram apoiantes do ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, que contava com o suporte do PODEMOS.

Durante a sessão parlamentar, em que foi apresentado o Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL) pelo Governo, o partido lembrou os dois políticos, destacando que representavam “símbolos da resistência cívica e da coragem moral”. Forquilha sublinhou que ambos acreditavam em uma política baseada no serviço ao povo, e não na submissão.

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“Em nome do povo que eles amaram, exigimos justiça para eles e para todos os moçambicanos que tombaram por acreditar que um futuro melhor é possível. Justiça para as famílias que vivem entre a dor e o esquecimento. Sem ela, a paz não passa de uma ilusão escrita em papel”, reforçou o deputado.

O parlamentar também anunciou a intenção de realizar acções que imortalizem as memórias de Paulo Guambe e Elvino Dias, considerando-os uma fonte de inspiração para uma governação pautada pela “lealdade e dignidade”. “Passa-se um ano desde o bárbaro e covarde assassinato desses bravos filhos da pátria, militantes da causa do povo que ousaram erguer a voz em defesa da justiça social, da dignidade humana e da verdade nacional”, concluiu Forquilha.

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