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Sexta-feira, Setembro 4, 2026
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Hamas propõe congelamento de armamento em troca de trégua duradoura em Gaza

Um dirigente do Hamas apresentou uma proposta que visa o congelamento do armamento do movimento em troca de uma trégua duradoura em Gaza. 

Khaled Mechaal, antigo líder do movimento islamista palestiniano, manifestou-se aberto à possibilidade de uma força internacional de manutenção da paz na fronteira do território com Israel, durante uma entrevista à cadeia do Qatar Al Jazeera.

Mechaal afirmou que a ideia de um desarmamento total é inaceitável para a resistência. “O que se propõe é um congelamento ou um armazenamento das armas para dar garantias contra qualquer escalada militar proveniente de Gaza com a ocupação israelita”, destacou. O dirigente acrescentou que esta questão está a ser discutida com mediadores e expressou a esperança de que uma abordagem pragmática por parte da administração americana possa facilitar a aceitação da proposta.

O plano do presidente americano, Donald Trump, para pôr fim ao conflito, que iniciou após o ataque do Hamas a Israel em 7 de Outubro de 2023, inclui a restituição de reféns em troca de prisioneiros palestinianos detidos em Israel, com a trégua a entrar em vigor a 10 de Outubro. Actualmente, resta apenas um corpo de um refém em Gaza.

O Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, manifestou a intenção de avançar rapidamente para a segunda fase do plano, com um encontro agendado com Donald Trump para 29 de Dezembro. Esta fase, que se desenvolve em três etapas, prevê a retirada das tropas israelitas do território palestiniano e a implementação de uma força internacional de estabilização, enquanto o Hamas se comprometeria a depor as armas.

Mechaal enfatizou que o desarmamento é uma questão extremamente sensível para os palestinianos, afirmando que “equivale a arrancar-lhe a própria alma”. O dirigente do Hamas afirmou que não se opõem à presença de forças internacionais ao longo da fronteira, semelhantes à UNIFIL, que actua no sul do Líbano, mas rejeita que estas actuem dentro do território palestiniano, considerando tal ação como uma forma de ocupação.

Além disso, Mechaal indicou que mediadores e países árabes e islâmicos poderiam servir como “garantes” para prevenir uma escalada de violência a partir do território palestiniano, reiterando que “o perigo vem da entidade sionista, não de Gaza”.

Avião colide com automóvel durante aterragem de emergência na Flórida

Uma avioneta teve de realizar uma aterragem de emergência na autoestrada I-95, na Flórida, após o piloto reportar problemas no motor. 

O incidente ocorreu na passada segunda-feira, embora as imagens do acidente tenham começado a circular nas redes sociais apenas.

Durante a aterragem de emergência, a aeronave colidiu com um automóvel que circulava na via rápida. A aterragem aconteceu em Brevard, onde o piloto se viu forçado a pousar na auto-estrada devido à falha do motor.

A avioneta acabou por aterrar em cima do veículo, que se despistou em seguida. A condutora do automóvel foi rapidamente transportada para o hospital, apresentando ferimentos ligeiros.

O piloto da aeronave, assim como o outro passageiro do carro, não sofreram ferimentos e encontram-se bem de saúde. As autoridades locais estão a investigar as circunstâncias do acidente.

PR Chapo destaca progresso de Moçambique na defesa dos direitos humanos

O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou que Moçambique tem alcançado progressos significativos na implementação de mecanismos institucionais para a promoção, protecção e respeito pelos direitos humanos.

A afirmação foi feita durante um comunicado em alusão ao Dia Internacional dos Direitos Humanos, assinalado hoje em todo o mundo.

Chapo destacou a criação de importantes instituições, como a Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), o Provedor de Justiça e a Comissão de Ética Pública, como exemplos do compromisso do governo com a defesa e promoção dos direitos fundamentais.

“Esta é uma soberba ocasião para reiterarmos o compromisso do governo na promoção e defesa dos Direitos Humanos como papel do Estado”, sublinhou o Presidente. Moçambique é signatário de diversas convenções internacionais e regionais sobre direitos humanos e possui uma carta de direitos fundamentais consagrada na Constituição da República.

O Chefe de Estado expressou preocupação com os comportamentos desviantes de alguns condutores nas estradas nacionais, em particular no transporte semi-colectivo de passageiros, que têm resultado em graves consequências para a vida humana. “As nossas estradas devem deixar de ser uma espécie de palco de leilão da vida humana”, frisou, referindo-se à importância de garantir a segurança, especialmente durante as festividades natalinas e de fim de ano.

Chapo instou os cidadãos a exercerem os seus direitos fundamentais de forma responsável, utilizando as tecnologias de informação e comunicação, nomeadamente as redes sociais digitais, com prudência e respeito pela dignidade humana. O Presidente enfatizou a necessidade de verificar a autenticidade da informação antes da sua difusão, evitando insultos e fomentação de sentimentos de ódio.

O governo moçambicano reafirma o seu compromisso com a promoção e protecção dos direitos humanos, visando uma abordagem inclusiva que não deixe ninguém para trás. A celebração deste Dia Internacional dos Direitos Humanos ocorre num contexto em que se realiza, em todo o país, uma auscultação no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, algo possível devido à efectivação de direitos fundamentais consagrados na Constituição, incluindo a participação política dos cidadãos.

A liberdade de expressão e o pluralismo político, exercido por meio de partidos políticos e organizações da sociedade civil, têm sido reconhecidos como conquistas essenciais.

Derrocada de dois edifícios em Marrocos causa pelo menos 19 mortos e 16 feridos

Pelo menos 19 pessoas perderam a vida e 16 ficaram feridas, algumas em estado grave, após o colapso de dois edifícios residenciais adjacentes na cidade de Fez, no centro de Marrocos. As autoridades locais divulgaram o balanço preliminar do incidente na quarta-feira.

Os edifícios, que contavam com quatro andares, desabaram na noite de terça-feira no bairro de Mostaqbal, causando pânico entre os moradores da área. Informações indicam que um total de oito famílias residia nos edifícios afectados.

Após receberem notificações sobre o desastre, as autoridades locais, incluindo a Protecção Civil e as forças de segurança, deslocaram-se rapidamente ao local para iniciar as operações de busca e salvamento. Medidas foram tomadas para isolar o perímetro dos edifícios colapsados e evacuar os moradores das habitações vizinhas.

Os feridos foram transportados para o centro hospitalar universitário de Fez, onde estão a receber os cuidados médicos necessários. As operações de busca continuam em curso, com a esperança de encontrar possíveis vítimas ainda presas nos escombros. As autoridades estão a investigar as causas do desabamento.

Nampula reforça fiscalização de preços e qualidade durante a quadra festiva

A Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) anunciou o reforço da fiscalização de preços e qualidade dos produtos durante a quadra festiva, através da mobilização de sete brigadas especializadas que irão operar na cidade e nos distritos da província.

A informação foi divulgada após uma visita do secretário do Estado de Nampula, Plácido Pereira, à delegação provincial da INAE. Segundo o delegado provincial, Alexandre Silvano, as brigadas são compostas por técnicos da Indústria e Comércio, Serviços Provinciais das Actividades Económicas (SPAE), Conselho Municipal e Serviços Distritais das Actividades Económicas, numa operação articulada para assegurar um maior controlo nesta época festiva.

“O INAE está preparado com um universo de sete brigadas, que contarão com a colaboração dos serviços económicos ao nível dos distritos. O foco principal será a verificação da formação dos preços, prestando especial atenção a aumentos injustificados nos bens mais procurados nesta altura do ano”, afirmou Silvano.

O delegado provincial esclareceu que as brigadas terão a responsabilidade de analisar as margens de lucro para determinar possíveis práticas de especulação de preços. Em relação à adulteração de produtos, Silvano indicou que até ao momento não foram registados casos, mas garantiu que qualquer irregularidade será encaminhada à Procuradoria, uma vez que a adulteração é considerada uma ofensa criminal.

O secretário do Estado de Nampula apelou ao reforço do trabalho fiscalizatório, com o intuito de proteger os consumidores durante esta fase do ano. “Devemos continuar a trabalhar para evitar grandes oscilações de preços, garantindo que todos possam passar a festa de Natal e de fim de ano com dignidade. É igualmente importante manter a fiscalização nos serviços hoteleiros e de restauração, assegurando a qualidade dos alimentos e serviços prestados”, enfatizou Plácido Pereira.

Município de Maputo prepara nova taxa de lixo proporcional ao consumo de energia

O município de Maputo anunciou a intenção de rever a sua abordagem em relação à gestão de resíduos sólidos, um regulamento em vigor há mais de 20 anos. 

A nova proposta traz consigo uma taxa que será determinada segundo o consumo de energia eléctrica dos munícipes.

O vereador de Infra-estruturas e Salubridade, João Munguambe, destacou que a revisão do regulamento, que já conta com 17 anos, tem como objectivo modernizar o quadro legal, reforçar a gestão ambiental e implementar um sistema de cobrança mais justo, ajustado às capacidades económicas dos cidadãos.

A proposta de revisão baseia-se em dois pilares fundamentais. O primeiro é a promoção da economia circular, que incentiva a separação de resíduos na origem e o aproveitamento de materiais recicláveis. O segundo pilar foca na transformação do sistema de cobrança da taxa domiciliária, passando de escalões fixos para um modelo percentual, que estará directamente ligado ao consumo de energia.

Munguambe salientou que o modelo actualmente em vigor penaliza as famílias de baixos rendimentos. “Acreditamos que o impacto deste ajustamento será significativo, uma vez que permitirá gerar receitas através do aproveitamento dos resíduos sólidos e, simultaneamente, gerar economias para as famílias”, afirmou.

Actualmente, os consumidores que gastam até 200 meticais em energia pagam uma taxa fixa de 45 meticais. O município considera que este valor limita drasticamente a capacidade das famílias de baixa renda de aceder à energia. Com a nova proposta, cada consumidor contribuirá de forma proporcional ao seu consumo, permitindo uma maior disponibilidade financeira para outras necessidades essenciais.

O vereador elucidou que estudos demonstram que a produção de resíduos está directamente correlacionada com o poder de consumo. Munícipes de rendimentos mais baixos geram, em média, menos de 0,5 quilograma de resíduos por dia, enquanto aqueles com maior consumo energético chegam a produzir cerca de 1,5 quilogramas. Esta discrepância justifica, segundo Munguambe, a necessidade de uma revisão imediata na tarifa.

A promoção da economia circular surge, assim, como uma estratégia crucial para equilibrar os custos operacionais. A edilidade estima que das 1.200 toneladas de lixo recolhidas diariamente, uma parte significativa consiste em materiais recicláveis, como cartões, garrafas e metais. A valorização destes materiais poderá não apenas gerar emprego, mas também reduzir a quantidade de resíduos destinados ao aterro.

A factura mensal para a gestão de resíduos atinge quase 50 milhões de meticais, enquanto a taxa domiciliária arrecada apenas 15 milhões. O município visa reduzir um défice operacional de 30 milhões, com a ambição de tornar o sistema progressivamente auto-sustentável.

Apesar das melhorias propostas, Munguambe reconhece que a implementação da mudança não trará resultados imediatos, uma vez que o sucesso depende da adesão da população, da organização do processo e da capacidade coletiva de adaptação.

A proposta será levada a debate público antes da sua aprovação e implementação. Caso o calendário estipulado seja cumprido, as primeiras melhorias poderão ser notadas já no próximo ano.

PR Daniel Chapo promove investimentos italianos em Roma

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, realiza em Roma, um encontro com empresários do sector privado italiano. Esta iniciativa visa promover oportunidades de investimento durante a visita oficial ao país europeu.

Segundo a Rádio Moçambique, estão confirmadas a presença de vinte e cinco empresas italianas na reunião com Chapo. Este grupo inclui entidades que já operam em Moçambique, assim como outras que manifestaram interesse em investir nos sectores de tecnologia, energia e turismo.

No último dia da sua visita de trabalho, Daniel Chapo tem agendado também um encontro com a Primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, para aprofundar o diálogo político e explorar novas áreas de colaboração estratégica.

Adicionalmente, durante esta reunião, serão assinados dois acordos de cooperação e uma declaração de intenções.

Ainda hoje, o Presidente Chapo irá encontrar-se com a comunidade moçambicana residente em Itália, com o intuito de ouvir as suas preocupações e incentivar a sua participação no desenvolvimento de Moçambique.

Vagas de emprego do dia 11 de Dezembro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 11 de Dezembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Técnico de Medições

A Mota-Engil pretende recrutar um/a (1) Técnico/a de Medições. Saiba mais.

2. Vaga para Warehouse Coordinator – Chimoio

A Bayer pretende recrutar um (1) Warehouse Coordinator – Chimoio. Saiba mais.

3. Vaga para HR Expat Coordinator

A McDermott International pretende recrutar um (1) HR Expat Coordinator. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Procurement Assistant

A United Nations Office on Drugs and Crime (UNODC) pretende recrutar um (1) Procurement Assistant. Saiba mais.

2. Vaga para Programme Associate

A UN Women pretende recrutar um (1) Programme Associate. Saiba mais.

3. Vaga para Utilities Electrician

A AB InBev pretende recrutar um (1) Utilities Electrician. Saiba mais.

4. Vaga para Oficial de MEAL (Matola)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de MEAL (Matola). Saiba mais.

5. Vaga para Oficial de MEAL (Manhiça)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de MEAL (Manhiça). Saiba mais.

6. Vaga para Manager Vodacom Business Care Operations

A Vodafone pretende recrutar um (1) Manager Vodacom Business Care Operations. Saiba mais.

7. Vaga para Quality Control & Assurance Lead

A Vodafone pretende recrutar um (1) Quality Control & Assurance Lead. Saiba mais.

8. Vaga para Technical Services Engineer

A NTT DATA pretende recrutar um (1) Technical Services Engineer. Saiba mais.

9. Vaga para Oficial Sénior de Recursos Humanos e Finanças

A Action Contre La Faim pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Sénior de Recursos Humanos e Finanças. Saiba mais.

10. Vaga para Programme Analyst for Public Private Partnership

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Programme Analyst for Public Private Partnership. Saiba mais.

11. Vaga para Catering Operational Analyst

A RA International pretende recrutar um (1) Catering Operational Analyst. Saiba mais.

12. Vaga para Vendedor de Camiões e Serviços

A Nors pretende recrutar um (1) Vendedor de Camiões e Serviços. Saiba mais.

13. Vaga para Responsável – Pessoas e Cultura (Maputo)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável – Pessoas e Cultura (Maputo). Saiba mais.

14. Vaga para Consultor – Recursos Humanos

A Deloitte pretende recrutar um (1) Consultor com experiência em Recursos Humanos. Saiba mais.

15. Vaga para Senior Manager, Africa Region, Partnership for Healthy Cities

A Vital Strategies pretende recrutar um (1) Senior Manager, Africa Region, Partnership for Healthy Cities. Saiba mais.

16. Vaga para Assistente de Recursos Humanos (Gaza – Xai-Xai)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente de Recursos Humanos (Gaza – Xai-Xai). Saiba mais.

17. Vaga para Account Manager Xai-Xai

A Vodafone pretende recrutar um (1) Account Manager Xai-Xai. Saiba mais.

18. Vaga para Gestor de Campo – Auditoria Interna

A GiveDirectly (GD) pretende recrutar um (1) Gestor de Campo – Auditoria Interna. Saiba mais.

19. Vaga para Técnico de Contabilidade

A (INALCA) Indústria Alimentar Carnes de Moçambique, Lda procura um (1) Técnico de Contabilidade. Saiba mais.

20. Vaga para Client Engagement Assistant

A United Nations Volunteers (UNV) pretende recrutar um (1) Client Engagement Assistant. Saiba mais.

21. Vaga para Import – Export Specialist Intern

A SLB pretende recrutar um (1) Import – Export Specialist Intern. Saiba mais.

22. Vaga para Tax Accountant Intern

A SLB pretende recrutar um (1) Tax Accountant Intern. Saiba mais.

23. Vaga para Security Officer

O Minor Hotels pretende recrutar um (1) Security Officer. Saiba mais.

24. Vaga para Consultor(a) de Viagens

A CRH Consultores, Lda pretende recrutar um/a (1) Consultor(a) de Viagens. Saiba mais.

25. Vaga para Pasteleiro

Empresa pretende recrutar um (1) Pasteleiro. Saiba mais.

26. Vaga para Padeiro

Empresa pretende recrutar um (1) Padeiro. Saiba mais.

27. Vaga para Gestor de Compras (Interno)

Empresa pretende recrutar um (1) Gestor de Compras (Interno). Saiba mais.

28. Vaga para Executivo B2B

Empresa pretende recrutar um (1) Executivo B2B. Saiba mais.

29. Vaga para Técnico de Cobranças

Empresa pretende recrutar um (1) Técnico de Cobranças. Saiba mais.

30. Vaga para Gestor de Logística

Empresa pretende recrutar um (1) Gestor de Logística. Saiba mais.

Ministério suspende transporte da IDEAL após acidente fatal na Manhiça

O Ministério dos Transportes e Logística anunciou a suspensão imediata das actividades de transporte de passageiros da empresa IDEAL, que inclui a CityLink, bem como do respectivo condutor. 

Esta decisão foi tomada após um grave acidente ocorrido no domingo, no distrito da Manhiça, província de Maputo.

O sinistro envolveu um autocarro da referida transportadora, que ao realizar uma manobra de ultrapassagem desprovida das necessárias precauções, colidiu violentamente com um mini-autocarro do modelo Quantum, que circulava em sentido oposto. O acidente resultou na morte de sete pessoas e causou danos materiais significativos.

Além da suspensão das actividades, o Ministério criou uma comissão de inquérito que terá um prazo de 15 dias para apurar as causas do acidente e apresentar recomendações para possíveis medidas adicionais. A suspensão irá manter-se enquanto os trabalhos de peritagem estiverem em curso.

As autoridades apelam à prudência e respeito pelas normas de segurança rodoviária por parte dos condutores, de modo a evitar tragédias futuras.

Sofala intensifica combate à corrupção com mais de 60 casos em tribunal

Este ano, a província de Sofala registou o julgamento de mais de sessenta processos relacionados com a corrupção. 

A informação foi divulgada por Bernardo Duce, director do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção, em comemoração ao Dia Internacional do Combate à Corrupção.

A maioria dos casos em análise está relacionada com cobranças ilícitas e subornos, envolvendo funcionários públicos. Ao partilhar estes dados, Duce destacou a importância de combater este fenómeno que prejudica o desenvolvimento da região.

Em resposta a esta problemática, o governador de Sofala, Lourenço Bulha, fez um apelo aos cidadãos para denunciarem qualquer acto de corrupção que observem, reafirmando o compromisso do governo na luta contra este crime.

Incursão de caças americanos provoca tensão nas águas venezuelanas

Dois caças americanos F-18 Super Hornet realizaram uma incursão em águas da Venezuela, infringindo a linha de 12 milhas náuticas que delimita o território marítimo nacional. Este ato surge como um novo sinal de pressão ao regime do presidente Nicolás Maduro.

As informações sobre a incursão foram divulgadas pela imprensa venezuelana e colombiana, com registos obtidos de plataformas de monitorização aérea, como o Flightradar24. Os caças voaram sobre as águas entre Zulia e Falcón, nas proximidades de Maracaibo, situadas entre a península de Paraguaná e a península de La Guajira.

Segundo o canal NTN24, os caças permaneceram na área realizando várias voltas antes de se dirigirem para o norte, desligando posteriormente os seus transponders. Os registos ADS-B identificaram as aeronaves pelos códigos hexadecimais AE53C1 e AE1AE7.

Os F-18 partiram do porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN-78), que retomou operações na região como parte de uma mobilização norte-americana voltada para reforçar as operações de combate ao narcotráfico e a vigilância estratégica no hemisfério. Anteriormente, os voos dos Estados Unidos tinham respeitado o espaço marítimo territorial venezuelano, mantendo-se em águas internacionais. Contudo, a incursão desta terça-feira ultrapassou essa delimitação, incluindo as águas interiores da Venezuela, consideradas parte do território nacional.

A área de voo dos F-18 localiza-se nas proximidades da base naval Rafael Urdaneta em Maracaibo, a principal base naval do estado de Zúlia, e do Comando da Região Estratégica de Defesa Integral Ocidental, um local de grande importância estratégica devido à presença de unidades de vigilância costeira e fluvial, centros de comando e baterias defensivas.

Além dos caças, um drone militar norte-americano MQ-4C Triton, identificado pelo código 169804 BLKCAT6, também entrou no espaço aéreo da Região de Informação de Voo (FIR) de Maiquetía, realizando manobras de reconhecimento frente à costa central da Venezuela. O MQ-4C Triton é considerado um dos sistemas não tripulados mais avançados dos Estados Unidos, destinado principalmente a operações de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR).

Na véspera, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, declarou que as Forças Armadas estão “mais do que preparadas” para proteger o país contra potenciais agressões provenientes de Washington, que é acusado de buscar provocar uma mudança de regime.

Padrino López afirmou que as forças armadas estão unidas e mais profissionais do que nunca, prontas para responder a qualquer provocação que ameace a integridade nacional. Por sua vez, o Ministro do Interior, Diosdado Cabello, mencionou que a Venezuela atravessa uma “revolução pacífica” e possui capacidade para uma “resistência ativa prolongada”.

Washington tem acusado Nicolás Maduro de liderar o Cartel de Los Soles, oferecendo uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações que conduzam à sua captura, uma alegação que Caracas refuta categoricamente. A Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA já havia alertado as companhias aéreas sobre os riscos ao sobrevoarem a Venezuela e o sul do Caribe.

Família exige prova de vida de Domingos Simões Pereira detido em Guiné-Bissau

A família de Domingos Simões Pereira, ex-líder da coligação Democrática de Cabo Verde e proeminente figura política da Guiné-Bissau, manifestou preocupação pela sua segurança, uma vez que se encontra detido numa esquadra em Bissau desde o golpe de Estado ocorrido a 26 de Novembro.

Denisa Pereira, filha do político, revelou à agência Lusa que já passaram quase 15 dias sem qualquer contacto com o pai, gerando apreensão sobre a sua saúde e segurança. A família exige uma prova de vida a fim de esclarecer a situação do político.

Domingos Simões Pereira é amplamente reconhecido como o principal opositor do actual Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló. Neste contexto, preparava-se para retomar a corrida eleitoral, mas foi excluído das candidaturas pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Enquanto líder do partido histórico de libertação, Simões Pereira optou por apoiar o candidato independente, Fernando Dias, que alega ter vencido Sissoco Embaló nas eleições gerais, presidenciais e legislativas realizadas a 23 de Novembro.

Jeremias Langa reeleito Presidente do MISA Moçambique

O jornalista Jeremias Langa foi reeleito em Maputo, para um novo mandato de três anos à frente do Instituto de Comunicação Social da África Austral (MISA) Moçambique.

A eleição teve lugar durante a Assembleia-Geral da organização, na qual Langa obteve 85% dos votos, numa votação realizada por lista única.

Conforme divulgado pelo MISA Moçambique, o novo mandato de Jeremias Langa contará com Olívia Massango e Egnácio Gamay nas posições de primeira e segundo vice-presidentes, respectivamente. Carlos Matsinhe e Maria Sitole foram eleitos para os cargos de vogais.

A Mesa da Assembleia-Geral será liderada por Francisco Carmona na presidência, enquanto Alexandre Matsimbe e Hamilton António ocuparão os cargos de secretário e vogal, respectivamente.

Durante o seu discurso após a reeleição, Jeremias Langa enfatizou que o seu primeiro mandato foi marcado pelo relançamento institucional do MISA Moçambique e pelo fortalecimento da confiança na classe mediática. Ele salientou que a nova equipa enfrenta agora o desafio de consolidar os avanços já obtidos, aprofundar a interacção com a sociedade e reforçar o papel do MISA na defesa da liberdade de imprensa, do pluralismo e da integridade jornalística em Moçambique.

Pressão fiscal pode agravar falta de moeda estrangeira em Moçambique

A filial moçambicana do Standard Bank da África do Sul alertou para a possibilidade de uma intensificação da escassez de moeda estrangeira, especialmente em dólares americanos, num futuro próximo, em consequência da pressão fiscal.

Em Fevereiro último, 63 empresas apresentaram pedidos pendentes à Confederação das Associações Empresariais de Moçambique (CTA) para o pagamento de facturas de importação de matérias-primas e bens. Algumas destas facturas aguardavam liquidação há mais de seis meses, devido à falta de moeda estrangeira nos bancos comerciais.

O economista-chefe do Standard Bank, Fáusio Mussá, citado no estudo mensal do Índice de Gestores de Compras (PMI) do banco, revelou que, apesar das expectativas de progresso nos projectos de Gás Natural Liquefeito (GNL), que deverão trazer ganhos a médio prazo, a pressão fiscal associada à liquidez do mercado cambial poderá agravar-se a curto prazo.

O estudo, que resulta das respostas a questionários enviados a directores de compras de cerca de 400 empresas do sector privado, abrange diversas áreas, incluindo agricultura, mineração, manufactura, construção, comércio por grosso, comércio a retalho e serviços.

Mussá destacou que, caso a fábrica de alumínio Mozal, situada nos arredores de Maputo, não consiga estabelecer um acordo com o governo quanto à tarifa eléctrica favorável que exige, o país enfrentará pressões temporárias adicionais sobre o crescimento económico, as finanças públicas e a liquidez cambial.

O relatório menciona ainda que a economia do país encolheu nos primeiros três trimestres de 2025, com uma taxa de crescimento negativa de 1,9%, atribuída à lenta recuperação das tensões e distúrbios pós-eleitorais.

“Prevemos que o crescimento do PIB se torne positivo no último trimestre de 2025, apoiado por efeitos de base desenvolvidos, mas com um elevado risco de regredir a partir do segundo trimestre de 2026, caso a Mozal seja encerrada”, refere o documento.

No entanto, o setor empresarial privado registou um crescimento em novembro, com o principal Índice de Gestores de Compras a aumentar de 50,4 em outubro para 50,8 em Novembro.

“Os indicadores sinalizaram uma ligeira melhoria na saúde do setor privado moçambicano pelo segundo mês consecutivo. Em Novembro, as empresas receberam os mais altos volumes de novos pedidos pela segunda vez consecutiva. A taxa de crescimento acelerou, atingindo o aumento mais acentuado registado nos últimos ano e meio. Em particular, os cinco subsectores monitorizados pelo estudo PMI registaram um aumento de novos negócios”, afirma o relatório.

O documento salienta que outra área que viu uma melhoria em novembro foi a criação de empregos, com os últimos dados a revelarem o mais robusto aumento de postos de trabalho desde Julho do ano passado. Apesar disso, as perspetivas empresariais deterioraram-se ligeiramente em novembro, embora as empresas, de um modo geral, se mantenham otimistas quanto à atividade económica no próximo ano.

Maputo: Homem de 35 anos detido após matar a esposa por ciúmes

Um homem de 35 anos foi detido em Maputo, sendo indiciado pela morte da sua esposa em um crime que, segundo as autoridades, foi motivado por ciúmes. O suspeito é acusado de desferir golpes fatais à vítima utilizando uma garrafa.

De acordo com informações disponíveis, o homem já possui antecedentes criminais e teria sido condenado pelo homicídio da sua primeira esposa em 2024. Ele cumpriu pena em uma cadeia de máxima segurança, da qual fugiu durante uma grande fuga de reclusos em Dezembro de 2025. A detenção recente está relacionada a um novo crime, desta vez envolvendo a sua actual mulher.

Relatos indicam que o suspeito agiu violentamente após suspeitar de uma alegada traição por parte da esposa, levando ao trágico desfecho. Embora o acusado negue ter estado preso anteriormente por um crime similar, a Polícia da Cidade de Maputo considera que há evidências suficientes para tratar este caso como uma reincidência.

As autoridades apelam à população que quaisquer questões relacionadas a conflitos passionais sejam abordadas de forma adequada nas instâncias competentes, com o intuito de prevenir situações de violência que possam resultar em tragédias.

Diálogo entre Moçambique e Galp visa resolver litígio de 151,5 milhões de euros

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, expressou a sua confiança na resolução do litígio de 151,5 milhões de euros que opõe a Autoridade Tributária moçambicana e a petrolífera portuguesa Galp, assegurando que o diálogo é a via correta para resolver a situação.

Em entrevista à agência Lusa, durante a VI Cimeira Portugal-Moçambique, Chapo salientou que as negociações continuam a decorrer: “Até agora, com a Galp, nós estamos a dialogar, não é? E eu acho que vamos encontrar alguma solução.” O Chefe de Estado enfatizou a relação fraterna entre os dois países e defendeu que o diálogo é fundamental para a resolução de quaisquer diferendos.

A Autoridade Tributária de Moçambique interpôs uma reclamação de 175,9 milhões de dólares à Galp, associada à venda da participação da petrolífera num projecto de gás. Esta quantia pode aumentar em função de um processo de execução que está em curso.

Chapo reiterou a sua postura favorável ao diálogo, recordando a implementação de uma lei de compromisso político que visa promover um diálogo nacional inclusivo, para prevenir as conturbações que surgem durante os períodos eleitorais. O Presidente manifestou a intenção de aplicar essa mesma filosofia no caso da Galp, afirmando: “Vamos encontrar uma solução de certeza absoluta”.

Por sua vez, a Galp, em declarações feitas em Outubro, frisou que não vê fundamento legal nas reclamações do fisco de Moçambique e está empenhada em encontrar uma solução com o Governo moçambicano. O co-presidente executivo da Galp, João Diogo Silva, declarou que a empresa está a respeitar as suas obrigações e segue o devido processo legal.

A disputa surgiu após a venda, em Março deste ano, de 10% da participação da Galp à petrolífera estatal dos Emirados Árabes Unidos, ADNOC, na Área 4 da Bacia do Rovuma, um negócio de aproximadamente 950 milhões de dólares (819 milhões de euros).

Durante a cimeira bilateral, o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, anunciou a disponibilização de uma linha de crédito de 500 milhões de euros para incentivar as empresas portuguesas a investirem em Moçambique, manifestando a confiança na economia moçambicana. Na conferência de encerramento, Montenegro ressaltou a importância deste apoio, que visa estimular o interesse das empresas portuguesas na estabilização política e social de Moçambique.

No âmbito da VI cimeira, foram assinados 22 instrumentos jurídicos entre Portugal e Moçambique, reflectindo um aprofundamento das relações bilaterais.

Holanda investe 25 milhões de euros para restaurar rios de Moçambique

O Reino dos Países Baixos anunciou um apoio financeiro de 25 milhões de euros à Administração Regional de Águas do Centro (ARA-Centro) para a restauração dos rios da região, gravemente afectados pela poluição resultante das actividades mineiras.

A embaixadora neerlandesa em Moçambique, Elsbeth Akkerman, fez o anúncio durante uma visita à província de Manica.

Este financiamento integra o programa Moz Water e surge num momento crítico, pois as autoridades locais indicaram uma queda aproximada de 30 por cento na produção agrícola, impactando directamente as comunidades que dependem do rio tanto para o consumo humano como para a irrigação.

A missão diplomática do Reino dos Países Baixos visitou áreas agrícolas perto do Rio Révue, onde a degradação ambiental se apresenta de forma mais aguda. A embaixadora expressou preocupações quanto aos impactos da poluição, afirmando que “a área não pode mais ser usada para fins agrícolas. Quase 30% da produção caiu, o que não é benéfico para o negócio. O rio é a principal fonte de água para as comunidades locais e, embora à primeira vista pareça limpa, a água pode estar contaminada.”

Akkerman realçou a importância do solo como um recurso vital e apelou à necessidade de uma colaboração eficaz entre os governos regionais e nacionais. O objectivo é garantir que as actividades mineiras sejam realizadas de forma responsável, prevenindo danos ambientais irreversíveis.

Apesar do cenário alarmante, a embaixadora mostrou-se optimista em relação ao futuro da agricultura e do acesso à água, enfatizando a relevância do memorando de entendimento assinado recentemente em Maputo entre a Comissão Ambiental Estratégica da Holanda e o Ministério da Agricultura, Pescas e Meio Ambiente de Moçambique, que visa reforçar a cooperação na gestão sustentável dos recursos naturais.

Durante a visita, a missão neerlandesa recolheu amostras de água do Rio Révue para realizar análises de qualidade e identificar níveis de contaminação. O rio permanece como uma das principais fontes de abastecimento para várias localidades, incluindo a cidade de Chimoio, o que torna urgente a restauração de seu ecossistema.

As autoridades hídricas locais também estão a tomar medidas. Salvador Momela, director da Divisão de Gestão da Bacia de Búzi da ARA-Centro, confirmou que já estão a decorrer trabalhos de monitoria nas empresas mineiras e intervenções progressivas nos cursos de água afetados. Contudo, persistentemente existem focos de poluição causados por garimpo ilegal e empresas que não seguem as normas ambientais.

A ARA-Centro está a trabalhar em estreita colaboração com as empresas para assegurar a reparação dos danos ambientais, um esforço agora fortalecido pelo financiamento neerlandês, considerado fundamental para acelerar os projetos de recuperação dos rios.

Parlamento recomenda que cartel venezuelano seja classificado como organização terrorista

O Parlamento de Portugal publicou uma recomendação ao Governo para que o cartel de Los Soles, com sede na Venezuela e envolvido no tráfico de droga, seja considerado uma organização terrorista internacional. A recomendação foi assinada pelo Presidente da Assembleia da República, Aguiar Branco.

Na sua declaração, Aguiar Branco invocou a Constituição da República, afirmando que o cartel de Los Soles representa uma “ameaça directa à segurança do Estado português, à estabilidade da União Europeia e à ordem internacional”. Por este motivo, o presidente do Parlamento defende que “devem ser adoptadas as medidas legislativas, diplomáticas e operacionais necessárias para reforçar os instrumentos de prevenção, cooperação e repressão das actividades deste cartel”.

O cartel de Los Soles é visto pela administração federal norte-americana, sob a liderança de Donald Trump, como uma organização criminosa liderada pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Este já enfrenta um mandado internacional de captura emitido pelos Estados Unidos, que o acusa de estar à frente de operações de tráfico de droga.

A deliberada classificação do cartel como organização terrorista poderá ter implicações significativas nas relações internacionais de Portugal, especialmente na colaboração com outros países na luta contra o tráfico de drogas e o crime organizado.

China executa banqueiro por corrupção avaliada em 156 milhões de dólares

As autoridades judiciais da China executaram Bai Tianhui, ex-director-geral da China Huarong International Holdings, após ser condenado por aceitar subornos que totalizam mais de 156 milhões de dólares norte-americanos, equivalente a cerca de 10 mil milhões de Meticais. 

A execução foi realizada na cidade de Tianjin e representa mais um episódio na rigorosa campanha anticorrupção promovida pelo Presidente Xi Jinping, que tem como alvo figuras proeminentes dos sectores político, militar, financeiro e empresarial do país.

Segundo a televisão estatal CCTV, o tribunal comprovou que Bai Tianhui abusou do seu cargo entre 2014 e 2018, durante o qual recebeu quantias substanciais em troca de favores na aprovação de projectos, financiamentos e aquisições corporativas.

A China Huarong International Holdings, onde Bai exerceu funções, é uma subsidiária da China Huarong Asset Management, uma das maiores gestoras estatais de dívida do país, criada com o objectivo de estabilizar o sistema bancário chinês.

A sentença de morte foi justificada pelo tribunal devido à “magnitude excepcional” dos valores envolvidos e ao “impacto social atroz” das infracções cometidas. As autoridades destacaram que as acções de Bai causaram “perdas excepcionalmente significativas” aos interesses do Estado e do povo chinês.

Embora muitas condenações à morte por corrupção na China sejam frequentemente suspensas por dois anos e, posteriormente, convertidas em prisão perpétua, o caso de Bai não foi contemplado por tal clemência, evidenciando a gravidade da situação. A sentença, inicialmente proferida em Maio de 2024, foi confirmada pela instância superior em Fevereiro deste ano, tendo o recurso do réu sido negado.

Este caso não é isolado no âmbito do grupo Huarong. Em 2021, o anterior presidente do conglomerado, Lai Xiaomin, também foi executado por receber subornos que ascenderam a 253 milhões de dólares, num dos casos de corrupção mais notórios da história recente da China.

A execução de Bai Tianhui ocorre num contexto em que Pequim reforça a supervisão do sector financeiro, enviando uma mensagem clara de que a política de “tolerância zero” em relação à corrupção se mantém inabalável, independentemente da posição ou cargo dos envolvidos. Antes da execução, embora os detalhes do método não tenham sido divulgados, Bai Tianhui teve a oportunidade de se despedir dos seus familiares.

Vaticano alerta sobre insuficiência de ajuda em Cabo Delgado

O Cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, expressou preocupações sobre a insuficiência da ajuda internacional face à crise humanitária em Cabo Delgado, durante uma visita à província. 

O cardeal teve contacto directo com deslocados em Naminawe e constatou as graves carências enfrentadas pela população local.

Em conferência de imprensa realizada Parolin descreveu a situação como uma profunda angústia. “Esta população precisa de praticamente tudo, mas parece não haver apoio internacional”, afirmou, destacando a necessidade urgente de uma resposta solidária mais robusta por parte da comunidade global.

O Cardeal sublinhou que, embora o conflito em Cabo Delgado seja amplamente reconhecido, a ajuda efectiva no terreno permanece aquém das necessidades. Apelou para que países e organizações internacionais unifiquem esforços no apoio humanitário, contribuindo para a paz e dignidade das famílias deslocadas.

As declarações do Cardeal Parolin refletem a urgência da situação e a necessidade de acção imediata para aliviar o sofrimento das pessoas afectadas.

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