Entre Janeiro e Março deste ano, Moçambique efectuou pagamentos superiores a 36 milhões de euros à China, referente ao serviço da dívida, que continua a ser o principal credor bilateral do país.
Esta informação foi revelada por dados do Ministério das Finanças, que destacam o impacto significativo deste encargo nas contas moçambicanas.
Conforme um relatório sobre a gestão da dívida, o serviço da dívida à China foi o que mais pesou nas finanças moçambicanas durante o primeiro trimestre de 2023, com amortizações a atingirem 35,51 milhões de dólares (30,6 milhões de euros) e juros que totalizaram 6,77 milhões de dólares (5,8 milhões de euros).
No final de Junho, a dívida de Moçambique à China alcançou 1.347 milhões de dólares (1.158 milhões de euros), consolidando a China como o maior credor bilateral do país. Este montante é apenas superado pelos credores multilaterais, com destaque para o IDA (Associação Internacional de Desenvolvimento) do Grupo Banco Mundial, que detinha uma dívida de 2.980 milhões de dólares (2.566 milhões de euros).
Em um contexto de alívio financeiro, o Governo chinês anunciou o perdão dos juros dos empréstimos concedidos a Moçambique até 2024, além de uma doação de 12 milhões de euros ao país. A primeira-ministra moçambicana, Benvida Levi, informou que estas iniciativas foram comunicadas pelo Presidente chinês, Xi Jinping, durante uma visita oficial à China.
Actualmente, a dívida à China representa cerca de 15% do total do endividamento externo de Moçambique, que se situava em 9.825 milhões de dólares (8.462 milhões de euros) no final do primeiro semestre deste ano.

















