As autoridades moçambicanas estão a incentivar a reabertura dos estabelecimentos hoteleiros, cumprindo de forma rigorosa as medidas de prevenção da Covid-19, facto que se acredita poder tornar o país um destino turístico limpo e seguro ao nível da região e do mundo.

O director do Instituto Nacional do Turismo (INATUR), Jeremias Manussa, disse que o sector da cultura e turismo é o mais afectado em termos de impacto gerado pela pandemia de Covid-19, sendo, por isso, que a instituição empreendeu uma iniciativa que visa incentivar a retoma das actividades num ambiente limpo e seguro.

Trata-se da certificação dos estabelecimentos hoteleiros, que cumprem com as obrigações sanitárias e pretende-se evitar o surgimento de estabelecimentos turísticos que sejam focos de transmissão do novo coronavírus.

Manussa revelou que, quando o Presidente da República, Filipe Nyusi, relaxou algumas medidas de prevenção, o INATUR encontrou uma oportunidade para realizar sessões de treinamento para os gestores de estabelecimentos de hotelaria e turismo, museus, agências de viagem e todas as unidades que lidam com o turismo no sentido de executarem as boas práticas.

“Ensinamos sobre o que deve ser feito a partir do momento em que o turista chega no estabelecimento hoteleiro, desde a medição de temperatura, desinfecção de bagagens, o tratamento de quartos durante a entrada e saída de um hóspede e todas as componentes de segurança sanitária”, disse Manussa.

A nossa fonte falava na Ilha de Moçambique, em Nampula, por ocasião da atribuição do selo “Limpo & Seguro” ao hotel Omuhipiti, a primeira instância do Norte do país a receber tal reconhecimento em relação ao cumprimento do protocolo sanitário definido pelo Ministério da Saúde.

O representante do hotel Omuhipiti, Jazime Miriel Mandlate, disse que a atribuição do selo Limpo & Seguro representa o reconhecimento da dedicação e esforço da massa laboral, a direcção executiva do hotel e todos os trabalhadores.

Mandlate diz que o selo espelha o trabalho que visou garantir a limpeza e a segurança dos hóspedes que se fazem naquele estabelecimento hoteleiro, incluindo a desinfecção das bagagens dos visitantes.

Depois da atribuição do selo, segue-se o exercício de marketing e divulgação para que seja de domínio público, o que vai ajudar os turistas a escolher a hospedagem limpa e segura.

O “Notícias” sabe que 26 estabelecimentos de hotelaria e turismo tiveram a oportunidade de receber o selo “Limpo & Seguro” num universo de 6800 unidades que existem em todo o país.

Contudo, Manussa diz que a instituição está a envidar esforços para garantir que Moçambique seja um destino turístico por excelência. Esse objectivo torna-se importante na medida em que todos trabalham cumprindo de forma rigorosa as medidas de prevenção de Covid-19.

“As formações são presenciais e virtuais, sendo que no final de cada sessão se faz a vistoria para avaliar o grau de cumprimento. Notamos que muitos hotéis, restaurantes e agências de viagem estão a cumprir com os procedimentos do protocolo, apesar de, ainda, não terem sido atribuídos o selo Limpo e Seguro”, afirmou.

Sem entrar em detalhes em relação aos dados estatísticos, o director-geral do INATUR confirmou a existência de hóspedes que acusaram positivo para o novo coronavírus em alguns estabelecimentos hoteleiros.

Manussa disse que a instituição que dirige orientou aos gestores dessas unidades hoteleiras a isolarem os referidos hóspedes num período de 14 dias para permitir o trabalho dos profissionais de saúde.

“O protocolo exige que os estabelecimentos hoteleiros devem ter a disponibilidade de uma área ou quarto para isolar eventuais doentes da Covid-19”, disse.