Regiões da Europa enfrentam uma grave crise devido à combinação de calor extremo, seca e ventos fortes, que têm intensificado os incêndios florestais.
Na França, sindicatos alertam para o esgotamento dos bombeiros, especialmente após a morte de três agentes em apenas 15 dias, sendo que dois deles faleceram na região de Bordeaux.
Na Espanha, um incêndio histórico próximo a Madri já devastou 32 mil hectares, forçando a evacuação de 1.200 pessoas. Na Itália, a situação é igualmente crítica, com a Sicília reportando mais de mil focos de incêndio em poucos dias, impulsionados por temperaturas que ultrapassam os 40°C.
Laurent Nuñez, ministro do Interior francês, assegura que a frota e os recursos disponíveis são suficientes para combater os incêndios. Contudo, representantes dos trabalhadores expressam preocupação com o esgotamento físico e mental dos bombeiros. O departamento de Var, no sul da França, enfrenta uma situação alarmante, com cerca de 400 moradores ainda fora de suas casas na quarta-feira, 22 de Julho, enquanto os bombeiros tentam controlar um incêndio que já consumiu 2,5 mil hectares.
Embora o avanço das chamas tenha sido contido ao longo do dia, áreas como Cotignac apresentam um cenário desolador, com vegetação carbonizada, veículos destruídos e residências danificadas.
A megaoperação para conter as chamas mobilizou mais de 1.100 bombeiros, além de dois aviões Canadair, três helicópteros e duas aeronaves Dash. O coronel Philippe Raison, subchefe da corporação local, afirmou que o objectivo imediato é “tentar controlar o incêndio”.
Dados preliminares da prefeitura indicam que na região da Provença Verde, situada entre Toulon e o Parque Natural do Verdon, o impacto dos incêndios já é evidente, com pelo menos 50 residências atingidas e dez delas completamente destruídas. Desde Janeiro, mais de 42 mil hectares foram consumidos pelas chamas na França, superando o recorde anterior registado em 2022 para o mesmo período.















