A Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) anunciou o envio de uma missão composta por membros do Painel de Anciãos para a ilha de Madagáscar, com o objectivo de dialogar e tentar pôr fim à instabilidade político-social que afecta o país.
A delegação será liderada por Joyce Banda, antiga Presidente do Maláui, que possui um histórico de envolvimento em iniciativas de paz e resolução de conflitos.
O comunicado, assinado pelo Presidente da SADC, Peter Mutharika, refere que a decisão surge em decorrência da crescente preocupação com as acções que visam destituir o Presidente do país de forma violenta. Mutharika sublinha a urgência da missão, afirmando que a SADC enviará rapidamente a delegação para apurar os factos e criar um ambiente propício ao diálogo.
Na sua declaração, o Presidente expressou profunda consternação pelas vidas perdidas, pelos feridos e pela destruição de bens que resultaram das recentes manifestações em Madagáscar. Ele destacou que os recentes acontecimentos comprometem os valores fundamentais de paz, unidade e democracia, apelando a todas as partes interessadas a respeitar o Estado de direito e a defender a governação constitucional.
A missão da SADC tem como propósito fomentar um diálogo inclusivo e pacífico, tentando aliviar as tensões e promover a estabilidade no país insular.
Um estádio de futebol em Nairóbi, com capacidade para 60 mil pessoas, esteve completamente lotado à medida que milhares de cidadãos se reuniram para as cerimónias fúnebres do líder da oposição e ex-primeiro-ministro do Quénia, Raila Odinga.
Durante as cerimónias, relatos indicam que os enlutados invadiram o edifício presidencial, o que levou os agentes da polícia a intervir e a lançar gás lacrimogéneo para dispersar a multidão. Este episódio gerou tensão e confusão entre os presentes, que se encontravam a prestar homenagem a uma figura proeminente da política queniana.
A situação reflete a carga emocional que envolve a morte de Odinga, um político influente e uma voz importante na oposição ao longo da sua carreira.
Pelo menos 250 famílias reassentadas no âmbito do projecto de exploração de areias pesadas em Chibuto têm demonstrado a sua indignação em frente às instalações do Governo Distrital, exigindo as indemnizações prometidas.
O conflito remonta a 2016, quando as comunidades ao redor de Mudumeia, Mudada, Mabekwane e Mutsikwane foram afectadas pela instalação da empresa Dingsheng Minerals, de capitais chineses.
Os manifestantes acusam a empresa de não ter cumprido na totalidade as indemnizações acordadas relacionadas ao reassentamento na área de Nwahamuza. Um representante do grupo expressou a frustração da comunidade, afirmando: “A Dingsheng Minerals, quando a empresa chegou, levou as nossas terras onde cultivávamos, mas até hoje nada foi pago. Dormimos aqui, na rua. Viemos há horas e decidimos que não vamos sair até receber uma resposta adequada, pois já estamos cansados.”
Além das queixas sobre as indemnizações em falta, os residentes também relatam a exclusão das comunidades no processo de implementação do projecto, resultando na frustração devido a promessas não cumpridas. Um dos manifestantes destacou a precariedade das habitações que receberam em Nwahamuza, que se tornam inabitáveis em dias de chuva.
A administradora de Chibuto, Cacilda Banze, reconheceu a existência de um conflito entre a empresa exploradora e as comunidades, afirmando que o assunto está a ser discutido ao nível provincial. “Estamos a trabalhar para encontrar uma solução. Neste momento, temos mais de 250 famílias reassentadas, embora existam outras que ainda necessitam de ser consideradas, uma vez que a área de exploração é extensa e abriga muitos empreendimentos locais.”
Quando questionada sobre prazos para a resolução do conflito, a administradora indicou que ainda não existem datas definidas, mas expressou a esperança de que a situação seja resolvida brevemente, considerando que é do interesse tanto das comunidades afectadas como da própria empresa.
O presidente da Renamo, Ossufo Momade, declarou que não deixará a liderança do partido a menos que o Conselho Nacional assim o determine.
A sua afirmação surge em resposta à crescente pressão para a sua saída, proveniente de diferentes alas internas da formação política.
“Tudo vai depender da decisão dos membros. Eu fui eleito, e todos acompanharam o que aconteceu em Molócuè. Tenho dito que, no próximo Congresso, não vou concorrer. Vou deixar com os jovens, para poderem continuar com este barco”, afirmou Momade, durante a sua chegada ao aeroporto internacional de Nampula, onde foi calorosamente recebido por uma multidão de apoiantes.
Em breves declarações à imprensa, o líder do partido, amplamente conhecido como “Perdiz”, reconheceu a existência de divergências internas, mas assegurou que a Renamo permanece unida e forte, sublinhando que tensões desse tipo são comuns em qualquer agremiação política.
“A Renamo é a Renamo, está forte. Isto é normal, mesmo noutros partidos existem estes tipos de problemas, mas nós não estamos preocupados com isso. A nossa gente é única, vamos unir a família e avançar para a vitória”, declarou.
A liderança de Ossufo Momade tem sido contestada desde antes das últimas eleições gerais, um cenário que se intensificou após os resultados de 2024, com críticas à sua gestão do partido e à forma como tem lidado com as relações entre as diferentes alas da Renamo.
O presidente destacou ainda o empenho das estruturas locais e provinciais na mobilização dos militantes, considerando a forte adesão como um indicativo da vitalidade do partido. “O trabalho está a ser feito, é este que estão a ver aqui. Caso contrário, não teríamos esta multidão”, frisou.
O VII Congresso Nacional da Renamo ocorre num clima de contestação interna e tensões, com grande expectativa por parte dos militantes e observadores políticos. O encontro deverá deliberar sobre a liderança e definir as estratégias de actuação da maior força de oposição nos próximos anos.
Dois agentes da Polícia da República de Moçambique foram assassinados durante um ataque realizado por um grupo de cerca de 40 garimpeiros, numa área de prospecção da Montepuez Ruby Mining (MRM), situada na província de Cabo Delgado.
Um comunicado divulgado pela MRM sugere que o ataque possa estar relacionado com uma operação das autoridades de migração que, durante a manhã, investigavam possíveis casos de imigração ilegal numa aldeia nas proximidades. Durante essa ação, uma pessoa também foi reportada como morta.
A nota da MRM esclarece que “nenhum funcionário ou contratado da MRM ficou ferido no ataque aos seis portões”, acrescentando que, desde o incidente, “as condições estão calmas”.
Além disso, o comunicado informa que os mineiros ilegais danificaram a infraestrutura da nova planta de processamento, o que levanta preocupações adicionais sobre a segurança e a estabilidade na área de exploração.
A Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) anunciou que os comerciantes de bebidas alcoólicas dispõem de um prazo de três meses para liquidar os stocks actualmente em sua posse.
Esta medida visa prevenir perdas económicas significativas para os vendedores, na sequência da implementação do novo Decreto n.º 31/2025, que regula a produção e venda de bebidas alcoólicas e que entrou em vigor a 11 de Outubro.
A inspectora-geral da INAE, Shaquila Aboobacar Mahomed, esclareceu que este “período de graça” terá início a 15 de Outubro e terminará a 15 de Janeiro. O tempo concedido permitirá aos comerciantes vender os produtos armazenados, especialmente aqueles cuja capacidade seja inferior a 500 ml, em resposta a diversos pedidos recebidos por parte dos agentes económicos.
É importante salientar que a nova norma não se aplica a estabelecimentos localizados nas zonas referidas nas alíneas a) a c) do n.º 4 do artigo 36.º do decreto, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas em escolas, nas imediações de instituições de acolhimento de menores, em instituições públicas, cantinas e centros sociais.
Shaquila Aboobacar Mahomed especificou ainda que a venda de embalagens com menos de 500 ml está autorizada, desde que não sejam produzidas com etanol puro ou sintético, e que o horário de distribuição é permitido até às sete horas aos domingos. As demais disposições do decreto permanecem inalteradas.
Após o término do referido período, a INAE iniciará uma nova fase de fiscalização e imposição de penalizações aos infractores, em colaboração com várias entidades estatais, incluindo a Procuradoria da Cidade, o Conselho Municipal, a Polícia Municipal, o Comando da PRM e o SERNIC.
O Decreto n.º 31/2025 visa descontinuar a produção e venda de bebidas espirituosas e mitigar o consumo excessivo de álcool no país.
Issa Tchiroma Bakary reivindicou a vitória nas eleições presidenciais realizadas a 12 de Outubro, instando o actual presidente Paul Biya, que ocupa o cargo há mais de quatro décadas, a reconhecer os resultados.
“Nossa vitória é clara, deve ser respeitada”, afirmou Tchiroma numa declaração em vídeo publicada no Facebook, pedindo a Biya que “aceite a verdade da urna” ou que “mergulhe o país na turbulência”.
Até ao momento, não foi feito o anúncio oficial dos resultados da eleição, sendo esperado que a divulgação ocorra até, no mais tardar, o dia 26 de Outubro. O partido do Movimento Democrático Popular dos Camarões (CPDM), de Biya, rejeitou as reivindicações de Tchiroma. Gregoire Owona, vice-secretário-geral do CPDM, afirmou que o candidato da oposição não venceu e não possui os resultados das assembleias de voto.
Por sua vez, Tchiroma anunciou que irá partilhar um relatório detalhado dos votos por região nos próximos dias. No entanto, o Ministro da Administração Territorial, Paul Atanga Nji, alertou na semana passada que qualquer divulgação não autorizada de resultados seria considerada “alta traição”, enfatizando que apenas o Conselho Constitucional tem a autoridade para declarar um vencedor.
É relevante lembrar que Paul Biya é o presidente mais velho do mundo, estando no poder desde 1982, o que representa quase metade da sua vida, tendo sido o segundo presidente dos Camarões desde a independência do país em 1960.
O Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, anunciou na cidade da Matola, província de Maputo, que o uso de pulseiras electrónicas para reclusos será implementado ainda este ano, num processo que considera irreversível. A fase piloto do projecto está prevista para ser lançada antes de Dezembro.
“Pretendemos iniciar um projecto piloto em uma província, onde poderemos avaliar a eficácia do processo”, afirmou Saize, durante o X Conselho Coordenador da instituição.
O Ministro também informou que equipas de moçambicanos foram enviadas a países que já implementaram com sucesso este tipo de monitorização, como Espanha e Itália, com o apoio de um parceiro de cooperação que custeará as despesas relacionadas à aquisição dos equipamentos. “Os nossos colegas do Serviço Nacional Penitenciário deslocaram-se a esses países para adquirir experiência e conhecimento que serão fundamentais para a implementação em Moçambique”, destacou.
Saize explicou que, na fase inicial, o uso de pulseiras electrónicas será dirigido a indivíduos condenados por crimes menos graves, com o intuito de descongestionar as cadeias moçambicanas. “Começaremos com os crimes leves, que são os que mais concorrem para a superlotação das nossas penitenciárias”, acrescentou o ministro, conforme citado pela Rádio Moçambique.
Duas pessoas permanecem desaparecidas na sequência de dois naufrágios ocorridos na última semana nas águas do Lago Niassa, situado no distrito do Lago, na província de Niassa.
As autoridades locais relataram que os acidentes foram desencadeados por condições climáticas adversas, caracterizadas por ventos fortes e ondas intensas.
O primeiro naufrágio teve lugar no sábado, dia 4 de Outubro, nas proximidades de Messumba, no posto administrativo de Lunho. A embarcação foi encontrada à deriva, acompanhada de um colete salva-vidas, mas o pescador que se encontrava a bordo continua desaparecido.
O segundo incidente ocorreu no domingo (12), nas águas de Mbueca, no posto administrativo de Cóbuè. Duas pessoas estavam a bordo de um barco de pesca, tendo uma delas sido resgatada com vida, enquanto a outra ainda não foi localizada.
Equipes de busca e salvamento, compostas por pescadores locais e agentes distritais, continuam a realizar operações na tentativa de encontrar os desaparecidos, mas até ao momento não obtiveram resultados positivos.
As autoridades reiteram o apelo à cautela em relação à navegação no lago durante condições meteorológicas desfavoráveis, instando pescadores e passageiros a tomarem todas as precauções necessárias antes de se aventurarem nas águas.
O líder da juventude da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Ivan Mazanga, apelou para a realização de um conselho nacional alargado do partido no primeiro trimestre de 2026, com o objectivo de antecipar a eleição de um novo presidente.
Durante uma reunião do Conselho Nacional do partido, que decorreu na província de Nampula, no norte de Moçambique, Mazanga admitiu que a Renamo enfrenta uma séria crise. “Olhos nos olhos, com honestidade, assumamos que o nosso partido não está bem. Não estamos bem não apenas no nosso relacionamento interno, mas também no nosso relacionamento com o povo”, destacou.
O apelo de Mazanga surge num contexto de crescente descontentamento em relação ao actual líder do partido, Ossufo Momade. Ex-guerrilheiros têm encerrado sedes e delegações, expressando a sua insatisfação e a necessidade de um Conselho Nacional. O líder da juventude da Renamo salientou que esta situação não faz jus ao legado dos “heróis tombados” nem aos que lutaram pela democracia, enfatizando a importância de deixar o “orgulho de lado” e atender à vontade do povo.
A Renamo, que nas eleições gerais de 9 de Outubro de 2024 perdeu o status de segunda força política mais votada, viu a sua representação parlamentar reduzida de 60 para 28 deputados em comparação com as legislativas de 2019. Desde essa data, a contestação à liderança de Momade intensificou-se, sendo este acusado de alegada “má gestão”, falta de pagamento de pensões e subsídios, além de “incompetência total” em face da crise que afecta o partido. Momade, reeleito para um segundo mandato de cinco anos em 2024, já declarou que não se voltará a candidatar ao cargo.
Uma manifestação que ocorreu em várias cidades do Peru resultou em pelo menos uma morte e mais de 100 feridos, conforme relatado por fontes locais.
A vítima mortal, um jovem, não sobreviveu a um ferimento causado por disparo de arma de fogo durante os tumultos na capital, Lima.
Segundo informações da agência espanhola EFE, os confrontos provocaram, até ao momento, 78 feridos entre as forças policiais e 24 entre os manifestantes, em diversos pontos do país. As autoridades peruanas também confirmaram a detenção de pelo menos 10 pessoas.
As manifestações, que juntaram milhares de participantes, predominantemente jovens, foram organizadas como um protesto contra a corrupção, a crescente insegurança e o aumento do crime organizado, dirigindo-se contra o governo e o Parlamento. O descontentamento dos cidadãos foi ainda exacerbado pela recente destituição da Presidente Dina Boluarte, tendo os manifestantes, contestado a ascensão de José Jerí ao cargo de chefe de Estado interino.
A mobilização em várias zonas de Lima causou bloqueios nas estradas e a suspensão temporária do transporte público, conforme anunciado pela Autoridade de Transportes Urbanos de Lima e Callao nas suas redes sociais.
Vicente Tiburcio, o novo ministro do Interior, expressou pesar pela morte do manifestante e anunciou o início de uma investigação. O ministro esclareceu que a força policial destacada para o protesto não estava presente na área onde ocorreu o incidente fatal. Refere ainda que alguns manifestantes estavam disfarçados, utilizando capacetes e carregando mochilas com objectos contundentes.
Este novo governo interino, que inclui figuras controversas, tem suscitado um elevado descontentamento entre a população, que considera que se trata de uma continuidade do Executivo da ex-Presidente Boluarte.
Um agente das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) foi detido na cidade de Nampula, acusado de participação no roubo de cabos eléctricos com uma extensão de 4 mil metros, cujo valor é estimado em cerca de 2 milhões e 300 mil meticais.
A detenção do militar foi confirmada pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC). A porta-voz da instituição, Enina Tsinine, informou à imprensa que o indivíduo, além de ser um membro das FADM, exercia ainda funções no conselho comunitário do bairro de Namicopo.
Investigações apontam que os cabos foram retirados de forma ilegal na província da Zambézia, especificamente no distrito de Milange, e que eram transportados para serem vendidos no distrito de Moma, que também se localiza na província de Nampula.
As autoridades prosseguem com as investigações para identificar possíveis cúmplices e desmantelar a rede de comercialização ilegal associada ao caso.
A Angel Supplies, Lda uma empresa que actua no ramo de importação, representação comercial e venda de produtos diversos, pretende recrutar Promotores de Vendas. Saiba mais.
A empresa AKA SOLUTION, LDA, localizada em Maputo, Cidade da Matola, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Profissional em Marketing (Promotora de Vendas). Saiba mais.
Uma empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente integrada no Grupo “A”, pretende reforçar a sua equipa em Maputo com a admissão de um(a) Técnico(a) Superior em Contabilidade. Saiba mais.
A Zero Waste Offshore, Lda., empresa especializada em gestão de resíduos e soluções ambientais sustentáveis, está a recrutar um (1) Motorista para a Recolha de Resíduos. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor, Analista e Digitador de Dados para Gestão de Casos e HIV Pediátrico. Saiba mais.
O governo moçambicano anunciou um défice de oito mil milhões de meticais, equivalente a 125,1 milhões de dólares, no seu Plano de Contingência para a época chuvosa de 2025-2026, que se inicia este Outubro e se prolonga até Abril de 2026.
O valor total necessário para a implementação do plano ascende a 14 mil milhões de meticais.
Durante uma conferência de imprensa realizada em Maputo, o porta-voz do governo e ministro da Administração Estatal, Inocêncio Impissa, revelou que, em cenário mais pessimista, cerca de quatro milhões de pessoas poderão ser afectadas por esta época chuvosa. O governo delineou diferentes cenários para a situação: o mais optimista prevê menos de um milhão de pessoas afectadas, enquanto a segunda hipótese aponta para um impacto entre 1,2 e dois milhões de pessoas.
“Análises realizadas pelas nossas equipas, com base nos sinais provenientes dos mecanismos de avaliação, indicam que, se as previsões se concretizarem, o segundo cenário poderá ser o mais provável, abrangendo até dois milhões de pessoas,” afirmou Impissa.
Em Julho passado, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGD) alertou para os riscos associados a diversas ameaças meteorológicas, que podem afectar 64 dos 154 distritos do país.
O ministro enfatizou a importância de uma avaliação precisa por parte das autoridades, baseada nos dados disponíveis, para a prevenção de desastres. “A outra medida crucial é continuar a colaboração com a população. Este plano foi aprovado hoje, o que significa que uma série de actividades preparatórias já foram iniciadas,” acrescentou.
Impissa explicou que o governo pretende reduzir o défice através de outras fontes de financiamento, como o seguro paramétrico e a implementação de medidas antecipatórias para secas, inundações e ciclones, além de doações em espécie ou em dinheiro.
Nos últimos anos, Moçambique tem enfrentado um aumento significativo na frequência e intensidade de desastres relacionados com o clima. Durante a época chuvosa de 2024-2025, o país foi atingido pelos ciclones tropicais Chido, Dikeledi e Jude, que devastaram as províncias do norte, já fragilizadas por pressões humanitárias decorrentes de ataques terroristas em alguns distritos da província de Cabo Delgado.
O administrador do distrito de Memba, na província de Nampula, Manuel Cintura, afirmou que, apesar do pânico ainda presente entre os residentes após os ataques terroristas ocorridos nos dias 30 de Setembro e 3 de Outubro, “algumas pessoas estão a regressar timidamente às suas áreas de origem”.
Os ataques perpetrados contra os postos administrativos de Lúrio e Chipene resultaram na destruição de 51 habitações, uma igreja e uma escola primária. Manuel Cintura revelou que, embora uma parte da população esteja a retornar, muitos ainda evitam dormir nas suas casas devido ao receio de novos ataques.
O administrador destacou também que cidadãos de Memba estão entre os grupos armados que têm realizado ataques, em virtude dos laços históricos da população com comunidades piscatórias em regiões anteriormente ocupadas por insurgentes da vizinha província de Cabo Delgado.
Desde 2017, as incursões terroristas têm sido frequentes em Cabo Delgado, mas a Organização Internacional para as Migrações (OIM) alertou para a propagação da violência para outras regiões, particularmente Nampula. Nos últimos 15 dias, 40.000 pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas em Cabo Delgado e Nampula devido a ataques jihadistas.
Num comunicado, a Direcção-Geral para a Protecção Civil e Operações de Ajuda Humanitária da União Europeia (ECHO) manifestou preocupação com a violência que se tem verificado em Memba, incluindo sequestros e ataques a infraestruturas civis e públicas. “Os ataques em Nampula representam uma preocupante expansão do conflito de Cabo Delgado, evidenciando a capacidade crescente de grupos armados não estatais para realizar ataques simultâneos e menos previsíveis”, pode ler-se no documento.
Além disso, as Nações Unidas reportam que, pela primeira vez, todos os 17 distritos de Cabo Delgado foram afectados pelo conflito, deslocando 1,3 milhões de pessoas, muitas delas repetidamente, desde o início do conflito.
O governo moçambicano anunciou a criação de equipas multissetoriais com o objectivo de recolher motobombas e outros instrumentos utilizados por garimpeiros na extracção de ouro, especialmente ao longo das margens dos rios na província de Manica.
As equipas iniciarão o seu trabalho no distrito de Vanduzi, onde, numa fase inicial, realizarão campanhas de sensibilização dirigidas aos garimpeiros que operam nas margens do rio Púnguè e seus afluentes.
Recentemente, as autoridades notificaram gestores de empresas mineiras sobre a suspensão total da mineração na província, uma decisão tomada pelo governo em meados de Setembro. Esta suspensão aplica-se tanto à mineração semi-industrial como à artesanal e foi estabelecida durante uma reunião do Conselho de Ministros.
A medida visa combater a poluição das águas, um problema sério que afecta também a albufeira de Chicamba, uma importante fonte de água potável para as cidades de Chimoio e Manica, bem como para as localidades de Gondola, Messica e Bandula. Estudos realizados por instituições de ensino superior revelaram a presença de mercúrio e cianeto nos rios, substâncias nocivas à saúde pública.
O governo considera a poluição hídrica e a degradação dos solos como crimes ambientais, o que justifica a necessidade urgente de interromper qualquer actividade mineradora prejudicial ao meio-ambiente. Contudo, as equipas de monitoramento identificaram empresas que continuam a explorar ouro clandestinamente, mesmo após a suspensão. Recentemente, cidadãos de nacionalidade chinesa foram detidos em flagrante por extracção ilegal de ouro no distrito de Manica e, após alguns dias, foram libertados sob termo de identidade e residência.
As equipas constataram igualmente a persistência de garimpeiros nacionais a explorarem ouro durante a noite nas margens dos rios. Um membro da equipa multissetorial, que preferiu manter o anonimato, referiu que a recolha de motobombas e equipamentos usados pelos garimpeiros está a ser realizada ao longo do rio Púnguè, com planos de expansão para os distritos de Manica e Sussundenga, onde a mineração artesanal é mais prevalente.
“Estamos a trabalhar em Vanduzi e iremos prosseguir para outros distritos. Iniciámos campanhas de sensibilização, mas a exploração ainda persiste de outras formas. O governo está a recolher o material utilizado como forma de desencorajar esta prática e a poluição dos rios”, explicou a fonte.
Em menos de dois dias de operação, as equipas já recolheram cerca de dez motobombas e outros instrumentos, enquanto dialogam com os garimpeiros sobre a importância da medida governamental. No distrito de Manica, mais de 30 empresas estão envolvidas na extração de ouro, todas já a cumprir a suspensão decretada. Apesar de o garimpo artesanal estar paralisado, ainda existem focos de exploração clandestina.
Os tanques e drones israelitas desencadearam uma nova ofensiva em vários pontos do norte da Faixa de Gaza e na cidade de Rafah, no sul, com foco em tendas de refugiados localizadas em Mawasi, conforme relatado pela agência noticiosa espanhola EFE.
Até ao momento, não há informações sobre vítimas mortais ou feridos em decorrência dos ataques.
Um cessar-fogo, que entrou em vigor na passada sexta-feira, foi estabelecido entre Israel e o movimento islamista palestiniano Hamas, com o patrocínio do presidente norte-americano Donald Trump e a mediação de países como Egito, Qatar, Turquia e Arábia Saudita.
Este entendimento resultou na entrega, por parte do Hamas, de 20 reféns vivos a Israel na segunda-feira. Contudo, apenas quatro dos 28 corpos que se presume estarem mortos foram devolvidos.
Em contrapartida, foram libertados 1.968 prisioneiros palestinianos, muitos dos quais cumpriam pena por ataques mortais contra Israel, além de 1.700 palestinianos detidos por supostas “razões de segurança”, desde o início do conflito em Outubro de 2023.
A actual guerra na Faixa de Gaza iniciou com os ataques do Hamas em 7 de Outubro de 2023, que resultaram na morte de cerca de 1.200 pessoas em Israel e na captura de 251 reféns.
Como resposta, Israel lançou uma vasta operação militar na Faixa de Gaza, que já provocou mais de 67 mil mortos, segundo as autoridades locais sob controlo do Hamas, além da destruição quase total das infraestruturas da região e da deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.
Hoje, o centro de Cabul foi palco de duas explosões que provocaram incêndios e geraram pânico na capital afegã. Este incidente ocorre num contexto de crescente tensão entre o Afeganistão e o Paquistão.
Zabihullah Mujahid, porta-voz do governo talibã, confirmou que as explosões resultaram da detonação de um camião-cisterna e de um transformador eléctrico, levando a incêndios em diversos quarteirões da cidade.
As forças de segurança talibã rapidamente isolaram a área afectada, enquanto ambulâncias circulavam em alta velocidade pelas principais avenidas. Densas colunas de fumo negro eram visíveis no céu da capital, intensificando a preocupação da população.
Testemunhas relataram que o impacto das explosões causou a destruição de janelas em vários edifícios, deixando o chão coberto de vidro e detritos.
Cabe recordar que, na semana passada, Cabul já tinha sido alvo de duas explosões de grande magnitude, que o governo talibã atribuiu ao Paquistão. Tais ataques antecederam confrontos armados na fronteira entre os dois países, que se prolongaram até hoje e resultaram em dezenas de mortos, exacerbando a crise diplomática entre Cabul e Islamabad.
Vários corpos sem vida, em avançado estado de decomposição, foram descobertos no fundo de um poço situado no bairro Nhamadjessa, na cidade de Chimoio, província de Manica, centro de Moçambique. As autoridades ainda não conseguiram determinar o número exacto de vítimas.
As autoridades suspeitam que as mortes estejam ligadas a um grupo de criminosos, que permanece em fuga. A província de Manica tem sido palco de uma crescente onda de assassinatos, principalmente envolvendo mototaxistas que prestam serviços nos diversos bairros da cidade.
Segundo o Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), apenas um corpo foi retirado do poço até o momento. Os restantes, que já se encontram em estado de ossadas, ainda não foram identificados. O poço pertence ao governo provincial de Manica e está localizado em um terreno que abriga uma obra abandonada, que deveria ter sido a futura residência protocolar do governo provincial.
Entretanto, este espaço, marcado pela desocupação, tem sido utilizado por malfeitores como abrigo. A construção, com mais de dois metros de muro de vedação, apresenta vários compartimentos, alguns dos quais são conhecidos por serem utilizados para actividades ilícitas, como o consumo de drogas. Acredita-se que os criminosos tenham utilizado serviços de táxi para atrair as suas vítimas até ao local onde os crimes eram perpetrados.
Familiares de pessoas desaparecidas expressaram preocupação e desespero. Um dos cidadãos, à procura do seu irmão mototaxista que desapareceu há dias, revelou: “Recebeu uma chamada para prestar serviço. Até hoje não apareceu. Não sabemos se pode estar entre os corpos que estão no interior do poço.” Outra mulher relatou que o seu marido também está desaparecido, tendo utilizado a sua moto para serviços na mesma área.
O porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), Mouzinho Manasse, informou à imprensa que foi montada uma equipa multissectorial para investigar o caso e proceder ao resgate dos corpos. Confirmou também que a única vítima resgatada até agora é um mototaxista e assegurou que irão colaborar com as entidades municipais para o encerramento do poço.
No local, diversas pessoas, incluindo mototaxistas, deslocaram-se para acompanhar a situação, enquanto a polícia, técnicos de medicina legal e outros setores prosseguem com a investigação. O corpo resgatado foi sepultado ao fim da tarde de hoje no cemitério de Chissui, nos arredores de Chimoio.
Cerca de 80 mil cidadãos tomaram as ruas de Bruxelas manifestando-se contra os cortes orçamentais impostos pelo Governo de Bart De Wever, líder do partido conservador flamengo.
A manifestação gerou diversos actos de vandalismo, incêndios e confrontos com a polícia, resultando na detenção de várias pessoas.
Os protestos foram organizados pelos principais sindicatos e coincidiram com uma greve geral que paralisou os serviços públicos e a rede de transportes em todo o país, incluindo metro e autocarros. A situação levou ao cancelamento de vários voos, devido à escassez de pessoal nos aeroportos.
Bart De Wever, que assumiu o cargo de primeiro-ministro no início de Fevereiro, já estabeleceu um limite de dois anos para o subsídio de desemprego e planeia uma extensa reforma das pensões, com a abolição de regimes especiais e a uniformização das condições entre funcionários públicos e do sector privado.
Nos cartazes dos manifestantes, destacavam-se frases como “Direito à reforma aos 65 anos” e “Procurados por roubo de pensões”, acompanhadas de faixas e bandeiras sindicais.
Nos últimos dois anos, as transacções comerciais entre Moçambique e Zimbabwe atingiram a cifra de quatrocentos milhões de dólares, equivalente a aproximadamente trinta mil...
A introdução de quatro novos sistemas de captação, tratamento e abastecimento de água promete uma significativa melhoria nas condições de saúde para cerca de...