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Quarta-feira, Julho 22, 2026
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Detido ministro dos Assuntos Marítimos e das Pescas indonésio

As autoridades indonésias anunciaram na quarta-feira (26), a detenção do Ministro dos Assuntos Marítimos e das Pescas, Edhy Prabowo, por suspeita de corrupção.

Prabowo é acusado de receber alegadamente 9,8 mil milhões de rupias indonésias (cerca de 583 mil euros) em subornos, disse o diretor adjunto da Comissão para a Erradicação da Corrupção, Nawawi Pomolango, numa conferência de imprensa.

O ministro foi detido à chegada ao Aeroporto Internacional de Jacarta na quarta-feira, após uma visita de trabalho aos Estados Unidos.

As autoridades detiveram ainda seis suspeitos, incluindo pelo menos um funcionário anticorrupção.

Os suspeitos podem passar mais de 20 dias em prisão preventiva para prestarem declarações antes de serem acusados formalmente.

Não é a primeira vez que um ministro indonésio é implicado num caso de corrupção.

Em setembro do ano passado, o então ministro dos Desportos Imã Nahrawi demitiu-se, na sequência de uma investigação por ter alegadamente recebido subornos.

Em abril de 2019, o antigo ministro dos Assuntos Sociais Idrus Marham foi condenado a três anos de prisão por vários delitos de corrupção.

Madrid propõe que as reuniões de Natal sejam alargadas a 10 pessoas

O governo de Madrid quer ver aligeiradas as restrições aos ajuntamentos com a covid-19 no período das festas natalícias e vai propôr ao executivo de Pedro Sanchéz que as reuniões possam ser alargadas a 10 pessoas e a hora de recolher obrigatório seja alterada para a 1h30, segundo avança o “El País”.

A proposta inicial das autoridades sanitárias em Espanha para as festas natalícias mantinha o limite de seis pessoas que estava estabelecido para as reuniões sociais, e apenas dava uma hora a mais para o recolher obrigatório nas noites de 24 e de 31 de dezembro, estendendo-o até à 1h00 da manhã.

Celebrar as reuniões em “varandas e preferencialmente em espaços exteriores” foi outra das recomendações feitas pelas autoridades de saúde espanholas, a par de evitar ao máximo que as festas de Natal decorram com elementos estranhos ao núcleo familiar.

Mas o Governo de Pedro Sánchez abriu a possibilidade às comunidades autónomas de proporem alterações às recomendações gerais para o Natal, designadamente no limite de pessoas e horários de recolher obrigatório, o que ficará sujeito a aprovação do executivo central.

Nas festas de Natal, Madrid decidiu propôr um aumento para 10 pessoas e meia hora a mais além do período recomendado no recolher a casa, deixando no entanto algumas advertências à população.

“Recomenda-se limitar as reuniões familiares e sociais a um máximo de três grupos de conviventes sem ultrapassar um máximo de 10 pessoas para os dias 24, 25 e 31 de dezembro e os dias 1 e 6 de janeiro”, detalhou o Conselho de Saúde de Madrid, frisando que “independentemente de serem ou não familiares” as pessoas devem garantir medidas de segurança, como distanciamento, uso de máscara ou lavagem frequente das mãos.

Relativamente à hora de recolher obrigatório, que quer ver ampliada até à 1h30 nos dias festivos, Madrid também anunciou que vai reforçar a “colaboração com corporações locais para evitar aglomerações” e garantir a mobilidade sem problemas na via pública.

Justiça russa arquiva queixa de organismo de Navalny contra o FSB

A organização liderada por Navalny tinha pedido anteriormente uma investigação sobre o caso do envenenamento, mas os serviços de informações de Moscovo responderam que “não existem fundamentos” para se iniciar um processo.

Um tribunal de Moscovo arquivou a queixa apresentada pelo Fundo de Luta Contra a Corrupção, de Alexei Navalny, contra o Serviço Federal de Segurança (FSB) que se recusou a investigar o envenenamento do dirigente oposicionista.

De acordo com a agência de notícias Interfax, o Fundo de Luta Contra a Corrupção acusou o FSB de “falta de ação” e moveu um processo com base numo artigo do Código Penal russo que se refere à “produção, armazenamento ou venda de armas químicas” como o Novichok, substância usada para envenenar Navalny em agosto.

A organização liderada por Navalny tinha pedido anteriormente uma investigação sobre o caso do envenenamento, mas os serviços de informações de Moscovo responderam que “não existem fundamentos” para se iniciar um processo acrescentando que outro organismo do estado leva a cabo investigações preliminares sobre o assunto.

O líder da oposição russo já acusou diretamente o chefe de Estado, Vladimir Putin, de responsabilidade no envenenamento.

“Mantenho que Putin está por detrás dos factos e não tenho outras versões sobre o acontecimento”, disse Navalny à revista Der Spiegel.

De acordo com Navalny, “apenas três pessoas” podem ter dado a ordem para utilizar o Novichok: o chefe do FSB (antigo KGB), o responsável pelo Serviço de Espionagem Externo (SVR) ou o dirigente do GRU, o Serviço de Informações Militares.

“Uma decisão destas”, acrescentou Navalny, “não se pode tomar sem a ordem de Putin”

Covid-19: Moçambique anuncia mais uma morte e 71 novos infetados

Moçambique registou mais uma morte por covid-19, elevando o número de óbitos para 128, havendo ainda mais 71 casos de infeção pelo novo coronavírus, anunciou o Ministério da Saúde.

A vítima mortal é uma mulher de 78 anos que esteve internada numa unidade hospitalar da cidade de Maputo, que morreu na terça-feira, refere-se na nota de atualização de dados sobre a pandemia.

Com os 71 novos infetados registados nas últimas 24 horas, Moçambique contabiliza um total acumulado de 15.302 casos, 88% dos quais considerados recuperados.

Maputo, capital moçambicana, tem o maior número de infeções ativas, com 1.514, seguida da província de Cabo Delgado, com 42 casos.

Moçambique testou cumulativamente 225.762 pessoas suspeitas de infeção, desde o anúncio do primeiro caso, em 22 de março.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.397.322 mortos resultantes de mais de 59,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em África, há 50.296 mortos confirmados em mais de dois milhões de infetados em 55 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Cabo Delgado: Terroristas aproveitam instabilidade pandémica

O território de Cabo Delgado, em Moçambique, é há três anos alvo de ataques por grupos armados, o que fez o país subir oito posições, para a 15.ª posição do Índice Mundial do Terrorismo 2020.

Grupos jihadistas islâmicos estão a aproveitar a instabilidade causada pela pandemia de Covid-19 para lançar ataques e conquistar território em países africanos como Moçambique, alerta o relatório do Índice Mundial do Terrorismo 2020 publicado esta quarta-feira.

O registo de ataques violentos durante este ano em países como Moçambique e Nigéria é um reflexo do aumento da atividade na África subsaariana de grupos jihadistas associados ao Estado Islâmico (ISIL), confirmou Thomas Morgan, investigador assistente do Instituto de Economia e Paz, baseado em Sydney.

A maioria da atividade tem sido concentrada na região do Sahel, mas temos observado este aumento recente de terrorismo em Moçambique. Existe ambiguidade sobre quais são os grupos responsáveis e em que altura se tornaram afiliados ao ISIL. Mas parece confirmar-se que é o ISIL que está por detrás da violência na África subsaariana e que a violência continuou a aumentar em 2020, mesmo durante a pandemia de covid-19″.

A província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, é há três anos alvo de ataques por grupos armados, provocando uma crise humanitária com cerca de duas mil mortes e 435 mil deslocados internos.

O número de ataques na província onde avança o maior investimento privado de África, para exploração de gás natural, registou uma intensidade reforçada desde o início deste ano, continuando um agravamento registado no ano passado.

De acordo com o relatório publicado, produzido desde 2003 para estudar as tendências do terrorismo internacional, Moçambique registou 319 mortes em 2019 resultado de ataques terroristas, mais 140% do que no ano anterior, atrás do Burkina Faso (593 mortes, mais 600%).

Sinopharm pede autorização para comercializar vacina na China

A farmacêutica chinesa Sinopharm requereu à Agência Estatal de Alimentos e Medicamentos da China aprovação para distribuir no mercado uma vacina para o novo coronavírus, noticiou na quarta-feira (25), a imprensa chinesa.

A farmacêutica acrescentou que a comercialização da vacina é a sua prioridade e que publicará informações sobre a fase 3 dos testes clínicos assim que tiver obtido aprovação das autoridades.

Um representante da empresa, citado pelo jornal oficial Global Times, garantiu que a Sinopharm recebeu informações dos países que realizaram análises clínicas com a vacina, e que os resultados são positivos, mas que falta luz verde das autoridades, que têm de rever os dados sob “critérios restritos”.

A Sinopharm está a desenvolver duas vacinas diferentes, ambas no limiar da fase 3 dos testes clínicos: uma com o Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan e a outra com o Instituto de Produtos Biológicos de Pequim.

A imprensa estatal não especificou qual das vacinas foi submetida a aprovação e a farmacêutica não especificou quanto tempo o processo pode levar até obter a aprovação das autoridades chinesas.

Estas duas vacinas da Sinopharm têm sido usadas na China em casos especiais, desde agosto passado, sobretudo entre médicos e militares, bem como diplomatas destacados no exterior.

Os ensaios clínicos das vacinas Sinopharm foram conduzidos nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Egipto, Jordânia, Peru e Argentina.

A China está a participar, total ou parcialmente, no desenvolvimento de 5 das 10 vacinas para o coronavírus que estão actualmente na última fase de testes clínicos.

Moçambique: Apoio alimentar vai ser reduzido a partir de terça-feira

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, vai reduzir a ajuda alimentar a deslocados em Cabo Delgado, norte de Moçambique, a partir de terça-feira por falta de financiamento, referiu na quarta-feira (25), em resposta a questões colocadas pela Lusa.

“Sem financiamento adicional, o que é urgente, o PMA será forçado ou a reduzir as porções de alimentos ou a diminuir o número de beneficiários já em Dezembro. Ou seja, daqui a uma semana”, referiu.

Está comprometida a assistência humanitária aos deslocados internos em Cabo Delgado, Nampula e Niassa, que segundo os últimos números do Governo moçambicano ascendem a 500.000 pessoas, cerca de metade menores de 18 anos.

Em contraste com 29.150 deslocados que o PMA apoiou em Janeiro, a agência das Nações Unidas atingiu “um recorde de 331.630 beneficiários entre deslocados pelo conflito apoiados em Outubro” e o objectivo seria “alcançar cerca de 750.000 deslocados internos e comunidades acolhedoras nos próximos meses”.

A organização corrigiu o relatório de Outubro que na segunda-feira dava a ideia de que o número de beneficiários tinha diminuído desde Setembro, quando na realidade houve um recorde, agora ameaçado.

O PMA requer mensalmente oito milhões de dólares para prestar assistência a quem foge da guerra no norte de Moçambique, ou seja, 96 milhões de dólares para os próximos 12 meses.

Mas “apenas 11,7 milhões de dólares estão garantidos”, detalha à Lusa.

Além de quem foge, a crise humanitária abate-se sobre quem os acolhe: “a monitorização remota indica que metade das famílias nas populações hospedeiras ficaram sem reservas de alimentos”.

A agência das Nações Unidas considera que a falta de financiamento deriva, “em primeiro lugar, da magnitude desta emergência”.

“O número de deslocados internos aumenta a cada semana, o que pressiona o plano operacional e as capacidades do PAM”, realça.

Em segundo lugar, o mundo está a lidar com a covid-19 e os doadores tradicionais “enfrentam também a crise sanitária e socioeconómica provocada pela emergência do novo coronavírus”, pelo que “a mobilização de recursos é ainda mais desafiadora”.

“Estamos a enfrentar uma situação de subfinanciamento ao longo de todo o ano, que daqui uma semana já será falta de financiamento” e que não é exclusiva de Cabo Delgado – embora esta seja a maior crise humanitária do país.

Todas as áreas estão subfinanciadas, sublinha nos esclarecimentos enviados à Lusa.

Todas as intervenções humanitárias em zonas de conflito, todo o trabalho de construção de resiliência a secas prolongadas e cíclicas, todas as estratégias implementadas após desastres naturais como os ciclones Idai e Kenneth, assim como o apoio ao desenvolvimento, através do combate à desnutrição pela alimentação escolar e para a erradicação total de bolsas de fome.

“O quadro agrava-se quando falamos do sector de nutrição, que é particularmente subfinanciado, beneficiando de menos de 1% de toda a assistência destinada ao desenvolvimento”, conclui.

A violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, está a provocar uma crise humanitária com cerca de duas mil mortes e 500 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

A província onde avança o maior investimento privado de África, para exploração de gás natural, está desde há três anos sob ataque de insurgentes e algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico desde 2019.

Biden fala sobre Brexit e manifesta preocupação com fronteiras na Irlanda

É a primeira vez que o presidente eleito dos EUA fala sobre o processo do Brexit. Aos jornalistas, Joe Biden defendeu a continuação das fronteiras abertas na Irlanda.

Opresidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, manifestou preocupação com o Brexit, nomeadamente a questão das fronteiras, um processo cujas negociações ainda decorrem entre a União Europeia e o Reino Unido. Deverá, aliás, realizar-se a 28 de dezembro uma sessão extraordinária do Parlamento Europeu, para aprovar um eventual acordo pós-Brexit ainda antes do final do ano.

Joe Biden afirmou que está contra uma “fronteira vigiada” na Irlanda, ou seja não defende o regresso a uma fronteira rígida (hard border) entre a República da Irlanda e a Irlanda do Norte.

Trump perdoa Michael Flynn, que mentiu ao FBI sobre a Rússia

O Presidente Donald Trump, agora nas suas últimas semanas no poder, anunciou esta quarta feira um perdão a um antigo assessor que se declarou culpado de mentir ao FBI.

“É uma grande honra anunciar que o General Michael T. Flynn recebeu um perdão total”, tweetou Trump, desejando ao ex-conselheiro de segurança nacional um feriado de “Dia de Ação de Graças verdadeiramente fantástico!”.

Flynn declarou-se culpado em 2017 por mentir ao FBI sobre os seus contactos russos.

Trump, que perdeu a sua candidatura à reeleição no início deste mês, deverá deixar o cargo em 20 de janeiro.

Portugal admite enviar militares para combater terroristas em Moçambique

O ministro da Defesa admitiu hoje a possibilidade de enviar forças militares para ajudar Moçambique no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, em função do que as autoridades daquele país pretendam, destacando a experiência na área da formação.

“Portugal está disponível. Moçambique é um país irmão, da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), um país com o qual sentimos grande proximidade e estamos obviamente sempre disponíveis. Em primeira linha, compete às autoridades moçambicanas estabelecer aquilo que entendem por útil. Portugal está completamente disponível”, disse Gomes Cravinho.

Após a apresentação de um livro do Estado-Maior-General das Forças Armadas sobre as missões na República Centro-Africana das FND portuguesas, entre 2017 e 2020, no polo da Amadora da Academia Militar, Gomes Cravinho foi questionado pelos jornalistas sobre a disponibilidade de Portugal para apoiar Moçambique no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, Moçambique.

O ministro da Defesa sublinhou que “Portugal tem múltiplas valências que têm sido visíveis” nas Forças Nacionais Destacadas e destacou que Portugal tem “uma longa experiência de trabalho com Moçambique”.

“Há também um diálogo com a União Europeia (UE) e, havendo uma missão da UE, naturalmente Portugal participaria, mas temos a nossa cooperação bilateral, que continuará e será seguramente reforçada neste âmbito”, concluiu Gomes Cravinho.

O primeiro-ministro, António Costa, comunicou terça-feira com o presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e anunciou uma próxima cimeira bilateral entre os dois países, no segundo semestre de 2021, em Maputo.

A violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, está a provocar uma crise humanitária com cerca de duas mil mortes e 500 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

A província onde avança o maior investimento privado de África, para exploração de gás natural, está desde há três anos sob ataque de insurgentes e algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico desde 2019.

Xi Jinping congratula Joe Biden

O Presidente chinês, Xi Jinping, deu os parabéns a Joe Biden e espera uma cooperação entre os dois países. A China foi das últimas potências a dar os parabéns ao futuro Presidente norte-americano.

O Presidente chinês, Xi Jinping, deu esta quarta-feira os parabéns pela vitória ao Presidente eleito dos EUA, Joe Biden, expressando esperança num espírito de cooperação entre os dois países, para que todos fiquem a ganhar.

A China foi uma das últimas potências a dar os parabéns a Biden, que venceu este mês o republicano Donald Trump nas eleições presidenciais norte-americanas.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros só o fez no dia 13 deste mês, quase uma semana semana depois de Biden ser anunciado como vencedor, no dia 7.

Os analistas dizem que Pequim pode ter querido evitar tensões nas relações com o Presidente cessante, que ainda não reconheceu publicamente a derrota, alegando a existência de “fraude eleitoral” e pedindo a recontagem de votos.

Na mensagem de parabéns, Xi disse a Joe Biden que relações “saudáveis e estáveis” são a “expectativa comum da comunidade internacional”, de acordo com um comunicado esta quarta-feira divulgado.

Esperamos que os dois lados mantenham o espírito de não-conflito e não-confronto, respeito mútuo e cooperação em que todos ganham, focando-se na cooperação, controlando as diferenças e promovendo o desenvolvimento saudável e estável das relações entre a China e os EUA”, pode ler-se no comunicado.

As relações entre China e EUA deterioram-se rapidamente desde que Donald Trump assumiu a presidência.

Os dois países enfrentam uma guerra comercial e tecnológica e disputas em torno da soberania do mar do Sul da China, a questão de Taiwan ou o estatuto de Hong Kong.

Trump classificou a China como uma ameaça à segurança dos EUA e impôs restrições sob as exportações de tecnologia para o país asiático.

Governo diz haver “sabotagem” na gestão do dossier Moçambola

Pasmo, incrédulo e desgostoso foi como o Secretaria do Estado do Desporto (SED) recebeu a informação, através da imprensa, do adiamento do Moçambola de 5 de Dezembro para 9 de Janeiro de 2021, depois da permissão para a o início da prova pelo Presidente da República.

Carlos Gilberto Mendes, Secretário de Estado do Desporto, não teve meias palavas e resumiu como “sabotagem” o que os gestores do futebol estão a fazer com o Moçambola “uma marca que se pretende forte e um orgulho para os moçambicanos”.

O dirigente avançou que a decisão foi inconsequente, na medida em que não tomou em conta factores como os prejuízos que os clubes estão a acumular e os efeitos nefastos na retracção do empresariado (patrocinadores da prova e dos clubes) “sem contar os impactos que esta situação está a causar à selecção nacional”.

Como medida urgente, Mendes disse que será feita uma reunião “logo que o presidente da FMF, Feizal Sidat regressar do estrangeiro, mas fica claro que tudo será feito para que o Moçambola comece o mais rápido possível”.

O Secretário de Estado falava hoje após um encontro com representantes dos clubes que também se mostraram agastados com a desorganização na gestão da prova.

Qualificação ao Afrobasket 2021: Moçambique perde diante de Angola

A Selecção Nacional de Basquetebol, perdeu ontem diante da sua congénere de Angola por 87-58 no jogo de estreia na janela de qualificação ao Afrobasket 2021 que iniciou e na quarta-feira (25) em Kigali, no Ruanda.

Este jogo aconteceu 8 meses depois de paragem devido a pandemia da covid-19 que obrigou a paragem de todo desporto nacional.

Os rapazes de Milagre Macome denotaram falta de ritmo competitivo ao longo do jogo em que Moçambique contou no cinco inicial com Orlando Novela (a base) Kendal Manuel e David Canivete (extremos), Helton Ubisse e Custódio Muchate (a postes).

Equilíbrio foi o que se notou no primeiro quarto em que os rapazes do Índico iniciaram bem e aguentaram ao ponto de chegar ao fim desta etapa com o “placard” a assinalar 16-13, depois de terem ficado os primeiros 3:03 minutos na liderança (4-0).

Festival de “turnovers” que abriu campo para fuga de Angola

Nos dez minutos seguintes, Angola que está representada pela equipa do Petro Atlético de Luanda, impôs um ritmo mais acelerado, enquanto Moçambique começou a cometer “turnovers” (perdas de bola) em excesso, como as três cometidas a faltar 1:22 minuto para o fim dos primeiros 20 minutos de jogo, o que fez com os pupilos de José Nego estendessem a diferença para 12 pontos e ao intervalo já perdíamos por 40-26.

Os hendacampeões africanos demonstraram ter um jogo mais eficiente tanto ao nível do lançamento exterior, assim como debaixo do cesto e terminaram o terceiro quarto a vencerem por 70-43.

Ainda assim esta foi a melhor etapa de Moçambique na qual anotou 17 pontos contra os anteriores 13 em cada um dos dois quartos anteriores e 15 no último.

No último quarto começou a faltar discernimento no jogo de Moçambique, a quebra física foi notória e a equipa técnica respondeu colocando as melhores unidades mais tempo no banco de suplentes preservando-as para os próximos jogos. No final Angola chegou a uma vitória inquestionável por 87-58.

ONGs moçambicanas exigem anulação do concurso para a composição da Comissão de Eleições

A dois dias do prazo de candidaturas da sociedade civil para a Comissão Nacional de Eleições (CNE), um grupo de dez organizações exige que o processo seja anulado, por falta de objetividade nos critérios.

O grupo, que inclui o Fórum Mulher e Fórum das Rádios Comunitárias, é liderado pelo Centro de Integridade Pública (CIP).

“Considerando que falta objetividade nos critérios de elegibilidade dos candidatos das organizações da sociedade civil anunciados pela Comissão Adhoc, com a inclusão de termos com algum sentido dúbio, tal como ‘reconhecido mérito moral e profissional’ ..exigimos que o processo seja anulado,” dizem os signatários da petição.

O MISA Moçambique, organização que defende interesses da comunicação social, também associa-se ao movimento peticionário, “de forma solidária”.

“Não estamos diretamente envolvidos, contudo, tudo o que for em defesa de uma transparência no processo, apoiamos” disse Ernesto Nhanale, director executivo daquela organização.

O grupo exige que o concurso seja antecedido por iniciativas de consulta pública sobre o perfil dos candidatos, para “permitir a elaboração de critérios objetivos de elegibilidade”.

Apesar da contestação ser pública, consta que o processo está a andar e há várias candidaturas submetidas e outras em marcha, até mesmo de organizações signatárias da petição.

A Comissão Adhoc criada pelo Parlamento para conduzir o processo de seleção diz-se surpreendida pelo posicionamento, porque até já há vários processos recebidos. Ainda assim, a comissão promete trazer um posicionamento oficial, na quarta-feira, 25.

Casal e filhos menores assassinados na província de Maputo

Desconhecidos assassinaram quatro pessoas da mesma família no bairro de “Tchumene”, município da Matola, província de Maputo. O crime ocorreu sábado passado no recinto de uma escola onde o homem trabalhava como vigilante e morava com os seus dependentes.

Os dois filhos do casal eram menores de idade. O proprietário da referida escola, Benedito Chisseve disse que não percebe a causa do crime, que considerou tamanha brutalidade para uma família humilde.

“Não imagino sequer a motivação, talvez a Polícia possa esclarecer. Mas olhando para as pessoas, pensava-se” que houve “motivos passionais”.

Entretanto, a brigada do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) que fez a perícia concluiu que “não se tratou” de crime passional.

Os supostos meliantes “levaram simplesmente uma impressora que estava no primeiro andar, avaliada não mais do que 20 mil meticais. Portanto, não vejo espaço para alguém tirar a vida a quatro pessoas por causa de uma impressora”, disse Benedito Chisseve.

Armando Nhabomba, um dos vizinhos da família assassinada, faz parte das pesssoas que chegaram  primeiro ao local do crime. Segundo as suas palavras, foi chamado por uma criança que brincava com os filhos do casal assassinado, sem saber que se tratava de uma tragédia.

“Chamámos o vizinho, mostrámos o que aconteceu perto da casa dele” e ficou “admirado. Ligámos para a Polícia” e constatou-se que havia muito sangue no dentro da dependência” onde a família vivia.

Os moradores do bairro de Tchumene ficaram chocados com o crime.

Por sua vez, Nilza Chongo, porta-voz substituta no Comando Provincial da PRM em Maputo, disse que se tratou de “um crime de homicídio qualificado” cujos autores ainda não foram identificados.

Segundo a fonte, o crime foi cometido “com recurso a instrumentos contundentes”. Para lograrem os seus intentos, os presumíveis malfeitores “invadiram a residência do vigilante e mataram todos os membros da família. Os meliantes encontram-se a monte e a Polícia está a trabalhar para a sua neutralização”.

Por sua vez, Elino Panguana, do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), delegação provincial de Maputo, diz que já há pistas para neutralizar os presumíveis autores deste crime.

“A investigação criminal está, neste momento, com as forças operativas no terreno visando identificar e neutralizar os autores deste crime macabro. Já temos alguns suspeitos”, contou a fonte.

Os corpos das vítimas estão na morgue do Hospital Provincial da Matola, para efeitos de transladação para o distrito de Marromeu, província de Sofala.

Jornalistas agredidos em Nampula em pleno trabalho

Dois jornalistas do canal televisivo moçambicano Media Mais TV foram agredidos na terça-feira, 24, num bairro da cidade de Nampula, capital da província de mesmo nome, no momento em que realizavam uma reportagem junto de uma família desalojada.

A denúncia foi feita nesta quarta-feira, 25, pelo Instituto para a Comunicação Social da África Austral (Misa-Moçambique) em comunicado, no qual acrescenta que os dois profissionais “pretendiam recolher depoimentos e captar imagens de uma cidadã que fora despejada, junto com os seus filhos, pelo ex-marido”.

Os jornalistas “viram o seu equipamento de trabalho retido por alguns indivíduos que se encontravam no local” e, de acordo com a organização de protecção da imprensa, o repórter de imagem foi atendido no Hospital Central de Nampula, acrescentou o Misa.

“O Misa-Moçambique condena este acto e pede às instituições de justiça para responsabilizar os autores do crime, devidamente identificados”, acrescenta o comunicado, no qual a organização manifesta também a sua solidariedade aos jornalistas da rádio comunitária de Nangololo, no distrito de Muidumbe, Cabo Delgado, cujas instalações foram destruídas por grupos de insurgentes.

O Misa-Moçambique sublinha que “condena estes atos bárbaros de terrorismo e solidariza-se com as vítimas”.

Mercado europeu aberto a produtos moçambicanos

Economista Constantino Marrengula não sabe até que ponto a economia moçambicana está preparada para este desafio. O embaixador da União Europeia em Moçambique diz que o mercado europeu está aberto à livre circulação de produtos moçambicanos sem quotas nem pagamento de direitos aduaneiros.

O objectivo, segundo António Sanchez Gaspar, é alavancar o empresariado, mas um economista considera isso um desiderato difícil de alcançar, dada a queda do peso da indústria no Produto Interno Bruto (PIB) moçambicano.

“Convidamos o empresariado moçambicano a aproveitar esta oportunidade de exportar para o mercado europeu com essas facilidades todas, mas observando os procedimentos de qualidade fitossanitária e certificação internacional”, afirmou Sanchez Gaspar.

Para a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, “esta é uma oportunidade que as empresas moçambicanas não devem perder, para colocarem os seus produtos no mercado europeu, observando os procedimentos e oferecendo produtos de qualidade”.

Contudo, o economista Constantino Marrengula, não sabe até que ponto a economia moçambicana está preparada para este desafio, porque olhando, por exemplo, para aquilo que é a estrutura do PIB, nota-se uma tendência de queda do peso da indústria.

Referiu que neste momento, é mais fácil importar da China ou de qualquer outro país asiático do que produzir no país.

Águas do mar sobem e destroem casas na praia da Barra em Inhambane

O velho sonho de ter uma casa na praia começa a ruir e virar pesadelo em Inhambane. Os níveis do mar têm estado a subir e este ano a destruição imposta pela fúria das águas está à vista de todos.

Na praia da Barra, “O País” encontrou várias casas de férias destruídas. Na semana finda, as águas galgaram e deitaram abaixo parte das paredes das residências ali erguidas, quer de particulares, quer estâncias turísticas.

Segundo os residentes da zona, que assistiram impávidos à força demolidora do mar, o fenômeno acontece todos os anos, mas desta vez foi pior do que se esperava.

Para se ter noção da gravidade dos estragos, os moradores contaram que a linha da praia, que normalmente dista há mais de 80 metros das casas, desta vez ficou reduzida num piscar de olhos. Surpreendentemente, a água galgou tudo, corroeu as terras arenosas e, lentamente, começou as expor toda a estrutura base das casas, até que estas não resistiram e foram abaixo.

Desesperados, os donos das habitações tentam minimizar os estragos, colocando sacos cheios de areia como barreiras de protecção. “O País” testemunhou esse trabalho feito por jovens com pás em punhos, para travar a acção destrutiva pelas águas do mar. Mas nem isso resolvia o problema, pois as águas mostravam-se mais fortes que qualquer barricada.

O ambientalista António Cabral explicou que a subida do mar era previsível, uma vez que, além das marés equinociais, a partir de Outubro os ventos do norte começaram a se fazer sentir em Inhambane, cada vez com maior intensidade.

Esses ventos têm grande influência no mar, sendo por isso de esperar que as águas subam e galguem a terra firme além da habitual linha da praia.

Para António Cabral, o mais importante, agora, é que o Homem saiba viver com a natureza.

O interlocutor lamentou que não se tenha respeitado o limite do mar para erguer infra-estruturas e disse ainda que a solução passa por, de hoje em diante, respeitar o ordenamento territorial, evitando construções além da zona de protecção.

Nos anos passados, a praia de Tofo também sofreu com as marés altas, que obrigaram as autoridades a erguer uma muralha para travar as águas do mar.

PR ordena as FADM a combaterem manipulação de informações sobre Cabo Delgado

O Presidente da República diz que as desinformações e manipulações colocam em causa as Forças de Defesa e Segurança (FDS) e defende que não devem deixar os autores sem responsabilização.

Filipe Nyusi dirigiu na quarta-feira (25), na qualidade de Presidente da República e Comandante-chefe das FDS, o XXI Conselho Coordenador do Ministério da Defesa Nacional, que durante três dias, vai definir novas estratégias para melhor responder aos desafios da actualidade.

No seu discurso de ocasião, Nyusi foi incisivo sobre o que chamou de onda de desinformação e manipulação sobre a situação em Cabo Delgado que, a par da insegurança nas províncias de Manica e Sofala, são os principais desafios para o exército nacional.

De acordo com Nyusi, a onda de manipulação e inverdades sobre o que se passa no teatro operacional norte é um dos factores que coloca em causa a unidade nacional.

“Entre as ameaças à nossa unicidade e moçambicanidade constatamos a tendência crescente da desinformação e a tentativa de manipulação da opinião pública, decorrendo a mediatização, inversão de factos e a sua difusão, fazendo uso das plataformas das redes sociais através das redes sociais” disse Nyusi.

No seu discurso, Nyusi visou directamente alguns órgão de informação, chegando a considerar estarem a servir interesses dos terroristas.

“Preocupa-nos, também, que nesta saga de distorção da realidade na divulgação de irrealidades, estarem a ser utilizados alguns órgãos de informação, que ao invés de pautarem pelo profissionalismo, acabam, deliberadamente ou inocentemente, agindo em vantagem dos inimigos ou dos terroristas” disse, sem no entanto, revelar os órgãos em causa.

Perante esta situação, Nyusi quer que o exército esteja vigilante e pronta para agir, por forma a “não ser denigrida, deliberadamente”.

“Queremos exortá-los a tudo fazerem para apurar a veracidade dos factos. Estarem atentos a qualquer tendência de difundirem quaisquer imagens ou notícias. A vigilância deve partir de vocês mesmo. Não podem ser denigridos, deliberadamente, e passivamente estarem a assistir sem responsabilizar esse tipo de compatriotas” exortou.

O 21º Conselho do Ministério da Defesa conta com a presença de antigos Ministros e dirigentes do sector da defesa. Tem duração de três dias e decorre sob o lema “Sector da Defesa: Engajado na Defesa da Soberania e na Consolidação da Paz, Face às Novas Ameaças.

Nyusi critica desinformação sobre terrorismo em Cabo Delgado

Foi com um discurso incisivo contra a desinformação que Filipe Nyusi abriu o Conselho Coordenador do Ministério da Defesa.

Sem apontar nomes, o Chefe de Estado criticou os órgãos de informação que perfilam nesta que considera uma acção alinhada com a estratégia dos terroristas.

Assim, Nyusi quer que as Forças de Defesa e Segurança estejam atentas para que as suas acções operativas incluam o combate a estas atitudes, até dentro das suas fileiras.

Por outro lado o Comandante em Chefe das FADM quer que o exército salvaguarde, nas suas actuações, também questões relacionadas com os direitos humanos e humanitários.

Para todos os desafios impostos ao sector, o Ministro da Defesa Nacional reiterou a prontidão nas fileiras.

O 21º Conselho do Ministério da Defesa conta com a presença de antigos Ministros e dirigentes do sector da defesa e tem duração de três dias e decorre sob o lema “Sector da Defesa: Engajado na Defesa da Soberania e na Consolidação da Paz, Face às Novas Ameaças.

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