22 C
Matola
Sexta-feira, Julho 24, 2026
Site Página 1180

Morreu o pianista Adérito Gomate, vítima de doença

Morreu o pianista Adérito Francisco Gomate, vítima de doença. O artista, natural da Zambézia, “era um apaixonado cultor do jazz e, por conseguinte, criou uma Big Band, com a colaboração de músicos da banda da Polícia de Moçambique”.

Adérito Gomate morreu a 15 de Janeiro corrente. Foi integrante do conjunto musical Alambique, de que foi co-fundador em 1984, com compositores ecléticos como Hortêncio Langa e Arão Litsure.

Mercê da sua sensibilidade e conhecimento musicais, a sua prestação foi de grande valia na prossecução dos objectivos de inovar e modernizar a música moçambicana dentro e fora do país. Neste contexto, Adérito Gomate marcou presença nas digressões que levaram a banda Alambique ao Zimbabwe, Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia; bem como a Itália, Alemanha, Holanda, Áustria e Suíça.

“Com o Alambique e o Grupo de jazz de Maputo, Adérito Gomate abrilhantou momentos áureos das sessões de jazz” em diferentes restaurantes da capital do país, por exemplo, e conquistou a “admiração e o respeito dos amantes daquele gênero musical”, indica uma nota enviada ao “O País”.

Segundo o documento, Adérito Gomate estudou música no Centro de Estudos Culturais especializando-se em piano e guitarra. Após concluir o curso, ao longo da sua vida profissional, o malogrado trabalhou como pianista em alguns hotéis da cidade de Maputo.

“Simultaneamente dedicava-se ao ensino, lecionando música na Escola Internacional de Maputo e colaborando com o Instituto Nacional para o Desenvolvimento da Educação (INDE) na produção de manuais de educação musical para o Ensino Básico”.

O conjunto musical Alambique considera que que “a inesperada partida de Adérito Gomate deixa um profundo vazio nos seus colegas e uma enorme instabilidade na carteira de projectos” da banda com vista ao desenvolvimento da música moçambicana.

Suspenso comandante distrital da PRM acusado de envolvimento com criança na Zambézia

O Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) na Zambézia garante que já suspendeu o comandante distrital de Morrumbala, Afonso Dias, acusado de se relacionar com uma criança de 16 anos de idade, o que à luz da lei configura união prematura e é crime.

O caso arrasta-se há meses e recentemente originou pronunciamentos condenatórios por parte das organizações da sociedade civil. Na Zambézia, a Procuradoria Provincial chegou a exigir a suspensão do indiciado até que haja desfecho da investigação que avançou estar em curso.

Ao “O País”, o Comando Provincial da PRM na Zambézia disse que já suspendeu o agente da lei e ordem para que a investigação decorra sem sobressaltos.

“O comandante da PRM de Morrumbala está suspenso das suas funções. Decorrem investigações do caso de que é acusado. Não sabemos se é verdade, por isso, vamos deixar que o sector da Justiça faça a sua parte” de modo a apurar os factos que “recaem sobre o nosso colega”, esclareceu Sidner Lonzo porta-voz do Comando Provincial da Zambézia.

“A corporação não se compadece com comportamentos que mancham o seu bom nome. O papel da Polícia é, entre várias situações, proteger a criança indefesa e não só, que muitas vezes corre o risco de assédio e casamentos prematuros em diversas comunidades do país”, acrescentou Sidner Lonzo.

Quando ainda estava no activo, Afonso Dias intimidava testemunhas para não falarem a verdade e, inclusive, proferia ameaças de morte, de acordo com alguns entrevistados pelo “O País”.

MISAU prepara 156 camas em Mavalane para aliviar pressão sobre “Polana Caniço”

O Ministério da Saúde voltou a fazer soar o alarme por conta do aumento de infecções e, consequentemente, de hospitalizações por causa da COVID-19 no país. Disse que a capacidade de internamento está a chegar ao limite no Centro de Saúde da Polana Caniço e se os casos positivos não frearem, o colapso será inevitável. Contudo, para aliviar a pressão sobre aquela unidade sanitária, está a preparar camas no Hospital Geral de Mavalane.

O novo Coronavírus está a pressionar sobremaneira os hospitais públicos e privados em Moçambique. A cada dia, os números da doença disparam e o Governo diz que está a buscar soluções flexíveis para o problema.

Ontem, o Ministério da Saúde disse que vai aumentar camas no Hospital Geral de Mavalane para o internamento de doentes infectados pela COVID-19. A preparação de camas visa assegurar que o hospital sirva de suporte em caso de esgotamento da capacidade na “Polana Caniço”.

“Neste momento, estamos já a avançar com 156 camas para o Hospital Geral de Mavalane” e nelas será “colocado o oxigénio”, um dos componentes fundamentais no tratamento de pacientes hospitalizados.

Ussene Isse, director nacional de Assistência Médica no Ministério da Saúde, disse ainda que “caso não se mude” de postura em relação à doença que desde Dezembro de 2019 assola o mundo, os danos podem ser maiores do que os que já são conhecidos.

Todos os dias, doentes em estado crítico e grave dão entrada nos hospitais preparados para casos do novo Coronavírus. Grande parte desses enfermos precisa de oxigénio e ventiladores para sobreviver. Para a Saúde, dois aspectos agravam o estado de saúde de um paciente e a situação pode levar à morte, nomeadamente a hipertensão arterial e a diabetes.

Segundo Ussene Isse, em situações desta natureza, a automedicação pode ser fatal, pois a pessoa corre o risco de provocar outras complicações no organismo. Por isso, o dirigente apelou para que a toma de fármacos aconteça sempre sob prescrição médica.

“Não tomem antibióticos, por favor. O protocolo do tratamento da COVID-19 que o sector aprovou e para doentes que apresentam sintomas”, não permite que se recorra à automedicação. Conforme o esclarecimento do médico, existem pacientes que “não precisam tomar os antibióticos”.

Aqueles que lhes foram prescritos medicamentos que a administração seja tal como os profissionais de saúde indicaram. E “continuem a beber a água com limão, mel, gengibre, façam o bafo com eucalipto e, sobretudo, fiquem em isolamento domiciliar”.

Por sua vez, o Instituto Nacional de Saúde fez saber que a taxa de positividade aumentou em três por cento nas últimas duas semanas em quase todas as províncias do país. Actualmente a média nacional de positividade está em torno dos 25 por cento.

Durante a conferência de imprensa para actualização dos dados sobre a COVID-19 no país e no mundo, o director nacional de Inquéritos no Instituto Nacional de Saúde, Sérgio Chicumbe, explicou que entre a última semana de Dezembro e início de Janeiro em todas as províncias houve um aumento de positividade na ordem acima dos três por cento.

No entanto nem tudo corre mal, na medida em que as províncias de Cabo Delgado, Nampula e Zambézia apresentam uma situação estacionária, com rácio de cerca de 1%. A província de Inhambane registou um decréscimo de 0,7% relativamente à positividade nos testes para o novo Coronavírus.

PRM nega ter violado a lei ao recolher produtos de vendedores e atira culpa à Polícia Municipal

A Polícia da República de Moçambique (PRM) desvaloriza as acusações segundo as quais infringiu a lei ao apreender diversos produtos de vendedores sob pretexto de que os proprietários não estavam a respeitar o Decreto Presidencial contra a pandemia do novo Coronavírus. E atira a culpa à Polícia Municipal, que altura dos factos estava na sua companhia.

“A PRM não apreende bebida [alcoólica] das pessoas. Esta questão da apreensão de produtos é exclusivamente da Polícia Municipal”, afirmou Leonel Muchina, porta-voz da corporação na cidade de Maputo, distanciando-se da confiscação de bebidas alcoólicas em alguns restaurantes, bares e barracas, na última sexta-feira, na capital do país.

Segundo Leonel Muchina, na sexta-feira, a PRM estava a dar “suporte à Polícia Municipal”, e que ao deparar-se com sinais de desobediência há fundamentos legais para fazer a apreensão dos produtos que estiverem envolvidos no crime de desobediência.

Os produtos confiscados, conforme explica o agente da lei e ordem, constituem matéria de prova. Por isso, foram recolhidos e isso não constitui violação da lei, como se tem propalado.

De acoro com alguns vendedores que falaram ao “O País”, durante a apreensão, não foi feito o inventário da mercadoria recolhida, o que pode dificultar a devolução, caso se prove que as autoridades foram descomedidas na sua actuação.

A acusação foi refutada por Leonel Muchina, que clarificou: “foi feito um inventário em todos os estabelecimentos por onde passámos. Houve trabalho profissional realizado por estas forças conjuntas [PRM e Polícia Municipal] ”.

A fonte destacou que, independentemente do que tenha acontecido, “estamos diante de uma lei nova que acaba de entrar em vigor” e é preciso que todos respeitem.

Se a apreensão de bebidas alcoólicas constitui ou não uma violação ao Decreto Presidencial que estabelece medidas para evitar a propagação do novo Coronavírus, Leonel Muchina remete julgamento e decisão sobre o assunto às instituições de justiça.

Sete países perdem direito de voto na AG da ONU por excesso de dívidas

Sete países, incluindo Irão, Níger, Líbia e República Centro-Africana, perderam o direito de voto na Assembleia Geral das Nações Unidas devido ao excesso de dívidas, disse o secretário-geral, António Guterres, numa carta ontem publicada.

O artigo 19.º da Carta das Nações Unidas prevê a suspensão do direito de voto na Assembleia Geral para qualquer país cujo montante em atraso seja igual ou superior à contribuição devida nos últimos dois anos completos.

Na carta enviada ao presidente da Assembleia Geral, Volkan Bozkir, António Guterres especifica os montantes que, sem pagar a dívida total, permitiriam aos países em causa recuperar os seus direitos de voto em 2021.

O Irão, por exemplo, que tem sofrido sanções financeiras dos Estados Unidos, teria de pagar cerca de 13,5 milhões de euros, enquanto o Níger, atualmente membro não permanente do Conselho de Segurança, deveria entregar 5,577 milhões de euros.

A Líbia teria de pagar cerca de 584 mil euros e República Centro-Africana 24,3 mil euros.

Os outros Estados afetados pela suspensão dos direitos de voto são o Congo-Brazzaville (teria de pagar 75,2 mil euros para recuperar direito de voto), o Sudão do Sul (18,9 mil euros) e o Zimbábwe (67,7 mil euros)).

Três outros países também se enquadram no artigo 19.º da Carta na ONU, mas como as suas dívidas se devem a circunstâncias que não foram da sua responsabilidade, beneficiam de uma autorização para continuar a votar, referiu António Guterres, especificando que os Estados em causa são São Tomé e Príncipe, Somália e Comores.

O orçamento operacional anual das Nações Unidas é de aproximadamente 2,65 mil milhões de euros, sendo que as operações de paz têm um orçamento separado que atinge cerca de 5,3 mil milhões de euros.

Laboratório do HCN recebe certificação de qualidade

O Laboratório de referência na testagem de casos da tuberculose na região norte do país, instalado no Hospital Central de Nampula (HCN), foi acreditado recentemente com padrões internacionais de qualidade, nos exames da doença, por entidades especializadas através do Instituto Português de Saúde (IPS).

A certificação que é a primeira que acontece de um laboratório clínico fora de Maputo acaba de ser anunciada em conferência de imprensa dada pelo responsável de análises clínicas e testagem da Covid-19 naquele hospital, Manuel Lázaro, que considerou a acreditação como um valor acrescentado.

A acreditação do laboratório que é resultado da organização institucional, preparação e afectação de técnicos, implementação de um sistema de gestão de qualidade e adopção de uma cultura de qualidade, acontece depois de o mesmo ter sido beneficiado de uma reestruturação profunda, em meios humanos, materiais e instalação de novo equipamento com tecnologia de ponta.

“A partir de agora nós reunimos o padrão de qualidade internacional. Estamos em condições de ombrear com outros laboratórios congéneres do país e do mundo, quer dizer, todo o dossier dos resultados que saírem do laboratório de referência de testes de exames de tuberculose do Hospital Central de Nampula, para qualquer país que reconhece o sistema de gestão de qualidade, ele não precisará de repetir o exame desses resultados”, explicou.

Antes da reestruturação do laboratório, por dia eram examinadas 48 amostras de tuberculose por cada ciclo, mas com a conclusão do processo, os testes subiram para 92, fazendo com que a capacidade global de exame diário do laboratório atingisse pouco mais de 500 amostras, das províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa.

Contudo, a fonte revela que esta capacidade foi reduzida depois da eclosão da pandemia de Covid-19, na província de Nampula, pois implicou que o laboratório partilhasse o mesmo equipamento e espaço para a testagem dos casos da pandemia.

Manuel Lázaro afirmou que a acreditação do laboratório com padrões internacionais de qualidade, é fruto do apoio dado pelo Ministério da Saúde, Instituto Nacional de Saúde, governo provincial através da direcção de Saúde e a própria direcção do Hospital de Central Nampula.

Autoridades alertam 140 famílias para fugirem à subida do rio Búzi em Moçambique

As autoridades distritais de Búzi, centro de Moçambique, estão a tentar retirar 140 famílias camponesas de zonas ribeirinhas, após a subida do rio Búzi, a galgar campos agrícolas e cortando a principal estrada de acesso, disse fonte oficial.

“Já falámos a estas famílias para deixarem as zonas de risco, como forma de evitar o pior”, disse à Lusa Sérgio Costa, secretário permanente do distrito de Búzi, acreditando que não será necessário o uso de medidas coercivas.

As zonas são as mesmas que ficaram submersas após o ciclone Idai, em 2019.

As famílias encontram-se nas aldeias de Chiro e Mburiquizi, junto à zona baixa do rio Búzi, cujo caudal atingiu o pico no sábado e começou a inundar várias culturas, explicou Sérgio Costa.

O dirigente disse que devido ao elevado caudal foram registados cortes em pelo menos sete secções da principal estrada de acesso, ainda em obras, que liga a sede do distrito de Búzi à Estrada Nacional 6.

Numa das secções, no troço Tica-Buzi, prosseguiu Sérgio Costa, foi aberta uma cratera que está a impossibilitar a travessia de viaturas para a vila de Búzi, interrompendo assim a comunicação por terra com a vila sede distrital.

“Além das chuvas locais, as águas vêm das zonas altas da província de Manica, uma vez que o rio Búzi recebe afluentes dos rios Lucite, Mussapa e Rovue, portanto, também das descargas das barragens de Chicamba e Mavuzi”, precisou.

Face ao atual cenário de chuvas intensas que se registam desde a última semana, foram ativados todos os comités de gestão de risco para minimizar os danos, frisou a fonte.

Entretanto, António Beves, delegado da Administração Nacional de Estradas (ANE) em Sofala, disse hoje que devido à subida de caudal dos rios, o empreiteiro que executa a obra de reabilitação da EN288 (Tica-Búzi) teve de suspender as obras.

Dados estatísticos do distrito indicam que 1.650 hectares de culturas diversas estão submersas e são dados como perdidos devido às chuvas intensas que caem a montante do distrito e 95 casas estão inundadas.

Entre os meses de outubro e abril, o país é ciclicamente atingido por ventos ciclónicos oriundos do Índico e por cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral, além de secas que afetam quase sempre alguns pontos do sul do país.

O período chuvoso de 2018/2019 foi dos mais severos de que há memória em Moçambique: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas de dois ciclones (Idai e Kenneth) que se abateram sobre o país.

Dois mortos e um desaparecido arrastados por rio no centro de Moçambique

Duas pessoas morreram e outra desapareceu no domingo quando a viatura em que seguiam foi arrastada pela subida de caudal do rio Mossurize, na província de Manica, centro de Moçambique, anunciaram ontem as autoridades distritais.

As autoridades estão a realizar buscas desde a tarde de domingo e já resgataram com vida outras cinco pessoas que seguiam no veículo.

Também já foram recuperados dois corpos, prosseguindo os trabalhos para encontrar a terceira pessoa levada pelas águas.

O administrador do distrito de Mossurize, Fernando Samuel, referiu à Rádio Moçambique que a viatura viajava desde Machaze para a sede de distrito que dirige.

A chuva forte das últimas semanas tem alimentando os caudais dos rios do centro de Moçambique.

Entre os meses de outubro e abril, o país é ciclicamente atingido por ventos ciclónicos oriundos do Índico e por cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral, além de secas que afetam quase sempre alguns pontos do sul do país.

O período chuvoso de 2018/2019 foi dos mais severos de que há memória em Moçambique: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas de dois ciclones (Idai e Kenneth) que se abateram sobre o país.

Incêndio destrói armazém de medicamentos no centro de Moçambique

Um incêndio destruiu um armazém de medicamentos que servia mais de 300 mil pessoas no centro de Moçambique, anunciaram ontem (19), à Lusa as autoridades de saúde da província da Zambézia.

O fogo em Alto Molócue aconteceu no dia 12, mas só hoje foi relatado pelas autoridades e terá sido causado por um curto-circuito, destruindo fármacos, material médico e cirúrgico que devia abastecer 17 unidades hospitalares, disse o médico chefe da província da Zambézia, Isaías Marcos.

“Nesta altura, o depósito está completamente destruído e os peritos ligados dizem-nos que a infraestrutura não terá condições de ser reabilitada, tem de ser reconstruída”, referiu.

Segundo a fonte, do incêndio só foi possível recuperar uma pequena porção de medicamentos, duas geleiras de conservação, algumas peças de mobiliário e um computador que tinha informações sobre a gestão de medicamentos, referindo, entretanto, que o ciclo de distribuição de medicamentos ainda não foi afetado.

Isaías Marcos referiu que no dia seguinte ao incêndio, de forma antecipada, as autoridades de saúde criaram um espaço alternativo e enviaram medicamentos para abastecer todo o distrito.

“Enviámos a requisição que já tinha sido feita pelo distrito para o próximo mês. Foi uma antecipação face àquela situação. O distrito ficou com ‘stock’ zero após o incêndio”, referiu, acrescentando que as unidades hospitalares que dependiam do depósito já tinham sido abastecidas.

O próximo passo é, em conjunto com o governo distrital, o serviço distrital de saúde e parceiros, “trabalhar para encontrar algum fundo para garantir que haja a reconstrução do depósito”, concluiu.

Confrontos entre tribos no Darfur do Sul resultam em pelo menos 47 mortos

Confrontos ocorridos, na segunda-feira, entre tribos no Darfur do Sul, oeste do Sudão, resultaram em, pelo menos, 47 mortos, segundo um chefe tribal, elevando para mais de uma centena o número de mortos na região nas últimas 48 horas.

Homens “da tribo árabe Rizeigat, em veículos, motos e camelos, lançaram um ataque à aldeia de Saadoun, onde vive a tribo Fallata”, revelou em declarações à AFP, Mohamed Saleh. “Várias casas foram incendiadas” durante o assalto, acrescentou.

No estado de Darfur Ocidental, um segundo estado na vasta região do Darfur, uma sucessão de incidentes violentos resultou em mais de 80 pessoas mortas nos últimos dois dias, apenas duas semanas depois de ter terminado a missão de paz conjunta das Nações Unidas e da União Africana (UNAMID), presente no país durante 13 anos até 31 de Dezembro último.

“O número de mortos nos sangrentos acontecimentos que tiveram lugar em El-Geneina, a capital do Darfur Ocidental, aumentou desde a manhã de sábado (…), totalizando 83 mortos e 160 feridos, incluindo membros das forças armadas”, avançou este domingo através da rede social Twitter o Comité Central dos Médicos Sudaneses, uma entidade próxima do movimento de protesto que levou no ano passado à queda do Presidente Omar al-Bashir.

Embora a violência tenha diminuído de intensidade, os confrontos sobre o acesso a terras e água entre os pastores árabes nómadas e os agricultores no Darfur continuam a ser frequentes.

Programada para começar em Janeiro de 2021, a retirada gradual das tropas da UNAMID será repartida por seis meses. O governo sudanês deve assumir a responsabilidade pela protecção da população da região.

Uma vez concluída a retirada da UNAMID, que contava em 31 de Dezembro com 16.000 soldados no Sudão, a ONU permanecerá no país através da Missão Integrada de Assistência Transitória das Nações Unidas no Sudão (UNAMIS).
Esta missão política será encarregada de assistir o governo de transição, instalado em agosto de 2019 e resultante de um acordo entre os militares e os líderes do movimento de oposição.

A UNAMIS ajudará ainda a implementar os acordos de paz recentes em áreas devastadas por conflitos. O governo de transição sudanês – instalado após a queda de al-Bashir em abril de 2019, após meses de protestos populares – assinou um acordo de paz em Outubro com vários grupos rebeldes, nomeadamente do Darfur.

O conflito no Darfur, que começou em 2003 entre forças leais ao regime de Cartum e rebeldes, resultou em cerca de 300.000 mortos e mais de 2,5 milhões de deslocados, na sua maioria nos primeiros anos, de acordo com as Nações Unidas.

Omar al-Bashir, na prisão, e outros funcionários sudaneses são procurados pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por “crimes contra a humanidade” e “genocídio” em Darfur.

Covid-19: País regista mais 8 mortes e 895 novos casos

Mais 8 pessoas morreram vítimas do novo coronavírus no país, elevando o total de mortes para 249. Nas últimas 24 horas houve registo de 895 novos casos de infecção. O total acumulado de casos positivos subiu para 27.446.

A informação foi actualizada, na segunda-feira (18), em conferência de imprensa pelo director nacional de Assistência médica no Ministério da Saúde.

Ussene Isse descreveu como preocupante a situação da Covid-19 no país.
“ Preocupam-nos dois aspectos principais: Primeiro é que o número de internamentos está a aumentar e dos internamentos mais de 70% são doentes graves, muito graves, doentes críticos que precisam de um suporte ventilatório para sobreviver. O segundo aspecto é que estes doentes críticos são estes que estão a perder a vida nas nossas unidades hospitalares”, disse.

No domingo as várias unidades hospitalares do país registaram 43 novos internamentos perfazendo 219 o número de pacientes internados e necessitando de cuidados de suporte, oxigénio e ventiladores.

Ussen Isse referiu ainda que registaram-se mais 273 casos dados como recuperados, o que eleva o cumulativo para 18.880 (68% do total de casos no país).
A cidade de Maputo continua a contabilizar o maior número de casos activos, com 3.875, seguida da província de Maputo, com 1.401 pessoas ainda infectadas.

40 alunos testam positivo para a Covid-19 em escolas da província de Maputo

Quarenta alunos acusaram positivo para a Covid-19 em algumas escolas do ensino geral e técnico-profissional, na província de Maputo.

São alunos cujo diagnóstico foi confirmado semana finda.

Deste universo, vinte e três são alunos internos do Centro de acolhimento Casa do Gaiato, no distrito de Boane, que regressaram às suas residência para a passagem das festas.

Ao todo são 123 alunos internos deste centro de acolhimento e de ensino que foram submetidos a testagem da covid-19, sendo que os restantes 90 aguardam pelos resultados.

Os alunos infectados pela Covid-19 na província de Maputo encontram-se em isolamento domiciliar e institucional.

Israel retalia lançamento de foguetes com ataque a postos do Hamas

Israel atacou postos militares do movimento islâmico Hamas na manhã de segunda-feira (18), em resposta ao lançamento de dois foguetes em direcção à costa israelita, perto da cidade de Ashdod.

Os foguetes lançados fizeram soar os alarmes em Israel, caíram no mar e não causaram danos humanos, segundo os media locais.

Em resposta, os caças do exército de Israel bombardearam vários alvos do Hamas no enclave, “incluindo postos de escavação de túneis”, disse um porta-voz militar israelita num comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto.

Os ataques causaram graves danos a duas instalações militares da organização islâmica ao sul da Faixa de Gaza, mas não foram registados feridos, segundo fontes da segurança local.

Israel frequentemente responde a este tipo de actos com ataques de retaliação contra o Hamas, que controla o enclave, e a quem responsabiliza por quaisquer incidentes originados na região.

Gaza está sob bloqueio israelita desde 2007 e em várias ocasiões este tipo de acções levou a escaladas militares maiores.

Na semana passada, o exército israelita também atacou instalações militares do Hamas perto da cerca de separação entre as duas regiões, em resposta a dois disparos de arma de fogo que partiram da Faixa de Gaza contra escavadoras militares israelitas.

Quarenta e um profissionais de saúde infectados com Coronavírus em Nampula

A informação foi avançada na manhã de segunda-feira (18) pelos Serviços Províncias de Saúde em Nampula que não especificaram o número de médicos e enfermeiros nesse grupo.

Desde que se registou o primeiro caso positivo de Coronavírus naquela província, 133 profissionais de saúde contraíram o vírus, mas sem óbitos na classe.

Neste momento, a grande preocupação dos Serviços Provinciais de Saúde em Nampula é com o facto do número de pessoal médico ser baixo, olhando para o rácio médico-população, e se a doença afectar cada vez mais o pessoal da saúde, pode haver colapso por falta de capacidade para a demanda de pacientes, face à rápida propagação do vírus que se assiste agora.

Enquanto isso, nas ruas há muitas pessoas que não usam a máscara e verifica-se aglomerados nas repartições dos serviços públicos, nos mercados e nas zonas de comércio informal.

Nyusi quer vigilância para “evitar que estrangeiros venham a Moçambique” criar desestabilização

“Há que agir de forma contundente de modo a evitar e desencorajar que estrangeiros venham a Moçambique para nos desestabilizar, usando os nossos irmãos e filhos contra o seu próprio povo”, apelou, ontem, o Comandante-em-Chefe das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, Filipe Nyusi.

Falando no encerramento do quinto curso de operações de combate ao terrorismo, na sexta-feira, o Presidente da República vincou que “em Cabo Delgado estamos perante actos claros de terrorismo, uma guerra sem igual”.

“É uma guerra sem fronteiras, porque não respeita a soberania, nem a integridade territorial. É uma guerra sem lei, sem respeito à vida humana e usa todos os meios para aterrorizar homens e mulheres, matar e mutilar de forma mais hedionda”.

Essas práticas, segundo Filipe Nyusi, estão aliadas ao “tráfico de drogas e à pilhagem de riquezas”.

“O terrorismo explora a vulnerabilidade das populações” cuja “maioria dos Estados nunca está” em condições de garantir a “satisfação da sua vida, mesmo que essa vida esteja em construção”, considerou o Chefe do Estado.

Para Nyusi, se o terrorismo não for combatido de forma unida em Moçambique, em África e no mundo, “ninguém se salvará dele por mais forte que se julgue ser”.

No país, o soldado na linha da frente para acabar com o problema é o próprio moçambicano, considerou o Comandante-em-Chefe das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

Relativamente à auto-proclamada Junta Militar da Renamo, Nyusi apelou para que deponha as armas e junte-se ao processo do Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR).

Neste contexto, o líder daquele movimento militar, Mariano Nhongo, deve entregar-se e aderir ao DDR. “E pode fazê-lo através de contactos ao seu dispor”.

País ambiciona ser destino turístico mundial de eleição

As autoridades moçambicanas estão a incentivar a reabertura dos estabelecimentos hoteleiros, cumprindo de forma rigorosa as medidas de prevenção da Covid-19, facto que se acredita poder tornar o país um destino turístico limpo e seguro ao nível da região e do mundo.

O director do Instituto Nacional do Turismo (INATUR), Jeremias Manussa, disse que o sector da cultura e turismo é o mais afectado em termos de impacto gerado pela pandemia de Covid-19, sendo, por isso, que a instituição empreendeu uma iniciativa que visa incentivar a retoma das actividades num ambiente limpo e seguro.

Trata-se da certificação dos estabelecimentos hoteleiros, que cumprem com as obrigações sanitárias e pretende-se evitar o surgimento de estabelecimentos turísticos que sejam focos de transmissão do novo coronavírus.

Manussa revelou que, quando o Presidente da República, Filipe Nyusi, relaxou algumas medidas de prevenção, o INATUR encontrou uma oportunidade para realizar sessões de treinamento para os gestores de estabelecimentos de hotelaria e turismo, museus, agências de viagem e todas as unidades que lidam com o turismo no sentido de executarem as boas práticas.

“Ensinamos sobre o que deve ser feito a partir do momento em que o turista chega no estabelecimento hoteleiro, desde a medição de temperatura, desinfecção de bagagens, o tratamento de quartos durante a entrada e saída de um hóspede e todas as componentes de segurança sanitária”, disse Manussa.

A nossa fonte falava na Ilha de Moçambique, em Nampula, por ocasião da atribuição do selo “Limpo & Seguro” ao hotel Omuhipiti, a primeira instância do Norte do país a receber tal reconhecimento em relação ao cumprimento do protocolo sanitário definido pelo Ministério da Saúde.

O representante do hotel Omuhipiti, Jazime Miriel Mandlate, disse que a atribuição do selo Limpo & Seguro representa o reconhecimento da dedicação e esforço da massa laboral, a direcção executiva do hotel e todos os trabalhadores.

Mandlate diz que o selo espelha o trabalho que visou garantir a limpeza e a segurança dos hóspedes que se fazem naquele estabelecimento hoteleiro, incluindo a desinfecção das bagagens dos visitantes.

Depois da atribuição do selo, segue-se o exercício de marketing e divulgação para que seja de domínio público, o que vai ajudar os turistas a escolher a hospedagem limpa e segura.

O “Notícias” sabe que 26 estabelecimentos de hotelaria e turismo tiveram a oportunidade de receber o selo “Limpo & Seguro” num universo de 6800 unidades que existem em todo o país.

Contudo, Manussa diz que a instituição está a envidar esforços para garantir que Moçambique seja um destino turístico por excelência. Esse objectivo torna-se importante na medida em que todos trabalham cumprindo de forma rigorosa as medidas de prevenção de Covid-19.

“As formações são presenciais e virtuais, sendo que no final de cada sessão se faz a vistoria para avaliar o grau de cumprimento. Notamos que muitos hotéis, restaurantes e agências de viagem estão a cumprir com os procedimentos do protocolo, apesar de, ainda, não terem sido atribuídos o selo Limpo e Seguro”, afirmou.

Sem entrar em detalhes em relação aos dados estatísticos, o director-geral do INATUR confirmou a existência de hóspedes que acusaram positivo para o novo coronavírus em alguns estabelecimentos hoteleiros.

Manussa disse que a instituição que dirige orientou aos gestores dessas unidades hoteleiras a isolarem os referidos hóspedes num período de 14 dias para permitir o trabalho dos profissionais de saúde.

“O protocolo exige que os estabelecimentos hoteleiros devem ter a disponibilidade de uma área ou quarto para isolar eventuais doentes da Covid-19”, disse.

Acidente de viação mata seis pessoas na Beira

Seis pessoas morreram e outras nove ficaram feridas, devido a um acidente de viação ocorrido na manhã de segunda-feira (18) na cidade da Beira, província de Sofala, envolvendo um transporte semi-colectivo de passageiros. O excesso de velocidade é apontado como a principal causa do sinistro.

Dado o excesso de velocidade, a viatura em causa despistou depois de um dos pneus traseiros ter arrebentado. O Motorista não conseguiu controlar o veículo e o mesmo capotou, tendo embatido violentamente numa árvore. Parte das vítimas foram projectadas e caíram num charco de água, onde morreram. Outras foram esmagadas dentro do mini-bus, contam testemunhas.

Todos os ocupantes do “chapa-100” foram transportados para o Hospital Central da Beira. Dos feridos três estão em estado grave, quatro apresentavam fraturas em diferentes partes do corpo e duas tiveram alta ainda nesta segunda-feira segundo informações médicas.

O motorista, bem como o cobrador do autocarro colocaram-se em fuga logo após a ocorrência do acidente.

“Estamos a efectuar diligências para localizar o motorista. A carta de condução do mesmo foi encontrada dentro de veículo e já accionamos mecanismos para localiza-lo”, garantiu Acimo Jacinto, chefe da secção de acidentes no Departamento da Polícia de Trânsito em Sofala.

Com este caso, sobe para 25 o número de pessoas que morreram desde princípios de Dezembro passado até esta segunda-feira, na cidade da Beira, vítimas de acidente de viação. Todos os casos envolveram transportes de passageiros.

As autoridades apelam aos automobilistas para a tomada de medidas preventivas, com vista a evitar situações semelhantes, porquanto “estamos em período chuvoso e por conta disso o pavimento é escorregadio”.

Erosão de solos danifica estradas em Morrumbala

O excesso de peso das viaturas e erosão dos solos estão a acelerar a degradação das estradas do distrito de Morrumbala, na Zambézia, cuja reabilitação custa, anualmente, vinte milhões de meticais.

Morrumbala é um distrito com enorme potencial agrícola, cujo escoamento passa pela existência de estradas que facilitem o transporte de pessoas e a transacção de excedentes agrícolas dos principais pólos de produção para os mercados consumidores.

No pico da comercialização, entram e saem de Morrumbala mais de cem camiões de grande tonelagem, por dia, transportando cereais e outras culturas. As estradas também são usadas para o escoamento de inertes usados na construção civil, toros de madeira, entre outras mercadorias.

Apesar do investimento na sua manutenção, as estradas degradam-se em pouco tempo, devido ao excesso de peso das viaturas que nela transitam e a degradação a que estão sujeitas, particularmente quando chove.

O director distrital de Infra-estruturas e Planeamento de Morrumbala, Rui Semo, disse que, aliada aos efeitos combinados de peso e erosão dos solos, está a falta de seriedade da fiscalização das obras de manutenção.

Segundo ele, há empresas contratadas para fazer a fiscalização, porém, anualmente são feitas intervenções nos mesmos locais. Semo afirmou ainda que as estradas do distrito precisam de manutenção periódica e não de rotina como tem vindo a acontecer nos últimos dez anos.

Para o director distrital, há necessidade de elevação da cota da plataforma, recarga de solos e aplicação de técnicas mais adequadas para travar a erosão em locais críticos. Neste momento, disse, dos 695 quilómetros da rede viária do distrito, 500 estão transitáveis, face ao trabalho feito no período de emergência na região Centro.

Entretanto, nos 500 quilómetros transitáveis, há pontos críticos nos troços que ligam a vila-sede de Morrumbala aos postos administrativos de Chire, Megaza e Pinda, potencialmente ricos em agricultura, pecuária, pesca e turismo.

Entretanto, o Banco Mundial vai financiar a reabilitação de 134 quilómetros de estradas terraplenadas no distrito de Morrumbala. Trata-se das vias Morrumbala-sede-Megaza e Morrumbala-sede-Zero.

Os trabalhos, avaliados em 570 milhões de meticais, consistirão na elevação da cota da plataforma, construção de pontes com 12 metros e melhoramentos nos pontos críticos com passagens molhadas e aumento da largura para 2,5 metros.

O director distrital de Infra-estruturas e Planeamento de Morrumbala disse que os trabalhos poderão arrancar no final do período chuvoso.

Semo diz haver ganhos no programa de estradas rurais, financiado pelo Banco Mundial, uma vez que o empreiteiro tem um ano e meio para construir e dois e meio para fazer a manutenção.

Acredita que com o nível de intervenção pretendido, Morrumbala poderá ter estes troços transitáveis por mais de 15 anos, o que permitirá a integração de mercados rurais.

Semo apontou, por outro lado, que o Governo distrital de Morrumbala precisa de 35 milhões de meticais para reabilitar e expandir o sistema de abastecimento de água da vila-sede distrital.

O estudo de viabilidade económica e respectivo projecto executivo já foram concluídos, faltando a mobilização de fundos para a sua realização.

Indicou que a intervenção já foi aprovada no ano passado, esperando-se que, uma vez concluída, sirva a seis mil pessoas.

O actual sistema foi construído no período colonial, tendo em vista50ligações,mas neste momento têm150 e funciona com muitas limitações, havendo bairros que não têm acesso à água do sistema, principalmente, na zona comercial, recorrendo aos poços tradicionais para suprir as necessidades diárias.

Filme combate assédio sexual

”A FACE da Moeda: os meios justificam os fins” é o título de um filme de ficção sobre o assédio sexual no local de trabalho, cujo lançamento está previsto para meados deste ano, na cidade de Maputo.

A curta-metragem de 15 minutos realizada pelo cineasta Anakhanga, pseudónimo de Narciso Miguel, conta com a participação especial de duas grandes figuras das artes moçambicanas, nomeadamente, a actriz Lucrécia Paco (que se notabilizou na companhia de teatro Mutumbela Gogo) e o músico Rufus Maculuve (integrante da banda Kapa Dech).

Rufus está a trabalhar como supervisor da curta, enquanto que Lucrécia, para além de actuar, dirige os actores.

A peça abrange um universo de mais de trinta artistas, dos quais cinco são os principais rostos da narrativa. Destes, dois são protagonistas e outros três antagonistas.

“‘A Face da Moeda’ é um filme que tenta explicar como é que o assédio sexual ocorre no local de trabalho e centra-se na questão da inclusão e retenção da rapariga, bem como mostra como tem sido o andamento desses casos na justiça”, disse Anakhanga.

Deste modo, o cineasta espera que o filme identifique várias pessoas que diariamente passam por este dilema.

“Precisamos muito de falar sobre este assunto, principalmente porque os homens, quando estão diante de uma rapariga, sempre pensam que têm a ver algo além do trabalho”, acrescenta Lucrécia Paco.

O filme está a concorrer para o Festival de Cinema Negro (Brasil) e prevê-se que integre o Festival de Curtas-metragens, organizado pelo Centro Cultural Moçambicano-Alemão (CCMA).

Inundações destroem 500 hectares de culturas

AIS de quinhentos hectares de culturas diversas, entre cereais, tubérculos e hortícolas, são considerados perdidos na presente época agrícola 2020/21 nos distritos de Chibuto, Guijá e Chókwè, em Gaza, em consequência das inundações provocadas pelo transbordo do rio Limpopo e pelas chuvas intensas que assolaram a província nas últimas semanas.

O balanço preliminar das autoridades da província indica também que nos distritos de Chibuto e Chókwè, quatro pessoas perderam a vida, duas das quais crianças de cinco anos de idade e dois adultos. Registou-se ainda, nos três distritos, muitas infra-estruturas públicas e privadas destruídas, centenas de casas inundadas e algumas danificadas; uma dezena de estabelecimentos escolares inundados, assim como dezenas de estradas intransitáveis e material de produção agrícola, com destaque para mais de 15 motobombas perdidas.

No distrito de Chókwè, o mais afectado pelas enxurradas, as autoridades locais estimam a inundação de 3465 hectares de campos agrícolas, com prejuízos significantes sobre as plantações de milho, arroz, hortícolas e de feijão, numa área de 414 hectares. Os danos nesse distrito, incluem também o alagamento de 884 residências e quase uma dezena de infra-estruturas públicas, afectando 4014 pessoas.

O vizinho distrito de Guijá somou 468 hectares com culturas diversas inundadas, dos quais 71 são dados como perdidos, afectando a 487 famílias. Neste distrito, muitas vias de acesso ficaram intransitáveis, provocando enormes constrangimentos na circulação de pessoas e de viaturas, sobretudo as vias que dão acesso ao interior do distrito, como é o caso da estrada principal para o posto administrativo de Nalazi que ficou cortada, deixando aquela parcela sem ligação rodoviária com a sede distrital.

Por sua vez, no Chibuto com um total de 2170 hectares inundados, o executivo local anunciou que vai perder cerca de seis por cento da sua produção agrícola prevista para presente época, com a destruição dos seus pontos estratégicos de produção, nomeadamente Chaimite, com 944 hectares inundados, seguido do posto administrativo-sede com 724 e Malehice com 421 hectares, levando 2212 produtores ao desespero.

As chuvas causaram, ainda, destruição de estradas urbanas, dificultando a circulação de viaturas e peões em diferentes bairros da cidade de Chibuto. O “Notícias” apurou no local que decorrem trabalhos de tapamento de ravinas, abertura de poços de retenção e drenagem das águas fluviais, acções levadas a cabo pelo Conselho municipal.

Nesses pontos, os produtores garantiram à governadora Margarida Mapandzene Chongo, que semana passada efectuou uma visita aos locais afectados, no quadro da monitoria da época chuvosa, que apesar das perdas a moral ainda continua em alta. Porém, pediram mais ajuda em insumos e meios para a preparação da terra.

No terreno, Margarida Mapandzene Chongo acompanhou atentamente às preocupações da população, referindo que com a regularidade da chuva que cai na província, o foco é o apoio aos camponeses com a disponibilização das sementes de milho, feijão e hortícolas.

O executivo está também preocupado com o reassentamento das famílias afectadas pelas inundações em Chókwè e pela erosão no distrito de Chibuto, um processo que, como a governante disse, é bastante complexo e que requer muita atenção e responsabilidade.

“Muitas famílias que foram atribuídas espaços em zonas seguras nos anos anteriores, voltaram a estabelecer-se nas suas antigas áreas alegadamente em busca de alimento ou de outras condições de sobrevivência”, disse Mapandzene, acrescentando que, “temos que constantemente estar a resolver os mesmos problemas. Vamos continuar a trabalhar em conjunto para encontramos soluções para esta situação” referiu a governante.

Últimas Notícias Hoje

Interpol descobre falsa delegacia da Polícia Federal na África

Uma delegacia falsa da Polícia Federal (PF) brasileira foi descoberta em Essuatíni, no sul da África, durante uma operação internacional coordenada pela Interpol, focada...

Incêndios devastam milhares de hectares em França, Espanha e Itália

Regiões da Europa enfrentam uma grave crise devido à combinação de calor extremo, seca e ventos fortes, que têm intensificado os incêndios florestais.  Na França,...

Instituto em Xai-Xai enfrenta aulas às escuras por dívida de 500 mil meticais

O Instituto Industrial e Comercial 07 de Setembro, um dos principais centros de ensino técnico profissional na província de Gaza, encontra-se sem fornecimento de...

Patrice Motsepe afasta candidatura à presidência do ANC

O magnata sul-africano Patrice Motsepe, com 64 anos, afastou, numa recente conferência de imprensa, qualquer intenção de concorrer à presidência do Congresso Nacional Africano...