Joe Biden toma posse hoje como Presidente dos EUA, numa Washington deserta, por causa da pandemia, e invadida por 25 mil soldados, por causa da segurança.
Os habitantes de Washington foram convidados a ficar em casa e a acompanhar virtualmente a cerimónia de tomada de posse de Joe Biden como 46.º Presidente dos EUA, para não correrem riscos sanitários, por causa da pandemia de covid-19, ou de segurança, lembrando ainda o ataque ao Capitólio, no passado dia 06.
Quem já prometeu que não ficará sequer em Washington é o Presidente cessante, Donald Trump, que assistirá à cerimónia a partir do seu clube em Mar-a-Lago, na Florida, rompendo com a tradição de estar presente na transferência de poderes.
“A todos os que me perguntaram, não comparecerei à cerimónia de tomada de posse em 20 de janeiro”, escreveu Trump numa das últimas mensagens que conseguiu deixar na sua conta pessoal da rede social Twitter, antes de esta o ter banido por tempo indeterminado.
Trump será o primeiro Presidente desde Andrew Jackson, em 1869, a recusar comparecer ao juramento do seu sucessor.
A tradição diz que o Presidente cessante e a primeira-dama dão as boas-vindas ao novo casal presidencial na manhã da cerimónia de investidura, antes de todos se deslocarem desde a Casa Branca até ao Capitólio.
O Governo cessante estará representando pelo seu vice, Mike Pence, que já telefonou à sua sucessora, Kamala Harris, dando-lhe os parabéns pela vitória nas eleições de 03 de novembro, ao contrário do que Trump fez com Biden.
Para além das questões de segurança, que obrigaram à convocação de um enorme efetivo da Guarda Nacional, a tomada de posse fica marcado pela pandemia de covid-19, que já tinha dominado a campanha eleitoral e que agora obriga a medidas de restrição no protocolo da cerimónia.
Sem público a assistir presencialmente, o evento passa para o registo virtual, acompanhado por um programa televisivo que será transmitindo em direto e em simultâneo por vários canais televisivos, conduzido pelo ator Tom Hanks e em que a cantora Lady Gaga entoará o hino nacional e o momento musical fica a cargo da latina Jennifez Lopez
Logo a seguir ao juramento, Biden deverá ir colocar uma coroa de flores no túmulo do soldado desconhecido, no cemitério nacional de Arlington, ao lado dos seus três antecessores, que estarão presentes em todos os momentos da tomada de posse: Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama.
No regresso do cemitério, a procissão presidencial parará a algumas centenas de metros da Casa Branca e Joe Biden poderá caminhar até à sua nova residência.
O novo Presidente poderá então anunciar as suas primeiras decisões presidenciais, das quais foi dando já alguns sinais, nomeadamente anunciando que deverá usar alguns decretos para dar um primeiro impulso ao seu programa político.
O presidente da petrolífera francesa Total e o Presidente moçambicano acordaram na segunda-feira um novo reforço da segurança em redor do empreendimento de gás natural em Cabo Delgado, disse na terça-feira (19), à Lusa fonte próxima do Governo.
Grupos rebeldes que há três anos aterrorizam a província nortenha de Moçambique aumentaram os ataques em 2020 e têm se aproximado do recinto de construção liderado pela Total, levando a um abrandamento do projeto e à saída de pessoal no final do ano.
“A Total e o Governo estão em sintonia: o que vai acontecer é um reforço das medidas de segurança”, referiu a mesma fonte, sem no entanto detalhar como vai acontecer esse reforço.
Segundo acrescentou, “o projeto é para continuar, mantendo-se as datas previstas”, ou seja, início de exploração em 2024.
Trata-se do maior investimento privado em curso em África, avaliado entre 20 e 25 mil milhões de euros, e nele reside uma das principais esperanças de Moçambique se desenvolver nas próximas décadas.
A 24 de agosto de 2020, a Total já tinha anunciado uma revisão do memorando de entendimento com o Governo moçambicano para a operacionalização de uma força conjunta com as Forças de Defesa e Segurança (FDS) para proteção do projeto.
Em esclarecimentos à Lusa, a petrolífera francesa referiu na altura que “a revisão do memorando de segurança reflete o aumento das atividades na fase de construção e a mobilização de uma maior força de trabalho”.
Até agora têm decorrido sobretudo atividades de engenharia e aquisições (a designada fase de ‘procurement’, termo inglês), sendo 2021 o ano para arranque da fase de edificação da cidade do gás e zona industrial para liquefação do gás a ser puxado para terra desde as perfurações no fundo do mar da bacia do Rovuma.
RonanBescond, diretor-geral da Total em Moçambique, referiu numa conferência em Maputo, em outubro, que “um ambiente seguro e uma rede de estradas robusta são pré-condições para o projeto cumprir a promessa de catalisar o crescimento e desenvolvimento do distrito de Palma e do país”.
No encontro de segunda-feira, além do presidente da petrolífera francesa Total, Patrick Pouyanné, e do presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, participaram o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, e os dois governantes ligados às FDS: o ministro do Interior, AmadeMiquidade, e o ministro da Defesa, Jaime Neto.
A violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, está a provocar uma crise humanitária com cerca de duas mil mortes e 560 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.
Algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo ‘jihadista‘ Estado Islâmico desde 2019, mas a verdadeira origem da insurgência continua sob debate.
A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) classificou de “roubo” a apreensão “ilegal” pela polícia de bebidas alcoólicas de vendedores que supostamente violaram as restrições impostas pelo Governo, no âmbito da contenção da propagação da pandemia de covid-19.
Em declarações à Lusa, a presidente da Comissão dos Direitos Humanos da OAM, Feroza Zacarias, avançou que a polícia não apresentou provas de que usou termos de apreensão devidamente fundamentados dos produtos que confiscou em vários locais de Maputo nem de que as mercadorias foram colocadas de forma a que cada proprietário possa identificar os seus bens.
“O que vimos foi uma ação diretamente dirigida à apreensão de bebidas alcoólicas em mercearias, em total desrespeito da lei. Aquilo que a polícia fez compara-se mais a roubo”, declarou Feroza Zacarias.
As autoridades policiais, prosseguiu, também não apresentam provas de que os bens apreendidos durante o fim-de-semana foram encaminhados para as instalações da polícia.
Aquela jurista assinalou que as medidas administrativas impostas no âmbito da prevenção da pandemia não preveem a apreensão de mercadorias em locais de venda, determinando apenas a aplicação de multas ou encerramento de estabelecimentos que violem as restrições.
“Não está escrito nas medidas anunciadas pelo chefe de Estado nem nas normas administrativas de prevenção da pandemia que devem ser apreendidos bens colocados à venda em locais devidamente autorizados”, sublinhou a presidente da Comissão dos Direitos Humanos da OAM.
Feroza Zacarias acusou a polícia de também estar a propagar a covid-19 por não tomar medidas de segurança sanitária na apreensão de bens.
“A polícia apreende produtos nas bancas e não usa luvas, o que também os torna agentes de propagação de covid-19”, declarou.
A jurista acusou a polícia de também deter mães encontradas com crianças sem máscara, recordando que as crianças não devem colocar este tipo de proteção facial.
“Além de ilegalidades, também temos situações de autêntica desumanidade, porque mães e bebes são detidos e colocados em carros da polícia sem condições de proteção contra a covid-19”, frisou.
No último fim-de-semana, surgiram imagens de polícias a retirar bebidas alcoólicas de pequenas mercearias que funcionam no interior de mercados em Maputo por suposta violação das regras de prevenção de covid-19.
O Presidente moçambicano anunciou no dia 13 um agravamento de restrições face ao avanço da covid-19 no país, encurtando horários do comércio e restauração, fechando alguns estabelecimentos e espaços culturais e interditando praias, entre outras medidas.
Entre as medidas anunciadas, reforça-se a exigência do teste à covid-19 para quem quer entrar no país, agora sem exceções, realçou Filipe Nyusi, ao frisar que a medida se aplica “a todos os viajantes”, apelando a que cada um se mantenha atualizado sobre as normas em vigor em todos os países por onde vai circular.
Moçambique contabiliza 249 mortes por covid-19, 27.446 infetados e 219 pessoas internadas, de acordo com dados das autoridades de saúde.
As autoridades de Saúde moçambicanas estão a reforçar o número de camas no Hospital Geral de Mavalane (HGM), na cidade de Maputo, para fazer face ao aumento do número de internamentos que se regista no país nas últimas semanas.
O HGM recebeu, até agora, 156 camas, para reforçar a sua capacidade, que deverão ter oxigénio acoplado visto que “os doentes precisam de oxigénio de alto fluxo”, disse hoje o diretor nacional de Assistência Médica de Moçambique, Ussene Isse.
“O Hospital Geral de Mavalane vai ser um tampão ou protetor para caso de o nosso centro de isolamento da Polana Caniço chegar ao limite. E vai chegar, obviamente, se não mudarmos a nossa forma de ser e de estar”, acrescentou.
As autoridades de Saúde em Moçambique temem alcançar o estado de “medicina de catástrofe”, pelo que apelam, mais uma vez, para o cumprimento das medidas de prevenção da covid-19.
“Devo dizer que ainda não chegámos à medicina de catástrofe, mas esse é o nosso medo. Não queremos ter de escolher quem vive, quem não”, alertou.
As autoridades de saúde destacam o “crescimento acentuado” do número de internamentos na última semana, com um cumulativo de 197, valor que supera o máximo de internamentos mensais de 2020, alertando para o esgotamento da capacidade de hospitais públicos e privados.
Desde o anúncio do primeiro caso de infeção pelo novo coronavírus, em 22 de março, Moçambique registou 253 óbitos e um cumulativo 28.270, casos dos quais 67% considerados recuperados.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.041.289 mortos resultantes de mais de 95,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal chegou ontem, a Maputo em representação da União Europeia para contactos políticos com as autoridades moçambicanas sobre o apoio da UE face à violência em Cabo Delgado
“Todos os momentos são oportunos para vir a Moçambique, um país fantástico, mas é evidente que esta missão política devia realizar-se o mais rápido possível”, referiu Augusto Santos Silva à Lusa, após aterrar no aeroporto de Maputo, pouco depois das 22:00 (20:00 em Lisboa).
“Foi possível realizá-la agora e, portanto, há que aproveitar todos os momentos para recolher o máximo de informação e também para recolher todas as impressões, perspetivas, propostas, sugestões que é preciso ponderar para que o apoio seja efetivo e também se realize o mais brevemente possível”, detalhou.
A deslocação surge na sequência do pedido de reforço da cooperação que Moçambique dirigiu à UE em setembro de 2020, relativo à situação de segurança em Cabo Delgado.
Esta quarta-feira, a agenda de Augusto Santos Silva arranca com um encontro com a homóloga Verónica Macamo, ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação moçambicana, devendo mais tarde ser recebido pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.
Outras reuniões estão agendadas para quarta e quinta-feira.
“Tenho um conjunto de contactos a diferentes níveis para, justamente, poder reportar no meu regresso à Europa a perspetiva das autoridades moçambicanas”, acrescentou.
Santos Silva agradeceu o acordo das autoridades moçambicanas para a realização dos encontros, que acontecem no semestre em que Portugal assume a presidência rotativa do Conselho da UE.
O MNE português exprimiu ainda solidariedade para com o país face à gravidade dos problemas de segurança em Cabo Delgado.
A violência armada na província nortenha de Moçambique, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.
Algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico desde 2019.
Em resposta a questões da agência Lusa sobre a missão, um porta-voz comunitário afirmou, na segunda-feira, que a UE está pronta “a apoiar o Governo de Moçambique”.
“Iremos discutir as opções concretas nos próximos diálogos políticos, bem como em reuniões técnicas”, disse.
As reuniões técnicas arrancaram hoje, através de teleconferência via Internet, entre os diferentes serviços da UE e autoridades moçambicanas, nomeadamente as ligadas aos ministérios do Interior e da Defesa.
“Estamos naturalmente prontos a trabalhar de perto com os nossos parceiros africanos, e em particular com a SADC [Comunidade de Desenvolvimento da África Austral], a fim de assegurar uma abordagem coerente e coordenada”, acrescentou a mesma fonte.
O alto representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, que Santos Silva representa na visita a Moçambique, apontou na semana passada à agência Lusa o treino e equipamento militar, a ajuda humanitária às populações deslocadas e, eventualmente, missões de vigilância costeira como possíveis áreas de cooperação.
A família do jornalista e empresário Mário Ferro diz que não houve tempo para fazer teste da COVID-19. Ainda assim, decidiu realizar todas as cerimónias fúnebres seguindo protocolos reservados a alguém que foi vítima do novo coronavírus.
Foi na última segunda-feira (18) que morreu um dos homens da comunicação moçambicana. Mário Ferro sentiu-se mal na quinta-feira, logo depois que recebeu a notícia de que a sua filha, que vivia em Portugal, tinha perdido a vida.
Por ser hipertenso, a família chamou o médico, o que era a prática em situações idênticas. Com os primeiros cuidados dados em casa, o seu quadro estabilizou-se durante o fim-de-semana, mas na segunda-feira tudo piorou. Além de hipertenso, o jornalista e empresário era fumador, factores que aumentavam a vulnerabilidade à COVID-19, segundo o filho Mauro Ferro.
A família diz terá chamado novamente o médico para mais exames porque a situação era mais delicada. Assim sendo, era importante levá-lo ao hospital. Uma decisão que não foi do agrado do malogrado, que, segundo a família, não queria saber nada de ir a nenhuma unidade hospitalar.
Após várias tentativas de persuasão, Ferro aceitou ir ao hospital quando já tinha sido necessário ligar-lhe uma máquina de oxigénio. Com os hospitais cheios, a família relata que foi um martírio encontrar um espaço na área de doentes da COVID-19. O Hospital Privado de Maputo predispôs-se a fazer o tratamento mesmo fora das instalações.
“Neste momento, meu pai já estava consciente, ele já sabia o que estava a acontecer. Cheio de humor, até perguntou quem ia pagar as contas do hospital. Mas quarenta minutos depois ligaram-nos a dizer que já tinha morrido”, conta Mauro Ferro, filho do malogrado que esteve com o pai desde quando ele começou a sentir-se mal.
O tempo entre a chegada ao hospital e a morte foi tão curto que não deu para fazer o teste da COVID-19. Ainda assim, porque os sintomas levam a crer que tenha sido o novo Coronavírus que tirou a vida do jornalista e empresário, as cerimónias fúnebres seguirão os protocolos da pandemia.
“Nós criámos um espaço no exterior da casa. As pessoas avisam-nos antes de vir à casa e a gente vai tentando gerir [a situação]. Quem quiser vir cumprimentar, principalmente à minha mãe, a viúva, ela está lá dentro e recebe uma pessoa de cada vez com o necessário distanciamento físico. As que vêm para dar um abraço familiar ficam aqui fora um tempo médio de 10 a 15 minutos”, narra Mauro Ferro, adiantando que a cremação vai aconteceu hoje e serão seguidos todos os protocolos no sentido evitar que haja contaminação pela COVID-19.
Este é o fim de um homem que, além de marido, pai, filho, tio, foi dedicado à comunicação. Do jornalismo até já se tinha desligado havia alguns anos, mas continuava na comunicação institucional e marketing, através da empresa “Ferro & Ferro”, da qual era sócio-fundador.
Mário Ferro tinha diferentes formações na área e desempenhou várias funções no país e no estrangeiro. Ele foi chefe da redacção e director interino dos jornais “Notícias” e “Domingo”, presidente do Conselho de Gestão da Sociedade de Notícias da Beira e havia décadas que ele desempenhava as funções de presidente da Associação Moçambicana das Empresas de Publicidade, Marketing e Relações Públicas.
Fora de portas, Ferro chegou a ser presidente da Confederação de Publicidade dos Países de Língua Portuguesa.
Mário Ferro nasceu a 05 de Maio de 1949, na cidade de Maputo.
No centro de Saúde do Albazine, na cidade de Maputo, abunda lixo e tudo indica que não é recolhido há bastante tempo. O capim também cresce a olhos vistos e ninguém trata de limpá-lo. Não há água para a desinfecção das mãos nos baldes colocados para efeito. O município diz que tem conhecimento da situação e promete trabalhar para acabar com a imundície que tomou conta da unidade sanitária.
Capim… capim… e mais capim. É o que se pode ver no Centro de Saúde do Albazine, periferia da capital moçambicana.
Aliás, onde devia haver apenas lixo hospitalar, “O País” verificou que existem garrafas de bebidas. É tanto lixo espalhado pelo chão, incluindo pelos bancos dos pacientes. Samaria Marindza, interpelada na unidade sanitária à procura de atendimento, mostrou-se indignada com o problema e disse não compreender como é que um hospital apresenta aquelas condições.
O cenário é de autêntica imundície, num tempo em que as autoridades de saúde, sensibilizam a população para que intensifique as medidas de higiene para conter a propagação da COVID-19.
Rosa Timane, paciente daquele hospital, diz que há dois anos que a falta de higiene prevalece. Os doentes não utilizam as casas de banho porque andam muito sujas.
Os baldes para a lavagem das mãos para prevenir o novo Coronavírus estavam quase vazios quando “O País” se fez ao local. Outros recipientes nem tinham sabão. As casas de banho não só andam encharcadas porque as torneiras jorram água, como também há um cheiro nauseabundo a rebentar pelas costuras.
“Eu penso que eles [os gestores do hospital] deviam melhorar tirando o lixo. Isto pode causar graves problemas aos doentes”, considerou Sidónia Augusto, outro utente daquela unidade hospitalar.
O Conselho Municipal da Cidade de Maputo, responsável pela gestão da unidade sanitária, disse que vai tomar medidas para acabar com a imundície. Quando? Não precisou.
A tempestade moderada “Eloise” evoluiu para tempestade tropical severa e até às 08h00 de ontem o seu epicentro localizava-se a 200 quilómetros da costa leste do Madagáscar, indica o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).
Projecções indicam que a tempestade pode evoluir até ao estágio de ciclone tropical, ainda no Canal de Moçambique, podendo o epicentro atingir a costa moçambiçana no dia 24 de Janeiro e afectar as províncias de Sofala, Inhambane e Gaza.
“A pressão no centro” do fenómeno “era de 986 hectopascais, ventos máximo de 95 quilómetros por hora e continua a deslocar-se em direcção a Madagáscar, a uma velocidade de nove quilómetros por hora, poderia atingir a sua costa leste durante a tarde de ontem, lê-se numa nota da instituição enviada ao “O País”.
O INAM prevê que a tempestade entre no Canal de Moçambique no dia 21 de Janeiro, podendo afectar a navegação marítima, entre os paralelos 15 e 25 graus Sul de latitude.
Luís Gonçalves não tem dúvidas. Com a bola a rolar nos relvados nacionais, os jogadores internos ganham ritmo competitivo e traquejo para estarem em melhores condições de se baterem diante do Ruanda e Cabo Verde, na luta pela qualificação ao CAN-2021.
Março é um mês decisivo para a selecção nacional de futebol, Mambas, que joga duas cartadas importantíssimas no grupo “F” de qualificação ao CAN-2021, competição agendada para os Camarões. Primeiro, no dia 23, os Mambas deslocam-se ao Ruanda onde vai jogar com a selecção local, em desafio inserido na quinta jornada.
Sete dias depois, a selecção nacional recebe no Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ) a sua similar de Cabo Verde, na derradeira jornada de acesso ao Campeonato Africano das Nações. Dois jogos de “vida ou morte”, pelo que se apresentarem com ritmo competitivo é fundamental para que se acumule pontos suficientes que permitam, dez anos depois, voltarem a marcar presença na fina flor do futebol africano. É, por isso, que o arranque do Moçambola 2021 no passado dia 16 de Janeiro, no município de Vilankulo, mereceu aplausos por parte do seleccionador nacional de futebol, Luís Gonçalves.
“Em Março, temos dois jogos decisivos. Temos a qualificação para discutir e, por isso, considero importante os jogadores terem alguma rodagem ou ritmo competitivo. Apesar da selecção nacional de futebol ser constituída por muitos jogadores que jogam fora, também é composta também por vários atletas que jogam internamente. Portanto, é fundamental que a competição interna seja forte”, realçou Luís Gonçalves.
Sábado, no campo Alto de Massaka, palco do jogo inaugural do campeonato nacional de futebol, o seleccionador nacional esteve nas bancadas a tirar algumas notas. De caneta e punho e ficha técnica das duas formações bem ao lado, Luís Gonçalves escrevia a cada momento que os jogadores das duas formações o despertassem atenção.
“Estou aqui no jogo inaugural porque acho importante que o campeonato decorra para que tenhamos mais opções”.
Na sua comunicação à Nação, no passado dia 13 de Janeiro, o Presidente da República, Filipe Nyusi, disse que todos os campeonatos nacionais devem decorrer sem a presença do público para se evitar a propagação da Covid-19. E foi o que aconteceu na jornada inaugural do Moçambola com os jogos a serem à porta fechada.
Para Luís Gonçalves, esta decisão configura-se como um “mal necessário”. O seleccionador nacional diz ainda esperar que o Moçambola seja uma prova “competitiva com as equipas equilibradas para colocarem problemas aos jogadores para que eles resolvam e estejam a um bom nível”.
Os Mambas ocupam a segunda posição no grupo “F” de qualificação para o CAN-2021 com quatro pontos, resultantes de uma vitória e um empate. O combinado nacional estreou-se em Novembro de 2019 com uma vitória por um a zero diante do Ruanda. Na segunda jornada, a selecção nacional de futebol empatou a duas bolas com Cabo Verde. A pandemia da Covid-19 forçou, em Março de 2020, o adiamento dos jogos da terceira e quarta jornadas de apuramento a Taça das Nações Africanas. No novo normal, os Mambas perderam com Camarões por 4-1 e 2-0 em Doulá e Maputo, respectivamente.
Houve registo de 34 casos positivos da COVID-19 no orfanato Casa do Gaiato, na província de Maputo, dos quais 32 alunos e dois professores, segundo os responsáveis daquela casa de acolhimento.
Ao todo, foram testadas 80 pessoas, entre elas alunos da sétima, décima e décima segunda classes, avançou Maria José, enfermeira responsável pela Casa do Gaiato.
De acordo com ela, as pessoas infectadas foram submetidas ao isolamento já recuperaram da COVID-19 e actualmente seguem as recomendações das autoridades de saúde.
E porque é tempo de aulas, dois autocarros transportaram os alunos da Casa do Gaiato para a escola, com vista a prevenir infecções pelo novo Coronavírus, numa altura em que o sector da Educação na província de Maputo diz estar atento à propagação do vírus entre estudantes.
Localizada no distrito de Boane, província de Maputo, a Casa do Gaiato é uma entidade de caridade que acolhe crianças órfãs, vulneráveis e abandonadas ou sem família.
Muitos alunos do ensino privado e estudantes do ensino superior desistiram no ano passado por causa da pandemia da COVID-19. Num levantamento feito pelo “O País” em Nampula mostra como as universidades públicas e privadas perderam estudantes e o impacto nas suas despesas de funcionamento e de pagamento de salários.
Na turma de licenciatura em Optometria, da Faculdade de Ciências de Saúde (FCS), na Universidade Lúrio, em Nampula, os estudantes estão em aulas presenciais de fecho do primeiro semestre do ano lectivo 2020 que termina a 29 de Janeiro corrente.
No início do ano passado aquela faculdade contava com um universo de 1700 estudantes dos cursos de graduação, pós-graduação e superiores profissionalizantes, mas a COVID-19 roubou literalmente alguns, ainda que não tantos.
“Em termos de desistências estamos na ordem de 2 a 3%. Estamos a falar de cerca de 20 estudantes que neste momento desistiram, não pela doença, mas por questões financeiras. Talvez seja um impacto indirecto da COVID-19”, justifica Alarquia Saíde, director interino daquela faculdade.
A COVID-19 obrigou esta universidade pública, tal como qualquer uma, a fazer investimento para criar locais de lavagem e desinfecção das mãos e a redução de estudantes impacta nas receitas, as mesmas que ajudam a cobrir as despesas de funcionamento e de pagamento de salários. Basta lembrar que cada estudante, no curso diurno que é subsidiado pelo Estado, o estudante de licenciatura paga 3.600 meticais semestralmente e 4.500 meticais mensalmente para os estudantes do pós-laboral e dos cursos superiores profissionalizantes e 10.000 meticais mensalmente para os estudantes de pós-graduação.
“O Estado está com dificuldade, este é o nosso dilema. Este é o principal problema que a Faculdade de Ciências de Saúde tem. Por um lado, os estudantes estão incapazes de pagar as propinas, e por outro lado, o Estado está com dificuldades. Estamos a falar do ano lectivo 2020 em que tivemos poucos desembolsos para funcionamento, então isto nos cria dificuldades de funcionamento”, lamenta Saíde.
Se as universidades públicas falam dessas dificuldades, o que dizer das privadas que vivem exclusivamente das receitas que advêm do pagamento das propinas?
No Instituto Superior de Estudos Universitários de Nampula, da Universidade Politécnica (ISEUNA), a pandemia faz-se sentir de forma severa, com uma redução de 87 estudantes no ensino superior e 107 no ensino técnico médio.
“Tivemos estudantes que os seus pais perderam empregos e tiveram que abandonar a faculdade. Houve estudantes que eram eles próprios a fonte de rendimento, no entanto, perdemos esses estudantes; perdemos receitas e tivemos que aumentar os produtos de higienização, de desinfecção, aquisição de três termómetros; manter os baldes com água, isso tudo foi um arrombo às nossas receitas”, lamenta Ana Guina, directora do ISEUNA.
O valor das propinas ISEUNA é de 2.000 meticais por mês para a escola secundária; no instituto médio são 4500 meticais mensais e no superior são 7.500 por mês, o que mostra que só com os 87 que desistiram no superior, aquela universidade passou a ter menos 652.500 (seiscentos e cinquenta e dois mil e quinhentos meticais) por mês e menos 481.500 (quatrocentos e oitenta e um mil e quinhentos meticais) por mês no ensino técnico médio.
O sentimento é comum, o que varia é o grau do impacto e o nome da instituição. O director do Instituto Superior de Economia e Gestão em Nampula, Dércio Abreu, fala das medidas que a sua instituição tomou em face mas dificuldades enfrentadas pelos estudantes, que mesmo assim não conseguiram ter um efeito positivo: “o conselho de direcção aprovou a redução das propinas mensais em 50%, mas mesmo com esta redução os nossos estudantes, infelizmente, não procederam com o cumprimento das suas obrigações. Não pagam as propinas mensais e isto condiciona bastante o nosso funcionamento normal, visto que somos uma instituição privada e funcionamos, basicamente, com as receitas que colectamos”.
A suspensão das aulas presenciais no ano passado e a introdução de aulas online foi um dos motivos das desistências, porque o ensino deixou de ser o mesmo, tal como disse Maura Cristina, estudante do curso médio de contabilidade no ISEUNA. “Em algum momento tivemos dificuldades para aceder à internet e a percepção das coisas não era mesma coisa que ter aulas presenciais, por mais que os professores tentassem explicar da melhor forma”.
A nova vaga de contaminação por coronavírus está a preocupar vários sectores e a criar nervosismo para os gestores do ensino superior público e privado que já vêm de uma crise sem precedente.
O internacional basquetebolista moçambicano, Yuran Biosse, assinou recentemente um contrato válido por duas temporadas com o Ferroviário de Maputo, campeão nacional de basquetebol sénior masculino.
O polivalente jogador troca, desta forma, a A Politécnica pelos “locomotivas” que irão representar o país na edição de estreia da Liga Africana de Basquetebol, BAL.
Biosse foi uma das peças fundamentais da equipa sénior masculino d’A Politécnica que, em 2006, fez uma boa campanha na Liga Moçambicana de Basquetebol, ocupando a terceira posição na prova realizada em Maputo.
Em 2018, ajudou os “politécnicos” a conquistarem pela primeira vez na sua história a Engen Maputo Basket- Campeonato da Cidade- após vencerem o Ferroviário de Maputo, por 56-55, no jogo 4 dos “play-offs” da final fazendo o 3-1.
Nesta prova, Biosse chamou a si o título de melhor marcador tendo recebido um troféu e 25, 000, 00 MT.
Um ano antes, ou seja, em 2017, foi fundamental para que a A Politécnica conquistasse a Taça Maputo, vencendo na final o Ferroviário de Maputo por 75-62.
No primeiro quarto desta partida, o Ferroviário de Maputo liderou com um parcial de 22-11. Já no segundo quarto, etapa do jogo em que a A Politécnica entrou melhor, os “universitários” venceram por 38-28.
O terceiro quarto, intenso, voltou a ser controlado pela A Politécnica que venceu por 54-44. No quarto e último período, o Ferroviário de Maputo fez uma recuperação mas no final perdeu o jogo por 75-62.
Yuran Biosse é um dos 25 atletas pré-convocados por Miguel Guambe para a selecção nacional de basquetebol que, em Fevereiro, irá disputar a terceira janela das eliminatórias para o “Afrobasket” 2021.
Por quatro dias consecutivos, alguns jovens saíram à rua e envolveram-se em confrontos com a polícia, em protesto ao recolher obrigatório de quatro dias imposto pelo governo da Tunísia.
Em Tunes, centenas de jovens atiraram pedras e cocktails Molotov contra as autoridades, sobretudo em Ettadhamen, um bairro situado na periferia da capital, tal como descreve o Notícias ao Minuto.
Para conter as manifestações, as forças de segurança dispararam granadas de gás lacrimogéneo contra os manifestantes.
Em Sfax, segunda cidade mais populosa do país, durante os protestos foram incendiados pneus no meio das ruas.
Durante a noite registaram igualmente confrontos em Gafsa, onde os habitantes se revoltaram contra a proibição dos pontos de venda ambulante.
De acordo com a imprensa local, verificaram-se também alterações da ordem pública em Ket, na zona a norte de Bizert; Kasserine e em Sousse.
O Ministério do Interior da Tunísia, que anunciou na segunda-feira mais de 600 detenções em virtude das manifestações, ainda não forneceu dados referentes a eventuais detidos nas últimas horas.
O Governo dos Estados Unidos da América anunciou ontem, a aplicação de sanções contra responsáveis da Tanzânia acusados de “prejudicar as eleições gerais de 28 de outubro”, sendo estes alvos de restrições aos seus vistos.
“Na terça-feira (19), os Estados Unidos anunciam restrições aos vistos de responsáveis tanzanianos responsáveis ou cúmplices de prejudicar as eleições gerais de 28 de outubro na Tanzânia. As ações destes responsáveis subverteram o processo eleitoral, continuando a trajetória descendente da democracia deste país”, refere um comunicado divulgado pelo Departamento de Estado norte-americano.
O documento, que não especifica quem são os visados por estas sanções, assinala que observadores eleitorais e membros da sociedade civil “notaram amplas irregularidades” e “abusos e violações dos direitos humanos” antes, durante e após a ação eleitoral.
“Candidatos da oposição foram repetidamente desqualificados, assediados e detidos. Irregularidades significativas e amplas na votação, interrupções no acesso à internet, intimidação de jornalistas e violência pelas forças de segurança fizeram com que esta eleição não fosse livre ou justa”, sublinha o comunicado.
O Departamento de Estado dos EUA alerta que os líderes da sociedade civil continuam sob ameaça no período pós-eleitoral e que vários membros da oposição abandonaram o país, receando pela sua saúde.
“Apelamos ao Governo da Tanzânia para voltar atrás e responsabilizar os responsáveis por estas eleições defeituosas, violência e intimidação. Os Estados Unidos vão continuar a seguir de perto os desenvolvimentos na Tanzânia e não vão hesitar em tomar mais ações contra indivíduos cúmplices no enfraquecimento da democracia e na violação dos direitos humanos”, diz a nota.
Washington enfatizou que estas ações não são dirigidas ao povo tanzaniano, que elogiou pela sua participação pacífica e de boa vontade nas eleições gerais e comprometeu-se a trabalhar em conjunto com “todos aqueles empenhados em fazer avançar a democracia, os direitos humanos e o respeito mútuo”.
A oposição denunciou uma fraude maciça durante o escrutínio em que o Presidente tanzaniano, John Magufuli, foi oficialmente reeleito com 84% dos votos.
A oposição alegou que houve a rejeição de milhares de observadores eleitorais, um abrandamento maciço nos serviços de Internet e de mensagens de texto e o recheio de urnas.
Moçambique registou, nas últimas 24 horas, mais quatro óbitos por covid-19, elevando o total de mortes para 253, tendo ainda 824 novos casos, anunciou na terça-feira (19) o Ministério da Saúde.
Os quatro óbitos foram registados na cidade e província de Maputo, um no domingo e os restantes três na segunda-feira, indica uma nota de atualização de dados sobre a pandemia.
O documento refere ainda que o total acumulado de casos em Moçambique subiu para 28.270, havendo ainda 19.132 (67%) de pessoas dadas como recuperadas, das quais 252 recuperadas nas últimas 24 horas.
A cidade de Maputo, capital do país, continua a registar o maior número de casos, com 4.284 do total de 8.881 ativos.
Desde o anúncio da primeira infeção, em 22 de março, o país testou cumulativamente um total de 308.913 casos suspeitos.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.041.289 mortos resultantes de mais de 95,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírusdetetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
O presidente brasileiro continua a defender a eficácia de um “tratamento precoce”, algo que já foi amplamente desmentido pelas autoridades de saúde, e voltou a lançar dúvidas sobre a vacina CoronaVac, já autorizada pelas autoridades de saúde brasileiras.
Jair Bolsonaro voltou a recomendar o “tratamento precoce” contra o novo coronavírus e a lançar dúvidas em relação à eficácia da vacina aprovada pelas autoridades brasileiras, num vídeo publicado pelo vereador Carlos Bolsonaro, seu filho, na plataforma Telegram, onde não existe revisão de conteúdos enganosos.
“Não desistam do tratamento precoce. Não desistam, tá? A vacina é para quem não pegou ainda. E essa vacina que aí está é 50% de eficácia. Ou seja, se jogar uma moedinha para cima, é 50% de eficácia. Então está liberada a aplicação no Brasil“, disse Bolsonaro, citado pela Folha de S. Paulo.
Esta declaração faz parte da comunicação do presidente brasileiro feita na segunda-feira, mas o excerto em que falava sobre o tratamento precoce e sobre a vacina foi removido antes de ser publicado pelo canal oficial do governo.
Este tratamento precoce, sublinhe-se, inclui os fármacos hidroxicloroquina e ivermectina, ambos sem eficácia comprovada no tratamento da Covid-19. Didier Raoult, o médico francês que publicou estudos controversos que, na sua perspetiva, demonstravam a eficácia da hidroxicloroquina contra o novo coronavírus, admitiu, pela primeira vez, que o tratamento não reduz a mortalidade da Covid-19, seis meses depois da Organização Mundial de Saúde (OMS) ter chegado à mesma conclusão.
Recorde-se que, no sábado, a rede social Twitter marcou como enganosa uma publicação do Ministério da Saúde, indicando que continha “informações enganosas e potencialmente prejudiciais relacionadas à Covid-19” e ocultando o conteúdo. Em resposta ao Poder360, a tutela explicou que “o tratamento precoce é uma orientação” e que “cabe, única e exclusivamente, aos médicos decidirem os procedimentos mais adequados para seus pacientes. E a estes aceitarem ou não a orientação”.
Esta comunicação também é feita à revelia da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão equivalente à direção-geral de Saúde, que no domingo, altura em que aprovou o uso emergencial das vacinas CoronaVac e Oxford/AstraZeneca, negou a existência de uma “alternativa terapêutica aprovada disponível para prevenir ou tratar a doença” Covid-19.
Uma disputa política por causa da vacina
A resistência de Jair Bolsonaro para com a vacina CoronaVac é antiga, mas intensificou-se quando o governador do estado de São Paulo, seu antigo apoiante, tomou as rédeas da produção da vacina, ao contrário da posição do governo.
“Então está liberada a aplicação no Brasil. E a vacina é do Brasil, não é de nenhum governador não, é do Brasil”, disse Bolsonaro na segunda-feira.
O chefe de Estado reforçou desta forma uma disputa política interna contra João Doria, governador de São Paulo, responsável pelo contrato inicial com o laboratório Sinovac, que desenvolveu a CoronaVac e testou no país numa parceria com o Instituto Butantan.
O Butantan comprou a patente do medicamento e deverá fornecer 100 milhões de doses desta vacina ao Governo brasileiro em 2021.
Bolsonaro chegou a declarar publicamente que não compraria a “vacina chinesa do Doria”, mas teve de voltar atrás porque mais de 50 países começaram campanhas de imunização contra a Covid-19 à frente do Brasil, ao mesmo tempo em que a pandemia voltou a provocar um número alto de mortes no país, lançando o caos no sistema de saúde de Manaus, capital do estado do Amazonas.
O maior país da América do Sul não tinha aprovado nenhum imunizante contra o novo coronavírus até domingo, quando a Anvisa autorizou o uso emergencial da CornaVac e da vacina desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford.
O presidente cessante dos Estados Unidos da América, Donald Trump, convidou os norte-americanos a “rezarem” pelo sucesso da administração de Joe Biden, que será empossado, esta quarta-feira, 46.º presidente daquele país, no discurso de fim de mandato.
“Esta semana, inauguramos um novo governo e rezamos pelo seu sucesso em manter a América segura e próspera”, disse num discurso gravado em vídeo.
O republicano desejou felicidades ao novo governo, embora sem mencionar o nome do presidente eleito.
Donald Trump destacou também que deixa a Casa Branca como “o único presidente que não iniciou novas guerras em décadas”.
“Estou especialmente orgulhoso de ser o primeiro presidente em décadas que não começou novas guerras”, enfatizou o presidente cessante.
Trump vai quebrar a tradição e não vai estar presente na cerimónia de tomada de posse de Joe Biden, deixando Washington na quarta-feira.
De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, Donald Trump viajará para a sua mansão particular em Palm Beach, no estado da Florida.
No discurso, o presidente cessante ressalvou ainda as conquistas durante os seus quatro anos de mandato.
“Revitalizámos nossas alianças”, salientou, acrescentando que instou “as nações do mundo a enfrentar a China como nunca antes” e realizou “acordos de paz históricos no Oriente Médio”.
Donald Trump relembrou também o assalto ao Capitólio, em 06 de janeiro, considerando que é “um ataque que não pode ser tolerado”, pedindo aos norte-americanos que “unem os valores de partilha”.
Depois da invasão do Capitólio, por apoiantes de Trump, milhares de efetivos da Guarda Nacional, o exército de reserva norte-americano, foram mobilizados para ajudar nas operações de segurança da investidura.
Serão cerca de 25.000 que estarão quarta-feira na capital para proteger a “zona vermelha”, diante da colina do Capitólio, onde terão lugar as cerimónias.
A imensa esplanada do ‘National Mall’, onde centenas de milhares de norte-americanos se deslocam habitualmente de quatro em quatro anos para assistir à cerimónia de tomada de posse, está encerrada e fechada a cadeado.
Em Washington, os militares armados e os polícias estacionados defronte de veículos blindados substituem as multidões, com a circulação nas ruas bloqueada por blocos de betão.
Pelo menos dois civis armados foram detidos nos últimos dias em redor da “zona vermelha”.
O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, afirmou na terça-feira (19) que a Aliança Atlântica e a União Europeia (UE) estão “desejosas” de trabalhar com o novo presidente norte-americano para reforçar as relações dos Estados Unidos com a Europa.
Após um jantar de trabalho com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, Stoltenberg afirmou através da rede social Twitter que NATO e UE aspiram a trabalhar com o chefe de Estado norte-americano para “reforçar os laços entre os Estados Unidos e Europa”.
Na véspera da tomada de posse de Joe Biden como 46º presidente norte-americano, Jens Stoltenberg adiantou que Estados Unidos e o bloco europeu “enfrentam desafios globais que nenhum delas pode resolver sozinha”.
No jantar de trabalho, que teve a duração de mais de três horas, participou também o chefe da diplomacia europeia, JosepBorrell.
Stoltenberg já convidou formalmente Biden a participar na próxima cimeira da NATO.
Por sua vez, Charles Michel propôs ao novo presidente norte-americano a organização de uma cimeira com os líderes da UE, que poderá ter lugar ao mesmo tempo que a reunião da NATO, de acordo com fonte diplomática citada pela AFP.
Donald Trump cumpriu ontem, o seu último dia completo na Casa Branca com o anúncio provável de uma série de indultos, e enquanto o seu sucessor Joe Biden viajará até Washington para a cerimónia de investidura na quarta-feira.
Antes da sua partida para a Florida, prevista para a manhã de quarta-feira, o milionário republicano poderá conceder um indulto a dezenas de pessoas e após ter utilizado nos últimos meses este poder presidencial em favor de diversos dos seus próximos.
Sete pessoas da mesma família morreram com sintomas de Covid-19 num hospital do estado do Pará, que ficou sem tanques de oxigénio.
Nas últimas 24 horas, sete pessoas da mesma família morreram com sintomas de Covid-19 na Unidade Básica de Saúde (UBS) do município brasileiro de Faro, no estado do Pará, que ficou sem tanques de oxigénio.
De acordo com o G1, trata-se de três mulheres e quatro homens que não resistiram a complicações de ordem respiratória, entre segunda-feira e esta terça-feira.
A sétima pessoa do mesmo agregado familiar a falecer foi um homem, que perdeu a vida na tarde de ontem (19), altura em chegaram ao município seis tanques de oxigénio.
Estas não foram as únicas vítimas mortais resultantes da falta de oxigénio generalizado, existindo registo de um outro homem, que faleceu na mesma unidade de saúde.
Recorde-se que o município de Faro atravessa um colapso da rede de Saúde devido à falta de oxigénio, medicamentos e camas de hospital para o tratamento de pacientes com Covid-19. A região fica na fronteira com o Amazonas, estado que enfrenta uma situação semelhante e que teve de transferir dezenas de infetados para outras cidades, para receberem oxigénio.
Faro junta-se assim a Manaus, capital do Amazonas, que, desde quinta-feira, vive uma grave crise de saúde devido à falta de camas em hospitais e de oxigénio para pacientes com Covid-19 que estão ligados a ventiladores mecânicos, sendo que alguns morreram asfixiados.
A GIZ – Deutsche Gesellschaft fur Internationale Zusamemenarbeit pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Assessor/a de Recursos Humanos. Saiba mais.
A World Vision – Moçambique (WV-Moç) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Abrigo para o distrito de Sussundenga em Sofala. Saiba mais.
A World Vision – Moçambique (WV-Moç) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Abrigo do Projecto Start Fund Chalane para o distrito de Nhamatanda em Sofala. Saiba mais.
O MMO Emprego pretende recrutar para o seu cliente um (1) Designer Gráfico. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Agente de Limpeza. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Motoristas Mecânicos. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Assistente de Escritório. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de Administração e Recursos Humanos. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de Procument e Logística. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de Procument e Logística. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial Sénior de Finanças. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Coordenador(a) Provincial. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Coordenador(a) Nacional de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais Provinciais de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais Provinciais de Capacitação e Comunicação. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dez (10) Oficiais de Campo. Saiba mais.
A Aldeia das Crianças SOS Kinderdorf International pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director da Escola Primária e Secundária para Maputo. Saiba mais.
World Vision-Moçambique (WV-Moç), no âmbito de implementação dos projectos de recuperação pós Ciclone Idai, torna público que pretende recrutar um (1) Motorista para o Projecto UNICEF Education. Saiba mais.
O MMO Emprego pretende recrutar para o seu cliente um (1) Caixa. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
O MMO Emprego pretende recrutar para o seu cliente dois (2) Motoristas. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civíl (CESC) está a recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Gestor/a de Projecto para Maputo. Saiba mais.
Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar um (1) Assistente Administrativo e Financeiro para Sofala. Saiba mais.
Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar Enfermeiras de Saúde Materno Infantil (ESMI) baseadas na provincia de Sofala. Saiba mais.
O MMO Emprego pretende recrutar para o seu cliente uma (1) Recepcionista. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
O MMO Emprego pretende recrutar para o seu cliente um (1) Técnico de Contabilidade. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A Cooperação Alemã para o Desenvolvimento- (GIZ) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um(a) (1) Assessor/a Para a Promoção do Emprego Juvenil nas Zonas Rurais para Nampula. Saiba mais.
A Cooperação Alemã para o Desenvolvimento- (GIZ) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um(a) (1) Assessor/a Para a Promoção do Emprego Juvenil nas Zonas Rurais para Beira. Saiba mais.
A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Recursos Humanos para Maputo. Saiba mais.
A N´weti, uma Organização Nacional não Governamental moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Enfermeiras Supervisoras na Província da Gaza. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) ,o âmbito das suas actividades, a Fundação pretende recrutar um (1) Ponto Focal SMI/PTV da Unidade Sanitária para Inhambane. Saiba mais.
A DSD Capital, Lda. pretende recrutar para o seu quadro 30 Agentes de Crédito, em regime de prestação de serviços, a fim de atender a demanda do mercado pelos serviços. Saiba mais.
A DSD Capital, Lda pretende recrutar para o seu quadro 20 Agentes Comerciais, em regime de prestação de serviços, a fim de atender a demanda do mercado pelos serviços, entre outras o agente de crédito. Saiba mais.
A Reencontro – Associação Moçambicana para o Apoio e desenvolvimento da Criança órfã, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Motorista, baseado em Maputo. Saiba mais.
A Lugela Digital pretende recrutar para o seu cliente um (1) Director do Projecto. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A Lugela Digital pretende recrutar para o seu cliente um (1) Director Financeiro. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A Lugela Digital pretende recrutar para o seu cliente três (3) Contabilistas. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A Lugela Digital pretende recrutar para o seu cliente um (1) Gestor de Projectos. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A Lugela Digital pretende recrutar para o seu cliente um (1) Engenheiro Mecânico. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A Lugela Digital pretende recrutar para o seu cliente um (1) Director Financeiro e de Administração. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
O MMO Emprego pretende recrutar para o seu cliente (1) Secretária Executiva. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A MECO Empreendimentos é uma Empresa de Consultoria em Recursos Humanos está a rectutar para uma Instituiçâo privada de Ensino, Professores. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) ,o âmbito das suas actividades, a Fundação pretende recrutar um (1) Assessor Técnico Sénior de Pediatria. Saiba mais.
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