Inicia amanhã, no tribunal Judicial de Ka Chamanculo, na cidade de Maputo, o julgamento de um quadro da Autoridade Tributária afecto no terminal aéreo de Maputo e um Despachante aduaneiro, por ter lesado o Estado em mais de 21 milhões de meticais.
Segundo um Comunicado da PGR, refere que os mesmos indivíduos são indiciados pela prática dos tipos legais de crimes abaixo mencionados:
1-Corrupção passiva para acto ou omissão ilícita;
2- Enriquecimento ilícito;
3-Falsificação de documentos autênticos ou que fazem prova plena;
4-Suborno de um despachante aduaneiro para a emissão de um recibo de pagamento falso, referente ao desembaraço aduaneiro da importação de um software, lesando o Estado em 21.919.392,00MT (vinte e um milhões, novecentos e dezanove mil, trezentos e noventa e dois meticais).
A evolução da Covid-19 continua preocupante em todos os indicadores. O país registou entre terça-feira e ontem 20 óbitos, um recorde de 96 internamentos e 1543 novos casos positivos.
Com estes óbitos, ocorridos na capital e províncias de Maputo e Sofala, sobe para 1033 o cumulativo de vítimas mortais desde a eclosão da pandemia em Março do ano passado. Este número é igual ao anunciado no domingo, o que confirma a elevada letalidade nesta terceira vaga da Covid-19.
No período em análise, 96 pessoas foram internadas por complicações associadas à doença, o que representa o maior registo diário de sempre de pacientes admitidos nas unidades sanitárias do país. Assim, subiu para 419 pessoas o número de pessoas que estão a receber tratamento nos centros de isolamento. Outros 29 cidadãos receberam alta hospitalar.
Os 1543 novos casos positivos foram diagnosticados de um total de 4407 testes realizados, o que corresponde a uma taxa de positividade de 35 por cento.
A maior parte das infecções registou-se na cidade de Maputo, com 657 casos, seguida da província de Maputo, com 253 episódios.
A mesma informação indica que foram declarados recuperados 181 pacientes, 108 dos quais na província de Maputo e 75 em Inhambane, sendo que 18 mil cumprem isolamento domiciliar ou institucional.
Entretanto, o Ministério da Saúde prorrogou até sábado a administração da segunda dose da vacina contra a Covid-19, no quadro da II Fase da Campanha Nacional de Vacinação, cujo término estava previsto para hoje.
As autoridades recomendam a todos os que tenham tomado a primeira dose que, por alguma razão não fizeram a segunda nas datas indicadas nos cartões de vacinação, a dirigirem-se aos postos para completar sua imunização.
“Os que tenham viajado devem dirigir-se aos postos de vacinação mais próximos dos locais onde se encontram. Reiteramos que as vacinas contra a Covid-19 até agora administradas no país só são eficazes quando tomadas em duas doses”, refere o documento.
Um importante centro internacional de cocaína e lavagem de dinheiro, envolvendo 30 países, foi desmantelado quarta-feira (14) pela polícia federal norte-americana, depois de seis anos de uma investigação que começou em Las Vegas.
Operação Money Maker” é o nome da investigação que detetou um negócio ilegal de droga e dinheiro levado a cabo por uma rede transnacional de organizações criminosas, avança a agência de notícias Associated Press (AP).
A investigação foi revelada na quarta-feira pelo promotor federal norte-americano e pelo chefe do FBI em Las Vegas, que se fizeram acompanhar por representantes das forças de justiça da Austrália, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Israel, Roménia e Reino Unido.
O responsável do FBI Aaron Rouse explicou que a investigação se tornou pública depois das recentes prisões de seis pessoas no Nevada, Arizona, Califórnia e no estado de Washington por alegada conspiração, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Os detidos, com idades entre os 31 e os 51, são todos de nacionalidade norte-americana. Dos seis, apenas uma é mulher, e todos serão processados em Las Vegas, acrescentou Aaron Rouse.
As autoridades acrescentaram ainda que dois dos suspeitos vivem em Las Vegas e os restantes são de Los Angeles, Seattle, Phoenix e San José, Califórnia. Segundo as autoridades, podem enfrentar décadas de prisão se forem condenados.
Corpo de pessoa que morreu de Covid em Córdoba
11/7/2021 REUTERS/Agustin Marcarian
No cemitério de São Vicente, na cidade de Córdoba, na Argentina, Sandra del Valle Pereyra, de 50 anos, visita os túmulos dos seus pais que morreram de Covid-19, na pandemia que arrebentou a nação sul-americana.
A Argentina tem sido um dos países mais atingidos na região em termos de casos e mortes per capita, com 4,7 milhões de infecções e um total de mortes pela pandemia que ultrapassou os 100 mil na quarta-feira.
A média de casos diários caiu desde o pico do mês passado e a taxa de ocupação de leitos de UTI também está baixando, embora ainda supere 60% nacionalmente.
“Cada vida que se foi é um grande pesar para mim”, disse o presidente Alberto Fernández em um discurso semana passada. “Eu garanto que não vamos parar nestes meses de vacinar cada argentino e cada argentina”.
Enquanto países desenvolvidos como os Estados Unidos reduziram as mortes com rápidos programas de imunização, outros na América do Sul lideram os rankings de mortes e casos diários per capita, com a distribuição de vacina empacada pelo baixo fornecimento.
Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas, na quarta-feira, quando as forças de ordem dispersaram manifestantes na capital, Bissau. A manifestação fora convocada pelo sindicato UNTG, no sétimo mês de greve geral.
A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), a principal central sindical, convocou na quarta-feira (14.07) uma manifestação que visava contestar a “grave” situação social do país, assim como o aumento de impostos e subsídios aos titulares dos órgãos de soberania.
Momentos antes do início da marcha, que deveria terminar em frente da sede da Assembleia Nacional Popular (ANP), a polícia usou gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes que ainda se encontravam na sede da UNTG, no centro da capital guineense.
O secretário-geral da central sindical, Júlio Mendonça, deu conta do número de feridos devido à intervenção policial.
“Nós responsabilizamos por esta violação os principais responsáveis do país: o Presidente da República, o primeiro-ministro e o ministro do Interior. Sabem perfeitamente que o que os agentes (da polícia) estão a fazer não se coaduna com o que vem plasmado na Constituição da República”, disse Mendonça em declarações aos jornalistas na sede da central sindical.
O sindicalista qualificou a violência policial exercida sobre os manifestantes de “grave e gravíssima”. Anunciou ainda uma nova manifestação para o dia 28 de julho. “Esperamos que os (atuais) governantes percebam que hoje estão no poder, mas amanhã não estarão, e cada um deverá assumir as suas responsabilidades”, disse Mendonça.
Pelo menos oito pessoas morreram, incluindo quatro cidadãos chineses, e outras 25 ficaram feridas, na sequência de um ataque à bomba, contra um autocarro que transportava engenheiros chineses, no noroeste do Paquistão.
A explosão atingiu o autocarro e oito pessoas morreram, incluindo quatro chineses e dois membros da segurança.
O autocarro transportava engenheiros e trabalhadores chineses na área de construção de uma barragem, que teve início em 2018 e da qual participam empresas chinesas.
O pessoal chinês é alvo de grupos terroristas e separatistas no país vizinho, devido à sua grande presença no território, como parte do projeto Corredor Económico China — Paquistão.
O projeto multimilionário de infraestruturas, avaliado em 60.000 milhões de dólares, é financiado por Pequim, e envolve a construção de autoestradas, barragens, portos ou linhas ferroviárias no país vizinho.
O objetivo é construir uma rota comercial que ligará a cidade de Kasghar, na província de Xinjiang, no noroeste da China, ao porto paquistanês de Gwadar, no Baluchistão, fornecendo à China uma porta de entrada para o Mar Arábico.
Em abril passado, cinco pessoas morreram e 15 ficaram feridas durante um ataque com carro-bomba no estacionamento de um hotel de luxo na cidade de Quetta, no oeste do Paquistão, onde o embaixador chinês era esperado.
O embaixador chinês no Paquistão, Nong Rong, ainda não tinha chegado ao hotel quando ocorreu a explosão.
Em 2018, um grupo de insurgentes atacou o consulado chinês na cidade de Karachi, no sul do país. O ataque resultou na morte dos três agressores.
A World Vision-Moçambique (WV-Moç) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador Técnico Distrital de Água, Saneamento e Higiene (WASH). Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor Técnico de Tuberculose e TB/HIV. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Provincial de Comunicação. Saiba mais.
A BNBC – Recrutamento e Selecção – Agencia Privada de Emprego, pretende recrutar para seu cliente, quatro (4) Directores de Gestão de Bacias Hidrográficas. Saiba mais.
A World Vision-Moçambique (WV-Moç) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Monitoria, Avaliação, Prestação de Contas e Aprendizagem (MEAL). Saiba mais.
A World Vision-Moçambique (WV-Moç) torna público que pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador Distrital de Protecção à Criança. Saiba mais.
A GrandSYS, Lda, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Estagiário Profissional nas áreas de Marketing e Comunicação com componente Comercial. Saiba mais.
O Laboratório de Engenharia de Moçambique (LEM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director dos Serviços Centrais de Materiais de Construção e Estruturas. Saiba mais.
O Laboratório de Engenharia de Moçambique (LEM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director dos Serviços Centrais de Geotecnia, Hidráulica e Vias de Comunicação. Saiba mais.
Uma Empresa do ramo de transporte aéreo, sediada na cidade de Maputo, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Aeronavegabilidade Continuada (RPA). Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de HIV Pediátrico. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Enfermeiras de Saúde Materno Infantil (ESMI). Saiba mais.
O Ministério da Economia e Finanças pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor Provincial de Planeamento e Infra-Estruturas Públicas. Saiba mais.
O Centro de Desenvolvimento do Sistema de Informação Financeira (CEDSIF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Administradores Executivos. Saiba mais.
A junta militar de Mianmar abriu novos processos por suspeita de corrupção contra a líder civil Aung San Suu Kyi, que já está sendo julgada por um amplo leque de acusações que podem levá-la a mais de dez anos de prisão – anunciou seu advogado na terça-feira (13).
Em prisão domiciliar desde o golpe de Estado de fevereiro deste ano, a ex-líder de facto do governo civil está sendo processada por sedição, por violar uma lei de segredos de Estado da época colonial, por importação ilegal de walkie talkies e por ter, supostamente, recebido meio milhão de dólares e dez quilos de ouro em suborno.
Seu advogado, Khin Maung Zaw, disse à imprensa que sua cliente enfrentará quatro novas acusações de corrupção.
Sua equipe jurídica ainda não pôde ver “as primeiras atas (de acusação) e outros documentos” destas novas acusações, que serão julgadas em um tribunal de Mandalay (centro) a partir de 22 de julho, acrescentou.
A líder civil de 76 anos está na metade de outro julgamento, na capital Naipyidó. Uma audiência sobre as acusações de que teria violado as medidas sanitárias vinculadas à pandemia da covid-19 estava prevista para hoje. Foi adiada, porque nenhuma testemunha de acusação se apresentou, relatou o advogado de Suu Kyi.
Brasil notificou 45.022 novos casos de Covid-19 e mais 1.605 mortes no último dia, segundo os dados divulgados pelo Conselho de Nacional de Secretários de Saúde (CONASS). É registada uma subida acentuada tanto nos óbitos, como nas infeções desde ontem – 17.031 casos de Covid-19 e 745 mortes.
O Brasil acumula 19.151.993 casos positivos e 535.838 vítimas mortais. A incidência acumulada situa-se em 9.113.6 casos por 100 mil habitantes.
Já a incidência acumulada de óbitos fixa-se em 255 óbitos por 100 mil habitantes.
Após sete meses de greves, a central sindical guineense convocou para quarta-feira uma megamanifestação nacional contra as medidas do Governo. O povo paga mais impostos e os governantes recebem “subsídios milionários”.
A União Nacional de Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG) marcou um protesto para esta quarta-feira (14.07), por não conseguir “resolver os problemas com o Governo”. O lema da manifestação é contra a “vida cara e impostos abusivos”.
A principal central sindical guineense tem convocado, desde dezembro, ondas de greves gerais na função pública, para exigir do Governo, entre outras reivindicações, a exoneração de funcionários contratados sem concurso público, melhoria de condições laborais e o aumento do salário mínimo dos atuais 50.000 francos CFA (cerca de 76 euros) para o dobro.
Vão protestar também contra a criação dos chamados impostos milionários que os titulares dos órgãos de soberania passaram a receber desde que o povo paga mais impostos. Vários cidadãos dizem que a vida é mais cara e não veem benefícios dos novos impostos, que apenas servem para “sustentar a vida de luxo dos dirigentes”, disse Armando Lona, docente da Universidade Amílcar Cabral, que está a apoiar a campanha da central sindical nas redes sociais.
Edil de Nacala Porto, Raúl Novinte, acusado de violar sexualmente e engravidar menor de idade.
A violação começou no ano passado quando a menina tinha 15 anos, na sequência das violações ,a menor acabou ficando grávida e deu parto no passado 25 de junho.
Segundo a mãe da menor, promessas de receber dinheiro da parte do Edil que não chegou de ter, foi o motivo que lhe manteve calada durante todo esse tempo.
Mais de 2500 antigos guerrilheiros da Renamo foram abrangidos pelo Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR), processo em curso no país, no quadro da busca da paz definitiva.
Os números são revelados numa altura em que acaba de encerrar, fim-de-semana último, mais uma base da Renamo no distrito de Zóbuè, em Tete, elevando para 16 o número de quartéis encerrados nas províncias de Sofala, Manica e Tete.
Esta declaração foi feita sábado último pelo enviado pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas para Moçambique e presidente do Grupo de Contacto, Mirko Manzoni, ao testemunhar o encerramento da base militar da Renamo em Zóbuè e o consequente desarmamento e desmobilização de mais 360 guerrilheiros.
Segundo Manzoni, a reintegração destes homens exigirá um apoio adicional de todos os níveis da sociedade e de todas as partes interessadas, incluindo parceiros de desenvolvimento e o sector privado, que desempenham um papel central na reintegração económica e social.
“Apelamos a todos estes actores para que se associem activamente e mantenham o seu pleno compromisso na causa da paz definitiva em Moçambique”, afirmou Mirko Manzoni.
O presidente do Grupo de Contacto disse que com isto se assinala um marco significativo na implementação do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional de Maputo (Acordo de Maputo), com mais de metade (52%) dos 5.221 beneficiários do DDR agora desmobilizados e na sua jornada para a reintegração económica e social.
“Passou-se pouco mais de um ano desde que os primeiros beneficiários do DDR regressaram à casa, em Junho de 2020, e o encerramento da base de hoje marca a décima base a fechar num total de 16”, acrescenta Manzoni.
Segundo o enviado pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas para Moçambique, este progresso constante realça a natureza irreversível do processo de paz e sublinha o empenho de ambas as partes na conquista da paz definitiva. Face ao complexo cenário provocado pela Covid-19, este progresso é louvável.
O balanço de vítimas mortais do desabamento de um hotel na cidade chinesa de Suzhou, leste do país, subiu para 17, continuando desaparecidas ainda nove pessoas, segundo as autoridades.
O colapso ocorreu às 15:30 (08:30 em Lisboa), de segunda-feira, informou a televisão estatal CCTV, e deixou 23 pessoas encurraladas, 17 das quais morreram, cinco ficaram feridas e uma saiu ilesa.
O Siji Kaiyuan Hotel foi inaugurado em 2018 e era composto por 54 quartos, além de um salão de banquetes, de acordo com a sua descrição na plataforma de reservas de hotéis e viagens Ctrip.
A maioria das pessoas dentro do hotel na altura do incidente eram hóspedes.
A operação de resgate – que incluiu 120 viaturas dos bombeiros, 650 soldados, quatro cães de busca e quatro guindastes para reforçar as estruturas e prevenir novos desabamentos – foi concluída hoje.
As causas do incidente ainda estão a ser investigadas, embora conclusões preliminares apontem para uma obra no edifício que não teve as devidas licenças, segundo as autoridades.
O colapso de edifícios é uma ocorrência regular na China. A maioria das investigações revela incumprimento das normas de construção.
A polícia de Londres anunciou na terça-feira (13) a maior apreensão de criptomoedas no Reino Unido, realizada no âmbito de uma investigação de lavagem de dinheiro, no valor de quase US$ 250 milhões.
Os agentes apreenderam criptomoedas avaliadas em quase 180 milhões de libras (US$ 250 milhões), classificando-a como “uma das maiores apreensões do mundo”.
Este valor supera a apreensão recorde de 114 milhões de libras feita pela Polícia Metropolitana de Londres em junho passado e faz parte de uma investigação em curso sobre lavagem de dinheiro internacional, informou a Scotland Yard.
Não se especificou de que moedas se trata.
Uma mulher de 39 anos foi presa em 24 de junho, sob suspeita de lavagem de dinheiro, e depois, liberada sob fiança. Na sequência, foi interrogada sobre a descoberta de quase 180 milhões em moedas virtuais em 10 de julho.
“Há menos de um mês, conseguimos apreender 114 milhões de libras de criptomoedas. Desde então, nossa investigação tem sido complexa e de grande alcance (…) A apreensão de hoje é outro passo importante nesta investigação que continuará pelos próximos meses, já que procuramos as pessoas no centro desta suposta operação de lavagem de dinheiro”, explicou o detetive Joe Ryan, em um comunicado.
Criptomoedas, como o bitcoin, são criticadas com frequência pelas agências reguladoras por seus empregos ilegais, devido ao anonimato permitido por elas, assim como por sua facilidade de uso.
Segundo um informe do Chainalysis divulgado em fevereiro, as transações em moedas virtuais para fins ilegais alcançaram US$ 10 bilhões em 2020. Isso representa 1% da atividade total em criptomoedas do ano passado. É metade da quantidade do ano anterior, quando tal atividade atingiu um valor recorde de US$ 21,4 bilhões.
Um grupo de professores do ensino básico do distrito de Macomia, um dos afetados por ataques armados no norte de Moçambique, questiona a segurança no regresso à escola, porque dizem que não há segurança naquela zona.
Os professores referem que, se forem para Macomia, ficam expostos “como escudos de guerra”, relata Manuel Alberto, docente naquele distrito, atualmente deslocado em Pemba, capital provincial.
“No ano passado os insurgentes entraram na presença das Forças de Defesa e Segurança (FDS)”, refere, recordando a ocupação da vila, em maio de 2020.
Para o docente, “era bom que [as autoridades] esperassem até a situação voltar à normalidade para reabrir”, as escolas, “mesmo que seja só no próximo ano”, até porque quem está em Macomia “dorme na mata”, descreve Manuel Alberto.
E questiona: como pode um professor planificar aulas em tais condições, a viver com medo de ser decapitado?
Em causa, está uma decisão do Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia, assente num comunicado publicado em março, a pedir o regresso de todos os professores primários para as suas escolas, alegando haver segurança.
Só que a realidade é diferente, contam os docentes.
“Há disparos”, relata Isaura dos Santos, professora em Macomia há mais de cinco anos, agora alojada em Pemba, mas que continua a receber informações sobre focos de insegurança que persistem nas últimas semanas.
O Conselho de Ministros, anunciou a constituição da Comissão de Inquérito que vai investigar as razões por detrás dos vários acidentes que têm assolado o país, com especial atenção para a tragédia de Maluana, que vitimou mais de 30 pessoas.
A informação foi tornada pública pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Filimão Suázi, em conferência de imprensa no fim da 24ª sessão ordinária, realizada ontem, terça-feira, em Maputo.
Suázi, afirmou que a comissão é composta por cinco membros, que são quadros de reconhecido mérito nas áreas do seu trabalho, nomeadamente o doutor José Estevão Muchine que é juiz conselheiro jubilado, do Tribunal Administrativo, é o chefe da comissão; o engenheiro Lo Kam Chong, que é membro da Ordem dos Engenheiros de Moçambique, do Colégio de Engenharia Mecânica; o doutor Mário Jacob que é membro da Ordem dos Médicos de Moçambique; o engenheiro Domingos Guiamba, que é membro da Ordem dos Engenheiros de Moçambique, do Colégio da Engenharia Civil e doutor Alexandre Nhampossa que é membro da Associação moçambicana para as vítimas de insegurança rodoviária AMVIRO.
Esta comissão tem 30 dias para apresentar o seu relatório” frisou.
Pelo menos dezassete profissionais do Hospital Central da Beira (HCB) estão infectados pelo novo coronavírus, conforme revelou há dias o director-geral daquela unidade sanitária, Nelson Mucopo.
Os profissionais em questão “têm sintomas leves, mas já tivemos uma colega que faleceu pela Covid-19 na semana passada”.
Mucopo considerou a gestão daquele hospital de bastante delicada, num cenário em que as pessoas estão habituadas a ficar próximas umas das outras para se confortarem.
“A maior dificuldade que temos tido é de gerir o pessoal que acompanha os doentes. O que nós queríamos era ter um hospital só com as pessoas que chegam para tratamento”.
Deu exemplo de pessoas que vêm visitar um vizinho ou amigo pensando que estão a fazer o bem, mas não é correcto, principalmente no contexto em que nos encontramos, pois podem trazer doenças ao próprio visitado.
“O doente internado tem outras patologias e está frágil e o risco de ser contaminado pela Covid-19 é maior. Então, o visitante acaba contaminando o doente que, por sua vez, também infecta os profissionais que lhe estão a assistir”, explicou.
Os Estados Unidos da América (EUA) planeiam emitir esta semana mais sanções à China contra os abusos sobre os direitos humanos, adiantando que as empresas norte-americanas serão também alertadas sobre os riscos de operar em Hong Kong.
De acordo com o jornal britânico Financial Times (FT), a Administração Biden deverá impor mais sanções e emitir o alerta, durante a semana, em resposta à repressão de Pequim sobre o movimento pró-democracia de Hong Kong e ao genocídio que os EUA acreditam que o governo chinês cometeu contra os muçulmanos uigures, em Xinjiang.
As ameaças norte-americanas incluem o acesso do governo liderado por Xi Jinping a dados de empresas estrangeiras armazenados em Hong Kong e uma lei pune qualquer pessoa que aplique sanções estrangeiras contra grupos chineses, segundo fontes próximas do processo.
“O objetivo do aviso [dos EUA] é enfatizar [que] se não se sai destas cadeias de abastecimento, corre-se o risco de violar a lei norte-americana”, disse ao FT um funcionário estatal, que não quis ser identificado.
O aviso do Presidente dos EUA, Joe Biden, destaca os riscos legais enfrentados pelas empresas norte-americanas, reforçando que estas devem garantir que as suas cadeias de abastecimento não se envolvam em trabalhos forçados em Xinjiang.
A decisão foi motivada, em parte, pelo facto das empresas não estarem a levar o assunto com seriedade.
Uma fonte dentro do processo, segundo o FT, admitiu a existência de divergências no governo dos EUA, uma vez que alguns funcionários consideram que o alerta desencorajaria as empresas norte-americanas em operar num grande centro financeiro.
Na semana passada, o Departamento de Comércio dos EUA adicionou 14 empresas chinesas à sua lista negra de exportações, acusando-as de envolvimento em casos de abusos de Direitos Humanos e vigilância em Xinjiang, enquanto Pequim prometeu responder com as “medidas necessárias”.
Os Estados Unidos pressionaram na terça-feira (13) para que Cuba acabe com as restrições à internet impostas após protestos antigovernamentais sem precedentes e renovaram o pedido de libertação dos manifestantes detidos.
“Pedimos aos líderes cubanos que mostrem moderação (e) respeito pela voz do povo, abrindo todos os meios de comunicação, tanto digitais como não digitais”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, em entrevista coletiva.
“Fechar o acesso à tecnologia, fechar os canais de informação, isso não faz nada para responder às necessidades e aspirações legítimas do povo cubano”, acrescentou.
“Parabenizamos o povo de Cuba por mostrar grande coragem”, disse Price, acrescentando que Havana respondeu tentando “silenciar suas vozes”.
“Pedimos calma e condenamos toda violência contra quem protesta pacificamente. E também pedimos ao governo cubano que liberte todos os detidos por protestarem pacificamente”, afirmou.
Cerca de 100 pessoas, incluindo jornalistas independentes e ativistas da oposição, permaneciam presos nesta terça-feira.
Em uma mobilização em uma escala sem precedentes desde a revolução de 1959, os cubanos tomaram as ruas no domingo em várias cidades e vilas da ilha sob o regime comunista.
O acesso à internet móvel, grande aliada desses protestos, foi rapidamente interrompido.
O grupo de monitoramento Internet Netblocks relatou interrupções em Cuba nas principais redes sociais e plataformas de comunicação, como WhatsApp e Facebook.
A organização Human Rights Watch (HRW) denunciou na terça-feira que o número de detidos nos protestos ocorridos em Cuba “passa de 150”, e exigiu o fim das violações aos direitos humanos no território cubano.
A lista inicial de detidos nos protestos em Cuba passa de 150. Não se sabe o paradeiro de muitos deles. Exigimos o fim dessas violações aos direitos humanos. Protestar é um direito, não um crime”, escreveu no Twitter o diretor da divisão das Américas da organização Human Rights Watch (HRW), José Miguel Vivanco.
Milhares de pessoas saíram às ruas cubanas para exigir “liberdade” no domingo (11.07). Várias foram detidas e alguns confrontos ocorreram após as declarações do Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, que pediu aos seus apoiantes para defenderem a Revolução.
Vivanco divulgou uma lista de desaparecidos cuja autoria atribuiu à ONG Cubalex, que contabiliza 171 pessoas reportadas como desaparecidas, das quais 17 já foram libertas ou encontradas.
A lista inclui nomes e sobrenomes das pessoas, o local onde foram vistas pela última vez, a hora e a data da detenção e o “último relato” sobre a sua situação”.
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