O Governo moçambicano anunciou a sua intenção de modernizar o sector da justiça, enfatizando que esta modernização não deve se restringir apenas à adopção de tecnologias.
O processo exige, igualmente, uma transformação cultural institucional com o intuito de proporcionar maior celeridade, transparência e proximidade com os cidadãos.
O Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, expressou estas ideias durante a abertura da conferência promovida pela Associação Nacional de Juristas Moçambicanos (ANJUR). O governante evidenciou que a inovação no sistema judicial abrange não só a utilização de ferramentas digitais, mas também a reestruturação de mentalidades, a simplificação de procedimentos e o reforço da transparência.
“Um sistema judicial moderno deve responder com eficácia e integridade às demandas da sociedade”, afirmou Saize, sublinhando os esforços do Executivo em digitalizar processos e capacitar profissionais do sector.
Saize salientou que a acessibilidade e previsibilidade da justiça são vitais para fomentar a confiança pública, atrair investimento e estimular o desenvolvimento económico. O sucesso desta empreitada, segundo o Ministro, requer a participação activa de todos os intervenientes no sistema de justiça.
A conferência, que decorre sob o lema “Construindo o Futuro da Justiça: Inovação e Desenvolvimento Inclusivo”, conta com a presença de diversos actores do sistema de justiça e do sector produtivo. Este evento destina-se a reflectir sobre o papel transformador do direito no progresso nacional.
Por sua vez, o presidente da ANJUR, José Caldeira, afirmou que a conferência marca o relançamento das actividades da classe jurídica, após um período de restrições imposto pela pandemia da Covid-19. “Queremos dar continuidade aos trabalhos e apoiar no que for possível para o desenvolvimento do nosso país”, concluiu.
O Governo de Moçambique reafirmou o seu compromisso de trabalhar em conjunto com parceiros institucionais e a sociedade civil na construção de um sistema de justiça mais justo e inclusivo.
O Conselho Municipal da cidade de Nacala Porto, na província de Nampula, apreendeu mais de 100 motorizadas por falta de documentos necessários.
Esta acção foi implementada com o objectivo de reforçar o cumprimento das normas de circulação e promover a segurança rodoviária na região.
As irregularidades identificadas durante a operação incluem a ausência ou o vencimento dos livretes de licença de circulação, além da falta de manifesto. A autarquia local sublinha que esta iniciativa faz parte de um esforço contínuo para o ordenamento urbano e responsabilização dos condutores.
As motorizadas representam uma parcela significativa do transporte informal na cidade, sendo por isso crucial garantir que os veículos em circulação estejam devidamente legalizados. A operação visa não apenas a conformidade legal, mas também a melhoria da segurança para todos os utilizadores das vias públicas.
O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas anunciou que Moçambique produziu, nos primeiros nove meses do ano, um total de 99,2 mil toneladas de frango e 23,2 milhões de dúzias de ovos.
O ministro Roberto Albino afirmou que a avicultura é um dos sectores da pecuária com maior impacto na redução do défice de proteína animal, na segurança alimentar e na criação de emprego e rendimento no país.
De acordo com Albino, os incentivos governamentais a investimentos privados, como incubadoras, fábricas de ração e matadouros, têm contribuído para a integração de pequenos e médios criadores na cadeia de produção, resultando numa produção nacional significativa. No último ano, o sector atingiu aproximadamente 135 mil toneladas de frango e 29,8 milhões de dúzias de ovos.
O compromisso do governo em criar um ambiente propício ao investimento e à inovação tecnológica é fundamental, especialmente para incluir jovens e mulheres nas cadeias de valor da produção avícola. O sector avícola é considerado prioritário para atingir a plena autosuficiência alimentar em proteína animal, uma vez que menos de 20% do mercado é actualmente abastecido por frango importado.
Durante o workshop nacional sobre o sector avícola, o governo, em colaboração com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), o GAIN, a Associação da Indústria Avícola e outros actores do sector público e privado, está a finalizar o plano director para o sector avícola em Moçambique. Albino evidenciou a importância desta ocasião para fortalecer as parcerias entre o governo, o sector privado e parceiros internacionais, visando uma avicultura moderna, sustentável e inclusiva.
O ministro destacou ainda que o sector contribui significativamente para o fornecimento de proteína animal acessível e para a criação de oportunidades de emprego. Contudo, reconheceu que a avicultura enfrenta desafios, incluindo a disponibilidade e a qualidade dos insumos, como pintos de um dia e o acesso a mercados sustentáveis.
Nos últimos anos, a indústria nacional de frango de corte tem apresentado um crescimento progressivo. É importante ressaltar que, há duas décadas, o sector produzia apenas cerca de 4.500 toneladas de frango anualmente. De janeiro a setembro deste ano, foram importadas 21,8 mil toneladas de frango e 5,4 milhões de dúzias de ovos.
O país aspira a um sector avícola competitivo, onde as matérias-primas para a produção de ração sejam integralmente produzidas no território nacional. Rafael Estevão, director nacional da Pecuária, sublinhou que a dependência de soja e milho importados tem dificultado o desenvolvimento mais acelerado da avicultura.
Contudo, expressou otimismo ao afirmar que Moçambique está mais próximo da autosuficiência na produção de milho do que anteriormente.
A localidade de Matsinho, situada no distrito de Sussundenga, na província de Manica, acaba de receber acesso à água potável, beneficiando mais de 7.000 habitantes.
Esta inovação resulta da construção de um fontanário, financiado pelo Programa Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento Rural (PRONASAR).
O novo sistema de abastecimento de água inclui uma rede de distribuição com uma extensão de 6,032 quilómetros, com diâmetros variando entre 50 e 110 milímetros. Numa fase inicial, será possível realizar 100 ligações domiciliárias, estando previstas futuras expansões para atender mais moradores da localidade.
O projecto conta com um centro distribuidor que possui uma capacidade de 30 metros cúbicos, complementado por um tanque elevado com 20 metros cúbicos e 15 metros de altura. A conduta adutora, composta por tubagem de polietileno de alta densidade, estende-se por 1,464 quilómetros, com diâmetros entre 40 e 90 milímetros.
A obra, iniciada em Outubro de 2023, teve uma duração total de dois anos e custou 23,6 milhões de meticais, aproximadamente 390 mil dólares, oriundos do governo moçambicano. Durante a cerimónia de inauguração, a governadora da província de Manica, Francisca Tomás, sublinhou a importância do uso adequado do novo sistema, a fim de garantir a sua longevidade.
A governadora lembrou que esta iniciativa é parte dos esforços do governo para assegurar o fornecimento de água de qualidade à população, solicitando a vigilância dos residentes para evitar eventuais actos de sabotagem ao sistema. “Foi pensando na população que o governo decidiu implementar este sistema”, disse.
Com a nova infra-estrutura, a taxa de abastecimento de água no distrito de Vanduzi subiu de 49,85% para 60,54%. A governadora anunciou ainda que um novo sistema será inaugurado brevemente na zona do cruzamento de Tete.
No distrito de Vanduzi, já estão em funcionamento dois sistemas de abastecimento, nomeadamente o de Belas, que serve a sede do distrito e o de Matsinho, inaugurado hoje. O líder comunitário de Matsinho, Tarira Waite Fore, expressou a gratidão da população ao governo pela disponibilização de água, garantindo que isso ajudará a eliminar doenças associadas ao consumo de água imprópria.
“Matsinho possui uma população de 49.385 habitantes distribuídos por cinco bairros. A satisfação é maior agora que teremos água potável a beneficiar mais famílias, contribuindo para a melhoria da saúde pública”, afirmou Tarira.
A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Coordenadora de Comunicação e Marketing Estratégico. Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Líder de Equipa Integrada. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Administração (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder – Financeiro de Programa (Maputo). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Diretor Adjunto de Projecto – (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Supply Chain (Matola). Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar um/a (1) Oficial Administrativo(a) & Financeiro(a). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor – Monitoria e Avaliação (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder de Protecção Social e Género para o projecto LINK/MEGA LINK (LPSG). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável – Supply Chain (Maputo). Saiba mais.
Chuvas torrenciais atingiram o centro do Vietname, resultando em significativas inundações que submergiram casas, terras agrícolas e locais turísticos, entre os quais se destacam as cidades históricas de Hué e Hoi An.
Na manhã de hoje, o nível da água no rio Perfume, em Hué, elevou-se para 4,62 metros, alcançando a altura da cintura na antiga capital imperial, classificada como Património Mundial pela UNESCO. Em Hoi An, um importante centro turístico, o rio Hoai viu a sua água subir quase dois metros em consequência da chuva incessante e da libertação de água em excesso de barragens hidreléctricas.
Meios de comunicação estatais vietnamitas reportaram que cerca de 40.000 turistas foram evacuados de Hoi An, devido à rápida subida do nível das águas. Nguyen Ngoc Anh, proprietário de um hotel nas proximidades do rio Thu Bon, afirmou: “A água subia tão rápido que tivemos que transferir rapidamente os nossos hóspedes para outros hotéis fora da área inundada, por questões de segurança”.
Em Hué, várias casas ficaram submersas e as principais vias de acesso foram cortadas ao trânsito, levando os moradores a utilizarem barcos para se deslocarem. A rota ferroviária entre Hanói, no norte, e a cidade de Ho Chi Minh, no sul, foi suspensa, impactando milhares de passageiros.
As autoridades ferroviárias do Vietname posicionaram 19 vagões pesados, totalizando 980 toneladas, sobre uma ponte para evitar que esta fosse arrastada pelas águas, conforme reportado pela imprensa estatal.
Cerca de mil pessoas em áreas rurais da província de Thua Thien Hue ficaram isoladas devido a inundações e deslizamentos de terra, segundo a organização não governamental australiana Blue Dragon Children’s Foundation.
Especialistas indicam que o aquecimento global está a intensificar as tempestades tropicais, resultando em chuvas mais fortes e alterações nos padrões de precipitação em toda a Ásia Oriental. O Vietname é um dos países mais afectados por inundações no mundo, com quase metade da sua população a residir em áreas de risco.
As negociações entre o Paquistão e o Afeganistão, destinadas a estabelecer um cessar-fogo duradouro, não lograram resultado positivo.
O ministro da informação paquistanês, Attaulah Tarar, expressou o seu descontentamento com a falta de progresso nas negociações, que decorreram em Istambul durante quatro dias, com a mediação do Qatar e da Turquia.
“Infelizmente, o lado afegão não deu nenhuma garantia, desviou-se continuamente da questão central e recorreu a um jogo de acusações, evasão e artimanhas”, afirmou Tarar através da rede social X. O ministro lamentou que o diálogo não tenha conseguido produzir uma solução viável.
Os confrontos entre os dois países intensificaram-se nas últimas semanas, numa escalada de violência que resultou em dezenas de mortos. A tensão aumentou após uma ofensiva dos talibãs na fronteira, desencadeada por explosões em Cabul, atribuídas ao Paquistão.
Um cessar-fogo, mediado pelo Catar há cerca de dez dias, havia suspendido temporariamente os combates, que também afectaram civis. No entanto, a fronteira entre os dois países permanece fechada, com excepção de migrantes afegãos expulsos do Paquistão e que têm permissão para atravessar.
O Paquistão, que enfrenta um aumento de ataques contra as suas forças de segurança, expressou a expectativa de que as negociações levem o Afeganistão a retirar do seu território “grupos terroristas” que operam contra o país.
O exército israelita divulgou que irá restabelecer o cessar-fogo na Faixa de Gaza, após uma série de ataques que visaram dezenas de alvos considerados terroristas.
Esta decisão surge após intensos bombardeamentos que resultaram na morte de pelo menos 91 palestinianos, dos quais 24 eram crianças e sete mulheres, conforme indicado por fontes médicas e da Defesa Civil do enclave.
Num comunicado oficial, os militares israelitas afirmaram que a retoma do cessar-fogo se dá em conformidade com as directivas do Governo, após a neutralização de vários elementos do Hamas em resposta a violações cometidas pelo grupo.
A situação na Faixa de Gaza continua a ser crítica, com as forças de segurança e organizações humanitárias a alertarem para o impacto devastador dos ataques na população civil.
A Organização das Nações Unidas (ONU) expressou preocupação com a situação alarmante no Sudão, após a cidade de Al-Fashir, capital de Darfur do Norte, ter caído sob o controlo dos paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF).
Esta conquista marca um ponto crítico, uma vez que Al-Fashir era o último bastião do exército sudanês na região, que se encontrava cercada há 18 meses.
Relatos de atrocidades emergem da área, levantando temores de uma possível limpeza étnica. As agências da ONU documentaram casos de execuções em massa, criando um cenário de terror para a população local. A situação gerou um apelo urgente à comunidade internacional para intervir e proteja os civis em Darfur.
A queda de Al-Fashir representa um cenário de instabilidade crescente no Sudão, onde as tensões entre as forças militares e os paramilitares têm exacerbado a violência e os abusos dos direitos humanos. A ONU continua a monitorar a situação de perto e a instar as partes envolvidas a pôr fim à violência e a buscar soluções pacíficas para a crise no país.
Os Estados Unidos tentaram recrutar o piloto do avião presidencial de Nicolás Maduro com o objectivo de desviar a aeronave e entregar o líder venezuelano às autoridades norte-americanas, de acordo com informações divulgadas pela Associated Press.
A operação, que visava capturar Maduro, decorreu sob o governo de Joe Biden e culminou em um fracasso após meses de contactos secretos, mensagens codificadas e tentativas de persuasão sem sucesso.
A iniciativa foi liderada por Edwin López, um agente da Homeland Security Investigations, que estava a serviço da Embaixada dos Estados Unidos na República Dominicana. López tentou convencer o general venezuelano Bitner Villegas, piloto de confiança de Maduro, a cooperar numa manobra que possibilitasse a captura do Presidente. Para tal, ofereceu a Villegas uma recompensa de 50 milhões de dólares, o mesmo montante que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos fixou como prémio pela entrega de Maduro, que enfrenta acusações de narcoterrorismo desde 2020.
O plano começou a ser delineado após um informador ter contactado a embaixada, em Abril de 2024, alertando sobre dois aviões utilizados por Maduro e por outros altos dirigentes, incluindo a vice-presidente Delcy Rodríguez, que eram reparados no aeroporto executivo La Isabela, na República Dominicana.
Os aviões, um Dassault Falcon 2000EX e um Dassault Falcon 900EX, foram considerados pelas autoridades norte-americanas como violadores das sanções impostas pelo Departamento do Tesouro dos EUA. Meses depois, as aeronaves acabaram por ser confiscadas. Na altura, Maduro denunciou o que classificou como “um roubo descarado”, enquanto o ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela também se manifestou sobre a situação.
Um homem de 51 anos foi encontrado sem vida no quintal da casa da sua alegada amante, situada no bairro de Inhagoia, na cidade de Maputo, no último fim-de-semana.
O incidente deixou a comunidade local em estado de choque e gerou diversas interrogações sobre as circunstâncias que rodearam a morte e o desaparecimento da mulher implicada.
Segundo relatos de moradores, o corpo da vítima foi descoberto no quintal da residência, enquanto a porta principal se encontrava trancada por dentro. A mulher, apontada como a amante, desapareceu logo após o trágico episódio.
Vizinhos da área afirmaram que a vítima foi vista um dia antes da sua morte, apresentando dificuldades para se deslocar. Uma residente do bairro comentou: “Vimos o senhor a coxear e a tentar entrar na casa. Mais tarde, a dona voltou, fez alguns movimentos estranhos e depois ninguém mais a viu.”
A mãe da vítima contou que o homem saiu de casa sem revelar o seu destino. Apenas mais tarde, recebeu uma chamada da mulher, informando que o parceiro se encontrava “caído no quintal”. O corpo foi encontrado dois dias depois já sem vida, e a família desconhecia a existência de um relacionamento extraconjugal.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) confirmou ter recebido a denúncia e iniciou as investigações. A mulher que arrendava a casa onde o corpo foi encontrado permanece foragida. As autoridades locais, juntamente com os vizinhos, apelam para que qualquer pessoa com informações sobre o paradeiro da mulher se apresente às forças da lei.
O Ministério das Finanças e a Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciaram a criação de uma linha-verde para a recepção de denúncias, numa iniciativa conjunta que visa fortalecer a transparência e a responsabilização no sector público. A informação foi divulgada pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa.
O protocolo para a implementação desse mecanismo será assinado entre as duas instituições. Impissa destacou que a operacionalização da linha-verde contará com a participação activa da Procuradoria-Geral da República, da Inspecção Geral de Finanças e do Gabinete de Auditoria e Controle Interno do Ministério das Finanças.
A comunicação ocorreu durante o habitual briefing à imprensa, após a 36ª sessão do Conselho de Ministros, onde o Executivo também analisou o Balanço do Plano Económico e Social e o Orçamento do Estado referente ao terceiro trimestre de 2025.
Adicionalmente, foi aprovado um Decreto que regulamenta os mecanismos de coordenação do processo de recrutamento e selecção de pessoal no aparelho do Estado, com o objectivo de optimizar a gestão de recursos humanos no sector público.
Camarões enfrenta um período de instabilidade política após a proclamação oficial dos resultados das eleições presidenciais, que desencadearam protestos violentos, em grande parte motivados por alegações de “prisões arbitrárias”.
As forças de segurança foram mobilizadas na capital, Yaoundé, enquanto manifestações intensas eclodiram em outros centros urbanos, como Garoua e Douala, o principal centro económico do país.
A situação em Douala continuou a ser tensa, com residentes a bloquearem as principais vias de acesso como forma de protesto contra os resultados eleitorais. Muitas lojas e escolas permaneceram encerradas, reflectindo o clima de apreensão que se instalou na cidade.
A comunidade internacional manifestou preocupação em relação à violência e aos abusos registados. A União Europeia emitiu uma declaração contundente, expressando “profunda preocupação com a repressão violenta das manifestações” e lamentando “a morte de vários civis devido a disparos”.
Bruxelas apelou à contenção, solicitou investigações independentes sobre os acontecimentos e enfatizou a importância do diálogo, ao mesmo tempo que exigiu a libertação de “todas as pessoas detidas arbitrariamente desde as eleições”.
Um ex-aluno da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Amade Sambo, anunciou o desenvolvimento de uma vacina inovadora contra o cancro do pâncreas, uma das formas de cancro mais mortais em Moçambique e a nível global.
Esta descoberta é considerada um avanço significativo na luta contra uma doença que afecta milhares de vidas anualmente.
A vacina foi criada como parte do trabalho de conclusão do mestrado em Química na Universidade de Osaka, no Japão. Através de um processo de síntese química, a vacina apresentou resultados positivos em ensaios pré-clínicos, destacando-se como uma plataforma promissora para o desenvolvimento de outras vacinas, com um foco especial na eficácia contra o cancro do pâncreas.
Amade Sambo partilhou que os anticorpos gerados pela vacina demonstram um elevado nível de fiabilidade, mesmo em doses mínimas, o que confere confiança na transição para a fase clínica da pesquisa. “Essa fase crucial representa a segunda etapa do processo de desenvolvimento”, afirmou.
O investigador sublinhou que a nova vacina possui uma componente de auto-adjuvante, o que a diferencia das vacinas tradicionais. Este aspecto resulta em efeitos colaterais mais reduzidos, oferecendo vantagens em termos de especificidade no combate à doença. Sambo enfatizou que, para a aprovação final da vacina, será necessário que a mesma obtenha resultados satisfatórios na fase clínica, um processo que pode levar entre cinco a dez anos, dependendo da sua eficácia.
Amade Sambo considera que este desenvolvimento representa um marco importante na sua carreira científica e um contributo significativo da investigação moçambicana para o avanço da ciência a nível global. Ele apelou à necessidade de promover mais pesquisas científicas de alta qualidade, capazes de endereçar os desafios enfrentados pela humanidade.
Recentemente, Sambo concluiu o seu Mestrado em Química na Universidade de Osaka, uma instituição reconhecida entre as 100 melhores do mundo, obtendo uma média final de 96 por cento, o que equivale a 19 valores no sistema de ensino moçambicano. O próximo passo na sua trajectória será a publicação de artigos científicos sobre os resultados do seu estudo, visando ampliar o impacto da sua descoberta e facilitar uma melhor compreensão da mesma.
Moradores de favelas no Rio de Janeiro descobriram mais de 40 corpos sem vida após a realização de uma operação policial considerada a mais letal da cidade, segundo reportagens da imprensa local.
Os corpos foram colocados por vizinhos numa praça do bairro da Penha, enquanto o portal G1 totalizou 54 corpos encontrados na área de mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia, onde se concentraram os confrontos.
A recuperação dos corpos está a ser realizada por moradores dos complexos de favelas do Alemão e da Penha, sem a assistência das autoridades, e continua em andamento. A operação, que resultou em um balanço oficial de 64 mortos, incluindo quatro policiais, ainda não esclareceu se os cadáveres recuperados estão incluídos nesta contagem.
Os corpos, todos de homens, ficaram estendidos no chão, visíveis para os habitantes e jornalistas que se dirigiram ao local. A busca pelos desaparecidos foi liderada, na maioria, por mulheres que procuravam seus companheiros, irmãos ou filhos.
Segundo o último relatório oficial, divulgado na noite de terça-feira, a operação resultou em 64 mortes e 81 detenções. O governo regional não forneceu informações sobre o número de corpos recuperados.
A operação, que mobilizou cerca de 2.500 agentes, tinha como objectivo a execução de 100 mandados de detenção de membros do Comando Vermelho, uma das principais facções de narcotraficantes do Brasil. Em resposta, os alegados traficantes realizaram bloqueios em várias vias da zona norte do Rio de Janeiro, provocando interrupções na circulação de cerca de uma centena de linhas de autocarros e o encerramento de várias escolas e centros de saúde.
O Governo de Moçambique manifestou o seu repúdio pela divulgação pública da carta da TotalEnergies, na qual a empresa anuncia a intenção de levantar a ‘força maior’ no megaprojeto de gás em Cabo Delgado.
A petrolífera propôs uma prorrogação de 10 anos para compensar as perdas decorrentes da situação.
Inocêncio Impissa, porta-voz do Conselho de Ministros, criticou como a informação foi divulgada, esclarecendo que a carta deveria ter sido apresentada, inicialmente, num contexto fechado ao Presidente da República, Daniel Chapo. “Devia ser dirigida num contexto fechado a sua excelência, o senhor Presidente da República, em primeira mão”, afirmou Impissa, em resposta a perguntas de jornalistas após uma reunião do Conselho de Ministros, realizada em Maputo.
O porta-voz reconheceu que muitos membros do Governo foram “surpreendidos” ao tomar conhecimento da carta da TotalEnergies, que circula nos meios sociais e que comunica a decisão de levantar a cláusula de ‘força maior’ do projecto, bem como as condições impostas para a sua retoma.
“A primeira coisa que fazemos é repudiar este formato, porque o formato mais adequado é conversar dentro dos canais devidamente estabelecidos para o efeito”, reiterou Impissa, destacando a intenção do Governo de manter um diálogo formal com a empresa.
Com a crescente afluência de banhistas na praia de Zalala, situada em Quelimane, a delegação do Instituto Nacional da Marinha (INAMAR) na província da Zambézia intensificou as suas acções de segurança e sensibilização para prevenir casos de afogamento.
Durante o último fim-de-semana, equipas do INAMAR realizaram campanhas de conscientização junto aos frequentadores da praia, abordando grupos pequenos e alertando sobre os perigos do mar, assim como a importância de observar as normas básicas de segurança.
Entre as mensagens transmitidas, destaca-se o apelo para que os banhistas evitem entrar no mar sob efeito de bebidas alcoólicas ou em estado de embriaguez, uma das principais causas de acidentes nas zonas costeiras.
Alguns visitantes uniram-se às acções, colaborando com as autoridades marítimas e reconhecendo a relevância do trabalho de prevenção desenvolvido pelos agentes de busca e salvamento.
Hedelson Carlos Jolamo, chefe de Comunicação de Busca e Salvamento do INAMAR, informou que os esforços de sensibilização abrangem não só a praia de Zalala, mas também outros pontos da orla marítima, incluindo o Banco de Sofala, com o intuito de garantir a segurança e o bem-estar dos cidadãos durante esta época de calor intenso.
Jolamo reiterou o compromisso da instituição em salvar vidas e promover comportamentos responsáveis entre banhistas e turistas.
Com o calor intenso que se faz sentir nos últimos dias, a praia de Zalala tem-se consolidado como um dos principais locais de lazer e descontracção para residentes e visitantes, exigindo, assim, uma atenção redobrada por parte das autoridades marítimas.
Um incêndio devastador na cidade de Chimoio, província de Manica, resultou na morte de quatro membros de uma mesma família durante o último fim-de-semana.
As vítimas, que se encontravam a dormir em sua residência no bairro Agostinho Neto, não conseguiram escapar das chamas que se alastraram rapidamente pelo imóvel.
De acordo com testemunhas, o incêndio pode ter sido causado por um curto-circuito, que desencadeou as chamas de forma repentina, impossibilitando qualquer tentativa de fuga. O chefe da família foi encontrado sem vida no local, enquanto a esposa e os dois filhos menores foram socorridos por vizinhos e encaminhados ao Hospital Provincial de Chimoio. Infelizmente, não resistiram à gravidade dos ferimentos.
Américo Jone, pai da mulher falecida, expressou a sua profunda dor pela tragédia que apanhou a todos de surpresa. “Perdemos pessoas trabalhadoras e queridas. É uma dor difícil de descrever”, afirmou, visivelmente abalado, enquanto lamentava a perda. A comunidade local encontra-se em estado de choque perante esta dolorosa ocorrência, que deixou um vazio irreparável na vida dos que ficaram.
O ex-Presidente de Madagáscar, Andry Rajoelina, encontra-se agora sem nacionalidade após ter abandonado o país no início deste mês, em meio a protestos generalizados liderados por jovens.
A informação foi confirmada em um comunicado oficial, reflectindo a escalada da crise política que o país enfrenta.
A situação ganhou novos contornos com a detenção do ex-assessor de Rajoelina, Maminiaina Ravatomanga, nas Maurícias. Ravatomanga foi preso sob suspeita de branqueamento de mais de 160 milhões de dólares com activos no país. Após a fuga de Rajoelina para as Maurícias, o ex-assessor dirigiu-se a uma clínica privada em Port Louis para receber tratamento médico, onde foi detido pela polícia e funcionários da Comissão de Crimes Financeiros (FCC).
Um porta-voz da FCC, que preferiu não ser identificado, declarou que a detenção de Ravatomanga está relacionada à lavagem de 163 milhões de dólares, levantando preocupações sobre a integridade financeira e política no país. A situação permanece tensa, à medida que Madagáscar enfrenta um período de incerteza e agitação política.
O Governo de Moçambique anunciou que não existe qualquer intenção de retirar o décimo-terceiro salário dos funcionários e agentes do Estado.
A afirmação foi feita pelo porta-voz do governo, Inocêncio Impissa, durante uma Conferência de Imprensa que se seguiu à trigésima-sexta sessão Ordinária do Conselho de Ministros.
Inocência Impissa sublinhou que a possibilidade de eliminação deste direito dos trabalhadores nunca foi considerada pelo executivo, reforçando assim o compromisso do Governo em garantir os direitos laborais.
A clarificação surge em resposta a informações veiculadas por alguns órgãos de comunicação social, que sugeriam a retirada do 13º salário, gerando apreensão entre os servidores públicos.
Nos últimos dois anos, as transacções comerciais entre Moçambique e Zimbabwe atingiram a cifra de quatrocentos milhões de dólares, equivalente a aproximadamente trinta mil...
A introdução de quatro novos sistemas de captação, tratamento e abastecimento de água promete uma significativa melhoria nas condições de saúde para cerca de...