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Sábado, Setembro 5, 2026
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Serviço cívico em Moçambique fortalece defesa e segurança alimentar das FDS

O 13º Curso Básico do Serviço Cívico foi oficialmente encerrado em Montepuez, província de Cabo Delgado, com um foco na produção suficiente para satisfazer as necessidades básicas e garantir a segurança alimentar das Forças de Defesa e Segurança (FDS).

O evento foi presidido pelo Presidente da República, Daniel Chapo, que destacou a importância da iniciativa.

Durante a cerimónia, Chapo reiterou a intenção do governo em transformar o serviço cívico num sector produtivo, capaz de reduzir a dependência financeira do Estado e de apoiar projectos de desenvolvimento comunitário. O dirigente expressou a expectativa de que os novos prestadores de serviço cívico demonstrem determinação, patriotismo e dedicação ao bem comum.

Chapo realçou a bravura e tenacidade dos jovens inseridos nas FDS, que têm desempenhado um papel crucial na luta contra o terrorismo, evitando que a violência se alastrasse por outras áreas do país. “Se não fosse a dedicação destes jovens, a província já estaria sob grande risco”, afirmou.

O Presidente sublinhou a continuidade da luta pela independência económica, cinquenta anos após a conquista da independência política. “Estamos a testemunhar a continuidade da luta da geração de 25 de Setembro de 1964, representada por jovens comprometidos com a nação”, frisou.

O curso de serviço cívico é mais que uma alternativa ao serviço militar; é uma escola de civismo que incute valores patrióticos e disciplina. Chapo indicou que o serviço cívico tem como objectivo preparar os jovens para promover o desenvolvimento económico local e nacional, bem como para fortalecer a coesão comunitária.

Os prestadores de serviço cívico foram capacitados em áreas essenciais, como agricultura, pecuária e construção civil, consideradas pilares fundamentais para a independência económica de Moçambique. O governo está empenhado em fazer com que este serviço contribua para a economia nacional e para o bem-estar da população.

Por último, Chapo solicitou um esforço redobrado por parte dos envolvidos, frisando que “é tempo de correr” para atingir os objetivos estabelecidos. A força local, em colaboração com as FDS de Ruanda, Tanzânia e outros países, tem sido fundamental na contenção da ameaça terrorista em Cabo Delgado.

O encerramento deste curso representa um passo significativo na formação de jovens patriotas, prontos a contribuir para um futuro próspero e seguro para Moçambique.

Cyril Ramaphosa inicia visita de trabalho a Moçambique

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, inicia na próxima terça-feira (02) uma visita de trabalho de dois dias a Moçambique, com o intuito de fortalecer a cooperação bilateral entre os dois países.

De acordo com um comunicado da Presidência da República, durante a sua estadia em Moçambique, os Chefes de Estado de ambos os países liderarão, em Maputo, a IV Comissão Mista de Cooperação. Este mecanismo visa aprofundar a parceria estratégica consolidada ao longo da história comum na luta contra o colonialismo e o apartheid.

No dia seguinte, o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, e Ramaphosa deslocar-se-ão à cidade de Vilankulo, na província de Inhambane, onde presidirão o Fórum Empresarial Moçambique–África do Sul. Este evento tem como objectivo promover investimentos, incrementar o comércio bilateral e identificar novas oportunidades para a cooperação económica.

A visita de Ramaphosa sublinha o compromisso mútuo de Moçambique e da África do Sul em fortalecer a amizade, a concertação política e a cooperação económica, beneficiando assim os povos de ambos os países.

Ordem dos Advogados de Moçambique planeia centro de arbitragem

A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) planeia a criação de um centro de arbitragem no próximo ano, com o objectivo de facilitar o acesso à justiça e capacitar os profissionais do direito em matéria de arbitragem, tanto a nível nacional como internacional.

A informação foi partilhada em Maputo pelo Bastonário da OAM, Carlos Martins, durante uma conferência internacional intitulada “Construir uma Carreira em Arbitragem: Oportunidades e Desafios para Jovens Árbitros e Advogados”.

Martins destacou que a implementação deste centro permitirá aos advogados moçambicanos desenvolver competências robustas em mecanismos alternativos de resolução de conflitos, elevando a preparação do país nesta área. “A Ordem está a equacionar a criação do seu centro de arbitragem para promover o acesso à justiça, com valores acessíveis à população”, salientou.

Além de ser um ponto de ensino contínuo, o centro proporcionará aos advogados a oportunidade de adquirir experiência em arbitragem tanto nacional quanto internacional. Martins acrescentou que a OAM pretende expandir as suas instalações em todas as regiões do país, integrando um centro de arbitragem em cada uma das novas infraestruturas.

“A ampliação das nossas instalações visa, precisamente, acomodar o centro de arbitragem”, declarou o Bastonário, que também defendeu a necessidade de um fortalecimento na formação intensiva e na cooperação internacional na área da arbitragem.

“É imprescindível promover cursos intensivos de arbitragem e estabelecer parcerias com instituições internacionais, como o ICC (Tribunal Penal Internacional). Devemos encorajar os nossos advogados a publicar sobre arbitragem em revistas internacionais e a dominarem diversas línguas”, frisou.

Martins expressou preocupação com o facto de Moçambique contar apenas com um centro de arbitragem e um número limitado de profissionais na área. “Necessitamos de uma revolução cultural nos operadores de arbitragem, que passem a ver os mecanismos de resolução de conflitos não como uma alternativa, mas como uma solução viável para os diversos problemas enfrentados por empresários e trabalhadores”, afirmou.

O Bastonário lembrou que Moçambique tem atraído investimentos significativos, impulsionados pela adesão à Zona de Comércio Livre Continental Africana, o que requer maior competitividade e preparação técnica dos advogados. “Precisamos desafiar os profissionais a dominar outras línguas e culturas, pois a arbitragem é multidisciplinar”, concluiu.

A conferência conta com a participação de painelistas de países como Inglaterra, Portugal, Suíça, Angola, Zâmbia, Zimbabwe e Moçambique, com o intuito de discutir as principais vias de acesso à carreira arbitral no espaço lusófono e na África Austral, abordando os requisitos éticos, técnicos e institucionais para iniciar e consolidar uma carreira como árbitro.

Líder da oposição camaronês Anicet Ekane morre na prisão

Anicet Ekane, líder do Movimento Africano para a Nova Independência e Democracia (Manidem), faleceu hoje enquanto estava detido em Yaoundé, Camarões. A confirmação da sua morte foi feita por Valentin Dongmo, vice-presidente do partido, em declarações à agência de notícias AFP.

Ekane, uma figura proeminente da esquerda nacionalista e apoiador do opositor Issa Tchiroma Bakary, havia sido detido no dia 24 de Outubro em Douala. A sua detenção ocorreu na véspera da divulgação oficial dos resultados das eleições presidenciais, que resultaram na reeleição de Paul Biya, de 92 anos, que está no poder desde 1982, para um oitavo mandato.

As circunstâncias exactas que levaram à morte de Anicet Ekane ainda não estão esclarecidas. As autoridades e o partido opositor não forneceram informações adicionais sobre as condições de sua detenção ou a causa do falecimento. A situação levanta preocupações sobre o tratamento de opositores políticos no país e a respeito da repressão que frequentemente caracteriza o regime de Biya.

Moçambique assinala Dia Mundial de Luta contra o HIV/SIDA com cerimónia em Maputo

A Primeira-Ministra de Moçambique, Benvinda Levi, preside, hoje, à cerimónia central do Dia Mundial de Luta contra o HIV/SIDA, que se comemorou em todo o mundo. 

O evento terá lugar na cidade de Maputo e reunirá diversas personalidades e organizações empenhadas na luta contra esta epidemia.

Durante a cerimónia, será lançado o “Dezembro Vermelho”, uma iniciativa que promove a consciencialização sobre a importância da prevenção do HIV/SIDA e de outras infecções sexualmente transmissíveis. Esta informação foi divulgada através de uma nota emitida pelo gabinete da Primeira-Ministra.

Neste ano, a celebração decorre sob o lema “Superando as Crises, Transformar a Resposta ao HIV e SIDA”, reflectindo o compromisso contínuo do país na luta contra esta doença.

Vagas de emprego do dia 01 de Dezembro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 01 de Dezembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Senior Planner

A McDermott International pretende recrutar um (1) Senior Planner. Saiba mais.

2. Vaga para Country Communications Officer

A DAI pretende recrutar um (1) Country Communications Officer. Saiba mais.

3. Vaga para Control Room Operator

A AB InBev pretende recrutar um (1) Control Room Operator. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Administrative Clerk

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Administrative Clerk. Saiba mais.

2. Vaga para Quantity Surveyors Manager

A UNOPS pretende recrutar um (1) Quantity Surveyors Manager. Saiba mais.

3. Vagas para Oficiais de SMI/CANCUM

A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais de SMI/CANCUM. Saiba mais.

4. Vaga para Program Manager

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Program Manager. Saiba mais.

5. Vaga para Cluster Supervisor Angonia

A Vodafone pretende recrutar um (1) Cluster Supervisor Angonia. Saiba mais.

6. Vaga para FullStack Developer

A Vodafone pretende recrutar um (1) FullStack Developer. Saiba mais.

7. Vaga para Specialist: QA Engineer

A Vodafone pretende recrutar um (1) Specialist: QA Engineer. Saiba mais.

8. Vaga para Area Programme Manager

A Norwegian Refugee Council (NRC) pretende recrutar um (1) Area Programme Manager (Internals only). Saiba mais.

9. Vaga para Assistente de Serviço ao Cliente

O Absa pretende recrutar um (1) Assistente de Serviço ao Cliente. Saiba mais.

10. Vaga para Director/a de Arte

A Playground pretende recrutar um/a (1) Director/a de Arte. Saiba mais.

11. Vaga para Fleet & Logistics Associate

A UNOPS pretende recrutar um (1) Fleet & Logistics Associate. Saiba mais.

12. Vaga para Motorista (Manhiça)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Motorista (Manhiça). Saiba mais.

13. Vaga para Motorista (Matola)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Motorista (Matola). Saiba mais.

14. Vaga para Motorista (Mueda)

A Action Contre La Faim (ACF) pretende recrutar um/a (1) Motorista. Saiba mais.

15. Vaga para Motorista (Macomia)

A Action Contre La Faim (ACF) pretende recrutar um/a (1) Motorista. Saiba mais.

16. Vaga para Health Systems Strengthening Experts

A Management Sciences for Health (MSH) pretende recrutar um (1) Health Systems Strengthening Experts. Saiba mais.

17. Vaga para Country Security Manager

A DAV Professional Placement Group pretende recrutar um (1) Country Security Manager. Saiba mais.

18. Vaga para Preservation Manager

A Saipem pretende recrutar um (1) Preservation Manager. Saiba mais.

19. Vaga para Processing and Laboratory Area Manager

A Sasol pretende recrutar um (1) Processing and Laboratory Area Manager. Saiba mais.

20. Vaga para Reporting Coordinator

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Reporting Coordinator. Saiba mais.

21. Vaga para Electrical Maintenance Artisan

A Sasol pretende recrutar um (1) Electrical Maintenance Artisan. Saiba mais.

22. Vaga para Consultor(a) de Viagens

A CRH Consultores, Lda pretende recrutar um/a (1) Consultor(a) de Viagens. Saiba mais.

23. Vaga para Pasteleiro

Empresa pretende recrutar um (1) Pasteleiro. Saiba mais.

24. Vaga para Padeiro

Empresa pretende recrutar um (1) Padeiro. Saiba mais.

25. Vaga para Gestor de Compras (Interno)

Empresa pretende recrutar um (1) Gestor de Compras (Interno). Saiba mais.

26. Vaga para Executivo B2B

Empresa pretende recrutar um (1) Executivo B2B. Saiba mais.

27. Vaga para Técnico de Cobranças

Empresa pretende recrutar um (1) Técnico de Cobranças. Saiba mais.

28. Vaga para Gestor de Logística

Empresa pretende recrutar um (1) Gestor de Logística. Saiba mais.

Governo cria nova unidade para reforçar transparência nas admissões públicas

O governo moçambicano procederá, no próximo ano, à criação de uma unidade especializada com a finalidade de controlar e gerir o processo de novas admissões no Estado. 

Este mecanismo singular será o responsável pelas admissões em todos os sectores da administração pública, prometendo maior eficácia e transparência nos procedimentos.

O anúncio foi feito pelo Ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, durante uma audiência parlamentar realizada na quinta-feira. Impissa destacou que o novo modelo visa proporcionar uma gestão mais rigorosa e transparente das admissões, assegurando que os critérios sejam claramente definidos e cumpridos.

A apresentação do novo mecanismo ocorreu no contexto da audição do Ministro pela Comissão da Administração Pública e Poder Local, que teve como tema central o Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para o ano de 2026.

Os detalhes referentes à implementação desta nova unidade ainda serão divulgados, mas a iniciativa tem sido bem recebida por diferentes sectores da sociedade moçambicana, que esperam uma melhoria no processo de recrutamento no sector público.

Embaló critica hostilidade de Portugal após golpe na Guiné-Bissau

O presidente deposto da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, expressou, numa entrevista ao canal Africa TV, o seu descontentamento em relação ao que considera um comportamento hostil por parte de Portugal. 

Em suas declarações, Embaló revelou que essa hostilidade se intensifica sempre que o presidente do país é muçulmano, afirmando que “60% da população” guineense pertence a esta religião.

A entrevista ocorreu após a destituição de Embaló por um grupo de militares, que anunciou ter tomado o poder na quarta-feira, interrompendo temporariamente o processo eleitoral agendado para o próximo mês de Novembro. Os militares justificaram a sua ação como uma medida necessária para salvaguardar a democracia e a estabilidade política da Guiné-Bissau, assinalando a presença de uma “ameaça crescente” à ordem pública e à integridade das instituições democráticas.

Apesar das críticas, o presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, manteve um contacto cordial com o seu homólogo guineense, indicando que Embaló estaria em boas condições de saúde e apresentando uma “reacção agradecida, positiva e simpática”.

Por outro lado, a situação no país suscitou inquietação a nível regional e internacional. A Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a União Africana (UA) convocaram reuniões de emergência para discutir os recentes acontecimentos.

O ex-presidente moçambicano Filipe Nyusi, que se encontra na Guiné-Bissau como representante da UA, descreveu o ambiente como calmo, mas com uma “timidez” perceptível na movimentação da população.

A União Europeia também se manifestou, expressando preocupação com os desenvolvimentos no país e apelando por um regresso à ordem constitucional, bem como pela contenção para evitar qualquer escalada de violência. Este é já o décimo golpe de Estado registado no continente africano desde 2020, com diversas nações a enfrentarem instabilidades políticas nas últimas anos.

Mais de 700 mil sistemas solares instalados em Moçambique em 18 meses

O Presidente da Associação Moçambicana de Energias Renováveis anunciou a instalação de mais de setecentos mil sistemas solares caseiros no país, durante a Segunda Edição do Fórum Bi-Anual de Energia Fora da Rede. 

Este projecto visa promover o acesso a energias limpas nas zonas rurais de Moçambique.

Ricardo Pereira destacou que o actual desafio consiste em assegurar financiamento adicional, de modo a possibilitar que um maior número de famílias possa beneficiar destas soluções energéticas sustentáveis.

O evento culminou com a assinatura de um memorando de entendimento entre a Associação Moçambicana de Energias Renováveis e a Agência do Zambeze, representando um passo significativo no fortalecimento das iniciativas de energias renováveis na região do Vale do Zambeze.

A iniciativa reflecte um esforço contínuo em promover a inclusão energética e o desenvolvimento sustentável no país.

PrEP integrada no sistema de saúde em Moçambique a partir de 2026

A Comissão Nacional de Luta Contra a SIDA (CNCS) de Moçambique anunciou a implementação da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) no Sistema Nacional de Saúde. Esta medida está prevista para ser introduzida no primeiro trimestre de 2026.

A PrEP é um medicamento destinado a pessoas HIV-negativas, com o objetivo de reduzir significativamente o risco de infeção pelo vírus HIV, seja através de relações sexuais ou do uso de drogas. A medicação atua impedindo que o vírus se instale no organismo caso ocorra exposição, estando disponível na forma de comprimidos diários ou injeções de longa duração.

Francisco Mbofana, presidente da CNCS, fez a declaração durante as comemorações do Dia Mundial da SIDA, que se celebra a 1 de Dezembro. A iniciativa conta com o apoio do governo dos Estados Unidos e do Fundo Global de Luta contra a SIDA, a Tuberculose e a Malária.

“Este medicamento, que não é nem uma vacina nem um tratamento, será administrado duas vezes por ano e ajuda quase 100% das pessoas em risco a evitar a infecção pelo HIV. É direcionado especialmente a adolescentes, jovens mulheres, mulheres trabalhadoras e casais discordantes”, explicou Mbofana.

O responsável sublinhou que a implementação ocorrerá de forma faseada, solicitando paciência para que as condições sejam criadas para que a medicação chegue a todos os que dela necessitam.

A revelação da PrEP surge num contexto em que a prevalência do HIV em adultos com 15 anos ou mais se mantém em 12,5%. As províncias mais afectadas incluem Gaza (20,4%), Zambézia (17,1%), Cidade de Maputo (16,6%) e a província de Maputo (15,3%).

“Nos últimos anos, enfrentámos crises que afectaram a nossa capacidade de resposta em relação ao HIV, como tempestades e cheias que interromperam os serviços de saúde e dificultaram o acesso da população ao cuidado. Medidas foram adoptadas para assegurar a continuidade terapêutica, especialmente em áreas rurais. Neste momento, as pessoas podem receber medicação para três, seis ou até doze meses, garantindo a continuidade do tratamento mesmo quando distantes das unidades de saúde”, disse.

A cerimónia principal para comemorar o Dia Mundial da SIDA terá lugar em Maputo, contando com a participação do Primeiro-Ministro, entidades estatais, parceiros da sociedade civil, organizações internacionais e pessoas vivendo com HIV. Durante a cerimónia, serão realizadas actividades de sensibilização, testes, aconselhamento, distribuição de preservativos e visitas a indivíduos afectados, com particular atenção a crianças órfãs e vulneráveis.

Mbofana reafirmou que o combate ao HIV/SIDA é uma responsabilidade coletiva e “o nosso objectivo é que, até 2030, possamos afirmar que o HIV já não representa uma ameaça à saúde pública”.

Além disso, a posição do governo americano foi considerada irónica, uma vez que este decidiu não celebrar o Dia Mundial da SIDA. O Departamento de Estado dos EUA orientou os seus funcionários e beneficiários de subsídios a não utilizarem fundos governamentais para marcar a data nem para promovê-la publicamente. Embora os funcionários possam participar de eventos relacionados à comemoração, devem abster-se de promover publicamente o Dia Mundial da SIDA através de qualquer canal de comunicação.

Presidente deposto da Guiné-Bissau viaja para o Congo após refúgio no Senegal

Umaro Sissoco Embaló, o presidente da Guiné-Bissau deposto no recente golpe militar, viajou para o Congo após ter procurado inicialmente refúgio no Senegal. 

A informação foi confirmada por diversas publicações internacionais, que noticiaram a chegada de Embaló à capital congolesa, Brazzaville.

O ex-presidente embarcou num avião fretado pela presidência do Congo, segundo reportou a revista Jeune Afrique. Embaló tinha buscado abrigo em Dacar, Senegal, após a tomada do poder pelos militares em Bissau, na quarta-feira (26).

De acordo com fontes próximas ao ex-presidente, Sissoco Embaló deixou Dacar acompanhado por cerca de uma dúzia de pessoas, incluindo familiares. A SeneNews, uma publicação senegalesa, também confirmou a informação, citando o Confidentiel Afrique, um jornal digital pan-africano.

A mesma notícia revela que Embaló optou por deixar o Senegal após uma noite tumultuada e a crescente pressão que enfrentava no país. O primeiro-ministro senegalês, Ousmane Sonko, fez declarações contundentes perante o Parlamento, descrevendo a situação política na Guiné-Bissau como “esquemas clandestinos”, o que, segundo a publicação, agravou ainda mais a situação para o ex-presidente.

Embalo teria solicitado ao presidente congolês para ser retirado do Senegal e comunicou ao presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye, a sua decisão de abandonar o país. A sua saída do Senegal ocorre em um momento de incerteza política, após a orquestração do golpe de Estado que levou à sua destituição.

Governo insta Millenium Bim a reforçar crédito para impulsionar PMEs produtivas

O governo de Moçambique incentivou o Banco Millenium Bim a expandir o crédito às Pequenas e Médias Empresas (PMEs) voltadas para a produção, destacando o potencial do país em áreas como energia, terras, agroindústria, e modernização de corredores logísticos.

Em declarações proferidas durante o encerramento da Conferência Económica Visão M, organizada pelo Millenium Bim em celebração dos 30 anos da sua fundação, o Presidente da República, Daniel Chapo, sublinhou que a forma como o país utiliza os seus recursos hidroeléctricos, o gás, as terras, os portos e o sistema financeiro influenciará a celeridade na conquista da independência económica.

O Presidente afirmou que o governo está a apostar na energia como motor da industrialização, destacando que o país se posiciona actualmente como o maior exportador de energia limpa e fiável na região da África Austral.

“Três décadas de contributo decisivo para a modernização do sector financeiro e para o crescimento do nosso país”, afirmou Daniel Chapo, fazendo referência ao impacto da instituição no contexto económico nacional.

Chapo indicou que o executivo está à procura de parcerias internacionais visando transformar Moçambique num dos principais exportadores de energia do continente. Reiterou a importância do Millenium Bim como entidade promotora da bancarização, financiamento da produção e investimento em tecnologia.

O ministro da Planificação, Salim Valá, salientou que o Millenium Bim não apenas acompanhou, mas também ajudou a moldar a evolução do país, enfatizando a confiança da instituição nas potencialidades moçambicanas.

Por sua vez, o Presidente do Conselho de Administração do Millenium Bim, Moisés Jorge, revelou que nos últimos cinco anos a instituição distribuiu 450 milhões de dólares em dividendos, destacando a estabilidade das relações com accionistas como o Estado moçambicano e outras entidades significativas.

Nos últimos anos, o banco contribuiu com cerca de 300 milhões de meticais em pagamentos de impostos ao Estado, reflectindo o seu papel na economia nacional.

As celebrações do 30º aniversário do Banco Millenium Bim foram marcadas por debates sobre a situação geopolítica e económica mundial, contando com a participação de diversos oradores, incluindo Paulo Portas.

Tensões entre EUA e Venezuela escalam com ameaças de acções militares em solo

O governo dos Estados Unidos anunciou que tomará medidas “muito em breve” em território terrestre contra os “narcotraficantes da Venezuela”, numa escalada significativa nas tensões entre os dois países. 

Esta declaração foi feita pelo presidente Donald Trump durante um telefonema aos militares, assinalando a preocupação crescente com o tráfico de drogas proveniente da Venezuela.

“Os narcotraficantes já não optam por enviar drogas por via marítima, e nós vamos começar a agir em terra. Avisámos para cessarem o envio de veneno para o nosso país”, afirmou Trump, sem especificar as acções que serão efectuadas em solo venezuelano. O líder republicano destacou os ataques realizados no mar, que resultaram na destruição de mais de 20 embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico e na morte de mais de 80 indivíduos, desde o início de Setembro.

As operações estão a ser coordenadas por um destacamento militar que inclui o porta-aviões USS Gerald R. Ford, considerado o maior navio militar do mundo, com a presença de quatro mil soldados e 75 caças a bordo. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, interpretou estas manobras como uma tentativa dos EUA de o depor do poder.

Em resposta, Maduro instruiu as forças aéreas do país a permanecerem em alerta. “Peço-vos que estejam sempre imperturbáveis na vossa serenidade, prontos a defender a nossa nação livre e soberana”, declarou durante uma cerimónia militar na base aérea de Maracay, no estado de Aragua.

As tensões aumentaram igualmente no plano interno, com o governo venezuelano a restringir a actividade aérea civil. A Venezuela revogou as licenças de várias companhias aéreas estrangeiras, acusando-as de associarem-se a actos que qualificou de terroristas promovidos pelos EUA. O Aeroporto Internacional de Maiquetia, que serve a capital, operou com um número reduzido de voos, uma situação que a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) criticou, pedindo à Venezuela que reconsiderasse essa decisão.

Na mesma linha, o governante português reagiu à revogação da autorização de voo da TAP, afirmando que não cederá a ameaças. A Iberia, outra companhia afectada, manifestou a esperança de retomar as operações assim que as condições de segurança sejam restabelecidas.

Este cenário complexo de confrontação política e militar reflete a profunda disputa entre os EUA e a Venezuela, com implicações para a segurança regional e as relações comerciais na América Latina.

Três mortos e dezenas de feridos em ataque russo de grande escala à Ucrânia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, denunciou um ataque nocturno perpetrado pela Rússia que envolveu a utilização de aproximadamente 36 mísseis e cerca de 600 drones. 

O ataque resultou na morte de três pessoas e deixou dezenas de feridos, especialmente em Kiev e nas áreas circundantes.

Zelensky informou, através da sua conta no Telegram, que os principais alvos da ofensiva foram infraestruturas energéticas e imóveis civis. Na mensagem, o chefe de Estado expressou a sua consternação pela perda de vidas e pela situação dos feridos, conforme as últimas actualizações sobre as consequências do ataque.

Os serviços de emergência estão em ação nas áreas afectadas, de acordo com Zelensky, que sublinhou a necessidade urgente de reforçar os sistemas de defesa aérea do país. O presidente fez um apelo aos seus parceiros europeus para tomarem decisões sobre os activos russos congelados na Europa, caso Moscovo não interrompa os ataques.

O presidente ucraniano também destacou a importância de dialogar com os aliados sobre os próximos passos a tomar para pôr fim à guerra.

Este ataque ocorre num contexto de tentativas de negociação para resolver o conflito, com a visita iminente a Moscovo de Steve Witkoff, enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a expectativa da chegada de Dran Driscoll, também enviado por Trump, a Kiev.

Os bombardeamentos que começaram na noite de sexta-feira e se prolongaram até a manhã de sábado resultaram na interrupção do fornecimento de energia eléctrica a mais de 600.000 pessoas. O Ministério da Energia ucraniano revelou que, na sequência do ataque, mais de 500.000 utilizadores em Kiev, mais de 100.000 na região de Kiev e cerca de 8.000 na região de Kharkiv ficaram sem electricidade.

Autoridades de saúde reforçam medidas após 30 mortes por malária em Manica

A província central de Manica regista, nos primeiros dez meses do corrente ano, um total de 30 mortes atribuídas à malária, uma doença que continua a preocupar as autoridades de saúde moçambicanas.

Segundo o médico chefe provincial, Flávio Roque, até ao momento foram reportados mais de um milhão de casos em diversas unidades sanitárias da região. A maioria das vítimas são crianças menores de cinco anos, sendo que, de Janeiro a Outubro de 2025, faleceram 27 crianças devido a esta doença.

Os distritos mais impactados incluem Machaze, Tambara, Guro, Gondola, Macossa e a cidade de Chimoio. O Dr. Flávio Roque destacou a importância da adopção de medidas de higiene colectiva, como a higiene pessoal e o saneamento do meio, bem como o uso correcto de redes mosquiteiras, como formas essenciais de prevenção da malária.

Além das iniciativas existentes, uma nova estratégia do governo prevê a introdução de uma vacina contra a malária, com início programado para a próxima semana. A imunização será dirigida as crianças entre zero e seis meses, grupo considerado de maior risco para a doença. Estão disponíveis 280 mil doses para a primeira fase da campanha, que visa vacinar cerca de 90 mil crianças nos próximos três meses.

A vacinação será realizada em todas as unidades sanitárias, com profissionais de saúde adequadamente preparados para administrar a vacina. Segundo o Dr. Roque, a vacina será administrada na veia e requer cuidados especiais, pois pode causar reacções ligeiras, como febres.

Os pais e responsáveis são encorajados a seguir as orientações de prevenção e a dirigir-se às unidades sanitárias sempre que surgirem sintomas associados à malária. A introdução desta vacina representa um passo significativo na protecção das mulheres grávidas, das crianças e da população em geral.

Flávio Roque frisou a necessidade de uma implementação faseada da vacinação, com especial atenção para as áreas identificadas como de alto risco. A primeira dose será fornecida as crianças com menos de seis meses, com sucessivas administrações programadas para os sete, nove e dezoito meses de idade.

A província de Manica está entre as prioritárias para a implementação desta vacina em Moçambique, tendo já recebido as doses, que foram distribuídas por todas as 155 unidades sanitárias da região.

União Africana suspende Guiné-Bissau após golpe militar

A União Africana (UA) a suspensão “de forma imediata” da Guiné-Bissau em resposta ao golpe militar que ocorreu na quarta-feira, resultando na destituição do presidente cessante, Umaro Sissoco Embaló. 

A medida permanecerá em vigor até que a ordem constitucional no país seja restabelecida.

Num comunicado emitido após uma sessão extraordinária do Conselho de Paz e Segurança, a UA confirmou a decisão de “suspender imediatamente a República da Guiné-Bissau de participar em todas as actividades da União, dos seus órgãos e instituições”. O Conselho considerou o golpe como um “grave atentado contra a ordem democrática e constitucional”, sublinhando que a revolta compromete as “perspectivas essenciais de estabilidade” manifestadas pelos cidadãos nas eleições gerais realizadas no domingo passado.

A resolução do Conselho insta a junta militar a “respeitar a lei e a vontade do povo”, permitindo que a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) proclame os resultados das eleições, que ocorreram sem a presença dos principais opositores. O Conselho advertiu que, caso a junta militar não atenda a estas exigências, serão impostas sanções específicas aos envolvidos no golpe.

Além disso, a UA solicitou a libertação “imediata e incondicional” de todos os funcionários eleitorais detidos, assim como de figuras políticas e participantes nas eleições, enfatizando a necessidade de garantir a sua segurança e dignidade. Em um desenvolvimento relacionado, o Senegal confirmou ter fretado um avião para evacuar o deposto Embaló, que chegou ao seu território “são e salvo”.

A UA exortou todos os Estados-membros e a comunidade internacional a rejeitarem “esta mudança inconstitucional de governo” e a absterem-se de qualquer ação que possa conferir legitimidade ao novo regime instaurado na Guiné-Bissau. O Conselho manifestou ainda apoio à Missão de Mediação de Alto Nível na Guiné-Bissau, criada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), com o objectivo de proteger as instituições estatais e prevenir novas violências.

O presidente da Comissão da UA, Mahmoud Ali Youssouf, foi encarregado de criar um mecanismo de acompanhamento para monitorizar a situação no país.

Oito novos detidos por incêndio mortal em complexo residencial em Hong Kong

A agência de combate à corrupção de Hong Kong anunciou a detenção de mais oito indivíduos ligados às obras de renovação do complexo residencial consumido por um incêndio devastador esta semana, resultando na morte de pelo menos 128 pessoas.

As detenções incluem dois responsáveis do gabinete de estudos encarregado dos trabalhos de renovação, dois chefes de obra, três subcontratantes de andaimes e um intermediário. Estas prisões ocorrem após a detenção de três pessoas no início da semana, elevando o total de detidos a 11.

O comunicado da agência revelou que os detidos, sete homens e uma mulher, têm idades compreendidas entre os 40 e os 63 anos e são suspeitos de corrupção relacionada com os trabalhos de renovação.

O governo da região administrativa especial da China concluiu que o incêndio de grandes proporções, ocorrido na quarta-feira, foi intensificado pela utilização de andaimes de bambu e painéis de isolamento de espuma, que se mostraram altamente inflamáveis. Um relatório de peritagem preliminar indicou que os materiais empregados nas obras contribuíram para a rápida propagação das chamas, elevando as temperaturas no local.

Chris Tang, chefe de segurança da região administrativa, afirmou que, segundo as informações iniciais, o fogo iniciou na tela de protecção, um material de espuma colocado na parte externa dos andares inferiores, que rapidamente se alastrou devido aos painéis que protegiam as janelas.

O último balanço divulgado pelas autoridades locais regista 128 mortos e 79 feridos. Além disso, 89 corpos resgatados ainda não foram identificados e cerca de 200 pessoas permanecem desaparecidas, incluindo aquelas não identificadas.

As operações de combate ao incêndio, considerado o mais grave na cidade em várias décadas, foram concluídas pelos bombeiros de Hong Kong. O complexo residencial, construído nos anos 80, é composto por oito torres com cerca de 30 andares e abriga aproximadamente quatro mil residentes.

Ferroviário de Maputo recebe apoio de dois milhões da Primeira-Dama após tricampeonato

A equipa sénior feminina de basquetebol do Ferroviário de Maputo foi agraciada esta tarde com um apoio financeiro no valor de dois milhões e cinquenta mil meticais, oferecido pela Primeira-Dama da República, Gueta Chapo. 

A entrega do montante ocorreu durante uma audiência em que se celebrou a conquista do tricampeonato nacional pela equipa.

O valor recebido será repartido entre as jogadoras e a equipa técnica, prevendo-se que cada atleta receba 100 mil meticais. O treinador receberá 200 mil meticais, enquanto o adjunto terá direito a 150 mil. Os restantes membros da equipa técnica também serão contemplados com quantias variadas.

Na sua intervenção, Gueta Chapo expressou a alegria do seu gabinete ao reconhecer o mérito das campeãs. Reforçou o compromisso institucional em apoiar o desporto feminino, afirmando: “Estamos muito felizes por receber a equipa neste dia tão especial. Agradecemos a Deus pela protecção das vossas vidas e das vossas famílias. Hoje trouxeram a taça para a mamã, para o gabinete, para o desporto, e como vossa amiga, também tenho um prémio que vai melhorar os vossos bolsos.”

A Primeira-Dama sublinhou que este apoio não é um acto isolado, mas parte de um esforço contínuo para reforçar o desporto feminino em Moçambique, recordando apoios prévios à Federação Moçambicana de Basquetebol.

A cerimónia de entrega do apoio ocorre num momento significativo para o clube, que se prepara para viajar ao Cairo, Egipto. A partir do dia 5 de Dezembro, o Ferroviário de Maputo irá defender o título da Women’s Basketball League Africa (WBLA) – Liga Africana de Basquetebol.

PRM detém homem por transporte ilegal de 2400 litros de gasolina em Tete

Uma operação da Polícia da República de Moçambique (PRM) resultou na detenção de um indivíduo de 34 anos na cidade de Tete, após ser apanhado a transportar 2400 litros de gasolina em um camião. O incidente ocorreu ao longo da Estrada Nacional Número Sete (N7).

Feliciano da Câmara, porta-voz do Comando Provincial da PRM, informou que, durante a abordagem, foram apreendidos também 50 mil meticais, montante que o suspeito tentou utilizar para subornar os agentes policiais. O indivíduo não apresentava documentos que comprovassem a aquisição do combustível, evidenciando a utilização de métodos inapropriados para o transporte do mesmo.

Em seu depoimento, o suspeito negou ter furtado a gasolina, afirmando que a adquiriu numa bomba ao longo da N7 e que o seu destino era o distrito de Zumbo, onde possui um estabelecimento de revenda de combustível. Reconheceu, no entanto, a tentativa de suborno aos agentes, admitindo que foi ele quem iniciou a conversa a respeito.

A PRM continua a intensificar as operações de combate ao tráfico de combustíveis no país, visando garantir a legalidade e a segurança nas estradas.

Cahora Bassa prevê queda de 10 mil gigawatts na produção de energia por El Niño

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) anunciou que prevê uma produção de 10.700 gigawatts de energia eléctrica durante o corrente ano.

Este número representa uma diminuição significativa em comparação com os períodos em que a barragem alcançou a marca recorde de 15.000 gigawatts-hora.

A redução na geração de energia está principalmente relacionada com os efeitos adversos do fenómeno El Niño, que provocou uma considerável diminuição dos níveis de água na albufeira de Cahora Bassa. A falta de precipitação e o prolongado período de seca têm dificultado a capacidade de geração da barragem, comprometendo a estabilidade na produção de energia.

Segundo o Director do Gabinete de Planificação, Organização e Métodos da HCB, a empresa tem envidado esforços para manter um fornecimento regular de energia ao mercado nacional e à Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), mesmo face a este desfavorável cenário hidrológico.

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